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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Nos desapegos da vida...




Wilma Rejane


O sacrifício de Isaac é relembrado como um gesto de fé de Abraão que obedecendo a uma instrução de Deus, viaja cerca de 90 km, por três dias, de Berseba até o Monte Moriá, para oferecer o filho em holocausto.  Abraão comprovou ter uma fé inabalável porque acreditou que Deus era poderoso para ressuscitar seu filho, caso viesse a ser sacrificado (Hebreus 11:18). Ele caminhou por três dias movido pela fé de que Moriá não seria uma tragédia, mas um meio de contemplar a glória de Deus: o que de fato aconteceu.

Teve um outro momento na vida de Abraão que não é relembrado com tanto entusiasmo por comunidades de fé judaica e cristã: a separação entre ele e Ismael. Imagino quanta dor não deve ter sofrido Abraão por mandar embora de sua vida - de uma vez por todas - o filho Ismael e sua mãe Agar. Considero esse também um grande sacrifício! Não o digo em concordância com a fé muçulmana que acredita ser Ismael o filho do sacrifico, digo pelo amor que sentia o pai pelo filho.

Meditar sobre essas renúncias de Abraão é motivo de grande aprendizado, pois há momentos em nossas vidas que somos confrontados a deixar para trás ou se dirigir ao Moriá entregando coisas que consideramos tão necessárias para nossa felicidade. Há momentos em que temos que desapegar para crescermos e contemplarmos a glória de Deus em nossas vidas . Não sei se você já parou algum dia para pensar no desapego de Deus ao enviar Seu filho Jesus até a terra, renunciando a  glória celeste para ser humilhado.

Somente quem ama é capaz de sentir a dor de amar e  do “desapegar”.  Porque  desapegos são esquinas certeiras da vida: e lá se vai alguém, dobrando a rua sumindo de vista e nossas lágrimas descendo as ladeiras do rosto, moldura da alma. Viver às vezes dói e esse doer só não destrói porque olhar para Deus, caminhar com Ele é um Bálsamo curador. Quando pensamos que as renuncias, desapegos,medos irão nos consumir, Deus vem dizendo que jamais desapegará de nós. Essa lição Ele ensinou para Abraão. Ele escreveu em cruz, em sangue, na eternidade do horizonte! Como o arco-íris mostrado a Noé depois do dilúvio, um desapego da humanidade corrompida.


Gênesis 9: 13- O meu arco tenho posto nas nuvens; este será por sinal da aliança entre mim e a terra.

Mais uma vez a glória de Deus é revelada após um desapego. Quantas coisas não deixaram de existir com o dilúvio? E quantas não passaram a ter novos significados depois disso? Assim é a nossa vida. Haverá momentos em que teremos de sacrificar Isaac's, despedir Ismaei's. O que jamais devemos fazer é desapegar de Deus porque Nele tudo se recompõe, especialmente a alma.

Escrevo sobre desapego porque tenho sido confrontada com isso nos últimos dias, quem sabe, você também.  Escrevo sobre desapegos depois de saber que alguém muito querido está com câncer e vejo essa pessoa tão cheia de vida dizer que a doença exigirá dela desapegos. Escrevo porque meu esposo Franklin tem me falado que preciso desapegar de pessoas que amo demais para que essas pessoas possam aprender a caminhar sozinhas rumo a seus desapegos: Crescendo, mudando, reeditando.

E que não sejam nossos desapegos tristezas, mas a razão de contemplarmos a glória Divina nos conduzindo nos Moriás da vida.


Deus o abençoe,amado leitor.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O MAL DA MULTIDÃO



“E uma grande multidão seguia a Ele, inclusive muitas mulheres que choravam e pranteavam em desespero.” (Lc 23.27).

É notório em todos os relatos bíblicos sobre as atividades de Jesus, em seu ministério terreno, o ajuntamento das multidões. Jesus forneceu-lhes alimento, curou seus enfermos, expulsou demônios que os atormentavam; enfim, o Senhor deu ao povo aquilo que ele queria: alimento, saúde, felicidade. Os homens querem “o bom e o melhor” deste mundo.
Lá em Caná, na festa de casamento, a própria mãe de Jesus preocupou-se com a necessidade material do noivo e de seus convidados. Quando o Senhor ensinava aos discípulos, o povo se amontoava ao redor deles, porque sabiam que lhes viria pão e peixe. O ser humano é tão arraigado ao que é terreno, que se torna incapaz de cogitar coisas superiores. “Portanto, visto que fostes ressuscitados com Cristo, buscai o conhecimento do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Pensai nos objetivos do alto, e não nas coisas terrenas;...” (Cl 3.1-2).
No Éden, Adão teve sua atenção chamada para a satisfação do instinto, para o que lhe traria prazer físico. Viu que o sabor era apreciável, então, trocou a sua relação com Deus e buscou o que lhe ditava a curiosidade, sem se dar conta de que ali nasceria o cumprimento de sua sentença de morte. A cogitação material transforma o homem em material, logo, pertencente à categoria dos elementos corruptíveis.
A Antiga Aliança provia a nação escolhida de riqueza material, desde que observasse os mandamentos, as leis estabelecidas no período mosaico. Isso ocorreu, porque ainda não havia chegado à plenitude dos tempos determinados por Deus para a vinda do Messias. “Todavia, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei.” (Gl 4.4).
Ocorre que a humanidade não teve seus olhos voltados para o cumprimento daquilo que anunciaram os profetas; não reconheceram no Mestre, senão, um líder capaz de livrá-los do jugo romano.
Quando o Senhor passou pelo julgamento e foi condenado à morte na cruz, teve antes um terrível vitupério: bateram-lhe com pau, puseram-lhe coroa de espinhos, rasgaram-lhe as roupas. Dos condenados à cruz ele foi o mais vituperado.
O povo constrangeu-se, chorou, lamentou, encheu-se de dó daquele bondoso Nazareno. Assim procede até hoje o catolicismo romano: faz a lamentação de um pobre e incompreendido Cristo fragilizado. Ali estava um Mestre que já não poderia alimentar, não poderia ressuscitar filhos de viúvas abandonadas. Ali estava um Mestre que deixava seus seguidores sem recursos e abandonados. O povo só vê o material.
A verdadeira mensagem de libertação e de salvação que Jesus trazia ficou tão esquecida que até seus discípulos o abandonaram e Pedro chegou a negar que o conhecia. Quem se lembrava do que dissera o Senhor à mulher samaritana? “Se conhecesses o dom de Deus e quem é o que te pede: ‘dá-me de beber’, tu lhe pedirias, e Ele te daria água viva” (Jo 4.4) “Quem beber dessa água terá sede outra vez;...” (v.13).
Que faz a multidão hoje? Ajunta-se, espreme-se nos lugares em que alguém anuncie ser portador de dons de cura de quaisquer doenças; que “unjam” carteiras de trabalho, fotografias; que distribuam “óleos milagrosos” e “águas bentas”! A multidão vive ávida por visitar edifícios suntuosos em que exploradores anunciam como lugar especial para a satisfação de seus desejos terrenos. A multidão ama ser ludibriada, desde que algo satisfaça, pelo menos psicologicamente, suas ansiedades materiais.
Mas, Jesus Cristo não veio ao mundo para distribuir automóveis, casas, arranjar empregos e casamentos aos interessados. Cristo não veio transformar água em vinho, simplesmente para que os festeiros regozijem-se à vontade. Essas coisas oferecem os vendilhões do evangelho, os apóstatas da fé. Mas a multidão ama-os, segue-os, ajuda-os, defende-os, por verem neles uma miragem de “vida regalada”.
E Jesus? Que fazer dele? Ora, pode-se lamentar que um homem tão bom tenha sido condenado à morte na cruz: fato lamentável! Choremos por Ele, que já não pode suprir-nos de comida, de cura, de “bons conselhos”.
Também, como fizeram os fariseus, esquecê-lo, pois, se fosse o Filho de Deus, isso não lhe aconteceria.
Mas, também podemos entender que através de apóstolos, bispos, pastores, padres modernos, imagens de “santos”, toalhinhas, “água do rio Jordão, “mezuzás” etc., alcancemos as graças solicitadas.
E Jesus, o Cristo, que fazer dele?
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16).
“Em verdade, em verdade, vos asseguro: quem ouve a minha Palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (Jo 5.24).
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.” (Ap 3.20).


