Mostrando postagens com marcador missões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador missões. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O mundo precisa de Coca-cola

Sobre a necessidade de 
André Filipe, Aefe!

A cidade fica a 800 km rio negro acima de Manaus, AM. As únicas maneiras de se chegar lá são pelo ar ou pela água. Era uma pequena vila militar que virou uma cidade com 95% da população indígena, cercada pela mais densa e no mais profundo da floresta Amazônica. Tentamos chegar lá de carona com a Força Aérea Brasileira (FAB), uma boa economia. Mas as esperanças foram frustradas 5 vezes no decorrer de quase 2 semanas de tentativas. O impedimento tinha o mesmo argumento: o avião estava com excesso de peso. O enorme avião Casa estava carregado de mantimentos e outras necessidades humanas para abastecer a cidade.
Então decidimos ir de barco. No porto, víamos filas de amazonenses de uma força descomunal carregando nos ombros uma enorme carga de caixas de Coca-cola, cervejas, frangos etc. Isso foi o dia inteiro até que os porões dos barcos estivessem repletos de alimentos industrializados.
O que eu pensei foi o seguinte: até no mais profundo da floresta, entre indígenas até pouco tempo acostumados a extrair da natureza o seu próprio alimento, lá nos confins da terra, onde há homens e mulheres precisa-se de Coca-cola, e das bênçãos e maldições da industrialização.
E é verdade. Disseram para tomarmos cuidado com o início do mês: a população recebe seu salário e uma turba de arruaceiros o gasta com bebida, e as consequências são brigas que levam a morte e, corriqueiramente, suicídios.
O mundo precisa de Coca-cola e sabendo disso, o mundo se organiza numa estrutura complexa envolvendo logística, transportes, pessoas e muito dinheiro, para cortarem a floresta e supri-los dessa necessidade.
Mas há uma outra necessidade muito mais elevada, muito mais importante e só ela capaz de satisfazer verdadeiramente as necessidades humanas “pois debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At. 4.12), este é Jesus Cristo, o filho do Deus vivo.
O mundo precisa de Jesus Cristo. Conversando com um missionário da região, ele relatou um diálogo com um líder da igreja indígena que fez um apelo surpreendente, mais ou menos assim: “não queremos médicos ou assistentes sociais, queremos pastores! Não queremos hospitais ou escolas, queremos igrejas! Mandem-nos pastores!”
Ele entendeu que o mundo não precisa de Coca-cola, precisa de Jesus Cristo. Que o Espírito de Deus mobilize sua igreja para proclamá-lo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Na Papua Nova Guiné, Povo Kimyal festeja a chegada da Bíblia

A tradução da Bíblia foi feita pela missionaria Rosa Kidd que levou 15 anos aprendendo a língua do povo Kimyal. A tradução foi concluída em marco de 2010.
Kimyal se encontra em Korupun, no oeste de Papua, Indonésia, a tribo tem mais ou menos 4 mil habitantes onde 98%(3.920 pessoas) falam apenas a língua nativa de Kimyal.


Publicado no Notícias Cristãs

terça-feira, 24 de maio de 2011

Domingo da Igreja Perseguida 2011 - Participe e envolva a sua igreja


O Domingo da Igreja Perseguida, conhecido como DIP, é um dia em que as igrejas separam seus cultos, ou parte deles, para falar da causa dos cristãos perseguidos. É uma mobilização em massa das igrejas brasileiras e também de outros países, que promovem o evento para que os membros de sua comunidade saibam mais sobre a realidade da perseguição, orem e se engajem, não só neste dia, mas na causa da Igreja Perseguida.
O DIP é patrocinado pela Missão Portas Abertas e os organizadores são voluntários. O evento dá a oportunidade para que os cristãos brasileiros conheçam e vivenciem a realidade de milhares de irmãos. Este dia, entretanto, não é apenas mais um evento para sua igreja. É uma oportunidade para divulgar e relatar os testemunhos e experiências de pessoas que nos ensinam a cada dia como ser um cristão perseverante e cheio de fé.
A data varia de ano para ano, pois é marcada para o domingo seguinte ao de Pentecostes. Esse critério foi adotado porque no relato bíblico de Atos 4, o início da perseguição aos cristãos acontece logo após a descida do Espírito Santo, com a prisão de Pedro e João. Simbolicamente, pode-se dizer que essa foi a “fundação” da Igreja Perseguida.
Em 2011, o Domingo da Igreja Perseguida será dia 19 de junho. 

Divulgue, ore, participe!

____________________


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Orientações para evangelização eficaz



Ao anunciar a Palavra de Deus, o lema de quem é cristão deve ser o mesmo proferido pelos apóstolos Pedro e Paulo: importa agradar a Deus e não aos homens (Atos 5.29; 1ª Tessalonicenses 2.4).

Todos os dias são dias de salvação (2ª Corintios  6..2) . Porém, em Eclesiastes 3, a Palavra de Deus informa que existe tempo para tudo. O pregador está inserido na questão de usar o tempo oportuno para falar e também para ficar calado.

Efésios 5.16 e Colossenses 4.5 falam em remir nosso tempo. Ora, a recomendação aconselha a cada um de nós otimizar o espaço de 24 horas que Deus nos dá. Quem é cristão precisa ter em sua agenda diária um espaço vago para nunca deixar de transmitir a mensagem nº 1 entre todos os assuntos que estão em nosso coração ardendo para ser falado. Diariamente, o cristão deve informar a alguém que Jesus Cristo é Senhor e único Salvador da Humanidade. Apesar desse compromisso importantíssimo, antes de cumprir essa tarefa inadiável é preciso orar. Na oração, pedir a Deus chances de fazer parte de momentos de evangelização às almas perdidas, momentos que ocorram segundo a direção dEle.

Quando evangelizamos guiados por Deus, estamos caminhando e falando segundo o Espírito Santo, e com certeza transmitindo a mensagem conveniente no momento certo do dia de quem está espiritualmente perdido.

