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quarta-feira, 30 de abril de 2025

ESCOLA SUPERIOR DA AVAREZA - Mário Ribeiro Martins

 

ESCOLA SUPERIOR DA AVAREZA

Mário Ribeiro Martins*

(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALÉM DA FONTE).


A Bíblia apresenta, embora sem nomeá-las, várias Escolas: Escola dos Profetas, Escola de Alexandria, Escola Mosaica, Escola Judaica, Escola Paulina, entre outras. Todas tiveram seus fundadores e seguidores. A Bíblia apresenta uma escola "sui generis": A Escola Superior de Avareza. Caim teria sido seu fundador, nos primórdios da humanidade, se é que foi o resto imprestável da sua lavoura que ele separou para entregar ao Senhor, como alguns supõem.
Mas esta escola, como todas as outras do Velho e Novo Testamento, teve os seus seguidores, dos quais a Bíblia guarda tristes e horripilantes memórias. Um deles foi Judas Iscariotes que revelou seu instinto bestial e avarento quando Maria, irmã de Lázaro, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, derramou sobre os pés de Jesus e os enxugou com suas madeixas. Foi aí que Judas disse: "Por que não se vendeu por trezentos dinheiros, Senhor?" Judas não queria o dinheiro para o Senhor, mas para a sua bolsa.
Quantas vezes se ouve: para que comprar terreno para a Igreja, se o dinheiro tem de sair do nosso bolso? Judas provavelmente diria: é melhor não comprar móveis, porque desde a fundação da Igreja estamos acostumados com velhos bancos e nunca morremos. Mas Judas fez muito mais do que isto. Diz Mateus que por causa dele os discípulos se indignaram contra Jesus.
Dois outros discípulos da Escola Superior da Avareza foram Ananias e Safira dos quais a Bíblia apresenta uma ingrata memória. Foi mais fácil Deus ressuscitar a Lázaro, abrir o Mar Vermelho ou o Rio Jordão do que abrir o coração avarento de Ananias e Safira. Haviam dado profissão de fé. Haviam sido imersos nas águas batismais. Haviam preenchido uma ficha. Sabeis qual? A ficha da fidelidade e da honra, escrita não com letras e tinta, mas com lágrimas caídas dos seus olhos nos dias das perseguições.
Vivemos no mundo dos símbolos: a aliança representa a união matrimonial, o batismo simboliza uma nova vida, o diploma é a expressão da formatura, a ficha que o membro de uma igreja assina representa a fidelidade. Mas a avareza fez com que Ananias e Safira pensassem: nos dias de Cristo não era assim, a gente dava quando queria, dava voluntariamente e a obra foi realizada. Agora estes apóstolos querem até saber quanto nós ganhamos com a venda da propriedade. Verdadeiro crediário, Safira! Vamos dar quanto nós entendemos! Foi aí que Pedro disse: "Não mentiste aos homens, mas a Deus". É provável que Ananias ao ouvir as palavras de Pedro ainda tenha pensado: é um verdadeiro crediário, pesquisou a minha vida e soube por quanto vendi a propriedade!
Estas são as argumentações da avareza. Ananias e Safira foram fulminados. Deus não conseguiu vencer a avareza. Aquelas mesmas portas largas pelas quais entraram, por elas saíram. Entraram como bons crentes e saíram como maus mordomos. Como Ananias e Safira, há aqueles que entraram para as igrejas como crentes, mas saem por causa da avareza, levando na consciência as marcas de um mau mordomo.
A Escola Superior da Avareza ainda existe e seus seguidores estão espalhados por toda parte: entre pastores, diáconos, professores da Escola Dominical, alunos, verdadeiros "Cains" que dizem: o fogo do altar também pode acender-se com os restos da minha lavoura. Esta meditação é uma advertência para que não se cometa o pecado da avareza. (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 16.09.1973).



MÁRIO RIBEIRO MARTINS - ERA PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Mamonismo, a maior religião global



"Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro".

