Mostrando postagens com marcador missionários. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador missionários. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de maio de 2026

NOVAS ILUSTRAÇÕES MISSIONÁRIAS: Livro gratuito com 600 ilustrações sobre missões, serviço e mordomia cristã

O livro gratuito que você tem diante dos olhos possui um valor altíssimo. Está mesmo na prateleira de cima dos livros mais valiosos. Ele é uma antologia: uma reunião do melhor encontrável nos melhores livros. Um antologista percorre milhares e milhares de páginas para extrair aquilo que julga ser o mais relevante segundo o propósito que ele tem em mente. E, após muita depuração, entrega ao leitor a riqueza que custou o suor, as experiências, a inteligência e a criatividade de dezenas ou centenas de autores.

Ao longo dos anos, publiquei duas grandes seletas de ilustrações. A obra Ilustrações Missionárias: 777 Ilustrações sobre mordomia cristã e as obras de evangelização e missões (2020), e o Almanaque do Promotor Missionário (2024), que, dentre seus diversos recursos, possui uma seção com nada menos que 340 ilustrações de enfoque missionário.

Mas, leitor e coletor contumaz que sou, em minhas leituras e pesquisas subsequentes a tais obras continuei a me deparar com textos cuja preciosidade precisava ser compartilhada. Assim, esta obra traz para a Igreja uma nova coleção de ilustrações e reflexões, a somar-se às coleções pregressas.

PDF com tamanho de fonte (letra) otimizado para
leitura em aparelhos celulares.

Uma ilustração, verdadeiro canivete suíço, é uma ferramenta homilética, evangelística, devocional e motivacional, útil em todos os momentos: Pode ser usada durante uma pregação, ou na evangelização individual; serve de inspiração em seu momento devocional em grupo ou a sós; e contribui para enriquecer textos e publicações as mais diversas. A título de ilustrações, aqui o leitor encontrará de parábolas e fábulas morais a testemunhos de vida e fé, de poemas e orações edificantes a pequenas reflexões, teológicas e práticas, sobre o serviço cristão e a missão, coligidas das mais diversas fontes.

Nossa oração é para que você leia e pratique os textos aqui colecionados – e compartilhe esta obra, sempre gratuitamente, com quantos irmãos você puder.


BAIXE O LIVRO PELO SITE BIBLIOTECA DE MISSÕES, CLICANDO AQUI.

BAIXE O LIVRO PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLICANDO AQUI.

BAIXE O LIVRO PELO GOOGLE PLAY STORE (LIVROS), CLICANDO AQUI.


E, se você deseja o LIVRO IMPRESSO, ele está disponível na editora Uiclap, ao preço de custo (não obtemos lucros com a venda, para deixar o livro no mínimo valor possível na editora, que imprime e vende sob demanda). Ele possui 542 páginas, em formato 16x23cm. Acesse o site da editora AQUI.



quarta-feira, 15 de abril de 2026

Recursos missionários gratuitos: Conheça a BIBLIOTECA DE MISSÕES


Uma boa notícia para missionários, mobilizadores de missões, pastores, obreiros e todos os cristãos engajados em missões: Todo o acervo de recursos (e-books, revistas, cartazes, jogos etc.) do ministério Veredas Missionárias agora está reunido em um site especial, a Biblioteca de Missões. Ficou muito mais fácil, rápido e prático encontrar materiais de seu interesse, e baixar gratuitamente o que quiser. Acesse, salve e compartilhe este link:


https://bibliotecademissoes.com/

 

Se você possui blog ou site, insira o link da Biblioteca em sua lista de links, para ajudar a divulgar os recursos gratuitos.



quarta-feira, 20 de agosto de 2025

450 CITAÇÕES SELECIONADAS DE STANLEY JONES EM LIVRO GRATUITO - BAIXE O SEU!

 

Eli Stanley Jones (1884—1973) foi um missionário protestante, teólogo e autor norte-americano que dedicou sua vida ao trabalho evangelístico na Índia. Stanley chegou a ser chamado por veículos de mídia de “o maior missionário do mundo”, mas definia-se a si mesmo como um evangelista. Seu esforço de contextualização e promoção do cristianismo entre culturas orientais e seu ímpeto em busca da unidade cristã em prol da Grande Comissão encantaram e mobilizaram a muitos, não sem escandalizar a alguns. Sua luta contra o preconceito racial e social transcendeu fronteiras e religiões, influenciando líderes como Martin Luther King Jr., que se inspirou em sua biografia de Gandhi — de quem Jones fora amigo — para adotar a não-violência no movimento dos direitos civis.

Seus muitos livros — mais de 25 títulos —, alguns dos quais best-sellers, redundaram em lucros revertidos para a obra. Fiel aos preceitos de John Wesley, Jones foi incansável em pregar, em doar, em arder. Pregou mais de 60.000 sermões durante sua vida. Estadista do Reino de Deus, Jones foi um cristão global de fato e direito, décadas antes deste termo fazer sentido.

Num tempo (ou numa sucessão de séculos!) de tantos teólogos preocupados apenas com o teologar, seguros em suas cátedras, púlpitos e urbes, sem maior ou ao menos inteiro compromisso com a Grande Comissão — observe a sua estante, é o caso de mais deles do que você imagina — o exemplo colossal de Jones é um modelo a ser admirado e replicado, se tivermos almas à altura do chamado que pesa sobre todos nós.

Neste e-book GRATUITO, apresentamos um apanhado do pensamento de Jones, na forma de 450 trechos (citações), coligidos de diversos de seus livros.

LEIA E COMPARTILHE!

PARA BAIXAR SEU E-BOOK PELO GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.


O e-book também está disponível em:

Google Play, AQUI.

Scribd - AQUI.

Slideshare - AQUI.

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Poemas missionários de Sammis Reachers reunidos em livro gratuito

 

Este pequenino volume reúne aqueles de meus poemas imbuídos de uma mensagem especial (ou essencial?), uma celebração do espírito missionário/missional, que julgo ser o ânimo (alma) a mover o corpo dito Igreja. Foram publicados ao longo de quase vinte anos, em alguns de meus livros e e-books.

Agregadas aqui estão também algumas frases imbuídas do mesmo espírito, publicadas no livro Sabenças e Sentenças da Missão, ou inéditas em livro.

Que a provocatividade destes versos e frases possa servir de inspiração devocional e missional para sua vida. Eles expressam, de forma inocente ou arguta, lírica ou quase rude, que não há causa maior nem urgência mais premente do que cumprirmos a Grande Comissão.

