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segunda-feira, 25 de julho de 2011

ÁGUAS VIVAS Volume 2 - Antologia de Poesia Evangélica


Há exatos dois anos, em Julho de 2009, veio a lume a Antologia Poética Águas Vivas, destacando a obra de 10 poetas evangélicos contemporâneos. Dez expoentes dos mais diversos estilos poéticos, unidos num livro editado em formato eletrônico, trazendo uma riquíssima e edificante amostra de poesia, numa obra franqueada a todos os interessados, pois de circulação e cópia gratuitas.

Já naquele momento, muitos talentosos poetas não puderam ser incluídos na obra, cujo projeto editorial inicial era dedicar-se a 10 poetas somente.

Pois eis que agora, em Julho de 2011, a semente que ficou germinou, e é com grande alegria que apresentamos aos leitores este segundo volume de Águas Vivas, imbuído do mesmo espírito da edição anterior, que é destacar e divulgar a excelente poesia cristã produzida atualmente por nossos irmãos, no Brasil e em Portugal.

Desta feita estão antologiados sete autores, sendo quatro deles, os brasileiros:Antonio CosttaFabiano MedeirosFlávio Américo e Norma Penido; e três lusitanos:Florbela RibeiroJorge Pinheiro e Rui Miguel Duarte, cada qual comparecendo com 10 poemas. O e-book possui 116 páginas, em formato PDF, e o download é gratuito.

Decerto e mais uma vez, outros poetas de excelência ficaram de fora, pois na presente edição optamos por trabalhar com um número menor de autores. Mas nossa expectativa é dar prosseguimento ao projeto Águas Vivas, vindo daqui a algum tempo a contemplar a obra de outros de nossos bardos, que têm exercitado com multiforme graça o dom divino que o Senhor lhes outorgou.

Querido leitor: tenha uma muito boa leitura, e não deixe de compartilhar este livro e estes poemas com seus amigos e irmãos. Sinta-se livre também para republicar este post em seu blog ou site, sem necessidade de prévia autorização. 



Para baixar o livro, CLIQUE AQUI.



Para ler o livro online, CLIQUE AQUI.



Sammis Reachers, organizador

sábado, 2 de abril de 2011

O Poema Sem Fim: dois trechos


sobrevoo o poema
e noto os moinhos de vento
em seu relevo
e feitorias, ruas de adultérios, c(omplex)idades
e todo o cortejo que acompanha a fauna
(perdoe-me, Senhor, mas todos os dias vejo-os
latirem e rugirem, e os acompanho) humana,
e todo o enfado (poetas morrem de enfado, leitor. Só pra constar.)

É isto o poema:
um moinho-de-tempo
a um tempo amortecedor, dispersor e fabulário
de minhas horas-dores
03/03/2011

Queria então criar cabras
e ter uma grande chácara
para todas as minhas fruteiras

e liberar-me num golpe, num lancinante golpe
(oh terríveis desenhos japoneses, como eu adoro golpear!)
de todos esses petropigmentos
que o asfalto impinge
e rodotormentos, ciberfestins de Belsazar,
ah

um lugar no ermo
onde eu pudesse realizar
o máximo ritual de transcendência desta Er@:
me  
 d  e   s    c    o      n       e       c         t          a           r

14/03/2011

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A LITERATURA EVANGÉLICA E A LÍNGUA PORTUGUESA

*


Ninguém hoje espere ingenuamente tornar-se um escritor hábil, seguro de seu ofício e influenciador de sua geração sem, antes, esforçar-se para conhecer as regras e as riquezas expressionais de sua língua. Só conseguiremos atuar impactante e eficientemente como escritores evangélicos se nos esforçarmos para redescobrir e dominar os amplos recursos da língua portuguesa.
É nosso dever estudá-la permanentemente, com a mesma persistência que o aclamado poeta François Coppé demonstrou no estudo do francês. Ele chegou a responder a uma norte-americana que lhe perguntou se ele falava inglês: “Não, minha senhora... Continuo a aprender francês”.
A língua que foi enaltecida por Camões, Vieira, Bernardes, Herculano, Camilo, Garret, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, Drummond, Florbela Espanca, Henriqueta Lisboa, Cecília Meireles e tantos outros escritores notáveis necessita hoje mais e mais de embaixadores evangélicos que a enobreçam, enriqueçam, prestigiem e divulguem-na pelo mundo inteiro por meio de obras-primas de interesse cristão e universal. Assim, fizeram em inglês os nossos irmãos em Cristo John Bunyan, com O Peregrino; John Milton, com O Paraíso Perdido; C. S. Lewis, com a série Nárnia e outras obras. Isto só para citarmos alguns dos grandes escritores evangélicos que escreveram e ultrapassaram as fronteiras evangélicas, conquistando também milhares de leitores no mercado secular.
Nós, escritores evangélicos, estamos em dívida para com nossa língua, a portuguesa; língua que o poeta Manuel Bandeira usou para, em um soneto, honrar o imortal autor de Os Lusíadas. Disse Bandeira:


