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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Dá-te e imita a Deus


"Toda a nossa vida é assim: desde o momento em que abrimos os nossos olhos pela manhã até quando os fechamos à noite, temos o poder de criar e o poder de destruir, o poder de dar os nossos dons – grandes e pequenos – e o poder de os recusar.
Provavelmente nenhum de nós encontrará alguma vez um homem a morrer na berma da estrada. E a maior parte de nós raramente será chamada a fazer um sacrifício realmente significativo por outra pessoa. Mas todos nós iremos encontrar milhares de pessoas cujas vidas podemos tornar um pouco mais ricas, um pouco mais felizes porque estávamos lá e porque demos o que tínhamos.

A cada momento cada um de nós tem alguma coisa a dar, alguma coisa que é precisa. Dá-la-emos? Temos de dar, simplesmente porque dar os nossos dons é a única maneira possível de encontrar a felicidade. A vida não é um desporto de bancada! Dar os nossos dons – todos eles, todos os dias – é a única maneira de realizar a nossa vida, a única maneira de crescermos à imagem e semelhança de Deus."

P. Dennis Clark

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Buscando sua vida perante Cristo




Suely Ceruci

"Então, Zípora, tomou uma pedra aguda e circuncidou o prepúcio de seu filho, e o lançou a seus pés, e disse: Certamente me és um esposo sanguinário" - Gênesis 4.25.

Zípora era a esposa de Moisés.

E, não vamos discutir aqui a atitude dela, ou o relacionamento que tinha com seu esposo.

Vamos nos atentar a conduta de Moisés perante o Senhor, seu Deus! Ele não foi atento ao Concerto que Deus fizera com Abraão: a circuncisão.

Moisés fora criado dentro de um palácio, certamente por criaturas com outros deuses. Mas, sabia do Concerto, pois seus pais verdadeiros eram hebreus, e não deu importância,(provavelmente por causa da influência ímpia na infância!).

Além disso, já tivera contato direto com Deus, já fora eleito para uma missão pelo próprio Deus.

Então,estava em desobediência à Palavra do seu Senhor! E seria castigado por isso,com a morte! (Gênesis 4.24).

Que lição, cristãos,aprendemos aqui?

1) Obedecer as determinações do Cristo e sua Palavra é quesito fundamental àqueles que o aceitam como seu Senhor e Salvador.

2) Vigiar, para que, proposital ou inadvertidamente, não sejamos influenciados por outros deuses, deixando Cristo em segundo plano, sem a devida importância em nossa vida.

3) Orar, para que o Senhor nos mostre o que temos de errado, e nos é oculto.

"Quem pode entender os próprios erros; expurga-me tu dos que me são ocultos" (Salmos 19.12).

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

No meio do tsunami e orando no guarda roupas


Wilma Rejane


 "Tu nos respondes com temíveis feitos de justiça, ó Deus, nosso Salvador, esperança de todos os confins da terra e dos mais remotos mares" Sl 95:5


Esse era um Salmo cantado pelos israelitas na Festa da Colheita, no fim do ano agrícola. A terra coberta por campos férteis, celeiros lotados, embarcações indo e vindo , comercializando  produtos da melhor qualidade, brotados da terra "que mana leite e mel". Ao som da harpa e das muitas vozes de levitas, o Salmo 95 festejava o Deus da esperança que responde orações em todos os lugares da terra.

E assim como Israel cantou com mãos cheias de alimentos, todos podemos cantar pela fartura das bençãos espirituais. Um outro Salmo diz: "Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos(Salmos 126:5-6). Aqui se fala da colheita espiritual, percebam que quem planta, apesar de chorar não para de plantar, ele leva as sementes "andando e chorando"

O guarda roupa

Li uma história sobre um cristão que enfrentou o Tsunami na Indonésia no ano de 2004, vejam o relato:

" Eu pensei no poderoso nome de Jesus - o nome acima de todos os outros nomes. Ele era a minha única esperança nesse momento. Orei e chamei ao Senhor:

    Senhor Jesus, salva-me. Oh Senhor Jesus, se este é o fim do mundo, eu peço que levante nossos espíritos para estar com você. Não vamos sofrer. ".

 Eu não sei quantos grandes vigas de madeira, pranchas e árvores quebradas estavam em meu corpo e cabeça. Tudo o que eu sentia era  dor em cada parte de mim.

Mas assim que proferi esta oração, as ondas me trouxeram para a superfície, eu procurei desesperadamente por ar, como alguém que estava se afogando, e uma corrente de ar passou por mim e eu disse: Obrigado Senhor. Mas ainda não tinha terminado, mais uma vez fui lançado longe por uma corrente de água e bem a minha frente surgiu um guarda roupa vazio. Entrei nele me sentei e comecei a dar louvores a Deus, gritei desesperadamente por misericórdia para aquele lugar. Lembrei de Jonas orando no ventre da baleia.


 "Senhor, Tu és soberano, o que são os seus planos para mim, que assim seja."

Arrependi-me de meus pecados passados ​​e pedi perdão a Deus, pois a salvação é pela graça através da nossa fé e crença nEle, somente Nele.  Lentamente, comecei a cantar e fui parar na terra, em um lugar seguro.

    "Em nome de Jesus, em nome de Jesus, temos a vitória .." (Fonte)

Tsunamis espirituais

Tsunamis também acontecem em nossas vidas, coisas pelas quais sofremos e nos sentimos impotentes. Mas ainda que seja tempo de lágrimas, não abandonemos a esperança. Prossigamos caminhando e plantando sementes porque Deus ouve a todo que clama, de qualquer lugar do universo, do ventre de uma baleia ou em meio a um tsunami, dentro de um guarda roupa "dos confins da terra e dos mais remotos mares"

Se eu tivesse que dar um nome ao Salmo 95 seria "Deus da esperança", porque Ele mesmo é quem conta todas as sementes que plantamos e muitas vezes regamos com lágrimas, caminhando com pernas trémulas, mas joelhos firmes em oração. E Deus sempre renova nossas forças e nos surpreende com Seu amor.