O evangelista deve ser inteligente. Quem evangeliza  pode alterar os horários de sua agenda para transmitir as Boas Novas, mas jamais deve interferir e atrapalhar a agenda daqueles que recebem a mensagem evangelística, provocando prejuízos a eles. Jesus é manso e humilde, não é arrombador de portas. Se uma alma não dá ouvidos para você, então combine com ela um horário em que possa ouvi-lo.

Ratifico: Nunca deixe de pregar a Palavra de Deus. Mas também nunca deixe de orar antes de pregar, pedindo que o Senhor coloque-o e em situações convenientes para quem o ouvirá. Orações assim são respondidas, pois essa é a vontade divina para sua vida.

Alguns cristãos, além da inconveniência de falar fora do tempo, falam em lugar errado e com interpretação bíblica errada também. São anacrônicos exacerbados, sendo até insuportáveis em algumas situações. Quando confrontados dizem que sofrem perseguição religiosa.
.
Há alguns deles que fazem uso de textos bíblicos em causa própria. Citam  Mateus 23.23, ou outros versículos similares, que contenham adjetivos negativos, para atacar desafetos. Porém, nenhuma de suas citações servem de constatação de um fato comprovável. Ninguém passa a ser lobo, mercenário, hipócrita, ou víbora, só porque alguém usou trechos bíblicos com esses termos. Tal ação é cabível até de processo judicial, pois poderá ser configurada como calúnia, injúria e difamação.

"Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte" - 1ª Pedro 4.15-16.

Enfim, Deus não é criador de confusão. 

E.A.G.
___________

Este artigo está liberado para todos os tipos de cópias, desde que não seja com fins lucrativos. No entanto, é exigido que ao copiar seja citado o nome do autor e da fonte da coleta ao lado do link ativo. Eliseu Antonio Gomes; Confentaria Cristã, http://confeitariacrista.blogspot.com    

domingo, 17 de abril de 2011

4 motivações missionárias


André Filipe, Aefe!
também em: www.imagemesemelhanca.com

A partir de uma sondagem interna, algumas leituras e, claro, pelas próprias Escrituras, separei 4 motivações necessárias e recorrentes no missionário. Em ordem crescente de importância, ficou assim:

1) Espírito de aventura
Tinha certo receio em falar que fui levado às missões devido a leituras da National Geographic. Criei coragem com William Carey: paradigma das missões modernas, seu interesse pelos povos começou pelo acesso aos relatos das viagens do grande explorador inglês James Cook. Mas não só ele: grandes empreendimentos missionários surgiram na Europa do século XVI justamente influenciados pelos relatos das culturas do Novo Mundo descoberto por portugueses e espanhóis.
E é verdade. Se o missionário não tiver certo gosto pela aventura: o desprendimento, a curiosidade e o fascínio por culturas e línguas diferentes, o gosto pela mobilidade; terá sérias dificuldades de adaptação. Concomitante ao Espírito Santo, não foi o espírito de aventura que levou Paulo a empreender viagens por diferentes regiões do mundo?
Tá certo que o missionário não é um herói, figura romanticamente marcada neste ministério. Do tipo que, apesar das lutas, logo virá a vitória e o reconhecimento do mundo. Mas é um aventureiro do mundo real, cuja picada de cobra machuca, em quem a malária traz sofrimento, aprender outra língua é difícil, acompanhado de muita monotonia e solidão. Mas foi por desbravadores que descobrimos o mundo e é com eles que Deus espalha sua igreja.

2) Paixão pelos perdidos
A realidade do inferno é um fator propulsor da missão. Entender que as pessoas só serão livres do inferno se ouvirem a Palavra de Deus e entregarem suas vidas a Jesus Cristo, e amá-las profundamente, este entendimento têm movimentado milhares de famílias ao redor do mundo, que enfrentam doenças, mares, florestas e perigos diversos. O mais famoso é o movimento conhecido como os Irmãos Morávios, na Saxônia, cujo principal líder, conde Zinzendorf, foi muito influenciado pelo pietismo da Universidade de Halle, Alemanha.
A paixão pelos perdidos não significa que a salvação deles depende de nosso esforço pessoal, e até o conceito de “perdidos”, consagrado no imaginário missionário, pode não ser entendido corretamente. Mas a “paixão pelos perdidos”, ou melhor, este sentimento de misericórdia por  aqueles que ainda não entregaram suas vidas ou ainda não ouviram o evangelho de Jesus Cristo, considero um amor descomunal, extraordinário, mas que tem como modelo o próprio Jesus Cristo, e capacitador, seu Espírito Santo. É um sentimento que excede ao do cuidado pastoral pelas ovelhas, de pregação para fortalecimento e edificação. É uma vocação para ir às ruas buscar os escolhidos de Cristo, e sofrer e chorar por aqueles que não ouvem a pregação. O profeta Jonas, finalmente ao obedecer a Deus, erra por obedecer sem misericórdia e compaixão.

3) Obediência à Palavra e ao Espírito.
O sentimento de dever ao mandato de Deus para levar o evangelho a todos os povos foi o fundamento da Reforma missionária protagonizada pelo já citado William Carey, que sozinho traduziu a Bíblia para diversas línguas, foi perseguido pelo governo da Índia, pôde influenciar a cultura retirando práticas de assassinato, plantou igrejas, Universidade e Hospitais.
A Palavra é clara quanto a nossa responsabilidade de resplandecer a Luz de Cristo e sermos testemunhas do seu evangelho. Mas quando falo de obediência à Palavra E ao Espírito, refiro-me a uma vocação especial, individual.
Nem todos são dirigidos por Deus para saírem de seu país, de sua cultura. Mas aqueles são vocacionados pelo Espírito, desobedecem mesmo não atendendo a algo claro nas Escrituras. Jonas obedecia a Deus em Israel; desempenhava seu ofício profético, e poderia desempenhá-lo também em Társis. Mas Deus o dirigiu para outro lugar, e ele não foi.
O livro de Atos mostra que quem dá as coordenadas geográficas para o desenvolvimento da Igreja é o Espírito. Assim, posso até estar obedecendo ao Mandamento geral das Escrituras, de ser testemunha em minha cidade. Mas se o Espírito me chama para sair, ir para outro lugar, estarei sendo igualmente desobediente se não seguir adiante.

