domingo, 25 de maio de 2008

YOGA CRISTÃ?


Nestes últimos tempos, alguns autores católicos vem propagando a idéia de que a yoga pode ser usada para nos revelar e/ou aproximar mais de Deus. É a velha falácia da contemplação... E muitos no Ocidente (cristãos ou não) crêem que a yoga pode ser dissociada de seu teor religioso, tornando-se apenas um tipo de 'exercício' para a mente e corpo. Será? Vejamos o que Dave Hunt tem a dizer sobre o assunto:

"O iogue Bhajan morreu em 6 de outubro de 2004. Em 5 e 6 de abril de 2005, a Câmara e o Senado dos EUA, respectivamente, aprovaram por unanimidade uma moção conjunta homenageando o falecido líder sique por seus “ensinamentos [...] sobre o Siquismo e a yoga [...]”. A yoga está no cerne do Hinduísmo, e o Siquismo é como uma “denominação” dentro do Hinduísmo.

Em 11 de maio de 2005, o Capitólio ofereceu uma recepção especial para comemorar a resolução do Congresso. Entre os presentes estavam senadores e deputados dos EUA, funcionários do Departamento de Estado, representantes do governo da Índia, dignitários, autoridades e seguidores da doutrina sique [...]”. O comunicado à imprensa declarava que o iogue Bhajan havia melhorado a vida de milhares de pessoas “através de seus ensinamentos sobre a yoga e o Darma sique”.[1] Fundador da organização 3HO – Happy, Healthy, Holy (“Feliz, Saudável, Santo”) – ele ensinava que essas três qualidades da vida podiam ser alcançadas através da prática da yoga (A verdade sórdida é bem diferente disso, como mostraremos através de documentos no livro “A Yoga e os Cristãos”).

A base da técnica de yoga de Bhajan era o mantra “Sa-Ta-Na-Ma”, repetido de forma precisa durante a prática diária da yoga: “projetado mentalmente da parte superior traseira da cabeça, para baixo, e depois diretamente para fora através do terceiro olho [...] entre as sobrancelhas e a base do nariz [...]. Segundo o iogue Bhajan, “aplicando essa técnica, você pode conhecer o Desconhecido e ver o Invisível. Se você passar duas horas por dia em meditação, Deus meditará em você o resto do dia”.[2] É claro que só temos a palavra dele de que isso é verdade.

Continue a ler este artigo (e conheça surpreendentes revelações sobre este tema); clique aqui.

VIDA DE PASTOR



Norma Bernardo

Ele acorda, levanta, ajoelha e ora,
louva, consagra, jejua, exorta, sorri e chora.
Aprende, ensina, repreende, consola e abençoa.
Glorifica, prega, unge, visita, compreende e perdoa.

Semeia, cultiva, colhe, alimenta e oferece.
Acalenta, socorre, profetiza,
peleja, vence e agradece.
Santifica, ouve e cala. Dá, recebe, restaura,
triunfa, edifica, sente e fala.

Vida de pastor....
Olha o relógio, já está atrasado!
Se não tem carro, pega um ônibus apertado,
Vai ao hospital, presídio, velório, seja onde for
em busca da ovelha perdida,
pois ele é um pastor...
Seu corpo cansado aguarda
a hora de ir para a cama.
E quando isso acontece, logo o telefone chama.
Levanta apressado e reconhece a voz do outro lado;
é a ovelha aflita que precisa de cuidado.

E lá se vai o pastor, levando consolo ao coração aflito.
Dos seus olhos rola uma lágrima no lugar do grito.
É a dor que se transforma na alegria da compensação
por ter sido escolhido
para tão sublime missão.
É tarde quando volta para casa,
e neste momento a esposa diz:
“Hoje é o nosso aniversário de casamento”.
O clima de festa, a mesa arrumada...
mas a comida esfriou...e sem jeito diz:
perdoa, meu amor, esta é a vida de pastor.


