quinta-feira, 31 de julho de 2008

A ilusão das obras da carne

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Epístola do apóstolo Paulo aos Gálatas


16Portanto, vos afirmo: Vivei pelo Espírito, e de forma alguma satisfareis as vontades da carne! 17Porquanto a carne luta contra o Espírito e o Espírito contra a carne. Eles se opõem um ao outro, de modo que não conseguis fazer o que quereis. 18Contudo, se sois guiados pelo Espírito, já não estais subjugados pela Lei. 19Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem, 20idolatrias e feitiçarias; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e 21inveja; embriaguês, orgias e tudo quanto se pareça com essas perversidades, contra as quais vos advirto, como já vos preveni antes: os que as praticam não herdarão o Reino de Deus!

22Entretanto, o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, 23mansidão e domínio próprio. Contra essas virtudes não há Lei.

Fonte: versão King James Atualizada (Abba Press).


E.A.G.

terça-feira, 29 de julho de 2008

A Bíblia adaptada ao gosto do leitor... Pode?

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Por: Anne M. Cetas

Uma edição adaptável

Meditação: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino… e para a instrução na justiça. (2 Timóteo 3:16).

Leitura: Mateus 5. 43.48.

Conheço um homem que acha que poderia haver interesse em um novo tipo de Bíblia. Ele diz, sarcasticamente, que uma editora deveria criar uma Bíblia eletrônica que permitisse ser reescrita enquanto é lida nos bancos das igrejas. Dessa forma, as pessoas e as igrejas poderiam fazer com que a Bíblia dissesse aquilo que elas gostariam de ouvir. Essa versão poderia ser chamada de B.E.A.L. (Bíblia Ecumênica Adaptável Localmente), e poderia ser vendida a qualquer igreja, independentemente do que ela crê.

É claro, ele estava brincando, mas nós podemos ser tentados a aceitar tal produto. Jesus nos dá alguns ensinamentos difíceis! Como cristãos, nosso desejo é de sermos obedientes a ele nas nossas escolhas e atitudes, porém às vezes resistimos à Palavra de Deus e talvez desejaríamos abrandar os seus mandamentos.

Encontramos alguns dos ensinamentos difíceis de Jesus, no Sermão do Monte. Em Mateus 5 ele diz: "Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem" (v. 44). É isso que ele nos diz que devemos fazer, e sabemos que não podemos simplesmente apagar esse ensinamento. Temos que aplicá-lo à nossa situação pessoal com a capacitação do Espírito Santo.

A Palavra de Deus deve ser obedecida pelos seus filhos. Somos nós os que precisamos ser "revisados" – e não as Escrituras.

Fonte: Nosso Andar Diário - Ministério RBC

Inscrição no gupo “Mensagens Q Edificam” (Google): E-mail: mensagensqueedificam@gmail.com

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Salmo 15

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SENHOR, quem habitará no teu santuário?

Quem poderá morar no teu santo monte?

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Aquele que é íntegro em sua conduta e pratica o que é justo,

que de coração fala a verdade.

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e não usa a língua para difamar,

que nenhum mal faz ao semelhante

e não lança calúnia contra o seu próximo,

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que rejeita quem merece desprezo, mas honra os que temem o SENHOR,

que mantém a sua palavra, mesmo quando sai prejudicado,

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que não empresta o seu dinheiro visando lucro nem aceita suborno contra o inocente.

Quem assim procede nunca será abalado.

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[ Nova Versão Internarcional ]

domingo, 27 de julho de 2008

Três poemas


Cantiga de ninar

Há uma ciranda de crianças e luz;
E a luz é dessas crianças,
E as crianças são dessa luz.

Tudo em derredor tudo canta
E um Rei que é uma Rocha rege
O coro de todas as coisas.

Há provisão
De sorriso e perdão.

Não há precisão
Do sol ou das estrelas,
Dos planetas ou do luar:
Um que é a Rocha
Ilumina o lugar,
E o lugar que ilumina
Tem o nome de TUDO.

E o amor de Deus é aqui
Um tão grande estrondo
Que ensurdeceu para sempre
Tudo que era vazio.


A LIBERTAR

"Foi para isso que o Filho do homem se manifestou,
Para destruir as obras do diabo." 1Jo 3:8

Há homens que vivem
Em cima do muro


Há homens que vivem
De um dos lados do muro


Há homens que sobem
E descem do muro
E mudam de lado



Há homens que destroem o muro.


Venham para Jesus, amigos meus! Vamos viver a derrubar os muros!



A Ciência Última

Você estorva tuas capacidades cognitivas
para calcular a pluralidade
das estrelas anãs da galáxia de Andrômeda
e a abrangência do cinturão de Órion

Se desdobra em centenas de cismares,
a efetuar um juízo de valor
sobre o mapeamento e a duplicação genética

Força, funde, ferra tua cuca
tentando apreender
a Teoria das Supercordas e a do Campo Unificado...

