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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

450 CITAÇÕES SELECIONADAS DE STANLEY JONES EM LIVRO GRATUITO - BAIXE O SEU!

 

Eli Stanley Jones (1884—1973) foi um missionário protestante, teólogo e autor norte-americano que dedicou sua vida ao trabalho evangelístico na Índia. Stanley chegou a ser chamado por veículos de mídia de “o maior missionário do mundo”, mas definia-se a si mesmo como um evangelista. Seu esforço de contextualização e promoção do cristianismo entre culturas orientais e seu ímpeto em busca da unidade cristã em prol da Grande Comissão encantaram e mobilizaram a muitos, não sem escandalizar a alguns. Sua luta contra o preconceito racial e social transcendeu fronteiras e religiões, influenciando líderes como Martin Luther King Jr., que se inspirou em sua biografia de Gandhi — de quem Jones fora amigo — para adotar a não-violência no movimento dos direitos civis.

Seus muitos livros — mais de 25 títulos —, alguns dos quais best-sellers, redundaram em lucros revertidos para a obra. Fiel aos preceitos de John Wesley, Jones foi incansável em pregar, em doar, em arder. Pregou mais de 60.000 sermões durante sua vida. Estadista do Reino de Deus, Jones foi um cristão global de fato e direito, décadas antes deste termo fazer sentido.

Num tempo (ou numa sucessão de séculos!) de tantos teólogos preocupados apenas com o teologar, seguros em suas cátedras, púlpitos e urbes, sem maior ou ao menos inteiro compromisso com a Grande Comissão — observe a sua estante, é o caso de mais deles do que você imagina — o exemplo colossal de Jones é um modelo a ser admirado e replicado, se tivermos almas à altura do chamado que pesa sobre todos nós.

Neste e-book GRATUITO, apresentamos um apanhado do pensamento de Jones, na forma de 450 trechos (citações), coligidos de diversos de seus livros.

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sábado, 26 de março de 2016

QUEM FOI MÁRIO RIBEIRO MARTINS?


