domingo, 24 de agosto de 2008

DIVULGAÇÃO: Blogagem coletiva da UBE

Caros, queridos e amados irmãos: A União de Blogueiros Evangélicos vem convidar todos vocês que fazem parte da grande família blogueira a participarem de uma nova blogagem coletiva. Para os que não sabem, 'blogagem coletiva' é quando um grupo de blogueiros resolve publicar simultaneamente (cada qual em seu próprio blog), textos sobre um mesmo tema.

MISSÕES. David Livingstone certa vez disse: "Deus tinha um único Filho, e fez dele um missionário."
E nós, o que temos feito? Pensando nisso, a UBE idealizou esta blogagem, sobre aquele que é "O" tema fundamental da Igreja, em todos os tempos: Resgatar os perdidos, onde quer que estejam.



Para participar é só publicar qualquer coisa (um texto, vídeo, imagens) sobre ou relacionado a Missões, no seu blog. Copie e insira também o Logotipo da blogagem ('UBE blogando Missões', disponível em fundo branco ou negro) e se possível o texto "Blogagem missionária UBE - Eu participo". Em seguida deixe um comentário no blog da UBE, informando o link da sua postagem. Tal link será inserido no blog, para que todos possam visualizá-lo e acessá-lo.

E mais: todos os blogs participantes, que nos informarem da participação até o dia 08 de Setembro de 2008, estarão concorrendo a um (1) kit contendo um exemplar do livro MISSÕES - O DESAFIO CONTINUA, de Ronaldo Lidório, e um exemplar da Revista da Missão PORTAS ABERTAS.

O sorteio será no dia 09 de Setembro e o ganhador receberá seu prêmio pelos Correios, através de carta registrada.

Para você que porventura não está bem informado sobre o tema, ou deseja simplesmente conhecer (e se envolver) mais, preparamos uma extensa lista com os links das páginas de dezenas de missionários, Missões e Agências Missionárias, além de outros recursos úteis.
Para acessar a lista, Clique Aqui.

Não deixe de participar. Você estará divulgando um tema fundamental, estreitando os laços de nossa União de blogueiros, e ainda concorrerá a prêmios.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Horas...


Eram três horas de longa sexta-feira
O sol iluminava a sobranceira
Faixa que aprumada se espraiava
Três cruzes aos raios cintilava

Dores, gritos, pragas, rompantes
Gente que jamais se viu antes
Resolução, ansiedade, saudade e morte
Homens entregues à própria sorte

Dali a cidade parecia mais distante
Menos acolhedora, sinistra, discrepante
Calava-se ao crime, ao jorro de sangue
A evidência tenra e humilhante

Idéias embaralhadas, sinais, profecias
Sentido embotado, coração apertado, tristes vias
Sentimentos conflitantes, regras esguias
Esvaem-se os prisioneiros em câimbras frias

O sangue cora a terra, que se tinge de violência
E regurgita o bem, que mal posto esperaria
É o Cordeiro sem mácula, que ali morreria
Cristo, o Santo que seu corpo daria

Sobre os pés é doloroso, às mãos calamitoso
As costas doem, os ossos trilham, rangem
Estalam os nervos, os olhos ardem
Sonhos morrem, sem destino ditoso

Triste e sofrido fim, mas ao Eterno agradou
Ele sabia de tudo, mas não recuou
Para que eu pudesse ter a salvação eterna
Recebê-lo em mim, sentir sua mão terna

Quem dera poder vê-lo e abraçá-lo nesta cruz
Mas poderosa me resplandece sua luz
Para sentir sua presença que doce reluz
E sem palavras gritar seu nome: Jesus!

Já que não pude estar em Jerusalém
Já que em mim não há nenhum bem
Já que brilhaste em minha mente insana
Já que quiseste salvar-me da morte lhana
Já que não pude levar tua cruz
Permite-me sentir tua glória, Jesus!

Epístola para um ateu

As linhas abaixo são conteúdo de uma redação que fiz em 5 de outubro de 2002, e selei, e postei para uma pessoa muito querida que revelou para mim não acreditar na existência de Deus.

Houve adaptação do texto ao postar neste blog. O teor de tudo são frutos de leituras feitas em livros, artigos de revistas (que nem possuo mais) e notas de rodapés de bíblias de estudos. Gostaria de citar fontes, mas como escrevi em formato de carta não as registrei naquela época.


Olá, como vai você?

I – A dificuldade em aceitar o incompreensível

Sabe, existem muitas coisas nesta vida que não entendemos, no entanto, não nos preocupamos com elas. Então, dizer que existem muitas coisas na Bíblia Sagrada e no meio evangélico que não consegue entender não é a melhor saída para se manter distante das verdades espirituais.

Exemplos:

• Ninguém deixa de comer somente pelo fato de não descobrir o mistério da assimilação dos elementos pelo organismo. Não sabemos como as verduras, os ovos, os pães e as carnes se transformam em unhas, cabelos, músculos, energia...

• Ninguém deixa de consumir margarina e manteiga por não ter idéia de como uma vaca preta comendo capim verde depois produz leite branco.

• Ninguém dispensa o uso da iluminação elétrica só porque desconhece a lógica da física que trata do comportamento de circuitos elétricos ou a fabricação deles.

Caro ateu, então, só a Bíblia Sagrada não merece a sua aproximação por não entendê-la perfeitamente?

II – A dificuldade em se entregar ao incompreensível

O ser humano se presta às ocupações de carona e passageiro e confia sua vida ao motorista do automóvel, aos pilotos de helicóptero e de avião; o ser humano confia sua vida ao médico-cirurgião...

Por que não confiar e entregar a vida ao Criador, também? Por que deixar a vida nas mãos de quem é falível e não querer se entregar ao Criador infalível? Pense nisso.

Talvez você titubeie porque é difícil encontrar uma pessoa que explique como aconteceu a inspiração divina sobre os 36 escritores da Bíblia Sagrada. Escritores que foram homens comuns: pastores de ovelhas, agricultores, advogados, pescadores, um cobrador de impostos e um médico.

Eu gosto de argumentar sobre a inspiração divina assim: levaram 1500 anos, aproximadamente, para que as Escrituras Sagradas fossem concluídas e neste espaço de tempo muitos desses escritores não se conheceram e nem tomaram conhecimento da obra literária dos outros que se aplicaram à mesma tarefa. É notável perceber a unidade de pensamento que existe da primeira até a última página bíblica, o que prova que só uma Mente Divina inspirou a Bíblia Sagrada.

Além disso, em face do progresso tecnológico, que fornece aos escritores contemporâneos tanta praticidade e comodidade, eu pergunto a você: se realmente a Bíblia Sagrada não é divinamente inspirada qual é a razão, sendo escrita em tempos remotos e de maneira rudimentar, ainda não ter sido suplantada nos tempos modernos? Como se explica não se juntarem homens brilhantes, formados em biologia, astronomia, botânica, zoologia e todos os outros ramos da ciência avançada e elaborar um livro equivalente, ou melhor, do que as Escrituras, com poder se falar ao íntimo do ser humano com extremo poder revitalizador?

Eu respondo porque não é possível reproduzir o milagre das Páginas Santas: A Bíblia Sagrada é a mensagem do Criador às suas criaturas. As entrelinhas de cada livro falam profundamente ao coração dos leitores, acabando com insatisfações existenciais, porque é Deus se comunicando com a sua própria imagem e semelhança.

