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domingo, 10 de maio de 2026

NOVAS ILUSTRAÇÕES MISSIONÁRIAS: Livro gratuito com 600 ilustrações sobre missões, serviço e mordomia cristã

O livro gratuito que você tem diante dos olhos possui um valor altíssimo. Está mesmo na prateleira de cima dos livros mais valiosos. Ele é uma antologia: uma reunião do melhor encontrável nos melhores livros. Um antologista percorre milhares e milhares de páginas para extrair aquilo que julga ser o mais relevante segundo o propósito que ele tem em mente. E, após muita depuração, entrega ao leitor a riqueza que custou o suor, as experiências, a inteligência e a criatividade de dezenas ou centenas de autores.

Ao longo dos anos, publiquei duas grandes seletas de ilustrações. A obra Ilustrações Missionárias: 777 Ilustrações sobre mordomia cristã e as obras de evangelização e missões (2020), e o Almanaque do Promotor Missionário (2024), que, dentre seus diversos recursos, possui uma seção com nada menos que 340 ilustrações de enfoque missionário.

Mas, leitor e coletor contumaz que sou, em minhas leituras e pesquisas subsequentes a tais obras continuei a me deparar com textos cuja preciosidade precisava ser compartilhada. Assim, esta obra traz para a Igreja uma nova coleção de ilustrações e reflexões, a somar-se às coleções pregressas.

PDF com tamanho de fonte (letra) otimizado para
leitura em aparelhos celulares.

Uma ilustração, verdadeiro canivete suíço, é uma ferramenta homilética, evangelística, devocional e motivacional, útil em todos os momentos: Pode ser usada durante uma pregação, ou na evangelização individual; serve de inspiração em seu momento devocional em grupo ou a sós; e contribui para enriquecer textos e publicações as mais diversas. A título de ilustrações, aqui o leitor encontrará de parábolas e fábulas morais a testemunhos de vida e fé, de poemas e orações edificantes a pequenas reflexões, teológicas e práticas, sobre o serviço cristão e a missão, coligidas das mais diversas fontes.

Nossa oração é para que você leia e pratique os textos aqui colecionados – e compartilhe esta obra, sempre gratuitamente, com quantos irmãos você puder.


BAIXE O LIVRO PELO SITE BIBLIOTECA DE MISSÕES, CLICANDO AQUI.

BAIXE O LIVRO PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLICANDO AQUI.

BAIXE O LIVRO PELO GOOGLE PLAY STORE (LIVROS), CLICANDO AQUI.


E, se você deseja o LIVRO IMPRESSO, ele está disponível na editora Uiclap, ao preço de custo (não obtemos lucros com a venda, para deixar o livro no mínimo valor possível na editora, que imprime e vende sob demanda). Ele possui 542 páginas, em formato 16x23cm. Acesse o site da editora AQUI.



terça-feira, 9 de setembro de 2025

O que é Contentamento? Um texto de Ruth Senter

  


Contentamento É...

 

Ruth Senter

 

Eu ouvia a voz, mas não tinha condição de enxergar a pessoa. Ela estava do outro lado do armário do vestiário. Acabara de chegar da aula de natação matinal. Sua voz assemelhava-se à própria manhã: forte, animada, cheia de vida. Às 6h 15 da manhã, atrairia a atenção de qualquer pessoa. Eu ouvi sua voz firme:

— Dolores, gostei muito do livro que você pegou para mim na semana passada. Sei que a biblioteca fica fora de seu caminho. Não consegui parar de ler. Solzhenitsyn é um grande escritor. Estou feliz por você ter-me sugerido o livro dele.

— Bom-dia, Pat — ela cumprimentou outra nadadora. Por um instante, a voz melodiosa calou-se. Em seguida, ouvi-a dizer: — Você já viu um dia tão esplêndido como este? Vi um par de cotovias enquanto caminhava esta manhã. Isso nos traz alegria de viver, não?

O tom da voz era bom demais para ser verdade. Quem pode ser tão agradecido a essa hora da manhã? A voz dela tinha um certo requinte. Talvez fosse uma mulher rica, sem nada para fazer o dia inteiro, a não ser tomar uma xícara de chá em sua varanda e ler Solzhenitsyn. Eu ficaria animada às 6 horas da manhã se pudesse nadar e ler um livro ao longo do dia. Ou se possuísse uma casa de campo nos bosques do Norte.