Filemon F. Martins


        Mário Ribeiro Martins nasceu a 07/08/1943, no agreste da Bahia, na cidade de Ipupiara, Região da Chapada Diamantina. Filho de Adão Francisco Martins e Francolina Ribeiro Martins. Aprendeu as primeiras letras nas cidades de Ipupiara, Morpará e Xique-Xique, tendo concluído o curso ginasial no Colégio São Vicente de Paulo, em Bom Jesus da Lapa.
        No Recife, fez o curso Clássico no Colégio Americano Batista Gilreath, onde também estudara Gilberto Freyre nos idos do ano de 1907. No Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil bacharelou-se em Teologia em 1970. Na Universidade Católica de Pernambuco licenciou-se em Filosofia Pura, onde também fez Licenciatura em Sociologia. Em 1972, bacharelou-se em Ciências Sociais, na Universidade Federal de Pernambuco. Ainda em 1972 terminou o Mestrado em Teologia, com especialização em História do Cristianismo, defendendo a tese “O Radicalismo Batista Brasileiro”. 
        Tornou-se professor na Universidade Católica de Pernambuco, na Universidade Federal Rural, no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil e na Escola Superior de Relações Públicas.
        Escreveu para os jornais, “DIÁRIO DE PERNAMBUCO” e “JORNAL DO COMMERCIO”, ambos do Recife, ao lado de MAURO MOTA, ORLANDO PARAHYM, NILO PEREIRA, ALBERTO CUNHA MELO e outros.
        Em 1973, na Espanha, fez cursos de Especialização na área de Educação Moderna e Sociologia, no Instituto de Cultura Hispânica de Madrid, além de Administração Pública, na Escuela Nacional de Alcalá de Henares. De volta ao Brasil, publicou: “GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE” (São Paulo - Imprensa Metodista, 1973), uma contribuição biográfica focalizando aspectos interessantes da vida do Mestre de Apipucos, posteriormente traduzido para o espanhol por Jorge Piñero Marques.
        Em 1975, transferiu-se para Anápolis – Goiás, onde se dedicou ao Magistério Superior, como professor da Faculdade de Filosofia Bernardo Sayão e da Faculdade de Direito. Depois de ter concluído o curso de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito de Anápolis, em 1976, tornou-se, através de Concurso Público de Provas e Títulos, em 1978, Promotor de Justiça de Abadiânia, atuando também em Corumbá de Goiás e depois, Anápolis.
        Aposentado em abril de 1998, como Procurador de Justiça do Estado de Goiás, transferiu-se para Palmas, Tocantins, onde passou a residir. Desde então, tem-se dedicado a atividades literárias, fazendo palestras, seminários e conferências sobre literatura goiana e tocantinense, bem como pesquisando material para novos livros. Fez curso de Pós-Graduação em Administração Pública, no III Ciclo de Estudos de Política e Estratégia, num convênio entre a Universidade do Tocantins e a ADESG (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra), quando estudou no Rio de Janeiro para complementação do curso, através de visitas aos diversos Ministérios e Instituições Públicas.
        Escritor, Cronista, Poeta, Sociólogo, Pensador, Mestre em Teologia, Ecologista, Filósofo, Jurista, Dicionarista, Biógrafo, Historiador, é autor de vários livros, entre outros: “CORRENTES IMIGRATÓRIAS NO BRASIL” (1972), “SUBDESENVOLVIMENTO-UMA CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA” (1973), “SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE” (1973), “MISCELÂNEA POÉTICA” (1973), “GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE” (1973), “ESBOÇO DE SOCIOLOGIA” (1974), “FILOSOFIA DA CIÊNCIA” (1979), “SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL” (1982), “LETRAS ANAPOLINAS” (1984), “JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS” (1986), “ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS” (1995), “ESCRITORES DE GOIÁS” (1996), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS” (1999), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS” (2001), “CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS” (2004), “RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS” (2005), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS” (2007), “DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMÍLIA RIBEIRO MARTINS” (2007), “A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS” (2008), “MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO E OUTROS ASSUNTOS” (2009), “ENCANTAMENTO DO MUNDO E OUTRAS IDEIAS” (2009) “CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES” (2010) “RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES” (2011).
        Em “MISCELÂNEA POÉTICA” revelou-se um excelente sonetista compondo sonetos como estes: MEDO DAS TREVAS – “Nos dolentes caminhos desta vida,/parei chorosamente pra pensar:/vi o passado – que grande ferida!/Vi o presente – que tempo vulgar! Com quase a minha fé desfalecida,/desvendei o futuro a me acenar:/contemplei minha nau quase perdida,/do encapelado mar se retirar. Encosta, encosta, encosta foi meu brado./Quando saiu meu grito desvairado,/a nau chegou ao cais lá no porvir. Que tremenda visão eu tive agora!/Que sonho! Que beleza! Amável hora,/pois acordei morrendo de sorrir.”
        VERGEL – “No meu lindo vergel de experiências,/colho versos de amor e de saudade;/vejo neles excelsa claridade/dos sonhos meus e das reminiscências. Passo horas e horas vendo estas essências,/do meu jardim, da rica mocidade;/busco aqui, busco ali sublimidade,/todos são versos, são resplandecências. Vivo dias e noites escrevendo/e minuto por hora vou relendo/os versos que me traz a inspiração. Extingue-se o prazer se perco um verso/e sinto toda a dor deste universo/quando me falta a rima em perfeição.”
        Em “CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES” uma série de artigos e crônicas publicadas em jornais e revistas ao longo de sua trajetória literária: “A história jamais resolverá o conflito entre a juventude e a velhice. Não é que a juventude seja inevitavelmente inimiga da velhice. O fato é que o ponteiro de equilíbrio entre as duas gerações tem estado em direção da juventude. Constituindo a maioria populacional, os jovens, como não poderia deixar de ser, brilham mais intensamente. Daí o uso de expressões, como “o mundo é dos jovens” e outras. Isto, porém, não dá o direito de negar à velhice grandes realizações em todos os tempos.” Do mesmo livro, o artigo sobre a IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA, “Não se pode negar a importância da Filosofia em qualquer faceta da vida humana. Embora o centro de gravidade dos interesses do homem esteja, modernamente, no campo da ciência e da tecnologia, exerce a Filosofia um atrativo impar e tem sua presença marcante no mundo moderno... A Filosofia tem um presente e terá um futuro como teve um passado de vinte e cinco séculos. Não tivesse ela a sua grandeza e a sua significação já teria sido abandonada pelo homem, como sói acontecer com tudo aquilo que é inútil ou que se torna desnecessário.”