Quando o segredo central do Universo
(a partícula menor e a maior,
a primeira e a última,
o plano piloto,
o Elo,
o amor ágape*)
está no fundo dos olhos de qualquer criança.


E tua filhinha tem só sete anos.

* 1 Coríntios 13:1-3; 1 João 4:7-21.

Sammis Reachers

do livro A Blindagem Azul
(Clique aqui para baixar, ou aqui para ler on-line).

sábado, 26 de julho de 2008

Devemos obedecer os nossos pais incrédulos?

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Com a proximidade do Dia dos Pais, apresento esta reflexão bíblica.
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Por Dennis Allan
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Apesar de todos os obstáculos que o diabo coloca no caminho dos jovens, alguns demonstram a pureza de coração para se submeterem ao Senhor na sua juventude (Eclesiastes 12:1). Devemos agradecer a Deus pelos jovens fiéis.
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Alguns desses jovens se encontram sozinhos nas suas famílias, sem nenhum apoio dos seus pais. Pais incrédulos ou afastados de Deus não guiam os filhos no caminho de Deus e podem até atrapalhar a jornada do jovem discípulo. Nestes casos, o filho é obrigado ser obediente aos pais?
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Deus ordenou as relações humanas pela definação divina de diversos papéis. Estes papéis não determinam o valor de uma pessoa diante do Senhor, nem identificam superioridade moral ou espiritual. Os princípios de Deus governam relacionamentos entre seres humanos nesta vida, e devem ser respeitados por todos.
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Antes de considerar a situação de filhos e pais, vamos examinar as instruções de Deus sobre algumas outras relações humanas. Desta maneira, ficará mais fácil compreender a vontade dele para os filhos de pais descrentes.
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Submissão aos oficiais do governo.
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O Novo Testamento foi escrito durante o domínio do governo romano e seus imperadores pagãos e cruéis. Pedro falou para os cristãos sujeitarem-se às autoridades do governo (1 Pedro 2:13-17). Paulo ensinou a mesma coisa (Romanos 13:1-7).
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Submissão aos senhores no trabalho.
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Os cristãos sempre devem ser bons funcionários, mesmo quando os seus superiores não forem pessoas boas e justas (1 Pedro 2:18-20).
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Submissão ao marido.
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As mulheres devem ser submissas aos maridos. Mesmo se o marido for descrente, a mulher deve obedecê-lo (1 Pedro 3:1-2).
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E os filhos?
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Com estes exemplos, torna-se fácil entender que filhos de pais incrédulos ainda devem ser submissos. A instrução dada em Efésios 6:1-3 aplica-se geralmente aos filhos, tanto de pais cristãos como de pais descrentes.
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Uma exceção importante.
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Em todos esses casos, devemos lembrar que a autoridade de Deus ultrapassa qualquer autoridade humana. Se uma pessoa em posição de autoridade mandar fazer algo que contradiz as ordens de Deus, os seus subordinados devem desobedecer aquela instrução e fazer o que Deus manda. O mesmo apóstolo Pedro que ensinou submissão ao governo recusou obedecer uma ordem dos líderes em Jerusalém, dizendo: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).
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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Site Vende Lugar ao no céu!

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Abro o coração da minha alma

Nunca fui um homem de alegrias excessivas. Com algum sentido de humor, sim. Ironia quanto baste, como a do profeta Elias, na mesma linha que seguiu da ironia alimentada pelo conhecimento sobre as religiões e os rituais que caminham pelo absurdo.

Mas foi preciso chegar aos 60 anos para ser triste. Tristeza existencial, uma contradição nos seus termos na doutrina da soteriologia, parte da Teologia que trata a doutrina da salvação do homem por Jesus Cristo? Não necessariamente. A alegria que a salvação proporciona ao crente é interior, inunda os rios interiores na divisão da alma e do espírito. Os pensamentos e os propósitos do coração de um crente estruturam-se na alegria de ser salvo. Sem dúvida. Delícia, júbilo, prazer, palavras sinónimas para alegria na Bíblia.

Uma das ligações semânticas mais belas que encontro nas Escrituras Sagradas, é da autoria de Paulo, e liga o exercício da misericórdia com a alegria, isto é, o exercer compaixão, perdão, piedade e caridade. Está na Carta aos Romanos(12,8). Nada mais dramático do que «perdoar» com uma fácies de tristeza estampada, como uma desumana divindade grega.
Mas a aplicação abrangente e mais definitiva do vocábulo alegria como parte estruturante do Reino de Deus, é também o mesmo apóstolo, na mesma epístola (14,17), que discorre sobre ela.
Curioso é que na língua grega Hilarotés, também esteja a significação para a vontade súbita de rir. Assim como no termo chara se encontre o sentido de calmo deleite, ao mesmo tempo que alegria pela prática do bem, e desde os gregos que este estado tocava o espírito, a alma e o corpo.