III – A dificuldade em crer, primeiro, para em seguida ver

Aos ateus e materialistas Deus não deixa provas da existência dEle. Acreditar nEle é um fato auto-evidente; é necessário crer no Criador para derrubar as barreiras de animosidades.
.

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam” – Aos Hebreus 11.6

IV – A dificuldade em interpretar corretamente Charles Darwin

No livro No Man Can Make A Seed, autor M. Ward, há o relato de que Lady Hope certa vez visitou Charles Darwin, criador da Teoria da Evolução. Ele estava lendo o livro Aos Hebreus, que é parte da Bíblia Sagrada, e disse ser o melhor livro que já se escreveu. Pouco antes de morrer contou que ao redigir sua obra Origem das Espécies fez questão de deixar assinaladas dúvidas em suas opiniões, mas que mesmo assim, surpreendentemente para ele, os homens fizeram das suas interrogações uma quase-religião.

Em vão, por mais de oitocentas vezes Darwin escreveu: portanto, suponhamos, daí, pode ser, talvez seja-nos permitido concluir...

A Teoria da Evolução nunca foi confirmada pela ciência como um fato. A ciência lança mão de três classificações de idéias: a hipótese; a teoria; e, a lei.

A hipótese é a conotação menos importante à classe científica. Só depois que uma hipótese passa por intensas investigações, por testes contínuos, completos, e permanece crível apesar de tais exames, então é considerada uma teoria.

Por sua vez, a teoria quando permanece inabalável aos constantes testes universais, então, recebe reputação de lei. Foi o caso da Lei da Gravidade, hipótese nas mãos de Isac Newton e depois da bateria de testes de Albert Einsten se transformou em uma lei.

Grande parte dos ateus fecha os olhos para essa realidade dos textos de Darwin. Talvez por não terem a facilidade de entregar o coração ao Criador e por não conseguirem compreender e nem aceitarem que, como criaturas, possuem conhecimento limitado no campo espiritual.

V – A dificuldade em driblar os maus exemplos de alguns cristãos

É verdade que existem péssimos exemplos no meio evangélico. Mas essas pessoas não devem ser tomadas como motivos de impedimentos para um ateu se aproximar de Deus.

Se você conhece comportamentos errados de algumas pessoas que se identificam como cristãs evangélicas, coloque em sua mente que a Bíblia Sagrada condena todos os religiosos hipócritas. E atenha-se à informação de que a Palavra de Deus nos incentiva a não olhar exemplos de meros mortais, pede de nós que olhemos e imitemos ao Senhor Jesus Cristo.

Devemos olhar para o Mestre Jesus, Ele é a fonte motivadora que nos fortalece e promove condições para alcançar o céu.

Para receber a salvação da alma humana não basta seguir uma religião. Existem religiosos enganados, eles dizem que nasceram na religião do pai deles e nelas morrerão. Essa frase é um eco e reflexo de tradições, mas o Evangelho não segue o padrão tradicional de nenhuma instituição humana.

Então, caro ateu, tome uma atitude racional entre você e Deus. No mais intimo do seu ser fixe seus pensamentos no Ser Superior, o Criador, Deus... Seja sincero e se apresente com as suas dúvidas, medos, erros, acertos e diga “estou aqui, me ajude a aproximar mais e ser salvo por Ti, em nome de Jesus Cristo”.

Havendo coração sincero e determinação para iniciar um relacionamento espiritual da sua parte, o Criador fará a parte dEle e agirá na sua capacidade de entendimento espiritual e muitas coisas que outrora eram de difícil compreensão passarão a ser dominadas pelo seu intelecto.

Cordialmente,

Eliseu Antonio Gomes


quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Referentes de religião entre os ateísmos de«O Estrangeiro»


«O Estrangeiro », de Alberto Camus, romance publicado em plena II Guerra Mundial ( Julho de 1942), é um livro tentador, lê-lo uma vez, implica um regresso à releitura. «Ler Camus » - dizia alguém- «é ficarmos com vontade de lhe apertarmos a mão.»
É um livro sobre a condição humana. O manuscrito do romance pretendia aparecer com um subtítulo: «O Estrangeiro, ou Um Homem Feliz ». A justiça, a indiferença, cada homem ser uma ilha na sociedade, as circunstâncias que fazem as tragédias, a desgraça do drama humano, a alegação de que a vida não vale a pena, a rejeição da transcendência, o assumir que Deus está ausente, seria contudo a sua trama. Há mesmo uma narração na primeira pessoa, lá para o final do livro, que impressiona «Eu estava agora completamente encostado à parede »- diz o protagonista.
O escritor Camus, resumira em 1955 o seu romance L,Étranger sob a constatação da angústia da personagem, que está perdida perante a vida, os concidadãos que não entende, o querer ser marginal a todos os rígidos sistemas, usando uma metáfora : «Na nossa sociedade, todo o homem que não chorar no enterro da mãe corre o risco de ser condenado à morte.»
Deste ponto de vista, é um livro que abre linhas de análise sobre a hipocrisia vigente desde sempre na sociedade humana. Das máscaras que um tem que usar para ser aceite na sociedade, contrariamente à singeleza da Verdade e das relações que Cristo ensinou baseadas no Sim,sim! Não, não!
É um livro que inquieta. Sobretudo porque somos levados a pensar nas formas que pode assumir a inumanidade do homem.
Ora, do ponto de vista cristão, designadamente do cristão evangélico, quanto mais livre o homem que ser de Deus menos humano é. Observando a inumanidade no homem, veremos que tem causas que residem no ateísmo, na rejeição de Deus e do domínio do Pecado. E incoerência das incoerências, considerar que existe o Pecado (a existência do mal, o sofrimento das crianças, etc.), sem a existência de Deus, é sem dúvida o absurdo.
É um livro, finalmente, que propõe a sólida realidade da indiferença diante do próprio destino humano, mesmo que se apresente O Estrangeiro como o romance que mostra a imagem da revolta individual de um homem.

MEURSAULT O INDIFERENTE
Uma indiferença perante a existência, a dos outros e a própria : « Hoje a mãe morreu.Ou talvez ontem, não sei bem »; «Disse que sim, mas que no fundo me era indiferente », uma vida que reage apenas ao momento hedónico, um vazio na alma, são, entre outras características, o que faz a personagem principal, Meursault, do romance camusiano. Neste a religião é tratada do mesmo modo, indiferentemente, tomando a justiça dos homens o seu lugar. Existem, no entanto, alguns referentes da religião entre o universo de O Estrangeiro no qual não há lugar para Deus, na armação psicológica do protagonista. Mesmo na narrativa minimalista com que o autor estruturou toda a narrativa, isso se percebe. De facto se Meursault fosse religioso, invocasse a existência de Deus, estivesse submetido ao Seu veredicto e disposto a aceitar Sua misericórdia, o livro não seria honesto, embora o romance seja também sobre a alma da personagem. Essa alma sobre a qual nos debruçamos e nada encontramos - como perorava no tribunal o procurador, dirigindo-se aos jurados, acerca do acusado Meursault, que «por causa do sol » tinha assassinado um árabe na praia.
«Dizia que, em boa verdade, eu não tinha alma e que nada de humano, nem um único dos princípios morais que existem no coração dos homens, me era acessível.»
Compreende-se assim que, durante todo o elemento tempo do romance, depois da prisão e de esperar pela execução da pena de morte que lhe foi aplicada, pelo tribunal de Argel, a personagem rejeite várias vezes a presença do capelão. «Não tenho nada a dizer-lhe ».
A negação de um confronto com o religioso, com a consciência de não ter a necessidade de respostas, mas a marcar a precisão de ficar em silêncio, de não ter palavras perante aquilo em que não acredita.
Antes do crime e prisão, os dias de Meursault corriam ao acaso e sob o sol até à ligação da noite, em que as luzes não deixavam de prolongar o «sabor» do verão, do sal e do vidro luminoso do céu sobre o mar. O hedonismo da personagem é em tudo isso mais do que evidente. Diante de tal, Deus é rejeitado porquanto protagonista e autor o querem ausente. O pensamento profundo de Camus e « a sua incurável dilaceração (de alma) », embora reconheça a ideia de Deus respeitável, afirma, noutro lugar: «Ele sente que Deus é necessário e que é preciso que exista. Mas ele sabe que Deus não existe nem pode existir.»
Para o protagonista do romance, a existência do divino era-lhe indiferente, para o romancista argelino, de expressão francesa, a existência ou não de Deus não era indiferente, fazia parte dos absurdos do mundo.