Contornei o armário em direção aos chuveiros e fiquei frente a frente com a dona daquela voz jovem. Ela estava arrumando seus apetrechos. O uniforme amarelo de faxineira ficava bem assentado naquela mulher de uns 50 anos. Era um uniforme que eu conhecia, acompanhado de vassouras, esfregões, panos de pó e baldes. Uma empregada do local onde eu nadava. Ela deu um leve sorriso para mim, pegou sua sacola de plástico das Lojas Americanas e caminhou apressada em direção à porta, dizendo: "Tenha um glorioso dia" a todos que encontrava.

Eu não consegui tirar da mente aquele uniforme amarelo, enquanto dava minhas braçadas e afundava o corpo na espuma da piscina de hidromassagem. Meus dois companheiros estavam entretidos em uma conversa. Pelo menos um deles estava. Sua voz cansada e triste falava de dores nos joelhos causadas por artrite, aneurisma no coração, noites sem dormir e dias repletos de mal-estar.

Nada estava bom ou na medida certa. A água estava quente demais, os jatos d'água não eram suficientemente fortes para seus joelhos endurecidos, e os médicos haviam demorado muito para diagnosticar seu caso. Com sua mão enfeitada com um anel de brilhante, ele retirou a espuma branca do rosto. Parecia um ancião, mas suspeitei que também tivesse uns 50 anos.

O uniforme amarelo e o anel de brilhante, surpreendente e silencioso contraste, provaram mais uma vez para mim que, quando Deus diz que "religiosidade. acompanhada de contentamento significa prosperidade", Ele quer dizer exatamente isso. Naquela manhã, eu vi contentamento e descontentamento. Tomei a decisão de jamais me esquecer disso.

De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” – 1 Timóteo 6:6-10

Do livro Histórias para o Coração, de Alice Gray (org.)


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Envelhecendo em Deus - Stanley Jones

 


Na juventude oferecemos a Deus o nosso entusiasmo; na velhice oferecemos a ponderação, a experiência, a simpatia — qualidades impossíveis de oferecer em outra época. Envelhecer, não somente em graça, mas também em gratidão, é o privilégio do cristão; assim, o cristão não deve suportar a velhice; deve usá-la.

Quando, pela primeira vez, fui à Índia não me aclimatei bem, e caí vários meses com febre. Quase valeu a pena ter febre para ter o privilégio de receber as visitas da bondosíssima senhora hindu chamada "Mãe Carolina". Sua face bronzeada estava sempre radiante e ao levantar-se depois de ter orado ao meu lado, invariavelmente inclinava-se e beija-me a fronte febril. Quando ela saía do quarto eu sentia ter recebido um anjo — conscientemente. Ora, se fosse jovem, teria perguntado, timidamente, da varanda como eu estava e teria ido embora, mas a velhice tem o privilégio de entrar nos santuários íntimos e deixar os seus beijos onde são mais necessários. Sim, a velhice tem o privilégio de penetrar nos santuários das almas de pessoas, inescrutáveis para a juventude. A velhice tem liberdades tanto quanto a juventude. Por isso, toda vez que olho no espelho e vejo o cabelo tornar-se grisalho, somente me alegro. Regozijar-me-ei quando for branco! Pois todo ano da vida tem sido mais belo que o anterior, e por que não o seria até o fim — o fim que é apenas um novo começo?

Trecho do livro Cristo e o Sofrimento Humano.


terça-feira, 24 de outubro de 2023

AS MANGUEIRAS E O REINO DE DEUS (ilustração)


AS MANGUEIRAS E O REINO DE DEUS

 

Um dia os portugueses chegaram a certa comunidade no Brasil com uma semente de manga, uma fruta exótica, pois oriunda do sul da Ásia. Ao longo do tempo, as pessoas da comunidade passaram a plantar novas mangueiras. Um dia o líder da vila disse: já temos mangueiras demais. Vamos usufruir as mangas; quanto às sementes, joguemo-las fora.

Toda a comunidade viveu em paz e abastança com suas mangas – sim, é sabido que uma mangueira pode durar até mais de cem anos. Mas o tempo a tudo alcança, a tudo ultrapassa: Seis gerações depois, as poucas mangueiras que restaram não davam mais fruto. A comunidade, apesar de seus outros progressos, viu chegar uma nova crise global, e a fome chegou a seu pequeno rincão. E já não havia mangas.

