Mostrando postagens com marcador cruz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cruz. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A identidade espiritual


Três verdades nessa pequena postagem:

1ª) Jesus Cristo;

2ª) Amigos a gente escolhe;

3ª) A união faz a força.

Jesus certa vez disse aos discípulos: "Já não vos chamarei servos...tenho vos chamado amigos" (João 15.15).

E, em Eclesiastes 4.12, está revelado um grande segredo: o cordão de três dobras não se quebra facilmente.

Dizem que se o elefante soubesse o quanto é forte e quanto ele causa temor entre os demais animais selvagens, seria o rei da floresta. Mas ele não é porque não tem noção do que representa na natureza.

Jesus te escolheu para ser amigo dEle.

Unido com Cristo por esse laço bonito da amizade, que Cristo te oferece, você é alguém forte e imbatível.

Você, a amizade e o Senhor entrelaçados !!!

Você tem a noção exata de quem você é, o quê representa no Reino de Deus?

E.A.G.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O envenenangelho




Cansei de ser “evangélico”! Sei que está em moda dizer isto, mas não digo por causa da moda, como quem vai sendo manobrado como massa, mas sim por causa do nó na garganta mesmo, do aperto no peito e da triste constatação do imenso engano que cegou a igreja evangélica espalhada por todos os lados. Graças a Deus nunca fui “gospel”, mas ser “evangélico” não diz mais o que deveria dizer e não representa tudo o que Deus me chamou para ser Nele em amor e Graça e que está para muito além das portas das igrejas [com “i” minúsculo]. Meu lugar, e o convite que recebi, é para ser do Reino e deste privilégio não abro mão.

O que digo certamente será combatido pelos “santos”, pelos “homens de ‘deus’”, por “pastores” e “gente da visão”. Serei chamado de “perturbador da fé”, “insubordinado”, “sem fé”, “sem aliança”, “sem cobertura”, dirão que estou causando escândalo ou coisas semelhantes a estas, mas assumo o que estou dizendo com a convicção de quem não vai pular do barco naufragando, mas que tem a vontade firme na rocha de ganhar a quantos conseguir, dentro e fora do barco, com minha pregação simples, sem arranjos, sem perversão e o mais sincera/verdadeira possível.

Estou enojado e farto de Atos [feiticeiramente] Proféticos, Teo-loteria da Prosperidade, declarações esquizofrênicas de autoridade, coberturas espirituais e recados dados por um “deus” que nunca cumpre o que promete e muda de idéia e direção como quem troca de sapato. Apóstolos, pastores e bispos que subiram no pináculo do templo e se fazem mediadores entre “deus” e os homens tentando fazer-se iguais a Deus, dizendo o que seu rebanho pode ou não pode fazer, julgando o servo alheio, sob a pena de não ordenar mais a bênção de “deus” aos seus discípulos através de sua autoridade. Campanhas de promoção barata e tentativas algemadas de lotar templos com gente que vem enganada e enganando-se, tentando frustradamente, de todos os jeitos, alcançar a inalcançável oração para a qual Deus não disse “amém”, mas que o “profeta” declarou que aconteceria. É gente que lê e ouve o Evangelho, mas leva pra casa e para o coração o envenenangelho.

Há lugar firme na rocha! Mas estes loucos teimam em construir suas casas/templos na areia. Negaram a cruz, afirmando não haver nela salvação suficiente, inventando quebras humanas de maldições hereditárias e uma santidade apenas moral/sexual/farisaica, sem ética e sem caráter, sem verdade de vida no Evangelho. Não crêem que a armadura de Deus, o capacete da salvação, o escudo da fé, a couraça da justiça, o cinturão da verdade e o calçado do evangelho da paz são equipamentos dados gratuitamente a todos os que crêem, até mesmo aos mais pequeninos na fé e não somente a uma “elite sacerdotal” detentora de uma “revelação nova”.

Denuncio estes lobos enganadores, raça de víboras, envenenadores do Evangelho que, não se contentando em mudar apenas uma vírgula ou til da revelação, perverteram todo o sentido da Palavra, ensinando doutrinas perversas que nada tem a ver com o Caminho/Boa Nova anunciada em Jesus, o Filho de Deus.

