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sábado, 19 de abril de 2025

Frutos do Espírito, poema de Sammis Reachers

 


Frutos do Espírito

 

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.”

Gálatas 5:22

 

Santo Espírito, vivaz hortelão

Plante em meu coração o Amor,

Árvore capital, cujos frutos

O mundo os tenha, reminiscências

E alimento do Paraíso

 

Espírito de Santa Alegria,

Que eu seja criança brincando na chuva

Domesticando o caos

Tirando para a dança da vida

O soturno, o deprimido e o contrito

 

Santo Espírito, Pacificador alado

Dinamite minha fúria, negação do céu

E que minhas palavras sejam

Um repouso para homens e feras

Conduza-me ao milagre crístico:

Que Minha passividade pacífica

Seja atividade pacificadora

 

Paráclito que funda e opera o kairós

Que a paciência seja meu burrico,

Meu humilde transporte para tudo

Em todos, todos em tudo

De promessa em promessa, sustentando

A marcha e a semeadura até a parusia

 

Espírito Santo, de coercitiva candura

Que meu semblante seja Tua carta

Que minha amabilidade e benignidade

Sobejem abraços e meu gesto seja um jardim

De delícias e socorro das nações

 

Espírito do Único Bom, que está nos céus

E se revelou em carne e ponte no pó

Potencialize minhas misericórdias

Para enveredar pelo teu caminho, pontífice

Em cumprimento às boas obras que me

Preparaste, lá dantes do parto de tudo

 

Espírito Fidedigno e Santo

Que a escuridão e suas alcovas

O tríplice cantar do galo e suas tentações

O púlpito a presidência a autoridade e seu

Perfume carregado

Não me encontrem traidor

 

Espírito assaz Longânimo

Me torne regaço: riacho doce, paciente

Lento e rutilante de frescor contra as ofensas

E falhas do outro ou do espelho, as lonjuras

Do esperar o parto das justiças e promessas.

 

Fortaleza Pantokrator, que eu domine

As muitas chamas que me ardem

De covardia e lascívia e espírito de vingança

E suporte impávido a chuva de pedras,

Desprezos e acusações

Que a outra face esteja a cada manhã renovada

E que em cada câmbio com a desonestidade

dos homens eu entregue amor

 

 

Espírito Doador, dai-me luzes

Para que eu destrua as trevas

Ou lhes dê um sentido

 

 

terça-feira, 15 de março de 2022

Estudo sobre Levítico (Vayicrá)

Érika Reachers

Via https://segredosdoeterno.blogspot.com/

Em hebraico o título foi tirado da primeira palavra escrita no livro: Vayicrá, que significa "E chamou". “Levítico” deriva da tradução grega e latina desta obra: Leuitikon. Era um manual para os serviços sacerdotais, cuja especificidade estava ligada ao Tabernáculo descrito no livro de Êxodo, mas também abrangia todo o Israel. 

É o terceiro livro do Pentateuco - nome dos cinco primeiros livros da Bíblia cristã, correspondente aos cinco livros da Torá judaica. Torá significa "Lei", "Instrução", "Ensino".  

AutorMoisés, a expressão “disse o Senhor a Moisés” aparece 56 vezes.  

O versículo a seguir apontou para o respeito de Jesus pela escritura do Antigo Testamento, atribuindo a autoria do livro a Moisés e citando uma norma levítica (Lv 14.1-32):

“Disse-lhe então Jesus: Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.” (Mateus 8.4). 

Este livro foi escrito aproximadamente em 1445 a.C., durante os dois meses entre o término do Tabernáculo (Ex. 40.17) e a partida de Israel do Monte Sinai (Nm 10.11 ). Neste momento, Moisés foi chamado para receber as instruções referentes às ofertas (korbanot, prural de korban). Ofertas nos ensinam sobre o que é adoração e a forma como devemos adorar a Deus. 

Por Plate X. The S.S. Teacher's Edition: The Holy Bible.
New York: Henry Frowde, Publisher to the University
of Oxford, 1896. Domínio público,
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=721090

O livro anterior ao Levítico, Êxodo, trouxe as informações concernentes à libertação dos israelitas no Egito, ao recebimento da Lei (Torá) e à construção do Tabernáculo segundo os modelos que Deus havia determinado. No final do Livro de Êxodo, após o término da construção do Tabernáculo, Deus se manifestou com Sua Glória. 

