domingo, 7 de junho de 2015
COMO ANDA O NOSSO AMOR AO PRÓXIMO?
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
CÉU: INGRESSOS À VENDA ESGOTADOS
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
A VELHICE DIANTE DE DEUS - Pastor José Britto Barros
Pastor José Britto Barros
Ouvi-me, ó casa de Jacó, e todo o resíduo da casa de Israel; vós a quem trouxe nos braços desde o ventre, e levei desde a madre. E até à velhice eu serei o mesmo, e ainda até às cãs eu vos trarei; eu o fiz, e eu vos levarei, e eu vos trarei e vos guardarei. Isaias 46. 3 e 4
É maravilhoso poder confiar em Deus, especialmente quando já pertencemos ao grande grupo da chamada Terceira Idade, que agora tem muitas designações, inclusive somos chamados A IDADE DE OURO...
Como crente que sou de longas datas, tendo sido batizado aos 15 anos hoje já conto com 67 anos como membro de Igreja e 57 anos de consagração ao Ministério da Palavra, nos meus já 81 anos de vida, o que considero grande privilégio, pois poucos conseguem chegar a essa idade. Com cinco cirurgias, diabetes, má circulação, glaucoma no olho esquerdo, mesmo assim continuo realizando muitos trabalhos, viajando cada mês para pregar a divina Palavra com atividades as mais variadas, de E B Fs a Congressos com vários grupos. Louvo a Deus por tudo isso e enquanto for do seu agrado assim estarei laborando para honra e glória do Senhor Jesus, vou continuar, enquanto puder viajar e receber convites para pregar.
Vamos então meditar juntos sobre A VELHICE DIANTE DE DEUS, pois como Ele garante em sua Palavra é Ele que nos está levando desde o ventre. A Palavra lida é muito clara e muito forte. O que realmente vale para crentes verdadeiros é A PALAVRA DE DEUS. Nunca terão valor para os servos do Senhor as opiniões e revelações fajutas de A ou B, nem tão pouco os ACHISMOS de supostos líderes que nada têm da Revelação Divina. Quando Simeão colocou Jesus nos braços ele orou
assim: “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, SEGUNDO A TUA PALAVRA, pois os meus olhos já viram a tua Salvação...”(Lucas 2. 29 e 30)Note bem: SEGUNDO A TUA PALAVRA. Não foi qualquer suposta revelação de Bispos e Bispas e Apóstolos e Apóstolas vaidosos dos seus cargos e títulos que a TV apresenta, mas quase todos mentirosos, que estão por aí enganando e sendo até presos pois já foram encontrados com dinheiro escondido dentro de cuecas e até de uma Bíblia, sem sequer respeitarem o Livro Sagrado. Baseados no texto de Isaias consideremos alguns aspectos deste assunto.
A VELHICE DIANTE DE DEUS E NOSSA HISTÓRIA. Deus disse: “Vós a quem trouxe nos braços desde o ventre.” Cada um de nós tem sua história dentro do plano de Deus. Alguns foram o primeiro a nascer na sua família, ou o último dos filhos, ou o primeiro neto ou a primeira neta, alguns perderam os pais logo cedo, alguns ainda têm pai ou mãe, alguns já não têm mais ninguém dos seus ancestrais e assim vamos, e essa é a história de cada um e Deus diz que Ele é que nos trouxe em seus braços desde o ventre. Então Ele é o autor da história da nossa velhice. Contamos com Ele sempre e assim cantamos vitória, mesmo que não nos faltem problemas e dificuldades,mas Ele nos faz superar tudo e continuamos a viver para honra e glória do seu nome. Somos bem aventurados em termos a história da nossa velhice escrita e dirigida por Deus, e assim vamos continuar até às cãs, sem solução de continuidade. Essa é a nossa garantia dada por aquele cujas promessas nunca falharam nem irão falhar jamais.Gosto de citar que na minha história está a tomada de posição dos meus avós maternos em seguir a Jesus em 1914 como os primeiros protestantes na pequena cidade de São Bento-MA onde o catolicismo dominante quis dominá-los, mas foram achados fiéis a Jesus até à morte. A Padaria do meu avô foi amaldiçoada pelo Padre e o povo não mais comprou o pão do sr. Luiz que agora virara protestante e o pão passara a ser do Diabo e quem o comesse estaria sujeito a ficar doente. Hoje naquela cidade há muitas Igrejas Evangélicas como resultado daquela semente que deu ricos frutos para a vida eterna. Netos e bisnetos e um tetraneto daquele casal são Obreiros da causa invencível do Cristo a quem eles serviram com amor e fidelidade, levando de roldão todas as perseguições a eles e aos seus descendentes. No Grupo Escolar(do Município) onde estu daram seus netos tínhamos que chegar antes das rezas pois do contrário não poderíamos assistir as aulas... Mas a minha velhice tem sua história com os brilhos que Deus deu aos meus ancestrais, levando-os em seus braços, apesar de todos os empecilhos que o inimigo preparou mas foi derrotado.