        Considerado o maior Biobibliógrafo do Brasil, segundo LICINIO LEAL BARBOSA, advogado criminalista, professor titular da Universidade Católica de Goiás, manteve via Internet o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL com mais de 40 (quarenta) mil biografias, dentro de ENSAIOS, no site www.usinadeletras.com.br, além de publicar crônicas, artigos e discursos.
        É membro da Academia Goiana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, da Associação Goiana de Imprensa, da União Brasileira de Escritores de Goiás, da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, de Anápolis e da Academia Goianiense de Letras.
        Em outros Estados, é membro da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, da Academia Evangélica de Letras do Brasil, da Academia de Letras Municipais do Brasil, em São Paulo, da Academia Tocantinense de Letras e da Academia Pernambucanas de Letras e Artes.
        Algumas opiniões sobre o autor: “Mário Ribeiro Martins foi lançado por este jornal com uma série de artigos sobre Gilberto Freyre e sua adolescência religiosa, sendo hoje um dos melhores articulistas deste e de outros órgãos da imprensa”. José dos Reis Pereira (Jornal Batista-Rio de Janeiro, 31.12.74). “Um simpático Dr. Mário Ribeiro Martins publicou há pouco um opúsculo – GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE. Pena que não me tenha ouvido outras vezes. Eu lhe teria contado coisas talvez de interesse para o seu estudo”. Gilberto Freyre (Folha de São Paulo-SP, 29.03.81). “Quero cumprimentá-lo pelo seu livro “FILOSOFIA DA CIÊNCIA”, de excepcional qualidade, pela modernidade do texto, onde faz referência não somente às minhas obras, entre as quais, FILOSOFIA DO DIREITO, mas também ao Instituto Brasileiro de Filosofia que tive o prazer de fundar, em 1949, na capital paulista”. Miguel Reale, (in O Popular-Goiânia-23.10.79). “O presente trabalho – FILOSOFIA DA CIÊNCIA – publicado pela Editora Oriente, em Goiânia, de autoria do ilustre professor Mário Ribeiro Martins, não se restringe aos seus objetivos pedagógicos, mas busca, sobretudo, reafirmar a grandeza e a significação da investigação filosófica, através da qual o homem se descobre como ser no mundo, daí a razão por que se trata de um livro do mais alto valor, essencial à reflexão filosófica”. Benedicto Silva (Informativo da Fundação Getúlio Vargas - Rio de Janeiro – 10.06.81).
        “Pelo inestimável valor e magnitude de sua gigantesca obra, Mário Ribeiro Martins tem lugar garantido na honrosa galeria dos maiores escritores e homens de letras do Brasil”. Adrião Neto – Teresina, Piauí, 25.11.2004. “Prezado acadêmico Mário Martins, agradeço, sensibilizado, o obséquio de 2 (dois) exemplares (para a Academia e para mim), de seu belo DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, de fina sensibilidade e de importância histórica para as letras nacionais, retribuindo-lhe com o meu CEM SONETOS, publicado em 2006”. Ives Gandra da Silva Martins (Presidente da Academia Paulista de Letras, 07.12.2006).
          Seus trabalhos literários estão publicados em vários jornais e revistas, entre os quais, “Revista Nacional”, do Rio de Janeiro; “Correio do Ceará” de Fortaleza; “Diário da Manhã”, de Goiânia; “Jornal da Paraíba”, de Campina Grande; “O Progresso” de Dourados, MS; “Tribuna Piracicabana” de Piracicaba, SP; jornal “Manchester”, jornal “O Popular” de Goiânia, “Revista Brasília”, DF.
        Publicou artigos de crítica literária, em diferentes jornais, sobre uma infinidade de autores goianos e nacionais, entre os quais, José Mendonça Teles (O Anápolis-30.08.82); Modesto Gomes da Silva (O Anápolis-13.09.82); Gilberto Mendonça Teles (Correio do Planalto-31.1181); Bernardo Élis (Correio do Planalto-12.12.81); Jaime Câmara (Correio do Planalto-28.11.81); Paulo Nunes Batista (Correio do Planalto-29.05.81); Carlos Ribeiro Rocha (O Popular-10.07.77); Ursulino Leão (O Popular-13.11.77); Gilberto Freyre (O Popular-30.07.78, Correio do Planalto-série de 18 artigos, 5.07.80 a 13.09.80, Jornal do Commercio, Recife-04.10.72, Jornal Batista-RJ-16.07.72, Diário de Pernambuco-09.01.75.
        Outros artigos do autor na Internet, www.usinadeletras.com.br, sobre LICINIO BARBOSA E SEUS DEUSES E DEMÔNIOS, O GOVERNO DO TOCANTINS E A SEDE DA ACADEMIA, A INJUSTIÇA DOS CORREIOS COM AS BIBLIOTECAS, MIRORÓS (Bahia) – UM PROJETO INACABADO, RESTRIÇÕES À ENCICLOPÉDIA BARSA, VIAGEM PELOS RIOS TOCANTINS E ARAGUAIA, QUEM FOI JÚLIO PATERNOSTRO? O BRASIL ESTÁ VIRANDO UM PAÍS DE CORRUPTOS? A LEI BURLANDO A LEI, A SOJA COMO DESASTRE ECOLÓGICO, IOGA: RELIGIÃO OU TERAPIA? A CONSTRUÇÃO DO ROMANCE EM MOURA LIMA E OUTRAS FACETAS, ENCICLOPÉDIA LITERÁRIA E A ENTREVISTA DE JOÃO UBALDO RIBEIRO, UM BAIANO ILUSTRE (Milton Santos), CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS E DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL DE A a Z.   
        Está vinculado à “Sociedade de Homens de Letras do Brasil”, no Rio de Janeiro, à “União Brasileira de Escritores do Amazonas” e à “Associação Goiana do Ministério Público”.
        É biografado por Luiz Vital Duarte no livro “RUY BARBOSA – SUA OBRA, SUA PERSONALIDADE”, 1984. Figura no livro de José Mendonça Teles “GENTE & LITERATURA”, como um dos nomes ligados à literatura goiana. É biografado também no “DICIONÁRIO DE ESCRITORES PIAUIENSES DE TODOS OS TEMPOS”, de Adrião Neto, no “DICIONÁRIO DE ESCRITORES DE BRASÍLIA”, de Napoleão Valadares e no livro “A POESIA GOIANA no Século XX”, de Assis Brasil. 
        É verbete na “ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA”, de Afrânio Coutinho, edição do MEC-1990 e no “DICIONÁRIO LITERÁRIO BRASILEIRO”, de Raimundo Menezes. É referenciado no “DICIONÁRIO DE POETAS CONTEMPORÂNEOS”, de Francisco Igreja-1991. Citado no “DICIONÁRIO DA INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION”, de Teresinha Pereira, USA-1994. Mencionado no livro “SOCIEDADE GOIANA”, de Artur Rezende e presente em várias Antologias de poesia e prosa, entre as quais, “VENTANIA”, de Gabriel Nascente, “PLURICANTO”, de Joanyr de Oliveira e “ANUÁRIO DE POETAS BRASILEIROS”, de Aparício Fernandes-RJ.
        Por tudo isso e muito mais, Mário Ribeiro Martins foi um dos nomes mais expressivos na Literatura Brasileira, em especial nos campos da Sociologia, Filosofia e História.
Faleceu a 18/03/2016 em Palmas, Tocantins, onde residia, tendo sido velado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de Palmas e recebido homenagens da Academia Tocantinense de Letras, Academia Palmense de Letras e do Ministério Público do Tocantins. Seu corpo foi velado também no salão da Igreja Batista de Ipupiara, tendo sido sepultado no cemitério da cidade de Ipupiara, onde nasceu, com a presença de parentes, amigos e admiradores.

