domingo, 8 de junho de 2014

o legado de Zadoque





Wilma Rejane

Zadoque era sacerdote, descendente de Arão. Viveu uma época remota, muito distante de nós, tendo transportado algumas vezes a arca da aliança. Zadoque da antiga aliança. Seu nome significa: justo, fiel, honesto. Eu nunca tinha reparado nesse nome, até ler uma passagem Bíblica sobre ele, no livro do profeta do Rio. Chamo “profeta do Rio” a Ezequiel, ele inicia sua mensagem às margens do Quebar, entre cativos e encerra suas profecias molhando-se nas torrentes de águas purificadoras.

E eu cansada, ao fim de um dia de trabalho, tentando não fechar os olhos e cair no sono sem antes alimentar meu espírito, debrucei-me sobre minha Bíblia de letras enormes e comecei a ler Ezequiel. Querendo beber do mesmo Rio de Deus a fim de me tornar menos miserável quanto humana. Somente a proximidade com o Senhor para nos fazer ir além do que somos, o que mais a não ser Sua graça para nos despertar a cada dia,  nos fazendo agir como se tudo valesse a pena, de verdade?

E entre um rio e outro encontro Zadoque. Ezequiel me apresenta essa pessoa que recebe destaque entre muitos nomes citados. A leitura já estava ficando enfadonha e não sei por que insisti em ler a repartição das terras das tribos de Israel: “Limitando-se com Ruben estava Judá....Com Judá, estava o santuário no meio dela, tanto de comprimento, tanto de largura...”. Me digam se essa narrativa não era para fazer dormir de vez, ali mesmo, por cima das páginas?

Mas eis que aparece Zadoque e meu espírito se alegra, meu sono desperta! "Oh, queria ser como esse sacerdote, por favor Senhor, nos ajuda a deixarmos um legado como o de Zadoque!" Dele escreve Ezequiel: “ Será para os sacerdotes uma porção desta santa oferta, medindo para o norte vinte e cinco mil canas de comprimento, para o ocidente dez mil de largura, para o oriente dez mil de largura, e para o sul vinte e cinco mil de comprimento; e o santuário do Senhor estará no meio dela. Sim, será para os sacerdotes consagrados dentre os filhos de Zadoque, que guardaram a minha ordenança, e não se desviaram quando os filhos de Israel se extraviaram, como se extraviaram os outros levitas.”Ezequiel 48: 10,11.

Fechei a Bíblia e guardei a lição no coração. Zadoque, justo, fiel e honesto. Seria dessa forma que se escreveria nossa história para os descendentes? Em algum lugar onde formos mencionados, haverá essa pausa – tal qual a feita por Ezequiel – para enfatizar nossa filiação com Deus? Zadoque nos fala sobre chamado, estilo de vida, comportamento, fé e obediência.Percebamos que ele foi fiel em meio a uma geração de infiéis. 

Que o amor de Deus seja nosso combustível diário, Aquilo que nos faz incomodados com o pecado, tementes e dependentes. Humanos, falhos, porém perseverantes em agradar a Deus sendo verdadeiros na adoração. Nas pequenas coisas, que não são feitas perante o público, mas reservadas aos olhos do Pai, em secreto. E assim, mediante a graça Divina,  o legado de Zadoque não estará tão distante de nós.

Em Cristo, O Rio do profeta do rio.


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