Levítico tratou da relevância de uma educação sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo para viver uma vida separada. 

Santidade (hebr. Kedushah) é uma palavra chave para o livro e a palavra santo (qadosh: separado, dedicado a propósitos excelentes, sagrado, limpo, puro, moralmente reto, justo) aparece mais de oitenta vezes. 

 “Fala a toda a congregação de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou Santo.” (Lv 19.2)

Deus é completamente Santo em sua natureza, motivos, pensamentos, palavras, obras e em seu relacionamento de amor com os homens. É isento de pecados e perfeitamente justo.

A decisão de Deus castigar com a morte os pecadores precede da sua justiça e do seu zelo por suas criaturas. 

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6.23). 

A ira de Deus sobre o pecado e a iniquidade é um atributo intrínseco do Criador. Trata-se da expressão de sua bondade e amor em relação à justiça: 

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.” (Rm 1.18). 

“Mas do Filho diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e aborreceste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros”. (Hb 1.8-9) 

“Por isso, o Senhor vigiou sobre o mal e o trouxe sobre nós; porque justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos a sua voz.” (Dn 9.14). 

Deus é Fiel, Ele cumpre tanto as suas promessas quanto as suas advertências: 

“Ainda que sejamos infiéis, Ele é Fiel, não pode negar-se a si mesmo.” (2Tm 2.13). 

“A tua misericórdia, Senhor, está nos céus, e a tua fidelidade chega até as mais excelsas nuvens. A tua justiça é como as grandes montanhas (...) Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade. E por isso os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas. Eles se afastarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias; porque em ti está o manancial da vida, na tua luz veremos a luz.” (Sl 36.5-9) 

O livro de Levítico fala a respeito de servir a um Deus que é Santo e explica as funções dos ministros do Tabernáculo. Também revela como um povo imperfeito pode servir a um Deus Santo, como pode ser recebido por Deus mediante um Sumo Sacerdote e como pode viver os relacionamentos cotidianos em santidade. 

A santificação é um todo: alimentação; relacionamentos sociais; vida profissional, conjugal, financeira e espiritual. E a busca pela santidade é uma exigência divina. O estado de Deus é de santidade absoluta, perfeita; em nós ela é relativa. 

“Porque Eu Sou o Senhor vosso Deus; portanto vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não contaminareis a vossa alma por nenhum réptil que arrasta sobre a terra. Porque eu sou o Senhor que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque Eu Sou Santo.” (Lv 11.44-45) 

A Igreja de Jesus Cristo tem um Deus que a fez sair da escravidão das trevas e da ignorância, Paulo escreveu em Efésios: 

“Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz.” (Ef 5.8-11) 

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).” (Ef 2.1-5)

Através da chamada de Moisés Deus anunciou os seus propósitos àquela geração. Assim como eles a igreja de Jesus Cristo também é convocada para andar em novidade de vida:

"De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; pra que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida."(Rm 6.4)

 “Porque somos criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. (Ef 2.10). 

Deus é a Verdade, porque é absolutamente fidedigno e sincero em tudo o que diz e faz; não existe falsidade em Deus, ou mentira, ou interesse, ou vaidade. Tudo o que Deus diz é honesto, bom e não há engano algum. Deus é paciente e lento em se irar. É compassivo e concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos. Quando Deus decreta um concerto ele não o executa imediatamente. Ainda que tivesse razão para isso, dá tempo para que cada um possa analisar seus erros e voltar atrás.

 “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a se arrepender.” (2 Pe 3.9)

Deus é misericordioso e clemente, amoroso, compassivo. Sente tristeza pelos sofrimentos das pessoas, é pura compaixão pelos oprimidos, cativos, doentes, pobres, cegos, pelos que se desviam dEle. Tamanha foi sua dor com os caminhos humanos que enviou o Seu Filho para perdão dos pecados e salvação. Deus é amor, um amor infinito, um amor puro, um amor eterno; que possuiu uma profundidade tal que nosso entendimento não consegue alcançar, pois está escrito que excede todo entendimento. E não ama de palavras, pois provou seu grande amor indo para a cruz, Ele foi até o fim por nós. Ele se entregou no lugar dos pecados como uma ovelha muda. 