MEURSAULT PERANTE A RELIGIÃO
No próprio início de todo esse processo judicial até à invisível mas implícita guilhotina, a religião é invocada à personagem do romance, mas como derradeiro recurso ou confronto perante um culpado. As formas da religião, com que Meursault é confrontado pelo juiz de instrução, exibem um juiz e uma punição, mais do que um Salvador.
«Bruscamente levantou-se, dirigiu-se com grandes passadas para a extremidade da secretária e abriu uma gaveta. Tirou um crucifixo de prata e, agitando-o no ar, (...) com uma voz completamente diferente, quase trémula, gritou: «Conhece-O, conhece-O?. Respondi: «Sim, é claro que o conheço.» »
Em todo o caso, estava aberto o caminho para se poder falar de Deus e da capacidade divina de perdoar e de Jesus Cristo.
Esse método de «evangelizar» pertencia, contudo, à ordem das coisas, dentro do universo do juízo criminal e do presídio. Apresentava os julgadores como pessoas ética e moralmente capazes de exercer o papel divino na administração da justiça terrena.
«Disse-me então muito depressa e de um modo apaixonado que acreditava em Deus, que nenhum homem era suficientemente culpado para que Deus não lhe perdoasse, mas que para isso, era necessário que o homem, pelo seu arrependimento, se transformasse como que numa criança.»
Mas enquanto o juiz brandia o crucifixo diante dos olhos de Meursault, este ia dizer-lhe, se tivesse podido, «que não valia a pena obstinar-se ». Foi, porém, interrompido com a pergunta « se acreditava em Deus ». Respondeu que não.
Aqui desmorona-se a ponte que ligaria a referência sobre a necessidade de Deus à vida do homem, e deste homem na condição especial de criminoso, de pecador.
Embora o argumentário narrativo a partir deste ponto vá no sentido da rejeição do ateísmo. O juiz asseverou-lhe que «era impossível, que todos os homens acreditavam em Deus, mesmo os que não o queriam ver. A convicção dele era essa e, se um dia duvidasse, a vida deixaria de ter sentido.» O sentido da vida acaba por estar explícito na confissão do Cristianismo. É o instrutor do processo que o garante, ao voltar a exibir «a imagem de Cristo », no crucifixo, exclamando:
«Eu, sou cristão. Peço perdão pelos meus pecados a Este. Como podes não acreditar que Ele sofreu por ti? »
A atitude vital de Camus, as nuances entre o incrédulo e os cristãos que temperam as sombras do seu ateísmo começam neste ponto do seu romance. O que de resto não é novo, nem por acaso no autor. É célebre a Conferência do escritor no Convento dos Dominicanos, em 1948, com o revelador título O Não-Crente e os Cristãos .
No plano de quem não partilha das convicções dos cristãos, mas destes espera algo, é a tónica inicial dessa Exposição de Camus aos frades Dominicanos. Para o autor de O Estrangeiro, o Cristianismo não era «coisa fácil». Afirmou, entre outras
posições de honestidade, que «o cristão tem muitas obrigações, mas que não cabe precisamente a quem as enjeita lembrar a existência delas a quem já as reconheceu. Se alguém pode exigir alguma coisa do cristão é o próprio cristão.»
Contudo, o seu pensamento acerca dos cristãos e dos seus deveres é universalista.
«Não poderão deixar de se tratar de deveres que é necessário exigir de todos os homens hoje, sejam cristãos ou não sejam.» Não tendo podido, como disse nessa conferência, aceder à verdade cristã, não pode honestamente afirmar que a mesma é ilusória.
Por isso em O Estrangeiro sente-se a compreensão dos valores cristãos e simpatia para com os dogmas. O Sagrado na sua obra não admite sincretismos, mesmo para um autor-filósofo como Camus, o secularismo não o afasta do Eterno. Disse-o, de uma forma não romanesca, mas ensaística no seu O Mito de Sísifo : «Eu sei que uma pessoa pode viver neste século e crêr no eterno.»
Passados mais de sessenta anos da publicação de O Estrangeiro e dos restantes trabalhos literário-filosóficos, ainda hoje se promovem colóquios sobre o Sagrado na sua obra. Já se anuncia para 2007, o 7º Colóquio Internacional sobre o escritor, em Poitiers, sob o tema geral de Camus et le Sacré (Camus e o Sagrado).
De facto, na obra de Camus há uma base inteiramente racional e materialista, que no fundo aporta a esta assertiva: «Eu creio que dois e dois são quatro(...), e que quatro e quatro são oito.»
Todavia existe o outro lado. Existe indubitavelmente um ponto em que Camus concordou, exprimindo-o em O Homem Revoltado de um modo claro: «Ninguém pode desencorajar o apetite da divindade no coração do homem.»
Deus é necessário e faz falta que exista, é sem dúvida a síntese do «ateísmo» contraditório de Albert Camus. Mas o escritor afirma «saber» que Deus não existe nem pode existir, sendo esta a síntese do seu pessimismo racionalista, face ao absurdo do mundo.
Contudo, os aspectos fora da norma da religião, continuam a existir diante da personagem de O Estrangeiro. Quando este -o Meursault- parece dar sinais de ter baixado a sua guarda de ateu ou agnóstico, perante o juíz («Vês, vês!
Não é verdade que crês e que te vais confiar a Ele? »), é claro que, uma vez mais, disse que não. As tentativas de uma conversão mais exterior que na alma, pela persuassão prosélita, para que o peso da justiça humana tenha razão, não faz parte da teologia da Salvação. «C’est fini pour aujourd’hui, monsieur l’Antéchrist.»- acaba por concluir, cordial mas desanimado, o instructor do processo ( «Por hoje acabou, sr. Anti-Cristo »).
A personagem de Camus, em O Estrangeiro, é o anti-cristo, numa recorrência que faz jus às preferências do escritor pelo filósofo Nietzsche e às suas reflexões sobre este. Ainda assim não procurou ser o mentor ou o porta-voz de uma geração que vivia já no vazio deixado pela alegada « morte de Deus ». No que concerne ao Cristianismo, Albert Camus jamais lhe fechou as portas. Embora na sua estruturação do mesmo, o escritor tenha usado os materiais mais da história que da teologia. As próprias janelas que abriu, dirigem-se sobretudo para o sacrifício expiatório e cruento de Jesus Cristo.
Acerca do Salvador considera o «grande gesto heróico do seu sacrifício», e escreve em O Homem Revoltado que «Cristo veio resolver dois problemas principais, o mal e a morte, os quais são precisamente os problemas dos revoltados. A solução consistiu em os tomar a seu cargo.» E nesta afirmação mais do domínio da opinião (doxa), que do conhecimento (epistéme), Camus é reductor. Jesus Cristo resolveu, de facto, os problemas da morte e do mal, vencendo ambos na Cruz, mas sobretudo veio resolver a relação da criatura humana com o Pai Celestial. Veio para tornar os crentes filhos de Deus.
Camus teve sempre, na sua obra lírica ou raciocinante, um diferendo aberto com o mal na perspectiva de questionar se este era necessário à criação divina - se era assim, escreveu ele, «então a criação é inaceitável.» O que a Bíblia Sagrada e a teologia Cristã nos mostram é que Deus não criou o mal, obviamente.
Visto de outro ângulo, Camus vê o sacrifício de Jesus pela humanidade baseado num princípio de injustiça. «O cristianismo na sua essência e sua paradoxal grandeza é uma doutrina da injustiça, está fundado sobre o sacrifício do inocente e a aceitação desse sacrifício.»- escreve nos seus Cadernos. O sacrifício do Filho de Deus, como o próprio Deus, não podem ser submetidos ao julgamento moral do homem.
Ao contrário da sua personagem principal ( Meursault, no romance O Estrangeiro) Camus questiona Deus, coloca-O em julgamento, mas igualmente como ela escolhe viver sem a ajuda sobrenatural de Deus. Por isso, foi um escritor malogrado, sem futuro. Morreu aos 47 anos e a sua obra substituiu-o.