2. A VELHICE DIANTE DE DEUS E NOSSOS LIMITES. Começamos com os limites da nossa chegada a este mundo. Por isso que Deus disse que nos trouxe nos braços desde o ventre, e até à velhice Ele será o mesmo. Não podemos ter qualquer dúvida. Fomos limitados ao nascer e continuamos limitados na velhice, mas Ele nos conduz. Eu já não posso abaixar-me para pegar o que cai... No passado fiz muitas proezas... aos 25 anos carreguei uma máquina de costura do térreo para o primeiro andar, com dois lances de escada, e o fiz SOZINHO... era uma daquelas máquinas enormes, cinco gavetas, pés de ferro e mesa de madeira pesada...Hoje não devo pegar mais que cinco quilos nas duas mãos, não posso correr para pegar ônibus nem aproveitar final de sinais de trânsito... Limites de estar sentado muito tempo, de comer pouco, tomar oito comprimi-dos por dia, taxas de açúcar, colesterol...e assim por diante. Tudo limitado. Mas Deus diz que estará conosco até às cãs... eu não as tenho porque já não tenho cabelos... mas aqueles limites da idade estão presentes onde quer que eu vá. Entretanto nos meus limites sei que Deus me leva em seus braços.
3. A VELHICE DIANTE DE DEUS E OS NOSSOS BENS. Deus nos concede ter algumas coisas e quando a velhice chega alguns têm muitos bens ou muitas coisas de valor. Nada vamos levar conosco. Assim é bom que façamos distribuição do que temos conforme nossos desejos. Enquanto podemos façamos essa distribuição dentro dos planos de Deus para que ao partirmos eles não sejam mal baratados sem qualquer consideração aos nossos desejos. Fui Pastor de uma rica senhora proprietária de muito gado, quilos de ouro, casas, etc. A casa onde morava ela dizia que seria da Igreja após sua morte. Ela era membro fundadora da Igreja. Um dia estando a visitá-la sugeri que ela fosse ao cartório regularizar essa doação. Ela zangou-se, dizendo que eu queria que ela morresse logo. Nunca tratou do assunto. Não tinha filhos. Morta, os seus bens foram todos para os muitos sobrinhos que não respeitaram seu desejo, e aquela casa que ela sempre dizia já ser da Igreja ficou para um dos seus herdeiros... Faça o que tem desejo de fazer antes da sua morte. Consulte um advogado porque os herdeiros vão ter poder para contestar suas determinações, se acharem que foram prejudicados na partilha dos bens... Certa vez após uma cerimônia fúnebre fui convidado a ir à casa dos familiares para orar pelos que ainda iriam viajar. Voltamos do Cemitério. Naquela casa o que vi foi algo de arrepiar cabelos. As filhas abriram o guarda roupa e começaram a brigar pelos vestidos mais novos de sua mãe... e os sapatos que ela usara apenas uma vez e a frasqueira cheia de jóias, colares, pulseiras... uma verdadeira briga, cada uma a requerer aquilo que a mãe lhe teria destinado em vida ... “Esta ela disse que seria minha... Este brinco de diamante é meu...” É isso aí, se você tem bens não os deixe assim, distribua tudo antes de partir, enquanto pode fazê-lo para que não haja brigas sobre o seu cadáver... e pior, sem considerar seus desejos...