Fonte: Blog Poesia Evangélica

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Explicação do Salmo I

Os ribeiros do salmo de David
têm tanta luz
que a nudez das raízes
que se vêem
são tanto cristais como água
pura

As raízes dos justos
de David
seguram o interior da terra


Poema inédito de J.T.Parreira

Crescendo na Graça


Sempre será minha oração,
somente amando sou cristão.
Me ensine a amar com atitude,
me ensine a amar de coração.

Nunca vou parar de meditar
na importância ao próximo dar.
Porém quero ir além de idéias,
amando de verdade, em caridade.

Fazendo isso vou aprendendo
o que é muito importante, pleno.
Preciso de um professor sábio
sempre manso e muito amável.

Porque é difícil, vou confessar,
a mim mesmo menos amar.
Mas é sem dúvida, o jeito de
amar outros como a mim mesmo.

v.carlos


Texto de publicação simultânea no Amandoaoproximo, Confeitaria Cristã, Dliver blog, Doxologia Brasil, Igreja Emergente e REDE VOX DEI.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Jesus e os ultra-religiosos

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Recado para um cristão moralista no site Orkut

Com todo respeito, muitos que se consideram cristãos, hoje, se tivessem nascido em 33 a.C, em Israel, Galiléia, e tivessem a boa oportunidade de conhecer o filho mais velho de Maria, esposa de José, e crescessem ao seu lado, então, se juntariam ao grupo de inimigos dEle (os escribas, ou os publicanos, ou os fariseus), para falar muito mal do comportamento que Ele tinha. Diriam: Ele gosta de conversar com prostitutas e pecadores!

Com todo respeito, muitos dos cristãos de hoje, se nascidos lá no passado, nas terras santas, com certeza, se pudessem ouvir, de viva voz, o pregador galileu proferindo a parábola do fariseu e do publicano (Mateus 18.9-12), se sentiriam ofendidos por Ele e diriam que Ele pregava uma grande heresia e passariam a maquinar várias maneiras de acabar com o ministério dEle.

Cuidado! Jesus não agradou os religiosos da época em que pisou esse planeta!
.
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E.A.G.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

A parábola do filho inconveniente

Por Valmir Nascimento Milomem

Ela é muito conhecida. Famosa tanto no ambiente cristão quanto secular. Quase todos pastores já pregaram ou pelo menos dela fizeram menção. Os ensinadores tiram lições e mais lições do seu relato. A Bíblia a chama de “a parábola do filho pródigo”. Eu, por outro lado, a denomino de “a parábola do filho inconveniente”.

A parábola é sobre dois filhos. Um deles, o mais novo, em determinado momento de sua vida resolve se rebelar. Afadigado com a rotina diária pede ao pai a sua parte da fazenda. Pretende conhecer novas cidades. Novas pessoas. Novos relacionamentos. Novas culturas. O pai, homem justo e amoroso, não entra em atrito. Apesar do aperto no coração, consente ao pedido. Reparte então a fazenda entre os filhos.

O caçula, agora abastado e com a bolsa repleta de tesouro, parte rumo a uma terra longínqua e desconhecida, à procura de coisas e pessoas nunca vistas. Uma festa aqui, outra ali, outra acolá. Bebida, comida, farra e mulheres. O dinheiro rapidamente com o vento se vai assim como os falsos amigos e as mulheres. E num piscar de olhos resta somente um bolso vazio e um coração amargurado. Sem ter o que comer, beber, vestir, nem onde morar.

Ele então sai à procura de emprego. Distribui o seu “curriculum”. Faz entrevistas. Procura várias “empresas”. Mas nada de empregos de chefia, gerência ou coisa parecida. Nem ao menos um trabalho de operário qualquer ou talvez um ofício de pastorear ovelhas. Portanto, sem essa de salários altos e cargos de confiança. Sobra somente uma função que ninguém, quase ninguém gostaria de fazer: apascentar porcos. O filho de um rico fazendeiro dorme agora com os porcos. Acorda com os porcos. Alimenta-se com os porcos. Suja-se como os porcos. Enfim, vive como um porco.