Caro leitor, você faz parte da multidão de necessitados do que é terreno? Se assim for, convido-o a ver a sua maior e mais premente necessidade: a sua sede da água viva, oferecida por Jesus e só ele lhe pode dar.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Saudades de quê?




Wilma Rejane


Saudade é um sentimento comum em nossas vidas. Quem algum dia, nunca sentiu saudade?  Cientistas relacionam o fato ao cérebro, por ser ele capaz de imprimir imagens familiares, sons, cheiros... Tudo isto é reunido em uma espécie de “caderno mental”. Estas informações circulam em nossa mente, provocando sensações que chamamos de saudade que é biológica e também emocional. Acontece quando estamos distantes de casa, de pessoas que amamos, quando por algum motivo apenas nos é permitido recordar.

Distante de casa, na  Babilônia, um exilado, entoou  saudoso Salmo em memória de Sião.

"Junto dos rios de Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião. Sobre os salgueiros que há no meio dela penduramos nossas harpas. Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediram uma canção; e os que nos destruíram , que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião. Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha? Se eu me esquecer de ti ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza." Sl 137:1-5.

O imigrante não tinha forças sequer para cantar, tamanha era a tristeza provocada pela saudade. As lembranças de Sião estavam “circulando” em sua memória.   Perdi meu pai há oito anos, mas todas as vezes que sinto o cheiro de sua comida preferida, ou vejo minha mãe preparando-a, fico pensativa a lembrar-me de sua alegria e disposição em sentar-se a mesa. Sinto falta de sua presença conosco também nestes momentos.

Nenhuma ciência ainda foi capaz de medir nossas emoções, mas Deus em sua eterna sabedoria nos dotou de vínculos e laços de amor que perduram uma vida, e mesmo quando chega à morte. É quando percebemos intensamente o significado que pessoas têm para nós. É quando chega um tipo de saudade que não pode ser saciada, deixando marcas que somente o tempo é capaz de amenizar.

Amor e ausência são pais da saudade. A saudade nos faz refletir e, sobretudo, sentir com mais vigor, presença e intensidade. O autor Nelci Silvério, sobre a saudade comenta: " Toda saudade é amor, e amar é conhecer alguém ou algo. Ninguém tem saudades do que não ama e ninguém ama o que não conhece".

Sobre a essência inflamada da saudade, podemos ainda enunciar os seguintes paradoxos: é um mal de que se gosta, e um bem que se padece. Saudade não necessariamente diz respeito a coisas que se perderam, pois também há saudade de bens que não foram ainda possuídos, de pessoas e coisas que permanecem sendo esperados, a vontade de estar próximo nesses casos, também é saudade.

Chorar de Saudade

Saudade se caracteriza pela ambivalente lembrança alegre - triste de algo extraordinário e marcante em nossas vidas. Davi, relata a dor da saudade sentida por causa da ausência do filho Absalão:

 “Absalão fugiu, e foi para Gesur; e ali esteve por três anos. Então tinha o rei Davi, saudades de Absalão. E Davi pranteava por seu filho todos aqueles dias” II Sm 13:37-39. Por três anos, o homem segundo o coração de Deus chorou a distância do filho.  

Um recente artigo, divulgado pelo jornal CNN aponta que as universidades americanas estão lotadas de jovens saudosos de suas casas e de tudo o mais que deixaram para trás, ao partirem ao encontro do sonho de concluir os estudos e terem uma carreira estável. Os entrevistados descreveram com detalhes as lembranças que circulavam em suas memórias:







Keila Pena - Hernandez : “Lagos ou rios do centro oeste, não se comparam com o mar do caribe, tenho saudades das frutas tropicais e da brisa fresca do mar”. A estudante estava tal qual o exilado na Babilônia, desejando sua terra. Acima Keila na Universidade de Missouri, a família ficou em Porto Rico.


Curando a dor da Saudade


A Palavra de Deus é um alto refúgio em todos os tempos. Ela conforta, dá ânimo e restaura as forças. É através dessa fórmula que missionários e imigrantes cristãos, conseguem superar a dor da distância: “Orações aliviam meu coração dolorido, confio a Deus tudo o que está acontecendo comigo e com meu filho que está distante de mim” Homesik (imigrante).A exemplo de Homesik costumo entregar todos os cuidados a Deus, e   de maneira sobrenatural, Ele envia o refrigério. Imagem à esquerda: Imigrantes reunidos em estudo da Bíblia para superar saudades de casa.


Saudade na Era da internet

Vivemos em um mundo repleto de novas tecnologias e é possível uma comunicação rápida e eficaz com todas as partes do globo terrestre. Estes recursos têm possibilitado que familiares curem (em parte) a dor da saudade.  Minha sogra tem 68 anos. Aprendeu  usar Orkut, email , Skype e webcam para se comunicar com filhos e netos que moram em outro estado. É possível vê-la dando boas risadas  nessa interatividade virtual. E pensar que o Rei Davi chorou por três anos a distância de seu filho...