4. A VELHICE DIANTE DE DEUS E NOSSAS POSSIBILIDADES . Um antigo provérbio diz que “papagaio velho não aprende a falar e cavalo velho não aprende a marchar.” Pode até ser verdadecom papagaios e cavalos jáenvelhecidos. Mas tal não acontece com os servos do Senhor. Todos aqui já ouviram ler ou já leram as palavras imortais do salmista: “Os que estão plantados na casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes.” Salmos 92. 13 e 14. Há pessoas que julgam os da terceira idade sem mais nenhuma possibilidade de produzir frutos. A Bíblia declara que tais serão viçosos e florescentes e darão frutos. Abraão foi chamado aos 75 anos. Moisés recebeu o encargo de libertar Israel aos 80 anos e Arão que foi seu companheiro na entrada ao Palácio de Faraó devia ter 84 anos e Miriam que cantaria a vitória depois da passagem pelo Mar Vermelho, dirigindo as mulheres naquela comemoração devia ter seus 87 anos. Zacarias e Isabel geraram João Batista já avançados em idade e Simeão e Ana exaltaram a Jesus no templo em plena velhice. O produtor do filme OS DEZ MANDAMENTOS realizou essa proeza aos setenta anos. Dizem que Catão começou a aprender outra língua aos 80 anos. Pessoalmente comecei a produzir os FAVOS DE MEL em 2000 quando tinha 70 anos e já vou no 8º volume; mesmo aos 81 anos continuo pregando sem repetir sermões, graças a Deus.Você tem muitas possibilidadesconforme o profeta Joel falou: “VOSSOS VELHOS TERÃO SONHOS.” (Joel 2. 28) Não fique parado. Sonhe os sonhos de Deus, faça aquilo que só você pode fazer. Ele lhe dará essa visão que fará você ter uma velhice cheia de frutos para o Reino
5. A VELHICE DIANTE DEUS E NOSSAS ESPERANÇAS. Quando perdemos a Esperança já não podemos mais viver. O fracasso acontece exatamente quando perdemos a Esperança. Pedro negou Jesus porque perdeu a Esperança que ele seria o restaurador do Reino Invencível. Os dois do caminho de Emaús iam tristes porque “ESPERAVAM que Jesus remisse a Israel e era já o terceiro dia que ele morrera e não tinham certeza de sua ressurreição...” Nós somos alimentados pela Esperança. Felizmente temos Jesus, A NOSSA ESPERANÇA QUE NÃO MORRE! Anime-se, irmão idoso! Problemas nunca vão faltar, aqui, ali e além, mas o nosso Deus garantiu que nos levaria em seus braços e sua palavra não pode cair por terra. O salmista Davi era guerreiro e homem de muitas vitórias, mas reconheceu sua fragilidade e fez esta afirmação “AGORA POIS, Ó SENHOR, QUE ESPERO EU? A MINHA ESPERANÇA ESTÁ EM TI.” Salmos 39. 7. Vale recordar as palavras finais do cantor maior dos salmos: “Diz Davi, o filho de Jessé, o homem que foi levantado em altura, o ungido do Deus de Jacó, e o suave cantor dos salmos de Israel: O Senhor falou por mim, e a sua Palavra esteve em minha boca.” (I SAMUEL 23. 1 e 2) Nunca Davi perdeu a Esperança no Senhor. A velhice tirou até o calor do seu corpo e colocaram uma jovem para aquecê-lo, mas a sua Esperança no Senhor continuou viva sem qualquer desfalecimento. Seja assim a nossa velhice. E seja como for e haja o que houver a nossa Esperança esteja viva. Sejam nossas as palavras de Paulo: “O DEUS DA ESPERANÇA VOS ENCHA DE TODO O GOZO E PAZ EM CRENÇA, PARA QUE ABUNDEIS EM ESPERANÇA PELA VIRTUDE DO ESPÍRITO SANTO.” (Romanos 15.13) Deus nos abençoe. Amém !
Dito em Paulista-PE / Culto dos da IDADE DE OURO
terça-feira, 23 de agosto de 2011
ENTRE DOIS VALORES - As facilidades dos novos meios de comunicação versus o contato pessoal
www.twitter.com/elisabete86
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Tempo de Edificar
Vejamos algumas questões sobre “edificar o altar”.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Um Farol Para o Mundo

Os faróis foram criados com a finalidade de orientar os navegantes sobre direção, caminho seguro. São norteadores de que os marujos estão a se aproximar da terra firme, do destino almejado. Antigamente os faróis eram abastecidos com azeites de oliveira ou de baleia, assim podiam ficar acessos durante a noite. Atualmente, possuem eletricidade própria e avançados sistemas de sonorização que avisam sobre perigos de nevoeiro.