A CAMÕES


Quando n'alma pesar de tua raça
A névoa da apagada e vil tristeza,
Busque ela sempre a glória que não passa,
Em teu poema de heroísmo e de beleza.


Gênio purificado na desgraça,
Tu resumiste em ti toda a grandeza:
Poeta e soldado... Em ti brilhou sem jaça
O amor da grande pátria portuguesa.


E enquanto o fero canto ecoar na mente
Da estirpe que em perigos sublimados
Plantou a cruz em cada continente,


Não morrerá, sem poetas nem soldados,
A língua em que cantaste rudemente
As armas e os barões assinalados


Escrever é preciso. Sim, mas escrever com arte, com profissionalismo, com clareza, objetividade, concisão e eficiência. Escrever, acima de tudo, para a glória de Deus. Escrever como um ato sacrificial, ministerial, holocausteando o nosso talento, o nosso dom Àquele de quem recebemos esse talento. Devemos apresentar-nos como sacerdotes diante do Senhor; diante desse mesmo Deus que inspirou Moisés, Davi e Isaías, e abriu apocalíptica e esplendorosamente os mistérios do Céu para o apóstolo João, na ilha de Patmos.
Nós, que temos um lastro, uma herança tão rica e tão bela, composta de obras literárias que vêm sendo escritas por exímios artistas da palavra, estamos hoje, em muitos aspectos, em uma situação de lamentável desconhecimento, não aproveitando as riquezas do nosso idioma. Mas sejamos perseverantes. Leiamos os clássicos. Estudemos a língua portuguesa. Façamos tudo isto para honra, glória e enaltecimento do soberano, sublime e doce nome de Jesus.

Jefferson Magno Costa - http://jeffersonmagnocosta.blogspot.com

sábado, 10 de abril de 2010

«Será a Bíblia um Livro de maus costumes?»

Palestra realizada na Universidade de Aveiro, Portugal, pelo GBU, com as participações de o Secretário da Sociedade Bíblica, dr Timóteo Caváco, e o poeta evangélico e escritor J.T.Parreira.

Transmitida depois na rádio televisão portuguesa, Rtp 2, programa «Luz das Nações». Ver aqui a emissão, via «Portal Evangélico» da AEP.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Personagens para Interpelar Deus

Personagens para Interpelar Deus, ensaio sobre o romancista português Vergílio Ferreira, texto para a Revista Lusófona Ciência das Religiões, da autoria de João Tomaz Parreira

Monografia ensaística sobre a religiosidade em dois romances de Vergílio Ferreira. AQUI

domingo, 11 de outubro de 2009

Os Olhos de Judas I.