Mateus 6:24


Lendo a tão pedagógica passagem bíblica, me ocorreu uma interessante reflexão. Se Jesus diz que não se pode servir a dois senhores, logo, segundo o próprio Jesus, a maior religião do mundo seria o mamonismo (adora$ão a Mamon - o bom e velho dinheiro, o deus sem rosto e inventor das máscaras), superando o cristianismo e o Islã com considerável vantagem. Mas há um problema: Aneste$iados, não sabemos reconhecer ou computar uma tão imensa multidão, que porventura nos abarca, e assim a principal religião humana, por carência de livro sagrado ou código definidor, segue como se não existisse, e no entanto por tudo responde.
Como se não existisse, sim, para nós, pois naquele Tribunal Celeste consta que há o nome de cada membrado na portentosa seita.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Finanças na Bíblia - Conheça o site Ganancia.com

*

Amados irmãos e leitores, a nossa dica de hoje é sobre um site/ministério que vem realizando um trabalho estratégico para a edificação da Igreja. Finanças na Bíblia - Ganancia.com.br é um ministério da Organização Palavra da Vida que tem o intuito de transmitir os princípios de finanças e bens materiais na perspectiva bíblica.

O Ministério disponibiliza gratuitamente um software de controle financeiro, e também folhetos, panfletos, um livrete e uma excelente apostila de 55 páginas, que podem ser impressos e compartilhados. O site possui ainda muitos outros recursos, tais como artigos, dicas de livros, devocionais, etc. Vale a pena conhecer e divulgar este ministério.

Leia abaixo o texto de apresentação do site:

Propósito Ganancia.com.br
Marcos E. Fink 

"Observando um pouco mais atentamente a nossa sociedade moderna, percebe-se claramente a influência que o dinheiro exerce sobre as pessoas, e como a ganância e a cobiça imperam. A sociedade impõe às pessoas, implicitamente (ou seria explicitamente?), um estilo de vida em que acumular bens e correr atrás da prosperidade material é o que conta.
Os que seguem essa filosofia logo se deparam com as conseqüências dessa escolha. Os relacionamentos com as pessoas, a família, a ética e a moral, o bom senso e, muitas vezes, os princípios e valores fundamentais são sacrificados porque a ganância por riquezas foi colocada em primeiro lugar.

"Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos".

Mais cedo ou mais tarde, sendo ou não bem-sucedidos no propósito de acumular dinheiro e bens, percebem que estão correndo em vão, atrás de um objetivo vazio. Descobrem que o que realmente buscam é uma vida significativa, relevante, uma vida de contentamento, ou seja, algo que o dinheiro, mesmo com a falsa sensação de poder e segurança que ele proporciona, não pode oferecer. 

"Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens". 

Você quer uma vida relevante, verdadeiramente significativa? Liberte-se da ganância! Não corra em vão.
Mas, se a vida não consiste na quantidade dos seus bens, então, em que consiste? 

"Busquem, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça..."

Muitos cristãos, mesmo cientes de que devem buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e viver uma vida cristã autêntica como verdadeiros discípulos de Jesus, facilmente esquecem isso e também colocam a busca por dinheiro e prosperidade material como prioridade das suas vidas, tornando irrelevante e infrutífero o seu testemunho cristão.
Leia atentamente os textos bíblicos a seguir: 

"Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo, é semelhante a ele: Ame o seu próximo como a si mesmo".

Jesus disse [aos seus discípulos]: "Vão pelo mundo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado".

"Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros".

"Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas". 

Esses versículos resumem qual deve ser o foco da vida de um cristão autêntico: não viver para si mesmo, mas para servir aos outros, mostrando-lhes o caminho para a vida eterna; não viver focado nas coisas deste mundo, mas na perspectiva da eternidade. Com isso em mente, é possível compreender, de fato, como ter uma vida de contentamento e lidar com o dinheiro e com as posses materiais conforme a vontade de Deus. 

Neste site você também encontrará orientações e princípios para equilibrar a sua vida financeira, de acordo com a perspectiva bíblica, para não mais ser escravo do dinheiro e da ganância, nem ser enganado pelos valores materialistas que regem a nossa sociedade de consumo, mas para honrar o Senhor e cumprir o propósito de Deus em sua vida. "

 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Desonestidade Compensa?

