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domingo, 5 de maio de 2019

150 esboços sobre a Oração e diversos outros recursos em livro gratuito


Uma antologia é fundamentalmente um filtro e uma espécie de condensador (meta)literário. Por seu caráter de antologia, e por antologiar gêneros diversos, como frases, sermões e orações, agregando a isso outros recursos práticos, este humilde e gratuito livro, que circula apenas em formato eletrônico, se configura num dos mais significativos livros sobre a Oração já publicados em língua portuguesa. 
Nosso objetivo, ao nos apoiarmos nos ombros de gigantes e usufruirmos dos recursos da lavra dos mais diversos irmãos e ministérios, não é trazer prejuízo a qualquer, mas prestar um serviço à Igreja de Cristo. E cumprir a vocação da literatura cristã de ofertar o melhor conteúdo possível ao máximo de pessoas possíveis, da maneira mais graciosa possível, rendendo nisso glórias ao Deus vivo, de onde todo o bem emana.
Estão aqui coligidas em torno de mil citações, de autores os mais diversos da cristandade, citações divididas em duas partes: Frases Gerais sobre a Oração e Frases sobre a importância da Oração nas obras de Evangelização e Missões.
Para além disso, coligimos 150 esboços de sermões sobre o tema da Oração. Tais esboços, claro esteja, prestam-se igualmente como estudos bíblicos, muito oportunos para os momentos devocionais em particular ou em grupo.
Coligimos ainda trechos de orações de grandes nomes do cristianismo, desde Pais da Igreja como Clemente de Roma até nomes recentes como Martin Luther King. Tais textos não devem ser tomados como modelos rijos e nem prestam-se a objetos para a repetição, mas objetivam apenas ilustrar e aclarar aspectos da oração e dar notícia da devoção e correição de fé de nossos co-herdeiros da graça de Cristo.
Como referido, agregamos a este livro recursos outros que poderão auxiliar todos aqueles que trilham os caminhos da comunhão divina através da oração. Concordância Bíblica ExaustivaDatas Comemorativas para a Intercessão específica, um modelo de Diário de Oração e outros recursos, são itens que irão enriquecer a devoção do leitor.
Oração é oração praticada; sua ciência é quase toda ela empírica, desenvolvida pelo contato dos joelhos no chão e a abertura de coração.
Que este humilde livro, mais do que agregar conhecimento teórico, enriqueça seu ferramental prático e lhe constranja a orar mais e melhor, crescendo de fé em fé, até assenhorear-se de todas as promessas de Deus a que só temos acesso através da oração.
Compartilhe este livro, sempre gratuitamente, com todos os irmãos ao seu alcance.

Sammis Reachers
Organizador

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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Jesus e a Música das Esferas, um conto de Sammis Reachers


Jesus e a Música das Esferas

      Éramos apenas eu, João e André, com Ele na face norte do monte Shir, defronte ao mar da Galileia. Os demais companheiros permaneceram em Tiberíades, em casa de Zebulom, colaborador judeu egresso do Ponto.
    Sobre o pico do monte, sendo fustigados por fortes ventos, Jesus convidou-nos a sentar. A seguir, abrindo o seu alforje, retirou uma flauta. De minha parte jamais a vira; quedei, como os demais, em abnegado e atônito silêncio. Levou o Rabi a flauta à boca; antes do toque entre lábio e madeira, julguei ter visto um sutil sorriso, que Ele só liberava quando prestes a externar esplendor.
    Quando a música, robusta, estabeleceu-se pelo ar, o ventou apertou. O mar lá embaixo encrespou-se, ondas passaram a estrugir contra as rochas, levantando uma fresca nuvem de gotículas que sobrescalavam até o alto da montanha, borrifando nossas faces. Permanecíamos sentados, enquanto Deus-andarilho tocava sua flauta.
    Houve um hiato na melodia; mas breve o Senhor retomou a música, agora suave e terna. O mar como que silenciou, enquanto multidões de aves marinhas passaram a sobrevoar o mirante em que estávamos, realizando sua marcha perfeita, como as Legiões de César. Absortos, éramos enlevados por seu baile, e curados pela música.
    André sorria maravilhado, tornado à infância pelo deslumbre. João conservava a expressão grave, o susto seco de quem faceara o abismo e a impossibilidade. Aproximou-se ainda mais do Senhor, como sempre fazia em momentos como este. Quando Ele novamente pausou a música, perguntou-lhe:
    — Mestre, é maravilhosa a melodia, e jamais ouvimos nada assim. Sequer já o vimos tocar; por que nos ocultou tal cousa? O Senhor poderia tocá-la para que os demais discípulos, ou mesmo todas as pessoas a ouçam? Dariam nisso mais glórias a Deus!
     O Mestre, que por João nutria perfeita ternura, sorriu.
    — Todo aquele que quiser pode ouvi-la, João; desde que criei esta Terra, a melodia jamais cessou de tocar. Ela respira quando tu respiras, e firma o chão sob teus pés, quando caminhas; ela dá crescimento às plantas e move as esferas. A tudo une e anima; leva a traz minhas ordenanças. Ela é minha Palavra criadora ininterrupta, que existe e subsiste em forma de música. Quando é preciso, como agora, ela recrudesce à forma de palavra de homem, assim como eu próprio esvaziei-me até a forma de filho do homem. Aguce teus ouvidos, ó menor de meus irmãos: Não pode ouvi-la?
   João silenciou, sustentando seu olhar de assombro, agora o dirigindo, inquiridor, para a paisagem.
    — E você, Mateus, pode ouvi-la?
    Deitei-me sobre a rocha; fechei os olhos, como quem se estende sobre a fruição, o devir. Não sentia, como João ou como quem é ferido por um aguilhão, tolhido por cadeias, necessidade de racionalizar. Aleijado na humildade de minha condição de pó, nada respondi ao Mestre - mas num repente o silêncio atmosférico, o próprio silêncio cósmico pareceu ganhar cores em meus ouvidos, numa vibração surda que ia preenchendo dimensões que eu sequer intuíra existir, e como que a tudo completava, ligando, ponto a ponto, a todas as coisas.
    Cerrando com ainda mais força os olhos inundados, sorri.