Deixou a mulher e duas filhas do primeiro casamento e quatro netos. No campo da Literatura deixou 36 obras publicadas. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Vital Brazil - Da herança na Ciência aos herdeiros na fé



Texto de Noemi Vieira. Colaborou com a apuração pastor Ronan Boechat de Amorim

Ele já trabalhou como condutor de bonde, tipógrafo, escrivão da polícia e, segundo uma de suas filhas mais novas, Eliá Brazil Protásio, chegou a dizer que gostaria de fazer Engenharia Civil. Mas sua colaboração para a humanidade estava na área das ciências biomédicas. Filho de José Manoel dos Santos Pereira Júnior e Mariana Carolina dos Santos Pereira, Vital Brazil Mineiro da Campanha foi um dos médicos e cientistas mais importantes para história da saúde pública no país, em tempos que a peste bubônica assolava o mundo e saneamento básico nas grandes cidades era artigo de luxo.
Apesar de todas as conquistas, Vital teve muitas dificuldades para se tornar um uma referência nas ciências biomédicas. Como sua família era pobre, as chances de se tornar médico na sociedade do Império eram praticamente nulas. Geralmente, os estudantes de medicina no Brasil eram oriundos de famílias ricas, dado ao alto custo do curso. 
A família de Vital não tinha condições de bancar sua faculdade. Seu pai, José Manoel, trabalhava de caixeiro viajante para sustentar a família. Foi essa profissão, inclusive, que levou a família de Vital Brazil a percorrer diversas cidades do estado de Minas, até se estabelecer definitivamente em Caldas. Nessa cidade que Vital teve o início de sua formação educacional e religiosa, fundamentada no cristianismo.

Ao chegar em Caldas, José Manoel conheceu um pastor presbiteriano e se converteu ao Evangelho. O pai de Vital Brasil conseguiu apoio da igreja e colocou o filho no Colégio Morton. Depois de algum tempo, José Manoel o matriculou no curso para formação de ministros. Mas, fato é que Vital Brazil teve de trabalhar duro para pagar seus estudos básicos em São Paulo e, posteriormente, a faculdade de medicina no Rio de Janeiro. Depois de algum tempo formado, Vital foi à França ampliar seus estudos de laboratório, em Paris.
A formação religiosa no Colégio Morton e na missão para ministros proporcionou a Vital um profundo conhecimento bíblico, que foi repassado para os filhos ao longo de toda a sua vida. Eliá Brazil conta que Vital sempre ensinou os princípios cristãos para a família. “Meu pai cultivava o hábito de fazer culto doméstico”, relembra.
Apesar de sua convicção de fé, Vital Brazil teve dificuldades em permanecer membro da igreja presbiteriana, dado à sua dedicação ao trabalho como médico e pesquisador. “Ele fazia experiências no domingo, faltava cultos, tinha que sacrificar animais por causa de suas experiências, e o pastor não aceitava isso”, conta Eliá, acrescentando que, por essas razões, a liderança da igreja resolveu excluí-lo da membresia. Com a expulsão, Vital tornou-se um “livre pensador” que lia a Bíblia, cria em Deus e mantinha uma vida de oração. Quanto a seus filhos, Vital Brazil os ensinou freqüentar a Escola Bíblica Dominical desde a mais tenra idade.
Resultado: a semente do evangelho ficou plantada na vida dos filhos e netos. Alvarina Brasil Esteves, uma de suas filhas mais novas, continua freqüentando a presbiteriana até hoje, na cidade de São Paulo. Suas filhas (netas de Vital) fazem parte do Exército da Salvação. Hoje, Eliá Brazil é membro da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro e sua tia, Dinorá Vital Brazil, que a levava para a igreja quando pequena, foi membro da igreja Metodista até sua morte. Ela foi também professora e diretora do Bennett.
O Vital nunca freqüentou a igreja Metodista. Mas, Eliá, suas filhas mais velhas, duas irmãs e alguns de seus sobrinhos estudaram no Bennett. Eliá fez o ginásio no Bennett e suas filhas mais velhas fizeram até o ensino médio.
Eliá conta que, apesar de todo o conhecimento científico deixado por Vital para as ciências biomédicas, o maior tesouro que guarda do pai é seu caráter de homem íntegro. “Ele não aceitava mentira, sempre esteve do lado da justiça e da verdade e ensinou isso a todos os filhos”, revela Eliá.


Referência na Saúde Pública
Contemporâneo de Oswaldo Cruz, médico responsável pela educação sanitária do Brasil no início do século 20, Vital trabalhou como médico na Força Pública e no Serviço Sanitário em São Paulo e, mais tarde, na cidade de Botucatu. Como servidor público, Vital chefiou a comissão sanitária em Cachoeira, no vale do Paraíba, durante as epidemias de febre amarela, cólera e varíola que assolavam a região. Também combateu a peste bubônica na cidade de Santos, contraindo doença durante o trabalho, que quase lhe custou a vida.