Mas a era da tecnologia, também provoca um paradoxo: une e separa. O uso exagerado da tecnologia, pode provocar um esvaziamento das relações, ansiedade e alienação dos laços amorosos. Não se colhem lágrimas, nem abraços, nem afetos em uma comunicação unicamente virtual. É preciso se aconchegar no outro, chorar e sorrir juntos, sentir os níveis de intensidade da voz e do olhar. Perceber os gestos, enfim amar de tão forma que se provoque saudade de amar sempre, mesmo juntos.

E Paulo sentiu saudades...

Filipenses 1:8 Pois Deus me é testemunha de que tenho saudades de todos vós, na terna misericórdia de Cristo Jesus. (apóstolo Paulo)


Desprovida de saudade, a vida humana decerto seria miserável, pois estaríamos reduzidos a um presente instantâneo, grosseiro, automático.         

Ao sentir apertar a dor da saudade, lembre-se: você não está sozinho. Neste exato momento em  algum lugar, ou em muitos lugares do planeta, lembranças estão circulando no memória de quem ama.  Mas como tudo na vida, essa dor há de passar.

Deus te abençoe.

Fontes: Bíblia Sagrada e artigo de Renato Bitencourt: A saudade e a Nostalgia Inefável.  Revista Filo. Ciência e Vida Ed nº 72

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Não havia ferreiros em Israel, nem armamentos.





Wilma Rejane


Não havia nenhum ferreiro na terra de Israel naqueles dias. Os filisteus não permitiu-lhes por medo de que iriam fazer espadas e lanças para os hebreus. - 1 Samuel 13:19


Em uma época que territórios eram conquistados através de guerras, faltavam armas em Israel. A nação inimiga dos filisteus, mantinha o monopólio absoluto de fabricação e manutenção de todo material bélico e ferramentas de trabalho: foices, machados, relhas, sachos. Ironicamente, os filisteus ainda cobravam em siclos para realizar serviços de ferreiros para Israel. Essa passagem Bíblica é bem curiosa, ainda mais se lembrarmos que foi justo nesse período que o pequeno Davi venceu o gigante filisteu chamado Golias.

A fama dos filisteus fazia estremecer as nações em derredor e a superioridade militar deles, estava ligada justo a capacidade de trabalhar com metais, uma herança dos povos hititas. Assim, os filisteus que já levavam vantagem na estatura (gigantes), também eram imbatíveis em aparatos de guerra. Uma prova disso, pode ser dada observando a disputa entre Davi e Golias:

"Um guerreiro chamado Golias, que era de Gate, veio do acampamento filisteu. Tinha dois metros e noventa centímetros de altura. Ele usava um capacete de bronze e vestia uma couraça de escamas de bronze que pesava sessenta quilos; nas pernas usava caneleiras de bronze e tinha um dardo de bronze pendurado nas costas. A haste de sua lança era parecida com uma lançadeira de tecelão, e sua ponta de ferro pesava sete quilos e duzentos gramas. Seu escudeiro ia à frente dele." I Samuel 17:4-7

E quais eram as armas de Davi? Cinco pedras lisas (seixos) e uma pequena bolsa de couro, tipo baladeira. I Samuel 17:40

Na casa do rei Saul havia equipamentos bélicos em pouca quantidade, suficiente apenas para dois guerreiros: “ Por isso, no dia da batalha, nenhum soldado de Saul e Jônatas tinha espada ou lança nas mãos, exceto o próprio Saul e seu filho Jônatas” I Samuel 13:22.

Saul e Jônatas, não se acharam com coragem de enfrentar Golias, até que aparece Davi e se dispõe a lutar, confiado não nas armas de guerra que lhe foram oferecidas pelo Rei, mas na fé no Nome do Senhor Deus. O final da história é bem conhecido: o pequeno herói ruivo, chamado Davi, vence o gigante. A partir daí seu nome recebe destaque em Israel e em todas as redondezas, ultrapassando os séculos e chegando até nossos dias com a lição de que: “ as armas humanas são inferiores e nada podem contra Deus. Agindo Deus, quem impedirá?" Isaías 40:10-13.


E dessa narrativa sobre não haver ferro em Israel, traço algumas lições que podem bem servir para todos os tempos:

“Tu vens contra mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos exércitos, do Deus das fileiras de Israel, que tu insultaste.” Davi em 1 Samuel 17:45


  • Ainda que nos falte recursos materiais para enfrentar algumas situações, confiemos na providência Divina que é capaz de suprir além do que pensamos ou pedimos.
      • Existia o conhecimento de que Deus era com Israel para ganhar batalhas e por isso os filisteus temiam que o exército israelita se equipasse, aumentando o poder destrutivo. Assim, mantêm o monopólio e ainda lucram financeiramente com isso. Amados leitores, ao ler sobre isso, não pude deixar de relacionar com as estratégias usadas pelo maligno para desviar as pessoas do caminho da Salvação. O povo de Deus acaba “não amolando os instrumentos de guerra" e até ficando sem eles ao gastarem tempo e dinheiro com coisas que não edificam esquecendo as que realmente importam para Deus.

  • Israel precisava saber que a força para vencer batalhas, não estava nas armas, mas em Deus. Não ter ferreiros, poderia ser um entrave, um problema para os incrédulos. Para o povo de Deus, pelo contrário, deveria ser a oportunidade de glorificar ao Senhor e foi justo o que fez Davi. Ficou claro que nem todas as armas dos filisteus seriam capazes de derrotar um homem com a fé de Davi. As adversidades na vida do cristão podem servir de lamento e de murmurio, mas não deveria, porque nesses momentos, quando estamos fracos, então somos fortes, Naquele que batalha por nós. 

Deus nos abençoe.

sábado, 31 de agosto de 2013

Reflexões do espírito e da carne



Me conheces desde antes daquele ventre, antes da materialização. Nasci em Teu coração no Dia anterior aos dias, o Dia que tornará. Pela Palavra, para a palavra me chamastes. Minha ambição única é empossar palavras que possam sequer aproximar-se de expressar as periferias da Tua Glória – como uma criança correndo descalça pelas ruas de chão, que estica e eleva as mãos ofertantes, e estica e eleva o louvor de seu sorriso, e expande e expande seu sorriso, sem medo algum, tentando tocar o Sol.

 * * * * * 

 Sim, sim, ELE não faz acepção de pessoas. Apenas confere a cada um meios de enxergar ângulos variados do mesmo horizonte. E conforme você vê, você faz. 

 * * * * * 

 A alegria naturalmente aproxima-te à órbita dos campeões, assim como naturalmente a tristeza te aproxima dos humildes. 

 * * * * * 

 Só posso conhecer um homem numa situação extrema; só conheço um homem depois de observar, quando prestes ao precipício, qual partido ele toma. 