Deus o abençoe.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A dignidade do evangelho no trabalho - Ef.4.28


André Filipe Aefe
“O que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade” - Ef. 4:28

Willie Sutton foi um lendário assaltante a banco dos EUA, a quem um dia perguntaram: “Por que você rouba bancos?”, e reza a lenda que ele respondeu: “Porque é lá que está o dinheiro”. Os meios inescrupulosos de acumular dinheiro são apenas algumas das características do velho homem, descritas pelo apóstolo Paulo. Agora, ele nos mostra três profundas sentenças sobre a dignidade do evangelho no trabalho, a contrapartida do roubo para aqueles que foram alcançados pela graça.
A primeira sentença nos ordena a abraçar a justiça. Ela diz: “O que furtava não furte mais”. Me parece que há uma parcela de evangélicos que não entendeu isso. Quantos têm trazido vergonha ao evangelho, sendo constrangidos em roubos! Todavia, indo para além do roubo criminal, o “não furtes mais”, que é um eco dos dez mandamentos, aponta para uma justiça que nos leva a não trabalharmos aquém de nossas forças, roubando nossos chefes. Ou, por outro lado, não pagar um salário indigno, roubando nossos funcionários.
A segunda sentença nos ordena a abraçar a produtividade: “antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos”. A solução para o roubo é o trabalho. Mas o apóstolo vai além. O trabalho também possui um aspecto positivo, devemos fazer “algo de útil com as mãos”. O nosso trabalho deve produzir coisas boas para o mundo. Temos que ter consciência do fruto do nosso trabalho sem estarmos alienados, pois o trabalho não é apenas a solução para o roubo ou para o sustento pessoal, mas é também o meio pelo qual o Senhor providencia coisas boas para o mundo através do seu povo.
A terceira sentença vai ainda mais profundo no propósito social do trabalho: “para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade”. O trabalho do cristão não é apenas a contrapartida para o roubo, nem tem apenas como propósito a produção de coisas boas para a sociedade, mas é a solução para a pobreza daqueles que não tiveram a mesma oportunidade. Ou seja, o que ganhamos com o nosso trabalho não é para acúmulo de capital ou construção de um reino pessoal, mas para o auxílio circunstancial do próximo. Quando o evangelho nos transforma, nós abandonamos o consumismo materialista e abraçamos a generosidade.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O orvalho do Hermon - Salmo 133



Wilma Rejane


“Oh, quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união... É como o orvalho de Hermon, que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre”. Salmo 133: 1,3.

O que há de tão especial no monte Hermon para que seja comparado a união fraternal e abençoada por Deus? Conhecer a geografia do monte ajudará a desvendar a simbologia usada por Davi nesse cântico de peregrinos.


O Monte Hermon está localizado no extremo norte de Israel, ao norte de Dan e leste de Tiro. É um dos pontos mais altos da região. Também é chamado de 'monte grisalho' por ser constantemente coberto de neve, o orvalho que desce sobre suas alturas está em contraste permanente com a aridez das áreas circundantes. Rega toda a terra, alimentando corregos e rios, inclusive o Rio Jordão, principal fonte de água na região. Esse banho de orvalho torna a região fértil e cercada por carvalhos, pinheiros e vinhas abundantes.

Veja algumas fotos do entorno do monte Hermon, é possível sentir a beleza e a riqueza natural do lugar:



Visitantes acampados ao pé do Hermon, relatam que suas barracas foram molhadas pelo orvalho durante à noite, como se houvesse chovido: “Fomos suficientemente instruídos sobre o Salmo de Davi “.

Meditando no orvalho...


O orvalho é enviado do céu como um refrigério para a terra, tornando-a tão fértil que  floresce e frutifica o ano inteiro. Assim é a união entre os irmãos: funciona como um bálsamo, desfazendo a contenda, os ânimos, as paixões carnais. A união é como o orvalho que prepara a igreja para frutificar em boas obras, modificando o mundo, tornando-o um lugar mais cheio de amor e agradável.

O orvalho é a Palavra de Deus no coração dos homens, Ela tem poder de transformar e produzir frutos dignos e abençoadores. Há um verso Bíblico que diz: "Inclinai os ouvidos, ó céus, e falarei; e ouça a terra as palavras da minha boca.Goteje a minha doutrina como a chuva, destile a minha palavra como o orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva." Deuteronômio 32:1-2

Que em momentos críticos de nossa convivência, possamos recordar esse Salmo  para agirmos sob a direção do Espírito Santo, gotejando o orvalho sobre os corações, proporcionando vida abundante como as águas do Jordão que nascem do orvalho do Hermon. Não foi nesse Rio que João Batista anunciou a vinda do Messias? Ali ele ordenou benção realizando o batismo do novo nascimento para vida Eterna.

Deus o abençoe.

Fonte fotos do Hermon e
Geografia

domingo, 8 de junho de 2014

o legado de Zadoque





Wilma Rejane

Zadoque era sacerdote, descendente de Arão. Viveu uma época remota, muito distante de nós, tendo transportado algumas vezes a arca da aliança. Zadoque da antiga aliança. Seu nome significa: justo, fiel, honesto. Eu nunca tinha reparado nesse nome, até ler uma passagem Bíblica sobre ele, no livro do profeta do Rio. Chamo “profeta do Rio” a Ezequiel, ele inicia sua mensagem às margens do Quebar, entre cativos e encerra suas profecias molhando-se nas torrentes de águas purificadoras.

E eu cansada, ao fim de um dia de trabalho, tentando não fechar os olhos e cair no sono sem antes alimentar meu espírito, debrucei-me sobre minha Bíblia de letras enormes e comecei a ler Ezequiel. Querendo beber do mesmo Rio de Deus a fim de me tornar menos miserável quanto humana. Somente a proximidade com o Senhor para nos fazer ir além do que somos, o que mais a não ser Sua graça para nos despertar a cada dia,  nos fazendo agir como se tudo valesse a pena, de verdade?

E entre um rio e outro encontro Zadoque. Ezequiel me apresenta essa pessoa que recebe destaque entre muitos nomes citados. A leitura já estava ficando enfadonha e não sei por que insisti em ler a repartição das terras das tribos de Israel: “Limitando-se com Ruben estava Judá....Com Judá, estava o santuário no meio dela, tanto de comprimento, tanto de largura...”. Me digam se essa narrativa não era para fazer dormir de vez, ali mesmo, por cima das páginas?

Mas eis que aparece Zadoque e meu espírito se alegra, meu sono desperta! "Oh, queria ser como esse sacerdote, por favor Senhor, nos ajuda a deixarmos um legado como o de Zadoque!" Dele escreve Ezequiel: “ Será para os sacerdotes uma porção desta santa oferta, medindo para o norte vinte e cinco mil canas de comprimento, para o ocidente dez mil de largura, para o oriente dez mil de largura, e para o sul vinte e cinco mil de comprimento; e o santuário do Senhor estará no meio dela. Sim, será para os sacerdotes consagrados dentre os filhos de Zadoque, que guardaram a minha ordenança, e não se desviaram quando os filhos de Israel se extraviaram, como se extraviaram os outros levitas.”Ezequiel 48: 10,11.

Fechei a Bíblia e guardei a lição no coração. Zadoque, justo, fiel e honesto. Seria dessa forma que se escreveria nossa história para os descendentes? Em algum lugar onde formos mencionados, haverá essa pausa – tal qual a feita por Ezequiel – para enfatizar nossa filiação com Deus? Zadoque nos fala sobre chamado, estilo de vida, comportamento, fé e obediência.Percebamos que ele foi fiel em meio a uma geração de infiéis. 