O tempo passou, e, felizmente, um dia ele cai em si: “Até os trabalhadores do meu pai têm pão em abundância e eu aqui dando uma de tolo perecendo de fome. Não! Isso não pode continuar assim. Levantar-me-ei e irei ter o meu pai e direi a Ele: Pai, pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; faz-me como um dos teus trabalhadores”.

Pronto. Ele estava arrependido. Tudo estava planejado para o seu regresso. Ele sabia o que fazer e falar. Assim como havia planejado ele o fez: Levantou-se e pegou o caminho de volta para a fazenda. O pai ao vê-lo de longe, comoveu-se de íntima compaixão. O filho, então, lançou-se ao seu pescoço e o beijou e começou a dizer aquilo que havia preparado: “Pai, pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho…”.

Mas antes que ele terminasse a última parte da frase original, “faz-me como um dos teus trabalhadores”, seu pai irrompeu ordenando aos servos: “Tragam depressa a melhor roupa e, vistam-no e, ponham um anel em sua mão e sandálias em seus pés; e mais, tragam o bezerro cevado, matem-no, e, comamos e nos alegremos. Porque este filho estava morto e reviveu; estava perdido e foi achado” (Mt. 15.23,24).
Que parábola maravilhosa. Que fim magnífico. Que final feliz! Alguém pode imaginar, pensando que a estória já terminou, no entanto, ainda não chegou o fim. Jesus continua: “E o seu filho mais velho estava no campo (…)” v. 26.

Mas que coisa, ainda existe o filho mais velho? Ia esquecendo que a parábola é sobe dois filhos. Por que essa parábola não acaba por aqui mesmo? Ela tá tão bonita! Tão perfeita! O final é feliz! Por que logo agora aparece esse irmão mais velho? Nós podemos objetar.

Mas não tem jeito. O irmão mais velho existe. E ele entra em cena. Qual uma mosca encontrada numa deliciosa refeição ou a visita impertinente no turno da noite, ele surge nas linhas finais da parábola. Um coadjuvante estranho. Até posso vê-lo saindo do campo depois de um dia de trabalho. Cansado. Suado. Olhos semi cerrados. Traz uma ferramenta de trabalho na mão. Esbaforido. Sem ar. Caminha com passos firmes rumo à casa da fazenda. Vários servos o acompanham. Parece um pelotão pronto para a batalha.choro.jpg

Por meio de um dos servos fica sabendo o que se passa na casa do pai: “Teu irmão voltou e o teu pai está fazendo a maior festa”. Ele então se indignou. Nem queria entrar na casa. Não queria saber do irmão. Ficou bravo até mesmo com o pai. “Como meu pai pôde recebê-lo? Ela nos deixou. Foi embora. Acabou com o seu dinheiro”.

Pronto. Foi-se o final feliz da parábola. O clima de amor dá lugar ao clima de rivalidade. O ambiente de felicidade dá lugar ao ambiente de hostilidade. No lugar de perdão, agora, por último, temos a inveja. Foi-se o final feliz!

Parece estranho e ao mesmo tempo engraçado (e isso eu percebi enquanto redigia este texto) o fato de que muitas das parábolas narradas por Jesus não terem um final essencialmente feliz. Lembremos da parábola do credor incompreensivo que no fim da história foi entregue aos atormentadores. Ou a parábola das bodas (Mt. 22.01) na qual os penetras foram lançados nas trevas exteriores. Ou a parábola dos lavradores maus (Mt. 21.33). E ainda a parábola das dez virgens (Mt. 25.1), que trágico fim teve as virgens imprudentes!

Refletindo sobre isso se percebe que as parábolas do Mestre são na realidade espelhos da nossa vida; não que o fim último de nossa existência seja a completa infelicidade, isso dependerá obviamente da nossa escolha ante o convite de Salvação de Cristo; espelha, por outro lado, os vários “finais” pelos quais passamos durante a jornada terrena sejam pertinentes ao trabalho, relacionamentos, aspecto financeiro ou no que diz respeito à saúde, e, até mesmo no que tange ao resultado da nossa caminha cristã.

