terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
terça-feira, 17 de junho de 2014
Dez equívocos da vida cristã
Por Wilma Rejane
Traduzido de:
1- Depois de se tornar um cristão, Deus irá resolver todos os seus problemas
2-Tornar-se cristão significa seguir uma vida de regras
3- Todos os cristãos são amorosos, pessoas perfeitas
4-Coisas ruins não acontecem com cristãos piedosos
5- Ministros cristãos e missionários são mais espirituais que os demais crentes
6- As igrejas são sempre lugares seguros
7- Cristãos nunca devem dizer nada que fira ou ofenda os sentimentos de alguém
8- Cristãos não devem se associar com incrédulos.
9- Cristãos Não podem se Divertir
10- Vou Ficar Rico!
Seguir a Cristo Jesus é uma decisão pessoal onde o Espírito Santo do Senhor convence do pecado provocando arrependimento e confissão ( João 16:8). Deus perdoa o passado de erros, tornando tudo novo e melhor. A alegria da salvação torna o homem convicto de um destino pós-morte e de uma vida abundante aqui na terra. É preciso, contudo não abandonar a razão, a critíca a fim de não ser levado pelo engano que assola as muitas doutrinas. Jesus é o Caminho, a Verdade e a vida (jo 14:6) nisso não há erro, nem escravidão, nem religião, mas libertação. Viver com Cristo é ser confiante, apesar das circunstâncias, isso é absolutamente possível porque não vem de nós, mas Do que nos salvou. Amém.
terça-feira, 28 de maio de 2013
A igreja brasileira e a mordomia cristã, se é que ainda sabemos o que é isso
sexta-feira, 10 de maio de 2013
quarta-feira, 23 de maio de 2012
O Vaticano e a Máfia Italiana - as relações perigosas
domingo, 20 de novembro de 2011
Contardo Calligaris e o minuto-bobeira na Ilustrada
E.A.G.
Fonte: Belverede | Cosmovisão
terça-feira, 27 de setembro de 2011
O rigor ascético - parte 2
De tudo que tenho lido na Bíblia Sagrada, até o momento concluí que cultuar a Deus não tem muito a ver com liturgia eclesiástica ou show gospel em dependências longe dos templos evangélicos. O culto é algo que nasce no interior do coração que ama ao Senhor, é a intenção sincera de louvar. Penso que todas as pessoas que amam a Deus se perguntam:
1 - Quais são os propósitos que me impulsionam a frequentar às reuniões na igreja?
2 - Quais são os motivos mais íntimos que me impulsiona a declarar que sou crente em Jesus Cristo?
3 - Por que jejuo?
4 - Por que prego?
5 - Por que canto?
Todas as pessoas envolvidas em ambientes religiosos e desejam se dedicar ao Senhor plenamente deve considerar que os olhos do Senhor nos vê interiormente: "Mesmo neste estado, ainda me procuram... dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? (...) Eis que no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e rixas e para ferires com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto”. - Isaias 58.2a, 3-4.
Pensemos em sempre fazer as coisas certas pelos objetivos corretos, porque na esfera espiritual de nada vale adotar afazeres da liturgia de culto se o que fizermos não estiver em plena dedicação ao Senhor, se a vida não estiver em obediência à vontade de Deus.
Cantar, evangelizar, ou outra ação, se for feita pela força do hábito, ou movido por interesses inconfessáveis, podem até ser aceitáveis e admiráveis aos olhos humanos, mas considerados inúteis aos olhos de Deus e reprovados por Ele.
Não é uma boa situação espiritual esquecer que o melhor para nós é fazer a coisa certa por motivos conscientes e certos.
Por favor, ao ler o conteúdo que escrevi, não recebam a minha iniciativa como desrespeito da minha parte. Não me eximo nesta reflexão. Eu me coloco dentro dessa ponderação, e digo que me esforço para viver praticando o culto racional, a conduta que agrada ao Senhor, pois meu desejo, como deve ser o de todos os leitores, é fazer do em que vive um altar para servir a Deus mais e melhor.
