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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

A importância de ter uma visão



A IMPORTÂNCIA DE TER UMA VISÃO

Não se lance ao caminho
se você não carrega sequer
a luz de uma esperança;
se você não carrega sequer
a luz de um sonho lindo,
não se lance ao caminho ...

Não se lance ao caminho
se você não carrega sequer
algum ideal oculto;
se você não tem uma visão.
Não se lance ao caminho.
Viandante e peregrino,
o cume não é alcançado
sem um brilho do divino.

Autor desconhecido

quarta-feira, 17 de maio de 2017

As Camélias do meu Jardim

As camélias do meu jardim

Quando estive pela última vez visitando a minha mãe no interior do estado,
eu trouxe de lá algumas mudas de camélias que, cresciam próximas à casa onde nasci.
Sabendo que ela não viveria mais por muito tempo,
eu as trouxe como uma homenagem a ela que sempre cuidava tão bem das suas camélias.
Plantei-as no meu jardim, em São Leopoldo, e elas vingaram.
No rigor do inverno, época em que minhas camélias estão em flor, converso com elas e
dou-me conta de algumas coisas.
As camélias do meu jardim florescem no seu devido tempo,
tanto as vermelhas como as brancas.
Elas florescem em São Leopoldo do mesmo modo como floresciam cinqüenta anos atrás
em São Pedro do Sul.
Estou convencido de que algumas coisas nesse mundo de Deus não mudam.
Existe uma força maior que as mantém como são.
No livro de Gênesis está escrito: “Deus falou, porei nas nuvens o meu arco;
ele será um sinal da aliança entre mim e a terra” (Gen 9,3).
O arco do qual o texto fala é o arco-íris.
O povo da época via nele um sinal de que Deus mantém este mundo,
que zelará pela sua preservação, que manterá os corpos celestes no seu curso e,
assim creio, cuidará que aquilo que é verdade permaneça sendo verdade.
Dizemos que tudo muda. Efetivamente nós mudamos, os tempos mudam, a natureza
se renova, os valores mudam. E é bom e necessário que assim seja.
Mesmo assim, creio que aquilo que está por trás de tudo, o que sustenta o universo,
os valores essenciais que norteiam a conduta humana não mudam. Não podem mudar.
Se estes mudam tudo se desagrega. Alguns fundamentos precisam permanecer,
tanto para o equilíbrio do universo, quanto para o equilíbrio da sociedade.
O que é bom, o que é justo e correto não pode ser relativizado.
As camélias do meu jardim não são imunes às mudanças do tempo,
elas – como todos nós – sofrem as influências do meio ambiente.
Mas, ao preservarem sua essência de camélias vermelhas e brancas,
que florescem no seu devido tempo, tanto em São Pedro do Sul quanto em São Leopoldo
ou na longínqua Austrália, elas dão um testemunho silencioso de que há leis,
verdades e valores fundamentais que precisam permanecer e ser cultivados
ao longo de toda vida e em todos os tempos e em todos os lugares.
Lothar Carlos Hoch
São Leopoldo, 23/09/2006

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A literatura e as artes cristãs em revista: AMPLITUDE