Mas como rir perante o teatro do mundo? Como rir diante dos sincretismos, dos relativismos, de hoje? Como rir quando se perde um amigo, quando vamos às margens da morte despedir um amigo?

A minha tristeza radica no intelecto, nada de pretensioso, diga-se. É uma tristeza que parte da observação da existência, como parte da avaliação da realidade. Não é apenas por puro discurso teológico que a Bíblia assevera que a «alegria do Senhor é a vossa força».

Esta base estruturada para a alegria do povo de Deus, no tempo de Neemias (8,10), pelo seu reencontro com a Palavra de Deus e com o Senhor mesmo, indicava os mais comuns gestos como comer e beber e as mais nobres atitudes como repartir pelos que possuíam menos ou nada tinham. Não era dia para lamentações, prantos e choros, mas sim para o exercício da alegria, a alegria por Deus estar também alegre com seu povo arrependido.

Mas postado diante do mundo, hoje, sou triste.
Triste como Charles Dickens ante a realidade que estampou no seu livro Tempos Difíceis/Hard Times, em que as crianças e os trabalhadores explorados eram as vítimas; triste como Ezra Pound, o poeta dos Cantos, diante da Usura; triste como o Álvaro de Campos, heterónimo de Pessoa, ao ver o mundo com o pessimismo do grande poema A Tabacaria, como se tivesse razão e, infelizmente, teve-a. Tudo do domínio da Literatura, dirão. Mas quem poderá ter a veleidade de se afirmar triste, com aquela tristeza que só é divina, de Jesus perante a cidade de Jerusalém? - J.T.Parreira

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Aceitando a Paternidade

Nunca tinha pensado nisso. Que ao nascer de novo precisa-se de um pai e uma mãe. Precisa-se de um ambiente de amor e carinho, de aceitação e afeição. Para nascer de novo precisa-se de aceitar isso, precisa-se de passar por necessidades, de aceitar ser cuidado e tratado.

Para nascer de novo tem que se tornar como bebê, criança, neném.

É necessário, pois sem aceitar o amor não se ama. E sem nascer de novo não se entra no Reino de Deus, não. Porque Deus é amor.

v.carlos

domingo, 20 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Isabeli Fontana irrita gays: "Não gostaria de ter filho homossexual"

da Folha Online

Internautas gays criticaram a modelo Isabeli Fontana por falar que não gostaria de ter um filho homossexual, durante o programa da Hebe no SBT na segunda-feira (30). Veja o vídeo da declaração.

Isabeli Fontana afirmou que não gostaria de ter um filho gay durante o programa "Hebe".

A profissional que alcançou o status internacional que Isabeli alcançou deveria pensar um pouco mais nas palavras que saem da sua boca. Uma pessoa como ela forma opiniões. Não se trata de ser engajada com mil causas --acho esse Bono Vox way of life um porre. Mas ela poderia pelo menos não atrapalhar, dando uma declaração homofóbica em rede nacional", opinou o blog Na Ponta dos Dedos.
Reprodução
O assunto também rendeu comentários no blog Queer Girls:

"Já sabemos que existem milhares de artistas de mente fraca e preconceituosa, mas deixar isso evidenciado em rede aberta pro Brasil todo saber, isso sim é que eu chamo de tombo na passarela. Torçamos, então, para que Zion e Lucas não sigam o mal exemplo da mãe e sejam crianças que, desde cedo, aprendam a respeitar e entender as diferenças", postou uma leitora no blog.

No sistema de comentários da Folha Online, a fala de Isabeli também gerou controvérsia. Alguns leitores defenderam a modelo.

"A lei nos obriga apenas a tolerar diferenças, mas ninguém é obrigado a gostar de ninguém, e por enquanto ainda não somos obrigados a mentir sobre nossas preferências", escreveu Gerson Luiz Armiliato, de Cascavel (PR).

Houve quem contasse casos pessoais para sustentar sua opinião.

"Tenho 38 anos e tenho um irmão que é gay. Desde que me entendo convivo com isso. Sempre o amei e nunca o discriminei. Nossa família o entende e aceita. Mas também tenho três filhos e de uma coisa tenho certeza: não gostaria que um deles fosse gay", defendeu Claudio Wallace.

A Folha Online procurou Isabeli Fontana, mas a modelo ainda não deu resposta ao pedido de entrevistas.

Confira o diálogo

A discussão sobre homossexualidade veio à tona devido à presença do ator Lugui Palhares, que interpretou o personagem gay Carlão na novela global "Duas Caras", de Aguinaldo Silva. Hebe Camargo questionou a sexualidade de Palhares, que afirmou ser heterossexual e apontou sua mulher na platéia. Também sentada no sofá da apresentadora, Isabeli comentou que, se fosse seu filho, não queria que ele fosse gay.

