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segunda-feira, 9 de maio de 2011
Entendi...
Entendi que para ter sol, não é preciso não ter nuvens...
Que para voar, não é preciso ter asas...
Que para sonhar, não é preciso dormir...
Que para querer, não há limites...
Entendi que para cantar, não precisa ser afinado...
Que para saber, nem sempre precisa perguntar...
Que para ter fé, não é preciso explicar...
Que para chorar, não é preciso doer...
Entendi que para dizer, não basta falar...
Que para sentir, basta um coração...
Que para beijar, pode ser com os olhos...
Que sorrir, pode começar de uma lágrima...
Entendi que, contra toda lógica, o tempo pode parar...
Que para sempre, pode ser dois segundos ou menos...
Que para agir, pensar pode travar...
Que para viver, não é preciso ter tempo...
Entendi que estar não é o mesmo que ser...
Que para conquistar, às vezes só depende da espera...
Que derrubar, pode ser construindo...
Que para chegar, correr pode atrapalhar...
Entendi que não preciso entender tudo...
Que para ser feliz, não preciso de bons motivos...
Que para fazer calar, não é preciso ter razão...
Que ter medo, pode ser com muita coragem...
Entendi que paradoxo tem outro lado ou não...
Que para ser maluco, não precisa ser da cabeça...
Que para ganhar, pode ser perdendo...
Que cobrar, pode ser a forma de perder tudo...
Entendi que perdoar todo dia é o mínimo para ser perdoado também...
Que para ser eu mesmo, preciso me colocar no lugar do outro...
Que para fazer um amigo, não é preciso ser um outro eu...
Que persistir, é o jeito de encontrar o caminho...
Entendi que a distância é um conceito nada matemático...
Que para se estar longe, pode ser de mãos dadas...
Que para ficar perto, só é preciso imaginar...
Que para amar, não precisa de mais nada...
Autor: Pablo Massolar
Leia outros textos do pastor Pablo Massolar
acessando o blog Ovelha Magra (ovelhamagra.com)
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Águia d'Aurora
A fumaça que sobe de minha choupana incendiada
Tece uma cicatriz na aurora
Me perdoe, mas incendeio baús de passados e amarras
Para voar livre para Ti, Amanhecer
A criança em mim (meu lastro e terna antítese)
apertou o Botão de Alarme
Da minha vida
E esse barulho, como um ranger de trilhos
É meu coração que explode
Meu tempo finda e
Eu aposto
todas as minhas fichas,
Todos os meus ossos
Em Ti
Escapei ainda ontem
Da vila de Maquiavel-dos-Mortos:
- Oh Cristo, eu vim
Em busca de tua Engenharia de Revolução
Diploma-me
Mata-me
Ressuscita-me
Ressuscita-me
Ressuscita-me
sammis reachers
sábado, 2 de abril de 2011
O Poema Sem Fim: dois trechos
e noto os moinhos de vento
em seu relevo
e feitorias, ruas de adultérios, c(omplex)idades
e todo o cortejo que acompanha a fauna
(perdoe-me, Senhor, mas todos os dias vejo-os
latirem e rugirem, e os acompanho) humana,
e todo o enfado (poetas morrem de enfado, leitor. Só pra constar.)
É isto o poema:
um moinho-de-tempo
a um tempo amortecedor, dispersor e fabulário
de minhas horas-dores
03/03/2011
Queria então criar cabras
e ter uma grande chácara
para todas as minhas fruteiras
e liberar-me num golpe, num lancinante golpe
(oh terríveis desenhos japoneses, como eu adoro golpear!)
de todos esses petropigmentos
que o asfalto impinge
e rodotormentos, ciberfestins de Belsazar,
ah
um lugar no ermo
onde eu pudesse realizar
o máximo ritual de transcendência desta Er@:
me
d e s c o n e c t a r
segunda-feira, 28 de março de 2011
33° PARA-GAL
Senhor dos Exércitos,
O que me despedaçou?
Onde estão meus cacos,
Para que eu os recolha,
Ó Mor-Oleiro?
Oh Deus Vivo
Eu que já fui soldado infiltrado
Por trás das linhas inimigas...
Que veneno utilizaram
Para calar meu amor?
O combate hoje sustentado
Não era 30 vezes mais renhido,
Mais vivo?
Amor, amor
Cápsulas de antídoto
Amor
O amor
A cura para meu coração
O raio gama que me transmute
Num mutante azul ou gigante verde,
A destroçar os aparatos
Inimigos por dentro
- Uma cápsula de amor ágape-cianídrico
Ministra-me, meu Médico -
Eis-me aqui
Cura-me a mim
Envia-me a mim
Eis-me aqui
Eis-me aqui
Pois conheço o inferno Senhor,
Já discursei em suas tribunas,
Fui-lhe um poeta, sorvi
Direto de sua cornucópia
O fel sinistro feito
Com os mais doces açúcares
E não tenho medo, Senhor.