Que o amor de Deus seja nosso combustível diário, Aquilo que nos faz incomodados com o pecado, tementes e dependentes. Humanos, falhos, porém perseverantes em agradar a Deus sendo verdadeiros na adoração. Nas pequenas coisas, que não são feitas perante o público, mas reservadas aos olhos do Pai, em secreto. E assim, mediante a graça Divina,  o legado de Zadoque não estará tão distante de nós.

Em Cristo, O Rio do profeta do rio.


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Guarde a espada, Pedro!


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André Filipe, Aefe!

"Simão Pedro, que trazia uma espada, tirou-a e feriu o servo do sumo sacerdote,, decepando-lhe a orelha direita. (...) Jesus, porém, ordenou a Pedro: "guarde a espada! Acaso não haverei de beber o cálice que o Pai me deu" - Jo.18.10-11.

A gente precisa reconhecer a coragem de Pedro. Não seria qualquer discípulo que, diante de uma escolta de no mínimo 200 soldados romanos e da polícia do Sinédrio, todos fortemente armados, além dos principais membros do Sinédrio prontos para prenderem Jesus, se arremeteria contra o pobre Malco com uma peixeira simples. Pedro se viu encorajado pela autoridade de Cristo que, ao se revelar aos soldados, fez com que toda a milícia romana caísse por terra (Jo.18.6), no Getsêmani. Foi então que Pedro pensou rapidamente: É agora! O Reino do Messias será estabelecido ao dominarmos este esquadrão romano!
A gente precisa entender a mente de Pedro. Os heróis de Pedro eram guerreiros conquistadores como Josué, Sansão, Davi. Pedro ainda não havia entendido que a dispensação dos tempos estava mudando. Pedro cria que, sendo um soldado deste rei, seria como um valente de Davi. Mas Jesus, amorosamente, diz: Pedro, "guarde a espada"! E Ele poderia ter continuado dizendo: "Meu reino não é deste mundo (...) o meu reino não é daqui" (Jo.18.36), por isso, Pedro, guarde a espada! De fato haverá uma grande e terrível batalha, muito mais profunda que esta conquista política contra um destacamento romano. Mas nessa batalha, Pedro, eu vou sozinho. Deste cálice eu beberei sozinho! Mas Pedro, você também participará desta batalha sim: você será um valente de Jesus, mas de um outro tipo de Reino. Você não lutará contra soldados romanos, mas contra principados e potestades; você não lutará com espada, mas com a Palavra de Deus; não será por força nem por violência, mas pelo poder de Deus. Mas isso não será agora, Pedro. Primeiro eu preciso vencer esta guerra para vocês, "acaso não haverei de beber o cálice que o Pai me deu?" (Jo.18.11). Por isso, guarde a espada, Pedro!
Jesus, amorosamente, corrigirá as feridas causadas pelas ousadias confusas de Pedro, curando a orelha de Malco (Lc.22.51), e finalmente, beberá o cálice preparado para Ele, e vencerá a guerra, e será Rei do seu povo. Futuramente, Pedro entenderá que os tempos mudaram. Será sim um valente de Jesus, e não conquistará territórios, mas corações, e não pela espada, mas pela Palavra de Deus. Guardará a espada e dependerá completamente do poder do Espírito de Deus!
Sempre que, sedentos por um zelo insensato e desejoso de conquistar para Deus por esforço próprio, lembre-se das palavras de Jesus: "guarde a espada, Pedro!"; sempre que a ira insensata tomar nosso coração e nos remetermos contra os ímpios pela força e pela violência, ouça: "guarde a espada"; sempre que o desânimo tomar conta do coração e você se esquecer que o Senhor reina e que a batalha é dEle, lembre-se, guarde a espada, Pedro! Deposite toda a sua confiança no Rei dos reis, no Senhor dos exércitos, viva pelo poder de Deus e arme-se pelo Santo Espírito. Então, guarde a espada!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Saudades de quê?




Wilma Rejane


Saudade é um sentimento comum em nossas vidas. Quem algum dia, nunca sentiu saudade?  Cientistas relacionam o fato ao cérebro, por ser ele capaz de imprimir imagens familiares, sons, cheiros... Tudo isto é reunido em uma espécie de “caderno mental”. Estas informações circulam em nossa mente, provocando sensações que chamamos de saudade que é biológica e também emocional. Acontece quando estamos distantes de casa, de pessoas que amamos, quando por algum motivo apenas nos é permitido recordar.

Distante de casa, na  Babilônia, um exilado, entoou  saudoso Salmo em memória de Sião.

"Junto dos rios de Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião. Sobre os salgueiros que há no meio dela penduramos nossas harpas. Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediram uma canção; e os que nos destruíram , que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião. Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha? Se eu me esquecer de ti ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza." Sl 137:1-5.

O imigrante não tinha forças sequer para cantar, tamanha era a tristeza provocada pela saudade. As lembranças de Sião estavam “circulando” em sua memória.   Perdi meu pai há oito anos, mas todas as vezes que sinto o cheiro de sua comida preferida, ou vejo minha mãe preparando-a, fico pensativa a lembrar-me de sua alegria e disposição em sentar-se a mesa. Sinto falta de sua presença conosco também nestes momentos.

Nenhuma ciência ainda foi capaz de medir nossas emoções, mas Deus em sua eterna sabedoria nos dotou de vínculos e laços de amor que perduram uma vida, e mesmo quando chega à morte. É quando percebemos intensamente o significado que pessoas têm para nós. É quando chega um tipo de saudade que não pode ser saciada, deixando marcas que somente o tempo é capaz de amenizar.

Amor e ausência são pais da saudade. A saudade nos faz refletir e, sobretudo, sentir com mais vigor, presença e intensidade. O autor Nelci Silvério, sobre a saudade comenta: " Toda saudade é amor, e amar é conhecer alguém ou algo. Ninguém tem saudades do que não ama e ninguém ama o que não conhece".

Sobre a essência inflamada da saudade, podemos ainda enunciar os seguintes paradoxos: é um mal de que se gosta, e um bem que se padece. Saudade não necessariamente diz respeito a coisas que se perderam, pois também há saudade de bens que não foram ainda possuídos, de pessoas e coisas que permanecem sendo esperados, a vontade de estar próximo nesses casos, também é saudade.

Chorar de Saudade

Saudade se caracteriza pela ambivalente lembrança alegre - triste de algo extraordinário e marcante em nossas vidas. Davi, relata a dor da saudade sentida por causa da ausência do filho Absalão:

 “Absalão fugiu, e foi para Gesur; e ali esteve por três anos. Então tinha o rei Davi, saudades de Absalão. E Davi pranteava por seu filho todos aqueles dias” II Sm 13:37-39. Por três anos, o homem segundo o coração de Deus chorou a distância do filho.  