AMPLITUDE é uma revista de cultura evangélica, com foco principal em ficção e poesia. Mas nosso leitmotiv, nosso motivo de ser e de existir, é a arte cristã em geral: Transitamos por música, cinema, fotografia, artes plásticas e quadrinhos. Publicamos artigos, estudos literários, crônicas e resenhas.
      Nossa intenção diz respeito àquela despretensiosa excelência dos humildes. Nosso porto de partida e porto de chegada é Cristo. Nosso objetivo é fomentar a reflexão e a expressão, AMPLIAR visões, entreter com valores cristãos, comunicar a verdade e o belo e estimular o engajamento artístico/intelectual entre nossos irmãos.
Nosso preço é nenhum: a revista circula gratuitamente, no democrático formato pdf.
      AMPLITUDE, revista cristã de literatura e artes, nasce como um espaço inter ou não-denominacional aberto à criação daqueles que por tanto tempo foram silenciados pela visão oblíqua e deturpada do velho status quo que via nas expressões artísticas algo menor, indigno ou mesmo inútil ao cristão ou à igreja.  Um fórum para os que tem-se visto alienados de veículos de expressão, de formas de publicar/expor/comunicar, de interagir entre pares, e para além dos pares.
      Esta revista nasce com dois anos de atraso, desde a gestação da ideia de uma revista dedicada fundamentalmente à nossa literatura, em conversações com o poeta e escritor lusitano J.T.Parreira. Porém, projetos outros impediram naquele momento a concretização da ideia.
      Como a focalização de nossas lentes recai fundamentalmente sobre a ficção e a poesia, esta edição inaugural chega com força total: são oito contos. Na poesia, contamos com nomes consagrados como o próprio J.T.Parreira, Israel Belo de Azevedo, Joanyr de Oliveira, Gióia Júnior e outros, aliados a novos nomes de excelente produção.
      O anglicano George Herbert, uma das figuras centrais dos assim chamados poetas metafísicos ingleses, inaugura a seção Jardim dos Clássicos.
      Marcelo Bittencourt apresenta sua história em quadrinhos Pobre Maria, encantando com seu texto e sua arte.
      Na seção de entrevistas, iniciamos com Veronica Brendler, idealizadora do Festival Nacional de Cinema Cristão.
      As artes plásticas são contempladas na seção Galeria, que abre suas portas com a obra de Rafaela Senfft, que também comparece com o artigo A arte moderna e a cosmovisão cristã.
      E vamos aos contos: O saudoso Joanyr de Oliveira, verdadeiro patrono da (boa) literatura evangélica, faz-se presente com o conto A Catequese ou Feliz 1953, onde o autor revisita os porões da ditadura brasileira, inspirado em eventos autobiográficos. J.T.Parreira comparece relatando sobre as crises ontológicas de Pedro, em Os Pronomes; e ainda o fino humor de Judson Canto em Uma mensagem imprópria; um singelo conto de Rosa Jurandir Braz, Você aceita esta Flor?; Célia Costa com o brevíssimo O que poderia ter sido, sobre o que poderia ter sido naquele Jardim de possibilidades; Margarete Solange Moraes com o pungente Filhos da Pobreza; este humilde escriba comparece com um conto de ficção científica, Degelo, ambientado em futuro(s) distópico(s); e Hêzaro Viana, fechando a edição com um forte e terno conto, Por Amor, em 12 páginas de ótima prosa.
      Confira ainda as seções: Notas Culturais, com pequenos flashes sobre o que rola na cena cultural cristã (e fora dela); Hot Spots, abarcando a cada edição citações da obra de um grande autor; Parlatorium, com citações diversas de autores de ontem e de hoje; e Resenhas, abarcando livros, música, cinema et al.

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Deus e o paradoxo

A criação do céu, de Michelangelo
por George Gonsalves


Deus é o primeiro e o último

o início e o fim de todas as coisas

É único, mas trino

Autor e consumador da nossa fé

Habita no mais alto e sublime céu e com o abatido de espírito

Tão grande que nada pode contê-lo, mas encontra-se na menor partícula

Não há beleza para descrevê-lo, mas seu Filho não tinha formosura

Sua morada tem ruas de ouro, mas quando veio ao mundo nasceu em manjedoura

É pleno, mas deseja estar conosco

sábado, 8 de novembro de 2014

Versos religiosos de Cecília Meireles



Cecília Meireles (1901-1964)
por George Gonsalves

      Hoje é o dia de nascimento de Cecília Meireles, talvez a maior poetisa brasileira. Se fosse viva, estaria completando 113 anos de idade.

      Recentemente, li uma antologia poética dela com poemas arrebatadores. Cito abaixo alguns versos religiosos desta obra.