Assim é a disseminação do Evangelho. Um grupo, uma comunidade, uma igreja, uma denominação, podem dar-se em algum momento por satisfeitas com suas conquistas, e abandonarem primeiro a obra missionária (quando a igreja evangeliza onde não está) e em pouco tempo depois a obra evangelística (quando a igreja evangeliza onde ela está). A cultura cristã daquele grupo pode durar por anos – mas decairá fatalmente, de abismo em abismo até aquela geração que será alcançada pela fome, pois não haverá Deus sequer para ela própria.

Nunca deixe de semear, de avançar, de crescer. Capacite seus membros, seus colaboradores. Envie-os, comissione-os, emancipe-os.

 

Sammis Reachers

Via http://veredasmissionarias.blogspot.com/


sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

VOCÊ É A JANELA DO SEU FILHO - Uma ilustração tocante



O poder que você tem a esse respeito nos lembra a comovente e agridoce história da janela, de G. W. Target:
Havia uma vez dois homens muito doentes no mesmo quarto de um hospital. Um dos homens, como parte de seu tratamento, foi autorizado a sentar na cama durante uma hora à tarde. Sua cama estava perto da janela que dava para o exterior.
O outro homem teve que permanecer deitado de costas o tempo todo, e ambos tinham que permanecer quietos e calmos. Essa foi a razão pela qual eles estavam sozinhos naquele pequeno quarto, e estavam gratos pela paz e privacidade que tinham. Uma desvantagem de sua condição era que não lhes permitiam fazer muitas coisas: eles não podiam ler, não podiam ouvir o rádio, muito menos assistir TV. Eles tinham que ficar quietos.
Então eles conversavam por horas e horas sobre a vida, a família e coisas assim. Toda tarde quando o homem ao lado da janela era levantado, passava o tempo descrevendo o que ele podia ver lá fora; e o outro homem começava a viver durante essas horas.
Da janela, podia-se ver, aparentemente, um lago, onde havia patos, e crianças jogando pão e brincando com eles, e jovens amantes de mãos dadas andando sob as árvores; havia flores e grama, partidas de futebol, pessoas curtindo o sol e, além das árvores, uma bela vista da cidade.
O homem apoiado nas costas ouvia tudo com atenção, aproveitando cada minuto. Chegou ao ponto de quase poder ver o que estava acontecendo lá fora.
Então, uma tarde, quando houve uma espécie de desfile, um pensamento o dominou: Por que o homem tinha que desfrutar perto da janela todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter a mesma oportunidade? Ele sentiu vergonha, e tentou não pensar assim, mas quanto mais ele tentava, mais queria mudar para aquele lugar. Não sabia o que fazer. Em poucos dias já estava amargurado. Ele queria estar ao lado da janela. Ele começou a planejar o que fazer, já não conseguia mais dormir bem e se sentia cada vez mais doente, algo que nenhum médico explicava.
Uma noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem acordou
tossindo e engasgando; ele estendeu a mão para o botão que faria a enfermeira correr para ajudar. Mas ele assistiu a tudo sem se mexer. A tosse explodiu no escuro sem parar, sufocando o homem; por fim, cessou; o som da respiração deixou ser ouvido. O homem continuou olhando fixamente para o teto.
De manhã, a enfermeira entrou com água para lavá-los e encontrou o homem morto. Eles removeram seu corpo do quarto.
Assim que teve oportunidade, o homem perguntou se eles poderiam mover a sua cama para o lado da janela. Ao fazer isso, eles consertaram também as roupas para fazê-lo se sentir mais confortável, e eles o deixaram sozinho. Assim que eles saíram, ele se apoiou em um dos cotovelos para olhar pela janela. O que ele viu foi uma parede branca.
Esta história ilustra um princípio simples. Muito do seu filho vê, ele o faz através de seus olhos. O que você vê e o que você diz que vê têm muita influência sobre ele. Certifique-se de que ele experimente alguma felicidade, encorajamento, antecipação, alegria e amor.
Com sua ajuda, ele começará a ver tudo isso claramente.