Com o intuito de enganar embarcações e atraí-las para zonas de perigo, surgem os afundadores. O que representam? São criadores de falsos faróis que conduzem as embarcações para o fundo do mar e as saqueam, abandonando-as em destroços.
Os faróis sempre me encantaram, gosto da singularidade, da maneira solitária em que se destacam em meio às muitas águas, da utilidade, da beleza, das luzes que refletem nas águas a claridade do farol, como se estrelas passeassem nas ondas. Faróis alegram embarcações, viajantes atribulados, navegantes cansados. Faróis de verdade, são como luz nas trevas, emanam esperança, certeza de novos horizontes.
Não pude deixar de ver semelhança entre os faróis em alto mar e a mensagem de Salvação. Jesus disse: "Eu Sou a Luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida" Jo 8:12. O profeta Isaías em inúmeros versos comparou Jesus, O Messias Salvador com uma Luz que nortearia os perdidos: "Te darei por concerto do povo e para Luz dos gentios, para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos e do cárcere, os que jazem em trevas" Is 42:6,7. Jesus, O Farol, o mar, o abismo onde navegam os perdidos, em busca de terra firme.
Retorno à figura dos afundadores, os que constroem falsos faróis, com o intuito de saquear, destruir. Eles são reais! Estão por toda parte. A cada tempestade, nevoeiro, ou mesmo em tempos de bonança podem ser avistados. São fáceis de serem alcançados. Porém, são teias de morte. Armadilhas de destruição. Mensageiros de Satanás: " O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir" Jo 10:10. Assim são os afundadores. Eles conduzem as embarcações ao fundo, matam, roubam e depois abandonam os destroços. Quantos navegantes já não foram vitímas dos afundadores?
Entre faróis e afundadores existem muitas diferenças: aqueles, representam vida, estes morte. Um conduz à terra firme, outro, ao mais profundo abismo com fúria de morte, destruição. Para onde ir? O que seguir? O que escolher? A resposta, parece óbvia. Convido-o a refletir. A escolher sempre o Caminho da Vida.
Wilma Rejane
via atendanarocha
sábado, 21 de novembro de 2009
Hinos na Prisão

Ensaio de João Tomaz Parreira
«E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam». Actos 16,25
Nesta narrativa interativa , porque designa apenas numa frase uma pluralidade de acontecimentos, sobretudo uma prática comum aos cristãos - o Louvor- , Lucas dá-nos algo mais que uma fórmula litúrgica, no que concerne aos hinos que os apóstolos entoavam. Estudiosos afirmam até que tais hinos não pertenciam aos salmos do Hallel. Assim, ocorre-nos perguntar que cânticos seriam?
No nosso trecho bíblico, o apóstolo Paulo assumiu como praxis pessoal, nos calabouços sombrios e húmidos de uma prisão macedónia, o que recomendava à Igreja de Éfeso, designadamente o uso de salmos e hinos e cânticos espirituais.
Alguns desses hinos estão no Novo Testamento, encaixados e preservados no Texto Sagrado, sendo que por vezes a linguagem da hinódia cristã tenda a ser difícil de interpretar.
Outros, porém, de uma clareza absoluta, pelo seu carácter de catequese, o que era para os cristãos do I Século imprescindível.
Os musicólogos dos vários períodos bíblicos, designaram assim a herança musical do Velho para o Novo Testamento: -a Era Bíblica, cerca de 2000 a.C até 100 d.C; - a Era do Cristianismo Primitivo, que foi do ano 100 até à Reforma.
Em qualquer dos casos, os cânticos espirituais tiveram influência no ensino bíblico, no modo de louvar e glorificar Deus, foram pedagógicos e não poucas vezes tiveram um valor psicológico como amparo da Fé no meio das perseguições ou tribulações dos crentes e da Igreja.
Depois dos Salmos e da sua incontornávl utilização litúrgica, a Igreja dos Actos dos Apóstolos terá usado o Magnificat, o chamado Cântico de Zacarias, o Nunc Dimitis de Simeão, porque representavam uma primeira hinódia conhecida, sem dúvida numa perspectiva do Velho Testamento, mas sempre apontando a Salvação levantada em Israel para a Humanidade.