"Vou pelo braço da noite,
levando tudo o que é meu:
- a dor que os homens me deram,
e a canção que Deus me deu".
(Assovio)

"...Sempre mais comigo
vou levando os passos meus,
até me perder de todo
no indeterminado Deus".
(Em voz baixa)

"Quando o tempo em seu abraço
quebra o meu corpo, e tem pena,
quanto mais me despedaço,
mais fico inteira e serena.
Por meu dom, divino faço
tudo a que Deus me condena".
(Canção)

"Pode ser que também Deus se aviste,
nessa imóvel transparência.
E pode ser que Deus aviste teu coração,
e saiba por que desceste
esses degraus de cristal que iam para tão longe".
(Metal Rosicler)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Queria escrever...mas a tinta acabou


George Gonsalves

Dentre as folhas que se esparravam pela mesa, peguei uma e comecei a rabiscá-la, tentando definir a Deus:

Imutável
Incomparável
Infindável
Incompreensível
Indestrutível
Inquebrantável
Imbatível
Incansável
Indefectível
 Inefável
 Inominável
Indizível

Queria continuar a escrever...mas a tinta acabou.

sábado, 2 de agosto de 2014

Saberei que estou perdida...




Wilma Rejane



 Quando acordar e não mais sorrir pela beleza do dia,
Pela doce sinfonia do canto dos pássaros,
Pela dádiva de um demorado banho,
De um abraço, um beijo, um encontro,
Saberei que estou perdida....

Quando não mais sentir prazer em Te buscar,
Em orar e no Teu colo me debruçar,
Estarei em profundo sono,
Em caminho ermo, abandono
Saberei que estou perdida...

Quando o outro, cansado do mundo,
Me estender a mão, em busca de conforto,
E eu recolher meus braços,  desviar os olhos,
Negar o afago, conselho,
Saberei que estou perdida...

Quando o barulho do mundo,
Das violas, das horas,
Me atraírem para a traição
De mim mesma, da minha metade,
Me roubarem a renúncia e a cruz
Estarei perdida....


Quando a brisa me tocarE eu ignorar...
Quando a dor chegar
E eu murmurar
Quando me deres lutas
E eu me acovardar...

Quando eu negar que me amas
E me recusar a amar
Como me amas
Estarei perdida....

Se a vontade humana
Me for irresistível
E a Divina imperceptível
Estarei perdida....

Estarei perdida
Quando não mais chorar
Quando os ouvidos acrisolar
E o coração congelar...

Nunca me deixes estar perdida
Porque sem Ti não viverei
Não irei a lugar algum
Que me faça perder
Tua presença Jesus.



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Para ler no natal

Por George Gonsalves

Está chegando o natal! Ótimo momento para leitura. Vale a pena separar um tempo na correria do fim de ano para leituras edificantes. Indico algumas páginas sobre o natal que me fizeram refletir nos últimos anos: 

MATEUS 2:1-12 e LUCAS 2:1-20
      Evidentemente, a leitura dos evangelhos está em um nível completamente diferente de importância. Trata-se da narrativa do próprio Deus sobre a vinda de Cristo ao mundo. Em Mateus, temos a narrativa da enigmática visita dos magos ao menino Jesus, os quais foram guiados por uma estrela.
       Em Lucas, lemos a mais detalhada narrativa sobre o nascimento de Jesus: desde o anúncio dos anjos aos pastores, até a visita destes à manjedoura. O trecho é um dos que mais amo da Bíblia.
        A leitura destes textos é suficiente para plena edificação da alma na época natalina.     

A POESIA DO NATAL - ANTOLOGIA 
Autores: vários

     Organizado por Sammis Reachers, trata-se de uma antologia de poemas natalinos escritos por autores evangélicos brasileiros e portugueses como Gióia Júnior, Joanyr de Oliveira e Israel Belo de Azevedo. Tive a honra de ter um poema de minha autoria incluído: Noite de natal, noite sem igual.
     Encontramos nestes versos um pouco da essência do natal para um cristão: um momento para refletirmos sobre o significado da encarnação de Jesus. Encontra-se disponível para baixar gratuitamente em:


UM CÂNTICO DE NATAL
Autor: Charles Dickens
       Escrito por um dos maiores romancistas ingleses, a obra traz a história de Ebenezer Scrooge, um velho avarento e que odeia o natal, mas que é levado a repensar suas atitudes ao se encontrar com o espírito de seu falecido amigo.
Talvez uma palavra que descreva bem o livro é redenção. As vívidas cenas das famílias reunidas na noite de natal me tocaram profundamente.