Para baixar o e-book (formato PDF) pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.


sábado, 29 de março de 2025

PARUSIA, poema de Sammis Reachers

 


Parusia

 

Parusia, termo grego para um (e)vento cósmico

Parusia, palavra que expressa

A segunda e gloriosa vinda de Cristo

 

Você é um soldado da parusia

Um seu estivador uma costureira um executivo

 

Varra o chão de sua casa, igreja ou trabalho

Como um soldado da parusia

 

Acorde pela manhã, tome sorvete, beba café, soe oração

E deite-se à noite como um soldado da parusia

 

Engula as ofensas as segundas milhas a perseguição

Ministre graça, cura e liberdade

Como um soldado da parusia

 

Suporte a carga, avance pela frente ou pelos francos

Erga pontes cave túneis pise em paz nos esgotos

Como um soldado da parusia

 

Expeça o missionário hospede o Espírito e o estrangeiro

Exalte a voz e erga a sua cabeça como um soldado

Um soldado da parusia

 

Escreva pequenininho no seu antebraço

No seu peito no seu olho no entroncamento ou ponto exato

Onde a veia cava se liga a seu coração:

 

Às nações, até a última nação:

                                       Sou um soldado da parusia

 

 

Parusia II

 

Incêndio nos céus

Incêndios nos corações

Incêndio nas esperas

Incêndio nos cismares

Incêndio na masmorra-conforto

Incêndio em máscaras e fantasias

Incêndio em marcos e fronteiras

 

Incêndio nascido em A Árvore da Vida

A que não queima,

Incêndio acendido de Águas Vivas


domingo, 29 de janeiro de 2023

Lançamento: Livro CITAÇÕES MISSIONÁRIAS - Mais de 2000 citações sobre a obra missionária da igreja de Cristo

 

Fruto de extensa pesquisa, é com prazer que apresentamos ao público cristão brasileiro uma obra verdadeiramente única em língua portuguesa. 

Em 266 páginas, o livro CITAÇÕES MISSIONÁRIAS objetiva ser um manancial de ciência e sabedoria (Pv 11.14), ao reunir por meio de citações as opiniões e entendimentos de centenas e centenas de servos do Senhor – teólogos, missiólogos, pastores, missionários, leigos – cuja produção intelectual, reiteradas vezes experimentada no campo de testes da vida real, é um presente de Deus para a sua igreja.

A obra reúne, em mais de 2.000 citações, reflexões sobre temas fundamentais da missão cristã, divididos em pouco mais de 40 tópicos:

AVIVAMENTO – BATALHA ESPIRITUAL – BÍBLIA – CHAMADO E DECISÃO – CONTEXTUALIZAÇÃO – DISCIPULADO – ENVIADORES E MANTENEDORES – ESPÍRITO SANTO – ESPIRITUALIDADE – EVANGELIZAÇÃO – FAMÍLIA E RELACIONAMENTOS – GRANDE COMISSÃO – IDE – IGREJA – JESUS – LITERATURA – MARTÍRIO – MINISTÉRIO      – MISSÃO, MISSÕES – MISSIO DEI – MISSIOLOGIA – MISSIONÁRIOS – MISSÕES DE CURTO PRAZO – MISSÕES URBANAS – MOBILIZAÇÃO MISSIONÁRIA – MOTIVAÇÃO – NÃO ALCANÇADOS – OBRAS DE MISERICÓRDIA (CARIDADE; AÇÃO E JUSTIÇA SOCIAL) – ORAÇÃO – PASTORES E LÍDERES – PERGUNTAS REINCIDENTES – PERSEGUIÇÃO – PERSEVERANÇA – PREGAÇÃO / PROCLAMAÇÃO – PREPARO MISSIONÁRIO – PROVIDÊNCIA DIVINA – QUEBRANTAMENTO – RENÚNCIA (SOFRIMENTO, SACRIFÍCIO) – SERVIÇO (MORDOMIA CRISTÃ) – TEOLOGIA – TESTEMUNHO – UNIDADE (COLABORAÇÃO NA MISSÃO, COMUNHÃO) – URGÊNCIA – VOCAÇÃO.


O livro custa apenas 40 reais, já com o valor do frete INCLUÍDO. E mais: Os lucros desta obra serão revertidos para agência missionária SEMADEC (São Gonçalo – RJ), filiada à AMTB.


NO MOMENTO, O LIVRO ESTÁ ESGOTADO


quarta-feira, 9 de março de 2016

Espartanos - Um conto sobre missionários


Espartanos

       Foi um e-mail de sua irmã, dando conta da tragédia.
      Éramos amigos da época do Exército, servimos juntos no extinto 3˚BI, em São Gonçalo.
      Após os dez meses regulamentares, dei baixa: planejava abrir o negócio que afinal nunca abri.
      Aritana (ele era um mulato com esse estranho nome de índio tupi) continuou na farda, engajou-se e chegou a 3˚ Sargento.
      Depois de sua baixa, foi homem de realizar nosso sonho: viajou para Aubagne, na França, e alistou-se na Legião Estrangeira.
      Ainda não contei porque Aritana, bem encaminhado no Exército Brasileiro, pediu sua baixa. Ele sempre sonhara ser um soldado na acepção veraz-voraz do termo: queria porque queria entrar em combate real, dizia mesmo que nascera para combater.
      Membro dos Comandos de Selva no Amazonas, aparentemente chegara onde queria: sabia das constantes e oficialmente abafadas incursões de membros das FARC colombianas território brasileiro adentro. Inimigos reais: Aritana precisava, e iria encontrá-los. Para isso fizera os testes e os extenuantes cursos para servir no Amazonas.
      Num estranho maio, chegou pela manhã a notícia, vinda via rádio de um informante duma tribo aruaque: dois barcos dos guerrilheiros desciam pelo rio Içá. O Comandante do Destacamento de Fronteira constituiu um Comando para ir de encontro ao grupo, mas excluíra Aritana da missão. A isso se seguiu uma discussão infrutífera, um frutífero soco no queixo do Comandante, um mês de cadeia e um pedido de baixa, para evitar a expulsão com desonra.