Envia-me a mim
Minha antiga patente de cabo
Da Tua legendária 33° PARA-GAL,
33° Divisão de Pára-Quedistas Galileus,
Eu imploro de volta, meu General
Vocacionaste-me para a guerrilha eletrônica,
Treinando-me em operações de guerra psicológica
E contra-medidas em tecnologia da informação
E nisto eu milito
Todos os dias
Com blogs, tweets, emails,
Redes sociais
Contatando, interligando, capacitando
Outros operativos, milhares em rede,
Sabotadores do império inimigo
Mas sei também minha vocação
Para a guerra convencional
E sua guerrilha
Tira-me novamente
De minha zona de conforto e micro-rebelião
Lança-me contra a corrente ao
seio dos despedaçados,
Brulote* incendiado
Aos sete mares
Com o ágape e as lágrimas
Que agora me fazem tão dura falta
Com os porões fartos
De especiarias
- pães, cobertores e Bíblias –
Velas infladas por tua LUZ
Reforça as antigas alianças
Os guerreiros sem nome que não temem
As sombras, reversos piratas
Que singram sem submergir
as águas da Morte,
Sagazes saqueadores do Inferno
Que me deste encontrar
Pelos templos e favelas deste mundo
Arme nossa nau, Senhor Jesus
Carregue nossos canhões
Com lírios
Que eu possa todos os dias
Enviar-te em oração
A notícia que enviaste um dia a João Batista:
“...os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos
são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam
e aos pobres anuncia-se o Evangelho.” Lc 7.22
Explodir os ferrolhos das prisões
Único motivo de eu ter nascido
Único motivo para nascer
Deitar granadas de LUZ
Nos bunkers de Satã
Boom boomm booommm
Na base do inferno
Semear o conhecimento
De Tua Glória
Armar escaramuças
Levar as batalhas
da periferia e fronteiras
direto aos centros nevrais do Sheol
- países, povos, prisões, sarjetas, hospitais -
reviva-me a mim
envia-me a mim
a lançar Tuas palavras
- lírico artefato de luz e estrépito -
eis-me aqui
ao núcleo duro
da sinagoga de Satanás
boom boomm booommm
*Barco não-tripulado, incendiado e carregado de materiais inflamáveis e explosivos, lançado via correnteza em direção aos navios inimigos.
Sammis Reachers
(texto e imagem)
MAIS POESIA EM:
Poesia Evangélica - http://poesiaevanglica.blogspot.com/
Liricoletivo - http://liricoletivo.blogspot.com/
O Poema Sem Fim - http://opoemasemfim.blogspot.com/
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Sei
sábado, 1 de janeiro de 2011
O meu Salmo 121

poema inédito de João Tomaz Parreira
Tenho tido os meus montes
e à sua volta anéis
de nuvens, circulando
com átomos tristes de água
Os meus olhos procurariam
nada, um mergulho no escuro
mas um pé em falso
romperia a ténue película
que me sustém a vida
Nos meus montes peço socorro
de onde virá a mina de oiro
a fonte dos cristais
da pura água
mas um salto no escuro
e seria o fim
O meu socorro vem do Senhor
que fez de céu e de terra
esta distância
que trazem os meus olhos.
31/12/2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Eterno Natal !
![]() | ||||||||||
| Crianças Coreanas tocam sino em Campanha de Caridade Dez/2010 |
O Natal não é um dia, uma festa,
Não são presentes, nem vitrines, nem ceias,
Natal não é o sonho de consumo realizado,
Nem Papai Noel descendo pelo telhado.
Não é vermelho e branco,
Nem luzes piscando.
Não são presentes, nem vitrines, nem ceias,
Natal não é o sonho de consumo realizado,
Nem Papai Noel descendo pelo telhado.
Não é vermelho e branco,
Nem luzes piscando.
Natal é a beleza do amor
Que se realiza na criação
Se consolida no coração
É a alegria da Salvação
Na vida dos que abraçam Emanuel
Natal, é Deus conosco
Se consolida no coração
É a alegria da Salvação
Na vida dos que abraçam Emanuel
Natal, é Deus conosco
Nascido em manjedoura,
Acolhido na alma
Em morada eterna.
Acolhido na alma
Em morada eterna.