Nascido em 28 de abril de 1865, em Campanha, Minas Gerais, Vital Brazil também foi responsável pela descoberta das vacinas antiofídicas no país. Suas observações quanto aos acidentes causados por serpentes venenosas, em Botucatu, o estimulou a estudar sobre o assunto, abandonando a clínica para trabalhar no Instituto Bacteriológico de São Paulo, hoje Instituto Adolfo Lutz.
Vital se tornou conhecido por causa da sua dedicação à saúde pública e aos estudos experimentais que significavam o começo das pesquisas no Brasil. Sua fama contribuiu para que fosse chamado pelo governo do Estado de São Paulo para ajudar a criar um Instituto Soroterápico que produzisse soros e vacinas que combatessem as epidemias que assolavam a população. Foi nessa época que surgiu o Instituto Butantã, em São Paulo, logo após suas primeiras observações.
Durante esse tempo, Vital descobriu um soro contra os venenos de cascavel e jararaca, as duas espécies que mais faziam vítimas, e, posteriormente, aceitou o desafio de produzir antiofídico já no cargo de diretor do Instituto Butantã.
Vital dirigiu o instituto por 20 anos e o transformou numa referência mundial quanto ao combate de mortes por envenenamento.
Atualmente, o instituto desenvolve estudos e pesquisas na área de Biologia e de Biomedicina, relacionadas com a saúde pública. Também produz vacinas e soros para uso profilático e curativo. Realiza missões científicas no país e no exterior. Além disso, o Butantã colabora com órgãos da Secretaria da Saúde e do Ministério da Saúde no combate a surtos epidêmicos, além de realizar cursos especiais e publicações sobre suas áreas de atuação, que são oferecidos a empresas, estudantes, militares e à população em geral.
Depois de deixar a direção do Butantã – por questões políticas – Vital foi convidado pelo Estado do Rio de Janeiro para fundar o Instituto Vital Brazil, em Niterói, em 1919, no qual permaneceu trabalhando até sua morte. Hoje, o instituto que leva seu nome tornou-se um grande centro de pesquisas, de ensino, desenvolvimento e Produção de imunobiológicos, medicamentos, insumos e tecnologia para saúde.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Uma Líder Na Reforma Protestante - Katharina Von Bora





Wilma Rejane

"Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher", diz o ditado. Sou admiradora de Martinho Lutero, líder da reforma protestante, mas pouco se fala de sua esposa. Tive, portanto a curiosidade de pesquisar sobre ela, a mulher que fez Lutero desistir da batina e formar uma família. É bem verdade, Lutero já não concordava com muitos preceitos do catolicismo, inclusive o celibato.

Lutero escreveu em um de seus artigos: "Quando Deus fez o homem e a mulher, Ele abençoou e lhes disse: "Crescei e multiplicai-vos.  Essa passagem nos da a certeza de que o homem e a mulher têm o dever e a obrigação de se unir para se multiplicar".


Katharina Von Bora


Nasceu em 29 de Janeiro de 1499, na Alemanha. Com apenas 5 anos de idade foi estudar em regime de internato, em convento católico, onde permaneceu até 1523.  Ela foi educada por um professor e aprendeu latim numa época em que as mulheres não conseguiam ler nem mesmo a própria língua. Katharina fugiu do convento com mais 11 freiras. Ela e as demais ouviram falar do Ensino Bíblico de Lutero, consideraram seus princípios e quiseram deixar o convento. Um comerciante ajudou na fuga.Pois é, Katharina Von Bora, foi embora do convento para sempre!

Casou com Lutero dois anos após a sua fuga, em 1525. Consta-se que ela era uma ótima gerente familiar. Apesar dos fundos limitados e um grande número de hóspedes, plantou legumes e comprou uma fazenda com criação de bovinos, frangos e cerveja fabricada.







O casal teve seis filhos e ainda adotou mais quatro. A família,era considerada modelo na Alemanha. Lutero chamava sua esposa de "estrela da manhã de Wittinberg". Katie viveu por mais seis anos após a morte do esposo em 1546.

Katarina abriu as portas da sua casa para que monges, freiras, padres que escancaravam seus corações pra verdade de Deus e se tornavam adeptos da Reforma se refugiassem, mesmo sabendo que estavam entrando num tempo de perseguição e isso pudesse resultar numa invasão ao seu lar. Existiram vezes, que 25 pessoas moravam em sua casa, sem contar ela, Lutero, as crianças e os  órfãos  de quem cuidavam!

Lutero nunca se negava a ajudar um necessitado. Sempre oferecia dinheiro a quem precisava e logo logo, acabou com as lindas porcelanas que Katarina ganhou de presente de casamento, vendendo-as para conseguir dinheiro e abençoar aqueles que lutavam pela causa da graça de Cristo! 

Katy cuidou de Hans Lutero, seu primeiro filho, ao mesmo tempo em que seu esposo passava por uma terrível depressão. Ela se sentava ao seu lado e lia a Bíblia pra ele edificando seu coração. Conciliou as tarefas da casa, de hospedagem, mãe, esposa com a árdua tarefa de ajudar Lutero na tradução das escrituras para o alemão. Ouvia os desabafos de Martinho e sabia que cada vez que ele saia para pregar podia não o ver voltar, pois quanto mais pregava, mais inimigos Lutero ganhava. Expandir o Reino e as verdades bíblicas significava para Katarina poder ficar viúva. Mas ela sempre o encorajava: “Deus cuidará de nós. Não tema! Pregue!”.