Um recente artigo, divulgado pelo jornal CNN aponta que as universidades americanas estão lotadas de jovens saudosos de suas casas e de tudo o mais que deixaram para trás, ao partirem ao encontro do sonho de concluir os estudos e terem uma carreira estável. Os entrevistados descreveram com detalhes as lembranças que circulavam em suas memórias:







Keila Pena - Hernandez : “Lagos ou rios do centro oeste, não se comparam com o mar do caribe, tenho saudades das frutas tropicais e da brisa fresca do mar”. A estudante estava tal qual o exilado na Babilônia, desejando sua terra. Acima Keila na Universidade de Missouri, a família ficou em Porto Rico.


Curando a dor da Saudade


A Palavra de Deus é um alto refúgio em todos os tempos. Ela conforta, dá ânimo e restaura as forças. É através dessa fórmula que missionários e imigrantes cristãos, conseguem superar a dor da distância: “Orações aliviam meu coração dolorido, confio a Deus tudo o que está acontecendo comigo e com meu filho que está distante de mim” Homesik (imigrante).A exemplo de Homesik costumo entregar todos os cuidados a Deus, e   de maneira sobrenatural, Ele envia o refrigério. Imagem à esquerda: Imigrantes reunidos em estudo da Bíblia para superar saudades de casa.


Saudade na Era da internet

Vivemos em um mundo repleto de novas tecnologias e é possível uma comunicação rápida e eficaz com todas as partes do globo terrestre. Estes recursos têm possibilitado que familiares curem (em parte) a dor da saudade.  Minha sogra tem 68 anos. Aprendeu  usar Orkut, email , Skype e webcam para se comunicar com filhos e netos que moram em outro estado. É possível vê-la dando boas risadas  nessa interatividade virtual. E pensar que o Rei Davi chorou por três anos a distância de seu filho...

Mas a era da tecnologia, também provoca um paradoxo: une e separa. O uso exagerado da tecnologia, pode provocar um esvaziamento das relações, ansiedade e alienação dos laços amorosos. Não se colhem lágrimas, nem abraços, nem afetos em uma comunicação unicamente virtual. É preciso se aconchegar no outro, chorar e sorrir juntos, sentir os níveis de intensidade da voz e do olhar. Perceber os gestos, enfim amar de tão forma que se provoque saudade de amar sempre, mesmo juntos.

E Paulo sentiu saudades...

Filipenses 1:8 Pois Deus me é testemunha de que tenho saudades de todos vós, na terna misericórdia de Cristo Jesus. (apóstolo Paulo)


Desprovida de saudade, a vida humana decerto seria miserável, pois estaríamos reduzidos a um presente instantâneo, grosseiro, automático.         

Ao sentir apertar a dor da saudade, lembre-se: você não está sozinho. Neste exato momento em  algum lugar, ou em muitos lugares do planeta, lembranças estão circulando no memória de quem ama.  Mas como tudo na vida, essa dor há de passar.

Deus te abençoe.

Fontes: Bíblia Sagrada e artigo de Renato Bitencourt: A saudade e a Nostalgia Inefável.  Revista Filo. Ciência e Vida Ed nº 72

sexta-feira, 14 de março de 2014

Refutando Nietzsche: Bendito Deus que dança!



"Se eles querem que eu acredite no seu deus,
eles vão ter que cantar comigo melhores músicas. 
Eu só poderia acreditar em um deus que dança."

- Friedrich W. Nietzsche (1844-1900)
Filósofo alemão


Wilma Rejane

Com a frase acima o filosofo Nietzsche, desafia o Deus dos cristãos em sua obra “Assim Falou Zaratustra” . Segundo ele, e revestido de um personagem do zoroastrismo, o cristianismo era a maior desgraça da humanidade e uma “muleta” para os fracos. O homem deveria decretar a morte de Deus para se tornar enfim um “super-homem”, confiando em seu potencial interior para  ser vitorioso (?). Ironicamente, Nietzsche, havia nascido em lar protestante , seus avós eram pastores luteranos. Ele ingressou na teologia, mas abandonou a fé ao se aprofundar na Filosofia.


O pensamento de Nietzsche,  influenciou significativamente o mundo moderno - infelizmente – e continua fazendo adeptos até nossos dias.  Pobre Nietzsche, viveu de forma miserável , convalescendo de tantos males que peregrinou por diversos lugares na tentativa de que em alguns deles, o clima lhe fosse favorável: Veneza, Gênova, Turim , Nice... até terminar seus dias em um sanatório em Basileia. Ele não sabia, mas desconfio –  tenho  fortes motivos para isso - que padecia de infelicidade crônica.  A falta de fé no Deus que dança esvaziou seu ser e para onde se movesse não encontrava paz. Ele a procurou em muitos lugares, mas ao matar dentro de si,  o Deus que poderia salvá-lo , morre ele.

O Deus que dança é tão latente que é impossível torna-Lo ausente. Ele dança nas nuvens, na natureza, nos homens. Através do movimento dos dias dos poentes e nascentes quando o céu muda em cores e luminosidade. Deus dança nas folhas das árvores que balançam pela força do vento, que se umedecem pelas 'lágrimas” do orvalho. Deus dança na brisa que nos acaricia, na lua que ora é cheia, nova, minguante, crescente. A lua dança com as estrelas, com a noite que chega, que se vai. Deus dança no mar quando rugem as ondas, bravas e mansas, “varrendo” a areia, emprestando movimento aos navegantes de um país a outro. Deus dança e canta por todos os dias pois sem Sua “batuta”, Sua harmonia, Sua voz, nem vida existiria.

Sofonias 3:17 diz: “O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para te salvar, Ele se deleitará em ti com alegria, calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo”. Alegria = Rinnah (Stong 07440) significa “dar brados de júbilo, aclamar, aplaudir fortemente com triunfo; cantar”. Literalmente: Deus dançara sobre o seu povo, jubilara, dará brados de vitória com alegria”.

Esse é o Deus dos cristãos, que dançou com seu povo ao abrir o mar vermelho, recolhendo as ondas como em espelhos para libertá-los do Egito. Rinnah foi a música que embalou as vitórias de Abraão, Isac e Jacó. O Isac, batizado riso, porque Deus dançou com o tempo grávido de promessas para uma mãe estéril e um pai de quase 100 anos. Deus dançou com os  antigos profetas e suas visões precisas do futuro que anunciavam o Messias Salvador nascido em Belém  da Judéia,  porque O Espírito Santo dançou no ventre de uma virgem, chamada Maria, obedecendo a melodia de Deus Criador.


Deus dança através do tempo e faz  natureza cantar, diz o Salmo 65:8-13: “Tu visitas a terra, e a refrescas; tu a enriqueces grandemente com o rio de Deus, que está cheio de água; tu lhe preparas o trigo, quando assim a tens preparada. Enches de água os seus sulcos; tu lhe aplanas as levas; tu a amoleces com a muita chuva; abençoas as suas novidades. Coroas o ano com a tua bondade, e as tuas veredas destilam gordura. Destilam sobre os pastos do deserto, e os outeiros os cingem de alegria. Os campos se vestem de rebanhos, e os vales se cobrem de trigo; eles se regozijam e cantam. “



Quem, a não ser um Deus que dança, desceria do céu para festejar com os homens a morte da morte?  Quem, a não ser um Deus que dança se ofereceria em sacrifício de morte pela humanidade para ressurgir vivo ao terceiro dia? Oh, poderosa melodia do Deus que dança!!! Aleluia é o Teu cântico preferido, a Ti entoamos louvores de gratidão por ter vindo dançar com teu povo! Por todos os lugares se ouve a Tua voz, ainda no silêncio Te ouvimos. O que seria de nós, não fora um Deus que dança e que nos convida para dançar com Ele, no banquete celestial onde já não haverá lágrima, nem pranto, nem qualquer dor?