Conto de João Tomaz Parreira

Os olhos de Judas I. tinha um olhar sempre enviesado e isso fazia com que os seus olhos, que esgueirava e fechava levemente ao dirigi-los para pessoas e coisas, ficassem muito escuros.
Somente vários séculos depois se deu por essa particularidade e foi um pintor renascentista que descobriu no olhar de Judas I. uma tendência para as sombras.
Ninguém se apercebera da profundidade dessa escuridão, durante aquele jantar, porque o ponto central onde recaiam os olhares de todos era sem dúvida o prato.
Um prato único, onde o cordeiro e o molho se tornavam pertença de todos, e onde as diferenças, tantas como os feitios dos doze que rodeavam a mesa, seriam as mãos dos comensais.
Todos retiravam do mesmo prato o que seria a comida da páscoa de todos, no seu significado límpido.
O mistério daquela que seria a última ceia, estava, porém, na frase de Jesus.-O que mete comigo a mão no prato, esse me há-de trair.- Dissera Ele, sem tremor na voz, sem azedume, apenas como uma constatação, mas sublinhando cada palavra com uma tristeza que tinia como os cristais nos ouvidos dos discípulos, como uma inevitabilidade.
Nesse momento, os olhos de Judas I. enviesaram-se, tomaram uma posição de defesa e, de soslaio, ficaram como duas rapozinhas entre arbustos.
Sabia mais do que todos os companheiros, já possuia o peso da traição, nessa última semana a sua vida já vivia nas sombras.
A sua vida tinha sido até àquele dia um somatório de hipocrisias, que agora se desnudavam na fronteira entre o amor ao dinheiro e o desamor à missão do Mestre.Pouco habituado com Jesus, como de resto os demais condiscípulos, a situações-limite, porque o Mestre sempre lhes resolvera qualquer problema, estava agora no fio da navalha. E era a hipocrisia que aflorava no limite, pois conhecendo-se, também perguntara - «Porventura, sou eu, Senhor?» -, fazendo coro com a inocência e a estupefacção dos companheiros, que estavam sentados naquela mesa.
Estava ali como no derradeiro acto da sua encenação hipócrita. Já traíra ao receber as trinta moedas de prata e continuaria a trair respondendo ao gesto de amizade e de deferência do Mestre, respeitador dos usos e costumes da Palestina, quando distribuia aos seus convidados pedaços de pão ensopados no molho que deixava no ar perfumes de cordeiro silvestre.
Por isso não pode deixar de receber a frase «o que mete comigo a mão no prato, esse me há-de trair», escondendo os seus olhos no soslaio da sombra, fazendo apenas avançar a sua mão na ponta de um braço que mais parecia uma lança, arremessada ao peito do Amigo, para receber o pedaço do pão da harmonia, que para ele poderia ter sido, mas não foi, que foi o pedaço final da composição do seu carácter de traidor.
Trairia com um pedaço de pão e com um beijo também.A claridade do aviso de Jesus, não o arrancaria do seu refúgiona sombra, apenas lhe fez semi-fechar ainda mais os olhos, gelando-os.- Ai do homem por quem eu sou traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido.O hebraismo da frase continha toda a inevitabilidade da profecia e os olhos de Judas I.,incapazes já de integrar o futuro, já não tiveram tempo de recusar fosse o que fosse, e o seu coração sozinho reflectia-se em sombras nos seus olhos.

domingo, 6 de setembro de 2009

Conto: O homem e a menina

*

Invariavelmente meio dia, lá estava ela, correndo como sempre, como nunca. No céu o sol no seu apogeu na cúpula da atmosfera; na terra um roseiral imenso ladeado por um pasto pontilhado por arvores frutíferas e centenárias, que davam ao lugar um ar de felicidade monótona. Corria, e como corria! A sua necessidade de liberdade era paradoxalmente determinada por uma lei inexorável que rege almas livres. Aquele era o seu momento; e o lugar da sua indispensável solidão junto à natureza na qual se fundia em espontaneidade e singeleza. Que menina linda! Que alegria. Que graça e tamanha vontade de viver em poucos aninhos de vida.

Longe dos estudos e dos cuidados dos seus pequenuchos irmãos, ela se esbaldava em sua hora vaga em alguns entretenimentos que lhe eram oferecidos pela generosidade da Mãe Terra. Hoje perseguia uma borboleta minúscula que a deixou tonta e cansada, mas ontem judiara das formigas deixando-as perdidinhas por apagar o rastro que as guiava. Naquele coraçãozinho dominava uma ânsia visceral e comum a todo ser sensível que abita o incomensurável universo de Deus: a sede de vida e a busca por felicidade. Mas tudo isso se traduzia para ela no simples desejo de ser autônoma e dona de seu destino, ou seja, na vontade de ser Mulher.

Um homem, não tão distante, a observava todos os dias. Morava na encosta de um rochedo num barraco assombroso. Distante de tudo, retirado numa solidão melancólica, avesso aos homens e guardião de um segredo milenar. Com trinta anos descobrira que tinha a capacidade de uma vez na vida, mudar ou transformar o que quisesse. Para ele era uma maldição, posto que todo desejo realizado, acarretaria transtorno no cosmo, e efeitos colaterais na vida de pessoas. Consciente de que, aquele que morresse sem usar o “dom”, quebrava o ciclo do mal, não transferindo a outro, encarou como seu destino, a responsabilidade de enterrar com ele o desumano desejo dos humanos, de interferir na lei natural dos acontecimentos, e no direito pessoal de livre escolha de cada um.