*  *  *

      Aritana chegou à Legião sonhando em combater. Onde fosse: operações da OTAN, Senegal, Chade, em Roma, Jerusalém ou no inferno.
      No último dia 14, ainda no campo de treinamento da Legião, em Castelnaudary, meu amigo espartano foi atingido acidentalmente pelo disparo de um fuzil bullpup FAMAS, arma regulamentar do Exército Francês. Tiro disparado por um recruta argelino.
      Morreu Aritana, o melhor soldado que vi, e de toda a galera do quartel, ou melhor, de todos os homens que conheci na vida, o melhor num combate corporal, sim, o melhor na porrada. Um gladiador nato, clássico. Um pedaço de aço, ou como eu disse, um espartano. Mas seus únicos combates na vida foram as lutas ferrenhas em busca de uma Luta, de um Sonho que sempre lhe fugiu; e nossas saudosas mas geopoliticamente irrelevantes brigas de bar.
      Mas por que relato sobre Aritana, por que sua história tem tirado meu sono nesses dias?
      Desde que me dediquei à obra de Deus, isso lá pelos idos de 1999, pouco antes de minha baixa, eu nutro o sonho de tornar-me também um diferente, um precioso e especializado tipo de soldado: um missionário. Percebi em algum momento que há uma e uma única causa por que combater, e qual é a verdadeira milícia e finalmente qual é a ponta de lança desta milícia. E tenho investido em cursos e livros, na consagração de minha vida, tarefas na igreja, do microfone à vassoura, da pá ao púlpito. E serviços comunitários em meus dias de folga, na intenção de adestrar meu espírito e meu corpo na arte de servir.
      E tenho encontrado a mesma resposta, as mesmas variações floreadas em que um ‘não’ alcança metamorfosear-se: “Nossa igreja não tem condições de enviar missionários”; “Você é louco? Vai morrer lá!”; “Mas e seu emprego, vai deixar um emprego tão bom para aventurar-se? Que desperdício, menino!”; “Ainda não é o tempo de Deus”; “Você não está capacitado”; “Ano que vem vamos entrar num propósito de oração, para Deus nos dar a direção sobre isso, irmão Sammis.”
      Tenho pensado sem parar em Aritana. Como ele, tenho há anos perseguido um sonho, tenho há anos visto ele ser-me negado, postergado, indeferido. O Universo não conspira contra mim, o Universo não conspira: tudo corre pela conta de Satanás, aliado à idiotice humana, esse outro obscuro deus, que por tanto e tantos responde.
      Não, eu não vou morrer sem ver o campo que o Senhor me direcionou. Não vou morrer aqui no solo cristão de um país cristão servindo principalmente a cristãos ou a uma maioria de renitentes já enfadados de ouvir a mensagem. Ainda que ela deva continuar a ser despejada a tempo e fora de tempo, como o bombardeio da luz do sol que não se esgota e jamais murmura, prefiro e vou bombardear solo virgem, extensões de trevas que nunca viram luz ou arado. Devo e vou morrer num lugar onde precisam de quem morra, onde desesperadamente anseiam por uma migalha da mesa do que aqui sobeja.
      Vendi minha casa. Moro sozinho e ainda não falei com minha família, mas isso é o de menos. O valor levantado permitirá que eu viva no campo por quase dois anos; com essa quantia em mãos a Agência Missionária resolveu aceitar-me. É uma Agência interdenominacional, sem condições de sustentar missionários. Apenas assessora, ajuda, pastoreia os pastores que envia. A quantia é muito mais do que muitos dos que partem dispõem, muito mais do que aquilo, entre realidades e as sempre muitas promessas, com que podem contar. E para além disso, não existe a fé? É hora de dar um salto kierkegaardiano, é tempo de experimentar essa arma, para além dos pacatos ensaios no simulador que a vida cristã aqui tem sido.
      Não, eu não vou morrer boicotado pelos generais, eu não vou morrer ferido num quartel, eu não vou morrer quando prestes a lançar-me; não vou morrer sem experimentar o verdadeiro combate. Parto ainda esta semana.
      Nosso velho sonho de guerra, Aritana. De alguma maneira vou realizá-lo.

Sammis Reachers



sexta-feira, 14 de março de 2014

Pakau - a chamada, o preço e a recompensa

Kelem Gaspar

Esse livro retrata minhas lutas e vitórias no campo missionário, mas acima de tudo é um livro que fala que os milagres de Deus ainda são presentes na vida daqueles que creem. Todo o livro brada que Ele Vive!. 

Você pode depositar R$ 20,00 no Banco do Brasil, Ag 1436-2, cc 6993-0 ou no Bradesco, Ag 0697-1, cc 0523.164-7. Depois, me manda uma mensagem ou e-mail com o comprovante e seu endereço completo com CEP para missgaspar@ig.com.br. Mandarei o livro autografado! Ou, se preferir, compre-o em uma livraria CPAD próximo de você!

Se fizer sua compra diretamente comigo, peço atenção para que você diga no e-mail qual livro prefere, pois lancei dois, o outro é: Segredos da Obra Missionária

Adquirindo-o, você está ajudando o nosso trabalho missionário aqui em Maracanã.

Fonte: Missionária Kelem Gaspar - Um blog missionário de verdade

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Porque evangelizar grupos minoritários, ou A urgência de missões na globalização

André Filipe Aefe!
foto by Jimmy Nelson, em Papua Nova-Guiné. in: "Before they pass away"

Evangelização e missões | Quando falamos em evangelização, normalmente estamos falando em algo mais abrangente como a pregação do evangelho a cada indivíduo da terra. Quando falamos em missões, falamos em algo mais específico como a pregação do evangelho a cada povo da terra. A evangelização ocorre na prática ordinária da igreja. O evangelho vai sendo pregado a cada indivíduo da terra através do testemunho individual de cada cristão em seu contexto. Missões, no entanto, requer preparo e envio de missionários.
Pela evangelização da Igreja de Antioquia, o evangelho poderia se espalhar pelo mundo como quando uma pedra é lançada na água, e a circunferência da onda gerada pelo impacto vai crescendo pouco a pouco. Em Atos 13, no entanto, o Espírito Santo ensinou à Igreja a necessidade do envio de missionários. A igreja não iria se espalhar somente através de um único ponto centrífugo, mas sim lançando pedrinhas para que o Evangelho se espalhasse por meio de vários eixos. Foi deste modo que a Igreja chegou em Chipre, na Ásia menor, na Europa e até nós. O envio de missionários é necessário porque, em determinando ponto, a evangelização ordinária encontrará barreiras, a onda é barrada por fronteiras, sejam elas geográficas, culturais, linguísticas, sociais etc. Por isso, se enviam missionários. O missionário é, portanto, aquele que transpõe barreiras para a evangelização.