Assim, no momento em que tudo parece bem e lá adiante vislumbramos uma placa de final feliz, logo nesse instante, aparece o filho mais velho. Suado. Esbaforido. Com uma foice na mão. Pronto para estragar o final de uma fase da nossa carreira existencial. Preparado para nos decepcionar. Por isso é que se houve freqüentemente: O casamento ia tão bem, mas separaram-se. Sua saúde era esplêndida, mas foi tomado por uma enfermidade. O trabalho transcorria normalmente, mas foi despedido.
Nossa existência, portanto, não é definitivamente um mar de rosas, cujos “finais” são repletos de felicidade, como querem alguns. Pelo contrário, às vezes, finais existem em nossa caminhada cuja felicidade é ofuscada pela doença, desemprego, morte ou outros fatores que nos levam ao sofrimento.

Nesse sentido, portanto, a P.F.P. (Parábola do Filho Pródigo) é também um reflexo da nossa vida, cujo final feliz foi apagado pela raiva do filho mais velho, eis o motivo pelo qual eu a chamo de P.F.I. (Parábola do Filho Inconveniente). Aquele filho que transforma momentos sublimes em momentos de terror. Tempo de alegria em tempo de tristeza. Hora de riso em hora de pranto.

O filho inconveniente na parábola não é aquele que erra e gasta toda a sua parte da fazenda pelo mundo afora. Mas sim aquele que não aceitou o arrependimento do irmão, tampouco o perdão concedido pelo pai. É aquele irmão legalista e meticuloso que não aceita de forma alguma a graça divina. É aquele que não concorda com o inexplicável amor do pai. O filho inconveniente é aquele que tem inveja. E como disse Rubem Alves, inveja é uma “doença do olhar”, pois consiste em um olhar torto, olhar distorcido.

Por isso, ninguém gosta de um irmão que lhe olhe torto, pois ele sempre trará um trágico fim para as nossas histórias. Ele é impertinente e inconveniente. Mas não tem jeito, ele existe. Não há como apagá-lo da parábola muito menos de nossas vidas, e, quando menos se espera ele aparece.

Nesse sentido portanto, e, sabendo que talvez você não concorde comigo, terminarei esse texto nesse ponto: num ambiente de final-não-feliz. Com a memória de um filho inconveniente rasgando um cenário de festa e alegria entre o pai e filho. Sei que você possivelmente não assentirá com a minha atitude, afinal gostamos dos finais felizes e desfechos deslumbrantes no estilo cinematográfico. Mas se eu escrevesse somente o que os leitores gostaM de ler, eu estaria fazendo uma simples conveniência: escrevendo para as pessoas sentirem-se felizes. Até que eu gostaria, colunistas são fascinados por essa possibilidade. Mas não posso; pois se eu o fizesse estaria sendo medíocre e insensato. Estaria pintando a vida com uma tinta cor-de-rosa.

O correto, então, não é fazer de conta que eles não existem, mas enfrentá-los. O ideal não é acabar com os filhos inconvenientes, mas sim superá-los.

O Talmude

Os leitores do Talmude
desenrolam os longos braços
seus olhos usados repetem portas
palavras fechadas
cada silêncio alude
a um mistério
Os leitores do Talmude
param o sábado
nas suas tarefas, param
o livro
a sua língua pousa cansada.


Poema de João Tomaz Parreira

in Poeta Salutor

segunda-feira, 12 de maio de 2008

ELEMENTAR


“Conhecidas desde os tempos antigos”. Atos 15:18

Numa viagem recente a Londres, saímos do metrô na estação da Baker Street, onde fomos recepcionados por uma estátua, em tamanho natural, do lendário detetive Sherlock Holmes. Criado pelo romancista Sir Arthur Conan Doyle, o detetive Holmes era um gênio da investigação que podia costumeiramente examinar algumas pistas, aparentemente sem ligação, e solucionar mistérios.

