quarta-feira, 2 de julho de 2008
Três Verdades Consoladoras para a Igreja
Texto Base: 1 Coríntios 10.13
Introdução:
Os que estão em Cristo não podem viver despreocupados com as tentações que apelam pela nossa velha natureza carnal. Nem estamos livres dos ataques de satanás. Nem os crentes do passado, nem nós.
- Deus não se agradou deles - v.5
- Cobiçavam coisas más - v. 6
- Eram idólatras - v.7
- Eram imorais - v. 8
- Colocavam o Senhor à prova - v. 9
- Murmuravam - v.10
- Todas estas coisas tiveram respostas de Deus e nos servem como exemplos - v.11
- Paulo nos afirma que nós também podemos cair nos mesmos pecados - v.12
"Calvino escreveu que o versículo 13 foi escrito por Paulo para consolação e encorajamento da igreja".
1) Primeira Verdade Consoladora: Deus é fiel
"Deus é o protetor comprovado de seu povo, e se dependermos inteiramente Dele, Ele é fiel!"
1 Pedro 1.5 - Somos guardados pelo poder de Deus
Romanos 3.3 - Nem mesmo a incredulidade desfaz o poder de Deus
Nem mesmo a nossa infidelidade desfaz o poder de Deus.
Isaías 43.1-3, 5 - As tentações são controladas pelo Senhor para que elas não ultrapassem nossos limites humanos.
2) Segunda Verdade Consoladora: A tentação é sempre suportada
A palavra tentação significa teste, provação
- O próprio Jesus reconhece que foi tentado - Lucas 22.28
A fidelidade é Dele.
- Se não confiamos em Deus, a mais fraca tentação vai desafiar e subjugar a nossa vida.
- Nossa natureza é inclinada a ceder á tentação
- Cristo é nosso abrigo seguro em toda e qualquer tentação - Filipenses 4.7
3) Terceira Verdade Consoladora: A tentação é vencida com a Graça de Deus
"Ele proverá livramento"
- O livramento é a Graça, o agir de Deus.
- Deus disponibiliza recursos espirituais; ceder à tentação é covardia.
- Se cedemos à tentação estamos "dizendo" para Deus que os recursos que Ele nos disponibiliza são insuficientes. - Hb 2.18
- Nós caimos porque quando somos tentados não vamos à Jesus!
Mesmo assim Ele é poderoso para resolver e recolher os "cacos" de nosso vaso quebrado.
Mateus 4 - A tentação de Cristo - (O pão/ a glória dos reinos/ a vaidade)
Conclusão:
1 Pedro 1.3-9 - Certeza ABSOLUTA do Caminho certo.
Não há como impedir que a tentação venha. Mas se conhecermos a Graça de Deus, basta que usemos a autoridade da Palavra de Deus e a tentação será vencida.
a) A resistência melhora a qualidade moral do nosso ser;
b) Há uma bem aventurança para quem resistir - Tiago 1.12 (A Coroa da Vida)
c) "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia." 1 Coríntios 10.12
(Sermão pregado pelo Rev. Célio Miguel da Silva, nos dias 22 e 29 de Junho de 2008, na Igreja Presbiteriana do Farol, em Maceió-Alagoas)
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"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
(2 Coríntios 13 : 11)
Márcio Melânia
terça-feira, 1 de julho de 2008
As verdadeiras armas de destruição em massa
As armas de fogo pequenas e leves são responsáveis pela morte de 600 mil pessoas todos os anos no mundo. Isso faz delas as verdadeiras armas de destruição em massa.Segundo o Small Arms Survey, de Genebra, estima-se que existam cerca de 639 milhões de armas pequenas em circulação em 110 países, que representam a metade da população mundial. Dessas, apenas 37,8% pertencem às Forças Armadas, 2,8% às polícias, e a enorme proporção de 59,2% estão nas mãos da população civil.
No Brasil, essa proporção de armas nas mãos da sociedade, e não do Estado, sobe para 90%, isto é, mais de 15 milhões de armas, mais de 50% ilegais1.
Diferentemente das drogas, produzidas e comercializadas ilegalmente, as armas são legalmente produzidas e, em certo ponto, ingressam no mercado clandestino. Por isso, uma vez controlado o mercado legal, torna-se possível o controle do comércio ilegal.
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domingo, 29 de junho de 2008
Entrevista com Silas Tostes – Coordenador do 5ª Congresso Brasileiro de Missões

1- Como está a preparação para o 5º CBM?
Silas Tostes - Poderia dizer que excelente, pois trabalhamos com muita antecedência. O processo que culmina num CBM é bem participativo. Temos 27 líderes de missões. Ouvimos a opinião de todos ao longo do processo. Depois de decidirmos a data e o local do CBM, a comissão de programa elabora uma pré-proposta. Essa é modificada inúmeras vezes, até que todo o grupo receba eletronicamente para fazer suas observações. Então, marcamos um dia para a comissão de programa e os demais convidados se reunirem para aprovar todo o programa. O resultado tem sido a realização de um congresso missionário com muita unidade. No geral, o pessoal sente ser parte do processo, e num certo sentido, donos do mesmo. Eliminamos a idéia de um grupo privilegiado, tanto nas decisões, como no ter despesas pagas. Certamente que, com um grupo grande assim, não podemos pagar despesas. Então, a porta está aberta para todos. Líderes de missões podem participar, mas todos pagam suas despesas durante o processo de organização e no 5o CBM.