Há quem mantenha a afirmação de que o Prólogo Joanino( «En arche en o logos...» ), na totalidade dos 18 versículos ou em parte, foi cântico espiritual na Igreja pelo seu conteúdo básico de teologia e cristologia. Era uma resposta inicial às grandes questões cristológicas que então o gnosticismo colocava.
«Os primeiros versos são obviamente um poema à maneira dos Estóicos»- refere
a Encyclopedia Americana. Diz esta ainda que «o Prólogo apresentou-se sob a forma de um hino, cantado na comunidade joanina antes de estar no início do Evangelho de João».
Mas os grandes(pequenos) hinos das várias igrejas fundadas pelo Apóstolo Paulo, em particular, e da Igreja Primitiva de um modo geral, estão nas Cartas paulinas. É curioso até verificarmos que no Novo Testamento grego, que procura até aos nossos dias trazer-nos os manuscritos originais, cada uma das passagens que são esses hinos cristológicos exibe os mesmos em forma de poesia. Assim tais hinos aparecem, na tradição cristã, desde as epístolas à tradição oral da Igreja do primeiro Século: Filipenses 2, 6-11 Colossenses 1, 15-20 I Timóteo 3, 16 até o próprio trecho da Carta aos Romanos 11, 33- 36.
Estes são considerados os principais. Existem, porém, mais, no interior de outras Epístolas paulinas e na I de Pedro.
A própria História Universal, ainda que ligada a aspectos particulares do modo como os primitivos Cristãos eram vistos pelo Império Romano, não deixa de vir testemunhar sobre o uso dos hinos.
Sabe-se que Plínio, o Moço (61-114 d.C), nas Epístolas X, 96, dirigidas a Trajano, elabora um pedido de « instrução a respeito dos cristãos, que se reuniam de manhã para cantar louvores a Cristo». O historiador romano referia que tais louvores em forma de hino eram dirigidos a «Christo quase deo».
Todos os hinos cristãos primitivos, seguindo primeiro o Novo Testamento e só depois alguma tradição histórica, apontavam sempre para a Cristologia. Era e é o senhorio universal de Cristo Jesus, a sua essência e origem divinas que neles são cantados. Os hinos eram por assim dizer pedagogia, tinham plasmada parte da doutrina dos apóstolos.
-Filipenses 2, 6-11
«Cristo Jesus,
que, sendo em forma de Deus,
não teve por usurpação ser igual a Deus.
Mas aniquiliou-se a si mesmo (...)
sendo obediente até à morte,
e morte de cruz.»
Considerado paradigma do hino cristológico, segundo argumentos de tradição oral antigos que saem do Novo Testamento, contém duas estrofes que ensinam ao crente a doutrina do esvasiamento de Cristo e a Sua exaltação. Ao ser entoado, o cristão primitivo comunicava a si próprio e à comunidade o percurso do Filho de Deus desde a eternidade (ser em forma de Deus) até à Cruz (obediente como servo sofredor), depois culminando com a glorificação. Na verdade, é já um clássico que consagra na bibliografia das doutrinas teológicas do NT a quenótica - do grego kenós e kenósis.
-Colossenses 1, 15-20
«O Filho do seu amor
O qual é a imagem do Deus invisível,
o primogénito de toda a criação»
Este hino celebra essencialmente o senhorio univesal de Cristo. Com este argumento, o cristão pimitivo era convidado ao louvor e, em seguida, a considerar o senhorio do Filho de Deus, Senhor da Criação e Mediador da reconciliação.
-I Timóteo 3,16
«Aquele que se manifestou em carne,
foi justificado em espírito,
visto dos anjos,
pregado aos gentios,
crido no mundo,
e recebido acima na glória»
Declaração cristã do Século I, também considerada pelos estudiosos como um cântico do Mistério Cristológico. O seu preâmbulo «Grande é o mistério da piedade» foi uma maneira de se opor à expressão contemporânea « grande é a Diana dos efésios».
Num nivel histórico, é legítimo que nos perguntemos que hinos cantavam Paulo e Silas, na prisão. Seria um desses, referenciado acima? Ou outros como os que
o próprio apóstolo Paulo transcreve na carta aos Efésios, 5,14, ou o apóstolo Pedro escreve na sua Iª, 2, 22-24. Expondo ambos o que o profeta/poeta Isaías escreveu séculos antes.