Após a polêmica declaração, Hebe --que busca atrair um público mais jovem em seu novo horário-- defendeu a modelo e tentou minimizar a situação, afirmando que um filho gay "cria muitos problemas". Quando Palhares disse que era necessário entender a sexualidade do filho, a apresentadora do SBT afirmou que o comentário de Isabeli também precisava ser aceito. "Mas é questão de opinião, é a opinião dela, o filho é dela...", disse Hebe.

A seguir, veja o trecho do diálogo entre Isabeli Fontana, Hebe Camargo e Lugui Palhares.

Isabeli Fontana: "É, a gente não tem que ter preconceito, mas filho meu eu não gostaria que fosse [gay]. Sim, é um mínimo preconceito... Eu adoro... Tenho vários amigos gays, amo de paixão, mas filho meu eu não gostaria que fosse".

Hebe Camargo: "Mas você não gostaria que seu filho fosse..."

Isabeli: "Ô!"

Hebe: "É, porque cria muitos problemas..."

Lugui Palhares: "Mas... Mas se ele fosse, você teria que..."

Isabeli: "Aceitar?"

Lugui: "Aceitar e saber entender, porque talvez aí você vai olhar com outros olhos, de outro ângulo..."

Isabeli: "Tentar entender, mas de outra forma? É, mas eu quero que seja...[heterossexual]"

Hebe: "Mas é questão de opinião, é a opinião dela, o filho é dela..."

Lugui: "Com certeza".

Isabeli: "Eu tinha que aprender a lidar com a situação, mas que é difícil, é, né?"

Fonte: Folha Online / Ilustrada

Veja mais neste blog: ABGLT - NINGUÉM SONHA EM TER FILHOS GAYS!

quarta-feira, 16 de julho de 2008


Breve análise exegética dos oito elogios de Jesus à Igreja de Éfeso

1) Conheço as tuas obras

O verbo conhecer oijda (lê-se, óida) está conjugado no tempo perfeito, modo indicativo. O tempo perfeito tem a seguinte característica: é um tempo cuja ação atribuída ao verbo nunca cessa. Jesus não apenas conhece ou conheceu sua igreja num determinado momento, mas continuará a conhecendo eternamente. O fato de o Senhor dizer que conhece as obras de alguém, não se restringe a estar inteirado, de passagem, informado por terceiros, mas conhecer plenamente as implicações de quem as faz.

Obra no original grego é e[rgon (lê-se érgon), que vem de e[rga (lê-se érga), obras, do tipo que criam um histórico da vida de uma pessoa ou do monumento moral de uma determinada idéia, como a Lei em Rm 2:15. O termo está no plural, indicando que o trabalho da igreja de Éfeso não era limitado, nem resumido, mas multiforme. É a mesma palavra utilizada, por exemplo, em Lc 24:19: ... Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo. Ou Jo 1:2: E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos. Deus sabia como a igreja em Éfeso se esmerava para oferecer seus préstimos da maneira mais adequada e variada possível.

2) Conheço o teu trabalho

Trabalho aqui é kovpon (lê-se kópon), que vem de kovpo" (lê-se kópos), e denota trabalho duro (como traz a KJV, hard work), esforço, labor até a exaustão. O verbo kopiawv (lê-se kópiaô), trabalhar, era comum nos dias apostólicos para denotar o afinco com que os apóstolos e discípulos se dedicavam a anunciar a Palavra de Deus. Paulo o usa várias vezes para referir-se à labuta diária em prol do evangelho. Em I Co 4:12a, por exemplo, é referido assim: E nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. O esforço diário da igreja de Éfeso não passava despercebido pelo Senhor dela. Ele sabia até mesmo quando mental ou moralmente a igreja estava exausta, fazendo questão de renovar as suas forças. Note a distinção entre obras e trabalho, obras é o resultado, trabalho é o meio empregado para alcançá-lo.

3) Conheço a tua paciência

Nos acostumamos a misturar duas palavras gregas e seus conceitos para paciência. A primeira, utilizada aqui, é uJpomonhv (lê-se, rrypomonê), vem de uJpomonhvn (lê-se, rrypomonên) e se refere á paciência como o dom de perseverar. Esta palavra ocorre 32 vezes no NT, e ora é traduzida como perseverança, como em Lc 8:15: E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança. Observe que os frutos não virão com facilidade, mas com paciência, em meio às adversidades. Em Apocalipse, que é o livro da expectativa, ocorre sete vezes. Em 1:9, 2:2,3,19, 3:10, 13:10 e 14:12.