Lançamos o 5o CBM em outubro de 2007. Estamos divulgando-o muito. O site do congresso recebe pelo menos 120 novas visitas ao dia. Há semanas que a média aumenta para 300 pessoas diariamente. Temos vários movimentos de oração e organizações divulgando o congresso. Deveremos ter muitos líderes e futuros missionários presentes.
2- Quais são os objetivos desse congresso?
S.T. - Desejamos contribuir para uma maior conscientização missionária. Cremos que é possível a Igreja Brasileira engajar-se mais em missões. Essa Igreja tem seus pontos fortes (sabemos dos pontos fracos também). Normalmente a Igreja Brasileira é bem criativa nas suas metodologias organizacionais, litúrgicas e evangelísticas. Costuma contextualizar-se bem, atingindo diferentes faixas da sociedade. Imagine se pudéssemos transferir isso tudo para as áreas mais necessitadas do mundo. Imagine se, ao fazê-lo, o fizéssemos de tal forma que os missionários fossem bem selecionados e treinados (teologicamente com experiência prática). Imagine se levássemos a Igreja Brasileira a ser mais atuante socialmente no contexto brasileiro e missionário transcultural. Estaríamos, então, levando essa Igreja a ser relevante em seus dias. O 5o CBM tem a pretensão de contribuir para essas mudanças. O congresso mostrará também que nesse momento: Missões Brasileiras já respondem ao clamor do mundo.
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
As Sagradas Escrituras não são mudas

Freud disse certa ocasião a Papini que ensinara «aos outros a virtude da confissão e afinal nunca pude abrir inteiramente a minha alma». Os teólogos liberais confessaram-se ruidosamente nos seus escritos, porque acharam que a Bíblia Sagrada estava muda diante das contextualizações que eram precisas- do seu ponto de vista- ser feitas na modernidade do Século XX.
Muitas obras fizeram ruído nesse tempo. Mas mais do que obras de exegese, eram instrumentos para colocar em causa os textos bíblicos, para os desnudarem das suas roupas riquíssimas do que é celeste, para os despojarem da sua espiritualidade.
A chamada Alta Crítica, a despeito de pretender ser honesta, teologicamente, para com o homem, acabou por levantar a sua voz contra o Divino, porquanto procurou apenas a Literatura nas Sagradas Escrituras, interessada em detectar fontes, tipos literários, questionando autores e datas.
É verdade que nem todos os Evangelhos apresentam a vida de Cristo duma forma teológica, procurando dar uma narratividade literária, somente o de João a apresenta de modo teológico, sobretudo. Diz-se nos meios teológicos académicos que o fez para que os leitores sejam salvos. Forma e conteúdo, todavia, estão intrinseca e espiritualmente ligados, por exemplo, nos textos sagrados evangelísticos. Estruturalmente jamais aceitaríamos ler os Evangelhos se nos fossem apresentados hoje sob a forma de romance. Diga-se o mesmo das Epístolas, onde conteúdo e forma são um corpo todo inspirado e inspirador pelo fôlego do Espírito Santo.
Perante as Sagradas Escrituras, afinal perante a sua totalidade, quem deve ficar em reverente silêncio é o Homem, e se deve falar é para interrogar como o carcereiro de Filipos, porque a Palavra de Deus é que nos questiona, nos desnuda, nos aponta o Caminho. - (c) João Tomaz Parreira
terça-feira, 24 de junho de 2008
Como servos e livres!
Estereótipo é uma conotação mental que criamos de determinada pessoa. Servo é uma palavra que carrega desventura, trabalho pesado e indesejável, submissão e baixo salário, e no caso do escravo, nem isso. Onde há escravidão, o escravo toma o lugar do servo, associando-se a seus problemas. Dos países desenvolvidos aos mais pobres, o servo é alguém que a sociedade deseja ignorar, apesar de ser indispensável à mesma. É o que fazem os países mais ricos com os pobres imigrantes. Para analisar sua importância bastaríamos perguntar: O açúcar que eu comi foi plantando por quem? Ou o trigo do pão que comi no café da manhã foi semeado por quem? O servo é, pois, a imensa força de trabalho que nos escalões mais básicos da sociedade produz e gera riquezas para outrem. O estereótipo torna-se assim uma contradição. Precisamos dele para enxergar alguém, que não queremos analisar adequadamente. É uma visão distorcida e reducionista da realidade.
O servo Jesus não foge a esta regra, e lhe adiciona as seguintes características, por Ele mesmo escolhidas:
1) Humilhou-se sendo senhor (Ef 2:6-7);
2) Nasceu na região mais conflagrada de sua época: A Palestina;
3) Dentro da Palestina, a região mais pobre: A Galiléia;
4) Dentro da Galiléia, uma das famílias mais pobres;
5) Dentro desta família a condição mais discriminadora: o nascimento sem pai!