 * * * * * 

 Parece-nos que o tempo de Deus demora, pois nosso tempo medimos em distância, e o dEle é medido por instância e sincronicidade. 
Mas um dia o trigo estará maduro na espiga, e Ele enviará o anjo para a colheita. 
 Livra de tosquenejar o anjo que vela minha seara, Senhor; e contempla: meus instrumentos de arar já estão embotados, e o acalanto que existe para renovar-me, faz cada vez menos efeito, menos sentido – e isso é fel quando o considero em meu coração.

 * * * * * 

 Cale-se diante dEle toda a Terra: 
 Pois não existe dor como a da onisciência. 

 * * * * * 

 Deus é o Deus que ordena que se ame não apenas os inimigos manifestos, mas igualmente o agente duplo, o de pensamento & coração dobre. 
 Nietzsche dizia e escrevia que o cristianismo é a religião dos fracos. Errou: é preciso entrar no estreito, é preciso envergar o jugo suave, para entender o nível de forças que o verdadeiro cristianismo requer. Pois no Universo do Deus ágape, amar em verdade é a maior manifestação de poder, é a ação que requer mais poder, dentre todas ao alcance de homens e também de anjos. 

 Sammis Reachers

quinta-feira, 6 de junho de 2013

DEIXADOS PARA TRÁS - Uma crônica sobre o Arrebatamento da Igreja



“Então, estando dois no campo,
 será levado um, e deixado o outro;” 
“Estando duas moendo no moinho 
será levada uma, e deixada outra”. 
“Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora 
há de vir o vosso Senhor”.   -   Mateus 24; 40 a 42 –


DEIXADOS PARA TRÁS

Uma terra cheia de violência.
Deus olhou dos céus e viu que a corrupção humana era muito grande. (Gênesis 6;5).  A maldade na terra,  predominava. Então, Ele orientou a Noé, que Lhe era temente, que construísse uma grande arca e que nela, colocasse a sua família e um casal de cada espécie de animais. Assim fez Noé e no dia determinado pelo Senhor, veio o grande dilúvio e os ímpios, que ficaram fora da arca, pereceram. (Gênesis 7;21).
Foram deixados para trás!

Duas cidades: Sodoma e Gomorra.
O pecado nestas cidades se agravara muito.  (Gênesis 18;20). Então, determinou também o Senhor, de que seriam destruídas. Pereceram todas aquelas pessoas que viviam em desobediência a Deus. A mulher de Ló,  olhou para traz e foi convertida em uma estátua de sal e com isso, foi deixada para trás!
  
Dez virgens.
Cinco eram prudentes, mas cinco, eram loucas. As prudentes, à espera do Noivo, tinham as suas lâmpadas acesas, mas as loucas,
não  se prepararam. Chegou o Noivo e as virgens prudentes foram ao Seu encontro para as Bodas. As virgens loucas, despreparadas, bateram à porta, porém, o Noivo lhes disse: - “Em verdade vos digo que não vos conheço”. (Mateus 25-12).
Foram deixadas para trás!

Chegou o tempo presente!
O quadro se repete: violência,  falta de amor, corrupção...
Mas sabemos que muito em breve, Jesus voltará para buscar a Sua Igreja. Mui repentina será a Sua vinda. Não sabemos quando chegará o tempo. Estejamos atentos aos sinais que se apresentam: guerras, rumores de guerras, terremotos, sinais nos céus, tsunamis...
Cristo está voltando, por isso, estejamos despertos e vigilantes, para que na Sua vinda, não sejamos deixados para trás!

Pérrima de Moraes Cláudio

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O constante agora





Rodrigo Santos

Contando as nuvens, sentindo o vento, observando os passos. O tempo vai passando e cada pedra vai mudando. O tempo nunca cessa e na naturalidade tudo sempre muda. 
Todos os dias somos crianças, somos sempre imaturos, a maturidade se encontra no amanhã, mas ao chegar lá ainda se é imaturo, porém não como antes. 
O passado é apenas passado, não existe, pois é intocável, inatingível, e já não mais existe, pois já passou. O que era já não é, e o que não era agora é. Cada segundo traz uma mudança, um detalhe irreversível. 
Uma mente pode mudar em instantes e aquilo que apouco se conhecia já é algo novo ou deixou de ser. O ontem já está tão distante, até aquele que escreve olha para os instantes em que ainda estava a pegar a caneta e já não reconhece a si mesmo. 
O que era há pouco deixou de ser, o que é está agora, se alterando em constância, se desfazendo e refazendo. E o tempo passa trazendo consigo suas mudanças, talvez a das estações ou as de uma mentalidade que se desfaz como areia ao vento, dando lugar a uma mais resplandecente. 
Hoje se é imaturo, amanhã ainda imaturo, porém um pouco mais maduro. A verdadeira maturidade só se manifestará quando não mais se viver nessa realidade distorcida, incrédula ignorante e frágil, no dia em que vivermos no que de fato é concreto e real, e então a maturidade se chamará perfeição.

Visite o blog do autor: http://mudandodestacao.blogspot.com.br

domingo, 11 de novembro de 2012

MISSÕES INCOMPLETAS



Pr. Teófilo Karkle

O tema de Missões Incompletas tem o propósito de chamar a atenção da Igreja brasileira para essa tarefa que tem se tornado uma Negação em muita parte. Tem tão pouca gente fazendo Missões. Tem tão pouca gente falando sobre esta Obra em que Jesus colocou tanta Prioridade. Quase não se faz Campanha por Missões, assim como se faz campanha de quebra de maldição, de prosperidade, de restauração.

O povo sem Cristo está semelhante ao que Jeremias falou nas suas Lamentações: Todo o seu povo anda suspirando, buscando o pão; deram as suas coisas mais preciosas a troco de mantimento para restaurarem a alma; vê, Senhor, e contempla, que sou desprezível. Não vos comove isto a todos vós que passais pelo caminho? Atendei, e vede, se há dor como a minha dor, que veio sobre mim, com que o Senhor me afligiu, no dia do furor da sua ira. (Lamentações 1.11-12)

Eu escrevo semanalmente sobre Missões, pois a Obra Missionária em alguns lugares está na UTI. Noutros lugares está no Museu. E para outros lugares a palavra Missões está só no Dicionário. Não está na agenda dos pastores, não está nas reuniões de obreiros, não está nos corações dos pregadores. Vez em quando encontramos alguém como Gideão sozinho escondido dentro de um lagar salvando um pouco de trigo para a sua família.

Escrevo com muita Urgência sobre Missões fazendo de Missões o tema Primordial da PRONAMI – Promotoria Nacional de Missões, organização que tenho criado na Internet para Promover Missões no Brasil, com destino ao Chile. Vamos colocar alguns números de Missões para que todos vejam o quanto está faltando ainda esta Obra, o quanto as Missões estão Incompletas. Contarei a realidade da falta de Interesse das igrejas brasileiras por Missões, este Brasil que no seu hino nacional é o Florão da América.