 *
Marcos E. Fink
Quando vejo nos jornais notícias de corrupção e desonestidade, fica explícito para mim como nós, seres humanos, estamos com as nossas prioridades invertidas. Damos importância demasiada para aquilo que não tem real importância, e o que realmente tem importância, ignoramos.

NotíciasFacilmente colocamos o dinheiro, a soberba, o status e o poder acima da amizade, do respeito, da honestidade, da integridade, da humildade e dos relacionamentos francos com as pessoas. Pensamos em nós mesmos e ignoramos os outros. Somos egoístas.

As pessoas dessas notícias em questão apenas refletem casos extremos daquilo que acontece também conosco. É possível que nós, talvez, apenas não acabamos praticando tais atos, simplesmente por não termos tido tais oportunidades. Se nós tivéssemos tido oportunidade, provavelmente teríamos feito o mesmo, ou pior.

Fica explícito para mim, também, como as instruções bíblicas são úteis e verdadeiras, e nos ajudam a termos uma vida mais tranqüila, e com paz no coração. Muitos, entretanto, preferem ignorá-las. Veja:

"Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitos desejos insensatos e perniciosos, os quais afogam os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raíz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muito sofrimento". "Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão".
1 Timóteo 6:9-11

"Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o de caminhos perversos, ainda que seja rico".
Provérbios 28:6

"Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo o tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens".
Lucas 12:15

"Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro".
Provérbios 22:1

"Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo".
Efésios 4:25

"Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo".
Levítico 19:11

"Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo".
Êxodo 20:17-19

"Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para o nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, afim de se apoderarem da verdadeira vida".
1 Timóteo 6:17-19

"Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes".
Hebreus 13:5

"Considere o íntegro, observe o justo; há futuro para o homem de paz. Mas todos os rebeldes serão destruídos; futuro para os ímpios nunca haverá".
Salmo 37:37-38

"Como são felizes os que andam em caminhos irrepreensíveis, que vivem de acordo com a lei do Senhor. Como são felizes os que obedecem aos seus estatutos e de todo o coração o buscam."
Salmo 119:1-2 

FONTE:  http://www.ganancia.com.br
 (Visite o site e baixe diversos recursos para sua edificação)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Cristianismo Creative Commons


Por Jarbas Aragão

Muita gente hoje em dia discute os conceitos de propriedade intelectual, de direitos autorais e de pirataria. Não há dúvida que a internet mudou muita coisa e sua popularização trouxe novas discussões sobre coisas quem antes nunca se pensou. Não quero e nem posso avaliar aqui as implicações éticas e teológicas dos downloads modernos, dos sites de torrents, da transmissão de músicas, filmes, jogos e até de livros. Na grande maioria das vezes é fácil determinar que o erro distribui material que não é seu por direito. Até ai tudo bem, que fique claro: não compro material pirata! Mas poucas vezes vi discussões em nosso meio sobre a atitude de quem produz e distribui esse material.

Há algum tempo o mundo tem visto surgir tentativas de se mudar o conceito de propriedade intelectual. Muitos softwares, por exemplo, são distribuídos gratuitamente. Aos poucos foram surgindo filmes, CDs e livros que aderiram a esse “movimento”. Essa maneira de pensar gerou conceitos novos como copyleft (oposto do termo copyright) e as licenças chamadas de creative commons (mais informações no www.creativecommons.org.br )

O que isso tem a ver com nossa fé cristã? Existem várias passagens que nos mostram que não é correto exercer qualquer tipo de cobrança pela mensagem de salvação. O famoso “de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10:8). Mas o que tem se visto nos últimos tempos é uma grande comercialização do evangelho e da mensagem de Cristo. E não estou falando da teologia da prosperidade!

