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domingo, 28 de julho de 2019

SE NÃO TIVER JESUS NA (sua) ESCRITA


Posso escrever excelentes textos de aconselhamento ou de auto-ajuda; falar de coisas dignas da vida e de como construir um futuro promissor. Mas se o meu texto não tiver Jesus e Sua Palavra, de nada me valerá.
 
Posso demonstrar todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos nas áreas de administração, psicologia, secretariado e diplomacia; posso analisar os fatos da vida, das guerras, da política e do mundo; mas se a minha análise não contemplar Jesus e Sua biografia, nada adiantará.
 
Posso descrever as situações psicológicas da humanidade, indicando análises e psicanálises de valor; posso avaliar no tempo e no espaço as razões e os motivos culturais, sócio-econômicos e cronológicos que levam a raça humana a agir como age dentro de suas gerações; mas se não olhar tudo isso sob o prisma de Jesus, nenhum significado relevante e permanente haverá.
 
Um escritor cristão precisa de Jesus. Ele não se divorcia de Cristo ao escrever os seus textos. Ele não abdica de sua fé para introduzir conceitos psicológicos ou psicanalíticos diversos. Toda a sua fala está construída sobre os valores que sedimentaram-se em seu coração pela fé que vem pelo ouvir e o ouvir a Palavra de Cristo.
 
É impossível esconder o cristianismo no texto de quem é, de fato, um cristão. Mas é impossível encontrar Cristo naquele que não o mantém nem na mente e nem no coração, só na nomenclatura (cristão) ou nos adornos e enfeites (crucifixos e paramentos). As lâmpadas acesas clareiam; as apagadas nem são encontradas, pois mantém tudo no escuro.
 
Ao final de tudo os conceitos que hoje temos de psicanálise, psicologia, administração, auto-ajuda, posições políticas e diplomacia poderão mudar, acabar, melhorar, piorar. Tudo passará.
 
Mas aquele que mantém Cristo em tudo o que faz e, principalmente naquilo que escreve, tornará os seus textos relevantes para todo o tempo em que o mundo permanecer.
 
Pois tudo passa e toda a sua concupiscência; mas aquele que escreve fundamentado em Cristo em em Seus valores terá seu texto considerado atemporal, pois fundamentado nos imutáveis valores do Senhor.
 
Obs: ofereço ao escritor que fala bonito, mas
que deixou-se seduzir pelo humanismo, esquecendo-se
do Redentor que lhe dotou do dom da escrita.
 
por Wagner Antonio de Araújo

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Sobre a literatura, a fraternidade e a liberalidade


Meu fascínio por frases e citações vem de longe, de alguns livros da pequenina biblioteca de meu pai, mas principalmente de um certo livro, e sua história em especial. O livro é o Coquetel Literário (uma antologia de citações), calhamaço fascinante de quase 500 páginas, de autoria de Dário Derenzi, eminente e falecido dentista afeito às lides literárias. 
Certa feita, eu ainda moleque de meus quatorze anos, li em certo periódico sobre o lançamento de tal livro, uma edição do autor, não comercializada. Dava endereço para solicitação de informações. Eu, humildemente, enviei minha cartinha, solicitando informações sobre como adquirir o livro. 
Um belo dia eu estava com meu pai do lado de fora de nossa casa, cortando alguns galhos de uma árvore. De repente para um carro de luxo, presença estranha no bairro naquela época. Um homem saiu do carro, em trajes sociais, viu o número da casa pintado no muro, conferiu em um papel, e em seguida indagou ao meu pai: "O senhor é o senhor... hum... Sammis... Reachers?" "Não, o 'senhor' Sammis Reachers é ele", disse meu pai, espantado, me apontando. O homem me observou, também algo espantado, e em seguida me estendeu um pacote. "Este livro é para você. O Dr. Dário me pediu para entregar". 
O cidadão se deslocara da Tijuca até São Gonçalo (!!!!) para dar um livro a um desconhecido. 
Aprendi muitas coisas naquele dia. Aprendi sobre liberalidade. Sobre o apreço pela literatura, seu alto valor, não redutível a cifrões, e a fraternidade que ela promove entre os homens. E ampliei meu apreço pelas máximas. 
Com o tempo publiquei minha própria seleta de máximas, "SABEDORIA: Breve Manual do Usuário", creio que em 2006 ou 2007, por sinal uma de minhas antologias mais baixadas e compartilhadas em diferentes frentes. E agora, trabalhando em novos projetos envolvendo frases, me lembro com carinho da generosidade do velho Dário, de quem nunca tive o prazer de apertar a mão, senão em pensamento. 
Parafraseando Isaac Newton, se aprendi a fazer livros e a disponibilizá-los de graça, foi amparado nos ombros de gigantes!