O processo de esvaziamento de Jesus é descrito através da palavra kenôssis, utilizada em Fp 2:7. Ela descreve a progressão inversa que Jesus escolheu seguir, para salvar o homem pecador (Is 53:12). A gênese desse processo se dá quando olhando do céu à terra Deus não enxerga sequer um justo (Rm 3:10) e Cristo assume o papel vital de salvar a humanidade sozinho. Mas, calma, terá de ser um homem a salvar os demais. Um Adão semeia o caos do pecado, outro o redime (I Co 15:22), preconizava a justiça divina.
O versículo é muito claro: ...esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo. Primeiro, optou por uma dissociação temporária da essência na qual subsistira até então, depois, das categorias sociais existentes escolheu a menor. Com isso não queria dizer que para ser salvo alguém deveria ser pobre, porque não abriu mão de sua riqueza. Foi apenas uma opção de transgredir os padrões vigentes na sociedade e se insurgir contra eles. Quando lemos tal passagem, resta uma tensão entre o que nós escolheríamos para Ele e o que Ele escolheu para si.
Existiam nas grandes cidades a agorá, a praça central, onde os escravos eram vendidos e revendidos. Eram apresentados aos interessados e entre eles havia leilões. Cristo criou empatia com esta condição degradante, não como um masoquista (alguém que gosta de sofrer), mas como um determinado ao resgate de baixo para cima, de dentro pra fora. As garras mais profundas da escravidão só podem ser abertas através da ação do amor. A base da manutenção da servidão é o medo. Aquelas praças onde era exibido o pior lado da humanidade, se tornaram a representação perfeita do senhorio de Cristo tirando escravos da “praça do pecado”, para o jugo do amor (Mt 11:28).
Vivemos num tempo de superlativos. São grandes homens, grandes mulheres, grandes personagens. As revistas se esmeram em produzir notáveis e destacar pessoas. O presidente Lula disse que deseja registrar em cartório seus feitos, para que no futuro lembrem que ele foi o melhor de todos os presidentes do Brasil. No tempo do Jesus esvaziado não era diferente. Esta tentação foi vendida pelo Diabo a Jesus (Mt 4:8), que a rejeitou pela Palavra. A glória do servo persiste em sua aparente contradição segundo os homens, pois que querem ser grandes sem nada ser. Uma igreja que quer servir a seus membros e cujos membros se alegram em servir uns aos outros está exaltando este ato sublime da história.
Queremos que Deus atue na história irrompendo com seu poder e destruindo tudo. Neste exato momento a pergunta ecoa em algum lugar deste mundo: Por que Deus não destrói o mal, a injustiça, o pecado e a morte? Contraditoriamente, Ele faz questão de não começar trombeteando seus feitos. Educadamente, pede um lugar no meu e no seu coração e esvaziado de sua glória e seu poder, que certamente nos esmagaria, nos resgata da nossa escravidão particular. Ele quer agir em nós, através de nós, apesar de nós, e quer nos dar o privilégio de cooperar com Ele em sua obra de redenção (Jo 14.16-23; 1 Co 3.16; 6.19), como servos seus. Esvaziados de nossos pressupostos, nossa acomodação, nosso confortável modus vivendi, afim de que soframos com dignidade e sejamos aprovados, como pessoas das quais Deus não se envergonha de chamar filhos (Hb 11:6) e nenhum de nós de chamar irmão (Hb 2:11)!
Publicado originalmente em Reflexões Sobre Quase Tudo!
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Efeitos Imediatos do Avivamento

Nos primeiros seis meses do avivamento ocorrido entre 1904 e 1905, estima-se que mais de 100.000 pessoas foram convertidas. Algumas já eram membros de igreja, mas nunca tiveram uma experiência viva com Deus. Outras eram mais facilmente identificadas como ‘pecadoras’, gente que antes não queria saber de Deus ou da igreja.
O efeito nas vilas, aldeias e locais de trabalho em todo o País de Gales era muito marcante. O ambiente nas minas de carvão, onde grande parte dos homens da região trabalhava mudou completamente. Os mineiros que já tinham de se levantar muito cedo para começar o trabalho, chegavam meia hora antes para a reunião de oração.
O grande vício do povo na época era a bebida alcoólica. Os bares foram esvaziados. Muitos faliram e foram obrigados a fechar as portas. Com a queda no consumo da bebida, houve queda marcante nos índices de criminalidade. A vida nas famílias foi transformada, porque os homens ficavam em casa e davam mais atenção para esposas e filhos.
No avivamento de Gales, pelo que sabemos, não houve curas ou milagres. Não aconteceu nenhuma transformação de água em vinho, mas houve uma outra transformação, mais sutil, porém tremendamente sobrenatural: a transformação de cerveja em roupas e alimentos para as famílias carentes que antes passavam necessidade por causa do vício da bebida.