Contudo, os comentaristas põem mais empenho no facto dos apóstolos estarem a «gloriar-se no meio da tribulação », mais do que uma preocupação sobre que cânticos seriam esses. Tratava-se de uma lição de vida e do ideal cristão, a alegria por ser achado digno de sofrer por Cristo.
J.N.Darby afirma, no seu comentário ao Livro dos Actos, que «Paulo e Silas cantam, em vez de dormirem, na prisão.»
Se cantavam, entovam hinos, tais cânticos tinham uma mensagem, sem dúvida a poesia vertida em teologia.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Caiu? Levanta pô.
Pr. Márcio de Souza
Visite o blog do Pastor: http://marciodesouza.blogspot.com
terça-feira, 3 de novembro de 2009
O gari, o preso e o ladrão - Júlio Severo

Julio Severo
O jornal esquerdista Folha de S. Paulo anunciou que “o concurso público para a seleção de 1.400 garis para a cidade do Rio já atraiu 45 candidatos com doutorado, 22 com mestrado, 1.026 com nível superior completo”. Dos 109.193 inscritos, mais de 5.000 estudaram em universidades.
No entanto, a Folha deixou claro: “Os anos de estudo a mais, porém, não devem colocá-los em vantagem na disputa — a seleção é feita por meio de testes físicos, como barra, flexão abdominal e corrida”.
O trabalho de gari já não é fácil nem para os pobres. Mas a situação econômica está ficando tão ruim que até quem estudou em universidades para ter uma melhor colocação no mercado de trabalho nada mais vê no horizonte, a não ser um emprego de gari com um salário de apenas R$ 486,10 mensais.
O duro não é só achar um trabalho com baixo salário. O pior é ver o salário suado escoando para as mãos de um governo piranha. Calcula-se que a carga de impostos seja hoje quase 40 por cento da renda do brasileiro, fazendo com que quase metade do seu trabalho durante um ano seja abocanhado pelo governo.
Assim, o brasileiro que tem família para sustentar tem de submeter sua renda à exploração tributária. Mesmo tendo diploma universitário, isso não lhe garante um emprego melhor do que o de gari. Mesmo tendo nascido num Brasil supostamente democrático e independente, isso não o livra da escravidão tributária.
Essa dura realidade do trabalhador contrasta com os privilégios que o governo concede aos criminosos que não trabalham. Desde que assumiu em 2003, o governo Lula vem dando um “auxílio-reclusão” que hoje estabelece o valor de 752,12 para os dependentes de assassinos, estupradores, etc. (Veja aqui: http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22)
Veja agora a diferença. Mesmo tendo doutorado, você pode acabar tendo de escolher um emprego de gari, ganhando apenas 486,10 mensais para sustentar a sua família. Mas se você matar alguém e for preso, sua família terá direito a 752,12 mensais! Isto é, o preso terá excelente alimentação gratuita sem precisar trabalhar, e seus dependentes vão ganhar muito mais. Os 109.193 inscritos, ao saberem disso, poderiam se sentir tentados pela “inocente” oferta estatal!
Enquanto as famílias das vítimas sofrem extremas privações, quem recebe auxílio são as famílias dos criminosos. Esse é essencialmente o sistema socialista de redistribuição de renda, onde o governo rouba os trabalhadores por meio de impostos violentos, e entrega uma pequena parte para tais políticas insanas. O restante vai para alimentar a obesidade imoral de políticos piranhudos.
Dois séculos atrás, Tiradentes ficou muito revoltado porque o governo português cobrava 20 por cento de impostos. Tiradentes achava isso roubo e queria a independência do Brasil. Hoje, com um rombo e roubo de 40 por cento, nenhum brasileiro fala de independência, preferindo se submeter aos piores empregos para sustentar as malandragens do ladrão estatal, enquanto malandros no Congresso Nacional e nas cadeias vivem muito bem à custa dos trabalhadores que perderam a vontade de se revoltar. Esses escravos, que mal conseguem sustentar suas famílias, têm orgulho de ser brasileiros. Mas duvido muito que, vendo o Brasil do jeito que está hoje, Tiradentes conseguisse ter algum orgulho. Depois de dois séculos, os brasileiros continuam sem independência, eternas vítimas de elevados impostos criminosos.