Não creio, de modo algum, em um “deus” que só age ou me livra do mau/mal se eu orar/verbalizar/declarar/profetizar meu pedido. Eu creio em um Deus que ouve minhas orações, sim! Todas elas. Muito antes delas me virem aos lábios. Ele me livra de vales da sombra da morte que eu nem imagino que se levantaram contra mim e vou andando em fé.

Meu Deus não se apresenta em “shows da fé”, não faz politicagem, não dá “jeitinho”, não me abençoa só porque sou fiel, mas em Graça e amor me reconciliou com Ele, sem merecimento algum, sem justiça própria, mas justificado mediante a fé Naquele que por mim se entregou mesmo sendo eu um pecador.

Os cantores de Deus não estão nos palcos das TVs, não lotam auditórios, nem ginásios, não são performáticos, mas estão cantando e louvando a Deus dentro das prisões, no silêncio do seu quarto louvando somente a Deus. Não buscam seu próprio interesse de vender mais CDs, não são idólatras de sua própria imagem.

É triste ver tantos amigos, colegas de ministério, gente querida e de Deus, mas que estão fascinados e tentados pela possibilidade de transformar as pedras em pães, de jogar-se do pináculo do templo e venderem suas almas ao principado deste século de sucesso, holofotes e aplausos. Minha oração é para que estes se arrependam e creiam no Evangelho. Abandonem o envenenangelho pregado por interesses pessoais, medidos em números e não na verdade de Deus produzida em amor. Por favor voltem ao Evangelho!

Há um lugar de liberdade e vida pacificada, plenificada, renovada todos os dias. Sem trocas, sem barganha, sem modificar ou acrescentar nada à Palavra revelada em Jesus, nem mesmo as novas interpretações e revelações exclusivíssimas que alguns falsos mestres e falsos apóstolos dizem ter recebido. O caminho antigo ainda é o Novo e Vivo Caminho em Deus. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é nossa garantia irrevogável que [todas] as nossas maldições e dores foram levadas sobre Ele. Está dito! Está escrito! Quem ouvirá? Quem vai crer em nossa pregação?


O Deus que disse “arrependam-se e creiam no Evangelho” te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!



Leia outros textos do pastor Pablo Massolar

Visite o blog Ovelha Magra (ovelhamagra.com)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Se Jesus tivesse nascido no século 20 e fosse membro da Assembleia de Deus...

Lançaram a seguinte questão para mim:

O que você acha que aconteceria se Jesus Cristo não tivesse nascido no passado, lá no oriente, em Belém, e nascesse em nossa geração?

A minha resposta foi mais ou menos esta:

Creio que muita gente tentaria matá-lo, como fizeram os religiosos dos tempos bíblicos.

Por exemplo, se Cristo encontrasse um irmão assembleiano cego, pegasse-o pelas mãos e o conduzisse para um lugar um pouco afastado, bem longe das liturgias do culto, longe dos aleluias e glórias a Deus, e ali cuspisse no chão, com o cuspe fizesse lodo e depois passasse nos olhos daquele homem sem visão e o mesmo viesse a enxergar, então Ele quereria que o irmão curado testemunhasse para glorificar a Deus.

Jesus diria ao curado:

- Agora, vai lá dentro da igreja e peça para dar um testemunho no púlpito, diga como você foi curado por Mim.

Após membros ouvirem o testemunho, eles se alegrariam bastante. Passado o calor dos regozijos, nos dias posteriores viriam as críticas dos líderes, diriam que não se deve ir ao templo visando curas, que o cancerzinho e a cegueira são provas de Deus, para o doente não esquecer que Deus o ama.

Os pastores diriam sem cerimônias no microfone:

- Ah, este Jesus Cristo é só outro herege! Ele é neo - pen - te - cos - tal!

Talvez, um apologeta de plantão, que escreve livros numa determinada editora confessional, escreveria um livro, cheio de ironias, com o titulo "Erros que um irmão com dons de curas deve evitar". E escreveria no blog dele:

- Ah! Herege! Amargo neo - pen - te - cos - tal !!!!

Grande celeuma assembleiana, esta é a identidade das Assembleia de Deus.

Nota importante: Jesus fez uma cura parecida com a que eu escrevi logo acima. Está registrado em João 9.6.