MEURSAULT E O ELEMENTO MATRIARCAL
Por fim, se a segunda parte do romance é a história de um processo em que tudo parecia ser verdade, do lado da acusação, e nada era verdade quanto ao retrato que se fazia da personagem acusada ( Voilà l’image de ce proces. Tout est vrai et rien n’est vrai. - exclamou o advogado de defesa: «Eis aqui a imagem deste processo. Tudo é verdade e nada é verdade.»), já a primeira parte sendo o desenrolar do quotidiano de um indiferente, é também o retrato de um homem no qual o elemento matriarcal acaba por se revelar do inconsciente religioso. Designadamente no que concerne ao respeito carinhoso pela sua progenitora.
Em outro romance, O Primeiro Homem, já publicado postumamente, o escritor traz ao nosso convívio cultural um aspecto tradicional das regiões do Norte de África, a tradição de que era intolerável um insulto à mãe.«O insulto à mãe e aos mortos constituíra desde sempre o mais grave nas costas do Mediterrâneo.»
Com efeito, eis um pormenor que pode parecer irrelevante, no início de O Estrangeiro, mas que confere ao leitor indícios de que, apesar de tudo, vai estar diante de alguma afectividade e alguma piedade demonstrativas de humanidade. Camus sublinha a sensibilidade filial, ao escolher cuidadosamente as expressões do seu protagonista, que se refere à sua mãe como maman : «Aujourd’hui, maman est morte ». É assim que começa o romance, originalmente. Meursault não é de todo a personagem fria e neutral, nem uma pedra nem um poço de insensibilidade. E só a centelha do divino que existe na criatura humana pode operar este milagre de perfuração da mais densa e poderosa pedra, de clarear a mais profunda e espessa sombra, mesmo que não se deseja ouvir falar de Deus, como era o seu caso, para poder ficar «tranquilo».
O elemento matriarcal, é sabido que em todas as sociedades é um referente religioso. Apesar de todas as aparências e critícas sociais, Meursault é o homem do Séc.XX, e sobretudo dos nossos dias neste novo século, o homem que ama a mãe, o pai, os progenitores, mas que afirma não ter tempo nem meios sociais no reduto do lar, leia-se família, para sustentar esse amor. Daí os lares para a terceira-idade, não poucas vezes meros depósitos como aquele em Marengo, onde estava a mãe de Meursault. - João Tomaz Parreira

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Debates na Bienal do Livro


Fé e descrença e O que estão fazendo com a igreja são temas principais


De 14 a 24 de agosto a Mundo Cristão participa da 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, disponibilizando suas obras em um estande de 40 m2, onde os cerca de 800 mil visitantes poderão conferir diversos títulos já consagrados e diversos lançamentos, que serão promovidos em dois eventos especiais.

Dia 21, no auditório B do Parque de Exposições Anhembi, será lançado O que estão fazendo com a igreja, escrito pelo Dr. Augustus Nicodemus e que aborda a ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro. O autor irá debater os temas abordados em seu livro, entre eles a origem e razões da existência de diferentes linhas teológicas no país, com o Pr. Paulo Romeiro, tendo como mediador o jornalista Sérgio Pavarini.

Trazendo à tona um tema relevante e pouco discutido em nossa sociedade, dentro e fora das igrejas, dia 22 a MC propõe um debate sobre a fé. Baseados na temática trabalhada por Ruth Tucker em Fé e descrença, também mediados por Sérgio Pavarini, o pastor Ricardo Gondim e os professores Jung Mo Sung e Luiz Felipe Pondé falarão sobre a dúvida e a crença nos conflitantes tempos atuais.

Lançamento O que estão fazendo com a igreja
Bienal do Livro, dia 21 de agosto, 19h - Auditório B
Participantes:
Dr. Augustus Nicodemus Lopes - Pastor, professor e chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Autor de O que estão fazendo com a igreja.
Pr. Paulo Romeiro - Jornalista, mestre em Teologia pelo Gordon-Conwell Theological Seminary, em Boston, e doutor (Ph.D.) em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo.
Moderação: Sérgio Pavarini - Jornalista e marqueteiro. Criador do PavaBlog.

Os interessados em participar deste evento devem confirmar presença até o dia 20 de agosto através do e-mail isabella@mundocristao.com.br

Será concedido um desconto de 40% na compra de O que estão fazendo com a igreja para as pessoas que confirmarem antecipadamente sua presença no evento e adquirirem seu exemplar no local.


Debate Fé e descrença
Bienal do Livro, dia 22 de agosto, 19h - Auditório B
Participantes:
Pr. Ricardo Gondim - Pastor da Igreja Assembléia de Deus Betesda, em São Paulo, é formado pelo Genesis Training Center (USA), autor de diversos livros, entre eles É proibido (Mundo Cristão) e Creio, mas tenho dúvidas (Ultimato).
Prof. Jung Mo Sung - Pós-doutorado em Educação e Doutor em Ciências da Religião. É professor da Universidade Metodista de São Paulo.
Prof. Luiz Felipe Pondé - Filósofo, professor da PUC - SP e da FAAP. Articulista da Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.
Moderação: Sérgio Pavarini - Jornalista e marqueteiro. Criador do PavaBlog.

Será concedido um desconto de 40% na compra de Fé e descrença para as pessoas que confirmarem antecipadamente sua presença no evento e adquirirem seu exemplar no local.

Os interessados em participar deste evento devem confirmar presença até o dia 20 de agosto através do e-mail isabella@mundocristao.com.br

Vagas limitadas.

A entrada nos eventos será gratuita. Ingressos para a Bienal a R$ 10,00 (público em geral). Mais informações em www.bienaldolivrosp.com.br.