Pieter Bruguel "A mais antiga torre de Babel"
Globalização e grupos minoritários | Nos dias atuais, no entanto, podemos ser levados a pensar que, com o progresso da globalização e com a uniformização das línguas e das culturas pelo mundo, as barreiras se tornam cada vez menores e o evangelho pode chegar a cada indivíduo sem qualquer impedimento, sendo missões algo desnecessário. Segundo relatório da Unesco, de 2001, mais de 50% das 6.800 línguas faladas no mundo correm risco de extinção, e segundo algumas estimativas, uma língua morre a cada 15 dias. E ainda, segundo um artigo científico publicado em 2003 pela Nature, 7,1% das línguas faladas no mundo estariam numa categoria de “criticamente ameaçadas(1)”. Agora, considerando o contexto brasileiro, segundo o linguísta Aryon Rodrigues, todas as 180 línguas indígenas “estão sujeitas a pressões muito fortes e pode-se considerar que todas estão ameaçadas de extinguir-se no decorrer deste século(2)”. Ainda, segundo o Relatório 2010 do Departamento de Assuntos Indígenas (DAI-AMTB), 48% das etnias indígenas vivem próximas a áreas urbanizadas ou em áreas urbanas e 111 etnias urbanizadas ou em processo de urbanização. Diante destes dados, as barreiras culturais não estariam diminuindo e a evangelização se tornando mais fácil? A cada dia que passa, culturas minoritárias são engolidas por culturas majoritárias e o mundo vai ficando cada vez mais homogêneo. Será que para a igreja esta é uma boa notícia? A globalização não estaria diminuindo as barreiras para a pregação do evangelho? Gostaria de responder a esta questão à luz da narrativa da torre de Babel.
A partir de Gênesis 4, vemos a humanidade seguindo duas gerações bem distintas: de um lado a geração de Caim, que desenvolveu a civilização antiga de maneira rebelde ao Deus da criação, seguindo seu próprio caminho. De outro lado, por sua vez, a linhagem de Sete, a linhagem da Aliança, que se manteve distante da perversidade de seus irmãos. Mas
Gn.6.1-9 nos mostra que essa linhagem se desenvolveu construindo uma civilização tão perversa e imoral que a própria linhagem da Aliança se corrompeu, a ponto de restar um único justo em toda a humanidade, tal era a força atrativa do Império surgido. Como castigo, mas também como graça, para preservar a linhagem de Noé, Deus destruiu todos os iníquos, e recomeçou a linhagem a partir dos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé, reservando a linhagem de Sem para seu povo. No entanto, rapidamente se ergueu novamente a civilização da iniquidade, cooptando os justos. A enorme Torre de Babel é, então, arquitetada sob dois fundamentos: a criação de um Império universal, e o renome humano, em rebeldia ao Deus da criação. Desta vez, ao invés da destruição universal, Deus decide lançar mão de outro castigo, que guardava consigo graça abundante: ele divide os povos em culturas e línguas, e os espalha pela terra. O princípio é claro: num mundo debaixo do pecado, a humanidade unida alcançaria tal Iniquidade que sua violência seria uma tragédia para si mesma, e principalmente para o povo de Deus.
A idéia por trás daquela que diz que quando a “civilização" chega aos diversos povos facilita a evangelização, o que está por trás é a idéia de que vivemos numa cultura santa, e que ser um “homem civilizado" é quase a mesma coisa que ser um cristão. Esperar para que a globalização adeque todos os povos numa mesma cultura e língua para então evangelizar é um risco muito grande para a igreja. A igreja deve abolir qualquer tentativa de imperialismo de qualquer parte, seja através do domínio político, linguístico ou cultural. Evangelizar uma cultura distante pode parecer o mais difícil a curto prazo, mas a diversidade dos povos, dos poderes e da cultura é favorável à promoção do evangelho a longo prazo. A concentração de poder e a homogeneidade da cultura sempre sera ímpia, mesmo quando influenciada por princípios cristãos. Uma hora ou outra ela se voltará contra a igreja. O tempo do apóstolo Paulo vivia sob uma globalização semelhante. O Império Romano havia conquistado o mundo inteiro e o tinha integrado por estradas e uniformizado a língua. Paulo e a igreja foram favorecidos por esta concentração de poder a curto prazo. Ele se livrou de feras selvagens e de ter que se infliltrar em densas florestas, pois as estradas estavam abertas. Ele também não precisou aprender novas línguas, pois o grego era entendido em todo o Universo romano. No entanto, em pouco tempo, o Império se tornou hostil à igreja, e o que poderia ser simplesmente uma perseguição local, tornou-se uma perseguição mundial. A concentração de poder e a massificação da cultura sempre será desfavorável ao Evangelho.
Veja o caso da ONU, em que há certo aspecto de poder político universal. Contendo certa influência do cristianismo, são inegáveis os avanços em direitos humanos ao redor do mundo por intermédio dessa organização. No entanto, a longo prazo, ensina a história, ela vai se voltar contra o cristianismo. Isso já é possível deslumbrar com recentes sugestões às nações a respeito do casamento homossexual. Outro exemplo é o imperialismo cultural americano. A princípio isto parece favorável, pois os EUA possuem valores cristãos em suas bases. No entanto, o que se exporta por todo mundo, até às regiões mais longínquas da terra não é o evangelho, mas sim uma cultura consumista e pervertida, imoral e violenta, que escandalizaria as comunidades mais tradicionais pelo mundo, mas faz a cabeça das novas gerações. Um terceiro exemplo é o do avanço de uma religião universal. Uma coisa é um missionário pregar a uma cultura cuja religião seja local, outra coisa é ser envolvido sobre uma religião mundial. O exemplo é duplo, tanto o avanço do islamismo quanto o avanço do ateísmo provam a dificuldade que traz a globalização universal. A globalização universal facilita a divulgação destas outras doutrinas religiosas também, e elas terão proeminência sobre o cristianismo, pois o Império de Babel sempre favorece uma religião rebelde ao Deus verdadeiro: “os produtos imorais e não-religiosos de uma nação são tão destrutivos quanto aqueles de uma humanidade unida (...) muitas religiões falsas são melhores do que uma só, já que uma paralisa a outra(3)”.
Além do que dizemos acima, que os povos unidos sob uma única cultura se tornarão mais fortes e ímpios quando unidos, há ainda outro agravante que a globalização traz. A história tem contado que a apropriação das culturas minoritárias pelas culturas majoritárias produz desintegração da cultura minoritária, de um lado, integração da cultura majoritária nos seus aspectos mais perversos, como a imoralidade e a violência, e a não integração nos aspectos de humanidade. Um exemplo para ilustrar é ver o que vem acontecendo aos povos indígenas próximos às cidades. Eles se desintegram da rica cultura em que nasceram, perdendo suas canções, suas histórias, seus artesanatos etc; se integram à cultura pelo materialismo, pelo alcoolismo, pelas drogas, pela prostituição; mas não se integram quanto às oportunidades de educação, de trabalho e de demais direitos, deixando essas comunidades com graves carências sociais.
Sendo assim, tanto porque a globalização fortalece o lado mais perverso das culturas, e se torna uma potência cada vez mais forte contra a igreja, quanto porque a apropriação das culturas minoritárias a levam a um estado deplorável socialmente, o envio de missionários, e de maneira específica às culturas minoritárias, não apenas não é desnecessário, mas é urgente! Levar o evangelho às culturas enquanto ainda não intoxicadas por culturas maiores é antes uma obediência a Cristo e uma valorização às riquezas da graça de Deus disseminadas nas mais diversas culturas, do que desperdício de vida e de recursos.
O resultado será magnífico. A vinda do Cordeiro, o retorno de Cristo está pintado em Apocalipse: “Eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro” (Ap.7.9). A Segunda vinda e a adoração universal em nada será parecida com os shows gospel, cuja cultura uniformizada é cantada da mesma maneira em todo o mundo, e será mais parecida com o Pentecoste, em que cada um cantará em sua própria língua, vestido de sua própria cultura, em torno de sua própria tribo, clamando “em grande voz, dizendo: ‘Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” - Ap.7.10.
__________
1. GERARQUE, Eduardo. Diversidade sob risco de extinção. in: Biblioteca entre livros: línguas. São Paulo: Duetto, p.94-97.
2. RODRIGUES, Aryon. Línguas indígenas brasileiras ameaçadas de extinção.
3. DELITZSCH, APUD: VOS, Geerhardus. Teologia Bíblica do Antigo e Novo Testamentos. São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p.81.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

6 formas de sua família e sua igreja local serem cooperadoras da Obra Missionária, tiradas do ministério do Apóstolo Paulo

André Filipe, Aefe!