Ela era admirável. Sua postura permitia Lutero pregar livremente e arriscar sua vida pela Verdade! Katarina não escreveu nenhum livro nem pregou nenhum sermão, mas sua inestimável ajuda possibilitou que o marido fizesse isso. Ela foi um grande apoio pra ele. Como Lutero mesmo disse a um amigo: “Minha querida Katy me mantém jovem e em boa forma também (risos). Sem ela eu ficaria totalmente perdido. Ela aceita bem minhas viagens e, quando volto, está sempre me esperando. Cuida de mim nas depressões. Suporta meus acessos de cólera. Ela me ajuda em meu trabalho e, acima de tudo ama a Jesus. Depois de Jesus, ela é o melhor presente que Deus em deu em toda a vida... Se um dia escreverem a história da Reforma da Igreja espero que o nome dela apareça junto ao meu e oro por isso.”.


Bem, Lutero ficaria decepcionado ao saber que o nome da esposa nunca é citado quando o assunto é Reforma da Igreja, mas aos mais sensatos nunca ficará esquecido o ditado reformado: " Ao lado de um grande homem, há sempre uma grande mulher" por isso, Katarina Van Bora marcou presença na história.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cambridge Seven

Sete amigos universitários transformam a Inglaterra, a China e o mundo em seis semanas.
por André Filipe, Aefe!

“Nunca antes na história das missões um grupo tão singular seguiu para o trabalho no campo estrangeiro”, foi a notícia que correu a Inglaterra em fevereiro de 1885: os sete estudantes de Cambridge estavam seguindo adiante para a missão na China, deixando atrás de si uma multidão de universitários em chamas.

O reavivamento:

Neste fim do século 19, a Inglaterra estava cheia de gente que se chama cristã, mas a poucos deles poderíamos chamar assim. Stanley Smith era um desses jovens que só se chamavam cristãos, assim como os outros seis, mas que foram tremendamente impactados pelo passeio do Espírito por aquelas paragens.
Em 1879, quando Stanley entrou em Cambridge, já tinha entregado sua vida verdadeiramente a Cristo em umas das pregações de Dwight Moody, um dos maiores evangelistas leigos americanos da passagem do século, que estava fazendo algumas cruzadas evangelísticas pela Inglaterra. Stanley e seu amigo inseparável desde seu antigo colégio, Montangue Beauchamp (Monty), eram excelentes esportistas do time de remo da Universidade. O esporte, por isso, tomou lugar nas preferências dos jovens. Cristo só veio a fazer diferença novamente quando Stanley passou a participar do Daily Prayer Meeting, na faculdade, uma espécie de ABU inglesa, e o remo deixou novamente de ser preferência na vida do estudante.
Embora Monty se dissesse cristão, Stanley gostaria que o amigo passasse por aquela transformação que tinha passado ao participar dos grupos de oração. Stanley comprometeu-se a orar 15 minutos por dia pela vida do amigo, que se entregou a Cristo verdadeiramente em outubro de 1881. Curiosamente, a família de Monty era amiga e patrocinadora do grande missionário para a China, Hudson Taylor.
O irmão de Dixon Hoste também era jogador de Remo na mesma Universidade e muito amigo de Stanley. Ambos oravam pela vida dele, pois ainda não havia se convertido. O jovem Hoste tinha uma patente de oficial de artilharia do exército real britânico. No inverno de 1882, Stanley levou Dixon Hoste a uma das cruzadas de Moody. Ele foi insistente, pois o jovem Hoste não queria ir. Na última noite, ele rendeu-se e foi à pregação do americano. Lá, ele entregou sua vida a Cristo e decidiu largar o posto militar para ser um missionário.
William Cassels estudava para ser pastor e era jogador do mesmo time de Stanley. Quando ele passou a freqüentar os grupos de oração, Cassels e ele aproximaram-se mais e oravam juntos no Campus.
Os irmãos Arthur e Cecil Phollil-Thurner eram jogadores fora de série de cricket, um jogo que não é muito conhecido por aqui, mas que na época, na Inglaterra, era muito popular. O irmão de Charles Studd, amigo de Stanley e freqüentador do grupo de oração, convidou Arthur para assistir a uma pregação de Moody. Arthur converteu-se a Cristo naquele dia, e empenhou-se em levar o irmão Cecil a Cristo. Fez o irmão prometer que leria pelo menos dois versículos da Bíblia por dia. Cecil cumpriu e não resistiu à força da oração do irmão e da Palavra de Deus.
Charles Thomas Studd (C.T), foi o mais notável missionário do grupo e certamente sua historia merece um texto a parte. Mas não somente como missionário, já em Cambridge, antes mesmo de se converter, C.T destacou-se, apesar de seu corpo não muito atlético, no jogo de crícket, tornando-se não só o melhor jogador da Universidade, mas foi considerado o maior jogador da Inglaterra. C.T era o Kaká da Inglaterra! No entanto, embora C.T tenha participado das reuniões de oração no seu colegial, na Universidade tinha deixado de participar. Em novembro de 1883, no entanto, seu irmão caiu em grave doença e caminhava para a morte. Quase tão famoso quanto ele, Studd percebeu que, diante da morte, fama e prestígio não valiam de nada. Impactado por aquela doença do irmão, foi ouvir uma pregação de Moody e entregou sua vida a Cristo.