4) Ardente desejo de contemplar a Glória de Deus por toda parte.
Tenho um apreço enorme pelo ministério de tradução da Bíblia. Traduzir um livro da Bíblia para uma língua e uma cultura que não a possui deve ser uma experiência sobrenatural. No entanto, penso que não deve haver alegria e satisfação maior para um missionário do que traduzir cânticos. Quando um missionário traduz o livro da Bíblia, traduz na expectativa da conversão. Quando traduz um cântico, traduz na certeza de que crentes se converteram ao Evangelho e por isso estão aptos para adorar o Cordeiro Jesus.
Ouvir cânticos de adoração numa comunidade em que não havia cânticos de adoração deve ser uma experiência fora de série para um missionário. Ouvir testemunhos de atos soberanos de Deus, ouvir orações de gratidão numa igreja recém-nascida, não deve haver alegria maior para um missionário.
Você pode não ter um espírito de aventura, você pode não ser um cara super obediente ao Senhor Jesus, ou mesmo não ter aquele amor extraordinário, mas se o seu coração pulsa forte e seu olhos almejam ver a glória do Nome de Jesus Cristo por toda parte, então você é um missionário.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Aquiles, Dr.House e a Glória de Deus


André Filipe, Aefe!
Aquiles é um herói da mitologia grega. Quando Aquiles nasceu, é profetizado à sua mãe que seu filho iria morrer na guerra de Tróia, mas que seu nome seria glorioso. Sua mãe, porém, para não perdê-lo precocemente, esconde-o entre as mulheres.
Quis o destino que ele fosse encontrado, e escalado para a guerra. Sua mãe, pedindo para que não fosse, revela a profecia, deixando Aquiles num difícil dilema que até hoje os seres humanos se deparam: ter uma vida monótona e sem glória, mas duradoura; ou uma vida de aventuras, gloriosa, mas curta e cheia de sofrimento.
House, personagem médico da série homônima da Universal Channel, em vários episódios é apresentado com o mesmo dilema: o personagem é triste, sozinho, castigado com dor na perna e usuários de drogas. Mas um médico fora do comum. Somos levados a crer durante a série que sua dor, solidão e drogas, fazem dele um médico genial, daí que o doutor busca a cada episódio arruinar sua vida pessoal tendo em foco a glória do seu próprio nome.
Não há maior motivação para um homem enfrentar a dor e o sofrimento que a glória pessoal, e modernamente homens e mulheres têm sacrificado a vida, em paz, tranquila e longa, para um mergulho no trabalho, nas drogas, numa vida desregrada ou de aventuras, e até, em último caso, inscrever-se para o próximo BBB.
É um paradoxo difícil: sacrificamos a vida para que o nosso nome (ou nossa glória) permaneça após a morte, ultrapassando o tempo e o espaço limitado a nós. Estar acima dos demais homens vale uma vida curta e de sofrimento.
A Palavra de Deus não nos convida para uma vida mansa e longa, como se estivéssemos num estado de espera. Mas também, por outro lado, não é uma opção essa busca ensandecida pela glória do próprio nome, como a busca dos moradores de Babel em Gn 11.4: “Vamos construir uma cidade (...) Assim nosso nome será famoso".
Mas a proposta de Deus a Abrão é tentadora, em Gn.12.1-2:
"Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção”.
Ou seja, saia desta sua vida confortável em que você é reconhecido como príncipe, saia da casa dos seus parentes em que há certezas e paz, obedeça-me sendo uma bênção para todos os povos, brilhando em sua face a Minha (de Deus, não sua) Glória, e Eu (Deus, não você) tornarei seu nome Glorioso. Viva para a Glória, não sua, não da empresa, não da nação, mas para a Glória de Deus!
O conhecimento da Glória de Deus se espalhará por toda a terra, isto é promessa e podemos esperar com confiança. Entre todos os povos, todas as línguas, a Glória do nome de Deus estará presente. Deus nos convida a participar (como servos inúteis) dos grandes atos de Deus na execução desta promessa, brilhando em nós a luz de Deus, numa aventura de vida buscando o Reino de Deus e sua justiça.
Não há preço alto demais para tamanha aventura!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Às Margens do Quebar




 Lançamento Oxigênio Books
188 Páginas
Em Breve nas lojas Submarino

Às Margens do Quebar, é um livro para quem anela pela presença de Deus. Nele estão compiladas 54 mensagens Bíblicas fruto de anos de estudo das Escrituras e oração a Deus por revelação e salvação de almas. É para quem deseja milagres, refrigério e comunhão. Deus é a fonte de todo conhecimento contido neste “pequeno grande tesouro” como diz Sammis Reachers na apresentação do livro.

O Rio Quebar foi um canal de irrigação da antiga Mesopotâmia, situado a uma pequena distância do Eufrates. Um lugar terreno, real, mas também pode ser comparado a um lugar espiritual: dias difíceis, de dor, pranto, fazendo desfalecer sonhos, ou mesmo a fé.Às margens do Quebar ouse olhar para o alto e ter visões de Deus, tal qual Ezequiel. Porque Deus está elevado, acima de tudo e todos e Sua vontade é nos fazer vencer. Este livro é um convite: “Enxugue as lágrimas às margens do Rio Quebar”.



A autora: Wilma Rejane edita o blog A Tenda Na Rocha que recebe diariamente cerca de 800 visitas e testemunhos de cura, restauração e conversões. Wilma nasceu em Campina Grande, PB e mora em Teresina-PI, é jornalista, educadora, bacharel em teologia, especialista em Religiões e cursa Filosofia na UFPI. É casada com Franklin e mãe de dois jovens: Joyce e Filipi.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mulheres do Caminho: Portas Abertas convida para evento em São Paulo



UM CONVITE ESPECIAL...