CARTAS NATALINAS
Autor: Rainer Maria Rilke

       

        O livro reúne cartas que um dos maiores poetas alemães, escreveu para Sophie, sua mãe, de 1900 a 1925. As linhas são belas: cheias de ternura e fé. Na carta escrita em 1910, Rilke diz: “isso é Natal, sentir no peito uma vez ao ano a expectativa, a esperança inabalável, de que o adulto, ora vigorando em nós, nos quer surpreender, não um pouco, não, muito, com o infinito”.



MISTÉRIO DE NATAL
Autor: Josten Gaarden
         Bela fábula contada pelo autor de O mundo de Sofia. Através de um calendário mágico há uma viagem no tempo e no espaço até chegar ao dia e lugar onde Jesus nasceu. Li no ano passado com meus dois filhos, e viajamos juntos nesta interessante história.    

A ÁRVORE DE NATAL NA CASA DO CRISTO
Autor: Dostoievski
             Emocionante. Li este pequeno conto há vários anos e nunca o esqueci. O grande escritor russo faz uma denúncia social sobre a desigualdade entre os homens, ao mesmo tempo em que nos faz pensar sobre a providência e o amor de Deus, muitas vezes ocultos aos nossos olhos.    

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Salmo Altamente Leigo





 Elevo os meus olhos para os montes
lá onde os abetos se abrem
como abraços
uns para os outros


e tenho regatos a correr
ao fresco nos ouvidos, arcos de água
rápida sobre as pedras

brilha
o dia com o sol nos meus cabelos
e à noite não há vultos
porque a lua permanece de pé
no meio da escuridão
entre a linha luminosa das estrelas.

11/2/2013
© J.T.Parreira

sábado, 31 de agosto de 2013

Reflexões do espírito e da carne



Me conheces desde antes daquele ventre, antes da materialização. Nasci em Teu coração no Dia anterior aos dias, o Dia que tornará. Pela Palavra, para a palavra me chamastes. Minha ambição única é empossar palavras que possam sequer aproximar-se de expressar as periferias da Tua Glória – como uma criança correndo descalça pelas ruas de chão, que estica e eleva as mãos ofertantes, e estica e eleva o louvor de seu sorriso, e expande e expande seu sorriso, sem medo algum, tentando tocar o Sol.

 * * * * * 

 Sim, sim, ELE não faz acepção de pessoas. Apenas confere a cada um meios de enxergar ângulos variados do mesmo horizonte. E conforme você vê, você faz. 

 * * * * * 

 A alegria naturalmente aproxima-te à órbita dos campeões, assim como naturalmente a tristeza te aproxima dos humildes. 

 * * * * * 

 Só posso conhecer um homem numa situação extrema; só conheço um homem depois de observar, quando prestes ao precipício, qual partido ele toma. 

 * * * * * 

 Parece-nos que o tempo de Deus demora, pois nosso tempo medimos em distância, e o dEle é medido por instância e sincronicidade. 
Mas um dia o trigo estará maduro na espiga, e Ele enviará o anjo para a colheita. 
 Livra de tosquenejar o anjo que vela minha seara, Senhor; e contempla: meus instrumentos de arar já estão embotados, e o acalanto que existe para renovar-me, faz cada vez menos efeito, menos sentido – e isso é fel quando o considero em meu coração.

 * * * * * 

 Cale-se diante dEle toda a Terra: 
 Pois não existe dor como a da onisciência. 

 * * * * * 

 Deus é o Deus que ordena que se ame não apenas os inimigos manifestos, mas igualmente o agente duplo, o de pensamento & coração dobre. 
 Nietzsche dizia e escrevia que o cristianismo é a religião dos fracos. Errou: é preciso entrar no estreito, é preciso envergar o jugo suave, para entender o nível de forças que o verdadeiro cristianismo requer. Pois no Universo do Deus ágape, amar em verdade é a maior manifestação de poder, é a ação que requer mais poder, dentre todas ao alcance de homens e também de anjos. 