Wilma Rejane
A Tenda Na Rocha
sábado, 6 de novembro de 2010
Noli Me Tangere
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Um incêndio em Alexandria, e duas ressurreições
.
Foto minha de uso livre, via Flickr
Na mesa do Café
(por quantos anos eu sonhei
Com este fútil prazer intelectual,
Sentar-me à mesa de um Café e confabular)
Você transpira uma verdade ríspida,
Um transpirar que se solidifica,
Se doloriza em palavras:
“Não se poderiam escrever
Livros sobre a Queda;
Todos os livros são sobre a Queda.
Os livros existem simplesmente por que
Um dia em Adão todos nós
Fomos derrotados.”
Silenciamos por 30 segundos
(e há visões interiores de devassadas
estantes, e há amor em nossa amizade)
E eu concluo:
“Avancemos pois sem embaraços
Para Aquele único que realmente
Tem algo a dizer,
Aquele que projetou-nos os corações
Para que fossem as tábuas bastantes
E únicas
De Sua escritura.”
Ora vem, Senhor Jesus!
Sammis Reachers
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
A LITERATURA EVANGÉLICA E A LÍNGUA PORTUGUESA
*
Ninguém hoje espere ingenuamente tornar-se um escritor hábil, seguro de seu ofício e influenciador de sua geração sem, antes, esforçar-se para conhecer as regras e as riquezas expressionais de sua língua. Só conseguiremos atuar impactante e eficientemente como escritores evangélicos se nos esforçarmos para redescobrir e dominar os amplos recursos da língua portuguesa.
É nosso dever estudá-la permanentemente, com a mesma persistência que o aclamado poeta François Coppé demonstrou no estudo do francês. Ele chegou a responder a uma norte-americana que lhe perguntou se ele falava inglês: “Não, minha senhora... Continuo a aprender francês”.
A língua que foi enaltecida por Camões, Vieira, Bernardes, Herculano, Camilo, Garret, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, Drummond, Florbela Espanca, Henriqueta Lisboa, Cecília Meireles e tantos outros escritores notáveis necessita hoje mais e mais de embaixadores evangélicos que a enobreçam, enriqueçam, prestigiem e divulguem-na pelo mundo inteiro por meio de obras-primas de interesse cristão e universal. Assim, fizeram em inglês os nossos irmãos em Cristo John Bunyan, com O Peregrino; John Milton, com O Paraíso Perdido; C. S. Lewis, com a série Nárnia e outras obras. Isto só para citarmos alguns dos grandes escritores evangélicos que escreveram e ultrapassaram as fronteiras evangélicas, conquistando também milhares de leitores no mercado secular.
Nós, escritores evangélicos, estamos em dívida para com nossa língua, a portuguesa; língua que o poeta Manuel Bandeira usou para, em um soneto, honrar o imortal autor de Os Lusíadas. Disse Bandeira:
É nosso dever estudá-la permanentemente, com a mesma persistência que o aclamado poeta François Coppé demonstrou no estudo do francês. Ele chegou a responder a uma norte-americana que lhe perguntou se ele falava inglês: “Não, minha senhora... Continuo a aprender francês”.
A língua que foi enaltecida por Camões, Vieira, Bernardes, Herculano, Camilo, Garret, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, Drummond, Florbela Espanca, Henriqueta Lisboa, Cecília Meireles e tantos outros escritores notáveis necessita hoje mais e mais de embaixadores evangélicos que a enobreçam, enriqueçam, prestigiem e divulguem-na pelo mundo inteiro por meio de obras-primas de interesse cristão e universal. Assim, fizeram em inglês os nossos irmãos em Cristo John Bunyan, com O Peregrino; John Milton, com O Paraíso Perdido; C. S. Lewis, com a série Nárnia e outras obras. Isto só para citarmos alguns dos grandes escritores evangélicos que escreveram e ultrapassaram as fronteiras evangélicas, conquistando também milhares de leitores no mercado secular.
Nós, escritores evangélicos, estamos em dívida para com nossa língua, a portuguesa; língua que o poeta Manuel Bandeira usou para, em um soneto, honrar o imortal autor de Os Lusíadas. Disse Bandeira:
A CAMÕES
Quando n'alma pesar de tua raça
A névoa da apagada e vil tristeza,
Busque ela sempre a glória que não passa,
Em teu poema de heroísmo e de beleza.
Gênio purificado na desgraça,
Tu resumiste em ti toda a grandeza:
Poeta e soldado... Em ti brilhou sem jaça
O amor da grande pátria portuguesa.