E.A.G.
Leia também a primeira parte dessa reflexão:
O rigor ascético | O rigor ascético - parte 3
sábado, 24 de setembro de 2011
O rigor ascético
Ora, tudo abaixo do sol é vaidade. Por que ter vanglória? (Eclesiastes 1.2).
Não existe regra maior do que a Palavra de Deus. Através das Escrituras vemos o que é proibido e o que não é (Salmo 119.105). Quando não existe um “NÃO” bíblico, então, não é sensato inventar proibições, se o assunto é da esfera da fé. O argumento do apóstolo é simples e prático: Cristo nos libertou e não devemos nos deixar prender novamente. Os tabus dos asceticismos religiosos são grilhões que precisam ficar para trás em nossas carreiras espirituais.
A lição na parábola do bom samaritano
Socorrer é amar na prática
1. Socorro espiritual : Tiago 2.14-24:
2. Socorro humanitário: Isaías 58.1-14:
Certamente que é preciso evangelizar, porém, tendo condições financeiras, é preciso demonstrar o amor que preconizamos. Junto com "a paz do Senhor" deve haver ajuda material também.
E.A.G.
Continua: O rigor ascético - parte 2 | O rigor ascético - parte 3
domingo, 4 de setembro de 2011
Troque sua viagem à "Terra Santa" pela Santificação de toda a Terra
Sammis Reachers
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Silas Malafaia diz que Record foi comprada pelo Povo de Deus mas está a serviço dos homossexuais
domingo, 22 de maio de 2011
Os Urubus Gospels da Internet
sábado, 21 de maio de 2011
21 de Maio, o mundo acaba hoje - FELIZ 22 DE MAIO PARA O FALSO PROFETA HAROLD CAMPING
| Guarde a Data! Retorno de Cristo 21 de Maio, 2011. |
Todos esses falsos profetas têm algo em comum: Todos seus seguidores foram induzidos a crerem em suas previsões diabólicas. Não se deu como pouquíssimos evangélicos que isoladamente fizeram suas falsas profecias, sendo que 99,99% creram nelas. Não se deu como os profeteiros evangélicos atuais que de forma irresponsável e antibíblica profetizam o óbvio ou o que não se cumpre. Esses "estudiosos da bíblia", mencionados por nome acima, enganaram uma denominação inteira!
1. Acertamos a data mas erramos o acontecimento.2. Jesus veio sim, mas invisivelmente. Vocês não perceberam?3. Deus é soberano e mudou de ideia.4. Erramos na profecia, mas Deus permitiu isso para sermos mais vigilantes. (Ainda vou escrever um livro intitulado A Importância da Falsa Profecia no Aumento da Vigilância Cristã).5. Erramos, mas foi uma tentativa sincera de ver o cumprimento das Escrituras. (Ainda vou escrever outro livro intitulado Pequenas Profetadas, Grandes Desejos.)6. Não fizemos profecia coisa nenhuma. Apenas interpretamos errado os textos que falam sobre o futuro.7. Nós erramos, mas os outros erraram e erram também. (Típico do menino arteiro que chega em casa e sabendo que vai apanhar, diz: "Papai, eu cuspi na janela do vizinho, mas o Pedrinho também fez o mesmo".)8. O fim do mundo começou naquela data, e o mundo está acabando aos poucos.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
A ciência não é Deus
domingo, 16 de maio de 2010
Deus não é esquizofrênico!
R.C. Sproul disse: “Uma coisa é proteger o direito de toda pessoa religiosa de seguir os ditames de sua consciência sem temer perseguição; outra coisa é afirmar que convicções opostas podem ser ambas verdade. Devemos notar a diferença entre tolerância igual sob a lei e validade igual segundo a verdade”Muitas vezes o não-freqüentador reage com o cristão do mesmo modo como o jovem hindu a quem falei sobre Jesus, durante uma viagem que fiz à Índia, em 1987. Quando lhe disse que Jesus é Deus, a resposta foi:
- Isso não é problema.