Vinte anos, se passara desde que fugira da sociedade e de suas tentações até que aquela menina lhe inspirou um antigo sonho, sufocado pela sua postura austera diante da vida. Que desejo sórdido! Querer transformar aquela criança numa mulher? Estava ali para redimir a sua raça dos males causados, mas o gênio ruim lhe afligia a carne. Via ele naquele pequeno botão de flor todas as características de uma mulher deslumbrante. Como lhe daria amor, pois no fundo ansiava ser amado também. Mas meu Deus! Privar um ser do direito de aprender por si, de crescer, enfim de sentir a vida a cada dia, a cada instante. Que luta, que dor! Mas estava resignado, mesmo se dilacerando por dentro não sucumbiria.

Numa noite de crises drásticas por desejos reprimidos, em dor indescritível adormecera. Muitos anos depois, com um grito de criança despertou. Correu para socorrer. Algo havia mudado, os seus pés eram mais ligeiros, seu fôlego melhor. Que surpresa! Sua pele rejuvenesceu, voltara a ser menino novamente. Observou que o dia estava lindo como nunca foi antes, não tinha nuvens, mas achou estranho, pois não encontrou o sol. Exausto mas disposto chegou ao lugar, era ela! Espoleta como sempre, cortou o pé na ponta de uma pedra. Num rio que passava por ali, ele lavou os pés dela. A água estancou o sangue e sarou a ferida. Aquele era o Rio da Vida. Brincaram juntos incansavelmente, um sentimento de amor único possuía a alma daquelas crianças. Ate que um ser esplêndido chegou a eles dois e disse: o café da manha está posto, o Eterno está esperando vocês, em sua varanda. Café da manha? Que ironia e senso de humor do anjo! Ali não existiam manhas, porque também não havia noites.

Esdras Gregório
*Autor do livro A Arte dos Sofistas na Pregação Pentecostal (Jeová Nissi Editora, 2008)

domingo, 12 de abril de 2009

Três poemas de Nelly Sachs


TERRA DE ISRAEL

Não cantos de luta vos vou eu cantar
Irmãos, expostos ante as portas do mundo.
Herdeiros dos salvadores da luz, que da areia
arrancaram os raios enterrados
da eternidade.
Que nas mãos seguraram
astros cintilantes como troféus de vitória.

Não canções de luta
vos vou eu cantar
Amados,
só estancar o sangue
e as lágrimas, que gelaram nas câmaras da morte,
degelá-las.

E buscar as lembranças perdidas
que rescendem proféticas através da Terra
e dormem sobre a pedra
em que os canteiros dos sonhos enraízam
e a escada da nostalgia
que ultrapassa a Morte.



VOZ DA TERRA SANTA

Ó MEUS FILHOS
A morte passou pelos vossos corações
Como por uma vinha -
Pintou Israel a vermelho em todas as paredes da Terra.

Para onde há-de ir a pequena santidade
Que ainda mora na minha areia?
Através dos canais da solidão
Falam as vozes dos mortos:

Deponde sobre o campo as armas da vingança
Pra que elas falem baixo -
Pois também o ferro e o trigo são irmãos
No seio da Terra -

Para onde há-de ir a pequena santidade
Que ainda mora na minha areia?

A criança no sono assassinada
Levanta-se; torce pra baixo a árvore dos milénios
E prende a estrela branca anelante
Que outrora se chamou Israel
Na sua coroa.

Reergue-te de novo, diz ela
Pra lá, onde lágrimas significam Eternidade.



Vós que nos desertos

buscais veios de água ocultos -
de dorso curvado
escutais à luz nupcial do Sol -
filhos duma nova solidão com Ele -

As vossas pegadas
calcam a saudade
para os mares de sono -
enquanto o vosso corpo
lança a folha escura de flor da sombra
e em terra de novo sagrada
o diálogo que mede o tempo
entre estrela e estrela começa.