“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.” (Isaias 53.7) 

“E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca.” (At 8.32) 

Deus é diferente independe de sua criação, seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada. 

Elementos para a santificação: 

1. A Palavra 

“Santifica-os na Tua Verdade, a Tua Palavra é a Verdade.” (Jo 17.17) 

“A Tua Palavra é a Verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.” (Sl 119.160) 

“Guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu Sou o Senhor, que vos santifico. Guardai, pois, todos os meus estatutos e todos os meus juízos e cumpri-os, para que não vos vomite a terra para a qual vos levo para habitares nela.” (Lv 20. 8,22) 

“Fareis segundo os meus juízos e os meus estatutos guardareis, para andares neles. Eu sou o Senhor, vosso Deus, Portanto os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o Senhor. Porém, vós guardareis meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma destas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós.” (Lv 18. 4,5,26)

“Guardareis os meus estatutos e todos os meus juízos e os cumprireis. Eu Sou o Senhor.” (L 19.37)

“Observai os meus estatutos, guardai os meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra.” (Lv 25.18) 

“Mas, se não me ouvirdes e não cumprirdes todos estes mandamentos, se rejeitardes os meus estatutos, e a vossa alma se aborrecer dos meus juízos, a ponto de não cumprir todos os meus mandamentos, e violardes a minha aliança, então, eu vos farei isto: porei sobre vós terror, a tísica e a febre ardente, que fazem desaparecer o lustre dos olhos e definhar a vida; e semeareis debalde a vossa semente, porque os vossos inimigos a comerão. Voltar-me-ei contra vós outros, e sereis feridos diante de seus inimigos; os que vos aborrecem assenhorar-se-ão de vós e fugireis, sem ninguém vos perseguir. Se ainda assim com isto não me ouvirdes, tornarei a castigar-vos sete vezes mais por causa dos vossos pecados.” (Lv 26.14-18)

 2. A unção sacerdotal: 

“Nem saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o azeite da unção do Senhor. E fizeram conforme a palavra de Moisés.” (Lv 10.7) 

“E o sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o azeite da unção e que foi sagrado para vestir as vestes, não descobrirá a cabeça nem rasgará as suas vestes. Nem sairá do santuário do seu Deus, pois a coroa do azeite da unção do seu Deus está sobre ele. Eu sou o Senhor.” (Lv 21.10- 12) 

“O Espírito Sato é sobre mim, pois me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração.” (Lc 4.18) 

3. O Sangue 

“Tendo, pois, ousadia para entrarmos no santuário, pelo sangue de Jesus.” (Hb 10.19) 

“E o sacerdote tomará do sangue da oferta pela expiação da culpa e o sacerdote o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem que purificar-se e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e no dedo polegar do seu pé direito.” (Lv 14.14) 

“E daquele sangue espargirá sobre ele com o seu dedo sete vezes, e o purificará das imundícias dos filhos de Israel, e o santificará.” (Lv 16.19) 

“Mas, se andarmos na Luz, como Ele na Luz está, temos comunhão uns com os outros, e os sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1Jo 1.7) 

4. O culto a Deus 

“E quando sacrificardes sacrifícios pacíficos do Senhor, da vossa própria vontade o sacrificareis.” (Lv 19.5) 

“E, quando sacrificardes sacrifícios de louvores ao Senhor, o sacrificareis de vossa vontade.” (Lv 22.29)

Nem todo culto Deus recebe, há um padrão de Deus. O culto prestado pelo adorador mostra o conhecimento que ele possui acerca de Deus e a importância que este dá a pessoa de Deus. Cultuar a Deus requer racionalidade e espontaneidade. Deus não deseja pessoas oferendo nada por vã glória, por vaidade, para agradar as pessoas, por interesse ou por pressão. Deus deseja intimidade, amor, sinceridade e voluntariedade. O verdadeiro culto é prestado de dentro para fora, para Deus e não para os homens. 