Paulo sendo resgatado pelos seus discípulos
- por Gustave Doré
Neste texto, apresentamos 6 formas de você e sua igreja local abençoar a obra missionária, extraídas de exemplos de pessoas, anônimas algumas vezes, que investiram na vida e no ministério do apóstolo Paulo. O texto foi escrito para você que ama a obra missionária, mas ainda não teve a plena convicção de ir definitivamente aos campos. Talvez porque o Senhor o esteja chamando para ser um cooperador da obra onde você está, das seguintes maneiras:

1) Orando pelos missionários
Não há nada mais necessário aos missionários que a oração por suas vidas, por sua família, por sua equipe e pelos frutos do trabalho. Não é à toa que o apóstolo Paulo frequentemente pedia às igrejas que orassem tanto por perseverança na tribulação, quanto pelos frutos do seu ministério. Para a igreja de Roma, ele ensina que através das orações dos irmãos, eles estariam unidos na mesma luta: “Recomendo-lhes, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que se unam a mim em minha luta, orando a Deus em meu favor.” (15.30). O pedido era por perseverança na perseguição, como pelos frutos do ministério: “Orem para que eu esteja livre dos descrentes da Judéia e que o meu serviço em Jerusalém seja aceitável aos santos” - 15.31.
Para a igreja de Corinto, o apóstolo informa a igreja de suas lutas, para que as orações sejam específicas: “Irmãos, não queremos que vocês desconheçam as tribulações que sofremos na província da Ásia, as quais foram muito além da nossa capacidade de suportar, a ponto de perdermos a esperança da própria vida.” (2Co.1.8). E reconhece que Deus lhe dará graça em resposta às orações da igreja: “Nele temos colocado a nossa esperança de que continuará a livrar-nos, enquanto vocês nos ajudam com as suas orações” (2Co.1.10-11a) e mostra que o fruto das orações da igreja gerarão glórias a Deus: “Assim muitos darão graças por nossa causa, pelo favor a nós concedido em resposta às orações de muitos” (2Co.1.11b). Em Filipenses, ele reconhece mais uma vez que suas vitórias são fruto das orações da igreja: “De fato, continuarei a alegrar-me, pois sei que o que me aconteceu resultará em minha libertação, graças às orações de vocês e ao auxílio do Espírito de Jesus Cristo” - Fp.1.18-19.
Já na carta aos Efésios, ele pede coragem para pregar: “Orem também por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a mensagem a fim de que, destemidamente, torne conhecido o mistério do evangelho” (Ef.6.19-20). À igreja de Colossos, mais uma vez confia que os resultados de sua pregação serão fruto da oração dos santos: “Orem também por nós, para que Deus abra uma porta para a nossa mensagem (...) Orem para que eu possa manifestá-lo abertamente, como me cumpre fazê-lo” - Cl.4.3-4.
Deste modo, o apóstolo, em suas cartas, insiste que tanto o livramento de suas tribulações, quanto o resultado de sua mensagem serão fruto da luta dos irmãos em oração: “Orem por nós, para que a palavra do Senhor se propague rapidamente e receba a honra merecida, como aconteceu entre vocês. Orem também para que sejamos libertos dos homens perversos e maus, pois a fé não é de todos” - 2Ts.3.1-2.
Procure conhecer as lutas e os desafios dos missionários. Peça a ele individualmente que compartilhe seus desafios mais profundos que não são expostos em suas circulares. Ore para que Deus amoleça o coração dos ímpios que ouvirão a Palavra, mas ore também pelo relacionamento da equipe dos missionários, e sobretudo, pela família, pela vida, pela saúde e vida espiritual do missionário. Os problemas no campo poderão cansar o missionário. Os problemas de equipe poderão fazê-lo mudar de campo. Mas os problemas na família, na saúde e na vida espiritual do missionário podem tirá-lo de vez do campo. Quanto precisamos de lutadores na oração pelos missionários!

2) Investindo em missionários
Num mundo cada vez mais materialista, consumista e com pessoas cada vez mais sofisticadas, pessoas e igrejas com o dom de investir em missões evidenciam ainda mais a graça de Deus. É através desta graça, canalizada por igrejas locais, famílias e indivíduos é que a Obra missionária tem prosperado ao redor do mundo.
Sabemos que o apóstolo Paulo não era um mercenário. Muito pelo contrário, quando precisou, abriu mão de seu devido sustento: “Se outros têm direito de ser sustentados por vocês, não o temos nós ainda mais? Mas nós nunca usamos desse direito. Pelo contrário, suportamos tudo para não colocar obstáculo algum ao evangelho de Cristo” (1Co.9.12). No entanto, quando ele precisa falar sobre o assunto, ele não se constrange.
Para os Romanos, ele resolveu escrever a sua obra-prima teológica com o propósito de “colher algum fruto entre vocês, assim como tenho colhido entre os demais gentios” (Rm.1.13). É curioso o jogo de palavras que ele faz. O investimento financeiro, que ele pede, no versículo 13, redundará na pregação do Evangelho “a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (Rm.1.14) dos quais ele é “devedor”. As igrejas investem em Paulo, para que ele pague a sua dívida do Evangelho entre os gentios. No capítulo 15, versículo 24, ele ainda deixa claro que o investimento em missões, muito além de uma necessidade do missionário, é uma “oportunidade”: “Espero visitá-los de passagem e dar-lhes a oportunidade de me ajudar em minha viagem para lá”. Aos Filipenses, Paulo usa uma linguagem bancária e expande a ideia da “oportunidade”: “Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês” (Fp.4.17). Ou seja, o missionário está saindo para o mundo sanar sua dívida do evangelho com o campo, e as igrejas que investem neste missionário, receberão os “lucros” dele em sua “conta espiritual” de ações de graças a Deus.
Assim, não apenas a igreja local, mas famílias e indivíduos, busquem o dom da generosidade e invista em missões, este investimento sem risco, com lucros garantidos. Invista sistematicamente, com fidelidade, e esporadicamente, com generosidade. E não apenas dinheiro, mas também com recursos para o seu ministério, tal como viagens, Bíblias, literatura, construções etc.