(in Poemas de Nelly Sachs, tradução de Paulo Quintela, Portugália editora, 1967 )


*Nelly Sachs, dramaturga e poeta alemã de origem judaica (10/12/1891 - 12/5/1970). Ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura de 1966, tem a obra marcada pela experiência nazista (conseguiu mesmo fugir de um campo de concentração), o que a torna uma das mais ardentes porta-vozes do sofrimento e do anseio do povo judeu.

via blog Poesia Evangélica

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Antologia de Poesia Cristã em Língua Portuguesa: Um relançamento


Amados irmãos e leitores, há algum tempo publiquei na internet a Antologia de Poesia Cristã em Língua Portuguesa. Ela reúne poemas de caráter genuinamente cristão de grandes nomes da literatura lusófona, desde Camões até os dias atuais, passando por escritores e poetas como Machado de Assis, Fernando Pessoa, Alexandre Herculano e muitos e muitos outros. Poemas de mais de 80 autores, dentre brasileiros, portugueses e africanos.
Pois bem, apenas a formatação (o layout) do e-book não fazia jus à obra, pois tive eu mesmo que editá-lo (sem grandes conhecimentos na área) , já que o colaborador que realizava o trabalho para mim encerrou este tipo de atividades. O resultado não ficou o ideal...

Mas a pouco tempo, o irmão, Rev. Giovanni C. A. de Araújo*, que trabalha com editoração eletrônica na Sociedade Bíblica do Brasil, baixou a obra, e se ofereceu para criar uma diagramação profissional para o livro, gratuitamente. E o resultado ficou realmente sensacional!

Por isso estou realizando um ‘relançamento’ da Obra, com o mesmo conteúdo, mas agora muito mais bonita e agradável de se ler. Se você aprecia a arte poética, independente de sua religião, vale a pena baixar este pequeno tesouro. É gratuito, e você pode enviar para quem quiser.

Baixe o livro, Clicando Aqui.

________________________

*O Rev. Giovanni é dedicado à área Litúrgica, escrevendo sermões e liturgias (nos quais gosta de inserir poesias), e além de seu site principal, que mantém com sua esposa, o Giovanni e Tatiana (http://www.tatigi.com.br/), mantém ainda o blog Café com Alecrim (http://cafecomalecrim.blogspot.com/) , e presta trabalhos como editor de publicações impressas ou eletrônicas.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Debates na Bienal do Livro


Fé e descrença e O que estão fazendo com a igreja são temas principais


De 14 a 24 de agosto a Mundo Cristão participa da 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, disponibilizando suas obras em um estande de 40 m2, onde os cerca de 800 mil visitantes poderão conferir diversos títulos já consagrados e diversos lançamentos, que serão promovidos em dois eventos especiais.

Dia 21, no auditório B do Parque de Exposições Anhembi, será lançado O que estão fazendo com a igreja, escrito pelo Dr. Augustus Nicodemus e que aborda a ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro. O autor irá debater os temas abordados em seu livro, entre eles a origem e razões da existência de diferentes linhas teológicas no país, com o Pr. Paulo Romeiro, tendo como mediador o jornalista Sérgio Pavarini.

Trazendo à tona um tema relevante e pouco discutido em nossa sociedade, dentro e fora das igrejas, dia 22 a MC propõe um debate sobre a fé. Baseados na temática trabalhada por Ruth Tucker em Fé e descrença, também mediados por Sérgio Pavarini, o pastor Ricardo Gondim e os professores Jung Mo Sung e Luiz Felipe Pondé falarão sobre a dúvida e a crença nos conflitantes tempos atuais.

Lançamento O que estão fazendo com a igreja
Bienal do Livro, dia 21 de agosto, 19h - Auditório B
Participantes:
Dr. Augustus Nicodemus Lopes - Pastor, professor e chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Autor de O que estão fazendo com a igreja.
Pr. Paulo Romeiro - Jornalista, mestre em Teologia pelo Gordon-Conwell Theological Seminary, em Boston, e doutor (Ph.D.) em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo.
Moderação: Sérgio Pavarini - Jornalista e marqueteiro. Criador do PavaBlog.

Os interessados em participar deste evento devem confirmar presença até o dia 20 de agosto através do e-mail isabella@mundocristao.com.br

Será concedido um desconto de 40% na compra de O que estão fazendo com a igreja para as pessoas que confirmarem antecipadamente sua presença no evento e adquirirem seu exemplar no local.