Havia 3.000 pastores em um Congresso, quando foram distribuídos os temas em grupos, apenas 12 pastores escolheram o tema de Missões. Nem vou fazer a conta para saber a porcentagem, pois ao saber de que apenas 12 pastores entre 3.000 se interessaram por Missões me deu uma tristeza muito grande, isso é uma vergonha, isso é uma Negação Missionária.

Estudos provam que no geral cada crente brasileiro tem aportado R$ 12.00 (doze reais) por ano para as Missões, um realzinho ao mês. Meu Deus R$ 1.00 Real por mês, não alcança nem comprar uma latinha de Coca-Cola!

O Senhor Jesus nos entregou a tarefa de fazer discípulos em todo o mundo, através de Missões, já passaram mais de 2.000 anos e a tarefa está Inacabada, Incompleta - vamos reverter esse tema, amados?
O número de Pastores que enviam Missionários e sustentam com recursos da igreja local é muito pequeno. Poderia contar aqui as cidades do Brasil que fazem Missões com recursos próprios.

Não estamos a favor do estilo que alguns têm adotado de fazer Sócios Contribuintes de todos os Estados brasileiros para poder fazer Missões. Depois tem que juntar estas multidões em Congressos. Se cada pessoa que viajasse de ônibus, automóvel ou até mesmo de avião para um congresso desses aplicasse o dinheiro das passagens, da roupa que compra para a viagem, da hospedagem, da alimentação e das ofertas extras que entregam, dariam para sustentar centenas de Missionários vários meses no Campo.

Outros vendo o movimento todo que acontece nestas instituições terceirizadas de Missões tratam de imitar e de criar um evento na sua pequena cidade, ou na sua pequena igreja, sem ter Missionários no campo, sem ter experiência com o tema, lá vai mais um monte de semente jogada fora.

Aqueles Congressos de Missões, que muito pouco têm de Missões, os temas dos pregadores são verdadeiras exibições de conhecimento, revelações de novidades e não propriamente dito sobre Missões. Tem um vírus da opulência contaminando os pregadores que antes tinha unção, agora só tem técnica. Antes falavam com autoridade, agora só ensurdecem a audiência com gritos.

Como gostaria que esse tipo de locução esnobe terminasse e que nos Congressos de Missões fossem colocados Missionários para pregar, para contar as necessidades dos países onde estão atuando. Vamos lá Missionário, prepara-te, precisamos acabar com esse mercado de estrelas.

Sempre procuramos nos atualizar com os Números Missionários, do que ainda está faltando para fazer realizar na grande obra. Assim descobrimos que existem 24.000 povos no mundo e ainda faltam 6.800 povos para serem alcançados. No Amazonas brasileiro há 33.000 povoados pequenos dos ribeirinhos que precisam ser evangelizados e 250 tribos indígenas.

Sabe quantos idiomas existem no mundo? Quantos deles têm a tradução da Bíblia? Existem no mundo 6.909 línguas e 2.432 delas ainda não têm nada de Bíblia. Precisaria Deus levantar 2.432 Missionários Tradutores muito bem preparados para traduzir Bíblias para os idiomas que ainda não têm sua Bíblia. Mas, com este tema de Tradução nos deparamos com outro problema, a grande maioria dos missionários não gostam de escrever, como se dedicaria a transcrever a Bíblia em outro idioma? Primeiro, os Missionários teriam que viver no meio do povo, da tribo, ter bastantes recursos para manter-se durante a tradução, que demanda bastante tempo. Missionários Tradutores tem que ter facilidade de aprender o novo idioma ou dialeto para poder traduzir a Bíblia.

Morrem todos os dias 85.000 pessoas sem nunca terem ouvido nada de Cristo. Sabe o que significa 85 mil pessoas por dia? Seria como morrer todos os habitantes de algumas destas cidades que tem 85 mil habitantes no Brasil, tais como: Itanhaém (SP) Itabaiana (SE) Jataí (GO) Campo Mourão (PR) Patrocínio (MG) Manacapuru (AM) Itaúna (MG) São João del Rei (MG) Santana do Livramento (RS) Você que conhece estas cidades calcula aí o tamanho da sua cidade desaparecendo diariamente.

Outros números que deveriam apavorar todos os crentes são os 500.000.000 (quinhentos milhões) de chineses que nunca ouviram nem o nome de Cristo. Quando vamos alcançar as 600 mil cidades e vilas da Índia 500 mil delas não possui um obreiro cristão. Ei! Deus não está te chamando para ir para lá? Não acha que está muito boa a tua vida aí no Brasil? Por que não aumenta a fila dos que estão lutando já pela salvação dos povos?
A igreja brasileira ficou jactanciosa, se gaba muito de ser a 3ª maior igreja do mundo com mais de 300 mil templos. Trezentos mil templos, e nem 1% deles estão fazendo Missões!

No Amazonas se constrói um templo a cada sete dias, ou seja, 52 templos por ano é o lugar que mais cresce no Brasil e para lá também se precisa de milhares de Missionários. Onde estão eles? Muitos estão como diz o Hino Nacional: “Deitado eternamente em berço esplêndido”.

E agora a moda é construir templos ecológicos, templos com capacidades gigantescas para comportar todos os seguidores de Cristo. Alguns templos estão cheios de pessoas vazias, outros templos nada fazem por Missões.
Sabe quantas pessoas precisam para sustentar um Missionário na Janela 10-40? 100 mil crentes para sustentar um missionário dentro da Janela 10-40 e que investe em média R$ 1,30 por pessoa, por ano, para Missões Transculturais.

Deveríamos fazer uma Reforma Missionária no Brasil. Cada igreja com 100 crentes deveria ter um Missionário enviado e dignamente sustentado.

Deveríamos construir 10% de Templos que temos em cada cidade do Brasil, no Exterior. Ou seja, numa cidade que tenha 50 templos próprios construídos, deveríamos construir 5 templos no exterior. Imagine a revolução!

Imagine agora a difícil situação no tocante ao viver dos Missionários, pela Fé, pois as igrejas estão apenas preocupadas com as construções de templos, com o sustento dos obreiros integrados e com manter toda a estrutura administrativa: gastos de combustível, comunicação, zeladoria, mobílias do templo, sonorização e outras coisas mais.

Esta é a nossa situação pessoal, precisamos de ajuda, precisamos de pessoas comprometidas e que amem a Obra Missionária, mas que não fiquem apenas no amor, mas na prática dele.

Queres nos ajudar? Aqui colocamos nossa conta para que você possa nos ajudar. Conta corrente 18.491-8 agencia 3078-3 Banco do Brasil.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Seu Fardo é Leve - Uma reflexão sobre a criatividade



E. Stanley Jones

A frase que mais tenho dito na vida é esta: "Senhor, tu me pegaste". Eu falo isso sério e tem funcionado – gloriosamente! O jugo dele é suave e seu fardo é leve. Por quê? Porque ele não coloca nada nos seus ombros? Pelo contrário, você se aproxima e ele joga o mundo e todos seus problemas dentro do seu coração. Você começa a se importar, a sentir cuidado e compaixão.