Tomemos por exemplo o texto bíblico no Brasil (diferentemente de outros países) que possui direitos autorais. Ou seja, é proibido por lei a reprodução de uma quantidade maior que 500 versículos sem autorização da editora que possui os “direitos” de determinada tradução. Ou seja, você não pode imprimir milhões de exemplares da Bíblia e sair distribuindo por aí. Alguns softwares que trazem o texto bíblico apresentam essa restrição. A pergunta que fica é: ter o direito autoral da Palavra de Deus é correto? Exigir-se pagamento para se reproduzir o texto é bíblico?

Também é sabido que muitos pastores/pregadores e cantores/cantoras só vão para um determinado local, seja igreja ou não, mediante o pagamento de um cachê. Alguns não chamam de cachê, óbvio, chamam de “oferta”. Mas até que ponto eles têm o direito de cobrar para louvar a Deus ou cobrar para ensinar o caminho do Senhor? Não tenho nada contra as ofertas, até porque isso é claramente mostrado nas Escrituras. Minha dificuldade é ver gente enriquecendo com isso. Claro, se ninguém pagasse essa prática já teria acabado ou certamente diminuído bastante.

Conheço bem algumas empresas ditas “evangélicas”. Sei como funciona a produção e a distribuição de muito do material que circula no “mercado gospel”. Não seria leviano em dizer que todas as empresas agem da mesma maneira. Nada tenho contra aqueles que fizeram a opção de viver de maneira integral do evangelho, de usar os dons e talentos dados por Deus para de alguma maneira contribuir para a igreja de Cristo espalhada pela face da terra. Meu objetivo é refletir até que ponto se justificam certas coisas.

Quando vemos alguns livros sendo vendidos na categoria religião das livrarias ou mesmo o material que é encontrado nas chamadas livraria evangélicas dificilmente se pergunta “quem produz esse material?”, “para onde vai o lucro obtido?”. Talvez isso não pareça importante para a maioria das pessoas, uma vez que se coloca sobre essas coisas o “selo” que os identifica como “abençoado” ou “abençoador”. A verdade é que nem todas as empresas que produzem e comercializam esse material estão necessariamente envolvidas com a proclamação das boas novas.

O que eu gostaria de refletir neste espaço é sobre a prática de usar o nome do evangelho de Jesus para enriquecer pessoas, ministérios ou empresas. Não sou ingênuo a ponto de pensar que tudo deva ser de graça ou ignorar que existem custos muitas vezes altos para produzir todas essas coisas. Eu continuo comprando material que entendo ser útil e proveitoso para minha vida cristã. Mas confesso que deixei de ir a certos eventos e de comprar certas coisas por causa disso. Considero abusivo o preço de muito material que apenas por ser evangélico é mais caro que os demais. Por exemplo, tenho vivido isso toda vez que quero comprar um filme em DVD para meu filho!

Não é segredo para ninguém que existe uma verdadeira “indústria” montada por trás disso tudo. O mercado cristão ainda dá muito dinheiro. Nada tenho contra o lucro. Porém, poucas vezes li alguma reflexão séria sobre essa questão. Com a popularização da internet vieram as mudanças de certos conceitos e acredito que ainda existe muito para ser pensado. A questão é que está surgindo uma concepção diferente de direito autoral e isso nos atinge também.

Já é possível hoje baixar livros, vídeos, e músicas da internet autorizados e incentivados pelos seus próprios criadores. Existem grupos evangélicos que já entenderam que estamos diante de um novo tempo e fizeram a opção de oferecer o seu material gratuitamente na web, possibilitando que os ouvintes façam algum pagamento se desejarem. A lógica que está por trás disso não é mais única e exclusivamente a busca do lucro. O princípio é a divulgação do que foi produzido sem que o lucro seja a motivação principal. Já visitei sites de produtoras que disponibilizam seu material gratuitamente. Posso citar alguns exemplos gringos. O músico Derek Webb distribuiu um tempo atrás o seu CD Mockingbird, o site de audiolivroswww.christianaudio.com disponibiliza uma vez por mês um download gratuito de um livro diferente. Particularmente gosto do site theresurgence.com , do ministério Mars Hill, liderado pelo pastor Mark Driscoll, além de pregações livres de direitos, é possível encontrar também CDs de música e livros do pastor para baixar. No Brasil alguns autores menos conhecidos, bem como grupos musicais tem disponibilizado seu material. A editora Mundo Cristão chegou a disponibilizar o download gratuito (por tempo limitado) de alguns títulos. Mas ainda é algo muito tímido, quase inexpressivo. Acredito que faltam iniciativas do gênero no meio evangélico nacional.