Debate Fé e descrença
Bienal do Livro, dia 22 de agosto, 19h - Auditório B
Participantes:
Pr. Ricardo Gondim - Pastor da Igreja Assembléia de Deus Betesda, em São Paulo, é formado pelo Genesis Training Center (USA), autor de diversos livros, entre eles É proibido (Mundo Cristão) e Creio, mas tenho dúvidas (Ultimato).
Prof. Jung Mo Sung - Pós-doutorado em Educação e Doutor em Ciências da Religião. É professor da Universidade Metodista de São Paulo.
Prof. Luiz Felipe Pondé - Filósofo, professor da PUC - SP e da FAAP. Articulista da Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.
Moderação: Sérgio Pavarini - Jornalista e marqueteiro. Criador do PavaBlog.

Será concedido um desconto de 40% na compra de Fé e descrença para as pessoas que confirmarem antecipadamente sua presença no evento e adquirirem seu exemplar no local.

Os interessados em participar deste evento devem confirmar presença até o dia 20 de agosto através do e-mail isabella@mundocristao.com.br

Vagas limitadas.

A entrada nos eventos será gratuita. Ingressos para a Bienal a R$ 10,00 (público em geral). Mais informações em www.bienaldolivrosp.com.br.

Divulgação simultânea via: Amando Ao Próximo, Confeitaria Cristã, Daniel's Site, dLIVEr blog, Doxologia Brasil, Igreja Emergente e REDE VOX DEI.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Como o Pava me ensinou sobre Deus


Diferente dos outros livros que recebi desta vez eu estava em casa. E fui eu mesmo quem assinei o registro do Sedex para receber. Pronto o Pava tinha cumprido sua promessa. Acabei ganhando inteiramente grátis o livro: Falsos, Metidos e Impostores de Brennan Manning.

Na verdade tudo começou com trocas de e-mails na época do aniversário do Pava. Ele apreciou meu e-mail e respondeu me convidando para ser Moderador de uma de suas comunidades no Orkut. A comunidade como fiquei sabendo depois era do Brennan Manning e ele ofereceu tentar arrumar o novo livro do autor para mim.

Logo que abri o pacote e também o livro pude ver a dedicatória exposta na imagem lá em cima. O desejo do Pava foi concretizado realmente durante a leitura minha vida foi conduzida a momentos de integridade e comunhão profunda com Abba Pai. A leitura de Brennan realmente é demais!

De novo agradeço ao Pava.

Aproveitem e entrem na Comunidade.

domingo, 22 de junho de 2008

Um Evangélico numa livraria Católica


Saí do meu curso de Web Design um pouco mais cedo (hoje tinha uma feira de técnicos em informática) procurava uma devida loja de informática para comprar o Pen Drive de 2gb pro meu pai. Passei na Livraria de Cultura Cristã (Evangélica) para comprar um livro pro meu amigo aniversariante André, procurei, procurei e acabei comprando o livro que ia comprar mesmo: A Oração de Jabez, um livro que me ensinou uma oração poderosa e muito simples. Oração esta que é um segredo da minha vida espiritual e material.

Depois passei na loja de informática comprei o bendito Pen Drive e bem estava já a caminho de casa. Quando passo em frente a uma Livraria de Cultura Cristã (CATÓLICA) Nossa Senhora Aparecida. Pensei: Entro, não entro? Entro, não entro? Entrei... Logo na entrada pude observar as imagens, quadros e tudo mais (meu senso comum já disse: Idolatria). Porém também visualizei um DVD sobre Cura Interior (opa, isso ta parecendo coisa de crente).

Antes de tudo quero esclarecer meu relacionamento com os católicos, eu sempre tive bastantes argumentos com relação a eles, porém só entrei em uma igreja católica uma vez na vida. Também nunca tinha entrado em uma loja como aquela, embora sempre tivesse muita curiosidade. Assim, já lá dentro comecei a procurar livros do Henri Nouwen e Thomas Merton e de cara encontrei uma sessão cheia de livros da editora Mundo Cristão, também encontrei livros da editora Vida Nova e Atos.

Segundo o vendedor não haviam mais livros do Henri Nouwen, porque tinha se esgotado (nessa semana uma mulher comprou 4 exemplares de A Volta do Filho Pródigo), mas como eu sou brasileiro acabei achando dois: Transforma meu Pranto em Dança (este que já citei aqui e aqui) e também o Crescer — Os Três Movimentos. Depois o vendedor nem sabia direito quem era Thomas Merton, mas acabei achando um livro dele com o nome de Nenhum Homem é uma Ilha (remetendo ao poema inglês John Donne).