Nota ao leitor desavisado: Caro leitor, claro está que a situação aqui relatada jamais aconteceu, sendo uma perfeita ficção. Tão ficção que o palco onde transcorre a ação, um monte Shir (do hebraico, música), jamais existiu.

Sammis Reachers

sábado, 16 de setembro de 2017

O capitalismo e o comunismo no que possuem de mais sórdido, na NetFlix


Assisti nesta semana a dois filmes bem diferentes, dois filmes (na Netflix) para você aprender sobre SORDIDEZ.
 Em First They Killed My Father vemos a colheita maldita que foi a implantação do comunismo no Camboja, pela história real de uma família desfeita nas fazendas coletivas, alistamentos compulsórios e outras fornalhas marxistas.
Já em Capitalismo: Uma História de Amor, de Michael Moore, o alcagueta-mor do Império, vemos a sordidez inacreditável do capitalismo e seus mecanismos de vampirização e prostituição daquele que foi feito à imagem e semelhança de Deus.
Dois filmes para aprendermos sobre SORDIDEZ, sobre sistemas que em suas raízes e processos (práxis, práticas) negam o cristianismo ensinado no Sermão do Monte; para aprendermos que um outro caminho precisa ser tomado.
Recomendo que você os assista. Como gosto de provocar, são filmes para serem exibidos nas EBDs das igrejas.

Construir a justiça e viver o Sermão não são tarefas fáceis ou redutíveis a maniqueísmos; pelo contrário, são as cargas mais pesadas já dadas, a longa porta estreita que indica que, sim, um outro mundo é possível, mesmo neste rascunho traçado em pus (nosso mundo), mesmo enquanto esperamos pela nossa Pátria Celeste.

Sammis Reachers

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Um livro de citações em comemoração aos 500 Anos da Reforma Protestante




      Este é um livrinho singelo. São apenas 39 páginas, reunindo citações de temática diversificada da lavra daqueles que chamamos de Reformadores, tais como Lutero, Calvino e Zwinglio, e também dos assim chamados Pré-Reformadores, como Savonarola, Huss e Wycliffe, cujo esforço e eventual martírio foram precursores da Reforma maior que havia de vir.

      Neste ano comemoramos nada menos que quinhentos anos de Reforma Protestante. Assim, redondos, perfeitos. Por ocasião de tal efeméride, devemos ter por mote capital o lema proposto pelo reformador holandês Gisbertus Voetius (1589-1676): “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est” (“A Igreja é reformada e está sempre se reformando”). A frase significa que a obra da Reforma não está concluída, mas persevera ou deve perseverar em seu avanço em direção à verdade e à vivência de um cristianismo a cada dia mais bíblico (há quem utilize o termo apostólico, perfeitamente válido) e equilibrado.

      Se a Reforma representou um retorno ou reaproximação à verdade, tal verdade deve ser comunicada com urgência e ímpeto; ímpeto maior do que o daqueles que comunicam o engano, cada vez maior, em cada vez mais variadas formas. Cremos que a Reforma é um movimento engendrado em Deus, peça de perfeito encaixe dentro de seu Kairós, seu tempo; movimento que aponta para conserto dos agentes e engajamento na ação, ou seja, reerguimento da Igreja e/para o cumprimento da Grande Comissão. Assim, a Reforma é um prenúncio da volta do Rei, e um movimento fundamental de seu glorioso retorno.

      No mais, aqui estão: os pais reformadores, em suas próprias palavras.



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terça-feira, 9 de maio de 2017

"Mas irmão Sammis, por que você faz livros de graça?"


"Ideias não podem ser possuídas. Elas pertencem a quem quer que as compreenda." 
Sol LeWitt 

