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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Livre arbitrio


"Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência."

(Deutenonômio 30.19)


"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." 

(João 14.6)


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Livrando-se de todo cativeiro

Ter sido "alçada" por Jesus do perigo da morte e do inferno foi o que de melhor aconteceu em minha vida. É o que de melhor pode acontecer na vida de qualquer pessoa. Gosto desse sentido universal e consolador: “Qualquer pessoa”, implica igualdade, incondicionalidade, demérito.  Esse olhar do Reino, totalmente distinto do olhar do mundo é o que preserva a humanidade em constante renovo e progresso. 

Envoltos em misericórdia e amor caminham os homens por dádiva dos céus que os mantêm vivos ainda que sequer percebam ou agradeçam. De passo em passo, a Divina graça observa e rege o tempo.  Esse tempo que não nos obedece e pulsa para o futuro que é o hoje, ontem e amanhã. Por acaso seriamos nós os que descortinam o dia também enegrecendo as noites?  Somos apenas qualquer um, um a mais, entre muitos naturais. Mas Ele nos ama: a qualquer, a todo.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Jo 3:16.

Ele ama e isso é tudo. Posso vê-Lo nos amando agora, nesse instante, ao pecador e ao justo espelho de Jô. Enquanto o mundo odeia, maltrata, mutila, faz perder o ânimo, Ele ama e diz: Creia, Eu te fortaleço. Nenhum braço ou colo é capaz de entender tão bem cada lágrima, suspiro, súplica, palavra dita e não dita. Somente Ele, a conjugação do amor, perfeito consolador.

“Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele espírito de verdade, que procede do Pai, testificarei de mim.” Jo 15:26

Quando “todo aquele, qualquer pessoa” crê, Ele consola. No versículo acima, a palavra consolador tem o sentido de parakletos, significa “estar ao lado de, ser chamado para o lado de alguém”.  Quando chamamo-Lo Ele ouve e socorre, também conduz a verdade, ensina coisas úteis e revela os tesouros escondidos do Reino:  “Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel. Eu sou o Senhor teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar” Is 48:17.

Jesus quer te tirar de "trás das malhadas", te ensinar coisas grandes e de modo maravilhoso mudar o rumo de sua história.  Esteja onde estiver, passe o que passar os olhos do Senhor estarão sobre ti, porque Ele ama, a “todo, a qualquer” a mim e a você.  Jesus não se surpreende com a nossa maneira de ser e viver, com as coisas estúpidas que vez por outra fazemos e pensamos, Ele lembra de que somos pó e se compadece de nossas fragilidades. Sem acusar Ele trata nosso ser de tal forma que ao sentir Seu amor a nos moldar o amamos cada vez mais.

Entregue-se a este amor e encontre descanso e paz para sua alma,  direção para a vida.  Jesus apaga todas as suas transgressões  e eis que tudo se faz novo! Faça comigo esta pequena e simples oração:

“Senhor meu Deus, eis-me aqui para te servir. Confesso com meus lábios e coração a fé em Jesus como  Senhor e Salvador, me torna nova criatura e faz tudo novo e melhor em minha vida, para a glória do Seu nome, amém".

Em Cristo: Wilma Rejane

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Uma Líder Na Reforma Protestante - Katharina Von Bora





Wilma Rejane

"Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher", diz o ditado. Sou admiradora de Martinho Lutero, líder da reforma protestante, mas pouco se fala de sua esposa. Tive, portanto a curiosidade de pesquisar sobre ela, a mulher que fez Lutero desistir da batina e formar uma família. É bem verdade, Lutero já não concordava com muitos preceitos do catolicismo, inclusive o celibato.

Lutero escreveu em um de seus artigos: "Quando Deus fez o homem e a mulher, Ele abençoou e lhes disse: "Crescei e multiplicai-vos.  Essa passagem nos da a certeza de que o homem e a mulher têm o dever e a obrigação de se unir para se multiplicar".


Katharina Von Bora


Nasceu em 29 de Janeiro de 1499, na Alemanha. Com apenas 5 anos de idade foi estudar em regime de internato, em convento católico, onde permaneceu até 1523.  Ela foi educada por um professor e aprendeu latim numa época em que as mulheres não conseguiam ler nem mesmo a própria língua. Katharina fugiu do convento com mais 11 freiras. Ela e as demais ouviram falar do Ensino Bíblico de Lutero, consideraram seus princípios e quiseram deixar o convento. Um comerciante ajudou na fuga.Pois é, Katharina Von Bora, foi embora do convento para sempre!

Casou com Lutero dois anos após a sua fuga, em 1525. Consta-se que ela era uma ótima gerente familiar. Apesar dos fundos limitados e um grande número de hóspedes, plantou legumes e comprou uma fazenda com criação de bovinos, frangos e cerveja fabricada.







O casal teve seis filhos e ainda adotou mais quatro. A família,era considerada modelo na Alemanha. Lutero chamava sua esposa de "estrela da manhã de Wittinberg". Katie viveu por mais seis anos após a morte do esposo em 1546.