Do livro 504 Ilustraciones Preferidas, de José Luis Martínez

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Breve reflexão sobre cobiça

Não cobice nada do seu próximo. Êxodo 20:17




Wilma Rejane



Certa vez, Abraão teve um encontro com o  Rei de Salém,  este lhe ofereceu fazendas em troca de servos,   e ouviu como resposta: “Não tomarei coisa alguma do que é teu, para que não digas: Eu enriqueci a Abraão” Gn 14:23. Abraão era satisfeito com o que tinha, e sabia que poderia ser próspero e feliz colocando tudo sob os cuidados de Deus. Parte da infelicidade humana, tem origem na insatisfação entre ser e possuir. Um breve olhar ao nosso redor nos dirá o quanto de capital e consumo se exige dos homens, revestidos de pretexto de felicidade. E apesar da evolução comercial e tecnológica, novas e espantosas descobertas são realizadas no sentido de curar ou evitar o avanço das doenças consideradas comuns nessa era: bipolaridade, depressão, ansiedade, solidão, síndromes e síndromes. Mãos cheias e corações vazios. E esse  não é um dilema apenas dos “ricos”; quem possui sempre quer mais e quem não possui também. O problema aqui não é entre ricos e pobres, mas sobre cobiça.

Hebreus 13:5- "Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque Ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”



A cobiça do jovem rico

A casa e o jardim do outro lado da rua, não são mais belos. Aquilo que amamos e cultivamos com a benção de Deus é o que nos traz felicidade e se a felicidade reside em nós, para que cobiça? Uma perfeita ilustração sobre o tema é a história do encontro de Jesus com o jovem rico em Mateus 19:16-30. O jovem queria saber o caminho da vida eterna, Jesus se apresenta como Tal e lhe faz o maior e mais importante convite que alguém pode receber em vida: “Vai, vende tudo o que tens e terás um tesouro no céu, vem e segue-me”. O jovem pesou na balança e considerou que suas conquistas materiais eram bem mais importantes que O Reino dos céus, a presença constante de Jesus em sua vida. E o texto termina dizendo que “o jovem partiu triste porque possuía muitas propriedades” Mt 19:22.  Mãos cheias e coração vazio. O problema do jovem era cobiça, avareza. E por essa causa, sua vida (inconsistente) consistia em possuir bens e ser possuído por eles. Felicidade e vida eterna não são questões de status social, Deus não faz acepção de pessoas, mas assim como o “jovem rico”, muitos podem se perder por depositar a vida nos bens terrenos.


Lucas 17:20-21"O reino de Deus não vem com aparência exterior.Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós."


Ricos e sem paz


Uma pesquisa feita no Brasil com executivos, constatou que 84% deles se declararam infelizes: “Muitos sofrem e se questionam sobre essa situação, e a maioria sente-se impotente diante dela. A infelicidade gerada pela escassez de tempo muitas vezes só é percebida com maior clareza quando um executivo passa por uma grande crise, por dificuldades mais sérias: Somente depois de um infarto é que concluí que estava poderoso, rico e sem vida. O drama não é só o tempo real gasto no trabalho, mas também a energia: o que adianta chegar em casa e a alma ter ficado na empresa, o corpo estar esgotado?”. Nossa alma pode está em diferentes lugares: no trabalho, na religião, no time de futebol, na fama,  no outro, mas se não estiver em Cristo Jesus, de nada adiantará.

“Onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração” (Mateus 6:21).

Há um lugar de repouso que consola a alma humana das inquietações, que conduz o espírito em paz, mesmo em um mundo conturbado como esse. Quem busca esse lugar, chamado Reino de Deus, revelado na pessoa de Jesus, pode ser próspero e feliz. Sim pode ser que tenha bens, mas também pode ser que não os tenha em abundância. Porém, em todos os casos, não será vencido pela cobiça, pela ansiedade de ser e ter. Porque Jesus é a paz incomparável que o mundo jamais poderá dar.

Um tesouro na terra e no céu


“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal". Mateus 6:33-34 


Existe uma (ou muitas) ideologias contrárias ao cristianismo, que dizem que o homem não precisa de Jesus Cristo para alcançar sucesso e paz nessa vida, tudo que é necessário é a força humana do trabalho. Nietzsche e Karl Marx são pensadores que até hoje influenciam gerações com esse pensamento, mas ao negar o revestimento cristão para vencer na vida, eles acabam por confirmar a necessidade Dele:“Portanto da união com Cristo dá exaltação interior, consolo no sofrimento, a garantia de calma, e um coração que está aberto para o amor da humanidade, tudo o que é nobre, tudo o que é grande, não por ambição, não por um desejo de fama, mas só por causa de Cristo. Portanto a união com Cristo dá , uma alegria que faz a vida mais elevada e mais bela". Karl Marx, Agosto de 1835.