Cheguei a Deus totalmente ingênuo. Eu queria salvação para mim mesmo e descobri que quando a aceitei passei a desejar a salvação do mundo inteiro. Com oitenta e três anos, estou assumindo cada vez mais projetos – projetos para a redenção do mundo. E quanto mais assumo, mais sou invadido por alegria, por bem-estar, por empolgação interior, por aventura, por crescimento, por vida!

Seu jugo é suave porque seu jugo é meu anseio. Oferece-me justamente aquilo para o qual eu fui criado – atividade criativa. Quando me rendo a ele, é a mesma rendição que um fio elétrico, desligado e sem criatividade, faz ao se unir a um gerador: começa a vibrar com luz e poder. É a mesma rendição da tinta que se entrega a um escritor: mera tinta transforma-se em palavras que ardem e abençoam e iluminam. Quando você se rende a Cristo, você se entrega à Pessoa mais criativa e dinâmica deste planeta ou de qualquer outro. Você começa a vibrar com sua vida, a ser iluminado pela sua luz, a amar com seu amor. Você se rendeu à criatividade. Portanto, seu jugo é suave, pois você foi criado pelo Criador para criar.

E. Stanley Jones (1884-1972) foi um dos missionários mais destacados do século XX, servindo especialmente na Índia, mas também em vários outros países, e influenciando profundamente chefes de estado e líderes nacionais, como Franklin Roosevelt e Mahatma Ghandi.

Arauto Ano 22 nº 5 - Setembro/Outubro 2004

domingo, 17 de junho de 2012

Milagre grego e milagre Bíblico





Wilma Rejane
A Tenda na Rocha

A condição para a realização do milagre é a impossibilidade, certo? Por esta causa é que usamos a palavra milagre, indicando o extraordinário,  impossível,  fantástico! Se não é humano, é milagroso, sobrenatural! Tomás de Aquino criou um conceito clássico para a palavra milagre: " É algo superior, diferente ou contrário à natureza. "Supra, praeter vei contra naturam". Em latim, temos ainda outra definição para milagre: "miraculum", cujo radical é "miror" e pode ser traduzido por prodígio, maravilha, fato estupendo ou extraordinário.

Na civilização grega existiu muita confusão quanto ao significado real da palavra milagre. Com uma infinidade de deuses e símbolos pagãos, os gregos consideravam milagre o espanto diante do inexplicável. O surgimento da Filosofia, com Tales de Mileto, buscando desvendar a origem do universo através da natureza, ficou conhecido como "milagre grego". Fechava-se as cortinas do espetáculo sob o mitológico, para estreia do novo que procurava compreender a magnitude da criação através da razão.

Tales de Mileto acreditava que a água era o "dynamis", o poder criador do mundo. Após ele vieram outras teorias atribuindo o dynamis ao ar, a terra, ao átomo, e etc. Tudo porém, carecia de provas reais e convincentes que nem sempre foram possíveis. A razão parecia ainda insuficiente para explicar a plenitude das coisas criadas que ultrapassam o mundo visível. A ciência evolui através dos séculos: Física, química, matemática, biologia...uma conspiração extraordinária de valores que nos proporciona entender melhor a vida em todos os seus aspectos. As perguntas sobre o "dynamis", contudo persistem e entre vida e morte o misterioso sobrevive em interrogações. O milagre grego tem seu valor, afinal o homem, através da ciência, já despertava para o conhecimento de Deus.


O milagre grego também provocou avanço significativo para humanidade, afinal: eis a ciência!! A grande diva do secular, do tecnológico, aliada do homem quanto ao progresso, porém inimiga em outras facetas (acervo bélico por exemplo).

O Milagre Bíblico

"No principio criou Deus o céu e a terra" Gn 1:1

No Gênesis Bíblico nasce o milagre,  muitos milagres que acontecem a partir do verbo de Deus que é Jesus: "No principio era o Verbo e o verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele e sem Ele nada do que foi feito se fez" João 1:1-2. 

O dynamis, poder dinâmico criador de todas as coisas, tão enigmático para a ciência nos é revelado nas páginas da Bíblia Sagrada e só pode ser compreendido através da fé. O segredo de tudo que somos, do visível e do invisível, do possível e do impossível, do que é, foi e há de vir nos é ofertado de forma extraordinária e simples ao mesmo tempo, porque está ao alcance de todos.

Deus compartilha os segredos do universo com o homem e o torna protagonista do dynamis. Pela fé, os que crêem haveriam de receber do que é Divino. 

"Moisés, toma o teu bordão e fazei milagres diante de faraó, rei do Egito. Mostra para esse povo a insuficiência dos deuses e a suficiência da fé no Único Deus" Êx 7: 1-13

Mas o poder compartilhado com o homem para realização de maravilhas, também é visto na criação da natureza, nas coisas "simples": 

"E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda terra e todas as árvores em que há fruto e dê semente; isso vos será por mantimento. E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a todos os répteis, e a toda erva verde lhes será para mantimento" Gn 2:29-30 



Sendo assim, o milagre está em toda parte, ele nos rodeia e nos mantêm vivos. Imagine um mundo sem verde, sem campo, matas, selvas e cidades. Tudo é milagre!! O canto do pássaro anunciando o amanhecer, o desabrochar de uma rosa, as sementes que caem no solo e germinam... de milagre é feita a vida!

Se tem algo que satisfaz plenamente a condição de insuficiência humana é olhar para Deus e confiar Nele. Através do sacrifício de Jesus na cruz e da Sua ressurreição, Deus nos convida a vivermos o mais feliz dos milagres que é a vida eterna com o Pai. Esse Pai que se move em milagres para tornar possível a felicidade humana.

"Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz; O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. Colossenses 1:12-16"

Milagre é a realização concreta da vida de Deus nos homens e na natureza. É a manifestação do amor do Criador, milagre é Cristo em nós, esperança e fé de uma vida vitoriosa, de um espírito renovado e cheio de paz em um mundo corrompido pelo mal. O mal é o esquecimento do milagre é o avesso da fé, é o abandono de Deus é o desprezo pelo simples. O mal é a ingratidão que endurece o coração.