Bendito esse Deus que não se cansa de dançar nos corações que se transformam pela obediência a canção da Cruz, entoada aos quatro cantos da terra: Jesus, Jesus, Jesus! Amo esse Deus que nos  faz dançar de alegria por ouvir Sua voz de Pai amoroso.

Nietzsche só poderia estar aturdido, embriagado por canções infernais vindas de um mundo onde não se pode dançar. É isso, prisioneiros não dançam. Escravos não podem dançar. Só mesmo a misericórdia de um Deus que dança para o libertar. Jamais ele ou algum outro incrédulo poderia encontrar paz e felicidade não fora nos braços do Cristo ressuscitado que se move em dança para perdoar e amar.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A Síndrome de Procusto

A inquietude da alma dos gregos lhes dizia haver bem mais entre céu e terra...


Wilma Rejane

Antes do surgimento da escrita, da moeda, havia na Grécia a predominância da tradição oral. A mitologia era a forma cotidiana para se explicar os conflitos humanos, bem e mal permeavam o misterioso e familiar mundo do mito que pela  relação com a realidade dos ouvintes, era religiosamente respeitado.  Dessa forma, a Grécia influenciou e inovou a tradição pagã ao inserir imagens de heróis e bandidos semelhantes a homens, mas com poderes divinos.

Depois dos mitos, veio o aparecimento da Filosofia que buscava de forma racional encontrar através do cosmo, da natureza, a origem de todas as coisas. O mito falhou em sua forma de explicar o mundo, a Filosofia ascendeu como esperança de se desvendar o mistério sobrenatural exposto nas maravilhas do universo. Mito e Filosofia, de forma direta e indireta, buscavam a Deus. A inquietude da alma dos gregos lhes dizia haver bem mais entre céu e terra, para além das cortinas celestes.

Foi no mundo grego que surgiu a palavra milagre, ele se referia a Filosofia, a capacidade de desenvolver o pensamento lógico em busca da verdade. Isso tudo é tão incrível, porque revela que o homem, desde sempre, busca por Deus. Do mito a Filosofia. Mais incrível ainda é saber que Deus utilizou justo a língua grega para espalhar a mensagem do Evangelho entre as nações. Não, não quero que isso soe supersticiosamente, mas preciso, planejado, lance de Mestre!

Todo o ambiente grego e sua influencia universal ajudaram não apenas na escrita do Evangelho, mas em sua propagação pelo mundo. E depois do surgimento do cristianismo, vamos constatar uma queda definitiva dos mitos e da filosofia naturalista. A Verdade enfim havia chegado, o Reino de Deus era a resposta a essa interrogação que pairava tanto para gregos quanto para os não gregos. Judeus e gentios. Mas essa Verdade ainda é loucura para muitos e por isso, a busca não tem fim.

“Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus. Pois está escrito: "Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência  dos inteligentes".  Onde está o sábio? Onde está o erudito? Onde está o questionador desta era? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?  Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que creem por meio da loucura da pregação.” I Coríntios 1: 18-21. Aleluia!

Agora sim, Procusto entra em cena





E usando o tripé (mitologia, filosofia, Cristo) recorro a Procusto, personagem de Teseu que de forma perfeita traduz uma analogia também  tripla: homem-mundo-Cristo. Procusto é chocante, traumático, assustador tanto quanto o telejornal policial que de forma cruel relata os homens distantes da Verdade.


Procusto era um gigante que vivia na serra de Elêusis. Em sua casa, ele tinha uma cama de ferro, de seu exato tamanho, para a qual convidava todos os viajantes a se deitarem. Mas essa hospitalidade toda era enganosa.  Se os hóspedes fossem demasiados altos, ele amputava o excesso de comprimento para ajustá-los à cama, e os que tinham pequena estatura eram esticados até atingirem o comprimento suficiente. Procusto termina sendo capturado pelo herói ateniense Teseu que, em sua última aventura, prendeu Procusto lateralmente em sua própria cama e cortou-lhe a cabeça e os pés, aplicando-lhe o mesmo suplício que infligia aos seus hóspedes.

Procusto é o mundo, contrário ao Reino de Deus. O mundo como essa cama que convida de forma encantadora seus hóspedes a se deitarem e ajustarem suas medidas. Estica, encurta, para alcançar um padrão de exigência enganoso. E tudo parece normal, afinal a cama o acolhe. Fora da cama de Procusto é estar fora de um padrão . Então se deita, ainda que não se durma.

Distante do Evangelho se vive esse mito de Procusto, um homem que tinha suas razões para agir de forma tão incomum, mas seus hóspedes eram presas, vitimas de sua maldade. E os hóspedes na cama eram obrigados a se tornarem idênticos a Procusto. E não seria essa a essência do diabo? Ele convida, encanta, engana, mente e faz com que seus hóspedes deitem em sua cama, assumam uma identidade que não lhes pertence, pois Deus os criou para boas obras.

Percebam que Procusto colheu tudo que plantou ao ser capturado por Teseu. Deitar na cama de Procusto é uma sentença de morte e assim está caminhando a humanidade sem Cristo. O livro de Gálatas diz que as obras do mundo são conhecidas e distintas das obras de Deus. Quem deita na cama de Procusto, se adapta a cometer tais obras:

 "Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia,Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus."Gálatas 5:19-21

Escapando de Procusto!

Quando o convite para deitar na cama de Procusto lhe parecer encantador, agradável, lembre-se: Não deite, não se adapte ao padrão do mundo sem Deus! O fim é triste, é a captura para morte: "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós". Tiago 4:7,8

Cristo

O que mito e filosofia buscavam se encontra em Cristo e de forma Superior e inigualável. Ele nos deu a imaginação, sim a criatividade, o fantástico e a razão através da qual vivemos e crescemos em sabedoria e graça.

Cristo, nos convida a Liberdade, que nada nem ninguém pode proporcionar: “Aquele pois que o Filho libertar, verdadeiramente será livre!” João 8:36. Sabe essa inquietação, essa tristeza que abate a alma como a buscar a felicidade em lugares tantos, em cama de Procusto? É o vazio que os gregos buscavam preencher, que todo homem busca preencher, é a Síndrome de Procusto que somente Cristo pode curar.