Apesar de tudo, o filho de Deus tem orgulho de ser cidadão do Reino de Deus. Ali, não há impostos de 20 ou 40 por cento para roubarem nosso suor. Ali, não há escravidão. Ali, não há redistribuição de renda, mas apenas o chamado livre de ajudar a quem precisa, por meio da nossa própria escolha e decisão. E quando o Rei Jesus quer ajudar, ele tem seus próprios recursos. O Rei Jesus jamais tira de nós nossos recursos para dar para outros. Pelo contrário, ele sempre nos dá a escolha de usar nossos recursos para ajudar. Bem diferente do reis deste mundo, que tiram nossas escolhas, liberdade e recursos, com as desculpas mais mentirosas.
Vendo as vantagens da vida criminosa, qual é o mau-caráter que vai querer trocar fáceis 752,12 por suados 486,10 de um salário de gari? Como é que o placar de 50.000 brasileiros assassinados por ano vai diminuir quando o governo Lula dá tantos incentivos?
O gari deve ficar muito desanimado vendo assassinos, sem fazerem absolutamente nada, ganhando o dobro do que ele sua para receber. Além disso, 40% de sua renda vai para pagar a conta alta do “auxílio-reclusão”. Some a isso o pesado financiamento do governo federal às paradas gays e às iniciativas pró-aborto, e o desanimo do gari vai virar depressão, com sério risco de suicídio — a não ser que ele faça como Tiradentes.
O ladrão estatal português de ontem é hoje o ladrão estatal brasileiro, que rouba em dobro. Se Tiradentes vivesse em nosso tempo, será que ele renunciaria à liberdade para ser escravo e capacho do governo brasileiro?
Revoltar-se e mobilizar-se contra a exploração de impostos no Brasil é, como concordaria plenamente Tiradentes, uma obrigação moral de todos os brasileiros.
Via http://www.juliosevero.com/
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Cadê os sete mil que ainda não dobraram os seus joelhos?
Jarbas Aragão
Em 1 Reis, capítulo 19, lemos que Elias
"se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais.
Deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis que um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come.
Olhou ele e viu, junto à cabeceira, um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir.
Voltou segunda vez o anjo do SENHOR, tocou-o e lhe disse: Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo.
Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.
Ali, entrou numa caverna, onde passou a noite; e eis que lhe veio a palavra do SENHOR e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?
Ele respondeu: Tenho sido zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida."
A história é bastante conhecida e fala de um momento de fragilidade, até mesmo de depressão do profeta que havia acabado de matar os falsos profetas, desafiado os reis e visto o poder de Deus se manifestar de uma forma única. Mesmo assim ele cansou, se desanimou e resolveu fugir.
De muitas maneiras posso me identificar com o sentimento de Elias. Também já travei batalhas que me deixaram cansado, desanimado e a ponto de desistir. Mas assim como o profeta do Antigo Testamento também já vi a mão do Senhor comigo nessas horas difíceis.
Olhando para a realidade da Igreja no Brasil nesses tempos, muitas vezes sou tomado pelo mesmo sentimento de Elias. Mesmo minhas vitórias são pequenas, se não forem inúteis diante do mal que assola meu país. Assim como naqueles dias, um dos elementos principais do problema é o abandono dos caminhos do Senhor por parte do seu povo.
Basta ligar a TV ou acessar a internet e vejo escândalos envolvendo o nome de igrejas, lideres e ministerios que parece não ter fim. Convivi e convivo com muitos pastores, missionários e líderes deste país. Conheço tanta gente boa, séria, dedicada ao evangelho. Recebo relatórios quase semanais de conhecidos que estão levando a Palavra do Senhor aos quatro cantos deste país e também em lugares onde há pouco ou nenhum conhecimento do evangelho. Gente que ama a Deus e se dedica a fazer o nome de Jesus conhecido.
Mesmo assim, diante de tanta sujeira e tanta coisa ruim, parece sobrar poucos motivos para achar que isso de fato faz diferença na realidade do país. Repetidas vezes escutei que o Brasil experimenta um avivamento, que nunca a igreja de Jesus cresceu tanto, agora temos representação política, artistas e músicos famos se converteram, os jogadores mostram o nome de Jesus em rede nacional etc, etc.