Após estas conversões, estes estudantes testemunharam sua história diante de seus conhecidos, e sua fama, carisma e talento causou um tremendo impacto na Universidade. Stanley e Monty montaram um grupo de estudo bíblico com o time de remo e oravam pela conversão de todos. Dixon, deixando o exército, falou de Jesus a todos os seus parentes. William tornou-se pastor de uma igreja local, Arthur foi para um seminário e C.T, através de sua fama, falou sobre Jesus Cristo a muitos jogadores.

O comissionamento:

Monty também tinha se tornado um seminarista e estava muito próximo de Arthur, por isso oravam e estudavam a Bíblia juntos. Arthur foi o primeiro a ouvir de Deus um chamado para a China. Em 1883, Stanley, Monty e Arthur formavam o protótipo do Cambridge Seven, pregando e falando de missões pela Universidade.
Dixon, já se preparando para o trabalho missionário, foi o segundo a ser chamado por Deus para ir à China. Stanley foi o terceiro, ao entrar em contato pessoalmente com Hudson Taylor, o famoso missionário fundador da Missão para o Interior da China.
O jovem Stanley, o mais persuasivo e entusiasta do grupo, foi procurar William, que se preparava para o trabalho missionário na África. O carisma do amigo foi tão forte que William decidiu também ser um missionário para a China.
Em setembro de 1884, Stanley, Dixon e William foram até a missão de Hudson Taylor para se candidatarem oficialmente como missionários.
Em novembro deste mesmo ano, Stanley convidou C.T para uma pregação de um missionário que retornava da China. O jovem jogador de crícket foi confrontado com o desafio de ser enviado ao país como missionário, aceitando-o prontamente.
Monty, no entanto, que havia ajudado Stanley a convencer C.T, e que participava de tudo sem muito envolvimento, foi profundamente tocado pelo envolvimento de C.T, e por isso, também se candidatou à missão.
Por causa da decisão de C.T., a viagem dos 3, agora 5, foi postergada, já nos propósitos de Deus. Enquanto isso, Stanley, C.T, Monty, William e Hoste testemunhavam sua decisão aos colegas na Universidade, e desta forma, impactavam os estudantes de Cambridge. Certa vez, junto a Hudson Taylor, os 5 deram vários testemunhos na Universidade, e ao fazerem um apelo, somente um estudante atendeu: Arthur Phollil-Thurner.
Cecil Phollil-Thurner, neste tempo, já estava por demais constrangido, por ele mesmo ter sido um dos que tinha encorajado C.T ao trabalho missionário, ele mesmo ainda não havia se comprometido. Em janeiro de 1885, os irmãos Turner vão juntos até Hudson Taylor e oferecerem-se para o trabalho na China.
Agora, a Missão para o Interior da China possuía sete jovens candidatos que deveriam divulgar seu trabalho pela Inglaterra e pela Escócia. Nas seis semanas seguintes que antecederam a viagem, os sete visitaram muitas cidades e Universidades, onde impactavam por onde passavam a vida de estudantes. Foi neste período que ganharam o apelido de Cambridge Seven.
“Nunca antes na história das missões um grupo tão singular seguiu para o trabalho no campo estrangeiro”, foi a notícia que correu a Inglaterra em fevereiro de 1885: os sete estudantes de Cambridge estavam seguindo adiante para a missão na China, deixando atrás de si uma multidão de universitários em chamas. Em 18 de março de 1885, o grupo inusitado chega em Shangai.

O impacto entre os estudantes da Inglaterra, Escócia e Estados Unidos:

Todos os sete, especialmente C.T, eram jovens muito ricos da Inglaterra. Calcula-se que C.T. tenha herdado cerca de meio milhão de dólares atuais. Além disso, eram extremamente talentosos e inteligentes. Muitos em sua época consideraram o ato um grande desperdício de talentos. Porém, maior que o impacto que estes jovens causaram na China, foi o seu testemunho entre os estudantes. O folheto com seus testemunhos, “The Evangelisation of the World: The Cambridge Seven” se tornou um Best seller nas universidades e chegou às mãos da Rainha Vitória. A Missão Para o Interior da China, em 1885, ano que os jovens fizeram o trabalho, recebeu 168 novos missionários, passando para 800 em 1900, representando um terço da força missionária da Inglaterra.
O folheto e a história do grupo chegou aos EUA influenciando muitos estudantes, especialmente Robert Wilder, que foi um dos estudantes a liderar o maior avivamento estudantil que ergueu a mais impactante onda missionária da história cristã, o Movimento de Estudantes Voluntários.

Fonte:
TUCKER, Ruth A. Até os confins da terra. Vida Nova, SP.
WINTER, Ralph D. e HAWTHORNE, Steven C. Missões Transculturais: um perspective histórica.
WONG, Anthony B. The Cambridge Seven. Link: http://www.wholesomewords.org/missions/mscambridge7.html
Wikipédia inglesa.

domingo, 8 de novembro de 2009

A Esposa de Martinho Lutero





"Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher", diz o ditado. Sou admiradora de Martinho Lutero, líder da reforma protestante, mas pouco se fala de sua esposa. Tive, portanto a curiosidade de pesquisar sobre ela, a mulher que fez Lutero desistir da batina e formar uma família. É bem verdade, Lutero já não concordava com muitos preceitos do catolicismo, inclusive o celibato.

Lutero escreveu em um de seus artigos: "Quando Deus fez o homem e a mulher, Ele abençoou e lhes disse: "Crescei e multiplicai-vos" Essa passagem nos da a certeza de que o homem e a mulher têm o dever e a obrigação de se unir para se multiplicar".