Deus o abençoe.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Breve reflexão sobre cobiça

Não cobice nada do seu próximo. Êxodo 20:17




Wilma Rejane



Certa vez, Abraão teve um encontro com o  Rei de Salém,  este lhe ofereceu fazendas em troca de servos,   e ouviu como resposta: “Não tomarei coisa alguma do que é teu, para que não digas: Eu enriqueci a Abraão” Gn 14:23. Abraão era satisfeito com o que tinha, e sabia que poderia ser próspero e feliz colocando tudo sob os cuidados de Deus. Parte da infelicidade humana, tem origem na insatisfação entre ser e possuir. Um breve olhar ao nosso redor nos dirá o quanto de capital e consumo se exige dos homens, revestidos de pretexto de felicidade. E apesar da evolução comercial e tecnológica, novas e espantosas descobertas são realizadas no sentido de curar ou evitar o avanço das doenças consideradas comuns nessa era: bipolaridade, depressão, ansiedade, solidão, síndromes e síndromes. Mãos cheias e corações vazios. E esse  não é um dilema apenas dos “ricos”; quem possui sempre quer mais e quem não possui também. O problema aqui não é entre ricos e pobres, mas sobre cobiça.

Hebreus 13:5- "Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque Ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”



A cobiça do jovem rico

A casa e o jardim do outro lado da rua, não são mais belos. Aquilo que amamos e cultivamos com a benção de Deus é o que nos traz felicidade e se a felicidade reside em nós, para que cobiça? Uma perfeita ilustração sobre o tema é a história do encontro de Jesus com o jovem rico em Mateus 19:16-30. O jovem queria saber o caminho da vida eterna, Jesus se apresenta como Tal e lhe faz o maior e mais importante convite que alguém pode receber em vida: “Vai, vende tudo o que tens e terás um tesouro no céu, vem e segue-me”. O jovem pesou na balança e considerou que suas conquistas materiais eram bem mais importantes que O Reino dos céus, a presença constante de Jesus em sua vida. E o texto termina dizendo que “o jovem partiu triste porque possuía muitas propriedades” Mt 19:22.  Mãos cheias e coração vazio. O problema do jovem era cobiça, avareza. E por essa causa, sua vida (inconsistente) consistia em possuir bens e ser possuído por eles. Felicidade e vida eterna não são questões de status social, Deus não faz acepção de pessoas, mas assim como o “jovem rico”, muitos podem se perder por depositar a vida nos bens terrenos.


Lucas 17:20-21"O reino de Deus não vem com aparência exterior.Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós."


Ricos e sem paz


Uma pesquisa feita no Brasil com executivos, constatou que 84% deles se declararam infelizes: “Muitos sofrem e se questionam sobre essa situação, e a maioria sente-se impotente diante dela. A infelicidade gerada pela escassez de tempo muitas vezes só é percebida com maior clareza quando um executivo passa por uma grande crise, por dificuldades mais sérias: Somente depois de um infarto é que concluí que estava poderoso, rico e sem vida. O drama não é só o tempo real gasto no trabalho, mas também a energia: o que adianta chegar em casa e a alma ter ficado na empresa, o corpo estar esgotado?”. Nossa alma pode está em diferentes lugares: no trabalho, na religião, no time de futebol, na fama,  no outro, mas se não estiver em Cristo Jesus, de nada adiantará.

“Onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração” (Mateus 6:21).

Há um lugar de repouso que consola a alma humana das inquietações, que conduz o espírito em paz, mesmo em um mundo conturbado como esse. Quem busca esse lugar, chamado Reino de Deus, revelado na pessoa de Jesus, pode ser próspero e feliz. Sim pode ser que tenha bens, mas também pode ser que não os tenha em abundância. Porém, em todos os casos, não será vencido pela cobiça, pela ansiedade de ser e ter. Porque Jesus é a paz incomparável que o mundo jamais poderá dar.

Um tesouro na terra e no céu


“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal". Mateus 6:33-34 


Existe uma (ou muitas) ideologias contrárias ao cristianismo, que dizem que o homem não precisa de Jesus Cristo para alcançar sucesso e paz nessa vida, tudo que é necessário é a força humana do trabalho. Nietzsche e Karl Marx são pensadores que até hoje influenciam gerações com esse pensamento, mas ao negar o revestimento cristão para vencer na vida, eles acabam por confirmar a necessidade Dele:“Portanto da união com Cristo dá exaltação interior, consolo no sofrimento, a garantia de calma, e um coração que está aberto para o amor da humanidade, tudo o que é nobre, tudo o que é grande, não por ambição, não por um desejo de fama, mas só por causa de Cristo. Portanto a união com Cristo dá , uma alegria que faz a vida mais elevada e mais bela". Karl Marx, Agosto de 1835.

Essas são palavras de um Marx que ainda não se declarava ateu. O que aconteceu a esse homem para atacar aquilo que uma vez defenderá? É que não podemos ser alcançados por Deus através do intelecto, das emoções, mas tão somente de um coração humilde e arrependido. Marx se perdeu em meio as ideologias, não sabemos se em seus últimos dias, clamou pela paz de Jesus sendo restaurado por Ela.


Templo do Espírito Santo

Abraão foi tentado sobre cobiça, por mais de uma vez, Jesus ao ser tentado pelo diabo venceu a cobiça que lhe mostrou e ofereceu os reinos da terra, fama e fortuna. Nós somos tentados todos os dias.

Que a nossa casa seja essa casa de oração, morada do Espírito Santo de Deus, que não cobiça o que é do outro, nem se ilude com o que está diante dos olhos. Que nossos corações estejam repletos de paz e felicidade, ainda que as mãos estejam vazias. Porque Jesus há de ser nosso maior bem. Não quero dizer que alcancei perfeição e descobri todos os mistérios do bem viver, mas prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação em Deus que é Cristo Jesus (Filipenses 3:14) e aqui reside todo o sentido da vida porque quando a casa terrestre se desfizer, uma outra eterna abrirá as portas para nos receber. Por isso o melhor da vida, é viver com Cristo Jesus, Redenção dos salvos!


Amém.

sábado, 31 de agosto de 2013

Reflexões do espírito e da carne



Me conheces desde antes daquele ventre, antes da materialização. Nasci em Teu coração no Dia anterior aos dias, o Dia que tornará. Pela Palavra, para a palavra me chamastes. Minha ambição única é empossar palavras que possam sequer aproximar-se de expressar as periferias da Tua Glória – como uma criança correndo descalça pelas ruas de chão, que estica e eleva as mãos ofertantes, e estica e eleva o louvor de seu sorriso, e expande e expande seu sorriso, sem medo algum, tentando tocar o Sol.

 * * * * * 

 Sim, sim, ELE não faz acepção de pessoas. Apenas confere a cada um meios de enxergar ângulos variados do mesmo horizonte. E conforme você vê, você faz. 

 * * * * * 

 A alegria naturalmente aproxima-te à órbita dos campeões, assim como naturalmente a tristeza te aproxima dos humildes. 