Um médico foi entrevistado por um jornalista durante o avivamento. “O que o senhor está achando do avivamento?”
“Estou achando maravilhoso”, ele respondeu. “As pessoas estão acertando todas as suas dívidas antigas. Contas que achei que nunca mais receberia estão sendo pagas.”
Um batismo de honestidade, um batismo de perdão, um batismo de reconciliação. Nos tribunais de justiça, às vezes não havia casos para serem julgados. A polícia ficava ociosa e, em um lugar, passou a formar quartetos para cantar nas igrejas, para ocupar o tempo.
Nancy Leigh DeMoss e Maurice Smith
Extraído do Jornal SEARA EM FOGO.
Publicado originalmente no blog Arsenal do Crente.
domingo, 22 de junho de 2008
Um Evangélico numa livraria Católica

Saí do meu curso de Web Design um pouco mais cedo (hoje tinha uma feira de técnicos em informática) procurava uma devida loja de informática para comprar o Pen Drive de 2gb pro meu pai. Passei na Livraria de Cultura Cristã (Evangélica) para comprar um livro pro meu amigo aniversariante André, procurei, procurei e acabei comprando o livro que ia comprar mesmo: A Oração de Jabez, um livro que me ensinou uma oração poderosa e muito simples. Oração esta que é um segredo da minha vida espiritual e material.
Depois passei na loja de informática comprei o bendito Pen Drive e bem estava já a caminho de casa. Quando passo em frente a uma Livraria de Cultura Cristã (CATÓLICA) Nossa Senhora Aparecida. Pensei: Entro, não entro? Entro, não entro? Entrei... Logo na entrada pude observar as imagens, quadros e tudo mais (meu senso comum já disse: Idolatria). Porém também visualizei um DVD sobre Cura Interior (opa, isso ta parecendo coisa de crente).
Antes de tudo quero esclarecer meu relacionamento com os católicos, eu sempre tive bastantes argumentos com relação a eles, porém só entrei em uma igreja católica uma vez na vida. Também nunca tinha entrado em uma loja como aquela, embora sempre tivesse muita curiosidade. Assim, já lá dentro comecei a procurar livros do Henri Nouwen e Thomas Merton e de cara encontrei uma sessão cheia de livros da editora Mundo Cristão, também encontrei livros da editora Vida Nova e Atos.
Segundo o vendedor não haviam mais livros do Henri Nouwen, porque tinha se esgotado (nessa semana uma mulher comprou 4 exemplares de A Volta do Filho Pródigo), mas como eu sou brasileiro acabei achando dois: Transforma meu Pranto em Dança (este que já citei aqui e aqui) e também o Crescer — Os Três Movimentos. Depois o vendedor nem sabia direito quem era Thomas Merton, mas acabei achando um livro dele com o nome de Nenhum Homem é uma Ilha (remetendo ao poema inglês John Donne).
Bem quebrei mais um pouco dos meus preconceitos e aprendi bastante lá dentro. Espero voltar lá mais vezes e comprar alguns livros. Cheguei a encontrar Imitação de Cristo em uma versão igualzinha a uma Bíblia. E muito mais coisas. Realmente foi uma boa experiência. A loja tava até tocando música evangélica (porém o vendedor me garantiu que não tinha Cds evangélicos por lá). Será que não tinha mesmo?
v.carlos
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Poema de J.T.Parreira
no paraíso que perdi?
Que estrelas, nunca
definitivas, riscaram
num buraco do céu
a sua passagem?
Em que ramo
esqueci o fruto da vida?
Habito as alternâncias do tédio
e do ânimo, às vezes
uma casa de areia
onde mesmo assim existe
um trilho de flores silvestres.
Em que mina de ouro perdi
o olhar, que já foi um brilho
na noite?
Como é difícil ser bêbado
de silêncios.
20-6-2008
João 3.16-21
Fonte: Novo Testamento Fácil de Ler – Editora Vida Cristã.
Falácias sobre o ministério feminino...
Já há algum tempo gostaria de escrever algo sobre este assunto, mas não tive tempo. Eis-me aqui agora com um pouco dele a incomodar vocês.
Uma argumentação bastante utilizada pelos contrários á ordenação feminina é que Paulo escreve que o bispo seja casado, marido de uma só mulher... (I Tm 3:2). Segundo tais intérpretes, o apóstolo não diz: A diaconisa ou bispa seja casada, esposa de um só homem... E usam outras passagens com a mesma intenção (At 6:3, 20:28, I Tm 3:8,12,13, Tt 1:7). É uma falácia deslavada. Eu entendo esta questão, como uma dificuldade para compreender construções frasais. Paulo está selecionando um do mesmo grupo. Ele está falando para um grupo de desejosos ao episcopado (por acaso, uma palavra FEMININA no grego!!!!), destacando quais características deviam ter.