Por outro lado existem pessoas que aproveitam todas as oportunidades para transmitirem sua mensagem gratuitamente. Inclusive grupos religiosos. Um bom exemplo claro é o longa de animação de 2008, Sita Sings the Blues, que tem como enredo uma história da tradição hinduísta, o Ramayana e em essência é uma historia sobre espiritualidade. No site do filme, www.sitasingstheblues.com é possível ler que seus idealizadores acreditam que o valor do filme vai além da questão financeira e disponibilizaram na licença Creative Commons. A imagem ai em cima dá uma mostra do material. Não dá pra não se perguntar porque ainda não temos feito o mesmo para divulgar a mensagem do evangelho. Desconheço um esforço para a produção e distribuição de filmes com conteúdo evangélico que estejam sendo distribuídos com o simples propósito de divulgar a mensagem. Não está na hora de vermos mais iniciativas propondo um cristianismo livre de direitos autorais restritivos e abusivos? Não seria necessário repensar qual o objetivo da produção e comercialização de muito do que se produz em nome de Jesus nos dias de hoje? Sou favorável a um cristianismo Creative Commons, onde o lucro não é a mola propulsora, mas sim o desejo de ver a Palavra sendo levada às pessoas. Você conhece mais iniciativas assim? Deixe a dica ai nos comentários para todos verem e conhecerem.


via http://www.blogdos30.tk/

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Missionários S/A


Como ficar milionário investindo em missões

André Filipe, Aefe!


O bebabá que eu conheço sobre investimentos em ações é mais ou menos assim: existem dois tipos de empresas, as limitadas (Ltda) e as sociedades anônimas (S/A). As empresas limitadas são aquelas com número fixo de sócios, normalmente uma empresa familiar. Uma S/A é a empresa que abriu para que outras pessoas possam tornar-se sócias dela, e assim investirem financeiramente na empresa. Quando o investidor torna-se sócio de determinada empresa, comprando uma porcentagem em ações, ele certamente deverá torcer para que aquela empresa cresça e se desenvolva cada dia mais, pois quanto mais aquela empresa crescer, mais rico ficará o investidor.

Brincando um pouco, penso que o missionário é aquela empresa que deixou de ser limitada para tornar-se uma S/A, aguardando investimentos de fora para que possa desempenhar seu projeto para Deus. Se uma empresa quebrar, coisa nada incomum nos dias de hoje, os acionistas perdem tudo o que investiram, por outro lado, quando um servo de Deus investe financeiramente em um missionário, neste momento ele já conquistou um título de ação com Deus (também chamado de galardão) que nenhuma crise econômica poderá tirá-lo.

Não vejo nenhum problema em uma pessoa investir dinheiro em outra para ganhar galardão com Deus, pelo contrário, creio que esta é a melhor motivação. Paulo, ao agradecer a igreja de Filipo pelo auxílio em suas necessidades, refere-se assim a ela:
" Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês (...) Estou amplamente suprido, agora que recebi de Epafrodito os donativos que vocês enviaram. São uma oferta de aroma agradável, suave, um sacrifício aceitável a Deus" - Fp. 4.17-18.

Além do mais, quando um investidor escolhe uma empresa, ele busca as empresas mais estáveis, ou as mais ricas, ou aquelas em que ele aposta que irá crescer. Ele aposta nos indivíduos da empresa e no "clima" do mercado e do mundo. Ele torce para que a empresa cresça, ele estuda e observa a situação mundial para saber se está favorável ou não. Já com o investidor em ações eternas (também conhecido como boas obras) é um pouco diferente.