Divulgação simultânea via: Amando Ao Próximo, Confeitaria Cristã, Daniel's Site, dLIVEr blog, Doxologia Brasil, Igreja Emergente e REDE VOX DEI.

domingo, 17 de agosto de 2008

Divulgando a Confeitaria Cristã

Atenas sem Igreja

Atenas Sem Igreja - Conferir no Portal da Aliança Evangélica
Texto-ensaio de João Tomaz Parreira
BlockquoteUma revista de referência internacional da teologia cristã evangélica como a Christianity Today sublinhou a importância do estudo sobre o apóstolo Paulo neste século XXI. Referindo comentários bíblicos e compêndios de teologia, trouxe a lume em Agosto de 2007 um extenso artigo, no qual a pregação de Paulo foi reavaliada e reafirmada e, também, acrescentada uma nova perspectiva sobre o apóstolo. Designadamente no que concerne à doutrina fundamental da Justificação pela Fé.Como sabemos, não foi esta a pregação de Paulo em Atenas. Nem o apóstolo escolheu, por si mesmo, deslocar-se aí. Não estava nas suas prioridades apostólicas e missionárias.Paulo poderia dizer como Demócrito(V a.C) «cheguei a Atenas, e ninguém me conheceu», como um sábio ignorado.
in Atenas sem Igreja Papéis na Gaveta

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ENTREVISTA: Ariana Ortega, Atleta de Cristo em Pequim


Ariana Ortega, é o nome da rio-clarense que tem vaga confirmada nas Olimpíadas da China. Ela é Faixa Preta 3º Grau de Kung Fu (Wushu/Sanshou), sabe o que está fazendo e aonde quer chegar.
Conheça um pouco mais sobre essa Atleta de Cristo determinada e cheia de vontade de fazer bonito em sua primeira disputa olímpica.

ADC: Qual era sua resposta quando perguntavam o que ia ser quando crescesse?
AO: Eu queria atuar na área da medicina. Mas após seis meses de estudo na Faculdade de Biomédicas, percebi que este não era o meu caminho profissional.

ADC: Desde quando você está envolvida com esporte?
AO: Meu primeiro esporte foi a natação, aos cinco anos de idade já competia. Depois tive uma vivência com o balé e a ginástica olímpica.

ADC: De onde veio o interesse por essa modalidade das artes marciais?
AO: Aos 16 anos estava em busca de uma atividade física que me proporcionasse novas habilidades além das que já conhecia e praticava através da educação física escolar. O interesse surgiu no momento em que assistia a uma aula de Kung Fu. Fiquei encantada com as coreografias de movimentos, o manuseio das armas, os exercícios para melhorar o condicionamento físico e o respeito que os alunos tinham entre si e para com o professor. Imediatamente me senti desafiada a praticar e, a partir daí, o rumo da minha vida mudou por completo.

ADC: O que o Kung Fu representa pra você?
AO: Representa o esporte e a profissão que escolhi para minha vida
Aos que queiram conhecer mais do esporte e do meu testemunho como Atleta de Cristo, convido a assistirem o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=mcn4RqSTEl0

ADC: Como é sua rotina de treinamento?
AO: Estou com um bom ritmo de treinamento visando obter um desempenho cada vez melhor nos treinos mensais da seleção brasileira e nos principais eventos de 2008: Campeonato Paulista, Jogos Regionais, VII Campeonato Pan-americano que será realizado em Campinas e a participação nos Jogos Olímpicos.

ADC: Quem foi seu maior incentivador (a)?
AO: Seria injusta ao citar nomes, pois tive incentivadores em minha família, na igreja e no trabalho.

ADC: No esporte, em quem você se inspira?
AO: Inspiro-me em atletas que treinam com seriedade e quando se tornam os melhores, conservam a humildade. Um exemplo é o Kaká.

ADC: Você tem um treinador-esposo/um esposo-treinador? Pode contar pra gente um pouquinho da sua vida familiar?
AO: Meu marido foi o técnico da seleção brasileira feminina no Mundial de Pequim. Ele é meu grande incentivador e me ajuda nos momentos de alegria e tristeza, mas apesar deste cargo, nosso relacionamento é normal, pois é necessário respeito: em casa ele não é meu técnico e no treino ele não é meu marido.

ADC: Gostaria que falasse sobre o período da lesão no quadril. Como foi esse tempo?
AO: Em 2003 fui classificada para o Campeonato Mundial de Kuoshu. Conquistei medalha de ouro em 3 modalidades: kati (rotina) mãos, arma média e combate. A intensidade dos treinamentos provocou uma lesão no quadril que me impossibilitou de praticar qualquer tipo de atividade física. Durante meses busquei vários tratamentos médicos, mas nenhum solucionava meu problema. Os meses passavam e a sensação de invalidez foi afetando meu lado emocional e agravando ainda mais o quadro clínico.
Sempre em oração pedi a Deus que colocasse um profissional que fosse capaz de me tratar. Foi quando o Prof. Nivaldo Baldo da clínica Phisiosport me diagnosticou e elaborou um tratamento que me possibilitou voltar a treinar.

ADC: No período de tratamento, você pensou em desistir de tudo? E o que te deu mais força nesse período?
AO: Não, sempre mantive a esperança de voltar a treinar, por mais distante que essa volta parecesse. Quando voltei aos treinos, senti que estava indo bem e que poderia dar mais um passo a frente. Então tomei coragem para voltar a competir.
O que me deu mais força nesse período foi a confiança em Deus. Como está no Salmo 144:1-2 "Bendito seja o Senhor, a minha Rocha, que treina as minhas mãos para a guerra e os meus dedos para a batalha. Ele é meu aliado fiel, a minha fortaleza, a minha torre de proteção e o meu libertador, é o meu escudo, aquele em quem me refugio."

ADC: Como você conquistou sua vaga nas Olimpíadas?
AO: Quando voltei a competir em 2005, tinha como meta participar do Campeonato Mundial de Wushu no Vietnan. Participei de todas as etapas até vencer o Campeonato Brasileiro. Entretanto, não fui convocada para a seleção, por não ter um histórico anterior nos eventos da Confederação Brasileira de Kung Fu Wushu (CBKW).
Mesmo assim, não desisti.
Em 2006, fui convocada para o time que representou o Brasil nos Jogos Pan-americanos de Toronto - Canadá. Foi um excelente aprendizado, conquistei o título de Vice Campeã.
Em 2007, melhor treinada e mais experiente, fui campeã Sul-americana e obtive a 5ª. colocação no mundial de Pequim, que me classificou entre as oito atletas que irão disputar o torneio que será realizado durante os Jogos Olímpicos de Pequim de 21 a 24 de agosto deste ano.

ADC: O que sentiu quando foi classificada para Olimpíadas?
AO: Senti-me feliz e agraciada por Deus me permitir esta conquista.

ADC: Quais são as expectativas para Pequim?
AO: O torneio será um encontro das melhores atletas do mundo em suas melhores condições físicas e técnicas, mas, apesar da dificuldade, meu objetivo é treinar forte para conquistar uma medalha olímpica.

ADC: Desde quando você conhece a Jesus?
AO: Eu o conheço desde pequena, minha mãe sempre me falava de Jesus e ensinava alguns louvores. Eu conhecia algumas histórias bíblicas, orava a Deus, mas não tinha um compromisso com Ele. Voltei a freqüentar a Igreja no ano de 2000 e dois anos depois fui batizada.