E.A.G.

Publicado originalmente no blog Belverede
http://belverede.blogspot.com/

sábado, 31 de outubro de 2009

O Céu e o Fel


Não preciso de algum versículo para imaginar os aléns de maravilha que o céu possuirá.
Pelo volume de minha humilhação e dor posso concluir que algo há, e de imensurável envergadura - a super-antítese de toda esta tese de dor-pela-renúncia que abracei ao crer, ao reviver.

Não se deixe iludir, ainda existe uma cruz - para mim e para você.

Sammis

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Oséias 6.3 - conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor!

Belverede_2009. Photobucket

Estação de trem Pirituba - São Paulo / SP

A vida neste mundo é passageira. Estamos aqui de passagem. A nossa morada verdadeira é lá no céu.

Cresci ouvindo o pastor da minha igreja dizendo estas frases em suas pregações, ficaram incutidas em minha mente até hoje. E elas são verdadeiras. A Bíblia está repleta de versículos que as corroboram.

No entanto, é triste ver que alguns crentes em Jesus se esquecem dessas verdades, e passam a amar esta vida. Como dói constatar que alguns desfazem as malas de viagem - da viagem para o céu!

Na segunda carta de Paulo para Timóteo temos o retrato do fim da longa viagem do apóstolo.

Paulo teve diversos amigos fraternos, mas entre eles haviam também os pseudos-amigos. Em nossa jornada não é diferente. Alguns, são como Demas, eles abandonam a obra e até os irmãos justamente no momento em que mais se precisa de sua ajuda. Outros, como Alexandre, parecem seguir em viagem conosco, porém, negam apoio e fazem grande oposição, tiram a paz da irmandade. Para estes dois tipos de gentes haverá a justa paga da justiça divina (4.6-18).


A lida é cansativa e estressante. As lutas tendem a nos fazer pensar em desanimar. Às vezes os nossos olhos naturais não enxergam os resultados esperados. A notícia de bênção demora a chegar. Mas, precisamos continuar a viagem. Deus está à bordo nos acompanhando, como estava no barco dos discípulos ao atravessarem o mar da Galiléia e de Paulo quando seguia para Roma (Mateus 8.24; Atos 27.18).

Não podemos parar, não devemos olhar para trás. Prossigamos na carreira que está proposta por Deus, fazendo a vontade dEle em tempo e em fora de tempo. Um dia chegaremos ao final dessa jornada e experienciaremos o momento em que receberemos a recompensa, o refrigério e o descanso nos braços do Pai. Será assim com todos que perseverarem até a última estação, até o porto seguro!

Não revidemos traições com a fúria, não paguemos maldades com maldades. O cristão verdadeiro entrega os maus nas mãos do Senhor sem desejar que eles se percam na eternidade, mas venham a se arrepender e embarcar na mesma viagem.

Vamos em frente, conhecendo a cada dia mais ao Senhor. Lendo e meditando na Palavra de Deus crescemos na fé, colocando-a em prática em nosso viver seguimos a viagem ao destino certo, pois ela é nossa única regra de fé e conduta cristã.

E.A.G.

Texto postado originalmente no blog Belverede

domingo, 7 de dezembro de 2008

Qual o milagre mais importante?

Créditos da imagem: br.geocities.com

Eram noivos num casamento modesto
Abraços, felicitações, belo gesto
De repente, falta vinho
Serviçais apressados, encurtam caminho
O sussurro cresce à boca pequena
Toma a sala, turva a cena

O que fazer, se tão básico ingrediente falta?
A esta hora a noite ia alta
O pensamento rodopia num redemoinho
Onde achar vinho?
O mestre ouve o rumor e faz saber
Que algo extraordinário pode acontecer

Segreda à sua mãe algo que repercute.
Fazei o que Ele disser, diz, embora em si relute.
Talhas de purificação cheias de água trazem a Jesus sereno
Que faz o primeiro milagre de seu ministério terreno
Restaurando a alegria no seguinte instante
Esse, porém, não foi seu milagre mais importante

Estando da Galiléia, chega o recado do amigo
Visita-me Senhor, do contrário não mais estarei contigo
Padeço de grave enfermidade, que corrói a vida amiúde
Perco cada dia mais peso, debilita-se minha saúde
Deixa-se estar ali, mesmo sabendo da pressa
O destino atinge Lázaro, nada há que impeça