Ele não precisa escolher o missionário pela sua capacidade, pois Deus transforma galhos secos em árvore frutífera, e não escolhe o campo mais fácil, aquele que dará mais frutos, deixando de lado aquele campo em que dificilmente será erguida uma igreja, pois Deus, quando não abre o mar, faz andar sobre as águas, como já diz a música. Por isso, o investidor deve torcer pelo missionário (também conhecido como orar incessantemente, escrever cartas, pastorear, envolver outras pessoas no projeto), pois isso não somente trará sucesso ao missionário e ao projeto, mas elevará as suas ações às alturas.

E aqueles 5 talentos entregues a você serão finalmente transformados em 1o talentos, que você depositará aos pés de Jesus, seguido do mais confortante dos abraços e do mais desejado dos mimos:
" Muito bem, servo bom e fiel; fostes fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor" - Mt. 25.21.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Em nome de quem?


Fábio Adiron

“Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não a beijou.” 1 Reis 19 :18


A tecnologia moderna é algo fantástico. Permite que cheguemos a lugares que nem sonhávamos que existissem. Claro, também permite que cheguem a nós coisas que preferiríamos que nem existissem. Como quaisquer outras coisas que não convêm, basta um pouco de bom senso para filtrar o que presta e o que não presta. Através de uma dessas tecnologias, a Internet, que você me lê agora. Assim como pode ler algumas dezenas de bons sites e blogs cristãos (alguns que eu recomendo estão nos links ao lado). Como qualquer outra ferramenta, a Internet não é boa nem ruim. O que pode ser bom ou ruim é o uso que se faz dela.

O problema são as pessoas que, cheias de boas intenções mas, praticamente, sem atenção nenhuma, se aventuraram na rede (é verdade, algumas pessoas também se aventuram em outras missões sem nenhum preparo ou dedicação séria a elas no mundo analógico). Também existem pessoas que acham que sua missão precisa lhes render algum ganho pecuniário, a ponto de apelarem para recursos que chegam a ser mesquinhos.

Um deles é uma ferramenta chamada Google AdSense que funciona da seguinte forma : você abre espaços no seu site ou blog para que o Google veicule pequenos anúncios pagos. Caso alguém clique no anúncio a partir do seu site, o Google repassa para você uma parcela que ele recebeu do anunciante, o que significa alguns poucos centavos por clique.´

Como o Google escolhe os anúncios que vão ser veiculados no seu site ? Um robô lê os textos que você publica e, a partir de palavras que ele encontra, envia os anúncios que usem palavras semelhantes. Claro que o Google faz um filtro dos anúncios, usando os seus próprios critérios (evitam pornografia, incitação à violência ou discriminação, etc), o que não significa que os anúncios realmente vão ter aderência ao assunto do site.

O que poderia acontecer? Se fosse nesse blog, provavelmente apareceriam anúncios de empresas de reforma ou alguém vendendo os gibis do Calvin. Mas não vai acontecer aqui, não escrevo pelos centavos que isso poderia me render.

Outro dia entrei num site de um certo pastor fulano de tal, que usava como título pessoal "servo do Deus altíssimo", mas não altíssimo o suficiente para lhe garantir o sustento e, portanto, não custava nada arrecadar um subsídio com os pequenos anúncios. Acontece que o sujeito resolveu escrever um artigo sobre a idolatria mariana e, como prêmio, sua página exibia logo no cabeçalho um anúncio que vendia produtos para a Novena de Nossa Senhora. O que isso significa ?

Primeiro : que um leitor desavisado não sabe exatamente qual é a posição do pastor que malhava a santa, mas vendia produtos da mesma;

Segundo : que o site gerava negócios para comerciantes de ídolos;

Terceiro (e mais grave a meu ver) : que o pastor recebia dinheiro cuja origem era a venda desses produtos.

No mesmo momento me veio à lembrança os problemas que Paulo, Gaio e Aristarco enfrentaram em Éfeso, porque o ourives Demétrio (escultor de imagens de Diana) achou que seu negócio corria perigo. Esse arriscaram suas vidas em defesa da sua fé. Enquanto que pessoas como o dono do site que menciono, não só não se arrisca como se tornou acionista dos demétrios modernos, de quem recebe dividendos.