3) Visitando missionários
Um dos grandes desafios do campo missionário é a solidão e a saudade. Uma visita a um missionário no campo é uma demonstração do amor de Deus através da Igreja.
Ainda na carta aos Romanos, Paulo escreve sobre uma mulher chamada Febe, “serva da igreja de Cencréia”  que “tem sido um grande auxílio para muita gente, inclusive para mim” (16.1). Esta é uma demonstração de uma serva do Senhor que, momentaneamente,  auxiliou Paulo no campo.
Aos Coríntios, Paulo escreve sobre Estéfana, Fortunato e Acaico, “porque eles supriram o que estava faltando da parte de vocês. Eles trouxeram alívio ao meu espírito, e ao de vocês também. Valorizem homens como estes” (1Co.16.17-18). Aos Filipenses, ele cita Evódia e Síntique, que “lutaram ao meu lado na causa do evangelho, com Clemente e meus demais cooperadores. Os seus nomes estão no livro da vida” (Fp.4.3). Em um dos episódios mais comoventes de Atos, Paulo, não podendo ir até Éfeso, manda chamar os presbíteros da Igreja: “De Mileto, Paulo mandou chamar os presbíteros da igreja de Éfeso. Quando chegaram, ele lhes disse” (At.20.17-18) e ele dá uma palavra apaixonada na sua despedida: “Tendo dito isso, ajoelhou-se com todos eles e orou. Todos choraram muito e, abraçando-o, o beijavam. O que mais os entristeceu foi a declaração de que nunca mais veriam a sua face. Então o acompanharam até o navio” (Atos 20.36-38). Estes presbíteros nos dão uma grande lição sobre o cuidado do missionário.
Finalmente, no fim da vida, Paulo está na prisão abandonado, que é quando o Apóstolo demonstra a necessidade de companhia e a dor do abandono: “Procure vir logo ao meu encontro, pois Demas, amando este mundo, abandonou-me e foi para Tessalônica. Crescente foi para a Galácia, e Tito, para a Dalmácia.
Só Lucas está comigo. Traga Marcos com você, porque ele me é útil para o ministério. Enviei Tíquico a Éfeso. Quando você vier, traga a capa que deixei na casa de Carpo, em Trôade, e os meus livros, especialmente os pergaminhos (...) Na minha primeira defesa, ninguém apareceu para me apoiar; todos me abandonaram. Que isso não lhes cobrado. Mas o Senhor permaneceu ao meu lado e me deu forças, para que por mim a mensagem fosse plenamente proclamada, e todos os gentios a ouvissem. E eu fui libertado da boca do leão” - 2Tm.4.9-17.
Visite missionários. Além de você mesmo ser grandemente abençoado pelo testemunho de suas vidas, você pode abençoar grandemente a vida das famílias. Separe umas férias, algumas semanas. Prepare um curso para auxiliá-lo no campo, leve literatura, histórias para crianças; se programe para levar a mocidade da igreja etc. Todos serão ricamente abençoados!

4) Hospedando missionários
Quando o missionário volta do campo, seja em férias, seja em período de levantamento de parceiros, ele está, de certa forma, deslocado: sem casa, móveis, muitas vezes sem carro, etc. Como é bom para o missionário desfrutar de uma hospitalidade amável!
Tantas vezes, ao visitar as igrejas, o apóstolo Paulo é servido da hospitalidade dos irmãos. O apóstolo João, em sua terceira carta, escreve: “Eles falaram à igreja a respeito deste seu amor. Você fará bem se os encaminhar em sua viagem de modo agradável a Deus, pois foi por causa do Nome que eles saíram, sem receber ajuda alguma dos gentios. É, pois, nosso dever receber com hospitalidade a irmãos como esses, para que nos tornemos cooperadores em favor da verdade” (3Jo.1.6-8). Certamente, ele estava pensando nas palavras do seu Mestre Jesus: "Na cidade ou povoado em que entrarem, procurem alguém digno de recebê-los, e fiquem em sua casa até partirem. Ao entrarem na casa, saúdem-na. Se a casa for digna, que a paz de vocês repouse sobre ela; se não for, que a paz retorne para vocês” (Mt.10.11-13). A casa que recebe missionários tem que ser digna, e será abençoada com a paz do Senhor.
O apóstolo, por muito tempo, desfrutou da hospitalidade de Priscila e Áquila: “Depois disso Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto. Ali, encontrou um judeu chamado Áqüila, natural do Ponto, que havia chegado recentemente da Itália com Priscila, sua mulher (...) Paulo foi vê-los e, uma vez que tinham a mesma profissão, ficou morando e trabalhando com eles, pois eram fabricantes de tendas.” (At.18.1-3). A estadia do apóstolo foi tão impactante, que o casal acabou se tornando companheiro de viagem de Paulo: “Paulo permaneceu em Corinto por algum tempo. Depois despediu-se dos irmãos e navegou para a Síria, acompanhado de Priscila e Áqüila” - At.18.18.
Receba missionários em sua casa, mas também em sua igreja. Chame-os para compartilhar do que Deus tem feito. Além do mais, a igreja está cheia de famílias de Deus que se agradam em oferecer viagens especiais para o descanso do missionário, ou casas no campo, ou casas em lugares amenos em que possam desfrutar de descanso. Este serviço também é hospitalidade e recebe a paz do Senhor.

5) Encorajando missionários
Você pode orar por missionários, investir em missionários, visitar missionários e receber missionários mas não ter, necessariamente, encorajado a família. Não perca a oportunidade de fazer isso. O missionário, num trabalho extraordinário e sobrenatural, como é o trabalho missionário, constantemente é acometido de desânimo, que pode ser um abismo que chama outro abismo.
O apóstolo Paulo, algumas vezes, precisou ser encorajado diretamente pelo Senhor, como em: “Certa noite o Senhor falou a Paulo em visão: "Não tenha medo, continue falando e não fique calado, pois estou com você, e ninguém vai lhe fazer mal ou feri-lo, porque tenho muita gente nesta cidade" (At.18.9-10). Mas, contantemente, o Senhor o encorajava por intermédio da Igreja: “Anseio vê-los, a fim de compartilhar com vocês algum dom espiritual, para fortalecê-los, isto é, para que eu e vocês sejamos mutuamente encorajados pela fé.” (Rm.1.11-12). E através de irmãos da igreja, como em 1Co.16.17-18: “Alegrei-me com a vinda de Estéfanas, Fortunato e Acaico, porque eles supriram o que estava faltando da parte de vocês. Eles trouxeram alívio ao meu espírito, e ao de vocês também. Valorizem homens como estes” (1Co.16.17-18) e em Fm.1.7: “Seu amor me tem dado grande alegria e consolação, porque você, irmão, tem reanimado o coração dos santos” Fm.1.7.
Você pode fortalecer nossos missionários no campo, os auxiliando a revigorar o espírito e assim produzir a obra do Senhor. Há várias maneiras além das outras já citadas acima. Você pode responder suas circulares, escrever a eles carinhosamente quando se passa um longo tempo entre elas. Você pode mandar livros, presentes para os filhos, se lembrar dos aniversários, mandar pregações em vídeo etc. Quando um missionário recebe um encorajamento da igreja, é como se Deus o estivesse falando: “Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar" - Js.1.9.