Essas são palavras de um Marx que ainda não se declarava ateu. O que aconteceu a esse homem para atacar aquilo que uma vez defenderá? É que não podemos ser alcançados por Deus através do intelecto, das emoções, mas tão somente de um coração humilde e arrependido. Marx se perdeu em meio as ideologias, não sabemos se em seus últimos dias, clamou pela paz de Jesus sendo restaurado por Ela.


Templo do Espírito Santo

Abraão foi tentado sobre cobiça, por mais de uma vez, Jesus ao ser tentado pelo diabo venceu a cobiça que lhe mostrou e ofereceu os reinos da terra, fama e fortuna. Nós somos tentados todos os dias.

Que a nossa casa seja essa casa de oração, morada do Espírito Santo de Deus, que não cobiça o que é do outro, nem se ilude com o que está diante dos olhos. Que nossos corações estejam repletos de paz e felicidade, ainda que as mãos estejam vazias. Porque Jesus há de ser nosso maior bem. Não quero dizer que alcancei perfeição e descobri todos os mistérios do bem viver, mas prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação em Deus que é Cristo Jesus (Filipenses 3:14) e aqui reside todo o sentido da vida porque quando a casa terrestre se desfizer, uma outra eterna abrirá as portas para nos receber. Por isso o melhor da vida, é viver com Cristo Jesus, Redenção dos salvos!


Amém.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Não estejais ansiosos, observem as aves do céu





Wilma Rejane


"Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?" Mateus 6:26

São cinco e meia da manhã e como de costume, pássaros em bandos cantam e saltitam nas árvores do quintal e do jardim. Eles bibicam acerolas e goiabas. Brincam entre si, voam alto como quem se despede e depois retornam festejando não apenas a alegria de encontrarem comida ao ar livre, mas o raiar de mais um dia que os saúda com provisão. Olho para eles e percebo a beleza do louvor. Por mais longa e escura que tenha sido a noite, por mais que perigos e açoites os assombre e eles indefesos se recolham em algum abrigo, todas as manhãs, lá estão cantando e louvando a criação.

Cantai ao Senhor com ações de graças; entoai louvores, ao som da harpa, ao nosso Deus, que cobre de nuvens os céus, prepara a chuva para a terra, faz brotar nos montes a erva e dá o alimento aos animais e aos filhos dos corvos, quando clamam. Salmo 147:7-9

Corvos clamam  por comida e são ouvidos, pássaros cantam porque Deus não os abandona, e homens acordam ansiosos pensando: e o dia de hoje, como será? Muitos nem lembram de orar e de louvar, mas lamentam o que se perdeu, o que não se tem, ignorando o sentido da palavra gratidão que  constrange a agradecer até pelo menor pedaço de pão. E pássaros e corvos, cabem na palma de nossa mão. Ó Deus, quanta amargura e impiedade existe em nossos corações que desconhecem virem de Ti as mais belas canções de amor e provisão.

Lembro-me de Elias,deprimido e solitário, a beira de um riacho. e eis que o Senhor, enviou um corvo para o alimentar: "Ele bebia água do riacho, e os corvos vinham trazer pão e carne todas as manhãs e todas as tardes. -1 Re 17.6" E o corvo era tido como animal imundo (Lv 11:15) porque era necrófago. Mas foi esse imundo que Deus usou para levar pão e carne ao profeta. Mas o alimento era puro, uma provisão vinda de modo inesperado e quantas vezes o Senhor assim não faz conosco? E não se reconhece Sua voz, porque estamos cheios de ansiedade, preocupações e incredulidade?

Que nossos corações jamais esqueçam que de Deus vem toda provisão e que Ele não abandona o que se sente em solidão. Ainda que as noites sejam frias e ameaçadoras, mas as manhãs chegam com alegria e renovos. Perto de Deus, em louvor e oração, alimentando o espírito com a pureza do Pão da Vida, da Água da Fonte que é Jesus. E ainda que estejamos rodeados de corvos a condenação não nos alcançará, mas a paz e o gozo da alma que o mundo não pode dar nem explicar.