A outra palavra/conceito que utilizamos para paciência é ejgkravteia (lê-se, egkratéia), que significa domínio próprio, autocontrole. Esta é a palavra utilizada em II Pe 1:6, para temperança. Gálatas 5:23, lista a temperança como um fruto do Espírito. Como já dissemos fruto não é algo para curto prazo, mas resultado de um longo processo de amadurecimento. Uma alma exige tempo para estar pacificada.

4) Não podes sofrer os maus

A palavra sofrer aqui é bastavzw (lê-se bastazô), significa suportar, tolerar, agüentar. É utilizada em Rm 15:1, por exemplo: Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Leia Gl 6:2 com a mesma idéia. Uma dimensão interessante da palavra está em Mt 3:11, quando João diz que não é digno de levar as sandálias de Jesus.

Não poder sofrer os maus é não tolerar sua maldade, nem compactuar com ela. Remonta-nos ao Salmo 1, onde o que não se associa à maldade é bem-aventurado. A igreja de Éfeso era uma igreja que procurava se desviar do mal (Jó 1:1). O conceito de retidão está implícito aqui, reto é o que se desvia do mal. Aliás, na teologia rabínica, reto é aquele que sob a luz intensa não produz sombra em direção alguma. Ou seja, confrontado com o olhar de Deus, que tudo vê, nada lhe desabona.

5) Provaste os que de dizem apóstolos

Provar aqui é peiravzw (lê-se péirazô), que tem o sentido de teste. Jesus, por exemplo, foi levado ao deserto peirasqh`nai ujpoV tou` diabovlou (lê-se, péirasthênai rypo tu diabolu) para ser tentado pelo Diabo. Um excelente exemplar do termo ocorre quando Marcos registra a pergunta de Jesus no cap 12, vers 15a: Por que me experimentais?

A prova, entretanto, não é aquela predisposição para reprovar, mas o medo de ser engodado, que deve levar os crentes a examinar a harmonia do que as pessoas fazem e dizem com as Escrituras Sagradas. Os pseudo apóstolos (falsos apóstolos) estavam por toda parte, induzindo erros e conveniências pessoais, com a finalidade, muitas vezes inconsciente e de boa fé, de destruir o caminho dos santos. Portanto, não basta uma análise superficial e tendenciosa, devemos provar as pessoas!

O final do versículo argumenta: E os achaste mentirosos. O pensamento judaico afirmava que a mentira em princípio parece uma verdade. Assim como as palavras hebraicas rq#v# (lê-se, sheqer), mentira e tm#a$ (lê-se, emet), verdade possuem vogais e quantidade de letras idênticas. Mas como a mentira não pode se apoiar sobre uma perna só (todas as letras de sheqer possuem uma perna única), acaba por se revelar como tal. Os efésios não apenas detectaram o mal, como acusaram o prejuízo que estar a seu lado causaria.

6) Sofreste e tens paciência

A palavra bastavzw (lê-se bastazô), sofrer, se repete aqui. Notemos, porém, que o sofrimento improdutivo é humano ou maligno. O sofrimento segundo Deus produz resultados eternos, pois culmina em paciência. O sofrimento por si só não credencia ninguém a nada diante de Deus, nem mesmo a ser salvo. Há uma pedagogia no sofrimento, que se adequadamente compreendida eleva espiritualmente o ser humano, caso contrário, se torna masoquismo barato.

7) Trabalhaste pelo meu nome e não te cansaste

O termo kovpon (lê-se kópon) ressurge. João mostra que o esforço exaustivo agora não foi pelo engrandecimento pessoal, mas pela glorificação do nome que é sobre todo o nome, o nome de Jesus. O objetivo de todo o trabalho que se faz na igreja é esse, que ao nome dEle seja dada toda a glória. A glória pessoal é perigosa e inspirada pelo Príncipe das Trevas. Este trabalho, enquanto esforço que se faz aqui na Terra, não tem fim, até que o salvo seja liberto do corpo da carne, na morte ou na ressurreição. Por isso o arremate de que não pode haver cansaço em quem o faz.

A Igreja histórica experimentou em vários momentos este problema. Quando se sentava sobre os louros, achando que já havia feito tudo, o pecado e os problemas prevaleciam. Não por acaso a palavra usada no original para não te cansaste é kekopivake" (lê-se, kekopiakes), redobrar o esforço, arrematar o trabalho.


8) Odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio

Odiar aqui é misei`" (lê-se, misséis) que vem de misevw de (lê-se, misséô), aborrecer, odiar, detestar. É utilizada, por exemplo, em Mt 5:43 e 24:10, para falar do ódio entre pessoas, ou entre elas e Deus, o que é uma tônica constante na maioria das 40 ocorrências do verbo. As exceções vão para o ódio ao pecado e suas conotações. Hb 1:9, por exemplo, diz que o Filho, Jesus, ejmivshsa" ajnomivan (lê-se, emissêssas anomian) odiou a iniqüidade. É justamente deste ódio que o texto fala, pois não podemos jogar as pessoas e seus atos no mesmo lugar comum.