Alimentação: 

Deus dava uma aula alimentar que garantia a seu povo uma vida saudável proveniente de uma alimentação separada. A base dessa alimentação era CEREAIS, VEGETAIS E FRUTAS. E o povo só podia comer carne vermelha 3 vezes ao mês, preferindo as carnes brancas. 

Santificação é uma separação: 

“Assim, separareis os filhos de Israel de suas imundícias, para que não morram nas suas imundícias, contaminando o meu tabernáculo, que está no meio deles.” (Lv 15.31). 

PURIFICAÇÃO - SEPARAÇÃO - DEDICAÇÃO - USO

Quando o sacerdote entrava no Tabernáculo primeiro ele dava o sacrifício de arrependimento, se lavava na pia, estava vestido com vestes separadas e depois ele se dedicava ao serviço. Ninguém poderia servir a Deus de qualquer maneira. Da mesma forma a Igreja do Deus vivo possui uma chamada sacerdotal de santificação e serviço para o Reino de Deus. 

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual, e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” (1Pe 2.5) 

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.” (1Pe 2.9) 

Jesus é o Salvador de todos independente do nível social e seu sacrifício foi suficiente e superior a todos os sacrifícios de animais. Ele morreu no nosso lugar e por causa dos nossos pecados. 

“Mas, se a sua mão não alcançar assaz para um cordeiro, então, tomará duas rolas ou dois pombinhos, um para holocausto e outro para a expiação do pecado; assim, o sacerdote por ela fará expiação, e será limpa.” (Lv 12.8) 

Bois, carneiros e bodes eram ofertas de ricos e pombas e rolinhas eram ofertas dos mais pobres. Os sacrifícios anunciavam a vinda de Jesus:

Boi – Jesus o servo (trabalhou para os homens em sua vida e alimentou o homem com sua morte, sua carne). 

Cordeiro – “No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: “Eis aí o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo 1.29) 

Bode – Jesus o cabeça (a força dos bodes está na cabeça e a força da Igreja é o cabeça da igreja, Jesus Cristo). 

Pomba e rolinhas – pureza. 

Quem matava era o ofertante, tendo pecado, porque foram os nossos pecados que mataram a Jesus. O sangue era aspergido nos quatro cantos do altar. 

“E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante de Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até a morte.” (Ap 12.10-11) 

“E que havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconcilia-se consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.” (Cl 1.20) 

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um, e derribando a parede de separação que estava no meio, na carne, desfez a iniquidade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela crus reconciliar a ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.” (Ef 2.14-16) 

“E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor. Porei as minhas leis no seu coração e as escreverei no seu entendimento, acrescenta: Jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.” (Hb 10.15-17)

Ofertas de manjares – cereais. Flor de farinha era uma farinha de boa qualidade e sem fermento. A oferta não deveria ter fermento e nem mel, significando gratidão sem malícia ou alegria momentânea. Porque o mel alegra rapidamente e logo passa; e o fermento engana, pois aumenta o tamanho real da massa, simbolizando a mentira e a falsidade. Deus tinha prazer nas ofertas pacíficas e nas ofertas de cereais, que simbolizavam paz com Deus e gratidão. Mas Deus não tinha prazer nas ofertas por pecados e culpas. 

A tribo de Levi era dividida em três patriarcas: “E os filhos de Levi: Gerson, Coate e Merari (...)” (Gn 46.11) Os levitas foram separados para um ministério sacerdotal: (Ex 32.26-30) Estes homens pertenciam ao Senhor, deveriam ser imparciais, obedientes, e precisavam ter uma vida separada para Deus. No período de Moisés começaram a trabalhar com a idade de 30 anos (Nm 4 e 1Cr 23.3), pois era exigido um tempo de maturidade e de aprendizado para o serviço. Haviam várias funções para as famílias dos levitas, poderiam ser porteiros, cantores etc. 