- Não é problema? – perguntei surpreso. – Você está dizendo que aceita o fato de que Jesus Cristo é o Filho de Deus?
- Claro – respondeu. Eu estava admirado de ele ter concordado com a minha afirmação tão prontamente. Mas, em seguida acrescentou:
- Temos milhões de deuses no hinduísmo. Teremos prazer em também acrescentar Jesus.
Quando afirmei que Jesus é o único Filho de Deus, ele ficou indignado. Isso também acontece com muitos não-freqüentadores-de-igreja. Jesus é ótimo para eles desde que seja uma opção entre muitas outras.
Os cristãos precisam ser muito cuidadosos na maneira de explicar a exclusividade de Cristo. Claro que o perigo é parecer presunçoso ou superior. Como alguém já disse, nós, cristãos, não devemos ser pretensiosos. Somos apenas mendigos contando a outros mendigos onde encontrar comida.
Às vezes, para neutralizar as objeções do não-freqüentador, faço uma analogia entre dois clubes. O primeiro só admite pessoas que conquistaram um certo status para ser membro. Devem ter realizado algo importante, ou adquirido alto grau de sabedoria, ou preenchido uma lista de exigências e condições, antes de se considerar a admissão. Apesar dos esforços, muitos não conseguem ser aceitos.
As outras religiões são assim, porque são fundamentadas em um sistema em que as pessoas fazem alguma coisa para receber o favor de Deus.
Já o segundo clube proclama: “Qualquer pessoa que queria ser membro será admitida. Homens, mulheres, negros, brancos, velhos, jovens, qualquer pessoa que quiser entrar para esse clube conseguirá fazê-lo mediante o arrependimento e a fé em Cristo. Ninguém será rejeitado, mas dependerá de você querer juntar-se a nós.”
É isso que o cristianismo afirma. Portanto, qual dos sistemas é seletivo e exclusivista? Nossa porta está aberta a qualquer pessoa que queira entrar.
Em seguida, tanto fazer o não-freqüentador considerar a lógica da reivindicação exclusiva de Cristo. Não faria sentido se Deus fosse ao outro lado do mundo e disse às pessoas como agradá-lo, depois fosse a outro lugar dizer algo contraditório, e ainda se dirigisse a outro lugar e contasse outra história. Deus não é esquizofrênico. Não há lógica em Dizer que religiões com crenças contraditórias sobre Deus podem ser, ao mesmo tempo, corretas.
Lee Strobel, em “Inteligência Espiritual: Como alcançar os que evitam Deus e a igreja”, editora Vida.
sábado, 1 de maio de 2010
Viva a Teologia da Prosperidade! - Seleção de frases para embalar o Festim
- Roger L'Estrange
Os que acreditam que com dinheiro tudo se pode fazer, estão indubitavelmente dispostos a fazer tudo por dinheiro. – Beauchène
A Idade de Ouro volta aos homens quando, mesmo que apenas por um momento, esquecem-se do ouro.
- Gilbert Keith Chesterton
Do homem que opina que o dinheiro pode fazer tudo cabe suspeitar com fundamento que será capaz de fazer qualquer coisa por dinheiro.
- Benjamin Franklin
A propriedade é uma armadilha; o que cremos possuir é que nos possui.
A. Karr
Dinheiro é como esterco: só é bom se for espalhado.
Francis Bacon
Poucas coisas testam mais profundamente a espiritualidade de uma pessoa do que a maneira como ela usa o dinheiro.
J. Blanchard
Tempo e dinheiro são os fardos mais pesados da vida, e os mortais mais infelizes são os que os têm mais do que são capazes de usar bem.
Samuel Johnson
A verdadeira medida de nossa riqueza está em quanto valeríamos se perdêssemos todo nosso dinheiro.
John Henry Jowett
Dois terços de todas as lutas, brigas e processos judiciais no mundo originam-se de uma simples causa: dinheiro!
J. C. Ryle
Mamom é o maior senhor de escravos do mundo.