6) Investindo em vocacionados
Uma área pouco lembrada no serviço à obra missionária, mas de grande importância, é o cuidado com o vocacionado. Talvez a grande defasagem de missionários no campo não seja por serem poucos os vocacionados, mas por estes vocacionados estarem em igrejas que não os apóia.
Quando o apóstolo Paulo se converteu e começou a pregar em Damasco, teve que logo fugir de lá escondido. Então foi para Jerusalém, para se encontrar com a Igreja, “mas todos estavam com medo dele, não acreditando que fosse realmente um discípulo” (At.9.26). A igreja não acreditou no seu chamado! Foi então que surgiu a figura do Barnabé pela primeira vez na vida do missionário. Ele acreditou no chamado dele, e o apresentou aos apóstolos. Mesmo assim, Paulo foi impedido de pregar o evangelho em Jerusalém, e “os irmãos o levaram para Cesaréia e o enviaram para Tarso” (At.9.30). Paulo voltou para a “casa da mamãe”, onde teria seu ministério enterrado, não fosse Barnabé, mais uma vez, investir em Paulo: “Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo e, quando o encontrou, o levou para Antioquia. Assim, durante um ano inteiro Barnabé e Saulo se reuniram com a igreja e ensinaram a muitos” (At. 11.25-26). Você já imaginou se Barnabé, como os outros apóstolos, não tivesse investido na vida deste homem?
O preparo do missionário é longo e muito dispendioso. Quantos vocacionados não estão nas igrejas sem que ninguém os apóie, olhando de um lado para o outro uma maneira de serem enviados? “E como pregarão, se não forem enviados?” (Rm.10.15). Quem sabe Deus não o está chamando para ser um Barnabé na vida de missionários, e indiretamente ser instrumento de Deus na vida de muitos povos?
Ore ao Senhor e peça a direção e a convicção para investir a sua própria vida, a de sua família, e de sua igreja local, na cooperação da Obra missionária.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Conferência de tradução da Bíblia


A Conferência de Tradução da Bíblia foi realizada pela ALUMI em parceria com a Wicliffe Bible Translators, em 14 de outubro de 2006, em São Paulo.

Para ser envolver com o ministério de Tradução da Bíblia, acesse:
http://www.missaoalem.org.br/

A importância da Tradução da Bíblia
Andres Casanueva - Diretor associado Wycliffe International para as Américas



O processo de tradução da Bíblia
Robert Dooley - tradutor do Antigo e Novo Testamento Guarani Mbyá



A formação do tradutor da Bíblia
Steve Marlett - Diretor acadêmico da SIL para as Américas



O impacto da tradução da Bíblia
 Steve Sheldon - Diretor da Wiclife no Brasil




domingo, 6 de janeiro de 2013

Um aplicativo para você acompanhar a Confeitaria Cristã e mais 9 blogs evangélicos em seu celular/smartphone


DecaBlog Gospel - Acompanhe o conteúdo de 10 blogs evangélicos ao mesmo tempo, com a facilidade de um aplicativo.
A partir deste aplicativo, você terá acesso aos conteúdos de 10 blogs evangélicos diferentes. Acompanhará Missões nos blogs Veredas Missionárias e Equattoria; informações e recursos de utilidade para seu ministério, no Arsenal do Crente; assuntos de interesse público, cidadania e Missão Integral no Cidadania Evangélica; temas de interesse cristão, notícias e opinião nos blogs da União de Blogueiros Evangélicos (UBE) e Confeitaria Cristã; a poesia evangélica nos blogs Poesia Evangélica e Liricoletivo; mensagens evangelísticas no blog Amor Scan; e ainda o blog Imagens Cristãs, sobre o universo de criação/edição de imagens, imagens de uso livre e muito mais. Todos esses blogs são mantidos ou contam com a colaboração de Sammis Reachers.




Aplicativo Veredas Missionárias


Um outro aplicativo, este direcionado para quem se interessa, está envolvido ou comprometido com a obra missionária, é o Aplicativo Veredas Missionárias, do blog evangélico/interdenominacional Veredas Missionárias. A partir dele você terá acesso aos conteúdos dos blogs de Missões, Veredas Missionárias e Equattoria, e ainda ao blog Arsenal do Crente, com informações e recursos úteis à sua vida e ministério.Também terá acesso à página do blog Veredas no Facebook, a nosso perfil no Twitter aos links de nossas Bibliotecas Virtuais com amplos recursos missionários e de interesse evangélico. E para completar, uma listagem de links de Missões e Agências Missionárias. Baixe e compartilhe com seus irmãos!


Baixe os dois, são compatíveis com sistemas Android, Java e HTLM5 (iPhone, etc.), gratuitos e ocupam pouquíssimo espaço (500kbs cada um - uma simples música em MP3 tem 3.000kbs, ou seja, 3 megas, em média).

domingo, 11 de novembro de 2012

MISSÕES INCOMPLETAS



Pr. Teófilo Karkle

O tema de Missões Incompletas tem o propósito de chamar a atenção da Igreja brasileira para essa tarefa que tem se tornado uma Negação em muita parte. Tem tão pouca gente fazendo Missões. Tem tão pouca gente falando sobre esta Obra em que Jesus colocou tanta Prioridade. Quase não se faz Campanha por Missões, assim como se faz campanha de quebra de maldição, de prosperidade, de restauração.

O povo sem Cristo está semelhante ao que Jeremias falou nas suas Lamentações: Todo o seu povo anda suspirando, buscando o pão; deram as suas coisas mais preciosas a troco de mantimento para restaurarem a alma; vê, Senhor, e contempla, que sou desprezível. Não vos comove isto a todos vós que passais pelo caminho? Atendei, e vede, se há dor como a minha dor, que veio sobre mim, com que o Senhor me afligiu, no dia do furor da sua ira. (Lamentações 1.11-12)

Eu escrevo semanalmente sobre Missões, pois a Obra Missionária em alguns lugares está na UTI. Noutros lugares está no Museu. E para outros lugares a palavra Missões está só no Dicionário. Não está na agenda dos pastores, não está nas reuniões de obreiros, não está nos corações dos pregadores. Vez em quando encontramos alguém como Gideão sozinho escondido dentro de um lagar salvando um pouco de trigo para a sua família.

Escrevo com muita Urgência sobre Missões fazendo de Missões o tema Primordial da PRONAMI – Promotoria Nacional de Missões, organização que tenho criado na Internet para Promover Missões no Brasil, com destino ao Chile. Vamos colocar alguns números de Missões para que todos vejam o quanto está faltando ainda esta Obra, o quanto as Missões estão Incompletas. Contarei a realidade da falta de Interesse das igrejas brasileiras por Missões, este Brasil que no seu hino nacional é o Florão da América.