Mas, vamos aprofundar um pouquinho (porque minha corda é curta). O DITNT* informa, na história filológica da palavra, que Homero usou pela primeira vez a palavra episkopos (bispo, supervisor), para designar o trabalho de Artêmis como guardiã de uma cidade grega, como se sabe uma deusa. O título também foi empregado por ele para designar autoridades de um estado. Na LXX** era usado para sacerdotes, juízes, feitores e supervisores. Por sua vez o verbo episkopêo (ter cuidado) é usado duas vezes, genericamente, em Hb 12:15 e I Pe 5:2. O versículo de I Pe 5:1 é fundamental para compreender a argumentação do primeiro parágrafo. Ele diz: AOS presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles... Ou seja, Paulo dá o destaque a si mesmo no grupo, um entre os demais.
Outra falácia é que diácono é sempre um termo masculino. A palavra vem de diakonos, em grego, e no texto de Romanos 16, falando de Febe, o NTGA*** traz a classificação do termo como feminino (substantivo acusativo feminino singular). Portanto, em consonância com a mulher a que se refere, que diga-se de passagem, provavelmente é que levou a carta aos Romanos, uma revolução para a época. Esta relevância é corroborada com a declaração de Atos 17:4,12. As mulheres obtiveram na igreja papel de destaque, antes relegado na sinagoga e no templo. Um aspecto esquecido da questão é que I Tm 3:8-11, relata as características dos diáconos e atribui estas mesmas às respectivas mulheres, ops! às mulheres que exerciam o diaconato! Não esqueça da partícula "da mesma sorte", com a mesma finalidade, e que gynaikos (mulher, esposa) é traduzida aí como esposa em algumas versões, que trazem a mesma palavra como mulher no versículo 12. Por que esta diferença? Equivalência dinâmica? Será que estas características somente seriam afeitas às esposas dos diáconos? E as esposas dos presbíteros?
O mesmo DITNT, falando a respeito de I Tm 2:12, destaca o que já falamos aqui, quando dissemos que Paulo utiliza uma estrutura ontológica, assim como I Tm 2:11-15. Diz o texto:
Paulo aqui declara sua própria posição e praxe, que corresponde à sua posição judaica herdada, e para as quais acha fundamento na criação e na queda.Esta postura dissimulada de Paulo, era, como já falamos, um eco do que se aprendia na sinagoga. A Meguilá, um dos tratados talmúdicos, dizia: A mulher não lê o trecho da Torá, por amor à honra da congregação. O rabino Eliezer ben Hyrcanos chegou a dizer que aquele que ensina a Lei à sua filha, ensina-lhe estultícia. Outro tratado rabínico dizia: Antes a Lei seja queimada do que entregue às mulheres. E o rabino Judá ben Elai declarava: Deve-se pronunciar três doxologias todos os dias: Louvado seja Deus que não me criou pagão! Louvado seja Deus que não me criou mulher! Louvado seja Deus que não me criou pessoa iliterata!
A mulher, entretanto, como destacou o Paulo Brabo, não chegou a este desmerecimento por ordem divina, como querem fazer crer nossos comentaristas opositores. A Bíblia faz concessões culturais como a escravidão, o dote, a escolha de maridos, que são reprováveis para nós. Isso não visa legitimar tais conceitos, mas apenas registrar sua imbricação****. A tensão registrada nas cartas paulinas retrata a dificuldade de anular conceitos arraigados na mente judaica, assim como ainda os temos hoje.
Um ilustre comentarista, por exemplo, registrou em seu blog que por conta da mulher ser frágil e emocional, haverá mais rupturas na igreja onde ela pastorear! Que falácia! Quantas rupturas não houve em igrejas dirigidas por homens? O ensino de Paulo é tal que ao mesmo tempo que diz: As mulheres sujeitem-se a seus maridos, afirma: Cada um de vós esteja sujeito uns aos outros no temor de Cristo (Ef 5:21)! Como este comentarista entre outros encararia Maria Madalena ungindo Jesus para a morte? Coisa que nenhum homem fez!? Ou sendo listadas na galeria dos heróis da fé, Sara e Raabe? Outrossim, a ênfase no diferencialismo x igualitarismo (que vejam) não resiste a uma exegese de, por exemplo, I Coríntios 7:4 e Gálatas 3:28.
Temos, portanto, que muitas coisas da vida prática da igreja, acontecem em decorrência do que queremos ver e não de como devem ser. Para exemplificá-las recorremos a um texto bíblico. Quando os que estavam reunidos no Cenáculo, em torno de 120 pessoas, homens e mulheres, e se conjecturou que estavam bêbados porque falavam em línguas, Pedro disse: Estes homens não estão embriagados... (Atos 2:13-15). Eram somente homens ali? Será que as mulheres não receberam o Espírito Santo? Vejo em tudo isto um resíduo ancestral da queda, a partir do momento que Eva foi a indutora do pecado de Adão.
Por fim, temos a falácia da modernidade. Segundo seus defensores, a ordenação feminina seria um sinal dos tempos, uma novidade teológica. Cumpre-nos informar:
1) Plínio, imperador romano, registra ter interrogado duas diaconisas da Igreja Primitiva, numa falsa acusação de canibalismo (alguém achava que ele comiam o corpo e o sangue do Senhor);
2) Crisóstomo, em 407 d.C, pastor de Constantinopla, registra ter 40 diaconisas e 80 diáconos. Destacando uma delas, Olímpia, para enviar-lhe várias cartas;
3) As diaconisas deram lugar ás freiras no desenvolvimento da Igreja Católica;
4) No Concílio de Laodicéia, 364 d.C., foi proibido a ordenação de mulheres. Se foi proibido é porque existia!