Dentre as famílias de Levi, Deus chamou a de Arão para ser a família sacerdotal (Nm 3.2-4). A tribo de Levi deveria ser submissa aos sacerdotes (Nm 3.6-8) Arão e seus filhos foram consagrados para o sacerdócio (Ex 29 e Lv 8) Eles foram treinados para exercer a função sacerdotal (Lv 8.35;Lv 9; Ex 29.1) 

Alguns significados espirituais presentes no livro: 

Água: Palavra 
Vestes: justificação 
Unção: capacitação do Espírito Santo 
Pecados: perdão 
Holocausto: consagração 
Sangue: purificação 

Todos os crentes em Jesus também precisam aprender a desempenhar seu ministério com preparação e aprendizado. 

Funções dos sacerdotes: 

1. Manter a chama do altar acesa (Lv 6.12-13; Lv 24.2-3) 
2. Lavar-se antes do serviço (Ex 30.18-21) 
3. Zelar pela glória de Deus (Nm 25.11-13) 
4. Sumo sacerdote era quem oferecia o sacrifício no dia da expiação (Lv 16) 
5. Sustento e herança dos levitas (Lv 18.8-32; Nm 18.8-32) 
6. (Lv 21. 15-23) 
7. (Lv 22.16) 

Nosso relacionamento com Deus requer obediência à Palavra. A santidade do Tabernáculo não estava nas mesas, roupas ou objetos, era a Presença de Deus que tornava tudo santo. O alvo de Deus é que todos sejam santos, mas também esse precisa ser o desejo pessoal de cada crente. 

“Não façais segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos levo, nem andareis nos seus estatutos. Fareis segundo os meus juízos e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o Senhor, vosso Deus. Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o Senhor.” (Lv 18.3-5) 

Os crentes não podem ceder às pressões do mundo, com suas interpretações acerca da existência humana e padrões de vida. O mundo não pode influenciar o ponto de vista do cristão, porque temos por alvo e instrução a Palavra do Eterno. 

“E falou Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou.” (Lv10.3) 

Para finalizar, alguns capítulos trouxeram observâncias acerca de higiene pessoal, saúde e purificação (14 e 15); de padrão sexual (18); Relacionamentos humanos (19); proibição de idolatrias e sacrifícios de crianças (20); procedimentos após os partos (12)


segunda-feira, 10 de maio de 2021

Poemas cristãos do livro CARTAS E RETORNOS, de Sammis Reachers


O seminal poeta curitibano Paulo Leminski é autor, dentre outros, do livro Distraídos Venceremos. Tal título ou expressão singular me veio à memória ao refletir sobre o volume que o leitor agora tem em mãos: Foi sem perceber ou dar-me conta, assim, distraidamente, que cheguei a este meu décimo livro de poesias. A surpresa deve-se ao fato de que sempre consegui maior prazer atuando como antologista e editor do trabalho alheio do que focalizando minha produção autoral, que correu como que por fora, nesses pouco mais de vinte anos de atividade literária.

Neste Cartas e Retornos, o leitor perceberá que busquei construir fundamentalmente um livro de adjetivações, frutos – ou sementes? – de uma poesia onírico-descritiva, arte/artesanato sequencial de definições poéticas sobre temas ou objetos variados, os “destinatários” aos quais as cartas fazem referência.

Nessa busca de comunicar a magnificação de cada destinatário, não apenas imagens, mas, fazendo jus à licença que pesa sobre os poetas, palavras precisaram ser criadas, seja em neologismo, seja numa das muitas outras formas de parto de palavras que nossa língua conhece e experimenta. Um experimentalismo não de sabor insosso como por vezes vemos sendo praticado mas, sim, uma prazerosa peregrinação em busca do surpreendente – amparada em palavras e expressões que o suportem.

Desde muito jovem tomei para mim uma assertiva do filósofo brasileiro Vilém Flusser: “A poesia aumenta o campo do pensável”. Deste esforço de expandir percepções, de aumentar as formas de bombear de um coração com o sangue dos signos, jamais pude me libertar, malgrado minhas humildes possibilidades criativas.