Mas há quem me pergunte, de quando em vez e algo inocentemente, o porquê dos livros gratuitos. Porque todo livro deveria ser gratuito, salvo o gasto em papel, gasto que não tenho. 
 "Mas o obreiro é digno de seu salário." Dê um salário ao obreiro, ora pois; o direito autoral vai muito além disso, é uma usurpação ad-infinitum (100 anos? Isso é o infinito, pois transcende a vida de um homem), um ato de lesa-humanidade. 
Ideias contundentes quando estrondam contra a concha em que o $istema lhe nutriu, hum? Isso começou há não muitos séculos, em terras de Adam Smith, e foi aperfeiçoado em terras de von Mises, mas isso é outro e mais complexo assunto, com sua própria carga nauseabunda.
O importante sobre uma aculturação, uma cangalha, é que nunca é tarde para ser livre, para deitar o fardo d'outros pelo chão. E basta despir-se um pouco para perceber a clareza de tudo isso, dessa transcendência, essa TRANS-pessoalidade do/no mundo das ideias, essa corrente unidirecional (para a frente, sim, mas isso não denota necessariamente uma fé cientificista no "progresso") e construto coletivo, VISCERALMENTE e aprioristicamente coletivo, que as ideias são. 
"Se cheguei até aqui foi porque me apoiei nos ombros de gigantes", dizia Newton, o Isaac. O Conhecimento é assim: nada surge do nada, todo conhecimento é CONHECIMENTO DERIVADO, elo de uma cadeia que nasceu no barro, nasceu em Adão. 
Por essas e outras que eu, o bom aluno que nunca gostou da escola, terminei como professor... 
Poderia estar ganhando dinheiro, mas sou tolo ou homem demais pra isso. Não sou um individuado e ambulante centro do Universo, sou um elo ínfimo num esforço amplo, membro de um corpo cumprindo sua função, seja o corpo social, seja o corpo de Cristo, sem que isso tolha minha individualidade e singularidade.

Sammis Reachers

sábado, 29 de abril de 2017

O perdão, a transcendência possível e suficiente


Não existe experiência de transcendência mais prática, mais alcançável - e no entanto mais luminosa e libertária - do que PERDOAR. Pois foi da vontade de Deus tornar, DESTA FORMA, a transcendência, a aproximação e vislumbre por imitação (a Ele!), disponível a cada ser humano da Terra. 
 Há quem a busque (por séculos que ainda não findaram) no isolamento de um mosteiro, um seminário, ou na quietude de sua casa de praia, sua concha de aconchegos - libertos do fluxo - e brincando (pois fora do fluxo, da Realidade, estamos num tubo de ensaio, ambiente controlado pois hermético onde só se pode fantasiar, brincar, SIMULAR), talvez, de perdoar, mas o quê? As pedras? 
A transcendência Deus quis que a encontrássemos na tormenta, no Coliseu e em Auschwitz. O velho Deus incompreendido.

S.R.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Ruysbroeck e a (im)possibilidade moderna de iluminação


"Se pudéssemos renunciar a nós mesmos e a todo o egoísmo em nosso trabalho, deveríamos, com nosso espírito nu de imagens, transcender todas as coisas, e sem intermediários ser conduzidos pelo Espírito de Deus até a Nudez... Quando transcendermos a nós mesmos, e nos tornarmos, em nossa ascensão para Deus, tão simples que o amor nu das alturas possa nos tomar, onde o amor abraça o amor, acima do exercício de qualquer virtude - isto é, em nossa Origem, de Onde nascemos espiritualmente - então cessamos, e nós e toda nossa individualidade morre em Deus".


Os afeitos aos estudos dos textos/discursos religiosos universais notarão a semelhança com um texto budista, hindu ou até mesmo sufi. Mas é do místico cristão do século XIV, (Jan Van) Ruysbroeck (Bélgica 1293-1381). 

Há algo de perturbador em todos os místicos cristãos, seja na 'ortodoxia' de um Ruysbroeck até o quase panteísmo (se não herético, fronteiriço) de um Eckhart. Algo incaptável, obscurecido no e pelo tempo, que nossa razão moderna logo se apressa a oferecer um primeiro combate. Interessante também, para os afeitos às religiões comparadas, a semelhança de percepções em relação à iluminação, à ascese e processos de epifania entre os místicos das variadas correntes, sem desejar entrar aqui no mérito da Verdade religiosa (pois sabemos que Jesus é a Verdade). 
Gosto de refletir se um dia terei alma, tempo e paz para me dedicar à contemplação mística de Deus. E se, possuindo eventualmente tais atributos, lograrei ir além de pálidos rudimentos, sombras de outras sombras, obliterado que terá sido meu entendimento pela velocidade e hipersolicitações (hiperinformação, hiperengajamentos) que a vida moderna terá me obrigado até então.
Há espaço para a verdadeira e efetiva (realizável) contemplação mística em nosso século?  Já que o pensamento místico cristão é de maneira geral a seara de alguns teólogos e doutores da igreja católica, um dos maiores teólogos católicos do século XX, Karl Rahner, dizia que "o cristão do futuro ou será místico ou nao será cristão." Espero que esteja certo neste prognóstico, espero que possamos lançarmo-nos na nudez de Deus.

Sammis Reachers

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Sobre a literatura, a fraternidade e a liberalidade