Se você usa a rede como instrumento de propagar a sua fé, que Deus permita que você faça isso de uma forma séria e edificante e que proteja do engano os que são Seus.

Fonte: http://adironteologia.blogspot.com/

via http://praxiscrista.blogspot.com/

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Rico não vai pro céu


Isso que vou expor agora é um dos princípios no Cristianismo que meu irmão menos consegue engolir. Em partes por sua formação Calvinista na igreja que seu pai freqüenta, mas sem dúvida porque ele é rico, e quer ir pro céu (se é que ele ainda acredita que exista um).

O que o irrita é a passagem em que Jesus diz que é mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus. Logo em seguida os discípulos (acostumados com as promessas bíblicas que associam a prosperidade com as bênçãos divinas) perguntam: “Então quem pode ser salvo?” E Jesus responde que: “O que é impossível para os homens é possível para Deus.”

Na verdade o Cristianismo não é contra as posses, ele é contra os ricos (orgulhosos, independentes, gananciosos). Em outra situação Jesus avisou que tomassem cuidado contra todo tipo de ganância, porque a vida de alguém não é a quantidade dos seus bens. E isso é verdade. Confiar em seus bens também significa desconfiar (não confiar) em Deus. Quando se fala que o amor ao dinheiro é a origem para todos os males isso também é lógico, porque o dinheiro compra todas as coisas ruins, e a busca desenfreada por dinheiro e posses sempre vão vir acompanhadas de desonestidade e abusos de poder para alcançar mais.

É interessante entender que o Cristianismo não desencoraja a busca dos bens. Jesus disse para buscar em 1º lugar o Reino de Deus e sua justiça. E eu acredito que a forma de Deus acrescentar as outras coisas (roupas, comidas, cuidado) pode ser através do suor do seu rosto, ou seja, através da busca nos 2ºs, 3ºs, 4ºs e 5ºs lugares. É importante frisar que Paulo diz não ter comido nada à custa de ninguém. Ao contrário, ele trabalhava arduamente e com fadiga, dia e noite, para não ser pesado aos irmãos de Tessâlonica. Deixando ele junto com seus cooperadores um exemplo a ser seguido, a ponto de afirmar que se alguém não quiser trabalhar, também não deve comer.

Embora o Cristianismo seja totalmente contra o estresse e à ansiedade ele nunca incentivou o ócio. Como em outra carta o mesmo Paulo havia escrito (para os mesmo leitores): “Esforcem-se para ter uma vida tranqüila, cuidar dos seus próprios negócios e trabalhar com as próprias mãos, como nós os instruímos.” Isso prova que o cristão deve trabalhar e buscar ser bem sucedido no que fizer.

Jesus nunca disse para não termos tesouros na terra! Ele disse: “não acumuleis tesouros na terra”, mesmo porque na terra existem ladrões, falcatruas, investimentos arriscados e quebra da bolsa. Mas para pormos nosso coração em tesouros do céu. Porque é óbvio que onde você coloca seu dinheiro (ou o que você compra) é o que você mais gosta. E se você só investe em ganhar mais dinheiro isso prova que sua confiança e seu amor estão no dinheiro.

Agora o que tudo isso tem a ver com ir para o céu? Tudo. Pois o rico (ou o que vive para buscar a riqueza) muito dificilmente vai aceitar ser salvo pela graça. Ele quer ser salvo da mesma forma que ele conquistou todas as outras coisas (por esforço próprio, por mérito próprio). Talvez (eu sinceramente não sei) seja esse o motivo dos Calvinistas incentivarem tanto as boas obras, embora também exista o motivo bíblico do rico-cristão expressar sua não confiança no dinheiro ao usar do dinheiro liberalmente com ajuda aos pobres e aos irmãos.

Assim sendo “Ai dos ricos” e “Bem aventurado os pobres”, porque o orgulhoso não pode ser salvo de graça, mas o pobre sim, só falar que é de graça que ele pula em cima.

Vítor Ferolla