ADC: Que diferença isso faz na sua vida?
AO: Hoje tenho paz de espírito, alegria no viver e segurança.

ADC: O que pensa sobre esporte-evangelização?
AO: O esporte é um excelente instrumento de evangelização!
Pois trás benefícios relacionados ao bem estar e saúde e consegue levar a mensagem de Cristo aos lugares de maior resistência ao evangelho.

ADC: Como são suas orações em relação a sua carreira?
AO: Agradeço pelo direcionamento que Ele deu a minha vida após as tribulações, peço que Ele me dê disciplina nos treinos, me proteja de lesões, me use como instrumento da Sua Palavra, que eu possa dar um bom testemunho, me permita fazer uma boa luta e, se for da Sua Vontade, me dê a vitória.

ADC: Qual o trecho predileto da Bíblia?
AO: Não tenho trecho predileto. Muitas passagens falaram muito ao meu coração e me preencheram em diversos momentos da minha vida. Mas gosto muito de Ester 4: 12-14: "Quando Mardoqueu recebeu a resposta de Ester, mandou dizer-lhe: "Não pense que pelo fato de estar no palácio do rei, você será a única entre os judeus que escapará, pois, se você ficar calada nesta hora, socorro e livramento surgirão de outra parte para os judeus, mas você e a família do seu pai morrerão. Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?""
Esta passagem nos lembra o compromisso que temos em proclamar a Palavra de Deus, pois, se não fizermos, Deus colocará outra pessoa para fazer a Sua obra.

ADC: Como é pra você lidar com as filosofias orientais tão arraigadas nessa modalidade?
AO: Agradeço a Deus por manter minha mente e meu coração distante das coisas que não o agradam. Na minha visão eu pratico o esporte Kung Fu, usufruo os benefícios que essa atividade me proporciona, e aprecio os valores morais que norteiam as artes marciais: disciplina, paciência, perseverança, respeito e humildade.

ADC: Você já pensa no que vai fazer quando deixar de competir?
AO: Após o término da temporada de competições que envolvem as Olimpíadas, quero continuar trabalhando, treinando e se for da vontade de Deus, ser mãe.

ADC: Como gostará de ser lembrada?
AO: Como uma atleta de Cristo.

FONTE: ATLETAS DE CRISTO -www.atletasdecristo.org

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Sinfonia/Symphonía

As línguas é o que têm, quando se universalizam entram no património de família de todos. E algumas palavras trazem em si conotações que vão além do seu significado mais comum. Um termo de ontem, dos tempos brilhantes de Homero, multiplicou-se até hoje. É o caso do vocábulo sinfonia.

Roland Barthes, o malogrado filósofo também da linguagem, chamava a estas palavras anfibológicas. Significam ao mesmo tempo duas coisas diferentes, não é porém o caso de «sinfonia».
De um modo geral, escrevia ele em «Roland Barthes por Roland Barthes», que o contexto de uma dessas palavras obriga a escolher um dos dois sentidos e a esquecer o outro. «São as palavras duplas», que, no entanto, « mantém os dois sentidos como se um deles piscasse o olho ao outro».

Sinfonia ou, como no grego koiné, symphonía (harmonia, harmonioso, coexistência), abarca o acordo entre as pessoas, a harmonia de sentimentos entre comunidades e povos, e a reunião harmónica de sons.

No princípio era o acordo, a concordância, e estava mais ao alcance dos homens que dos deuses.
Homero escrevia classicamente na Odisseia o termo synesis, o «acordo» entre dois rios, na sua junção. E na Íliada também a palavra «juntar» tinha o mesmo sentido e a sua forma e uso eram explícitas.

A língua helénica, na sua vertente franca, o Koiné, está também na base da doutrinação cristã e dos textos sagrados do Novo Testamento.
Com efeito, lemos a palavra «sinfonia» no Evangelho Segundo Mateus (18,19), no Novum Testamentum Graece.
E aí tratava da harmonia dos concordes, no que respeitava à doutrina e à vivência em comunidade cristã.
A ética cristã colocava ao lado do ideal da concórdia entre os homens, no mundo, a fé de que o Céu sancionava e respondia às petições dos membros da comunidade chamada Igreja.
Diz o texto sagrado «também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus».

Aqui nós temos um exemplo de um outro processo interessante para a presença das palavras gregas em línguas europeias. O verbo «concordarem» tem para nós hoje o mesmo sentido e infere-se dele um outro sentido mais universal que, sendo a harmonia dos contrários, está bem patenteado no que se designa desde a antiquíssima Ática por Olimpíadas.

Não será por acaso, contudo, que no decurso destes Jogos Olímpicos, e adstrita aos mais despudorados interesses políticos, económicos e geo estratégicos, das duas potências Federação Russa (Ossétia do Sul) e Estados Unidos (Georgia), a sinfonia esteja a ser estragada pelos ruídos da guerra.
Com outra palavra a intrometer-se como causa primordial: Petróleo. Usado hoje em todas as línguas, não foge à lógica de unir pelos piores motivos. -J.T.Parreira

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A questão dos judeus

Nota de pé-de-página (3)

Blockquote A questão dos judeus com as Escrituras residia no facto de eles serem fiéis depositários das palavras de Deus.

in Papéis na Gaveta

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Metendo a mão na cumbuca!

Ano passado, em setembro, publicamos o artigo sobre política, reproduzido abaixo. Não é uma prática corriqueira para mim, prefiro os inéditos. Mas, pela urgência do assunto... Ficou grandinho, mas vale a pena ler. Lamentável que muitas lideranças não terão oportunidade de fazê-lo. Inserimos algumas revisões. Aguardo seus comentários.

Isenção, sim, omissão, não!

A política brasileira está caótica, disso ninguém duvida. Os fatos recentes atestam a falência completa do modelo de governo ora em funcionamento no Brasil, senão do próprio Estado. Das Câmaras de Vereadores às Assembléias Legislativas, das Prefeituras ao Palácio do Planalto, os conchavos, as negociatas, as conveniências e os desmandos brotam com a conivência dos eleitores, através dos seus votos. Não custa lembrar que os políticos não caem de Marte, são nossos vizinhos, amigos e parentes. Entre eles estão nossos irmãos da igreja. Entretanto, há algo de errado no modelo de política ora em curso, porque os que desejam agir corretamente são gradativamente banidos de cena. Mas não é sobre isso que quero falar.

Na guerra do voto, a igreja evangélica, em função de seu expressivo crescimento numérico, experimenta o assédio no topo e na base. No topo, se tenta constranger a liderança regional ou local a decidir-se pelo apoio a um determinado candidato, o que, em tese, carrearia os votos dos eleitores para o escolhido. Digo em tese, porque esta idéia já se confirmou verdadeira, mas não se sustenta mais. Meu avô, que era pastor numa pequena cidade de nosso Estado, recebia os seus membros no dia da eleição para aconselhá-los em quem votar, e eles votavam mesmo! Quando os membros, entre outras coisas, começaram a observar as motivações da liderança para os apoios (e isto não necessariamente se confirma no caso dele), cada um passou a se autogerir na matéria, e em outras que não são a razão desta mensagem.