 * * * * * 

 Só posso conhecer um homem numa situação extrema; só conheço um homem depois de observar, quando prestes ao precipício, qual partido ele toma. 

 * * * * * 

 Parece-nos que o tempo de Deus demora, pois nosso tempo medimos em distância, e o dEle é medido por instância e sincronicidade. 
Mas um dia o trigo estará maduro na espiga, e Ele enviará o anjo para a colheita. 
 Livra de tosquenejar o anjo que vela minha seara, Senhor; e contempla: meus instrumentos de arar já estão embotados, e o acalanto que existe para renovar-me, faz cada vez menos efeito, menos sentido – e isso é fel quando o considero em meu coração.

 * * * * * 

 Cale-se diante dEle toda a Terra: 
 Pois não existe dor como a da onisciência. 

 * * * * * 

 Deus é o Deus que ordena que se ame não apenas os inimigos manifestos, mas igualmente o agente duplo, o de pensamento & coração dobre. 
 Nietzsche dizia e escrevia que o cristianismo é a religião dos fracos. Errou: é preciso entrar no estreito, é preciso envergar o jugo suave, para entender o nível de forças que o verdadeiro cristianismo requer. Pois no Universo do Deus ágape, amar em verdade é a maior manifestação de poder, é a ação que requer mais poder, dentre todas ao alcance de homens e também de anjos. 

 Sammis Reachers

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Uma reflexão sobre homens e faróis



Wilma Rejane


Os faróis foram criados com a finalidade de orientar os navegantes sobre direção, caminho seguro. São norteadores de que os marujos estão a se aproximar da terra firme, do destino almejado. Antigamente os faróis eram abastecidos com azeites de oliveira ou de baleia, assim podiam ficar acessos durante a noite. Atualmente, possuem eletricidade própria e avançados sistemas de sonorização que avisam sobre perigos de nevoeiro.

Com o intuito de enganar embarcações e atraí-las para zonas de perigo, surgem os afundadores. O que representam? São criadores de falsos faróis que conduzem as embarcações para o fundo do mar e as saqueiam, abandonando-as em destroços.


Faróis sempre me encantaram: A singularidade, a maneira solitária em que se destacam em meio às muitas águas, a utilidade e beleza das luzes que refletem nas águas, como se estrelas passeassem nas ondas. Faróis alegram embarcações, viajantes atribulados, navegantes cansados. Faróis de verdade, são como luz nas trevas, emanam esperança, certeza de novos horizontes, terra firme.


Não pude deixar de ver semelhança entre os faróis em alto mar e a mensagem de Salvação. Jesus disse: "Eu Sou a Luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida" Jo 8:12. O profeta Isaías em inúmeros versos comparou Jesus, O Messias Salvador com uma Luz que nortearia os perdidos: "Te darei por concerto do povo e para Luz dos gentios, para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos e do cárcere, os que jazem em trevas" Is 42:6,7. Nessa alegoria, o farol é essa Luz que permite aos navegantes, encontrarem o rumo de suas vidas.

Retorno à figura dos afundadores, os que constroem falsos faróis, com o intuito de saquear, destruir. Eles são reais! Estão por toda parte. A cada tempestade, nevoeiro, ou mesmo em tempos de bonança podem ser avistados. São fáceis de serem alcançados. Porém, são teias de morte, armadilhas de destruição.  Comparo os afundadores as escolhas erradas, as ofertas de Satanás. " O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir" Jo 10:10.  Eles conduzem as embarcações ao fundo, matam, roubam e depois abandonam os destroços. Quantos navegantes já não foram vitímas dos afundadores?

Entre faróis e afundadores existem muitas diferenças: aqueles, representam vida, estes morte. Um conduz à terra firme, outro, ao mais profundo abismo com fúria de morte, destruição. Para onde ir? O que seguir? O que escolher? A resposta, parece óbvia. Convido-o a refletir. A escolher sempre o Caminho da Vida.





Para ilustrar, uma parábola sobre " homens e faróis"




 Embarcação americana em alto mar...

- Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.


Os canadenses responderam prontamente:
- Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.


O capitão americano irritou-se:
- Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o SEU curso.


Mas o canadense insistiu:
- Não. Mude o SEU curso atual.


A situação foi se agravando. O capitão americano esbravejou ao microfone:

Este é o porta aviões USS Lincoln, o segundo maior navio da frota americana. Estamos acompanhados de três destróieres, três fragatas e numerosos navios de suporte. Eu exijo que vocês mudem seu curso 15 graus para o norte, ou então acabaremos com você para garantir a segurança do navio.

E um silêncio assustador tomou conta da atmosfera quando por todo o ambiente se ouviu em alto som: E aqui é um farol, câmbio! 


Quantas vezes criticamos a ação dos outros, exigimos mudanças de comportamento nas pessoas, até mesmo reclamamos de Deus,  quando na verdade nós é que deveríamos mudar de rumo. Jesus é o farol que conduz a mais segura direção.

A parábola achei Aqui e adaptei.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Os ouvidos que promovem a paz - Js.22

André Filipe, Aefe!

“Estes se alegraram com o relatório e louvaram a Deus. E não mais falaram em guerrear contra as tribos de Rúben e de Gade, nem em devastar a região onde eles viviam” - Js. 22.33

As tribos de Rúben, de Gade e meia de Manassés estavam partindo para suas terras após juntarem espadas com seus irmãos, na conquista das terras de Israel. Após atravessarem o Jordão, param em Gelilote, e constroem um "imponente altar ali, próximo ao Jordão" (22.10).
Esta notícia atravessou o Jordão de volta como um incêndio, se espalhando furiosamente pelas lideranças das outras tribos. Assim, movidos pelo zelo religioso, "toda a comunidade de Israel reuniu-se em Siló para guerrear contra eles" (22.12).
Entretanto, os sábios tomaram a frente dos impetuosos e resolveram enviar o sacerdote Finéias e mais 10 representantes das nações para averiguarem a situação. Eles chegaram recriminando: "Como foi que vocês cometeram essa infidelidade para com o Deus de Israel?" (22.16).
Os líderes das 2 tribos e meia, certamente surpresos com a repreensão, não tardaram em explicar: "Fizemos isso temendo que no futuro os seus descendentes digam aos nossos: '(...) Vocês não tem parte com o Senhor" (...) Por isso que resolvemos construir um altar (...) como testemunha entre nós e vocês. Longe de nós nos rebelarmos contra o Senhor" (22.24-29).
Observe o que aconteceu: o zelo ao Senhor das duas tribos e meia ao construírem um memorial, mal entendido, estava indo de encontro com o zelo das 10 tribos do outro lado, e levando Israel para uma guerra civil!
Mas quando o sacerdote e os líderes "ouviram o que os homens de Rúben, de Gade e de Manassés disseram, deram-se por satisfeitos" (22.30). Atravessaram o Jordão, contaram a todos o mal entendido, e todos "se alegraram com o relatório, e louvaram a Deus. E não mais falaram em guerrear contra as tribos de Rúben, e de Gade, nem em devastar a região onde eles viviam" (22.33).
Porque o povo ouviu, evitaram uma guerra sangrenta e injusta. Quanto não precisamos desses ouvidos que promovem a paz! Quanto a falta deles não tem gerado conflitos intensos, mesmo quando os dois lados são movidos pela fidelidade ao Senhor...
Líderes e ovelhas, pais e filhos, marido e esposa, amigos e amigas, que nossas mãos impetuosas da fé sejam acompanhadas dos ouvidos da sabedoria que buscam a paz antes da guerra.