Confuso com essa estranha genialidade, seu assistente – Dr. Watson – pedia explicações, ao que Holmes respondia simplesmente “Elementar!”; e então apresentava a solução do caso.

Ah, se a vida funcionasse desta maneira! Tantas vezes enfrentamos eventos e circunstâncias que são muito mais embaraçosos do que um mistério de Sherlock Holmes. Lutamos para entendê-los, mas parece que nunca conseguimos totalmente.

Em tempos como esses, é confortante saber que temos um Deus que não precisa investigar a situação. Ele já sabe de tudo, perfeitamente bem. Em Atos 15:18 lemos: “conhecidas (coisas) desde os tempos antigos”. Deus nunca precisa interrogar-se ou recorrer ao raciocínio lógico.

Apesar de sermos finitos, nossas vidas estão nas mãos do Deus que sabe todos os “o quês”, “porquês”, e “quandos” que iremos enfrentar. Se confiarmos nEle, Ele nos guiará pelo caminho que deseja que tomemos. O Seu caminho nunca é o errado.

W. E. C.

In Devocional Nosso Andar Diário

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Nota, ou melhor, opinião do editor – Sherlock Holmes deve ser a maior diversão já engendrada em 4.000 anos de Literatura...

sábado, 10 de maio de 2008

Hoje completo 45 anos de vida!

Para mim é um mais do que um fato.
Nunca pensei em chegar a ter essa idade.
Quando pequeno, com dez, onze anos, nunca me imaginava completando 18 anos.
Sempre achei que viver era até os dezoito era suficiente.
Ao completar dezoito, achei que nunca chegaria aos vinte e cinco.
E assim foi, sempre vivi a espectativa da vida dentro de um limite de tempo. Não sei o porque exatamente disso. Ainda hoje não me vejo com cinquenta anos, embora a perspectiva tenha mudado. Hoje, "percebo" que posso chegar aos 50, 60, 70 ou mais um pouco.
São 45 anos.
539 meses.
2.348 semanas.
16.437 dias.
394.487 horas.
23.669.220 minutos.
1.420.153.200 segundos.
Isto até as 09:30 deste sábado.

Ainda não sei calcular o tempo. Ainda estou como Moisés, pedindo a Deus que me ensine:
"Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios." (Salmos 90.12)
Mas, o
cálculo de tempo de Deus é perfeito.
Em Romanos 5.6, nós lemos: “Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios.”
O cálculo de tempo de Deus é controlado pela Sua compaixão.
Também em 2 Pedro 3.8-9, nós lemos: “Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se.”
Sobre o tempo, a Bíblia ainda nos mostra em Eclesiastes 3.1-8 “Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.”
Interessante lembrar que o próprio Deus se preocupou conosco, determinando que os luminares determinassem o nosso tempo, assim que os criou.
"E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos." (Gênesis 1.14)

Eu já disse acima, ainda estou à procura de alcançar um coração sábio.