Katharina Von Bora
Nasceu em 29 de Janeiro de 1499, na Alemanha. Com apenas 5 anos de idade foi estudar em regime de internato, em convento católico, onde permaneceu até 1523. Katharina fugiu do convento com mais 11 freiras. Ela e as demais ouviram falar do Ensino Bíblico de Lutero, consideraram seus princípios e quiseram deixar o convento. Um comerciante ajudou na fuga.

Casou com Lutero dois anos após a sua fuga, em 1525. Consta-se que ela era uma ótima gerente familiar. Apesar dos fundos limitados e um grande número de hóspedes, plantou legumes e comprou uma fazenda com criação de bovinos, frangos e cerveja fabricada.

O casal teve seis filhos e ainda adotou mais quatro. A família,era considerada modelo na Alemanha. Lutero chamava sua esposa de "estrela da manhã de Wittinberg". Katie viveu por mais seis anos após a morte do esposo em 1546.

Fonte: A Tenda na Rocha

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Diário de Anne Frank





Annelise Marie Frank, conhecida mundialmente como Anne Frank, nasceu em 12 de junho em Frankfurt, Alemanha. Ela e sua família abandonaram a Alemanha em 1933 e foram para Amsterdã, na Holanda, ano em que os nazistas subiram ao poder. O pai de Anne, Otto Frank, era judeu, naturalizado polônes e tinha alguns contatos profissionais em Amsterdã. A pequena Anne, só chegaria a Holanda em 1934, um ano após sua família, o motivo é que passara um período com a avó na cidade de Aachen.

A família de Anne era pequena, quatro pessoas: Otto (pai), Edith (mãe) e Margot(irmã mais velha). Eles moraram por dois anos inteiros em um escritório que ficava no fundo da casa em Amsterdã. Alguns chamam de porão. Atualmente é onde se localiza "O Museu Anne frank", no diário da menina ela dá o nome de "anexo secreto". Outras quatro pessoas também faziam companhia a família, se refugiando no "anexo secreto" para se livrar dos nazistas.

"Como esconderijo, a casa de trás é ideal, ainda que seja úmida e toda inclinada, estou segura de que em Amsterdã e talvez em toda Holanda não há outro esconderijo tão confortável como a que temos instalado aqui"

O "cativeiro" da família Frank, durou de 1942 até 1944, ano em que foram capturados, através de uma denúncia anônima.Ao serem presos, foram levados pela polícia alemã até Westerbork (18 de Agosto de 1944). Um mês depois, a família é enviada em um trem de carga para Auswitz, conjunto de campo de concentração na Polônia, ocupado pela Alemanha. Um mês depois, Anne e sua irmã Margot, foram transferidas para o campo de concentração Bergen-Belsen, para trabalharem como escravas.


Mãe(Margot),pai(Otto) , Anne e Edith.

Em 1945, nove meses após a deportação para Bergen-Belsen, Margot, irmã de Anne, morre de tifo. Anne morre dias depois, da mesma doença. Duas semanas depois da morte de Anne o campo é libertado.

Crianças judias em auschwitz II (Birkenau) logo após libertação.


O Diário de Anne Frank

Durante o tempo em que viveu escondida dos nazistas, no "anexo secreto" da casa em Amsterdã, Anne Frank ganhou um diário de presente de aniversário. Esse diário recebeu o nome de Kitty, e é tratado como um amigo que ora também receberia o nome de Peter. Nele, o relato dramático de situações vividas pela família, por amigos e especialmente por ela. Anne tinha apenas 13 anos quando começou a escrevê-lo, mas demonstra uma maturidade incomum para sua idade.

Numa das anotações feitas em seu diário em 18 de Outubro de 1942, Anne diz: "Esta é uma das minhas fotografias que gosto de ver a toda hora. Então fico pensando na possibilidade de ir para Holywood".

Publicação do Diário de Anne Frank
O Pai da menina, foi o único sobrevivente entre todos que se escondiam no "anexo secreto". Otto publicou o diário da filha em 1947. Atualmente ele é traduzido em 68 línguas e é um dos livros mais vendidos do mundo.

Como encontraram o diário?
Enquanto estiveram confinados no "anexo secreto", em Amsterdã, recebiam ajuda de uma pequena família: Miep Gies e seu esposo Jan. Eles levavam alimento, livros e mantinham todos informados das últimas notícias. No dia em que os Frank foram capturados, Miep Gies, que morava bem próximo, encontrou os escritos de Anne e os guardou pensando em encontrar posteriormente a família. Otto, voltou sozinho para "o anexo secreto", Miep lhe entregou o diário.


Miep Gies


Ainda mora em Amsterdã e no dia 15 de fevereiro de 2009 completou 100 anos de idade. por muito tempo ela foi acusada por um homem chamado Van Moren de ter sido a informante secreta da polícia alemã no caso Frank. essa denúncia foi desmentida através da história e também pelo próprio Otto. Miep foi colaboradora em um livro chamado: "Anne Frank, uma Biográfia" de Melissa Muler. Também lançou o livro "Meu tempo com Anne Frank" em 1987. Em 1996 recebeu junto com o cineasta Jon Blair o oscar pelo documentário "Anne Frank".


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Fontes: O Diário de Anne Frank
Enciclópedia do Holocausto
Wikipédia
Ruadajudiaria
Os 100 anos de Miep
A Tenda Na Rocha