E enquanto o fero canto ecoar na mente
Da estirpe que em perigos sublimados
Plantou a cruz em cada continente,
Não morrerá, sem poetas nem soldados,
A língua em que cantaste rudemente
As armas e os barões assinalados
Escrever é preciso. Sim, mas escrever com arte, com profissionalismo, com clareza, objetividade, concisão e eficiência. Escrever, acima de tudo, para a glória de Deus. Escrever como um ato sacrificial, ministerial, holocausteando o nosso talento, o nosso dom Àquele de quem recebemos esse talento. Devemos apresentar-nos como sacerdotes diante do Senhor; diante desse mesmo Deus que inspirou Moisés, Davi e Isaías, e abriu apocalíptica e esplendorosamente os mistérios do Céu para o apóstolo João, na ilha de Patmos.
Nós, que temos um lastro, uma herança tão rica e tão bela, composta de obras literárias que vêm sendo escritas por exímios artistas da palavra, estamos hoje, em muitos aspectos, em uma situação de lamentável desconhecimento, não aproveitando as riquezas do nosso idioma. Mas sejamos perseverantes. Leiamos os clássicos. Estudemos a língua portuguesa. Façamos tudo isto para honra, glória e enaltecimento do soberano, sublime e doce nome de Jesus.
Nós, que temos um lastro, uma herança tão rica e tão bela, composta de obras literárias que vêm sendo escritas por exímios artistas da palavra, estamos hoje, em muitos aspectos, em uma situação de lamentável desconhecimento, não aproveitando as riquezas do nosso idioma. Mas sejamos perseverantes. Leiamos os clássicos. Estudemos a língua portuguesa. Façamos tudo isto para honra, glória e enaltecimento do soberano, sublime e doce nome de Jesus.
Jefferson Magno Costa - http://jeffersonmagnocosta.blogspot.com
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Receita para fazer uma rosa
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Antimodelo

Pai nosso quem está
no reino, vem a nós
ao nosso pão e faz
do Teu nome assim
ouro entre a terra
e o céu.
É a sua vontade
de cada dia.
J.T.Parreira
Neste poema, “Antimodelo”, do livro "Pássaros Aprendendo Para Sempre...", o poeta revela preocupações religiosas e sociais, notórias em muitas outras composições, como “A parábola do rico e Lázaro”, “O pobre”, ou “Os pródigos modernos”.
Prof.Doutor Rui Miguel Duarte
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Na Ilha Chamada Triste, de J.T.Parreira: Um e-book poético para download gratuito
*
Nos 16 poemas que compõem este opúsculo, iniciado no Recife (Brasil), “defronte do mar”, em Abril de 1995, e concluído em Aveiro (Portugal) pelo mesmo ano, o poeta evangélico lusitano J. T. Parreira enfeixa as vozes de uma Patmos do Exílio e sua companheira sequaz, seu quase duplo que é a Solidão. Ilha (e ilha interior) da pura contemplação do profeta (apóstolo João) e do poeta (JTP) que produzem num a Revelação (Apocalipse), que com seu tesouro de ora literalidade, ora alegoria, nos traz a Advertência e a Esperança; e noutro a poesia que re-conta, re-vive, re-vigora e trans-vigora com a verve de sua voz poética as vivências do Apóstolo em seu exílio insular.
Eis-nos Patmos, (uma) estranha ilha (chamada) Triste, mas de uma “tristeza segundo Deus” (2Co 7.10), que opera em seu fim a salvação.
É pois com imenso prazer que venho a editorar e apresentar, neste formato de e-book, este singelo e até aqui inédito (em seu conjunto) presente aos apreciadores da verdadeira Ars Poetica.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Poema Inédito de J.T.Parreira
CONTAR AS ESTRELASA única coisa que sei fazer
com as estrelas
é tocar nelas: nas teclas
onde salto, como o gamo
do Cântico dos Cânticos
com as estrelas
é tocar nelas: nas teclas
onde salto, como o gamo
do Cântico dos Cânticos
a procurar palavras
sem névoas, nem fumos
oxidações da água, mas
puros cristais de neve
A única coisa que sei
é adormecer os dedos ao tacto
das estrelas: nas teclas
quadradas onde cada
destino recomeça.
12-5-2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Uma Rosa para Kierkegaard
*
Kierkegaard que não viu Hiroshima
Que, vista,
Explodiria com ela
E deixaria um apócrifo
Contra a América cristã
Eu trago uma rosa em nome de Cristo e
Quero encontrar-te
Senhor Soren
Quero nomear meu filho assim, Soren
Teu semblante triste eu trago do berço,
Quero teu ímpeto libertário
Para denunciar nossas incongruências
Nossos nadas (trans)feitos doutrina,
Adaptação e contentamento
Eu quero teus saltos
Pois tenho asas e um teto
Que me prende de usá-las
(e um mundo a alcançar para Cristo)
Ah, Soren, com o perdão da truculência
Quero dar uma banda
No coro dos contentes
E deitar todos de pernas
Para o ar
-Quem sabe, de um
Outro ângulo,
Finalmente não enxergam
Os não alcançados?