Meu fascínio por frases e citações vem de longe, de alguns livros da pequenina biblioteca de meu pai, mas principalmente de um certo livro, e sua história em especial. O livro é o Coquetel Literário (uma antologia de citações), calhamaço fascinante de quase 500 páginas, de autoria de Dário Derenzi, eminente e falecido dentista afeito às lides literárias. 
Certa feita, eu ainda moleque de meus quatorze anos, li em certo periódico sobre o lançamento de tal livro, uma edição do autor, não comercializada. Dava endereço para solicitação de informações. Eu, humildemente, enviei minha cartinha, solicitando informações sobre como adquirir o livro. 
Um belo dia eu estava com meu pai do lado de fora de nossa casa, cortando alguns galhos de uma árvore. De repente para um carro de luxo, presença estranha no bairro naquela época. Um homem saiu do carro, em trajes sociais, viu o número da casa pintado no muro, conferiu em um papel, e em seguida indagou ao meu pai: "O senhor é o senhor... hum... Sammis... Reachers?" "Não, o 'senhor' Sammis Reachers é ele", disse meu pai, espantado, me apontando. O homem me observou, também algo espantado, e em seguida me estendeu um pacote. "Este livro é para você. O Dr. Dário me pediu para entregar". 
O cidadão se deslocara da Tijuca até São Gonçalo (!!!!) para dar um livro a um desconhecido. 
Aprendi muitas coisas naquele dia. Aprendi sobre liberalidade. Sobre o apreço pela literatura, seu alto valor, não redutível a cifrões, e a fraternidade que ela promove entre os homens. E ampliei meu apreço pelas máximas. 
Com o tempo publiquei minha própria seleta de máximas, "SABEDORIA: Breve Manual do Usuário", creio que em 2006 ou 2007, por sinal uma de minhas antologias mais baixadas e compartilhadas em diferentes frentes. E agora, trabalhando em novos projetos envolvendo frases, me lembro com carinho da generosidade do velho Dário, de quem nunca tive o prazer de apertar a mão, senão em pensamento. 
Parafraseando Isaac Newton, se aprendi a fazer livros e a disponibilizá-los de graça, foi amparado nos ombros de gigantes!

Sammis Reachers

quarta-feira, 9 de março de 2016

Espartanos - Um conto sobre missionários


Espartanos

       Foi um e-mail de sua irmã, dando conta da tragédia.
      Éramos amigos da época do Exército, servimos juntos no extinto 3˚BI, em São Gonçalo.
      Após os dez meses regulamentares, dei baixa: planejava abrir o negócio que afinal nunca abri.
      Aritana (ele era um mulato com esse estranho nome de índio tupi) continuou na farda, engajou-se e chegou a 3˚ Sargento.
      Depois de sua baixa, foi homem de realizar nosso sonho: viajou para Aubagne, na França, e alistou-se na Legião Estrangeira.
      Ainda não contei porque Aritana, bem encaminhado no Exército Brasileiro, pediu sua baixa. Ele sempre sonhara ser um soldado na acepção veraz-voraz do termo: queria porque queria entrar em combate real, dizia mesmo que nascera para combater.
      Membro dos Comandos de Selva no Amazonas, aparentemente chegara onde queria: sabia das constantes e oficialmente abafadas incursões de membros das FARC colombianas território brasileiro adentro. Inimigos reais: Aritana precisava, e iria encontrá-los. Para isso fizera os testes e os extenuantes cursos para servir no Amazonas.
      Num estranho maio, chegou pela manhã a notícia, vinda via rádio de um informante duma tribo aruaque: dois barcos dos guerrilheiros desciam pelo rio Içá. O Comandante do Destacamento de Fronteira constituiu um Comando para ir de encontro ao grupo, mas excluíra Aritana da missão. A isso se seguiu uma discussão infrutífera, um frutífero soco no queixo do Comandante, um mês de cadeia e um pedido de baixa, para evitar a expulsão com desonra.

*  *  *

      Aritana chegou à Legião sonhando em combater. Onde fosse: operações da OTAN, Senegal, Chade, em Roma, Jerusalém ou no inferno.
      No último dia 14, ainda no campo de treinamento da Legião, em Castelnaudary, meu amigo espartano foi atingido acidentalmente pelo disparo de um fuzil bullpup FAMAS, arma regulamentar do Exército Francês. Tiro disparado por um recruta argelino.
      Morreu Aritana, o melhor soldado que vi, e de toda a galera do quartel, ou melhor, de todos os homens que conheci na vida, o melhor num combate corporal, sim, o melhor na porrada. Um gladiador nato, clássico. Um pedaço de aço, ou como eu disse, um espartano. Mas seus únicos combates na vida foram as lutas ferrenhas em busca de uma Luta, de um Sonho que sempre lhe fugiu; e nossas saudosas mas geopoliticamente irrelevantes brigas de bar.
      Mas por que relato sobre Aritana, por que sua história tem tirado meu sono nesses dias?
      Desde que me dediquei à obra de Deus, isso lá pelos idos de 1999, pouco antes de minha baixa, eu nutro o sonho de tornar-me também um diferente, um precioso e especializado tipo de soldado: um missionário. Percebi em algum momento que há uma e uma única causa por que combater, e qual é a verdadeira milícia e finalmente qual é a ponta de lança desta milícia. E tenho investido em cursos e livros, na consagração de minha vida, tarefas na igreja, do microfone à vassoura, da pá ao púlpito. E serviços comunitários em meus dias de folga, na intenção de adestrar meu espírito e meu corpo na arte de servir.
      E tenho encontrado a mesma resposta, as mesmas variações floreadas em que um ‘não’ alcança metamorfosear-se: “Nossa igreja não tem condições de enviar missionários”; “Você é louco? Vai morrer lá!”; “Mas e seu emprego, vai deixar um emprego tão bom para aventurar-se? Que desperdício, menino!”; “Ainda não é o tempo de Deus”; “Você não está capacitado”; “Ano que vem vamos entrar num propósito de oração, para Deus nos dar a direção sobre isso, irmão Sammis.”
      Tenho pensado sem parar em Aritana. Como ele, tenho há anos perseguido um sonho, tenho há anos visto ele ser-me negado, postergado, indeferido. O Universo não conspira contra mim, o Universo não conspira: tudo corre pela conta de Satanás, aliado à idiotice humana, esse outro obscuro deus, que por tanto e tantos responde.
      Não, eu não vou morrer sem ver o campo que o Senhor me direcionou. Não vou morrer aqui no solo cristão de um país cristão servindo principalmente a cristãos ou a uma maioria de renitentes já enfadados de ouvir a mensagem. Ainda que ela deva continuar a ser despejada a tempo e fora de tempo, como o bombardeio da luz do sol que não se esgota e jamais murmura, prefiro e vou bombardear solo virgem, extensões de trevas que nunca viram luz ou arado. Devo e vou morrer num lugar onde precisam de quem morra, onde desesperadamente anseiam por uma migalha da mesa do que aqui sobeja.
      Vendi minha casa. Moro sozinho e ainda não falei com minha família, mas isso é o de menos. O valor levantado permitirá que eu viva no campo por quase dois anos; com essa quantia em mãos a Agência Missionária resolveu aceitar-me. É uma Agência interdenominacional, sem condições de sustentar missionários. Apenas assessora, ajuda, pastoreia os pastores que envia. A quantia é muito mais do que muitos dos que partem dispõem, muito mais do que aquilo, entre realidades e as sempre muitas promessas, com que podem contar. E para além disso, não existe a fé? É hora de dar um salto kierkegaardiano, é tempo de experimentar essa arma, para além dos pacatos ensaios no simulador que a vida cristã aqui tem sido.
      Não, eu não vou morrer boicotado pelos generais, eu não vou morrer ferido num quartel, eu não vou morrer quando prestes a lançar-me; não vou morrer sem experimentar o verdadeiro combate. Parto ainda esta semana.
      Nosso velho sonho de guerra, Aritana. De alguma maneira vou realizá-lo.