Bem quebrei mais um pouco dos meus preconceitos e aprendi bastante lá dentro. Espero voltar lá mais vezes e comprar alguns livros. Cheguei a encontrar Imitação de Cristo em uma versão igualzinha a uma Bíblia. E muito mais coisas. Realmente foi uma boa experiência. A loja tava até tocando música evangélica (porém o vendedor me garantiu que não tinha Cds evangélicos por lá). Será que não tinha mesmo?

v.carlos

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Amor Eros entre Mártires


Timóteo, diácono de Mauritânia, e sua mulher Maura, mal haviam completado três semanas de união matrimonial, quando se viram separados pela perseguição. Timóteo, preso por ser cristão, foi levado perante Arriano, governadores de Tebas, que sabedor de que ele estava de posse da Sagrada Escritura, exigiu que a entregasse para ser queimada. Ao que Timóteo respondeu: “Se eu tivesse filhos, preferiria antes entrega-los ao sacrifício, que me separar da Palavra de Deus”. O governador, grandemente irado com esta contestação, ordenou que lhe arrancassem os olhos com um ferro em brasa, dizendo: “Pelo menos os livros não terão mais utilidade para você, pois não será capaz de lê-los”.

A paciência de Timóteo diante desta ação foi tão grande, que o governador exasperou-se ainda mais. A fim de quebrantar sua fortaleza, ordenou que o pendurassem pelos pés, com um peso ao pescoço, e uma mordaça na boca. Ao contempla-lo neste estado, Maura pediu-lhe ternamente que se retratasse, por causa dela; porém ele, ao retirarem a mordaça da boca, em lugar de atender aos pedidos da esposa, censurou-a intensamente por seu desviado amor, e declarou sua resulução de morrer pela fé. A conseqüência disso fez com que Maura decidisse imitar sua coragem e fidelidade, e segui-lo para a glória. O governador, após tentar em vão fazê-la mudar de idéia, ordenou que fosse torturada, o que se cumpriu com grande severidade. Depois disso, Timóteo e Maura foram crucificados lado a lado, em 304 d.C.


Fonte: O livro dos Mártires/ John Fox/ Editora CPAD/ pág. 33.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Um relato literário- o sacrifício de Isaque

36.Um relato literário no sacrifício de Isaque

O poeta e jornalista português João Tomaz Parreira escreve sobre as narrativas bíblicas. Vale conferir.

in Literatura e Arte-Cronópios

quinta-feira, 1 de maio de 2008

sábado, 26 de abril de 2008

o Salmo

O Senhor é o meu pastor: poucas coisas
me são necessárias

Ele tem a cartografia dos bons pastos
conhece até das águas tranquilas
o seu cantar nocturno
mesmo o cântico de inverno
impetuoso dos ribeiros

Conforta o centro da minha alma
onde não há carne
nem a palavra vem

O vale das sombras estremece
a cada passo dos meus ossos
e ali a morte é inútil
como uma nuvem.

Poema de J.T.Parreira

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Livros

Desarrumados da estante
esticam suas folhas
como pernas, os volumes
folheados tomam ar
respiram
entre sílabas as palavras
e os autores sacodem
a penumbra, tossem
os poetas novelos de poeira.
Desarrumado o verbo, vem à luz
e diz o quê? o inesperado.

Poema de J.T.Parreira

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Conto: Uma sombra do que foi


Partia do princípio que estava triste por ter uma única ideia, naquele dia, e que a mesma era sobre a morte.

Foi na véspera da preparação do Sábado e também da grande festa da Páscoa que se encontrou perante o desfecho do caso. Desde a madrugada daquela sexta-feira que a conduta pessoal lhe causava, apesar de tudo, enorme surpresa.

Já não cultivava a mesma frieza da noite anterior, nem pensava que fora uma coisa comum o que acabara de fazer.

Limpou, com a manga da túnica, a saliva dos cantos da boca, que se acumulara ao gritar aos principais sacerdotes e anciãos, limpou o suor que seguia na direcção dos olhos.- «Eu condenei um homem inocente à morte! Traí um inocente!» – foi o que Iscariotes gritou, engolindo em seco um nó na garganta.