Por sua vez, a palavra nikolaitw`n (nicolaitôn) nicolaítas é um termo composto. Vem de ni`ko" (lê-se, nikós), vitória, e laov" (lê-se laós), povo, vitória sobre o povo ou vitória do povo. Conforme a tradição seriam discípulos de Nicolau, um diácono da Igreja Primitiva (At 6:5). Os nicolaítas eram integrantes do clero que buscavam dominar a igreja do Senhor, conforme suas preferências pessoais. A doutrina dos nicolaítas é a ditadura religiosa, é o homem no trono e a denominação no centro. É o papa, bispo, padre, pastor etc. no trono e a denominação no centro dos acontecimentos.

Em Cl 2:18a Paulo havia pressentido este problema quando disse: Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade... Tais líderes imaginavam que a igreja era uma conquista de alguém, quando, na verdade, foi constituída na presciência divina. Historiadores dão conta que Nicolau criou uma casta clerical que estava livre das ordenanças apostólicas, às quais era permitida toda sorte de apostasias. Além disso, ensinavam que os salvos podiam viver como o mundo, já que eram livres em Cristo. Seus ensinamentos se tornaram a base para a doutrina calvinista da segurança eterna. Concebiam que o arrependimento correspondia à confissão de pecados a um padre, que podia perdoá-los, sem a necessidade de santificação diária.

Vamos admitir por um momento a outra conotação do termo nicolaítas, vitória do povo. A famosa democracia religiosa que tantos desejam, esquecendo que Deus é o que rege sua igreja, porquanto anda no meio dos castiçais e prova-os pela sua Palavra, além de a ter comprado com seu sangue. Não, queridos, o governo da Igreja pode até ouvir os membros como parte do processo decisório, mas jamais poderá subordinar seus rumos aos caprichos de quem quer que seja. Jesus é o Senhor da Igreja!

Conclusão

Vemos uma enorme riqueza dos termos aqui utilizados. A carta à igreja em Éfeso abre a série apocalíptica que revela o amor de Deus por sua igreja, e sua preocupação para que nada possa interferir na salvação dos crentes. Os elogios aqui referidos não são louros sobre os quais se acomodar, são motivos de orgulho e parâmetros seguros para quem quer agradar a Deus. Odiar uma doutrina em voga não é ir contra a maioria, é buscar a vontade de Deus. Não podemos admitir, como servos de Deus, desvios doutrinários e permissividade como um desfecho das profecias. Esta é uma mera desculpa para a omissão. O Deus que vive e vê (Gn 16:13) está atento a tais coisas.

Bibliografia

· GINGRICH, F. Wilbur e DANKER, Frederick W. Léxico do Novo Testamento Grego/Português: Vida Nova, 1993

· RIENECKER, Fritz e ROGERS, Cleon. Chave Lingüística do Novo Testamento Grego: Vida Nova, 1994

· Concordância Fiel do Novo Testamento: Editora Fiel, 1994

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Um poema de Mário Barreto França


Último Combate

- “O combate será a uma hora da tarde!”
Foi a voz que se ouviu, como horrível alarde,
Ao longo da trincheira... E o dia era tão lindo!...

- Como é belo morrer quando se vai sorrindo
Para a luta cruel, numa manhã como esta,
Toda cheia de luz, toda cheia de festa!...

(Era um belo rapaz que me falava.)

- Escuta,
(Perguntei-lhe) não tens receio desta luta?
Ele não respondeu, porém, sentidamente,
Cantou ao violão uma canção pungente...
E me disse, depois, com olhos rasos dágua:
- Não! Eu não temo a morte! O que me causa mágoa
É me sentir tão longe, é me ver tão sozinho
E não voltar jamais ao calor do meu ninho,
Onde, entre beijos bons de minha doce esposa,
Meu filhinho me espera, e, esperando, repousa...
Quando eu vim para cá, beijando-me, ele disse
Uma frase qualquer, uma linda tolice...
Mas, depois, enxugando uma lagrimazinha,
Deu-me um livro, dizendo: “É uma lembrança minha,
Papai! Quando o senhor estiver em perigo,
Leia este livro, ouviu?! Jesus é nosso amigo!
E o senhor não será mais sozinho nem triste,
Porquanto onde Ele está tudo o que é bom existe!”
E ele continuou a cantar. Que tristeza
Começava a pesar em toda a natureza!...
E eu fiquei a invejar sua alma comovida,
Porque era triste só no deserto da vida...

A chuva começara a cair lenta e fina...
Como interrogação fatídica, a colina
Mostrou-se ao nosso olhar, cheio de nostalgia,
Perversamente verde e tristemente fria.
... ... ... ... ... ... ... ...