Sugestão de oração: “Senhor, nos ajude a permanecer zelosos ao Senhor, sem, no entanto, nos enganarmos ao condenar o próximo sem ouvir suas razões. Ajude-nos a evitar um ímpeto de fé sem sabedoria, que traz guerra, conflitos, ofensas e desentendimentos. Dá-nos os ouvidos da sabedoria, que promovem a paz.”

quinta-feira, 6 de junho de 2013

DEIXADOS PARA TRÁS - Uma crônica sobre o Arrebatamento da Igreja



“Então, estando dois no campo,
 será levado um, e deixado o outro;” 
“Estando duas moendo no moinho 
será levada uma, e deixada outra”. 
“Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora 
há de vir o vosso Senhor”.   -   Mateus 24; 40 a 42 –


DEIXADOS PARA TRÁS

Uma terra cheia de violência.
Deus olhou dos céus e viu que a corrupção humana era muito grande. (Gênesis 6;5).  A maldade na terra,  predominava. Então, Ele orientou a Noé, que Lhe era temente, que construísse uma grande arca e que nela, colocasse a sua família e um casal de cada espécie de animais. Assim fez Noé e no dia determinado pelo Senhor, veio o grande dilúvio e os ímpios, que ficaram fora da arca, pereceram. (Gênesis 7;21).
Foram deixados para trás!

Duas cidades: Sodoma e Gomorra.
O pecado nestas cidades se agravara muito.  (Gênesis 18;20). Então, determinou também o Senhor, de que seriam destruídas. Pereceram todas aquelas pessoas que viviam em desobediência a Deus. A mulher de Ló,  olhou para traz e foi convertida em uma estátua de sal e com isso, foi deixada para trás!
  
Dez virgens.
Cinco eram prudentes, mas cinco, eram loucas. As prudentes, à espera do Noivo, tinham as suas lâmpadas acesas, mas as loucas,
não  se prepararam. Chegou o Noivo e as virgens prudentes foram ao Seu encontro para as Bodas. As virgens loucas, despreparadas, bateram à porta, porém, o Noivo lhes disse: - “Em verdade vos digo que não vos conheço”. (Mateus 25-12).
Foram deixadas para trás!

Chegou o tempo presente!
O quadro se repete: violência,  falta de amor, corrupção...
Mas sabemos que muito em breve, Jesus voltará para buscar a Sua Igreja. Mui repentina será a Sua vinda. Não sabemos quando chegará o tempo. Estejamos atentos aos sinais que se apresentam: guerras, rumores de guerras, terremotos, sinais nos céus, tsunamis...
Cristo está voltando, por isso, estejamos despertos e vigilantes, para que na Sua vinda, não sejamos deixados para trás!

Pérrima de Moraes Cláudio

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Poemas de Natal evangélicos em livro gratuito - A Poesia do Natal Antologia



A Poesia do Natal
Antologia

Poetas Evangélicos de ontem e de hoje
escrevem sobre o Natal de Jesus Cristo


Já desde inícios do século XX que o Natal, onde a cristandade comemora o nascimento epifânico de Jesus Cristo, vem perdendo seu caráter sagrado ou religioso para ganhar paulatinamente as cores baratas do consumismo e da secularização, esvaziamento este algumas vezes configurado na personagem ‘Papai Noel’, e também em toda a ritualística de glutonarias e bebedeira que a cada ano se repete.

Em tal clima de crescente alienação, é com imenso prazer que ofertamos ao leitor esta antologia de poemas natalinos. Os poemas aqui coligidos são um chamado ao louvor e à adoração, e à contemplação do verdadeiro espírito do Natal. E também, em alguns de seus melhores momentos, à reflexão crítica sobre este viés secularista que as comemorações natalinas têm assumido, mesmo entre os ditos cristãos.

Estão aqui presentes os nomes exponenciais de nossa poesia evangélica, nomes tais como Mário Barreto França, Myrtes Mathias, Gióia Júnior, Stela Câmara Dubois, Joanyr de Oliveira e outros, ao lado de excelentes poetas cuja obra tem sido olvidada, caso de um Jorge Buarque Lira, um Benjamin Moraes Filho, um Gilberto Maia, entre diversos outros bons exemplos.

Esta obra não objetiva lucro financeiro algum, circulando apenas como e-book gratuito, não podendo ser comercializada de nenhuma maneira. Pois nosso propósito é o mais nobre, trazer à luz versos que andavam dispersos e submersos em periódicos de difícil acesso e livros raros e fora de catálogo, livros esses que provavelmente jamais serão reimpressos, condenando assim a grande poesia de muitos autores evangélicos ao virtual esquecimento. Não! A rica poesia de inspiração cristã desses bardos merece ser divulgada.
Eis então aqui esta nova e necessária antologia, uma homenagem ao nosso Senhor e uma celebração ao seu Natal, um presente aos leitores de todos os credos e religiões, e um merecido tributo aos nossos queridospoetas de Deus.

Leia, divulgue e compartilhe!

Sammis Reachers, organizador

Para ler o livro online ou fazer o download (213 págs., em pdf) no site Scribd, CLIQUE AQUI.

Para fazer o download pelo 4Shared, CLIQUE AQUI.

Lista dos autores antologiados, por ordem de entrada: José Bezerra Duarte - Jorge Buarque Lira - Assis Cabral - Gilberto Maia - Bolivar Bandeira - Stela Câmara Dubois - Jonathas Braga - Manoel da Silveira Porto Filho - Alfredo Mignac - Isnard Rocha - Albérico de Souza - Mário Barreto França - Benjamin Moraes Filho - José Silva - Lourival Garcia Terra - Thiago Rocha - José Britto Barros - Gióia Júnior - Daria Gláucia - Joanyr de Oliveira - Myrtes Mathias - Ivan Espíndola de Ávila - Rosa Jurandir Braz - Silvino Netto - Pérrima de Moraes Cláudio - João Tomaz Parreira - Eliúde Marques - Gilberto Celeti - Filemon Francisco Martins - Israel Belo de Azevedo - Geremias do Couto -Edgar Silva Santos - Brissos Lino - Natanael Santos - Josué Ebenézer - Rui Miguel Duarte - George Gonsalves - Antonio Costta

Caso tenha dificuldade em realizar o download, solicite-me o envio por e-mail:sammisreachers@ig.com.br