Só então se dirige à casa sempre desdita
Encontra um cenário de tristeza inaudita
Nos quatro dias fatídicos que antecederam a ida,
O amigo querido havido perdido a vida
Chora tristemente, não porque havia falhado,
Intencionalmente fizera, um caminho mais apartado

Pede que o levem até o sepulcro
Em frente ao qual grita em divino fulcro:
Lázaro, sai para fora!
O antes morto aparece na hora
O defunto agora vivo, coloca-se da multidão diante
Mas este ainda não foi seu milagre mais importante

Em Naim falecera o filho único de uma viúva
O arrimo, a vantagem, perdera-se em água turva
Jazia num triste féretro, empunhado por vizinhos,
O Mestre encontrou o cortejo, à saída de um caminho
Ia à frente a mulher, cujo sonho evaporara,
A chorar copiosamente o que o futuro reservara

Jesus se condoeu, mandou parar o andor
Ao morto ordenou e ele se levantou
Foram embora a tristeza, a dor e a saudade
A vida retornara o vigor da sua tenra idade
Assim, algo impossível aconteceu, não obstante
Este também não foi o milagre mais importante

Outro caso notório ocorreu quando indo à Jericó
Uma grande multidão o seguia, andando numa nota só
Por uma perspicácia que somente os cegos sabem explicar
Um deles pressentiu que acontecia algo espetacular
E perguntando e inquirindo, descobriu que era Jesus
O homem que os olhos abria, fazendo ver a luz

Ele que não via, pôs-se a clamar em alta voz:
Jesus, tenha compaixão de mim, tira-me desta cegueira atroz
O Mestre perguntando o que queria, ouviu: Que eu veja!
Disse-lhe: Seja feito o que tu'alma almeja
Os olhos do cego antes opacos, agora viam uma cena brilhante
Entretanto, este não foi o milagre mais importante.

Um sol flamejante ornava a paisagem,
Onde o Mestre discorria sua maravilhosa mensagem
Além da brisa medrosa, que teimava em soprar no monte
A padecer de fome, havia uma multidão ofegante
Cinco mil homens, fora mulheres e meninos
Acotovelavam-se ali, para ouvir o grande ensino

Nenhum deles tinha nada, mas um rapaz precavido,
Entre todos se destacava, pelo que em seu cesto estava contido
Cinco pães e dois peixes que o Senhor multiplicou por mil,
Recompensando a multidão pelas horas a fio
O Mestre continuou no seu estilo falante
Mas este ainda não foi o milagre mais importante

Doutra vez viagem calma, sobre as ondas a vagar
Seguia o barco, Jesus e os discípulos pelo mar
Sem perceber, de repente
Fez-se uma tormenta inclemente
Os discípulos assustados, apesar de preparados
Puseram-se a envidar esforços pra não morrerem afogados

Num recurso último clamaram por Jesus,
Que dormia o sono que ao cansaço faz jus
Acordando, repreendeu o mar tranquilamente
E a calma voltou àquela situação deprimente
Que homem é este? Perguntavam-se com o coração arfante
Porém, ainda não foi o milagre mais importante.

Fiquei ao pé da cruz, repassando sua história
Como caminhara aqui demonstrando sua glória
Coxos, cegos, aleijados, a todos ele curou
Rememorando os milagres, qual deles mais importou?
Se havia de dar-lhes um peso, não obstante
Qual fora seu milagre mais importante?

Foi então que ouvi um pedido
Um pecador clamava-lhe ao pé do ouvido
Lembra-te de mim, quando estiveres no teu reino
Era desconcertante, a mente não tinha treino
Ouvir quem não merecia tamanha compaixão
Pedir tão grande dádiva, amor, lembrança e perdão

Quando olhou para ele me fez estremecer
Vai condená-lo, fez por onde merecer
Sua resposta, porém, foge ao juízo
Hoje andarás comigo, no meu Paraíso
Concluí eu esse sim e daqui por diante
Seria seu milagre mais importante

