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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

DUNAMIS: O PODER DE DEUS EM AÇÃO

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“Mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.” Atos 1.8

 “O Espírito Santo é a garantia do poder de Deus para cumprir o nosso chamado aqui na terra.” Dave Roberson

     Tenho tido a oportunidade e privilégio de ministrar ao Corpo de Cristo sobre a vontade de Deus em manifestar o Seu poder sobrenatural na vida de todo cristão. Sou uma testemunha ocular dessa  “força sobrenatural”  que opera a vontade Dele de forma maravilhosa, poderosa e miraculosa na vida daqueles que recebem de bom grado a mensagem do Evangelho. Creio que todo cristão necessita buscar a plenitude do Espírito Santo e a manifestação de Seus dons através de sua vida, pois “a manifestação do Espírito é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso”. E ainda: “segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais...’’.(1 Co 12.7 ; 14.1). Paulo, o apóstolo, já advertia os crentes em Éfeso dizendo:  “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito’’(Ef 5.18). Creio fielmente que é desejo do nosso Deus que cada um de Seus filhos seja cheio do Espírito Santo e que o poder do Altíssimo opere em suas vidas e através delas. Esse “poder” é o segredo do sucesso da missão da Igreja. Pense nisso.

     Entendo que o propósito de todo cristão ser cheio do Espírito Santo é eminentemente prático. Aliás, os discípulos de Cristo no dia de Pentecostes “ficaram cheios do Espírito Santo...’’ (At 2.4), porque os mesmos enfrentavam uma tarefa sobrenatural, onde necessitavam também de um poder sobrenatural para dar testemunho Dele, pois “com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus...’’(At 4.33).  Aliás, há uma série de termos para "poder" no Novo Testamento(NT). O evangelista e médico amado, Lucas,  empregou a palavra grega dunamis em Atos 1.8, mas existe também exousia, thronos, bia, ischys, kratos e keras. Por que dunamis foi escolhido para revelar e registrar esse ‘’poder’’ do Espírito Santo na vida do cristão?  Vejamos: exousia é traduzida como "autoridade". Porém, geralmente era empregada num contexto político(Rm 13.1-3). Thronos  significava a pessoa que detinha semelhante posição de autoridade ou força.  Bia está relacionada ao emprego da força coerciva. Ischyskratos significavam força física. E keras, por sua vez, indicava força e, juntamente com kratos, formam as duas palavras do NT cujo significado fica mais próximo de exousia edunamis.

     Porém, dunamis tem um sentido todo especial. Lembre-se que a plenitude do Espírito concedia esse poder (dunamis) de que os apóstolos precisavam para a batalha sem tréguas em que se engajaram (Ef 6.10-18). Essa capacidade sobrenatural a que o texto de Atos 1.8 se refere, tem o sentido de habilidade, “uma força herdada que reside em alguém pela virtude de sua natureza”. É a palavra que revela o poder de Deus em ação. É a palavra que demonstra a virtude do Espírito em plena atividade  na vida do cristão. Aleluia! Assim, o evangelista Lucas escolheu dunamis, pois é a palavra por excelência para se referir ao poder do Espírito Santo em ação na vida dos que Nele crêem. O próprio Senhor Jesus disse aos discípulos "... permanecei, pois na cidade", aos quais  Ele havia comissionado para evangelizar o mundo, "até que do alto sejais revestidos de poder..." (Lc 24.49; At 1.8).  Por isso, a plenitude do Espírito é uma experiência essencial e indispensável para o sucesso no ministério cristão. É mandamento da Bíblia: ”...enchei-vos do Espírito.’’(Ef 5.18). E você, meu amigo(a)? Tem buscado verdadeiramente ser ‘’...cheio do Espírito Santo’’? Tem buscado ser cheio desse “poder” ?  Pense nisso.

      Querido(a), estar cheio do Espírito Santo e do Seu poder é um direito de todo cristão e também um dever. Ser cheio do Espírito Santo é deixar ser totalmente controlado por Ele. O seu intelecto, suas emoções, sua vontade, suas forças físicas, tudo fica a disposição do Espírito, para que sejam alcançados os desígnios de Deus. A minha oração é que cada cristão nessa cidade, nesse estado e em toda essa nação seja uma verdadeira voz profética e uma potência espiritual nas mãos do Altissímo, pois assim diz o Senhor nosso Deus: “ Filho do homem, come este rolo, vai e fala à casa de Israel’’ Ez 3.1. Aleluia! Ele espera isso de você!  “Em Deus faremos proezas...''