Às mais de cinquenta Cartas, diversas, como dito, em tema ou objeto, seguem-se alguns Retornos: Poemas de maior hermetismo, onde o jogo de luzes e sombras (chiaroscuro) ganha maiores ares. O livro se conclui com poemas outros, de variada temática e envergadura.

Que este humilde livro possa, com sua carga onírica e algo perturbadora, balançar alegremente suas percepções e empurrá-las, assim, como quem não quer nada, para a expansão.

O livro possui 110 páginas, e está disponível por R$ 22,00, JÁ com o valor do frete por Correios incluído. Para adquirir o seu, escreva para o e-mail:  sreachers@gmail.com 


ALGUNS POEMAS DE CARÁTER CRISTÃO DO LIVRO:


Carta aos Fariseus

 

aquele que bem mata a palavra

é soldado a mando de quem?

seu soldo, concretudes sem

batismo, qual seu sabor

no palato, qual seu peso

na sacola?

 

vós néscios sob quem

a frágil ponte fraqueja,

vós os assassinos de profetas poetas,

quem vos pariu assim, suicidas?




Carta ao Cristo

 

Conquistador em andrajos

Pétala de Sangue

Amor embaraçoso

Azorrague de Deus e retardador do azorrague de Deus

Farta gordura de cordeiro

Que faz enfartar o inferno

Coágulo, pedra de tropeço, entupimento

Inter rupção do fluxo do coração

Da Morte

 

Equalizador

Logosfera

Deus que baixo habita

 

Companheiro de más companhias

Nota promissória contra o fracasso

Da História

 

Patada de trivela no peito de Satanás

Magra mão atravessada de quem nada escapa

Cosmokrator, fonte a jorrar, menor dos homens

Cordeiro que guarda o pastor, leão que costura os dilacerados

 

Senhor dos Senhores – reverta nossa dispersão,

Para de reencontro a ti




Carta ao Perdão

 

Ideia parturiente

primavera para sempre

presente raro

 

Cristoterapia

panaceia dos mundos

flecha de ressuscitar

 

Arte de partir gaiolas

testada contra as muralhas

 

Riso mudo

inconsútil abraço concentrado

gesto canoro, alado, pacificanário

constritor da morte

construtor da vida

 

Paralelepípedo de luz

atiçado contra a cabeça da serpente

 

Perdão, flor-fortuna

que enriquece e perfuma

a quem o despende




Carta aos Missionários

 

Você a esperança

Em pés de barro

Você ave de barro

Você asa de barro

Você construto de barro

Como nós, e de quem

Esperamos tanto

Perdoa-nos

 

Heroicizamos sua vida e cegos achamos

Que o carbono de sua carne

É na verdade aço

Mas você chora e sangra como cada um de nós

Só que com mais frequência

E estamos longe, longe demais e

Alheios demais

Para chorar contigo

Perdoa-nos

 

A cada carta que se arrebenta

Contra nossa indiferença, e-mails

Não abertos, o abraço que lhe negamos;

Nossa avareza, deusa lar de que não nos livramos,

Que nos impede de irmos, segurarmos a corda, intercedermos,

Sequer lembrarmo-nos de que um dia um de nós foi enviado:

Perdoa-nos; ore por nós, ó irmão de mais lágrimas,

Deite-as por nós, os miseráveis do Reino, braço mirrado

De Cristo: pois sequer sabemos de quantas curas carecemos.

E corações ardentes, que de milagres temos fome, de milagres

Tem fome o mundo que nos espera e morre

Enquanto em paz nos deitamos e levantamos, em o nome do Senhor.

 

Que o Senhor nos perdoe através de teu perdão, meu irmão.




Carta à Bíblia


Atlas ígneo

Sendero luminoso

Mapa do parakletos

Verdade desembainhada

Cortante pungente irmanante

Rasgo na cortina do templo

 

Talho no papiro do tempo

Ancoradouro civilizacional

Teotapeçaria

Adaga vara-caos

Final de todos os caminhos,

Farol, sinal, ultimato

Candelabro aceso pelo Sangue

 

Tomo central do ocidental

Cânon literário, hiero-herbário

                Onde a vida pulsa

 

Legislação de tudo

Desfibrilador do mundo

                             Educandário

                                     & escadaréu

 

Orquestra de virtuoses de pó

66 partituras em mãos

dum Espírito regente

régio & magistral

 

Cantil

De néctar

Ou benzetacil

 

Hebreia epopeia & farmacopeia

Estação fidelidade, livro de habitar




 Carta aos Suicidas


Eu e você somos um.