Os políticos descobriram que este modelo axiomático pode ser carcomido, cooptando lideranças menores através de cargos, por exemplo. Foi o que fizeram alguns prefeitos, vereadores e deputados empregando tais lideranças menores ou seus indicados, especialmente seus filhos, tornando-os reféns, compromissados pelo favor outrora recebido. Neste cenário, não importa o direcionamento dos líderes mais elevados, pois os menores já estarão compromissados, trazendo consigo seus satélites, que são poucos por si mesmos, mas somados serão um enorme contingente. É uma lógica perversa, que pulveriza o poder, e serve aos interesses mais imediatos, repulsivos e complexos.

Por complexo entenda-se tirar muitas vezes o único sustento de alguém. E por repulsivo negociar a própria honra. É o que aconteceu a um presbítero amigo nosso, que até animais sacrificou em encruzilhadas, vendendo a própria alma para ser eleito. Diz-se que foi possuído por um demônio e estebuchando ficou ali, como um adepto de uma seita afro. Se formos falar da corrupção entre nossos parlamentares, basta citar o seguinte fato: no famoso Escândalo das Sanguessugas, dos 283 deputados envolvidos, boa parte deles fazia parte da chamada “bancada evangélica”!

Temos, então, que a motivação para tal abertura política seja o fato de que muitos líderes mais elevados auferiram benefícios para si mesmos ou para pessoas de sua família, instaurando explicitamente o “vale-tudo” político, no qual o interesse principal era o benefício pessoal. Essa debandada atrás de vantagens corroeu a igreja evangélica de Norte a Sul. Grandes pregadores abdicaram de suas chamadas para serem “usados por Deus na política”. Eu conheço um, de origem japonesa, que pregava muito por aqui, hoje está apagado. Outros foram inflados por lideranças expressivas, e ai de quem se contrapusesse a elas, pois estariam condenados ao degredo, onde ainda estão muitos de nossos irmãos, que com amor tentaram mostrar aonde chegaríamos nessa "torpe ganância". Em troca do apoio, filhos, netos e parentes dos mais diversos níveis foram instalados nas Câmaras, nas Assembléias Legislativas, nas Prefeituras e nos Governos em geral. Indicados para cargos expressivos, que não precisavam de concurso, ganhando bem porque alguém podia fazer a indicação.

Lembro que estava numa determinada Ceia do Senhor, quando, perto do final, chega um deputado evangélico, candidato à reeleição. O pastor daquela congregação aparentava ser um homem espiritual, gostava de orar e profetizava. Em dado instante, chamou a atenção do público e anunciou: Está aqui o irmão fulano de tal. Ele é nosso deputado, etc e tal. Já votei nele cinco vezes, e votarei tantas vezes se candidate. Resumo: dois filhos eram apadrinhados pelo dito político, recebendo bons salários por sua indicação. Benefício direto. Um dos irmãos saiu daquela Ceia revoltado, enquanto eu fiquei pensando: Coitado, veio cear e foi induzido a murmurar!

A mensagem que se pregava para convencer os incautos, era que a igreja precisava de alguém para defendê-la. Grupos de pressão estariam contra nossa liberdade religiosa (que por sinal não foi conseguida pela política partidária, mas pela política institucional, quando houve uma imensa influência americana e inglesa protegendo os pais das igrejas evangélicas brasileiras), e era preciso defendê-la. No caldeirão que se formou, entraram os neo-pentecostais, que pragmaticamente elegeram candidatos, para depois perdê-los para a corrupção (veja outros artigos neste mesmo blog). No fundo, todos nós sabemos que se o salário de um vereador, deputado, prefeito ou governador fosse o mínimo, de R$ 415,00, sem quaisquer regalias, ninguém estaria tão disposto a defender a igreja. A motivação é, portanto, a seguinte equação: o salário + as mordomias = o poder temporal que a igreja execrou por longo tempo. Quem não gostaria de duas férias anuais?

Neste contexto, determinadas lideranças menores imaginaram que poderiam correr atrás de seu próprio “pé-de-meia”, e o processo culminou no ponto em que estamos. O cenário desenhado é de falta de sintonia, fragmentação de tendências, por que os interesses são diversos e vorazes. Imagino que para solucionar a equação e minimizar suas repercussões, só restou a possibilidade de esvaziar o poder de tais pessoas. Mas não é muito simples, porque o senso comum vem nos dizer que tirar a vantagem depois de dada sempre causa dor. Melhor seria que nem tivéssemos metido a mão nesta verdadeira cumbuca!

O assédio na base é um ciclo rasteiro em cima da ignorância e da ingenuidade de nosso povo. Como disse aqui no blog dias atrás, perguntei a uma moça porque ela ia votar num determinado deputado estadual, e ela me respondeu com outra pergunta: Qual o deputado que mais traz cantores de renome para nosso Estado? Este raciocínio permite que se promovam concentrações e shows gospel, disfarçados de comício. Como se pregar a Palavra de Deus fosse atribuição de candidato, numa completa inversão de valores. Nisto é inegável o prejuízo para a própria pregação do evangelho, porque os “Domicianos” oportunistas infiltram-se entre nós com o intuito único de ganhar a eleição, e beneficiar um ou outro indicado, que da forma como é feito o processo de escolha não faz muita diferença. Os cantores agradecem os gordos cachês e as mordomias, que agora se estendem aos pregadores. Virou chique pregar em showmício, disfarçado de concentração. Almas que é bom? Poucas, quando não nenhuma. Sem contar que muitas dessas despesas são financiadas com dinheiro público, através de notas fiscais duvidosas. Quando o Ministério Público cair em cima, muitos dirão que é o Diabo. Ouvi falar de empresas de fachada criadas para "cobrir" a farra, mas vamos deixar pra lá...

Temos, portanto, que a base é semi-analfabeta política, que alguns líderes estejam interessados em candidatar-se ou apoiar alguém e o estrago feito. Como se isso fosse pouco, ainda ecoa uma ponderação: Se nossa igreja, enquanto denominação formada por seus membros, é um grupo social, então precisa definir o apoio a algum candidato. Se não apóia, não pode cobrar. Esse raciocínio é o preferido dos candidatos, um ardil dos mais sutis para “engordar corações”. Um pastor, amigo meu, disse-me certa vez: Não podemos cobrar, se não votamos em alguém. Isso é uma falácia de primeira grandeza, e nela se apóiam os políticos brasileiros. Criam feudos onde ninguém entra. Ora, pensemos em nosso Estado. Por que um deputado estadual eleito na região de Caruaru não pode defender um projeto do interesse de Olinda? Segundo este raciocínio traiçoeiro, a resposta seria: Porque quem o elegeu foi Caruaru! Ora, o tal é deputado do Estado todo, logo é sua obrigação atuar em todo Pernambuco! Eles, espertos como são, se arvoram nesse senso comum para se omitir no que é importante para uma região onde não atuam.

Por outro lado, a igreja não é de ninguém, é uma organização interregional. Como pode ficar à mercê de um acerto aqui ou ali, uma cor partidária qualquer ou todas elas? Como pode arcar com o custo político de apoiar determinada candidatura? E se tal candidato vier a escandalizar o evangelho, a igreja pode bancar o custo político do problema? A igreja pode servir ao projeto pessoal de poder de alguém?

Todo esse palavrório, é para mostrar que a igreja pode, sim, se isentar dessa nojeira que se tornou a política brasileira. O que não podemos fazer é nos omitir. Devemos aconselhar nossos membros a votar corretamente, na intenção de mudar o perfil político partidário de nosso País. Enquanto isso, devemos nos fortalecer institucionalmente, enquanto organização séria e respeitada, para que possamos participar da transformação social que nosso povo precisa, assunto que tratarei em outro post.