Trago uma rosa para ti, para mim
- Para a multidão de nós
e laços -
Oxalá a realize
Sammis Reachers
sábado, 8 de maio de 2010
Antologia de Poesia Missionária
antolog*
Amados irmãos, é com grande alegria que apresentamos e disponibilizamos para download gratuito o livro eletrônico Antologia de Poesia Missionária.
A obra, organizada por Sammis Reachers, editor dos blogs Poesia Evangélica e Veredas Missionárias (entre outros), reúne belíssimos poemas de, sobre e para Missões, da lavra de diversos poetas evangélicos. O livro (de 108 págs. em formato PDF) traz ainda, como Apêndice, uma seleção de frases sobre Missões e Evangelismo.
Além de ser um subsídio devocional para edificação de toda a igreja, o livro objetiva ser uma ferramenta de auxílio a promotores de missões, pastores e missionários de todas as denominações, com poemas para serem declamados em cultos e eventos missionários, e publicados em sites, blogs, jornais e informativos de igrejas, missões e etc.
Baixe gratuitamente o livro, leia e compartilhe com seus irmãos. O livro não pode ser vendido, mas você pode redistribuí-lo eletronicamente, ou imprimi-lo para uso próprio ou distribuição a interessados.
E mais: Se você possui blog ou site, ou é responsável por site institucional (de Igrejas, Missões, Agências Missionárias, Ongs, etc.), convido-lhe a disponibilizar este livro a partir do mesmo, ajudando a promover o amor pela obra missionária, e edificando seus leitores. Não é preciso autorização prévia para isso, nem é necessário me comunicar.
PARA BAIXAR O LIVRO, Clique Aqui.
E se você está numa lan house que não o permite, ou por qualquer outro motivo não pode fazer o download, leia o livro online, Clicando Aqui.
Que o Senhor nosso Deus lhe abençoe, e una-nos cada vez mais no objetivo de alcançar os inalcançados, estejam eles próximos ou distantes.
sábado, 27 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Um poema sobre serviço e dor, e fé
*
A dor é grande
Numa megalópole cinza
Meu riquixá avança
Calos secos em pés e mãos,
Corpo firme,
Coração despedaçado
Dá-me força para servir, Senhor
A dor é grande
E o pranto primal desta urbe
Que o aD(J)versário equaliza & amplifica
Onipresente ruge
Nas microfibras que tecem
A minha camisa
O grito persiste, faz-se
como que meu,
Como que eu
A dor é grande
Mas quando meu celular reinicia
Eu leio no LCD a saudação
- sem pontuação, sem maiúsculas –
jesus deu se por ti
Isso apenas
E isso, ao cabo,
Muda tudo, Senhor
T u d o n u m r e l a n c e m u d a
E o aparelho
Fabricado na Indonésia
Por mãos muçulmanas
Que talvez não conheçam o Teu Nome
Diz-me
‘Hello, moto’
E em minha intimidade
De ex-inimigo
Em tão incompreensível paz
Aceito
Digo-Lhe (a Ti), Senhor:
- Hello, Rabi
Neste grande dia cinza
da Bombaim de cegas castas
Encha-me da Tua Palavra
Viva
Megaloquente
Que incendeia meus cismares
Teu Espírito me complete, Raboni
Com seus upgrades de Fogo
Louvado e exaltado para sempre
Seja o Teu nome
Aceita por todos
A Tua mão
Que um dia eu perfurei
Que fazê-Lo conhecido, ó meu Caminho
É tudo o que importa
E que para mim o seja
Radical, ultraortodoxamente
Calcina as desimportâncias
Do meu ego, dos meus pares, da minha era Senhor
Lança-me
Contra a corrente
sábado, 6 de março de 2010
Não estou a chorar, Mãe
Inédito de João Tomaz Parreira Não estou a chorar, Mãe
é a minha alma que cai pelas faces
Sabes, Mãe? Os meus olhos são teimosos
não se fecham com facilidade
nem quando as gotas salgadas
se desprendem do vento
ou quando as árvores
rompem em gorjeios
As lágrimas, Mãe, não são o que parecem
são o amor da alma por esse corpo
que se limita a morrer
Não, não estou a chorar, Mãe
é o silêncio que se torna sólido
este teimoso silêncio
da lágrima.
6/3/2010
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