A luta começou terrível. A metralha
Ia levando a morte ao campo de batalha.
Gritos, imprecações e vozes de comando
Juntavam-se no espaço escuro e formidando...

Pungente agonizar de uma tarde cinzenta,
Tarde que quis ser linda e que foi tão cruenta!...

Quando a noite caiu, negra e fria, tornou-se
Mais bárbaro o combate. Era como se fosse
Rude destruição de uma cidade antiga
Pelo ódio figadal da vingança inimiga.

Quando a manhã raiou, o combate findara,
Mas era horrível ver tudo o que se passara...
Espraiei meu olhar pelo campo assolado,
E o pranto me feriu o coração magoado:
É que aquele soldado, inda tão moço e alheio
A essas contradições do Destino, encontrei-o,
Ensangüentado, assim, de bruços na trincheira,
Prendendo ao coração, numa ânsia derradeira,
Da esposa e do filhinho, um retrato cinzento,
Colado à capa azul de um Novo Testamento.

Do livro Primícias da minha Seara

Originalmente em: http://poesiaevanglica.blogspot.com

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Como o Pava me ensinou sobre Deus


Diferente dos outros livros que recebi desta vez eu estava em casa. E fui eu mesmo quem assinei o registro do Sedex para receber. Pronto o Pava tinha cumprido sua promessa. Acabei ganhando inteiramente grátis o livro: Falsos, Metidos e Impostores de Brennan Manning.

Na verdade tudo começou com trocas de e-mails na época do aniversário do Pava. Ele apreciou meu e-mail e respondeu me convidando para ser Moderador de uma de suas comunidades no Orkut. A comunidade como fiquei sabendo depois era do Brennan Manning e ele ofereceu tentar arrumar o novo livro do autor para mim.

Logo que abri o pacote e também o livro pude ver a dedicatória exposta na imagem lá em cima. O desejo do Pava foi concretizado realmente durante a leitura minha vida foi conduzida a momentos de integridade e comunhão profunda com Abba Pai. A leitura de Brennan realmente é demais!

De novo agradeço ao Pava.

Aproveitem e entrem na Comunidade.

Sobre a única ação possível


A maioria das pessoas não está satisfeita com o resultado da vida que leva. A vida de Cristo em seus seguidores não pode ser satisfatória a não ser que eles adotem o propósito de Cristo para com o mundo que ele veio redimir. Fama, prazer e riquezas não passam de palha e cinzas em contraste com a alegria ilimitada e permanente de colaborar com Deus no cumprimento dos seus planos eternos. Aqueles que estão investindo tudo no empreendimento de Cristo estão tirando da vida seus dividendos mais agradáveis e valiosos.

J. Campbell White

sábado, 5 de julho de 2008

Moralidade contra a Aids dá certo

Governo de Uganda incentiva a abstinência sexual e a fidelidade conjugal para impedir o avanço da doença.

Portal CRISTIANISMO HOJE

Uma campanha de conteúdo assumidamente moralista está ajudando a controlar a epidemia de Aids em Uganda, nação localizada no coração da África. Baseada na abstinência e na fidelidade conjugal, a iniciativa já é apontada como um dos motivos da redução dos casos da doença entre os ugandenses. Há 15 anos, trinta por cento da população local eram portadores do vírus; hoje, este índice beira os 7%, um dos mais baixos do continente. Uma das estratégias da campanha é influenciar os grupos de risco de disseminação da Aids, como os caminhoneiros. Um pôster espalhado pelas estradas, postos de gasolina e outros locais de grande circulação diz o seguinte: “Um motorista responsável se importa com sua família; ele é fiel à sua mulher”. Aos solteiros, o apelo é ainda mais direto – a campanha simplesmente defende a abstinência até o casamento. E, para os casados, a ênfase é na monogamia.
Uganda é uma nação com forte influência cristã. O presidente Yoweri Museveni, a exemplo do colega americano George W.Bush, se diz um born again christian, ou seja, um cristão renascido. A primeira-dama ugandense, Janeth, é ainda mais religiosa. Diversas ONGs que atuam na prevenção e na assistência a doentes de Aids no país aprovam a campanha, que é baseada nas letras ABC: “A” de abstinência; “B” da expressão em inglês be faithful, ou “seja fiel”; e, “C” de condom, o preservativo. Ou seja, a camisinha é apontada como último recurso para aqueles que não conseguem se segurar. Logo, Uganda está na contramão da maioria dos outros países, inclusive o Brasil, que baseiam suas campanhas anti-Aids na idéia do sexo seguro, mas sem mencionar padrões comportamentais ou normas morais. Pelo jeito, a receita ugandense está dando certo.