Meu lema: isentos, sim, omissos, não.

Por fim três fatos:
Assistia a uma palestra de um renomado pastor, escritor e conferencista de renome mundial, no templo central das Assembléias de Deus em Recife/PE. Era a eleição de Lula x Collor, em 1990. Em dado instante ele disse: Meus irmãos não votem em Lula. Deus me mostrou o mapa do Brasil, com uma serpente o envolvendo, na testa da qual estava uma estrela, e a sigla PT no meio. Não duvido que isto tenha acontecido, haja visto os grandes escândalos do Governo Lula. Mas, Deus só não revelou a ele que Collor sacrificava animais em rituais de bruxaria.

O Superintendente da UMADAL havia viajado para o Equador. Eu era o secretário, e não havia vice-superintendente. Um dirigente, adepto de determinado deputado, católico de carteirinha, promoveu uma tal de “Caminhada pela Paz”, com o intuito de evangelizar. O percurso tinha uns cinco quilômetros (para quem conhece ia de Cruz de Rebouças - Igarassu ao centro de Abreu e Lima/PE). Decidi percorrer o caminho a pé, até porque íamos todos juntos cantando e louvando a Deus. Começaram a chegar os carros de som do “home”, eram vários, até aí era tolerável a situação. Em dado instante, ele com uma parte de sua família sobem a um dos carros e começam a acompanhar a caminhada. Acenam, vibram e falam com o povo de cima dos carros. Não acreditei, eu era o superintendente, pois o estava representando dado que viajando se encontrava, e não fui convidado a subir em carro algum?! Por respeito aos meus amigos e irmãos fui até o fim da passeata. Não o faria novamente. Agora deixe me dizer um detalhe: é notório que o tal candidato nunca gostou de evangélicos.

Trabalhei nas empresas de um candidato a deputado. Certa vez resolvia um bug no sistema em seu escritório político, quando surge um pastor. Ele conversou com o pastor, e quando este saiu começou a caçoar, dizendo: Estás vendo Daladier, teu irmão, o pastorzinho está na minha mão! E ainda traz os votos das ovelhinhas pra mim! Ouvi o deboche revoltado, não com o candidato, que por sinal é espírita e umbandista, mas pela manipulação que aquele líder estava fazendo no meio da igreja que Jesus lhe havia confiado. É assim...

Publicado originalmente em Reflexões Sobre Quase Tudo!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Movimento Literário

You send me your poems
I'll send you mine
Robert Creeley

Vamos trocar nossos poemas
Como quem troca os olhos
Com cumplicidades
Uma veloz palavra
Tenderá a sair do círculo
Deixará para trás
Ângulos obtusos e a tautologia
Das quatro paredes
Trocaremos nossos silêncios, ínfimos
Nadas com profundidades
Mandem vossos poemas
Em especial os que rimam
Contra a corrente
Mandarei os meus.


Poema de J.T.Parreira

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A Nike e Jesus Cristo

.
O boné contendo o símbolo da Nike na cabeça de um atleta com fama mundial, com toda certeza precisa que a empresa abra o caixa dela e pague a divulgação do seu logotipo. Milhões são gastos em publicidade.

É a estratégia do patrocínio. Uma mão lava a outra.

O mesmo boné, na cabeça de um ilustre desconhecido é só uma proteção contra o sol . Não existe recompensa pela divulgação. E talvez, até, o usuário tenha o comprado, gerando lucros à Nike duas vezes. Divulgando-a e pagando para fazer a divulgação.


Jesus Cristo não precisa de peças publicitárias para se manter no mercado. Mas, nós precisamos muito dEle. E já tendo conhecido Sua Pessoa, levemos outros a conhecer também e usu
fruir de tudo de bom que Ele nos proporciona.

O nome de Jesus Cristo é uma marca forte. Identifica a autoridade poderosa do Filho de Deus.

Tenha sempre esse Nome na sua cabeça. Jamais se esqueça da autoridade deste Nome em sua vida e divulgue-O sem nenhuma espécie de temor ou vergonha. Fazendo isso, seja você alguém rico ou pobre, famoso ou um anônimo no meio da multidão, ganhará a sua recompensa aqui nesta vida e no porvir, muito mais do que possa imaginar.

O Filho de Deus nunca fez e nem fará distinção entre pessoas famosas e anônimos, ricas e pobres.



E.A.G.

Rio de Águas Vivas

Ezequiel 47.1-12; João 7.38

1) Crer em Jesus Cristo como diz as Escrituras

Isaías 53.1-6
1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? 2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. 3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. 4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.

- Crer no calvário -
- Crer na ressurreição – Jesus não permaneceu sob o poder da morte
- Crer em sua segunda vinda
- Crer na vida na Glória – 1 Coríntios 15.17-20

17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 18 E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. 20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.

2) Efeitos (benefícios) de crer em Jesus

a) O Rio sai do santuário
- É na presença de Deus que a graça se manifesta
- É da casa de Deus que provem a bênção

b) Há um crescimento contínuo
- tornozelos – joelhos – lombos – não se podem atravessar

Provérbios 4.18
18 Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.

1 Coríntios 13.12
12 Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.

c) As águas se movem

- em direção aos lugares onde existe morte para trazer a estes locais a vida

- Efésios 3.20
20 Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós,

- Tito 3.5
5 não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,

Em Ezequiel 47:12 lemos: “Junto ao rio, as ribanceiras de um lado e do outro, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer; não fenecerá a sua folha, nem faltará o seu fruto; nos seus meses, produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário, o seu fruto servirá de alimento, e a sua folha, de remédio.”

Prestem atenção no que vão ouvir amados: Cada um de vocês aqui presentes, representam uma destas árvores. Cada um de nós somos uma destas árvores; o fruto que você dá é o evangelho que você prega, esse é o alimento que você dá a quem tem fome; e a sua folha que serve de remédio, é uma palavra de ânimo, de encorajamento, de força, de vida, que você dá a uma pessoa que esteja precisando em determinado momento. E enquanto você estiver enraizado na beira deste rio, cujas águas correm do santuário, não fenecerá a sua folha, nem faltará o seu fruto.

Isto não é obra nossa, mas do Espírito Santo que em nós habita:

João 16.8-11
8 Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: 9 do pecado, porque não crêem em mim; 10 da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; 11 do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.


Efésios 5.26, 27
26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, 27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.

Apocalipse 22.1
1 “Então me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.”

Esse rio está correndo bem aqui no meio desta igreja querido! O fornecimento abundante de água vivificante vem do trono de Deus, e essa água corre bem aqui no meio igreja!

Todos juntos vamos ler o Salmo 46:
1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. 2 Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; 3 ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam. 4 Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. 5 Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã. 6 Bramam nações, reinos se abalam; ele faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve. 7 O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. 8 Vinde, contemplai as obras do SENHOR, que assolações efetuou na terra. 9 Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo. 10 Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. 11 O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.

O Senhor está te dando da água da vida nesta noite, Ele está pondo à sua disposição um rio igreja amada! Se você quer receber a água da vida comece a glorificar, glorifique à Deus, adore à Deus, abra sua boca igreja e glorifique!!!

João 4.11-14
11 Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? 12 És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado?
13 Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; 14 aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.

João 7.37
37 ¶ No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38 Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.

Isaías 55.1-4
1 Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. 2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. 3 Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi. 4 Eis que eu o dei por testemunho aos povos, como príncipe e governador dos povos.