Frederick Saunders
Dinheiro - o maior deus debaixo do céu.
Herbert Spencer
Nada do que é de Deus é obtido com dinheiro.
Tertuliano
O dinheiro compra qualquer coisa, exceto a felicidade, e obtém o passaporte para qualquer lugar, salvo para os céus.
Charles L. Wallis
Não estimes o dinheiro nem em mais nem em menos do que aquilo que vale, porque ele é um bom servo e um mau amo.
Alexandre Dumas
Não gastes o teu dinheiro antes de o teres na mão.
Thomas Jefferson
Fonte frases: E-books Minhas Citações Preferidas, de Alzira Sterque, e
SABEDORIA: Breve Manual do Usuário, que eu organizei.
Fonte: Blog Arsenal do Crente
sábado, 10 de abril de 2010
A minha igreja por uma criança

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Se Jesus tivesse nascido no século 20 e fosse membro da Assembleia de Deus...
O que você acha que aconteceria se Jesus Cristo não tivesse nascido no passado, lá no oriente, em Belém, e nascesse em nossa geração?
A minha resposta foi mais ou menos esta:
Creio que muita gente tentaria matá-lo, como fizeram os religiosos dos tempos bíblicos.
Por exemplo, se Cristo encontrasse um irmão assembleiano cego, pegasse-o pelas mãos e o conduzisse para um lugar um pouco afastado, bem longe das liturgias do culto, longe dos aleluias e glórias a Deus, e ali cuspisse no chão, com o cuspe fizesse lodo e depois passasse nos olhos daquele homem sem visão e o mesmo viesse a enxergar, então Ele quereria que o irmão curado testemunhasse para glorificar a Deus.
Jesus diria ao curado:
- Agora, vai lá dentro da igreja e peça para dar um testemunho no púlpito, diga como você foi curado por Mim.
Após membros ouvirem o testemunho, eles se alegrariam bastante. Passado o calor dos regozijos, nos dias posteriores viriam as críticas dos líderes, diriam que não se deve ir ao templo visando curas, que o cancerzinho e a cegueira são provas de Deus, para o doente não esquecer que Deus o ama.
Os pastores diriam sem cerimônias no microfone:
- Ah, este Jesus Cristo é só outro herege! Ele é neo - pen - te - cos - tal!
Talvez, um apologeta de plantão, que escreve livros numa determinada editora confessional, escreveria um livro, cheio de ironias, com o titulo "Erros que um irmão com dons de curas deve evitar". E escreveria no blog dele:
- Ah! Herege! Amargo neo - pen - te - cos - tal !!!!
Grande celeuma assembleiana, esta é a identidade das Assembleia de Deus.
Nota importante: Jesus fez uma cura parecida com a que eu escrevi logo acima. Está registrado em João 9.6.
E.A.G.
Publicado originalmente no blog Belverede
http://belverede.blogspot.com/
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O anti-Caim da última Literatura Portuguesa

João Tomaz Parreira
Escrever em apenas quatro meses 181 páginas de algo que contribuiu para a desarmonia da Humanidade, que leva um remoto tempo inefável a digerir pelos seres humanos, ainda por cima em tom jocoso e irónico, pode ser um bom exercício literário, mas é pouco sério eticamente. Sobretudo se se diz no próprio livro que a história a re-contar é «um atrevimento».
No entanto, quando editorialmente acontece o lançamento de um livro de Saramago, o país e o mundo das letras rejubilam como se se tratasse do último romance da literatura portuguesa. Nada mais parece existir para lá da nebulosa Saramago.
E quando este exprime opiniões sobre o seu Grande problema, os diários trazem à primeira página títulos enormes: «o Novo Saramago põe Deus como autor moral de um crime»(DN). E o próprio autor revela a raiz do seu problema:
«Hay quien me niega el derecho de hablar de Dios, porque no creo. Y yo digo que tengo todo el derecho del mundo. Quiero hablar de Dios porque es un problema que afecta a toda la humanidad».- afirmou o escritor ao El País.