Na mesma proporção que o nome de Jesus é anunciado os problemas parecem surgir. Já vi vários famosos “desconverterem-se” ou darem motivos para acreditarmos que era tudo marketing. Li matérias terríveis da imprensa que joga todos os chamados evangélicos na vala comum dos hipócritas, aproveitadores da fé alheia e fanáticos sem cérebro.
Por que tem de se assim? Eu não sei a resposta. Sendo pastor já ouvi dezenas de piadas sobre o objetivo da igreja que pastoreio. Lembranças de escândalos financeiros e morais muitas vezes surgem na cabeça das pessoas quando ouvem as palavras “pastor”, “bispo”, “apóstolo” ou títulos semelhantes. Apesar disso os números dos que se dizem seguidores do Deus vivo aumenta no país. O próximo recenseamento nacional mostrará que a escalada continua.
Mas de que serve tudo isso? Continuamos vendo as mazelas da miséria, das drogas, da violência, da corrupção, da falta de expectativas de um futuro melhor tomar conta do país. Os políticos já mostraram que podemos esperar pouco ou nada deles. A crise mundial mostrou que esse é um tempo de incertezas. As ondas de nova gripe (aviária e suína) nos deixam um “lembrete” da fragilidade da vida.
Fazer o quê? Orar e esperar no Senhor é um caminho. Mas não é o único. Precisamos de profetas no sentido bíblico da Palavra. É assustador a falta que faz em nosso país de mobilizações consistentes em prol da família, dos valores bíblicos, do meio-ambiente, da vida. Não me refiro a marchas por Jesus, que já perderam seu propósito original de oração e sucumbiram ao show e a politicagem. Falo de um envolvimento mais consistente da igreja, voz profética com a sociedade. Posso dar um exemplo claro disso. Semanalmente faço cultos na cadeia de minha cidade. Também trabalho como voluntário num centro para menores infratores (que lembra a antiga FEBEM). Nas conversas que tenho com o pessoal que está ali, muitas vezes escuto que são “crentes”, “evangélicos” ou “de Jesus”. Muitos apesar de não se verem como tais, pertencem a famílias que frequentam alguma igreja. Mesmo assim eles estão presos, acusados dos mais variados crimes. Alguns conhecem as músicas que cantamos, outros dizem que oram todos os dias e há quem conheça várias porções das Escrituras. Mesmo assim estão encarcerados por terem infringido a lei de Deus e dos homens. Muitas vezes saí das visitas ou das aulas que dou com o coração pesado. Que evangelho é esse? Que igreja é essa?
Na internet existem centenas, talvez milhares de sites e blogs preocupados com a igreja. Muitos artigos bonitos, desabafos, críticas ferozes, vídeos que fazem rir e chorar ao mesmo tempo. Aqueles que sentem o mesmo que Elias talvez acreditem que estão sozinhos, que são os únicos ou estão entre os poucos a ver essas coisas. Muitas vezes fui tomado pelo mesmo sentimento. Mas a verdade é que a esmagadora maioria das pessoas que precisariam ler os posts, artigos, desabafos etc não o fazem e nem o farão. Os incautos que se deixam levar por todo tipo de bobagem pregada em púlpitos das TVs em nome de Jesus não sabem que essas páginas e blogs existem. Ainda que tenham sua validade, precisamos de ações concretas, de propostas reais, não de discursos e retóricas vazias.
Por mais que me esforce para levar a Palavra da cruz, ainda é pouco ,eu sei. Mas não é em vão. Primeiro porque tenho a certeza que Deus continua no controle e depois porque não estou sozinho. O Senhor lembrou a Elias “Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou.”
A continuação da história de Elias mostra que depois de ouvir essas palavras (v. 18) ele partiu, seguiu em frente. Continuou a lutar em favor de Jeová e contra os falsos profetas. O consolo de Elias é que ele não estava sozinho. Tinha o Senhor com ele, mas também tinha sete mil que se negavam a seguir a Baal (símbolo de todo o mal que afligia Israel). Ainda hoje existem milhares que não se dobraram ao evangelho da barganha, da mentira e do vale-tudo. Onde eles estão eu não sei, mas você é um deles? Permita-me lembrá-lo, você não está sozinho! Mas não basta reclamar com Deus, é tempo de agir!