Entre o mundo grego e  o contemporâneo, entre ciência e fé, Deus é sobre todos e porque seu amor dura eternamente, os milagres continuarão existindo entre o visível e o invisível, vida e morte, tudo renasce com a força do milagre.
 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Novo Ser começa no olhar






Existe uma lenda urbana que fala sobre o início das vendas de sapato na Índia. Uma grande indústria de calçados, querendo encontrar novos mercados internacionais, logo após o término da 2ª Guerra Mundial, enviou dois dos seus melhores representantes para a Índia. Um para cada parte do país.
Sem que se falassem a respeito de suas impressões, os dois enviaram seus relatórios para a sede da companhia.
O primeiro, ao final do seu relatório, pedia para que a indústria abandonasse a ideia de vender sapatos na Índia e continuasse a pesquisar outros mercados porque ninguém usava sapatos naquele país.
O segundo enviou um relatório animadíssimo dizendo para a fábrica triplicar sua produção, investir num parque industrial maior, contratar mais funcionários e enviar mais vendedores para aquele país imediatamente, porque eles estavam diante da possibilidade de conquistar o maior mercado de sapatos do mundo, a Índia, onde ninguém usava sapatos ainda e eles seriam os primeiros a chegar.


Falamos tanto sobre transformação, mudança de vida, ânimo para vencer, mas nem sempre nos damos conta de que a transformação, de verdade, começa na forma como olhamos para dentro e fora de nós mesmos.

O novo jeito de olhar cura doenças incuráveis, aquelas que habitam dentro da alma. Mesmo que a doença física, por alguma razão, não deixe de existir, o olhar iluminado transforma a experiência mais dolorosa do mundo num grande aprendizado para a vida, mesmo que o seu fim seja encarar resignadamente a morte ou a perda.

Jesus fala sobre a necessidade dos nossos olhos serem bons e brilharem. Ele diz que se os nossos olhos forem trevas ou se olharmos de forma errada para as circunstâncias, todo o nosso ser interior será uma grande escuridão sem fim (Mateus 6). E o que aprendemos com isso?

Não se trata de pensamento positivo, de entusiasmo vazio ou negação da realidade. Pelo contrário, este novo olhar descortina a verdade, encara o bicho da existência e dos problemas de frente. Dá nomes aos bois. Ele se descobre sabedor de que todas as coisas cooperam (sempre) para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo um propósito que nem sempre nos é declarado objetivamente, mas que a infinita sabedoria sabe conduzir de forma magistral.

Quando nos descobrimos amados, supridos e guardados por quem é maior do que a vida e a morte, a alma ganha fôlego para continuar de pé e crendo muito além das coisas que se veem.

O salmo 23, por exemplo, fala a respeito de alguém que anda solitariamente por um lugar chamado "vale da sombra da morte", mas que não tem medo de estar ali porque sente a presença cuidadora de quem é infinitamente mais poderoso do que aquele lugar tenebroso.

Vejo muitas comunidades religiosas adoecerem o olhar das pessoas. Paradoxo, não? O lugar onde deveria ser um ambiente de crescimento espiritual, alegria, liberdade e amadurecimento acaba se tornando a antítese dele mesmo. É gente que deveria aprender a amar ao invés de odiar, perdoar ao invés de condenar, mandar para o céu ao invés de tentar mandar todo mundo para o inferno. Mas vivem o eterno peso do medo, da angústia de ser atropelado pela vida se andarem fora daquele ambiente. E vão se tornando cada vez mais cegos, com o olhar adoecido.

Tais pessoas creem na religião, no pastor, no padre, no sacerdote, na campanha, na oferenda, no guia, na cartomante, nas runas, nas cabalas, nos horóscopos como se estivessem crendo em Deus, mas de fato, sem saberem, não estão crendo Nele. Chamam estas coisas de "deus", mas centralizaram sua fé enganosamente nas suas próprias forças e, assim, se afastam de Deus.

A arrogância, a presunção e a autossuficiência pertencem ao grupo daqueles sentimentos que escurecem o olhar e embrutecem os sentimentos. Mas não precisa ser assim.

A verdadeira fé diz respeito a crer para o alto, para a Vida além desta vida, para a liberdade de crer se sabendo amado imerecidamente. Sem precisar se valer de mapas, de guias humanos ou "atravessadores da fé". A verdadeira fé é mediada pelo novo olhar provocado pela mente de Cristo que vai sendo formada em nós a cada dia, como um sol que vai nascendo e iluminando o nosso interior.

A verdadeira fé nos abre o ousado caminho de chamar  Deus de amigo, de paizinho. De olhar para Ele não como quem olha para um patrão ameaçador e sempre mal humorado, mas olhar para Deus como quem caminha ao nosso lado e nos dá a mão quando o caminho é escuro demais.

É uma atitude primariamente espiritual e não somente intelectual.


O Deus que vê com amor e graça e nos ensina a olhar assim também te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!


Leia outras mensagens de Pablo Massolar
no blog Ovelha Magra (www.ovelhamagra.com)

sábado, 14 de abril de 2012

Alvo cristão

Por Eliseu Antonio Gomes

É interessante lembrar, no idioma hebraico, no qual foi escrito quase que todo o Antigo Testamento, o seguinte: a conotação do termo pecado é "errar o alvo"; e, o termo "lei" significa "alvo". 

Então, pecar é cometer infração da lei. Agora, alguns poderão dizer que o parágrafo acima poderia ser uma indução ao regresso das prática do legalismo de Moisés. Não é isso. 

Na Dispensação da Graça também estamos debaixo da lei, mas da lei de Cristo, a lei do amor e da liberdade (Gálatas 6.2). 

Nosso alvo é imitar Jesus Cristo.

E.A.G.


domingo, 25 de março de 2012

O Tesão de Cristo

“Por esse razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja” (Ef 5.31,32) 

Penso que muitas coisas da Bíblia eu apenas entenderei em plenitude quando chegar ao céu. Por exemplo, o fato de Maria ter sido coberta pela sombra do Altíssimo e ficado grávida. Acredito que Deus transcende à sexualidade e que os prazeres ou sofrimentos da vida pós-morte são gigantescamente maiores que os daqui.

Mas a Bíblia fala das bodas do Cordeiro, que o Espírito Santo sente ciúmes da gente e chega a ponto de chamar de adúlteros a aqueles que querem ser amigos do mundo. A tal ponto que isso explica o fato de Jesus não ter se casado enquanto estava na terra, porque estaria cometendo o pecado de fornicação. Jesus ainda se casará com a igreja. E é à igreja que Cristo se entregou “para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa”. Isso significa que é na igreja em comunhão com os irmãos que podemos “andar na luz, como Ele na luz está” para sermos purificados de nossos pecados. É confessando nossos pecados uns aos outros e orando que poderemos ser curados.

 “Quem vive isolado busca seu próprio desejo e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Pv 18.1)

Isso é tão forte que o próprio fato de buscar viver em comunhão significa buscar o interesse do outro e não o meu. Esse é um dos principais motivos que prende as pessoas no vício do pecado sexual, que no fundo a pessoa é orgulhosa demais para se expor e prefere permanecer sujo, mas escondido, do que limpo, mas na luz. Às vezes, você não vai se sentir digno de ser chamado filho, mas Deus te espera de braços abertos em sua casa. Ele sente imenso gozo (alegria) em ter você de volta à família. Como mostra, por exemplo, o livro de Oséias, aliás, outra parte da Bíblia que eu custo a entender.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Acredite, você venceu!