5) Na obra Constituições dos Apóstolos Sagrados, um manual da Igreja Primitiva, escrita em Constantinopla, no quarto século d.C. é mencionado que uma mulher para ser diaconisa deveria ser virgem ou viúva;
6) O Concílio da Calcedônia, 451 d.C., estipulava que as diaconisas que receberam a imposição de mãos aos quarenta anos, mas se casassem, seriam amaldiçoadas;
7) Em 533 d.C., o imperador romano, Justiniano I, decretou que os estupradores de virgens, viúvas ou diaconisas dedicadas a Deus, deveriam ser golpeados até a morte;
8) Até a instituição do celibato são mencionadas várias mulheres diaconisas, muitas das quais a partir desse instante passaram a não se relacionar com seus maridos;
9) Em 1853 foi consagrada a primeira pastora pela Igreja Unida de Cristo;
10) Em 1940, havia cerca de cinqüenta mil diaconisas luteranas na Alemanha, na Holanda, na Escandinávia, na Suíça e nos EUA. Um dos sites luteranos informa que a igreja possui no Brasil 70 pastoras e 42 diaconisas!
11) 23/04/2005 Cassiane é consagrada a primeira pastora da Assembléia de Deus, Ministério Madureira.
Finalizo, lembrando o que Paulo disse em Filipenses 4:2,3 e destaco o último parágrafo da reportagem da Revista Enfoque Gospel, número 56:
“A mulher na hierarquia evangélica: o pastorado feminino” foi o tema de dissertação de mestrado em Sociologia da Religião da cientista social Maria Gorett Santos. Das 15 pastoras que ela entrevistou, apenas uma teve problemas em seu casamento por causa do ministério. As impressões que Gorett teve foram positivas. Ela ressaltou a preocupação das entrevistadas em equilibrar a família e o ministério, sem ferir o princípio da obediência e da submissão ao homem. A conclusão da estudiosa é que a mulher se torna pastora por necessidade da Obra de Deus e seu discurso não é feminista, já que prega a submissão à figura masculina.
* Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento
** Septuaginta, versão grega do Velho Testamento, escrita por volta de 280 a.C.
*** Novo Testamento Grego Analítico
**** Diz-se das partes de um agregado que se sobrepõem parcialmente umas às outras, como as telhas de um telhado, as escamas dos peixes.
Publicado originalmente em Reflexões Sobre Quase Tudo!
sábado, 14 de junho de 2008
A Lei da Mordaça Gay - impraticável
Se esse Projeto de Lei vigorar, como País, cairemos no conceito internacional. O Brasil de 3º mundista passará a ser considerado País de 5º mundo.
Por que digo isso? Porque os cristãos são cidadãos úteis, trabalham, pagam impostos... E, por optarem obedecer a Deus, dizer não à Lei da Mordaça Gay, passarão a ser considerados criminosos e terão que ser trancafiados. Os evengélicos cidadãos produtivos, úteis, passarão a ser cidadãos - pesos mortos, não mais irão fazer a economia girar e crescer, serão pessoas sustendadas por essa economia que outrora fazia parte ativamente. Serão tirados dos seus trabalhos para viver às custas dos impostos da minoria, "moderninha", os gays (livres!).
Muito inteligente quem inventou a cadeia para os cidadãos que fazem a economia brasileira crescer!
Com ou sem a aprovação da PL 122/2006 eu não deixarei de pregar a Bíblia Sagrada como ela é! E acredito que todos os cristãos verdadeiros também não se curvarão a isso.
Como já existe um grande contingente populacional dentro das cadeias, e não existe espaço para colocar TODA a população CRISTÃ, os trabalhadores-criminosos, dentro das poucas e pequeninas cadeias que existem agora, se pudesse propor, proporia ao governo federal, que desde já, comece a construir 1000 grandes presídios, cada um deles na proporção de um Paraguai. E coloque neles os nomes Presídio Assembléia de Deus, Presídio Batista, Presídio Presbiteriana, Presídio Deus é Amor...
Nós crentes iremos para lá, sem precisar de algemas, sem dar trabalho nenhum para os policiais ... Ficaremos presos, ficaremos lá dentro louvando a Deus 24 horas, sete dias por semana, 12 meses ao ano, por todos os anos das nossas vidas, cantando hinos, comendo quentinhas e dormindo! (Seremos criminosos reincidentes!) Passaremos a comer às custas dos impostos dos homossexuais e seus simpatizantes. Viva esse ócio!
Essa será outra lei, das muitas leis brasileiras que já existem, criada para não ser cumprida!