A vida é uma escola. Ela nos ensina a ser espertos, calcular riscos, a investir para receber mais e especialmente a cuidar de nós mesmos.
O tempo não pára. Ele passa.
Alguns se preocupam com o envelhecimento somente quando os anos já se passaram. Não ouviram a advertência do Pregador: "Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias..." (Eclesiastes 12.1).
Os dias desperdiçados são justamente os que não trouxeram nenhuma lição sábia ao coração.
Mesmo que a maioria dos homens despreze a instrução que vem do Criador, o fiel servo pede, insistentemente, que Deus o ensine o que tem importância eterna.
Moisés percebeu a importância de se alcançar sabedoria.Durante quarenta anos foi instruído em tudo o que havia de melhor da sabedoria humana.Matou o egípcio que maltratava um israelita. Foi uma decisão aparentemente inteligente, mas não sábia. Depois fugiu para Midiã onde teve tempo para as aulas de Deus.
Por quarenta anos foi adquirindo sabedoria do alto que lhe serviu tão bem durante os últimos anos do governo do Povo Escolhido.
Mesmo sendo Moisés um servo humilde, Deus o escolheu para conduzir Israel, tirando-o do Egito até a Terra Prometida e para escrever os primeiros cinco livros da Bíblia.
Foi esse mesmo Moisés que escreveu o Salmo 90 e gravou esse pedido de ajuda para contar os seus dias de modo que alcançasse a sabedoria.
Dias são desperdiçados porque não os contamos como preciosas pérolas que podem ser trocadas por sabedoria do alto.
O Salmo 90.12 aponta na direção de verdadeiro sucesso.
Pedir a instrução do Criador infinito em poder e sabedoria é o único meio de chegarmos ao fim da vida felizes e bem-sucedidos aos olhos de Deus.

São 45 anos...
Não me considero realizado, mas feliz.
Mas ainda existe muito para fazer e aprender.

Estou feliz com meu Deus, que me separou dentre os escolhidos, para ser um ensinador. "E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas." (1 Coríntios 12.28)

Estou feliz com minha esposa. Sulamita tem sido uma companheira, com a qual venho tendo o prazer de compartilhar meus últimos 25 anos. Estou tão feliz com ela que, espero em Deus, viverei outros 45 anos ao seu lado.

Estou feliz com meus filhos, Márcio Ighor e Bárbara Sulamita, presentes de Deus; Vieram no momento certo para nossas vidas. Que o Senhor me permita viver para ver seus projetos de vida bem-sucedidos, seus filhos e os filhos de seus filhos.

No que diz respeito a realizações pessoais, ainda preciso:

Ser melhor servo - Que as pessoas me amem pelo que sou; nunca pelo que pareço ser.

Ser melhor marido - Os ultimos 25 anos, dos quais 23 de casamento, ainda não foram suficientes para me tornar o marido ideal. Tenho buscado isso, em Deus, pois pretendo alcançar o coração sábio como marido. Ainda me surpreendo com atitudes que deveriam ter ficado lá atrás, mas que, com auxílio dos Senhor e dos dias que virão, serão superadas.

Ser melhor pai - Confesso que a tarefa fica cada vez mais difícil. Não são os meus filhos que dificultam, mas os fatores externos têm sido um complicador.

Meu desejo é alcançar um coração sábio. Sei que o intelecto pode ser enriquecido com palavras, mas o coração só o será com as experiências... Que venham outros 45 anos, se o meu Paizinho permitir.

E...

"Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios." (Salmos 90.12)

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Sobre o Medo – Henri Nouwen

Se existe algo que me deixou admirado ao viajar pelos Estados Unidos para falar e ensinar é que somos um povo assustado (Nouwen estava em seu ‘período americano’). Tememos necessidades físicas ou o desconforto. Tememos por nossa segurança e por nossos empregos. No plano das relações internacionais, os países ricos constroem muralhas de proteção ao redor de suas riquezas para que nenhum estrangeiro as roube. Numa grande ironia, porém, tornamo-nos prisioneiros de nossos próprios medos. Quem é capaz de nos amedrontar exerce poder sobre nós.

Quando vivi, há alguns anos, entre os pobres da América Latina, encontrei um povo vivendo de modo diferente. Eles tinham aprendido que o medo não precisava ser dominante. Diante da tortura, da opressão e da pobreza, havia gente vivendo com gratidão e em paz. Encontrei menos medo ali do que nos países ricos, onde muitos possuem tanto. E foi aí que, de repente, percebi outro aspecto da opressão — não aquela que impera sobre pobres e humilhados, mas a opressão paradoxal que impera sobre os que detêm o poder.

No lado oposto da pobreza das nações do Sul estão o medo, a culpa e a solidão do Hemisfério Norte. O sofrimento de países opulentos como os Estados Unidos vem como conseqüência oculta da negligência para com os menos afortunados. É o sofrimento que acompanha a nossa injusta extravagância.