Quero convidar você a celebrar o mês das mulheres de uma maneira diferente, com um grupo de pessoas que estarão juntas por um mesmo propósito, muito embora algumas ainda não se conheçam. Afirmo que é uma comemoração diferente porque deixaremos de pensar em nós e lembraremos de outras mulheres que vivem em outros países. Muitas delas não encontraremos pessoalmente nem tampouco sabemos seus nomes. Mas o fato de serem mulheres nos une ainda mais nesse mês. 


No dia 2 de março, às 14h30, você vai ouvir histórias sobre Mianmar, o 27º país daClassificação de países por perseguição, criada pela Portas Abertas. 



A dra. Ivana Abe, médica, esposa do membro do conselho da Portas Abertas, Marcos Abe, estará conosco na sede da Missão e irá compartilhar sobre o tempo que se voluntariou para ajudar as vítimas do ciclone Nargis que atingiu aquele país. Éespecialista em Medicina da Família e Comunidade e tem um filho de 1 ano e 10 meses. Ela não imaginava que poderia ir a Mianmar, mas o Senhor a levou para lá e usou seus talentos médicos para atender cerca de 100 pessoas por dia, entre mulheres e crianças. 



Celebre o mês da mulher de um jeito diferente! Venha entrar nesse mundo fantástico da imensa graça de Jesus.



Data: 2 de março 
Horário: às 14h30 
Local: sede da Missão Portas Abertas
Rua Barão do Rego Barros, 664 – Vila Congonhas – São Paulo 



Confirme sua presença através do email mulheresdocaminho@portasabertas.org.br

Elizabeth Banov
Coordenadora do ministério 
Mulheres do Caminho

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Campanha: 30 Dias de Oração pelos Povos Indígenas do Brasil


Introdução
Deus ouve as orações, e esta é uma das verdades mais fantásticas da vida cristã.
Era comum Jesus convidar seus discípulos para momentos de oração (Lc 11:1). Desejava conduzi-los a um ato de fé e a momentos de intimidade com o Pai. Ao longo de sua vida e ministério Jesus continuamente orava (Mc 6:46). Por vezes se distanciava da multidão para uma noite inteira de intercessão, outras vezes falava com o Pai em curtas frases em meio à agitação diária (Mt 26:44). Em Suas orações frequentemente nos apresentava a Deus rogando por nossas vidas (Jo 17:15).
A oração nos convida ao relacionamento. Ela nos coloca aos pés do Senhor para buscarmos a Sua presença, conversarmos sobre as coisas do coração e sermos por Ele sondados. A oração provavelmente mais arriscada em toda a Palavra foi proferida pelo salmista quando clamou:Sonda-me ó Deus e conhece o meu coração. Prova-me e conhece os meus pensamentos. Vê se há em mim algum caminho mal e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139:23). Nela o salmista roga para que o Senhor o sonde reconhecendo que não somos capazes de sondar a nós mesmos, precisamos de Deus para entender nosso próprio coração. Roga que o Senhor o prove pedindo que Deus o conduza nos processos dos pensamentos, pois dependemos dEle para isto. Por fim roga que Ele o guie afirmando que sem Ele estamos perdidos. Orar, portanto, não é tão somente apresentar nossas petições perante o Altíssimo, é nos aproximarmos do Seu coração.
Mas não basta orar, é necessário perseverar em oração (Ef. 6:18). No livro de Atos vemos que a Igreja do primeiro século perseverava “na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At. 2:42). Este texto funciona como um elo de ligação entre o Pentecoste e a vida diária da Igreja. As Escrituras destacam aqui de forma objetiva que esta comunidade que seguia a Cristo era a comunidade da perserverança, que cria no impossível e caminhava na vontade do Pai mesmo durante as épocas de maiores incertezas, e o fazia em oração.
Gostaria de convidá-los a orar e perseverar em oração pelos povos indígenas do Brasil nestes dias. Temos ainda em nosso país 121 etnias pouco ou não evangelizadas, 37 vivendo em risco de extinção, 111 grupos em complexos processos de urbanização, 38 línguas com clara necessidade de tradução bíblica e 99 etnias onde há uma igreja indígena, mas ainda sem liderança própria. Os missionários evangélicos atuam em 182 etnias em evangelização, plantio de igrejas, treinamento de líderes e ações sociais, coordenando 257 programas sociais. São desafios enormes. Precisamos rogar ao Senhor pela renovação das forças dos que estão com a mão no arado, novos obreiros para novas iniciativas, sinceras conversões entre os grupos e o fortalecimento da Igreja Indígena no Brasil, recursos para os trabalhos, o abrir das portas que permanecem fechadas e, sobretudo, clara direção do Alto para que seja feita a Sua vontade.
Nestes 30 dias rogue ao Senhor da Seara por cada vida, etnia e missão, em perseverança, crendo que o Senhor ouve as orações.
Ronaldo Lidório

Clique Aqui e baixe o arquivo contendo os motivos para os 30 Dias de Oração por nossos povos indígenas. Ore, divulgue, envolva a sua igreja!

Maiores informações sobre os povos indígenas do Brasil:

© Instituto Antropos 2011. Reprodução permitida.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Campanha UBE Conectados em Oração - Participe!


Deus se agrada dos que intercedem e sabemos que a oração com fé produz maravilhas, por este motivo convocamos uma comissão de homens, mulheres e crianças de todas as idades e etnias para nos conectarmos em oração aos céus por dias de refrigérios na terra.

O que é "Campanha UBE Conectados em Oração"?

É um evento que visa conectar o maior número possível de pessoas orando ao mesmo tempo com dia e hora marcados, é a formação de uma grande comissão de intercessores, internautas ou não.

Objetivo do Conectados:

“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus. Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus." Mateus 18:18-19

A campanha tem por objetivo primeiro a conversão de almas. Relacionaremos alguns motivos de oração, contudo ficará a critério de cada participante incluir outras causas.

Quem Pode Participar?

Qualquer pessoa poderá participar, desde que tenha determinado em seu coração conectar-se a essa grande comissão, em um mesmo pensamento de fé e comunhão.