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
Unicórnios existem

Unicórnio nascido em cidade italiana faz lenda virar realidade
da Folha Online
À primeira vista, parece uma lenda que virou realidade. Uma corça de um único chifre ficou famosa e levou pesquisadores à cidade italiana de Prato, na Toscana. O animal, que tem quase um ano de idade, ganhou o apropriado apelido de Unicórnio.
Os machos da espécie têm como característica um par de chifres. Mas Unicórnio tem apenas um, que surgiu exatamente no centro da cabeça. Ele tem um irmão gêmeo com dois chifres.
O animal nasceu em cativeiro, dentro do parque mantido pelo Centro de Ciências Naturais de Prato.
De acordo com Gilberto Tozzi, diretor do centro, é possível que uma falha genética tenha causado a anomalia.
"Esta é a prova de que o mítico unicórnio exaltado na iconografia e nas lendas provavelmente não era apenas um ser fantástico, mas um animal real, uma corça ou outra espécie com mutação similar a essa", afirmou Tozzi ao jornal britânico "The Guardian".
Os unicórnios têm lugar na mitologia desde a era pré-romana. Segundo algumas lendas, seu chifre tem o poder de reverter o efeito de venenos.
Fonte:
www.arsenaldocrente.blogspot.com
terça-feira, 10 de junho de 2008
Um Poema Protestante

APOSTASIA ADVINDA
Apostasia, Rainha do Hoje,
Reino (des)Encantado das Aparências...
Ninfa Bacante da Hipocrisia, a apostasia avança:
Lépida bailarina,
Semi-nua, semi-deusa, sereia
De canto fractal, fraturante, fraudulento,
Vestida com um talieur feito
De lâminas de Gillette
(Apostasia uma menininha rodopiante Quase ao gosto de todos)
& ela
Baila & retalha,
Baila & retalha,
Baila & retalha...
Apostasia,
prostituta de desfraldado cio
Com uma auréola na cabeça
De doce mordedura
Porém letal incontornável peçonha
Camaleônica,
Camuflada na multidão que responde em uníssono
Ao apelo da moda:
- “Oh, hoje sou evangélico”,
Mas se recusa a nascer de novo,
E fazem-me lembrar
Como todos se diziam cristãos
Sob Constantino,
Constantino que almejou expandir a Porta Estreita
(que-sempre-será-estreita),
Constantino que quase(?) ferrou com tudo.
Sob o bafo de sua influência
Vejo irmãos deixando de pregar e orar para cantar,
E cantar e cantar
E cantar mais um pouquinho,
Pânica metralha...
Consumidores de bênçãos,
Consumidores de Deus
Mas
Surdos ao som do shofar,
À trombeta do atalaia
Que clama por santidade
E rasga suas vestes em arrependimento
Irmãos a amontoar doutores, doutrinas,
Bandeiras de igrejas
E torrentes (hoje até em bits) de amor fingido
Consumidores de bênçãos,
Consumidores de Deus (forçoso é repetir este refrão)
Eis a Apostasia que viria,
Linda e já chegada, Nova Luz Advinda
Fogosa & fagueira, & faceira
Te convidando para ver
Mutantes na TV,
Aí no teu sofá teleologicamente assentada.
A Bíblia segue o único veneno para erradicá-la,
Contanto que não esteja espada cega,
Com certos & fundamentais versículos apagados...
Apostasia, a menina dos olhos de Satanás
Globalizada cortesã que veio oferecer
(distorcer a Bíblia, eis seu dever)
O melhor desta terra
O melhor desta terra
O melhor desta terra
Heroína, cocaína advinda para arrancar
A cruz de nossas costas.
Salve, Rainha!
Sammis Reachers
* Será a apostasia não o puro, simples e total abandono da fé cristã, mas sim o abandono da Verdadeira Fé, por uma mais fácil, mais cômoda e adaptada? Quantos hoje vivem o cristianismo como relatado no livro de Atos?
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Bíblia influencia Cultura
sábado, 7 de junho de 2008
Revista A Seara, Dezembro de 1971

quinta-feira, 5 de junho de 2008
Servir transforma
Por: Josué Campanhã (*)
A liderança é acima de tudo uma posição de serviço”. É a disposição de servir que impulsiona a missão e produz resultados. O exemplo clássico está relatado por Paulo em Filipenses 2, falando da trajetória vivida por Jesus para se tornar um servo, que através da missão atingiu resultados eternos.
Este processo mostra que ele abriu mão da fama para servir. Para uma pessoa servir é necessário entender o que aconteceu com Jesus. Ele viveu o processo de transformação para conectar sua atitude de serviço à missão e gerar resultados eternos.
Jesus mostra que poder, fama, multidões, reconhecimento, aclamação e honra são coisas passageiras. Jesus fez tudo isto para mostrar que o ápice fica do outro lado da linha. Quem deseja servir no Reino de Deus precisa entender isto. O ato de servir é usado por Deus para transformar a vida de outras pessoas.