Henri Nouwen, em ‘Transforma meu pranto em dança’, lançado no Brasil pela editora Textus e mais recente pela Thomas Nelson Brasil.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Grandes Pensadores!

"O diabo pode nos tentar, a carne pode nos tentar, o mundo pode nos tentar, mas somos nós mesmos que pecamos."
(Geikie & Cowper )

"Somos capazes de cometer todos os pecados que observamos em nosso vizinho, a menos que a graça divina nos contenha."

(Agostinho )


"Deus pôs a igreja no mundo, e Satanás não tem feito outra coisa, senão colocar o mundo na igreja."

(Gulier)


"Sede homens e mulheres do mundo, mas não sejais homens ou mulheres mundanos."
(J. Escriva de Balaguer)

Um relato literário- o sacrifício de Isaque

36.Um relato literário no sacrifício de Isaque

O poeta e jornalista português João Tomaz Parreira escreve sobre as narrativas bíblicas. Vale conferir.

in Literatura e Arte-Cronópios

O Dono do Céu

O dono do céu
Aqui, pelo poeta Brissos Lino

segunda-feira, 5 de maio de 2008

A grandeza do homem


A grandeza do homem é tão visível que se tira mesmo de sua miséria. Pois ao que é natureza nos animais nós chamamos miséria no homem; por onde reconhecemos que, como a natureza é hoje semelhante à dos animais, ele caiu de uma natureza melhor, que lhe era própria outrora.

Pois quem se acha infeliz por não ser rei senão um rei destronado? Haveria quem achasse Paulo Emílio infeliz por não ser mais cônsul? Não, ao contrário, todos julgavam-no mais infeliz por tê-lo sido, pois sua condição não era a de sê-lo sempre. Mas havia quem achasse Perseu tão infeliz por não ser rei, dado que sua condição era a de o ser sempre, que julgavam estranho o fato de ele suportar a vida. Quem se julga infeliz por ter apenas uma boca? E quem não se achará infeliz por só ter um olho? Talvez nunca alguém se haja lembrado de afligir-se por não ter três olhos; mas ninguém se consola com não ter nenhum.

Pascal, in Pensamentos

Aparição

Aparição ler a notícia aqui

Depois de 147 anos, uma mulher no L'Osservatore Romano.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Estudo revela: maior renda aumenta chances de aborto

O relatório Aborto e Saúde Pública aponta que quanto maior a renda e a escolaridade, maiores as chances de a primeira gravidez resultar em aborto entre mulheres de 18 a 24 anos. O estudo reuniu resultados de mais de duas mil pesquisas sobre o tema realizadas no Brasil nos últimos 20 anos.

Segundo a antropóloga Débora Diniz, uma das coordenadoras do relatório, dados obtidos a partir da pesquisa Gravidez na Adolescência, feita em Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro com financiamento da Fundação Ford, em 2003, mostram que a opção pelo aborto não tem relação direta com a pobreza.

"Não há correlação imediata de que a pobreza é o que leva à decisão pelo aborto. São decisões sobre planejamento reprodutivo, concepções de família, concepções de vida, de inserção no mundo do trabalho, que levam as mulheres a essa tomada de decisão", avaliou.

Para Diniz, a pesquisa que abordou fatores associados ao aborto como desfecho da primeira gestação é uma das mais importantes do cenário brasileiro sobre o tema, tanto pelos resultados apresentados quanto pela metodologia utilizada que contemplou consultas domiciliares.

Segundo ela, embora o foco geral do estudo tenha sido a adolescência, os resultados se aplicam às mulheres de uma maneira geral, já que incluem a faixa etária até 24 anos.

Fonte: Blog Holofote
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N. E. - Assim, cai por terra o discurso (defendido por muitos 'entendidos') de que a opção pelo aborto tem relação direta com a pobreza.

quinta-feira, 1 de maio de 2008