Katarina abriu as portas da sua casa para que monges, freiras, padres que escancaravam seus corações pra verdade de Deus e se tornavam adeptos da Reforma se refugiassem, mesmo sabendo que estavam entrando num tempo de perseguição e isso pudesse resultar numa invasão ao seu lar. Existiram vezes, que 25 pessoas moravam em sua casa, sem contar ela, Lutero, as crianças e os  órfãos  de quem cuidavam!

Lutero nunca se negava a ajudar um necessitado. Sempre oferecia dinheiro a quem precisava e logo logo, acabou com as lindas porcelanas que Katarina ganhou de presente de casamento, vendendo-as para conseguir dinheiro e abençoar aqueles que lutavam pela causa da graça de Cristo! 

Katy cuidou de Hans Lutero, seu primeiro filho, ao mesmo tempo em que seu esposo passava por uma terrível depressão. Ela se sentava ao seu lado e lia a Bíblia pra ele edificando seu coração. Conciliou as tarefas da casa, de hospedagem, mãe, esposa com a árdua tarefa de ajudar Lutero na tradução das escrituras para o alemão. Ouvia os desabafos de Martinho e sabia que cada vez que ele saia para pregar podia não o ver voltar, pois quanto mais pregava, mais inimigos Lutero ganhava. Expandir o Reino e as verdades bíblicas significava para Katarina poder ficar viúva. Mas ela sempre o encorajava: “Deus cuidará de nós. Não tema! Pregue!”.

Ela era admirável. Sua postura permitia Lutero pregar livremente e arriscar sua vida pela Verdade! Katarina não escreveu nenhum livro nem pregou nenhum sermão, mas sua inestimável ajuda possibilitou que o marido fizesse isso. Ela foi um grande apoio pra ele. Como Lutero mesmo disse a um amigo: “Minha querida Katy me mantém jovem e em boa forma também (risos). Sem ela eu ficaria totalmente perdido. Ela aceita bem minhas viagens e, quando volto, está sempre me esperando. Cuida de mim nas depressões. Suporta meus acessos de cólera. Ela me ajuda em meu trabalho e, acima de tudo ama a Jesus. Depois de Jesus, ela é o melhor presente que Deus em deu em toda a vida... Se um dia escreverem a história da Reforma da Igreja espero que o nome dela apareça junto ao meu e oro por isso.”.


Bem, Lutero ficaria decepcionado ao saber que o nome da esposa nunca é citado quando o assunto é Reforma da Igreja, mas aos mais sensatos nunca ficará esquecido o ditado reformado: " Ao lado de um grande homem, há sempre uma grande mulher" por isso, Katarina Van Bora marcou presença na história.


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Joanyr de Oliveira, sobre a Liberdade



POUCO PARA TANTA NOITE

Não me viram os cárceres
quando o império das sombras
alvejava os vôos em minha terra.
Por que não sepultei as flores?
Por que não detonei o silêncio?
Por que não disse às praças
mil sentenças em chamas?

Entre os mortos pela noite
perfilavam-se lúcidos poetas.
(O sopro de sua arte, sua arma,
mordia o pendão dos tiranos
hasteado nos píncaros do medo.)

As balas não se aperceberam
das penas de um poeta na insônia.
Os cassetetes ignoraram as janelas
pelos braços das brisas,
pelos resíduos dos sonos,
na construção de metáforas.

Os libelos montados por demônios
passavam ao largo, longas flechas,
no rumo de muitas vivendas.
(O poeta da antiga morada
recolhia o rumor dos corpos,
os fragmentos de palavras,
os gemidos dos prisioneiros.)

Chega um incontido rubor
às entranhas, ao rosto, ao coração,
com a memória dos tempos algemados.
Vejo-me inseto, areia ou pedra,
arbusto, muro ou felino,
porquanto venceram ilesos
mas plenos de inocência
a suja marcha das baionetas.

A mesa colhia estrofes,
concebia poemas de fel,
com os gumes da palavra,
com as firmes lâminas do “não”
à presença das botas lunáticas,
das fardas enlouquecidas.
Mas foi pouco para tanta noite.

Beijo os nomes dos mortos,
as cicatrizes, os lábios abertos
nas conchas do pânico.

No âmago das veias navega
o pudor de um homem.

Sobreviver é viver sobre.
Mas não vale a pena.
A poesia cumpre seu mister,
mas a noite é cega e fria.
A noite continua na terra.




Rogério Teruz

LIBERDADE

os pássaros que cantam,
meus espíritos são,
que a voz levantam...
....................................
Camões, Canção III.

Jamais enjaulei um pássaro.
Em singelezas suburbanas
no silêncio de minha casa,
desde cedo pude apreender
em um homem justo e puro
e do mais humilde coração
o que Liberdade vem a ser:
suprema conquista da vida.

Joanyr de Oliveira

in Tempo de Ceifar, Thesaurus Editora, 2002

Fonte: Blog Cidadania Evangélica