Até ali fizera tudo com discrição, para evitar tumultos, usara a astúcia, mas pensava com tristeza que o dinheiro não tinha necessariamente que o transformar dessa maneira, mas era tarde.

- Se a minha alma fosse material, estaria agora destroçada em farrapos – disse-me Iscariotes, quando se despediu, à pressa, nessa manhã.

Seria como um sentimento desagradável e simbólico que quase fizera em farrapos a sua capa, se não fosse apenas o acaso de a rasgar numa esquina afiada de uma das paredes do templo ao fugir apressadamente.

Quem o visse, naquele momento, com toda aquela agitação, diria que estava ali um sicário, desesperado para se vingar dos romanos, procurando nas sombras entre as esquinas sinuosas da rua que levava para fora da cidade, como uma criança que procura no ar o lado de onde vêm as vozes dos pais.

Quem o conhecesse de perto, como eu, diria que aquele homem estava agora com uma crise de fé, balbuciava um nome ininterrupto «Mestre», como um agnóstico de boa vontade. A ironia já não era o seu anteparo, a ironia que sublimara naquele sinal identificador, do beijo no mestre, com que completou o processo da rejeição que sempre demonstrou em relação a Jesus.

Vi-o afastar-se com o cabelo coberto por um talit, curvado, sem cabeça, como a querer cozer às sombras o seu rosto.

Ali na rua estava instalado aquele burburinho com que se iniciam as manhãs muito cedo, havia a um canto oito ou nove pessoas que conversavam sobre uma condenação invulgar, que o Sinédrio efectuara de noite.

- Foi uma rusga e uma acareação.

- Com certeza, porém foi tudo um pouco às escuras.

- Sim – disse um homem alto que estava à ponta do grupo, que percebeu outro sentido na alusão à obscuridade – sim, às escuras, à margem da própria legalidade religiosa.

- Mas não, o politicamente correcto vai prevalecer, Pilatos dará a palavra derradeira. – Sentenciou alguém, que se evidenciava da mediania do grupo.

Ao olhar Iscariotes deste ponto, parecia um homem que ia decidido a fazer uma viagem.

E na última casa da rua, onde se virava a esquina para o caminho dos arredores da cidade, como se virasse uma página, deitou para trás um olhar de medo, escorregou ou tropeçou numa relevância do terreno, não vi bem, e desapareceu repentinamente.

Soube que começara bem com o dinheiro que os sacerdotes lhe tinham dado na noite anterior. Mas durante a mesma, o toque naquelas trinta pratas não se diferenciara daquele com que costumava passar a mão nas moedas do saco das esmolas.

Tais remorsos, por assim dizer, sensoriais, revelaram-se através de uma náusea incontida. Há sempre um momento em que os pecadores têm vergonha, porque esta é, desde as origens do homem, uma forma de conhecimento.

Mas o seu voltar atrás foi apenas materialista: foi só para devolver aquilo de que mais gostava, levado sem esperança pela angústia da culpa.

Cabisbaixo, Iscariotes dissera-me qualquer coisa apressadamente sobre a repulsa que sentia por si, como aguentara a indiferença dos principais do templo, e como depois de se aproveitarem dos seus préstimos sem ética, o deixaram entregue ao seu destino solitário.

Iscariotes não podia absolver-se, porque não tinha nenhuma dúvida razoável sobre o seu acto. E nunca fora homem para possuir uma apreciação moral de um acto daquela natureza.

A menos de dez estádios de distância, já em pleno campo, levantou os olhos por entre os fiapos da manhã enevoada, uma névoa que parecia consistente, e lá estava a árvore raquítica, plantada como um rubor floral no meio do verde, carregada de flores purpúreas.

A chegada da morte, media-se agora em metros, não em tempo, porquanto Iscariotes estava a levar seus últimos passos a aproximarem-se do local.

E aí deteve-se bruscamente.

- Foi acossado pelo remorso – comentou um publicano que era apóstolo de Jesus, a quem chamavam Levi mas na realidade era Mateus, enquanto nos aproximávamos do campo do oleiro.

- Foi tocado de remorso – repeti eu com voz triste, enquanto procurava ver fragilidades na árvore que Iscariotes usara, já o sol fazia ângulos rectos entre os objectos e as sombras.


J.T.Parreira