 Sammis Reachers

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A Noiva das Bodas de Caná






“There is none like thee among the dancers;
None with swift feet.”
Ezra Pound ( no poema For the Marriage in Cana of Galilee)



Os seus olhos são cântaros nas margens
do mar da Galileia, a ondulação
do seu vestido estremece o vento

E os seus braços são dois ébanos
que sustêm o Amor, quando nascer
um filho terá nos olhos o verde
das vinhas de En-Gedi

Ò jovem mulher que desenhas nos lábios
sorrisos de marfim, são lírios
as suas mãos quando dança, seus cabelos
são uma brisa ágil no ar, quando canta é um rio
de alaúdes a sua voz e o nosso coração
deixa o sangue repousar nos seus perfumes.

26/6/2013

© João Tomaz Parreira



(Weeding at Cana, Adelaide Ironside, Austrália, 1831-1867)
 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Poemas de Natal evangélicos em livro gratuito - A Poesia do Natal Antologia



A Poesia do Natal
Antologia

Poetas Evangélicos de ontem e de hoje
escrevem sobre o Natal de Jesus Cristo


Já desde inícios do século XX que o Natal, onde a cristandade comemora o nascimento epifânico de Jesus Cristo, vem perdendo seu caráter sagrado ou religioso para ganhar paulatinamente as cores baratas do consumismo e da secularização, esvaziamento este algumas vezes configurado na personagem ‘Papai Noel’, e também em toda a ritualística de glutonarias e bebedeira que a cada ano se repete.

Em tal clima de crescente alienação, é com imenso prazer que ofertamos ao leitor esta antologia de poemas natalinos. Os poemas aqui coligidos são um chamado ao louvor e à adoração, e à contemplação do verdadeiro espírito do Natal. E também, em alguns de seus melhores momentos, à reflexão crítica sobre este viés secularista que as comemorações natalinas têm assumido, mesmo entre os ditos cristãos.

Estão aqui presentes os nomes exponenciais de nossa poesia evangélica, nomes tais como Mário Barreto França, Myrtes Mathias, Gióia Júnior, Stela Câmara Dubois, Joanyr de Oliveira e outros, ao lado de excelentes poetas cuja obra tem sido olvidada, caso de um Jorge Buarque Lira, um Benjamin Moraes Filho, um Gilberto Maia, entre diversos outros bons exemplos.

Esta obra não objetiva lucro financeiro algum, circulando apenas como e-book gratuito, não podendo ser comercializada de nenhuma maneira. Pois nosso propósito é o mais nobre, trazer à luz versos que andavam dispersos e submersos em periódicos de difícil acesso e livros raros e fora de catálogo, livros esses que provavelmente jamais serão reimpressos, condenando assim a grande poesia de muitos autores evangélicos ao virtual esquecimento. Não! A rica poesia de inspiração cristã desses bardos merece ser divulgada.
Eis então aqui esta nova e necessária antologia, uma homenagem ao nosso Senhor e uma celebração ao seu Natal, um presente aos leitores de todos os credos e religiões, e um merecido tributo aos nossos queridospoetas de Deus.

Leia, divulgue e compartilhe!

Sammis Reachers, organizador

Para ler o livro online ou fazer o download (213 págs., em pdf) no site Scribd, CLIQUE AQUI.

Para fazer o download pelo 4Shared, CLIQUE AQUI.

Lista dos autores antologiados, por ordem de entrada: José Bezerra Duarte - Jorge Buarque Lira - Assis Cabral - Gilberto Maia - Bolivar Bandeira - Stela Câmara Dubois - Jonathas Braga - Manoel da Silveira Porto Filho - Alfredo Mignac - Isnard Rocha - Albérico de Souza - Mário Barreto França - Benjamin Moraes Filho - José Silva - Lourival Garcia Terra - Thiago Rocha - José Britto Barros - Gióia Júnior - Daria Gláucia - Joanyr de Oliveira - Myrtes Mathias - Ivan Espíndola de Ávila - Rosa Jurandir Braz - Silvino Netto - Pérrima de Moraes Cláudio - João Tomaz Parreira - Eliúde Marques - Gilberto Celeti - Filemon Francisco Martins - Israel Belo de Azevedo - Geremias do Couto -Edgar Silva Santos - Brissos Lino - Natanael Santos - Josué Ebenézer - Rui Miguel Duarte - George Gonsalves - Antonio Costta