O coxo podia andar, mas isto não lhe traria salvação
O cego de olhos abertos poderia viver na densa escuridão
A cura é importante, mas só resolve o problema daqui
Melhor andar coxo, mas ter a certeza de estar com Ele ali
Não há como negar em nossa escala de valores
Que anjo só faz festa diante de arrependidos pecadores

A salvação é mais que isso
Tenhamos na mente fixo
É a certeza que ao final da lida
Passando para a eterna vida
Cristo com sua face terna, dizer-nos vai:
Vinde, benditos de meu Pai!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Deus é Missionário


Antes que você possa dizer: “Eis-me aqui”, Deus já disse, “porque eu mesmo sou o que digo: Eis-me aqui”. (Isaías 52.6). Deus veio ao mundo na forma de servo, não querendo ser igual a Deus, mas aniquilando-se a si mesmo, Jesus se fez semelhante a homens. E na forma de homem Ele foi obediente ao seu chamado, chamado de morte, chamado de cruz.

Jesus foi criado por pais escolhidos com sabedoria. E as palavras dos pastores que visitaram Jesus em seu nascimento maravilharam aos que ouvia. “Mas Maria guardava todas essas coisas, conferindo-as em seu coração”¹. O que também fazia Jacó com relação a José outro missionário (Gn 37.11).

Jesus deixou o exemplo para que o imitemos. A imitação de Cristo é um princípio básico dentro do campo missionário! O próprio Cristo deu instruções ao enviar os 70 discípulos começando assim: “...designou o Senhor ainda outros setenta e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. E dizia-lhes: Grande é , em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos, rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara”².

Jesus quem apareceu para Saulo (um dos maiores missionários que já existiu até hoje) disse a ele no momento de sua conversão: “Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões”³. E Paulo sem dúvida foi um exemplo de quem não lutou contra as suas “algemas” ao obedecer a seu chamado. Ele submeteu o corpo à obediência, ele se crucificou com Cristo de forma que ele não vivia mais, mas Cristo vivia nele.

Antes que você possa dizer desculpas e tentar fugir daquilo que Jesus ordenou a todos, se lembre que Ele soprou o Espírito sobre os discípulos (o que vem com a conversão) e mandou esperarem em Jerusalém para receberem o poder do alto (batismo com o Espírito Santo). Tudo isso e toda a unção e todos os dons devem vir acompanhados de amor, de graça e de ação. Vá faça discípulos, vá e pregue o Evangelho. E não vá sozinho.

v.carlos

Notas:
¹ Lucas 2.19
² Lucas 10.1,2 (leia o capítulo inteiro).
³ Atos 9.5

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Horas...


Eram três horas de longa sexta-feira
O sol iluminava a sobranceira
Faixa que aprumada se espraiava
Três cruzes aos raios cintilava

Dores, gritos, pragas, rompantes
Gente que jamais se viu antes
Resolução, ansiedade, saudade e morte
Homens entregues à própria sorte

Dali a cidade parecia mais distante
Menos acolhedora, sinistra, discrepante
Calava-se ao crime, ao jorro de sangue
A evidência tenra e humilhante

Idéias embaralhadas, sinais, profecias
Sentido embotado, coração apertado, tristes vias
Sentimentos conflitantes, regras esguias
Esvaem-se os prisioneiros em câimbras frias

O sangue cora a terra, que se tinge de violência
E regurgita o bem, que mal posto esperaria
É o Cordeiro sem mácula, que ali morreria
Cristo, o Santo que seu corpo daria

Sobre os pés é doloroso, às mãos calamitoso
As costas doem, os ossos trilham, rangem
Estalam os nervos, os olhos ardem
Sonhos morrem, sem destino ditoso

Triste e sofrido fim, mas ao Eterno agradou
Ele sabia de tudo, mas não recuou
Para que eu pudesse ter a salvação eterna
Recebê-lo em mim, sentir sua mão terna

Quem dera poder vê-lo e abraçá-lo nesta cruz
Mas poderosa me resplandece sua luz
Para sentir sua presença que doce reluz
E sem palavras gritar seu nome: Jesus!

Já que não pude estar em Jerusalém
Já que em mim não há nenhum bem
Já que brilhaste em minha mente insana
Já que quiseste salvar-me da morte lhana
Já que não pude levar tua cruz
Permite-me sentir tua glória, Jesus!