Escreveu um dos meus amigos no Facebook (o maestro Pedro Duarte), entre outros comentaristas, que «Saramago acredita em deus, sim. Ele é deus. Logo Deus não pode fazer parte do mundo de deus. Saramago tenta criar um mundo seu e nessa 'missão' sente necessidade de reinterpretar a realidade à luz do seu mundo tenebroso.»
O prof.dr.Jónatas Machado, também naquela rede social, opinou: «Para quem não acredita em Deus, Saramago sente-se muito incomodado por Ele. Ao negar Deus, Saramago nega a existência de um critério objectivo de justiça. No entanto, ele pretende deter um critério objectivo de justiça com base no qual se arroga julgar e condenar Deus.»
É a partir desse seu mundo fechado e «justiceiro», no sentido da justiça popular, que o autor pretende julgar Deus, com um critério objectivo de pretenso ajuste de contas. Nesse mundo que o escritor inventou, que é o locus da sua última obra- o jardim do Edén, uma caverna no deserto após a expulsão da família adâmica- , pretende aí reinterpretar não os actos divinos, mas o que ele afirma serem os seus efeitos.
Assim, temos um Caim que é, no entender e na expressão saramaguiana, um «efeito» de Deus. Um «erro» moral.
Os primeiros parágrafos do livro conduzem-nos diante de um deus irado, errático na sua obra, que é responsável por tudo quanto vem a seguir, no entendimento do autor.
« Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que a adão e eva, perfeitos em tudo o que apresentavam à vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um simples som primário que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta, quando os outros animais, produtos, todos eles, tal como os dois humanos, do faça-se divino, uns por meio de rugidos e mugidos, outros por roncos, chilreios, assobios e cacarejos, desfrutavam já de voz própria. Num acesso de ira, surpreendente em quem tudo poderia ter solucionado com outro rápido fiat, correu para o casal e, um após outro, sem contemplações, sem meias-medidas, enfiou-lhes a língua pela garganta abaixo» (primeiros parágrafos do romance)
Ao iniciar a leitura de ficção, romance , novela ou conto, com objectivo crítico-literário, gosto de parar no primeiro parágrafo, aí pode-se ou não definir o curso do rio onde fluirá o enredo e a intriga e como se manifesta, no sentido de uma epifania, a personagem ao mundo.
Dou um exemplo de leitura recente, Philip Roth em «A Conspiração contra a América»;o autor começa com a chegada à Casa Branca do presidente eleito em 1940, o aviador Charles Lindeberg, e inicia uma metáfora sobre o anti-semitismo; como se vê, é uma metáfora e uma ficção da memória, uma falsa memória.
No romance «Caim», José Saramago inicia também a sua obra ficcional com uma falsa memória, começa com um preconceito que passa a falsidade e vai por aí fora de deturpação em deturpação.
A mão de Saramago sobre o texto bíblico é como a mão talibã sobre a arte dos budas de pedra.
A «lógica impecável» que o autor atribui ao desenvolvimento da sua proposta, o humor pela segunda vez usado (a primeira na Viagem do Elefante) e a alegada profundidade da história que se propõe recontar – disse-o ao suplemento Babelia do El Pais –, não se objectiva apenas por razões de estética ou criação literária, sobretudo o que pretende Saramago, é afirmar que o Caim bíblico faz parte de uma «história mal contada».
E, assim, o escritor de Lanzarote quer «repôr» o que se terá passado. «Abel e Caim, desde a mais tenra idade pareciam os melhores amigos», foi o alcance do «fumo» dos holocaustos que começou por ditar a discórdia. O de Abel subia ao infinito, o do irmão não passava do solo. Abel provocava o irmão com esse facto, o que terá levado Caim à ira.
Os valores éticos de Saramago invertem-se sempre, os bons passam a maus, estes são vítimas das circunstâncias; para o escritor «o erro divino».