Motivos de Oração:

Salvação de Almas
Fronteiras Abertas Para propagação do Evangelho
Cristãos Perseguidos
Pelo Brasil
Especialmente Pela Cidade do Rio de Janeiro
Pelos Governantes
Pelos Oceanos
Por Trabalhadores Para a Seara
Missionários
Todas as Nações

Dia e Hora Para Nos Conectarmos Em Oração:

6 de Março 2011 às 08h30min h (horário de Brasília)

Divulgação do Conectados

O texto e selo oficiais de divulgação da campanha, podem ser encontrados Aqui, é só leva-los para seu site ou blog. O selo foi produzido por decioidesigns@gmail.com. É só copiar e colar a caixa de texto logo abaixo do selo e adicionar como gadget em sua página, ele direcionará os internautas para o texto explicativo da campanha.

A Equipe UBE, tem a satisfação de comunicar essa inédita iniciativa, contando com o engajamento de todos para honra e glória do Reino de nosso Senhor Jesus. Nossa oração primeira é para que muitas vidas cheguem ao conhecimento da Verdade através desse mover da Igreja.

Deus abençoe a todos.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

SOS MISSIONÁRIO: Ajude na construção de uma Creche e uma Escola de Missões Transculturais no Pará

Imagens das crianças da creche, e da limpeza e preparação do terreno para a construção da Escola de Missões

A missionária Kelem Gaspar, valorosa irmã de grande dedicação ao Evangelho, já tendo atuado entre indígenas na Amazônia Peruana e Brasileira, está atualmente vivendo e realizando o sonho que Deus pôs em seu coração: construir uma Creche e uma Escola de Missões Transculturais em Maracanã, no Pará. A creche já está em funcionamento, e o terreno já foi limpo para dar início à construção da Escola. Esta dupla obra de fé, implantada num campo tão carente, precisa de ajuda.

Visite o blog da Kelem (http://missionariakelem.blogspot.com/), nele você conhecerá melhor os projetos em andamento e as notícias do campo, e lá é possível ainda ler o livro ‘PAKAU ORO MON’, onde ela relata seu grande testemunho de vida e parte de sua trajetória missionária.

Ajude esta obra, orando também e contribuindo. Você poderá ajudar com sua oferta missionária através da conta no Banco do Brasil, Ag 1436-2 , C/C 6993-0

sábado, 22 de janeiro de 2011

Da universidade para a floresta: a necessidade do apoio técnico na missão entre indígenas do Brasil.


Rev. Norval, missionário tradutor, da ALEM/APMT, contando história bíblica

André Filipe, Aefe!
conheça também: http://www.alumi.org.br

Recentemente, o Departamento de Assuntos Indígenas (DAI) da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) publicou um relatório1 sobre as etnias indígenas brasileiras, revelando dados importantes para a missão da igreja nacional, lançando necessidades e desafios. Dentre os 7 desafios lançados pela equipe, o sétimo deve tocar fundo no coração do estudante universitário cristão, capacitado para servir a Deus com sua profissão; este desafio aponta para um modelo diferenciado de necessidade missionária, com uma direção diferente das encontradas normalmente em institutos bíblicos e seminários:
“Em diversas atividades missionárias há necessidade de apoio técnico especializado, essencial para a qualidade da produção. Podemos citar áreas como a linguística, antropologia, missiologia, pesquisa, desenvolvimento comunitário, ações sociais, consultoria jurírica, transporte, comunicação e logística. Sem um adequado fortalecimento no apoio especializado as ações missionárias entre os povos indígenas perderão força, qualidade e oportunidade (...) Tais iniciativas especializadas multiplicam as ações missionárias e são fundamentais para boa parte do trabalho realizado”2.

A pesquisa reconhece 616.000 indígenas vivendo em terrítório nacional (52% ainda vivem em aldeamentos), divididos em 340 etnias, e 181 línguas diferentes. O relatório ainda nos apresenta dados animadores a respeito da presença evangélica entre eles, mostrando que a igreja tem caminhando e feito a diferença: “a Igreja Indígena está em franco crescimento, o que se dá a partir das relações intertribais locais, atuação missionária com ênfase no discipulado e treinamento indígena e três fortes movimentos indígenas nacionais. A presença missionária coordena mais de duas centenas de programas e projetos sociais de relevância que minimizam o sofrimento em áreas críticas, sobretudo em educação e saúde, e valorizam a sociedade indígena local. O registro linguístico, associado à produção de material para letramento, é outro vigoroso fruto das iniciativas missionárias, que se envolvem especialmente com grupos à margem do cuidado e interesse da sociedade3”.
Atualmente, 182 destas etnias possuem presença missionária, sendo que 150 possuem Igreja Indígena, e apenas 17 não possuem pelo menos um programa social ativo. Os programas sociais coordenados por missionários evangélicos somam 257 programas sobretudo nas áreas de educação (análise linguística, registro, letramento, publicações locais e tradução), saúde (assistência básica, primeiros socorros e clínicas médicas), subsistência e sociocultural (valorização cultural, promoção da cidadania, mercado justo e inclusão social), em sua maioria “subsidiados por igrejas, empresas e representantes evangélicos no Brasil4”. A conclusão é animadora: “a presença missionária está, histórica e tradicionalmente, sempre associada a iniciativas sociais e culturais, especialmente àquelas com forte valor para o povo local4”, isso porque acreditamos que “o evangelho não apenas responde aos questionamentos da alma humana, como também contribui para a sobrevivência individual, social, cultural e linguística dos povos indígenas no Brasil5”.
Apesar de todo o esforço de igrejas, ministérios e missionários, ainda há pelo menos 190 etnias sem qualquer presença missionária: “chama a nossa atenção o alto número de etnias sem conhecimento do Evangelho em áreas relativamente abertas e sem iniciativas evangélicas e missionárias6”.  Além do mais, 69 línguas não possuem a Bíblia traduzida,  10 com clara necessidade de tradução e 28 com necessidade de projetos especiais de oralidade. Sem contar que o esforço de diminuir a pobreza bíblica envolve trabalhos não só de descrição linguística e tradução, mas também, concomitantemente, projetos de educação em língua materna, valorização cultural etc.
O desafio é enorme, um grande passo a ser dado por cada um de nós: “levando em consideração as ações especializadas bem como o trabalho administrativo, logístico e pastoral que tanto precedem quanto acompanham tais iniciativas, asseguradamente seriam necessárias no mínimo 500 novas unidades missionárias para fazer frente ao presente desafio total6”.
Toda esta necessidade tem como alvo não o enriquecimento de qualquer empresa, nem pode ser mensurada apenas por seus resultados sociais e de diminuição do sofrimento humano, mas a frota missionária tem cooperado para a promoção do conhecimento da Glória de Deus entre os indígenas no Brasil. Desafio você que está fazendo uma universidade ou curso técnico, ou que ainda está prestando vestibular, a considerar seriamente fazer parte de uma das 500 novas unidades missionárias que hoje rogamos a Deus. É possível que sua área não tenha sido citada aqui, justamente porque talvez só você possa saber como sua especialidade pode ser importante no campo missionário: desafio você a descobrir isso.
Se você caminha para o fim de seu curso, e Deus tem falado fortemente com você a respeito da vocação missionária, procure mais informações, entre em contato com uma agência missionária e converse com o pastor de sua igreja. O desafio lançado pode ser um avanço decisivo para alcançar o que falta da tarefa de evangelização nacional entre os indígenas, talvez porque pessoas como eu e você resolveram responder ao chamado de Deus.
__________
1Você pode baixar o relatório completo no site: http://www.indigena.org.br
2LIDÓRIO, Ronaldo (org). Indígenas do Brasil: etnias indígenas brasileiras, relatório 2010. (DAI-AMTB), 2010, pág. 16.
3Idem, pág. 03.
4Idem, pág. 08.
5Idem, pág. 12.
6Idem, pág. 15.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Profissionais em missões: universitários e profissionais estratégicos para a evangelização mundial