"Não duvidar em seu coração"...  (Mateus 11.23)

Em Romanos 8.33-37, Paulo não escreveu que somos vencedores... Disse que somos mais... Repito: somos mais do que vencedores! Isso quer dizer o quê? Nós temos a vitória nas mãos antes de sair para guerrear. Nada pode nos condenar, porque é Deus quem nos justifica. Cristo ressuscitou e está à direita do Pai intercedendo por nós. Diante dos perigos que nos ronda, da angústia que tenta nos assaltar, e até perante alguns que se comportam como predadores e queiram nos  arrastar aos matadouros feito ovelhas, em todas essas terríveis tribulações somos mais do que vencedores.

A dúvida talvez vagueie a mente do cristão atribulado, mas jamais deverá ser aceita. Quando existe a rejeição da incerteza, colocando-a em confronto com a Palavra de Deus, a fé se sobrepõe à interrogação.

E em simultaneidade, durante a briga da fé com a dúvida, que também é a luta da carne contra o Espírito, o monte de problemas é removido, segundo a ordem expressada pronunciando o nome que tem toda autoridade, que é o nome de Jesus.

A luta da dúvida, querendo entrar em nosso coração, é uma batalha que já vencemos quando Jesus Cristo ressuscitou. Basta não desanimar para que sintamos o gosto da vitória, que não precisamos nos esforçar para conquistar, porque o Filho de Deus já fez tudo em nosso lugar.

Este é o meu testemunho aqui: já recebi muitas bênçãos enquanto rejeitava a dúvida. Ela não estava ausente quando me vi e fui reconhecido mais que vitorioso. Então, diante da dúvida, não pense que fracassou. Não desanime, não cruze os braços, examine as Escrituras e pratique a Palavra de Deus no tocante ao problema que estiver passando. Fazendo isso, a vitória que já está presente em sua vida o envolverá você plenamente e todos em sua volta observarão e testemunharão: Olhe ali aquela pessoa, ela é alguém muito mais do que feliz, ela é muito mais do que vencedora!
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Uma palavra de Viktor Emil Frankl para animar os desalentados



Quando Paulo e Barnabé, em cerca de 46 depois de Cristo, entraram num sábado na sinagoga de Perge, na costa sul da atual Turquia, os responsáveis lhes disseram: “Se vocês têm alguma palavra para animar o povo, podem falar agora” (At 13.15, NTLH). Paulo não perdeu a oportunidade. Ele discursou de tal modo que as pessoas “pediram com insistência que eles voltassem no sábado seguinte a fim de falarem sobre o mesmo assunto” (At 13.12, NTLH).

A seguir, o leitor vai encontrar palavras, não de Paulo, mas de Viktor Frankl, o famoso psiquiatra austríaco que passou quase três anos em campos de concentração (veja Como é possível sobreviver num campo de concentração?)

Sobre a arte de viver
• Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transformarem num alvo, mais vocês vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior do que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser.
• A vontade de humor -- a tentativa de enxergar as coisas numa perspectiva engraçada -- constitui um truque útil para a arte de viver.
• Com o fim da incerteza chega também a incerteza do fim.
• Quem não consegue mais acreditar no futuro -- seu futuro -- está perdido num campo de concentração.
• O prazer é e deve permanecer efeito colateral ou produto secundário. Ele será anulado e comprometido à medida que se fizer um objetivo em si mesmo.
• O ser humano é um ser finito e sua liberdade é restrita.

Sobre o sentido da vida
• Ouso dizer que nada no mundo contribui tão efetivamente para a sobrevivência, mesmo nas piores condições, como saber que a vida da gente tem um sentido.
• O que o ser humano realmente precisa não é um estado livre de tensões, mas antes a busca e a luta por um objetivo que valha a pena, uma tarefa escolhida livremente. O que ele necessita não é a descarga de tensão a qualquer custo, mas antes o desafio de um sentido em potencial à espera de ser cumprido.
• O sentido de vida difere de pessoa para pessoa, de um dia para o outro, de uma hora para outra. O que importa, por conseguinte, não é o sentido da vida de um modo geral, mas antes o sentido específico da vida de uma pessoa em dado momento.
• O sentimento de falta de sentido cumpre um papel sempre crescente na etiologia da neurose.
• As pessoas têm o suficiente com o que viver, mas não têm nada por que viver; têm os meios, mas não têm o sentido.
• O niilismo não afirma que não existe nada, mas afirma que tudo é desprovido de sentido.

Sobre a arte de sofrer
• Se é que a vida tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá. Afinal de contas, o sofrimento faz parte da vida, de alguma forma, do mesmo modo que o destino e a morte. Aflição e morte fazem parte da existência como um todo.
• Precisamos aprender e também ensinar às pessoas em desespero que a rigor nunca e jamais importa o que nós ainda temos a esperar da vida, mas sim exclusivamente o que a vida espera de nós.
• Deus espera que não o decepcionemos e que saibamos sofrer e morrer, não miseravelmente, mas com orgulho!
• Ninguém tem o direito de praticar injustiça, nem mesmo aquele que sofreu injustiça.
• Quanto mais uma pessoa esquecer-se de si mesma -- dedicando-se a servir uma causa ou amar outra pessoa --, mais humana será e mais se realizará.
• Sofrimento, de certo modo, deixa de ser sofrimento no instante em que se encontra um sentido, como o sentido de um sacrifício.
• O sofrimento desnecessário é masoquismo e não ato heroico.

Sobre o “nem tudo está perdido”
• Se houve um dia na vida em que a liberdade parecia um lindo sonho, virá também o dia em que toda a experiência sofrida no passado parecerá um mero pesadelo.
• O ser humano é capaz de viver e até de morrer por seus ideais e valores.
• O passado ainda pode ser alterado e corrigido.
• Quando já não somos capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós próprios.
• Quando o paciente está sobre o chão firme da fé religiosa, não se pode objetar ao uso do efeito terapêutico de suas convicções espirituais.
• Uma das principais características da existência humana está na capacidade de se elevar acima das condições biológicas, psicológicas e sociológicas, de crescer para além delas.
• As pessoas decentes formam uma minoria. Mais que isso, sempre serão uma minoria. Justamente por isso, o desafio maior é que nos juntemos à minoria. Porque o mundo está numa situação ruim. E tudo vai piorar mais se cada um de nós não fizer o melhor que puder.

(Todas as frases foram retiradas do best-seller “Em Busca de Sentido”, publicado em alemão em 1945.)