Sammis Reachers



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Do Conhecimento e do Conhecimento de Deus


"Wir müssen wissen. Wir werden wissen." (Nós precisamos saber, e nós iremos saber). Essa frase lapidar (literalmente: está inscrita em sua lápide, na pacata Göttingen), do matemático alemão David Hilbert, encontra um sutil paralelo no (para mim revelador e perturbador) versículo bíblico: "A glória de Deus é ocultar certas coisas; tentar descobri-las é a glória dos reis." (Provérbios 25:2). 
A própria Bíblia reconhece a sanha humana em busca do conhecimento; ainda que em outras passagens menospreze a sabedoria 'puramente' (pois seria isso possível?) humana, não deseja com isso negar a validade da busca por conhecimento e sabedoria, e mesmo como que valida e legaliza sua existência, como naquele que é (e uma vez mais esta é uma questão subjetiva, amigo leitor) para mim o mais significativo versículo bíblico, em relação aos meus anseios mais primevos, mais profundos de criança devoradora de enciclopédias: "Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido." (1 Coríntios 13:12). 
Há quem anseie Paz eterna; outros, a eterna comunhão com Deus, ou simplesmente (e, incluindo os santos e os hipócritas, isto engloba a maioria de nós), safar-se do Inferno. Mas que significado teria tal comunhão com Deus se eu não pudesse ADENTRAR o mistério-Deus, se eu não pudesse USUFRUÍ-LO como convém? Como não cobiçar o objeto-mór da sede de conhecimento de que fomos (por Deus ou pela Queda, ainda não pude discernir) feitos plenos - o graal e o líquido no graal e a Mão que sustenta a mão que empunha o graal, o de tudo a fonte, o lugar-pra-onde-retornar (pois após o Big Bang não há de vir o Big Crunch?): Deus Absconditus, o Deus que se esconde ("Verdadeiramente tu és um Deus que se esconde, ó Deus e Salvador de Israel". - Isaías 45:15). Cuja glória imarcescível nos atiça a violentamente buscá-lo.

Sammis Reachers

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A literatura e as artes cristãs em revista: AMPLITUDE