Havia 3.000 pastores em um Congresso, quando foram distribuídos os temas em grupos, apenas 12 pastores escolheram o tema de Missões. Nem vou fazer a conta para saber a porcentagem, pois ao saber de que apenas 12 pastores entre 3.000 se interessaram por Missões me deu uma tristeza muito grande, isso é uma vergonha, isso é uma Negação Missionária.

Estudos provam que no geral cada crente brasileiro tem aportado R$ 12.00 (doze reais) por ano para as Missões, um realzinho ao mês. Meu Deus R$ 1.00 Real por mês, não alcança nem comprar uma latinha de Coca-Cola!

O Senhor Jesus nos entregou a tarefa de fazer discípulos em todo o mundo, através de Missões, já passaram mais de 2.000 anos e a tarefa está Inacabada, Incompleta - vamos reverter esse tema, amados?
O número de Pastores que enviam Missionários e sustentam com recursos da igreja local é muito pequeno. Poderia contar aqui as cidades do Brasil que fazem Missões com recursos próprios.

Não estamos a favor do estilo que alguns têm adotado de fazer Sócios Contribuintes de todos os Estados brasileiros para poder fazer Missões. Depois tem que juntar estas multidões em Congressos. Se cada pessoa que viajasse de ônibus, automóvel ou até mesmo de avião para um congresso desses aplicasse o dinheiro das passagens, da roupa que compra para a viagem, da hospedagem, da alimentação e das ofertas extras que entregam, dariam para sustentar centenas de Missionários vários meses no Campo.

Outros vendo o movimento todo que acontece nestas instituições terceirizadas de Missões tratam de imitar e de criar um evento na sua pequena cidade, ou na sua pequena igreja, sem ter Missionários no campo, sem ter experiência com o tema, lá vai mais um monte de semente jogada fora.

Aqueles Congressos de Missões, que muito pouco têm de Missões, os temas dos pregadores são verdadeiras exibições de conhecimento, revelações de novidades e não propriamente dito sobre Missões. Tem um vírus da opulência contaminando os pregadores que antes tinha unção, agora só tem técnica. Antes falavam com autoridade, agora só ensurdecem a audiência com gritos.

Como gostaria que esse tipo de locução esnobe terminasse e que nos Congressos de Missões fossem colocados Missionários para pregar, para contar as necessidades dos países onde estão atuando. Vamos lá Missionário, prepara-te, precisamos acabar com esse mercado de estrelas.

Sempre procuramos nos atualizar com os Números Missionários, do que ainda está faltando para fazer realizar na grande obra. Assim descobrimos que existem 24.000 povos no mundo e ainda faltam 6.800 povos para serem alcançados. No Amazonas brasileiro há 33.000 povoados pequenos dos ribeirinhos que precisam ser evangelizados e 250 tribos indígenas.

Sabe quantos idiomas existem no mundo? Quantos deles têm a tradução da Bíblia? Existem no mundo 6.909 línguas e 2.432 delas ainda não têm nada de Bíblia. Precisaria Deus levantar 2.432 Missionários Tradutores muito bem preparados para traduzir Bíblias para os idiomas que ainda não têm sua Bíblia. Mas, com este tema de Tradução nos deparamos com outro problema, a grande maioria dos missionários não gostam de escrever, como se dedicaria a transcrever a Bíblia em outro idioma? Primeiro, os Missionários teriam que viver no meio do povo, da tribo, ter bastantes recursos para manter-se durante a tradução, que demanda bastante tempo. Missionários Tradutores tem que ter facilidade de aprender o novo idioma ou dialeto para poder traduzir a Bíblia.

Morrem todos os dias 85.000 pessoas sem nunca terem ouvido nada de Cristo. Sabe o que significa 85 mil pessoas por dia? Seria como morrer todos os habitantes de algumas destas cidades que tem 85 mil habitantes no Brasil, tais como: Itanhaém (SP) Itabaiana (SE) Jataí (GO) Campo Mourão (PR) Patrocínio (MG) Manacapuru (AM) Itaúna (MG) São João del Rei (MG) Santana do Livramento (RS) Você que conhece estas cidades calcula aí o tamanho da sua cidade desaparecendo diariamente.

Outros números que deveriam apavorar todos os crentes são os 500.000.000 (quinhentos milhões) de chineses que nunca ouviram nem o nome de Cristo. Quando vamos alcançar as 600 mil cidades e vilas da Índia 500 mil delas não possui um obreiro cristão. Ei! Deus não está te chamando para ir para lá? Não acha que está muito boa a tua vida aí no Brasil? Por que não aumenta a fila dos que estão lutando já pela salvação dos povos?
A igreja brasileira ficou jactanciosa, se gaba muito de ser a 3ª maior igreja do mundo com mais de 300 mil templos. Trezentos mil templos, e nem 1% deles estão fazendo Missões!

No Amazonas se constrói um templo a cada sete dias, ou seja, 52 templos por ano é o lugar que mais cresce no Brasil e para lá também se precisa de milhares de Missionários. Onde estão eles? Muitos estão como diz o Hino Nacional: “Deitado eternamente em berço esplêndido”.

E agora a moda é construir templos ecológicos, templos com capacidades gigantescas para comportar todos os seguidores de Cristo. Alguns templos estão cheios de pessoas vazias, outros templos nada fazem por Missões.
Sabe quantas pessoas precisam para sustentar um Missionário na Janela 10-40? 100 mil crentes para sustentar um missionário dentro da Janela 10-40 e que investe em média R$ 1,30 por pessoa, por ano, para Missões Transculturais.

Deveríamos fazer uma Reforma Missionária no Brasil. Cada igreja com 100 crentes deveria ter um Missionário enviado e dignamente sustentado.

Deveríamos construir 10% de Templos que temos em cada cidade do Brasil, no Exterior. Ou seja, numa cidade que tenha 50 templos próprios construídos, deveríamos construir 5 templos no exterior. Imagine a revolução!

Imagine agora a difícil situação no tocante ao viver dos Missionários, pela Fé, pois as igrejas estão apenas preocupadas com as construções de templos, com o sustento dos obreiros integrados e com manter toda a estrutura administrativa: gastos de combustível, comunicação, zeladoria, mobílias do templo, sonorização e outras coisas mais.

Esta é a nossa situação pessoal, precisamos de ajuda, precisamos de pessoas comprometidas e que amem a Obra Missionária, mas que não fiquem apenas no amor, mas na prática dele.

Queres nos ajudar? Aqui colocamos nossa conta para que você possa nos ajudar. Conta corrente 18.491-8 agencia 3078-3 Banco do Brasil.

Visite nossos blogs