Veja matéria complementar sobre Uganda e o Ministério Watoto no link:
www.cristianismohoje.com.br/artigo.php?sessao=Solidariedade&sessaoid=33460&artigoid=33579.

Infância

Um silêncio e depois uma voz
que tropeça nas palavras

uns pequenos olhos redondos
com a vida toda
olhos que regressam
de um papagaio azul
ou de qualquer coisa
sem culpa

voz preguiçando entre
o sim e o não
o teu silêncio tem
o sabor das rosas quando abrem.

J.T.Parreira

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Três Verdades Consoladoras para a Igreja


Texto Base: 1 Coríntios 10.13

Introdução:

Os que estão em Cristo não podem viver despreocupados com as tentações que apelam pela nossa velha natureza carnal. Nem estamos livres dos ataques de satanás. Nem os crentes do passado, nem nós.
- Deus não se agradou deles - v.5
- Cobiçavam coisas más - v. 6
- Eram idólatras - v.7
- Eram imorais - v. 8
- Colocavam o Senhor à prova - v. 9
- Murmuravam - v.10
- Todas estas coisas tiveram respostas de Deus e nos servem como exemplos - v.11
- Paulo nos afirma que nós também podemos cair nos mesmos pecados - v.12
"Calvino escreveu que o versículo 13 foi escrito por Paulo para consolação e encorajamento da igreja".

1) Primeira Verdade Consoladora: Deus é fiel

"Deus é o protetor comprovado de seu povo, e se dependermos inteiramente Dele, Ele é fiel!"
1 Pedro 1.5 - Somos guardados pelo poder de Deus
Romanos 3.3 - Nem mesmo a incredulidade desfaz o poder de Deus
Nem mesmo a nossa infidelidade desfaz o poder de Deus.
Isaías 43.1-3, 5 - As tentações são controladas pelo Senhor para que elas não ultrapassem nossos limites humanos.

2) Segunda Verdade Consoladora: A tentação é sempre suportada

A palavra tentação significa teste, provação
- O próprio Jesus reconhece que foi tentado - Lucas 22.28
A fidelidade é Dele.
- Se não confiamos em Deus, a mais fraca tentação vai desafiar e subjugar a nossa vida.
- Nossa natureza é inclinada a ceder á tentação
- Cristo é nosso abrigo seguro em toda e qualquer tentação - Filipenses 4.7

3) Terceira Verdade Consoladora: A tentação é vencida com a Graça de Deus

"Ele proverá livramento"
- O livramento é a Graça, o agir de Deus.
- Deus disponibiliza recursos espirituais; ceder à tentação é covardia.
- Se cedemos à tentação estamos "dizendo" para Deus que os recursos que Ele nos disponibiliza são insuficientes. - Hb 2.18
- Nós caimos porque quando somos tentados não vamos à Jesus!
Mesmo assim Ele é poderoso para resolver e recolher os "cacos" de nosso vaso quebrado.
Mateus 4 - A tentação de Cristo - (O pão/ a glória dos reinos/ a vaidade)

Conclusão:

1 Pedro 1.3-9 - Certeza ABSOLUTA do Caminho certo.

Não há como impedir que a tentação venha. Mas se conhecermos a Graça de Deus, basta que usemos a autoridade da Palavra de Deus e a tentação será vencida.

a) A resistência melhora a qualidade moral do nosso ser;
b) Há uma bem aventurança para quem resistir - Tiago 1.12 (A Coroa da Vida)
c) "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia." 1 Coríntios 10.12

(Sermão pregado pelo Rev. Célio Miguel da Silva, nos dias 22 e 29 de Junho de 2008, na Igreja Presbiteriana do Farol, em Maceió-Alagoas)
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"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
(2 Coríntios 13 : 11)

Márcio Melânia

terça-feira, 1 de julho de 2008

As verdadeiras armas de destruição em massa

As armas de fogo pequenas e leves são responsáveis pela morte de 600 mil pessoas todos os anos no mundo. Isso faz delas as verdadeiras armas de destruição em massa.

Segundo o Small Arms Survey, de Genebra, estima-se que existam cerca de 639 milhões de armas pequenas em circulação em 110 países, que representam a metade da população mundial. Dessas, apenas 37,8% pertencem às Forças Armadas, 2,8% às polícias, e a enorme proporção de 59,2% estão nas mãos da população civil.

No Brasil, essa proporção de armas nas mãos da sociedade, e não do Estado, sobe para 90%, isto é, mais de 15 milhões de armas, mais de 50% ilegais1.

Diferentemente das drogas, produzidas e comercializadas ilegalmente, as armas são legalmente produzidas e, em certo ponto, ingressam no mercado clandestino. Por isso, uma vez controlado o mercado legal, torna-se possível o controle do comércio ilegal.

LEIA O ARTIGO COMPLETO, CLIQUE AQUI.