AMPLITUDE é uma revista de cultura evangélica, com foco principal em ficção e poesia. Mas nosso leitmotiv, nosso motivo de ser e de existir, é a arte cristã em geral: Transitamos por música, cinema, fotografia, artes plásticas e quadrinhos. Publicamos artigos, estudos literários, crônicas e resenhas.
      Nossa intenção diz respeito àquela despretensiosa excelência dos humildes. Nosso porto de partida e porto de chegada é Cristo. Nosso objetivo é fomentar a reflexão e a expressão, AMPLIAR visões, entreter com valores cristãos, comunicar a verdade e o belo e estimular o engajamento artístico/intelectual entre nossos irmãos.
Nosso preço é nenhum: a revista circula gratuitamente, no democrático formato pdf.
      AMPLITUDE, revista cristã de literatura e artes, nasce como um espaço inter ou não-denominacional aberto à criação daqueles que por tanto tempo foram silenciados pela visão oblíqua e deturpada do velho status quo que via nas expressões artísticas algo menor, indigno ou mesmo inútil ao cristão ou à igreja.  Um fórum para os que tem-se visto alienados de veículos de expressão, de formas de publicar/expor/comunicar, de interagir entre pares, e para além dos pares.
      Esta revista nasce com dois anos de atraso, desde a gestação da ideia de uma revista dedicada fundamentalmente à nossa literatura, em conversações com o poeta e escritor lusitano J.T.Parreira. Porém, projetos outros impediram naquele momento a concretização da ideia.
      Como a focalização de nossas lentes recai fundamentalmente sobre a ficção e a poesia, esta edição inaugural chega com força total: são oito contos. Na poesia, contamos com nomes consagrados como o próprio J.T.Parreira, Israel Belo de Azevedo, Joanyr de Oliveira, Gióia Júnior e outros, aliados a novos nomes de excelente produção.
      O anglicano George Herbert, uma das figuras centrais dos assim chamados poetas metafísicos ingleses, inaugura a seção Jardim dos Clássicos.
      Marcelo Bittencourt apresenta sua história em quadrinhos Pobre Maria, encantando com seu texto e sua arte.
      Na seção de entrevistas, iniciamos com Veronica Brendler, idealizadora do Festival Nacional de Cinema Cristão.
      As artes plásticas são contempladas na seção Galeria, que abre suas portas com a obra de Rafaela Senfft, que também comparece com o artigo A arte moderna e a cosmovisão cristã.
      E vamos aos contos: O saudoso Joanyr de Oliveira, verdadeiro patrono da (boa) literatura evangélica, faz-se presente com o conto A Catequese ou Feliz 1953, onde o autor revisita os porões da ditadura brasileira, inspirado em eventos autobiográficos. J.T.Parreira comparece relatando sobre as crises ontológicas de Pedro, em Os Pronomes; e ainda o fino humor de Judson Canto em Uma mensagem imprópria; um singelo conto de Rosa Jurandir Braz, Você aceita esta Flor?; Célia Costa com o brevíssimo O que poderia ter sido, sobre o que poderia ter sido naquele Jardim de possibilidades; Margarete Solange Moraes com o pungente Filhos da Pobreza; este humilde escriba comparece com um conto de ficção científica, Degelo, ambientado em futuro(s) distópico(s); e Hêzaro Viana, fechando a edição com um forte e terno conto, Por Amor, em 12 páginas de ótima prosa.
      Confira ainda as seções: Notas Culturais, com pequenos flashes sobre o que rola na cena cultural cristã (e fora dela); Hot Spots, abarcando a cada edição citações da obra de um grande autor; Parlatorium, com citações diversas de autores de ontem e de hoje; e Resenhas, abarcando livros, música, cinema et al.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A Queda humana e o nascimento da Esperança


“A poesia, a mais intima, é serva da esperança e esperança é transcendência. 
É a grandeza das pequenas coisas, o que não se corrompe”.
Adélia Prado

De nossa rebelião contra Deus originou-se a Queda; de nossa imediata rebelião contra a Queda originou-se imediatamente a Esperança.
Metaforicamente, a Queda deu-nos esses filhos: Caim e Abel, Morte e Esperança.
Se a Esperança é essa menininha tão forte, tão experimentada nos combates, ‘a última a morrer’, como assevera o ditado, é simplesmente porque ela nasceu em nosso dia mais negro, nossa noite mais densa, e como já falei em outro lugar, ela é plantação de Deus: a Queda a regou e fez germinar.
Sim, você pode fugir da especificidade da metáfora e tornar para a literalidade, você pode dizer: “Mas Caim matou Abel”. E eu lhe direi: Sim, e Caim não venceu; apenas deu o start, deu início à partida. Partida que foi vencida por um nazareno. 
Mas a guerra, vencida, continua: há bolsões de resistência e enclaves onde apenas o inimigo faz-se presente. A guerra precisa ser levada até eles; levada a todos os rincões. Para cada povo, língua e nação. E então, sim, virá o fim. Com o retorno do Filho do Homem, ou seja, o Filho da Esperança. Filho do Homem, Filho da Esperança: agora você pode entender melhor esse nome?

Sammis Reachers

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Sobre a eficácia da solidão

Vanderlei Assis

A solidão é como uma dimensão paralela, conquanto a todos manifesta, cujas paisagens duplamente mudas e dolorosa ou pacificamente estáticas podem ser apreciadas apenas por muito poucos espíritos. Ela é o primaz e fundamental campo de reflexão; seu divã, sua moldura, sua própria câmara de maturação. E câmara de maturação do Homem. Daqui decorre o instintivo medo de tantos em relação à solidão: seu medo é o medo da criança em relação à idade adulta. Medo da expansão (como ocorre no câncer, crescer pode não ser também perder o controle?), pois na contrição da solidão na verdade expandimo-nos para ocupar espaços. Espaços nossos que precisam de nós.

E como se pode plenamente valorizar a comunhão se não experimentamos profundamente sua negação, sua antítese? Quão ‘doce’ a água se afigura para aqueles que suportaram prolongada sede!

E aqui está o fruto da sabedoria: o quanto se aprendeu sobre o tempo em que é possível a um homem viver com ela – conhecimento antes desconhecido ou subavaliado! O quanto o homem suporta de solidão: tal conhecimento inaugura com chave áurea as reflexões socráticas do “conhece-te a ti mesmo”.