Caso tenha dificuldade em realizar o download, solicite-me o envio por e-mail:sammisreachers@ig.com.br

domingo, 28 de outubro de 2012

O FIM



O FIM

Naquele Dia
toda a gama dos espectros eletromagnéticos
inverter-se-á;
os sons soarão de revés,
as luzes brilharão ao contrário

quando o Anjo tocar sua grande flauta

rEaLIdaDinteira se enrolará
como papiro incendiado, numa
omni-vasta-espiral-big-crunch

o pau-de-arara o garrote a dama-de-ferro o tronco o chicote
nunca nunca nunca mais

Sammis Reachers, no livro Poemas da Guerra de Inverno

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

VERBUM TREMENDUM



VERBUM TREMENDUM

“...Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.” Ap 2.17

Irmão cristão, operário da fornalha,
- combata até o fim:
pois no fim Ele terá um novo nome para ti,
um nome oculto como o coração de um sol,
um nome que livro algum dos muitos deste mundo,
ou mesmo sua totalitária soma, comportaria.

Um nome que é secreto e seu, e é todo um Universo,
cujas letras são como berçários de estrelas.

É preciso Eternidade para que se pronuncie tal nome;
no Tempo, a pronúncia de tal termo nunca chegaria
a termo, pois seria infinita.
No Eterno, ele é infinito e ao mesmo tempo infinitesimal,
pequenino, circular como o eterno retorno
de que fala a Filosofia, selado como um Jardim secreto,
Éden feito de signos, melhor, omnisignos.

Já que é-nos impossível conceber tal palavra,
tal Singularidade, a melhor forma de imaginá-la
é como um Anel:
Teu novo nome, irmão, é um memorial
da última, perfeita e eterna Aliança.

Sammis Reachers

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Antropotrágico

Antony Gormley

Para Francisco Carlos Machado

norte, sul, leste, oeste,
zênite e nadir:
seis pontos cardeais
cujo exato centro
é o meu Colapso

Deus Absconditus, Pantocrator ou Ex Machina, eis-me:
sou um cristão, um bichinho, um kierkegaard, uma angústia

trapo rudemente bordado
no tecido do espaço-tempo
aguardando que Ele, o Teu Filho A(r)mado,
volte e rasgue estes panos,
despedace este maior & derradeiro Véu.

31/08/2012

Sammis Reachers

sábado, 18 de agosto de 2012

O HERÓI DE ABETAIA, poema de Mário Barreto França

                      Pintura a óleo "Os 17 de Abetaia" - Otton Arruda Lopes 
                              Exposto no Museu da FEB - Belo Horizonte, MG.

"O HERÓI DE ABETAIA"

(Ao Regimento Sampaio e ao heroísmo do Sargento
Luiz Rodrigues Filho e do Capelão João Soren.)

...E a notícia correu, levando esse desfecho:
- "O Brasil declarou-se em guerra contra o Eixo!..."

O Sargento Luiz ouvia o rádio em casa;
E diante dessa nova, o coração lhe abrasa:
Pensou no Baipendi e nos outros navios,
afundados de noite, em meio aos desafios,
dos agressores vis, cobardes, desalmados,
que metralhavam rindo os botes apinhados,
de desvairadas mães, de filhos que choravam
e de esposas que ainda as ondas perscrutavam.
- Quem sabe? - para enviar um vislumbre de paz
aqueles que  - talvez - não voltariam mais...

E, cônscio do dever que a disciplina exige,
farda-se incontinente e ao quartel se dirige,
para se apresentar e ter o seu fuzil
com que defenderia a honra do Brasil...

Alguns meses depois, com a gloriosa F.E.B,
nalgum porto da Itália, ele também recebe,
de outros povos irmãos, a homenagem primeira
ao canto do hino pátrio, em frente da bandeira...
Nesse instante febril sua alma se extasia,
na ânsia de defender essa democracia,
que, em nome da justiça, acena para o mundo,
prometendo um futuro esplêndido e fecundo.
Onde o Direito e o Bem, irmanados no Amor,
fazem da vida um céu de primavera em flor...

