quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Rigor ascético - parte 3 (conclusão)



"Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados... Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêssemos no mundo, tais como não toques, não proves, não manuseies? As quais todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne" - Colossenses 2.17a, 20-23.

Quando chega aquelas sextas-feiras que coincidem com os dias 13, encontramos algumas pessoas dizendo que datas de calendários assim atraem azares. E também testemunhamos gentes apresentando fórmulas mágicas para escapes de maldições oriundas dessa ocasião.

Segundo os dicionaristas, a superstição é uma prática religiosa:

"Superstição sf . 1. Sentimento religioso baseado no temor e na ignorância, e que induz a admitir falsos deveres, recear coisas fantásticas, etc. 2. Crença em presságios tirados de fatos apenas fortuitos. 3. Apego exagerado e/ou infundado a algo".

No meio religioso existe quem se apegue exageradamente ao jejum, como se fosse uma fórmula mágica, fazem do afastamento da alimentação um amuleto, tanto quanto o pé-de-coelho, a folha de arruda atrás da orelha.
Não desprezo a prática do jejum. Ele serve para enfraquecer a carne, quando nestes momentos a nossa mente se conecta com Deus. Ele deve ser feito com raciocínio bem ativo, pois o nosso corpo é templo do Espírito Santo e precisamos cuidar muito bem dele (Romanos 12.1-2).

Há muitos religiosos jejuando com propósitos errados. Erra quem pratica o jejum como uma fórmula supersticiosa, acreditando que através do rigor ascético alcançará as respostas positivas e proporcionará alegria ao Senhor passando sede e fome. Quem está agindo desse jeito precisa rever seu conceito sobre a fé cristã. É Jesus quem nos liberta, não é o sacrifício humano.

Está escrito nas Escrituras Sagradas que agradamos ao Pai quando obedecemos aos mandamentos de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Jejuar é bom, mas viver no jejum dias e dias, meses e meses, indefinidamente, não está certo. Para Deus, sempre é mais importante a razão das coisas que fazemos do que propriamente o que fazemos. E objetivar a salvação por sacrifício pessoal é uma intenção que não satifaz ao coração de Deus

E.A.G.

Veja também: Rigor ascético | Rigor ascético - parte 2

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