Como orar – Martinho Lutero
— para o mestre Pedro
Barbeiro
Em primeiro lugar: quando
sinto que me tornei frio e perdi a vontade de orar devido às ocupações ou
pensamentos alheios, como a carne e o diabo estão constantemente dificultando
ou impedindo a oração, pego o meu pequeno saltério, vou para o meu quarto ou,
conforme o dia e a hora, para a igreja, em meio às pessoas, e começo a falar
para mim mesmo, oralmente, os Dez Mandamentos, o Credo e, dependendo da minha
disponibilidade de tempo, diversas citações de Cristo, de Paulo ou dos Salmos,
assim como fazem as crianças.
Por isso é bom que a
oração seja a primeira atividade do dia, pela manhã, e a última, à noite. E
cuide-se muito bem desses pensamentos falsos e enganosos que dizem: Espere um
pouco, daqui a uma hora vou orar, antes ainda tenho que resolver isso ou
aquilo. Porque, com esses pensamentos, passamos da oração para os afazeres, que
nos prendem e envolvem a ponto de não sair mais oração o dia inteiro.
Do livro Abrir a Janela da Alma, de Anselm Grün

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