Esse evento da primeira morte, segundo a teogonia antropológica do autor tornará Deus culpado do sangue de Abel. É a perfeita idiotice da inversão de valores. É a não lograda destruição da Ética divina. É a mais descabida proposta, requentada e pseudo-filosófica, de Deus como autor do Mal.
De uma forma mais simples, trata-se da introdução na obra ficcional daquilo que o escritor insiste em chamar desde o ano 2001 o «factor Deus», que afecta a humanidade.
No que concerne ao Catolicismo ofendido, nome geral com que o autor quer tocar no Cristianismo e na Bíblia, tudo é mal contado, daí ter proposto em 1992 uma absurda figuração de um Messias humano no controverso romance «O Evangelho Segundo Jesus Cristo». Quis humanizar Jesus Cristo, agora quer «humanizar» Caim.
Caim leva-nos biblicamente à teologia da necessiadade de adoração correcta a Deus, do perigo da aproximação do homem de Deus de modo incorrecto, sem a remissão pelo sangue expiador, leva-nos aos resultados do pecado, da Queda, da Morte que começou a ter o braço executor no ser humano.
Caim é ser humano, logo não há, neste contexto, que o humanizar. Será, no entanto, querer ser compreensivo para com o seu acto fratricida? Bondade saramaguiana.
No que concerne à morte, que acaba por ser protagonista ou um deus ex-machina no romance, o autor atribui-lhe a ela a invenção de Deus. «Sinceramente creio que a morte é a inventora de Deus».diz o escritor, para falar dos objectivos da religião.
Com certeza ciente da gravidade das suas proposições em forma literária, Saramago chama ao que escreveu «as minhas fantasias». Estas são levadas ao paroxismo central do romance, do meu ponto de vista. O assassinato de Abel.
A morte de Abel tem uma atenuante justificação, é o crime contra a pessoa errada. Percebe-se logo entre as págs. 35-38. A grande questão que o pretenso ateísmo do escritor quer colocar é, sobretudo, a frase do diálogo central entre deus e Caim. Este diz que «matou Abel por não poder matar deus». Está tudo dito. Embora o livro termine com a incontornável discussão deste tema sempre em aberto.
domingo, 30 de agosto de 2009
DARWIN VERSUS A VERDADEIRA EVOLUÇÃO DO HOMEM
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Cansado de gente cansada da igreja!

Jarbas Aragão
Durante minha caminhada cristã, desde 1993 para ser mais específico, encontrei com todo tipo de crente. Gente que ama e gente que odeia a igreja. Gente que se alegra pelo crescimento dela e gente que se desespera com isso. Gente que acredita na instituição e gente que não acredita. Eu mesmo já tive altos e baixos na fé, já troquei de igreja, de denominação e de “ministério” amais de uma vez. Os motivos foram vários, desde uma questão de geografia até a mais pura e simples incompatibilidade teológica com o(s) pastor(es). Também já tive um tempo (curto) fora da igreja. Sei como se sentem os que saem da igreja.
O que me faz repensar muitas vezes até que ponto essa aparente crise de confiança na instituição que parece ter se popularizado nesta era da internet. Tenho visto nas redes sociais e nos blogs que se multiplicam diariamente muita gente só reclamar da igreja. Alguns apenas repetem o mantra “Jesus não fundou uma igreja”, outros foram profundamente ofendidos/feridos por algo ou alguém dentro de uma igreja e reagiram. De um tempo pra cá surgiram vários livros sobre o assunto, tanto nacionais quanto traduzidos. Lembro dealguns: Igreja? To fora (Ricardo Agreste), Igreja: por que me importar? (Philip Yancey), Igreja? e eu com isso (Ariovaldo Ramos) e mais recente o candidato a best seller “Por que você não quer mais ir à igreja” de Wayne Jacobsen e Dave Coleman.