Sua Bíblia pode lhe ajudar aqui com um versículo, amigo leitor: "Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade; assentar-se solitário, e ficar em silêncio; porquanto Deus o pôs sobre ele." (Lm 3.27,28).

No mais, dizia Shakespeare, mestre do trágico (mas que sábia ou temerosamente evitava em sua obra os temas teológicos): “Estar maduro é tudo.”

Um abraço do Sammis

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Antologia de Teatro Missionário - Envie seus textos e faça parte deste projeto


Queridos irmãos,

Buscando sempre servir a Igreja, da maneira mais ampla e franca possível, como já temos feito ao longo dos anos, é com alegria que convido os irmãos a participarem do nosso mais novo projeto editorial, a Antologia Teatro Missionário. Nossa ideia é suprir uma lacuna ao reunir uma significativa seleta de peças, representações e jograis, APENAS sobre os temas de Missões e Evangelização. E isso num livro GRATUITO, a circular somente como e-book, livremente acessível para qualquer igreja, qualquer pessoa.

Em colaboração com a autora Vilma Pires (ela é também promotora missionária, e mantém os blogs Celeiro de Missões e Ensinar Brincando), estamos trabalhando à quatro mãos para oferecer mais este recurso gratuito para nossas igrejas.

Por isso viemos convidar a você que escreve peças, você que é autor e confia na qualidade do seu trabalho, a colaborar com esta obra, que desde já é de toda a igreja. Envie seus textos para nossa  avaliação. Caso aprovados, serão incluídos na obra.

Se a sua ideia é boa, mas você teme pela correção do texto, não se preocupe, pois estamos aqui para efetuar as correções necessárias, somando forças pela excelência do trabalho, para que em tudo possamos glorificar o nome de Cristo. Envie seu material!

Atenção: não se tratam de textos evangelísticos, com mensagens cujo foco está na conversão e salvação de almas, mas de textos sobre a importância/necessidade da evangelização, e sobre a obra missionária.

Escreva para nossos e-mails: sammisreachers@ig.com.br  ou  vilapores@yahoo.com.br


Sammis Reachers

sábado, 31 de agosto de 2013

Reflexões do espírito e da carne



Me conheces desde antes daquele ventre, antes da materialização. Nasci em Teu coração no Dia anterior aos dias, o Dia que tornará. Pela Palavra, para a palavra me chamastes. Minha ambição única é empossar palavras que possam sequer aproximar-se de expressar as periferias da Tua Glória – como uma criança correndo descalça pelas ruas de chão, que estica e eleva as mãos ofertantes, e estica e eleva o louvor de seu sorriso, e expande e expande seu sorriso, sem medo algum, tentando tocar o Sol.

 * * * * * 

 Sim, sim, ELE não faz acepção de pessoas. Apenas confere a cada um meios de enxergar ângulos variados do mesmo horizonte. E conforme você vê, você faz. 

 * * * * * 

 A alegria naturalmente aproxima-te à órbita dos campeões, assim como naturalmente a tristeza te aproxima dos humildes. 

 * * * * * 

 Só posso conhecer um homem numa situação extrema; só conheço um homem depois de observar, quando prestes ao precipício, qual partido ele toma. 

 * * * * * 

 Parece-nos que o tempo de Deus demora, pois nosso tempo medimos em distância, e o dEle é medido por instância e sincronicidade. 
Mas um dia o trigo estará maduro na espiga, e Ele enviará o anjo para a colheita. 
 Livra de tosquenejar o anjo que vela minha seara, Senhor; e contempla: meus instrumentos de arar já estão embotados, e o acalanto que existe para renovar-me, faz cada vez menos efeito, menos sentido – e isso é fel quando o considero em meu coração.

 * * * * * 

 Cale-se diante dEle toda a Terra: 
 Pois não existe dor como a da onisciência. 

 * * * * * 

 Deus é o Deus que ordena que se ame não apenas os inimigos manifestos, mas igualmente o agente duplo, o de pensamento & coração dobre. 
 Nietzsche dizia e escrevia que o cristianismo é a religião dos fracos. Errou: é preciso entrar no estreito, é preciso envergar o jugo suave, para entender o nível de forças que o verdadeiro cristianismo requer. Pois no Universo do Deus ágape, amar em verdade é a maior manifestação de poder, é a ação que requer mais poder, dentre todas ao alcance de homens e também de anjos. 