No amor de Cristo,  Pastor M. Price*-  www.mprice.com.br  /   www.mpriceg.blogspot.com



*Missionário e médico. Presidente do Diretório Estadual no RJ e Conselheiro Nacional da Sociedade Bíblica do Brasil. Membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Evangelista e radialista. Coordenador geral da C.E.U (Capelania Evangélica Universitária) na UERJ. Escritor e colunista de vários jornais e revistas cristãs no Brasil.
Ouça o programa Aviva Gospel, todos os sábados na 93 FM (RJ).



sábado, 28 de agosto de 2010

Uma estatística para o crescimento da Igreja


João Tomaz Parreira


«Tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, que está alcançando um número cada vez maior de pessoas, faça que transbordem as acções de graças para a glória de Deus.» 2 Coríntios, 4,15

Este texto da Bíblia de Estudo Nova Versão Internacional, confere ao leitor uma visão bidimensional, no tempo e no espaço, da Igreja a crescer, porque a Graça de Deus estava a alcançar cada vez maior quantidade de pessoas.
Já em 1976, a precursora e similar Good News Bible exarava: “and as God's Grace reaches more and more people” ( e como a Graça de Deus atinge cada vez mais pessoas).

Com efeito, o primeiro instrumento, ainda distante do ramo científico da estatística, com o qual se mediu in arché o crescimento da Igreja Primitiva foi, sem dúvida, a Graça.

A Graça de Deus não foi apenas doutrina, matéria teológica, nem estudo bíblico de reunião no dia do Senhor, teve resultados numa linha de acção que se traduzia no aumento constante do número de pessoas.

A Graça de Deus, na acepção da epistola de Paulo a Tito, traz «salvação a todos os homens», isto é, às pessoas. em consequência faz crescer, em número, a Igreja. E esta Graça, porque é de Deus e não de nenhum sistema denominacional, não se mede apenas pela quantidade, mas pela qualidade dos crentes.

O erro das denominações cristãs modernas e de líderes, quiçá mal preparados, consiste em construir sobre a arquitectura celestial da Graça de Deus os dogmas, os padrões, os preceitos denominacionais, e muito recentemente o trading com Deus (de inomináveis IURDS e não menos confusas neo-pentecostais).

Talvez o protestantismo na sua vertente particular de evangelicalismo não tenha nunca colocado de parte uma certa tendência “judaizante”, sem que este termo induza a um anti-semitismo, que o articulista jamais perfilhou.

A Estatística para o crescimento através das portas
O instrumento de medição estava no coração dos apóstolos, na percepção de que o Evangelho estava a abrir as portas grandes das oportunidades, as portas estavam entre os povos com as suas diversas estruturas sociais, culturais e geográficas, da Palestina à Grécia e Asia Menor e os homens, mulheres e crianças que compunham a Igreja.

Chamavam-se portas do evangelismo pessoal, do evangelismo de massas; portas da necessidade espiritual de um mundo vazio, embora pensante e hesitante por isso mesmo, entre deuses, mitos e filosofias ou sistemas filosóficos; de um ermo de pensamento apesar do gnosticismo; chamavam-se portas da operação de milagres, do Poder de Deus que é, num conceito inteiramente paulino, o Poder de Deus para a Salvação de todo aquele que crêr.

A porta, numa palavra, para o crescimento da Igreja, era uma só: para o judeu e para o grego. Jesus Cristo. Não obstante fosse sendo designada por vários substantivos concernentes à sua utilidade momentânea, no contexto da Igreja Primitiva no Novo Testamento.

O apóstolo Paulo e Lucas utilizam algumas vezes este tropo linguístico, uma metonímia, “portas” para expressar que o Evangelho estava perante um mundo, uma civilização, e até diante de culturas diversas que se abriam para deixar penetrar a Nova Doutrina proveniente de uma cultura tão fechada como a judaica e espalhar a Igreja Cristã.

Uma porta em abstracto que expressava algo concreto como a porta chamada Fé ( Act.14,27 ); a porta da Palavra ( Col.4,3); o próprio Senhor Jesus Cristo ao ditar a João, em Patmos, as 7 Cartas às Igrejas, relaciona uma porta que se chamava Oportunidade, uma “porta aberta” ( Apc.3,8).
Uma “porta aberta” que deixava(continua a deixar) entrar e aumentar o número, um número cada vez maior.

Um verbo grego expressivo
Muito interessante é podermos verificar que o próprio verbo utilizado no grego do NT, o verbo perisseuõ, significa não apenas aumentar, mas também intensificar: dar número, mas de igual modo conferir substância, dar força; quantidade, sim, sobretudo qualidade.

A razão de ser do pleno desenvolvimento do Evangelho, através da abertura ampla que os umbrais dessas portas proporcionavam, fez-se com conversões. E estas implicam valores quantitativos, mas, por via do Novo Nascimento, valores qualitativos.O crescimento era a inevitável, como se diz, solução de continuidade. Era vida, e a vitalidade não é estática. O crescimento da Igreja jamais esteve em estado de repouso. E ainda nos nossos dias, hoje, no Século XXI.

(Texto a sair oportunamente no Portal Evangélico da AEP e na revista Novas de Alegria (secção Análise/Perspectiva, do articulista)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Personagens para Interpelar Deus

Personagens para Interpelar Deus, ensaio sobre o romancista português Vergílio Ferreira, texto para a Revista Lusófona Ciência das Religiões, da autoria de João Tomaz Parreira

Monografia ensaística sobre a religiosidade em dois romances de Vergílio Ferreira. AQUI