Aqueles que desejam transformar sua comunidade ou a nação precisam ultrapassar a linha do voluntariado e entenderem que são servos usados por Deus para transformar a vida de outras pessoas. Para isto é preciso ajustar o caráter e abandonar os interesses do seu ego. Assim, é possível entender o que significa servir. Depois disto é necessário submeter-se à missão dada por Deus e não querer realizar um ministério segundo os seus interesses. Desta forma será possível focar na realização da visão.
Jesus humilhou-se à missão recebida de Deus e foi até a cruz. Quando Jesus morreu, ele começou a multiplicar os resultados da sua vida e ministério.
A multiplicação de resultados foi conseqüência da sua missão de servir e da sua visão de morrer para dar uma vida abundante para aqueles que o seguissem. Ele foi um líder-servo que transformou as pessoas e essas pessoas continuam transformando o mundo até hoje.
Em qualquer atividade do Reino que você esteja desenvolvendo, tenha a consciência de que tem uma missão dada por Deus e que está disposto a servir para a transformação da vida de outras pessoas.
* O que aprendi nesta reflexão?
* O que decido mudar em minha vida?
* Qual é minha resposta a Deus?
Josué Campanhã(*)
Publicado no Ética e Liderança Cristã
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Amor Eros entre Mártires

Timóteo, diácono de Mauritânia, e sua mulher Maura, mal haviam completado três semanas de união matrimonial, quando se viram separados pela perseguição. Timóteo, preso por ser cristão, foi levado perante Arriano, governadores de Tebas, que sabedor de que ele estava de posse da Sagrada Escritura, exigiu que a entregasse para ser queimada. Ao que Timóteo respondeu: “Se eu tivesse filhos, preferiria antes entrega-los ao sacrifício, que me separar da Palavra de Deus”. O governador, grandemente irado com esta contestação, ordenou que lhe arrancassem os olhos com um ferro em brasa, dizendo: “Pelo menos os livros não terão mais utilidade para você, pois não será capaz de lê-los”.
A paciência de Timóteo diante desta ação foi tão grande, que o governador exasperou-se ainda mais. A fim de quebrantar sua fortaleza, ordenou que o pendurassem pelos pés, com um peso ao pescoço, e uma mordaça na boca. Ao contempla-lo neste estado, Maura pediu-lhe ternamente que se retratasse, por causa dela; porém ele, ao retirarem a mordaça da boca, em lugar de atender aos pedidos da esposa, censurou-a intensamente por seu desviado amor, e declarou sua resulução de morrer pela fé. A conseqüência disso fez com que Maura decidisse imitar sua coragem e fidelidade, e segui-lo para a glória. O governador, após tentar em vão fazê-la mudar de idéia, ordenou que fosse torturada, o que se cumpriu com grande severidade. Depois disso, Timóteo e Maura foram crucificados lado a lado, em 304 d.C.
Fonte: O livro dos Mártires/ John Fox/ Editora CPAD/ pág. 33.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Retrato do estereótipo em VEJA
É assim que a grande mídia, que quer se parecer vanguardista enxerga os evangélicos brasileiros. Um bando de vidrados em mantras, repetindo versos da Bíblia, enquanto as pessoas estão dormindo em redes nas viagens pelo rio Amazonas, é a tortura para quem não sabe nadar ou pode viajar de avião. O que não dirá dos demais? Só liam a Bíblia, um livro atrasado? Deveriam ter lido VEJA, que é moderna, de vanguarda! Ou quem sabe Playboy, que é da mesma editora?
É aquela velha história, a imprensa olha para uma cidade miserável do Afeganistão e diz: Olhem, vejam só como são atrasados, são muçulmanos! Vivem no obscurantismo. Falam sobre Dubai, muçulmana, e dizem: Olhem, vejam que vanguarda, quantas edificações maravilhosas! As mulheres aqui são tradicionais, guardam os preceitos do Corão.
Os judeus são filmados balançando a cabeça repetidamente, no Muro das Lamentações por exemplo, enquanto memorizam ou recitam passagens da Torá (os cinco primeiros livros do Velho Testamento em Hebraico)? Aquilo é tradição religiosa, é o supra-sumo da religião judaica.
A revista deveria se prestar a informar seus leitores. Aqui em Igarassu/PE, tem umas senhoras carolas que passam na frente da Assembléia de Deus, na avenida que liga suas casas á Igreja Católica. Próximo á igreja evangélica, mudam de calçada, como se algum mal fôssemos lhes fazer. O que não ouço no dia-a-dia e sou obrigado a desfazer vocês não imaginam. São coisas absurdas que determinados líderes religiosos inescrupulosos propagam e a mídia endossa.
No fim das contas o problema se resume a dinheiro. São judeus que financiam a mídia. Quanto aos muçulmanos, quem é doido de falar mal deles, apenas mascaram o estereótipo? Conosco é diferente. É o povo que não é, somos milhões, mas a mídia solenemente nos ignora. Ah! Além da Bíblia eu leio VEJA, toda semana. Como a Bíblia é milhões de vezes mais importante do que a revista, leio-a todos os dias, a revista somente quando chega. Deveria ser diferente?
Publicado originalmente em http://daladier.blogspot.com - Reflexões Sobre Quase Tudo!