 Sammis Reachers

terça-feira, 28 de maio de 2013

A igreja brasileira e a mordomia cristã, se é que ainda sabemos o que é isso


Entro na loja gospel da esquina e comprovo: Recursos para capacitação/discipulado/evangelização produzidos não por empresas, mas por entidades denominacionais brasileiras  (ou seja, ligadas a igrejas/denominações e que EM TESE não deveriam objetivar o lucro) são vendidos com toda pompa e circunstância, pelo preço 'de mercado'. Sem traumas. Enquanto isso, nos EUA há tantos recursos gratuitos (muitos produzidos por pequenos ministérios independentes) que você nem sabe o que escolher ou ler primeiro... 
 O tempo passa e não aprendemos. Editoras denominacionais como a CPAD (editora da maior igreja do Brasil, a Assembléia, da qual faço parte) não oferece nada de graça. Uma grande missão de apoio a lideranças (que prefiro não citar o nome) agora oferece cursos online... cursos pagos, e pagos bem caro. 
O que há conosco? Onde nos perdemos em nossa mordomia (missão/dom/obrigação de servir) cristã? Não consegue-se arcar com os custos de produzir algo e disponibilizar de graça para a igreja? Pois então traduza material gratuito americano, inglês, canadense ou em espanhol, e disponibilize!!! Vamos lá, igreja! Podemos acabar com o analfabetismo e semi-analfabetismo teológico, missiológico, em alguns poucos anos. Se eu pudesse, faria isso sistematicamente. Mas não sou tradutor; meus contatos com diversos tradutores tentando sensibilizá-los redundaram em conversas e desconversas, ou seja, em nada. 
 Visite meus blogs Arsenal do Crente e Veredas Missionárias e você encontrará toneladas de recursos gratuitos, alguns deles em português - mas quase sempre produzidos por estrangeiros. Os caras produzem e traduzem em nossa língua, dão-se ao trabalho de fazer O NOSSO TRABALHO. 
A quem honra, honra; vergonha para quem a merece. 
 Quando converteremos nossos bolsos, nosso trabalho para Cristo?

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

CÉU: INGRESSOS À VENDA ESGOTADOS



INGRESSOS À VENDA ESGOTADOS – Mas infinitos e gratuitos  para os que não podem comprá-los 

Por trás de todo homem há uma coleção, uma colcha de retalhos tecida de pecados.
Seguindo o mesmo princípio, por trás de toda fortuna existe uma coleção de crimes, de todos os tamanhos.
E olha que coisa mais simplória, você não precisa ser um comunista comedor de criancinhas, e também não precisa de uma Bíblia, para enxergar isso. Para conhecer o podre no homem, basta tão só ser homem. Tão-só contemplar seu reflexo numa poça d’água suja ou num espelho de prata. O mesmo se dá com a sociedade humana (onde, quanto mais se sobe, mais se falseia): basta rasgar seu fino véu de seda, e contemplar a nudez obesa, untuosa, broxante-de-alma que ela enverga.
Claro, temos os idiotas, que creem nas aparências, na justiça ‘divina’ do status quo, e surpreendem-se em face ao brilho encerado de toda máscara. Temos cem mil pastores para contextualizar e fazer desvanecer no pó das palavras doces todas aquelas insuportáveis palavras de fel e verdade que Jesus emitiu contra os ricos.
Aquela história de o buraco da agulha por onde deverá passar o camelo, ser apenas mais uma parábola, por tratar-se de uma pretensa porta que havia em Jerusalém, com o formato de buraco de agulha... Essa máscara encerada, tem o tamanho de vestir seu coração? Ou só cabe em crianças? Já observou homens adultos vestindo camisas curtas e apertadas demais, camisas de seus filhos? Não é ridículo? Esse é o problema das máscaras, das fantasias: o ridículo as acompanha como escudeiro, infiel escudeiro pronto sempre para denunciar-lhes as inverdades, pronto sempre para a verdade: desvelar sua condição de falseio e simulacro.
Sou um protestante que precisa concordar com o padre da paróquia da esquina: o céu é a pátria dos pobres. E raríssimos são os penetras no grande baile-sem-máscaras do Rei. Apenas os suficientes para servir as mesas.

Sammis Reachers

domingo, 6 de janeiro de 2013

Um aplicativo para você acompanhar a Confeitaria Cristã e mais 9 blogs evangélicos em seu celular/smartphone


DecaBlog Gospel - Acompanhe o conteúdo de 10 blogs evangélicos ao mesmo tempo, com a facilidade de um aplicativo.
A partir deste aplicativo, você terá acesso aos conteúdos de 10 blogs evangélicos diferentes. Acompanhará Missões nos blogs Veredas Missionárias e Equattoria; informações e recursos de utilidade para seu ministério, no Arsenal do Crente; assuntos de interesse público, cidadania e Missão Integral no Cidadania Evangélica; temas de interesse cristão, notícias e opinião nos blogs da União de Blogueiros Evangélicos (UBE) e Confeitaria Cristã; a poesia evangélica nos blogs Poesia Evangélica e Liricoletivo; mensagens evangelísticas no blog Amor Scan; e ainda o blog Imagens Cristãs, sobre o universo de criação/edição de imagens, imagens de uso livre e muito mais. Todos esses blogs são mantidos ou contam com a colaboração de Sammis Reachers.




Aplicativo Veredas Missionárias


Um outro aplicativo, este direcionado para quem se interessa, está envolvido ou comprometido com a obra missionária, é o Aplicativo Veredas Missionárias, do blog evangélico/interdenominacional Veredas Missionárias. A partir dele você terá acesso aos conteúdos dos blogs de Missões, Veredas Missionárias e Equattoria, e ainda ao blog Arsenal do Crente, com informações e recursos úteis à sua vida e ministério.Também terá acesso à página do blog Veredas no Facebook, a nosso perfil no Twitter aos links de nossas Bibliotecas Virtuais com amplos recursos missionários e de interesse evangélico. E para completar, uma listagem de links de Missões e Agências Missionárias. Baixe e compartilhe com seus irmãos!


Baixe os dois, são compatíveis com sistemas Android, Java e HTLM5 (iPhone, etc.), gratuitos e ocupam pouquíssimo espaço (500kbs cada um - uma simples música em MP3 tem 3.000kbs, ou seja, 3 megas, em média).