André Filipe, Aefe!
site: www.imagemesemelhanca.com
Publicando na Revista Alcance (APMT) 4º Trimestre de 2010.

Mais da metade do mundo está fechada para o missionário convencional (…). Inúmeros desses mesmos países acolhem com satisfação estrangeiros que possuam habilidades que lhes sejam úteis. Grande número dos povos não alcançados de todo o mundo jamais ouvirá a Palavra a menos que cristãos com habilidades profissionais se disponham a ir e fazer com que Jesus Cristo seja anunciado em seu meio”1.

Na epidemia de cólera que ocorreu no Rio de Janeiro, em 1855, e na epidemia de febre amarela, em 1858, ele teve um papel muito importante, como médico cirurgião; e em 1859, ele batizou duas damas da Corte Imperial. Em Funchal, em Portugal, abriu um hospital de doze leitos e serviços de clínica e farmácia gratuitos para a população pobre. Na Ilha da Madeira, fundou várias escolas de alfabetização, chegando a atender mais de 2500 pessoas. Foi também “pioneiro do presbiterianismo na Madeira e do Congregacionalismo no Brasil, e um dos primeiro médicos missionários na história de missões2”: Dr. Robert Kalley, missionário.
Conhecido como fazedor de tendas, profissional em missões, missionário biocupacional ou profissionário, este perfil abrange o missionário com uma formação não religiosa, com direção ministerial transcultural e estrategicamente colocado para exercer a dupla função de evangelista e profissional. Biblicamente falando, não é necessário nenhum malabarismo para encontrarmos respaldo para esta atividade, quando convergimos o conceito de Reino de Deus, trazido com Jesus, à ordem de se espalhar este evangelho ao mundo, e o uso de estratégias missionárias diversificadas, utilizadas por Paulo (de onde vem o termo Fazedor de Tendas), mas também por José, no Egito, Daniel na Babilônia etc.
Aqui no Brasil, também, não há novidade. Délnia Bastos, da Interserve3, descreve a história deste perfil missionário em três ondas: a primeira onda (1885-1950), dos estrangeiros chegando ao Brasil; a segunda onda (1950-2000), dos profissionais brasileiros comprometidos com a missão; e a terceira onda (dias atuais), em que começam a surgir organizações, congressos e articulações mais amadurecidas, como a criação da Associação de Fazedores de Tendas do Brasil (AFTB), ligada à ABUB4.
No recente Congresso de Lausanne, em Cape Town, um dos pontos discutido foi justamente as “pessoas não-ativadas”, isto é, cristãos profissionais, em seus empregos, que não exercem influência evangelística. Em documento publicado no site do Congresso, e traduzido para o português, vemos que “este chamado (ser sal e luz) não faz distinção entre trabalhadores, profissionais liberais, cristãos em igrejas ou agências missionárias, ou aqueles que têm ocupações comuns (…) viver a fé vai além de ser bom exemplo no trabalho. O chamado para fazer discípulos clama para que vivamos a fé deliberadamente, convidando outras pessoas para se unirem a nós, na nossa jornada cristã.5”.