Menina que queria ser homem, eu e você somos um

Nesta fome que nos mói, sede lenta que nos arrebenta,

Sonho de aniquilação, que não vemos donde vem

Mas que parece vir lá do dentro

Isso que não queremos mas que tudo em nós diz para querermos

 

Nosso crime descoberto, nosso corpo vil, nossa perfeita, matemática

Inadequação que a tudo se encaixa

Sim, não poderemos olhar nos olhos deles amanhã,

Pois sequer suportamos nosso vil olhar no espelho!

Eu e você somos um, olhar desesperado

Tudo que queremos é a morte, tesouro sem fim

 

Mas nosso tesouro foi pilhado, apresado por um

Que morreu como gostaríamos

Mas estranhamente escolheu voltar, pois ele podia

Dar-se ao luxo:

Voltou para que, como eu você somos um, fôssemos um com ele

Voltou da morte para dizer que não precisamos dela

Não nos importa conhecê-la, ela é apenas vil,

E não é fim, mas alçapão: escada para baixo, para

Outra maior forma de morte, nem lenta: eterna

Nem dolorosa: esculpida num bloco de dor

 

Uma figura um nazareno maltrapilho lotado de amor desconcertante

Fez como um caminhão de flores que capota, rodopia

E cai de pé e de volta, espalhando toda a carga de flores pelo caminho

Pelas nossas cabisbaixas cabeças que se levantam

Espantadas de alguém que diz estranhezas tais:

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.” (Mateus 11.28,29)

Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá.” (João 11:25,26)

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (João 10:11)

Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.” (João 6:35)

 

Mensageiro e Ele próprio uma carta viva a nós endereçada

A todos os viventes remetida, mas como que especialmente

Para nós os últimos, pois somos da criação e da dor

Aqueles mais habilitados a saboreá-la, a compreendê-la

– A ela esta carta viva doadora de Amor e doadora de Sentido –

E a dela nos apropriarmos para alimentar esse nosso desejo de morrer

Até que ele se cale e finde, exploda tendo seu estômago negativo

Entupido com as palavras de Vida do bom Jesus,

O que nos entendeu, o que nos amou, o que pagou pelo que não poderíamos.

Jesus que anseia nossa companhia, meu Deus!, logo a nossa,

Nós os insuportáveis, nós que não nos suportamos, que nos fechamos

No quarto, ele nos chama para fora, ele realiza uma festa

Meu Deus, uma festa!,

E não é como as festas que vemos das pessoas excelentes,

Ele realiza uma festa para todas as pessoas, até as últimas pessoas

Não há preconceito em seus olhos nem traição em seus atos

Ele ama a todas as pessoas e nos convida a amarmos com ele,

A sermos o amor dele andando por aí, convidando para a festa,

Encontrando os outros trancados nos quartos, nos corações,

Encontrando-os e dizendo eu lhe entendo, encontrando-os

Para lhes enxugar as lágrimas de solitários e dizer:

Eu e você somos um. E há um outro, maior do que nós

Que é um conosco. E vamos morar com Ele.




Retorno à Alameda São Boaventura, 1071

 

O abraço do obreiro na porta da congregação

Aquela sensação oceânica de casa

Fui enredado pela paz que combati

Refundado em ágape, da fugacidade do frágil

                                                                           desp(ed)ido

 

Âncora para meu caos fez-se a Tua palavra,

E cais contra meus naufrágios

 



Tríptico Paulino

 

Só em Fé

               eu sei

 

Só em Esperança

                            eu posso

 

Só em Amor

                    alcanço

                                alcançarei

 

 


Feérica

 

A fé não atenta

contra a razão.

 

Pelo contrário:

A verdadeira fé

usa a razão

como um cavalo.

 

Num jogo de

senhor e servo?

Não, mas num jogo

de centauro.