Deus o abençoe

domingo, 15 de janeiro de 2012

O Segredo das Estações




Wilma Rejane

Moro em uma das cidades mais quentes do Brasil (Teresina) e todos os anos presencio a vegetação de meu jardim, e de outras áreas, definhar com as altas temperaturas e revigorar com a chegada da chuva. As mudanças de estações revelam lições uteis a nossa vida. É possível fazer viver a consolação e os milagres, tão somente observando o curso da natureza e a forma como Deus mantem e renova o que por algum período parecia não ter vida: Árvores ressequidas e “despidas” pela queda de folhas, em apenas alguns dias de inverno ressurgem  com a beleza de quem sorri pela felicidade de amar. 


O amor tem esse dom de entrelaçar céu e terra em largo riso visível  até a plenitude do invisível.  Não se sabe onde começa, nem onde termina a alegria dos que amam. Assim é o esplendor da natureza, ou melhor: do Senhor da natureza!  Parece sonho!  Lá estava um “esqueleto” de Ipê. Tristonho e sem vida, mas quando chega a sua estação, quantas flores!! Quem passa ao longe, vê a graça da cor.

Ipês amarelos.


Nossa vida obedece esse curso de rotina: “Enquanto a terra durar; sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite não cessarão” Gn 8:22.  Não há tristeza que dure para sempre, nem alegrias que não se renovem.  Espalhamos sementes que brotarão a seu tempo, tal qual o florir do Ipê. Esse dom  que se assemelha ao movimento dos astros; influenciando noites e dias, secas e enchentes -e outras vertentes – carrega consigo a esperança: De que sempre haverá um futuro onde possamos nos resguardar das tempestades e comemorar a superação das adversidades. Misericórdia sem fim brota no universo para você e para mim! É Deus no controle dos dias, derramando Sua graça, conservando o belo, enquanto a maldade persiste no caos.


Essa força de recomeços, está em nós.  A anatomia humana conspira a favor da vitória. Não há nada sob a face da terra que se iguale a coroa da criação: o homem. Não há outro ser com capacidade de compreender “os porquês”  e  adentrar no secreto dos céus com orações  em gratidão ou mesmo rebelião. O bem e o mau ganharam  forma, desde que senhor Adão corrompeu o coração sob as folhas da árvore da vida e promessas malditas.  Foi em um jardim. Natureza por todos os lados: vida e morte conjugados. E ele escolheu a morte, como fruto que lhe comoveu as entranhas em agonia e perdição.

Eis o mundo: um jardim. Já não é tão belo desde que Adão e Eva se entregaram a escolhas erradas. Contudo: “sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite” continuam a existir anunciando novos tempos, novas estações carregadas de esperança e oportunidades de felicidade. Não desperdicemos essa rotina que se encrava em nós a cada manhã, quando no horizonte o maravilhoso espetáculo do nascimento do sol, deixa para trás a escuridão da noite. Mas a noite está lá, presente em algum outro lugar! No dia, o céu oculta a infinidade de estrelas que voltarão a brilhar obedecendo a rotina das horas. 



Na estação do amor.


Tudo no universo é resultado do amor de Deus por nós. A linguagem de amor e misericórdia nos acompanha insistentemente: “ Porque as suas coisas invisíveis desde a criação do mundo, tanto o Seu eterno poder, como a Sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis” Rm 1:20


As estações nos ensinam,  porque trazem consigo a linguagem de Deus. Esse curso natural do planeta, sofre consequências da ação humana porque ao homem foi dado o domínio da terra, assim também é a nossa vida.  As estações existem, fazendo parte do percurso da vida, contudo, está em nós a escolha de nos tornarmos mais fortes e belos  ou mais fracos e infelizes a cada novo tempo. O profeta Habacuque viveu em cerca de 600 ª C. Seu nome significa “abraço” e pela fé em Deus ele abraçou escolhas corretas,  afagou o Criador que conservou em firmeza seus passos, quando tudo ao seu redor tinha cheiro de morte. Habacuque, presenciou uma seca terrível e ao contemplar as dores do seu tempo declarou:

“Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas e nos currais não haja vacas. Todavia, eu me alegrarei, no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. Jeová, o senhor, é a minha força, e fará os meus pés como os da cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas”. Hc 3:17,19.