Possibilidades

O profissionário é, sobretudo, uma arma estratégica nas mãos da igreja. Atualmente, 80% dos povos não alcançados são regiões que perseguem a igreja de Cristo, impedindo a entrada de líderes religiosos. A entrada do missionário como um profissional fura este bloqueio.
Ruth Siemens, fundadora da ABUB, aponta algumas possibilidades da formação secular como estratégia para missões em contextos perseguidos, como o trabalho secular assalariado no estrangeiro, papel que a Interserve tem buscado mobilizar aqui no Brasil; o missionário auto-empregado, como o Dr. Kalley, já citado, que é um empreendedor no país estrangeiro; e o estudante bolsista em outro país.
Mas, para além do “missionário cavalo de tróia”, para regiões cujos países são perseguidos, há os países pobres, regiões necessitadas de profissionais das mais diversas áreas, sobretudo nas áreas da saúde e educação. Rosa Maria, missionária dentista pela APMT no Senegal, já atuou com sua profissão em presídios, creches, casas de recuperação, entre os povos ribeirinhos do Amazonas, Pará, Roraima etc. Devido ao seu papel peculiar, que impede o paciente de questioná-la, ela prega o evangelho enquanto trata as bocas dos pacientes: “Remove-se uma cárie de um elemento dental, associa-se com o pecado. Faz-se uma restauração, associa-se com o perdão dos pecados; boca em ordem, associa-se com cliente pronto para aceitar Jesus e divulgar as Boas Novas”. Atende gratuitamente em regiões muito pobres na África, onde “a população não dispõe de recursos para ir ao dentista, além de que também não há dentista aqui”.
Priscila Rondan Napoli, pela APMT em Timor Leste, é formada em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, e dá aulas neste país ex-colônia de Portugal. A formação é uma porta aberta para comunicar o evangelho e que também possibilitou visto no país. Tanto ela como seu marido são professores contratados pela Universidade Nacional do país: “Em uma de minhas aulas do curso de português, reuni mais de 40 jovens e pude falar abertamente e demoradamente sobre o amor de Deus”.
Outras possibilidades para auxílio conectando a missão transcultural com a formação universitária é o auxílio de base, seja equipando a própria agência missionária, seja servindo na missão, ou também como lingüistas tradutores da Bíblia, educadores que preparam apostilas de alfabetização, desenhistas etc.

Requisitos
É importante, no entanto, ressaltar alguns requisitos para este tipo de atividade, quebrando alguns mitos. O principal deles é o de que o fazedor de tendas é independente financeiramente. Mesmo a Priscila, que trabalha pela Universidade nacional, afirma: “o serviço que oferecemos à comunidade é gratuito, apenas na universidade recebemos uma ajuda de custo que cobre o gasto somente com o transporte”. O profissional em missões deverá preencher os três principais requisitos de qualquer missionário: sustentado, capacitado e enviado.

- Sustentados: um profissionário pode até ser auto-sustentado, desde que o seu emprego remunerado esteja como parte de seu alvo missionário. Mesmo assim, são muito poucos os que vivem deste modo. Ele também pode ser parcialmente sustentado quando o salário não é suficiente, mas o trabalho é importante no projeto. Então, a igreja deve auxiliá-lo no complemento. Porém, um profissionário deve ser sustentado integralmente pela igreja quando atuar numa comunidade tão pobre que não poderá sustentá-lo. Outra forma é o auxílio financeiro da igreja somente com as despesas de projeto, como a construção de um templo, aparelhos para clínica, uma emergência, etc.

- Capacitados: Délnia chama a atenção para o fato de que o profissional deve ser excelente em seu serviço: “não se pode fingir de profissional e muito menos ‘usar’ a profissão apenas para obtenção de visto#”. Além do mais, é imprescindível ao missionário transcultural pelo menos três áreas de treinamento à parte de sua formação: treinamento missiológico, fundamental para enfrentar os desafios de uma outra cultura; teológico, para enfrentar os desafios da apresentação do Evangelho e formação de discípulos; e linguístico, para enfrentar o desafio de línguas muitas vezes sem, sequer, uma gramática. Pode ser um problema de orgulho não se sujeitar ao treinamento não universitário7.

- Enviados: outra característica do fazedor de tendas é que ele deve ser enviado por igrejas, mesmo no caso de ser auto-sustentado. Ir ao campo sem uma igreja pode ser também um problema de orgulho. O missionário precisa da cobertura de oração que as igrejas oferecem e precisa prestar contas a elas. O profissional precisa, também, ser agenciado. As agências missionárias, na maioria das vezes, estão preparadas e têm experiência logística e pastoral para auxiliar os missionários numa emergência, como uma guerra que estoura de repente, um grave acidente onde não há hospital, etc.

Vocacionados
Se você é um estudante universitário, ou vestibulando, e tem convicção de que o Senhor o chamou para servi-lo em um contexto transcultural, é importante estar atento a alguns conselhos importantes. Não espere ser um missionário entre indígenas se você não testemunha a seus colegas de classe. Envolva-se com os grupos de evangelismo em sua Universidade. Também, para não correr o risco de escoar pelos inúmeros buracos no encanamento de vocacionados que entram na Universidade, mas que, ao final, abandonam a vocação, busque participar de eventos missionários, congressos, conversas com missionários e outros vocacionados; leia livros e revistas sobre o assunto. Se for possível, não perca a oportunidade de participar de viagens missionárias em suas férias de faculdade. Se você estiver trabalhando, foque no seu ministério futuro e faça uma poupança para os primeiros gastos na mobilização e em seu treinamento. E finalmente, se possível, separe o último ano de faculdade para auxiliar em alguma missão ou agência missionária próxima de sua universidade. O risco de estar estagiando ao findar do curso é ser seduzido pela promoção, ou amedrontado pelo desemprego.
A respeito da identidade do biocupacional, se dentista, linguísta, advogado, designer etc, terminamos com uma resposta inspiradora do Rev. Ronaldo Lidório à revista Ultimato, quando indagado da seguinte pergunta: “ULTIMATO: O que você é: missionário, missiológo, antropólogo, indigenista?”
“LIDÓRIO: A convicção do chamado ministerial é o que enche meu coração. A antropologia e a missiologia são instrumentos de trabalho muito úteis em diversas situações e projetos, porém estar envolvido com a missão de Deus para a minha vida é insubstituível. Nas palavras de Woodfor, títulos e funções não saciam nossa alma. Apenas a certeza de seguir o caminho de Deus o faz. Sou missionário”.