Certo dia foi dada uma ordem ao Regimento
Sampaio, de avançar...
E a missão do Sargento
Luiz era envolver, pelo flanco, Abetaia.
- Um lugarejo que servia de atalaia,
ao exército alemão, que no Monte Castelo,
aguardava o sinal para o combate... -
Belo
e forte, ele dispôs seu grupo para o ataque,
dizendo - "Cada qual se bata com destaque,
procurando elevar bem alto a nossa terra,
defendendo as razões que trouxeram à guerra,
as forças do Brasil! Que cada um se convença
que o mundo de amanhã lavrará a sentença
de morte ou de perdão pelos feitos de agora,
que  hão de servir de marco à inolvidável hora
desta época que tem como escopo a Verdade.
- Suprema aspiração de toda a humanidade!"

E a luta começou. O sibilar das balas,
as chamas a rolar pelos bordos das valas.
Morteiros explodindo e canhões ribombando,
bombardeiros do céu granadas despejando.
E gritos, e explosões, e pragas e gemidos,
e os horrores da morte e o sangue dos feridos.
Tudo se misturava em delírio profundo,
sob o luto da noite, amortalhando o mundo...

O heróico grupo avança... Está  quase cumprida
difícil missão por ele recebida...
Já são poucos, então...

Calaram-se os canhões...
O inimigo abandona as suas posições...
É o assalto final...
O inimigo recua...
Mas... sobre o chão da Itália, à frouxa luz da lua,
os corpos dos heróis, frios ensanguentados,
marcavam, nesse instante, os traços mais sagrados,
que haveriam de unir a família remida
no monumento ideal da Pátria agradecida...

Algum tempo depois, na piedosa missão
de mortos recolher, um jovem capelão,
entre outros corpos, acha o do Sargento Luiz,
sobraçando a sua arma...
E um sorriso feliz,
nos lábios esboçado, era o argumento forte
que ele entrara no céu pelos umbrais da morte...

Um projétil lhe houvera atravessado o peito;
Mas não morrera logo... achara ainda um jeito,
de tirar do seu bolso um Novo Testamento
com Saltério... e sentir ali, nesse momento,
o desejo de ler, pela última vêz,
como se fora seu, o Salmo vinte e três:

- "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará!
Deita-me em verde pasto e guia-me onde há
água tranquila e sã! Refrigera a minha alma!
Dirige-me à vereda esplendorosa e calma
da justiça e do amor! E ainda que ande sem norte
pelo vale da sombra esquálida  da morte,
não temo mal algum, pois tu estás comigo.
Teu cajado me guia e livra do perigo;
tua voz me consola; a tua unção me anima;
o meu cálice transborda; a minha alma sublima.
Na esperança e na fé! Certo, tua bondade,
tua misericórdia e tua caridade
seguir-me-hão, pra sempre, entre paz e alegrias;
e habitarei, Senhor, contigo longos dias!..."

E não lera mais nada...
A cabeça reclina
sobre o Saltério aberto...
E, na graça divina,
como um justo, perdoando, em paz adormeceu,
e como herói, honrando o seu país, morreu...

* * * * * *

Hoje no cemitério humilde de Pistóia.
- Pedaço do Brasil engastado na joia.
De uma saudade eterna - em chão da Itália, a lousa,
com um número qualquer, indica onde repousa,
à sombra do auri-verde estandarte, um sargento,
que, morrendo, exaltou seu nobre Regimento.
Porque soube atender, com presteza e valor,
ao chamado da Pátria e à voz do Bom Pastor!

- - - - -

 Mário Barreto França - Icaraí - 1947
______________________________

Colaboração da poeta Pérrima de Moraes Cláudio

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ressurreição


Ressurreição

Distanciar, longinquar todas as coisas
Desesmagá-las, retrofazê-las do pó

Prodigar as flores, expandi-las galáxias

Obliquar linhas retas, biotizá-las
'Té que substanciem asas:

Coleóptero inseto,
Adentr'abitar o Jardim de Deus

Sammis Reachers