A força e alegria de Habacuque em tempos de grande seca vinham de sua fé. O profeta dançou e rodopiou em meio aos campos devastados. A palavra “me alegrarei” no verso e no original hebraico é “Gil”: bailar de alegria, saltar em canto. Eis a lição de superação retirada dos piores dias, que deixam de ser piores quando há fé na justiça e direção de Deus. Habacuque, não era um super-homem (eles não existem) era um de nós.

Um outro profeta chamado Jeremias, presenciou seu povo ser levado cativo para a Babilônia. Mortos e feridos, choro e ranger de dentes; destruição. A estação era de seca e o céu era noite. Enquanto muitos de sua nação, amargavam em lamentos e  falta de perspectivas , Jeremias tinha outra visão. Ele enxergava com os olhos da fé e via restauração : Inverno e primavera:

“Ó Senhor, fortaleza minha, e força minha, refúgio meu no dia da angústia!” Jr 16:19. Força, do hebraico oz, verbo azaz : ser firme e constante. Quem vive pela fé no Deus vivo e no Cristo ressuscitado é firme e constante, mesmo que o mundo desabe ao seu redor. Jeremias, como bom observador que era da natureza, deixou registrado para a eternidade os frutos de sua fé, de seu relacionamento com Deus, ao que comparou:

“Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Porque ele será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas sua folha fica verde; e no ano da sequidão, não se afadiga, nem deixa de dar fruto” Jr 17:7,8.




A reação humana diante das adversidades pode ser ainda superior ao comportamento das árvores e tudo mais nas estações propriamente ditas. Qual a árvore que fica verdinha e cheia de vida em tempo de intenso inverno? Somente as que estão plantadas junto a ribeiros de água. A vegetação próxima as cataratas do Niágara são vistosas permanentemente porque suas raízes são bem alimentadas e a terra regada diariamente pela abundância de água cristalina. Assim é o homem que se refugia no Senhor: Tem vida em meio a morte.


Esse artigo nasceu da necessidade de compartilhar esses “segredos das estações” que estão reservados aos que vivem pela fé em Jesus. Acredite, busque ao Senhor com todo o coração, como as raízes das árvores plantadas junto aos ribeiros de água que se estendem a longas distâncias e não temem o intenso calor.

A Tenda Na Rocha

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A DISPUTA DOS OBJETOS


Quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo. (Mt. 19:26-27).


Certa vez, os discípulos estavam discutindo sobre quem seria o maior entre eles. Quando Jesus chegou, todos se calaram. Cristo, que sonda os corações, como você bem sabe, amigo leitor, começou a ensiná-los dizendo:

– Era uma vez uma igreja. Não qualquer igreja, mas uma que tinha objetos que falavam, e não era pouco não. Certa vez, após o fim do culto de domingo, depois que todos os irmãos tinham ido embora, a porta começou a dizer:


– Pensei que o zelador não ia apagar a luz para os irmãos irem embora. Já estava com os braços cansados por abri-los por tanto tempo.
– Mas essa não é a sua função? – perguntou o tapete, que sofria muito pelo fato das pessoas pisarem nele, ainda mais quando era dia de chuva.
– É verdade! Inclusive, é bom ressaltar que é o principal cargo da igreja. Eu abro e fecho a igreja. Além disso, se não fosse a porta, por onde as pessoas entrariam? Pelas Janelas?
– EEEEi! – gritaram as janelas indignadas. – Não sei se a senhora está lembrada, irmã porta, mas é por nossa causa que a igreja é tão ventilada e tem luz natural durante o dia. Isso é muito importante para economizar, ainda mais em uma igreja pobre como a nossa! Sem o nosso cargo, tudo seria um inferno escuro e quente.
– “Pensei que o zelador não ia apagar a luz para os irmãos [...].” – Começaram a repetir, como era de costume, as caixas de som. Mas antes de terminarem de reproduzir o que tinha sido dito até então, os microfones tomaram a palavra, dizendo em coro:
– O que seriam dos sermões, testemunhos, avisos, louvores, ou seja, do próprio culto, se não existisse o nosso trabalho?
– Nesse momento, meus amigos, a confusão estava instalada. A mesa de som discutia com o amplificador sobre quem tinha a primazia na sonoplastia. O gazofilácio tentava convencer as cestinhas das ofertas que era por meio dele que entrava a maior parte da renda da igreja. As baquetas batiam na bateria e nos outros instrumentos para mostrar quem marca os passos do louvor. Os bancos, para variar, não participavam muito. Alguns dormiam, outros conversavam sobre outros assuntos (um banco estava comentando sobre uma cadeira nova na igreja) e outros pareciam prestar atenção na confusão, mas não opinavam pelo fato de não gostarem de aparecer.
– ESTÁ ESCRITO – gritou o púlpito – AMÉM? ... Que o cargo mais importante é o de quem trabalha com a Palavra. – E continuou, mudando o timbre da voz, tentando dar um efeito de imponência, mas que só fazia lembrar alguém que estava tentando ensinar Divisão Silábica a uma criança muito pequena – e nin-guém pode se le-van-tar contra o UNGIDO do Se-nhor.
– Isso fez com que todos ficassem querendo ser púlpito. É verdade que “ninguém pode se levantar contra o ungido do Senhor”, mas o problema é que o púlpito não estava falando de mim. Então tudo indicava que a discussão estava decidida. Mas uma Bíblia, que tinha sido esquecida no fundo da igreja, levantou, com muita discrição, uma das capas para pedir a palavra. Todos se calaram, inclusive o púlpito, que pareceu estar um pouco contrariado.
– Na verdade, – disse a Bíblia – o que está escrito é que “Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo”.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Aprendendo com o Profeta Jeremias




"Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho"
Hb 12:6

Apenas recentemente aprendi a diferença entre ser tentado e ser provado. Tentação vem do diabo e é para nossa destruição. Provação vem de Deus, é para nossa edificação. O profeta Jeremias, ao ser liberto do cepo, exclamou: "Tu, pois, ó Senhor dos exércitos, que provas o justo” Jr 20:12. Cepo é um pedaço de tronco, o profeta foi amarrado a ele depois de ter apanhado do ímpio Pasur.

Enquanto a pecadora sociedade israelita se afundava em idolatria e outros pecados, Jeremias, Atalaia de Deus pagava o preço da santidade e obediência. Uma voz ungida, em meio a ruídos infernais, que era sufocada pela surdez espiritual. Quantas pessoas estão sendo influenciadas, salvas e edificadas através de Jeremias? Incontáveis sob a face da terra.

Quando somos provados, não crescemos sozinhos. È porque Deus quer ministrar através de nós, aleluia! Fortalecidos na fé, tendo chegado ao alto do monte, apontamos o caminho para os que estão no vale, não apenas isto, mas lançamos cordas reforçadas por muitas tranças, conquistadas a preço de renúncia.

“Gloriamos-nos nas tribulações, sabendo que elas produzem paciência, experiência e esperança” Rm 5:3, 4.

Jeremias disse: “Vi terror por todos os lados, mas o Senhor está comigo como um valente terrível” Jr 20:9-11. Ainda que a sua e a minha visão seja de terror, prossigamos confiantes, totalmente entregues Àquele que nos salvou, na Sua força venceremos o pavor. Depois da prova, do cepo, finquemos o tronco em memorial ao Senhor. E como em Betel, um altar de honra se formará para outros adoradores.

Wilma Rejane

via: A Tenda na Rocha

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ajude-se a si mesmo ajudando os outros

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Um agricultor que ganhava prêmios todos os anos por causa de seu milho foi entrevistado por um repórter jornalístico que descobriu que o agricultor compartilhava seu milho para sementeira com seus vizinhos. ‘Por que você compartilha seu melhor milho para sementeira com seus vizinhos, se o milho deles compete com o seu todos os anos?’, perguntou o repórter.
‘Ué’, disse o fazendeiro, ‘o senhor não sabia? O vento pega o pólen do milho que está amadurecendo e carrega-o num torvelinho de campo para campo. Se os meus vizinhos produzirem um milho de baixa qualidade, a polinização cruzada reduzirá a qualidade do meu milho,. Se eu quiser produzir um bom milho, eu preciso ajudar meus vizinhos a produzirem um bom milho.’
Este agricultor é bem consciente de como toda a vida está conectada. O milho dele não pode melhorar a não ser que o milho de seus vizinhos também melhore. Isto ocorre em muitas outras situações. As pessoas que quiserem ter paz devem ajudar seus vizinhos a terem paz. As pessoas que quiserem viver bem, devem ajudar os outros a viverem bem, pois o valor de uma vida é medido pelas vidas que ela afeta.

De Sid Kahn, baseado em um extrato de um livro de James Bender
In Revista Passo a Passo #41, de Tearfund