Notas:
1. SIEMENS, Ruth. Opções seculares para o trabalho missionário. In: WINTER, Ralph D. e HAWTHORNE, Steven C. Missões transculturais: uma perspective estratégica. São Paulo: Mundo Cristão, 1987. Pag. 944.
2. CÉSAR, Elben M. Lenz. História da Evangelização do Brasil: dos jesuítas aos neopentecostais. Viçosa: Ultimato, 2000. Pag. 82.
3. Interserve: organização missionária internacional com mais de 750 profissionais missionários espalhados pelo mundo.
4. BASTOS, Delnia. Profissionais missionários do Brasil: uma história que está sendo escrita. Encontrado em 31/10/10 no site: http://www.ejesus.com.br/
5. KOTIUGA, Willy. Pessoas no trabalho: preparando-se para ser a igreja global. In: http://conversation.lausanne.org/pt/advance_papers
6. Idem 4.
7. LIDÓRIO, Ronaldo. Formação Missiológica ou treinamento missionário. Cf. site. www.ronaldo.lidorio.com.br
8. Entrevista: Ronaldo Lidório. Ultimato, novembro-dezembro, 2006. Viçosa, Ultimato, pag. 51.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Entrevista com Paulo Feniman, da MIAF


http://www.bomlider.com.br

"É preciso entender que pelos padrões bíblicos as agências missionárias não enviam missionários e sim a Igreja Local, o chamado para o cumprimento da missao é da Igreja acima de qualquer coisa."


Paulo Feniman é formado em Teologia pela FTSA – Faculdade Teológica Sul Americana e em Computação Gráfica pela UNOPAR – Universidade Norte do Paraná. Preletor em conferências e congressos missionários no Brasil e América do Sul. Atualmente é Diretor Executivo da MIAF – Missão para o Interior da África, onde coordena o treinamento e envio de missionários entre povos africanos. É coordenador de Alianças Estratégicas da AMTB – Associação de Missões Transculturais Brasileira, membro da IPA  International Partners Association e membro do Conselho Internacional da AIM – Africa Inland Mission. É casado com Patrícia e pai do pequeno Felipe de 7 anos e de Gabriela de 3 mês.

ENTREVISTA

Bom Líder - O que de fato motivou a recém criação do Departamento de Alianças Estratégicas na AMTB?

Paulo Feniman - Na verdade o modelo de alianças é algo bem presente em países da América Latina, mas no Brasil nunca deslanchou. Percebemos no ano de 2009 que as agências e organizações missionárias pouco falavam ou trabalhavam em alianças para alcançar os mesmos objetivos. Então depois de um treinamento na Costa Rica trouxemos a idéia para o Brasil e estamos num processo de implantação. E é claro que não podemos nos esquecer que acima de tudo a idéia de unidade é algo Bíblico. Jesus por duas vezes ora por unidade, a primeira vez pelo seus discípulos (João 17.11) e logo em seguida ele ora pela Igreja (João 17.20 e 21).

Bom Líder - Como vai atuar o Departamento de Alianças Estratégicas da AMTB?

Paulo Feniman - A idéia é trabalhar com o principio básico da parceria, buscar organizações que tenham algo que possam ajudar outros e vice-versa. Para criarmos este link entre organizações e igrejas será necessário: pesquisas sobre o movimento missionário brasileiro, que inclusive já está em andamento através do sitewww.aliancasestrategicas.com.br , assim como, treinamento de líderes sobre como construir alianças duradouras. Pensamos que com o tempo poderemos ver a Igreja Brasileira crescendo na visão de parcerias.

Bom Líder - Você acredita que para a evangelização mundial ser mais frutífera é importante que as agências missionárias estejam aliançadas estrategicamente?

Paulo Feniman - Não tenho dúvidas disso, o que nós vemos nos nossos dias são igrejas e agências missionárias muitas vezes disputando entre si ao invés de trabalharem juntas. Não é difícil ver organizações decidirem ir para um lugar ou outro não pela ausência do evangelho, mas sim pela ausência de sua bandeira organizacional ou denominacional.

Bom Líder - O Apóstolo Paulo escreveu aos Romanos sobre o seu esforço em pregar o evangelho onde Cristo ainda não tinha sido anunciado, pois, não queria correr o risco de edificar sobre fundamento alheio. Esse é o mesmo proceder das agências missionárias brasileiras?

Paulo Feniman - Como disse antes, infelizmente não. Mas quando falo de parceria ou de sua ausência, não estou falando necessariamente da questão de trabalho duplicado, falo da falta de intencionalidade de criar projetos de trabalho em conjunto para que o evangelho seja pregado em lugares menos alcançados e também da necessidade de igrejas de denominações diferentes se juntarem para atender um bairro ou lugar carente de uma cidade ou região. Utopia? Eu creio que não, eu creio que a oração de Jesus no Evangelho de João era exatamente sobre isso.

Bom Líder - Você acredita que o missionário brasileiro está melhor preparado para atuar tanto no Brasil como no exterior?

Paulo Feniman - Eu creio que sim, o Brasil cresceu muito no treinamento e no desenvolvimento de estratégias missionárias. Com isso nossos missionários trabalhando em campos transculturais estão muito mais preparados. O maior exemplo disso é um número cada vez menor de retorno prematuro do campo.
Claro que existem agências e agências, isso quer dizer que ainda existem organizações que enviam seus missionários para o campo sem nenhum cuidado pastoral, estratégia ministerial, sustento adequado, seguro internacional de saúde e outros fatores que podem garantir um excelente ministério com durabilidade e eficácia.

Bom Líder - Como é a relação no Brasil entre a Agência Missionária e a Igreja Local?

Paulo Feniman - Nós temos um movimento de modelos de igrejas no Brasil que muitas vezes desconsidera a tarefa missionária da igreja local, mas por outro lado há igrejas que já tem uma história missionária de muitos anos e outras que estão dispostas a aprender e iniciar um processo de resposta em relação a grande comissão, desta forma, o que eu tenho visto são igrejas começando uma caminhada ao lado de agências para enviar seus missionários.
É preciso entender que pelos padrões bíblicos as agências e/ou organizações missionárias não enviam missionários e sim a Igreja Local, o chamado para o cumprimento da missao é da Igreja acima de qualquer coisa. As agências surgiram ao longo dos tempos para responder necessidades específicas, isso quer dizer que as agências são um braço de apoio para a igreja local.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.bomlider.com.br/ e comunicada sua utilização através do e-mail ivancordeiro@bomlider.com.br