Sejam os livros, sejam o blogs, todos tem seus argumentos (pró e contra) e certamente bons motivos para estimular seus leitores a irem (ou não) à igreja. Até ai eu entendo e posso concordar. O que eu não entendo é porque vemos tanta gente agir da mesma maneira que os que ele condena agem. Eu explico. Leio textos de pessoas que atacam a instituição igreja com tanta convicção e paixão que acabam mostrando o mesmo tipo de intolerância com quem pensa diferente quanto tem/teriam os membros das igrejas que eles participaram. É uma verdadeira enxurrada de material ridicularizando este ou aquele pregador, esta ou aquela igreja, este ou aquele ministério. Isso me cansa. Esse enfado proclamado aos quatro ventos enfada também! Não quero dizer que não existam pastores maus, ou igrejas que manipulam ou exploram as pessoas. Mas a premissa de fazer disso uma regra é cansativa demais. Parece que ninguém mais presta!
Realmente não vejo sentido em ficar tanto tempo argumento contra algo, se a melhor opção seria sair de trás do computador , da sua zona de conforto e fazer algo de construtivo. Essa era a motivação de Jesus, afinal não vemos no NT ele reclamando o tempo todo do sistema judaico. O Senhor que muitos desses cristãos cansados de igreja dizem seguir mostrou sua insatisfação sim, mas agiu também. Jesus não ficou apenas fazendo piadas dos sacerdotes, nem escreveu textos ridicularizando os rituais e sacrifícios judaicos, tampouco incentivou os judeus sérios a simplesmente pararem de ir ao Templo. Da mesma maneira, os reformadores foram o que o nome indica, pessoas que buscaram reformar o que estava errado. Protestante no sentido de protestar contra o que estava ruim, errado, distorcido. Quando não conseguiram o que queriam, fundaram sua própria igreja. Sim, isso causou alguns problemas (e às vezes causa até hoje). Mas ao menos foi uma atitude coerente com o que pensavam.
Hoje em dia parece que é muito mais fácil ficar em casa apontando o dedo pros erros alheios. É fácil criticar todos os pastores e todas as igrejas como se fossem tudo a mesma coisa. Não sou cego aos problemas da igreja evangélica brasileira, nem penso que o cristão sincero não pode pensar. O que me cansa nisso tudo é ver que existem tantos ministérios sérios por aí, tantos missionários que dão sua vida pelo evangelho, tanta gente que só quer anunciar a salvação e viver pra Deus. Esse em geral eu não vejo eles escreverem nada, estão ocupados demais trabalhando em prol do Reino.
A maioria do pessoal que se diz cansado (ou livre) de igreja no fundo se acha melhor que nós, “os pobres coitados” que ainda acreditam que a Bíblia ensina que existe um corpo de Cristo e que esse corpo deve se reunir, algo instituído por Deus para que o evangelho seja anunciado. Gostaria realmente de saber até aonde vai o compromisso desse pessoal que se vangloria de estar cansado e de ter se libertado da instituição. Quantas pessoas eles levaram a Jesus no último ano? Quanto investiram do seu bolso na propagação do evangelho? Quanto tempo passaram orando por mudanças na sua própria vida? Orando pelos líderes que eles gostam de atacar? Uma resposta honesta seria bem-vinda. Acho que surpreenderia a muitos.
Poderia citar aqui muitos versículos para defender a igreja, mas não preciso fazer isso. Qualquer um que leia com honestidade o NT sabe como a igreja é retratada em suas páginas. Mas realmente estou cansado desse pessoal tentar fazer com que outros abandonem os bancos das igrejas. Já estive em igrejas em quatro continentes. Ela segue existindo, quer eles queriam quer não queiram. Por mais que se acuse e se ataque, tem dois mil anos que ela anda por ai e pelo que sei só terminará com a volta de Cristo.
Termino com um pedido e um lembrete. Pedido: Sua igreja está ruim? Faça sua parte para melhorá-la. Não deu, não quer? Abra sua própria igreja (não conheço outro termo bíblico para reunião de cristãos, sorry)! Aproveite essa disposição e inteligência que Deus te deu para ajudar outros a conhecer o caminho para Deus. E o lembrete? Meus caros irmãos cansados da igreja, Lucas 6:42 também vale para você “Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o argueiro do teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.”