Sammis Reachers

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

JESUS–NO NOVO FILME “BEN-HUR”–“É UM INSTRUMENTO” ?





Quem viu há anos, ou nas sucessivas passagens nos canais de cinema do cabo, o filme Ben-Hur, baseado no romance de Lew Wallace do século XIX, interpretado por Charleton Heston, lembrar-se-á de que a figura de Jesus aparecia apenas em silhueta. Embora o enredo do romance se reporte a “A Tale of Christ”.
A nova readaptação de “Ben-Hur”, de 2016, trata a mesma história, como uma aventura desse tempo, sobretudo aventura ética e religiosa, em que os judeus têm uma palavra de supremacia moral a contrapor aos romanos, reforçando no filme o que foi o romance, classificado com algum exagero como “o mais influente livro cristão do século XIX”.
No que concerne à figura de Cristo no filme épico pré-cistão de 1959, Jesus não aparecia directamente, mas apenas em silhueta. 
Neste filme de 2016, a personagem Jesus (o actor Ricardo Santoro) aparece para construir todo o sentido ao protagonista Ben-Hur e à sua transformação espiritual.
O actor principal, Jack Huston, no papel de Ben-Hur, para reforçar a aparição de Jesus no filme, valorizando com legitimidade esta mais valia do "remake" do clássico, declarou à imprensa que a figura divina aparece porque “Jesus é um instrumento”.
Compreende-se, embora desajustado, o que se quis dizer com isso, é que assim o filme reforça a mensagem cristã.
Mas Jesus Cristo não pode nunca ser visto como um “instrumento”. Talvez, sem querer, isso explique muito do que se passa com as “igrejas” neo-pentecostais, as IURD, e outras derivadas, que apresentam Jesus de facto como “um instrumento” para todas as coisas: financeiras, pseudo milagres, manipulação dos fiéis, etc.etc.
© 


sábado, 26 de março de 2016

QUEM FOI MÁRIO RIBEIRO MARTINS?


Filemon F. Martins


        Mário Ribeiro Martins nasceu a 07/08/1943, no agreste da Bahia, na cidade de Ipupiara, Região da Chapada Diamantina. Filho de Adão Francisco Martins e Francolina Ribeiro Martins. Aprendeu as primeiras letras nas cidades de Ipupiara, Morpará e Xique-Xique, tendo concluído o curso ginasial no Colégio São Vicente de Paulo, em Bom Jesus da Lapa.
        No Recife, fez o curso Clássico no Colégio Americano Batista Gilreath, onde também estudara Gilberto Freyre nos idos do ano de 1907. No Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil bacharelou-se em Teologia em 1970. Na Universidade Católica de Pernambuco licenciou-se em Filosofia Pura, onde também fez Licenciatura em Sociologia. Em 1972, bacharelou-se em Ciências Sociais, na Universidade Federal de Pernambuco. Ainda em 1972 terminou o Mestrado em Teologia, com especialização em História do Cristianismo, defendendo a tese “O Radicalismo Batista Brasileiro”. 
        Tornou-se professor na Universidade Católica de Pernambuco, na Universidade Federal Rural, no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil e na Escola Superior de Relações Públicas.
        Escreveu para os jornais, “DIÁRIO DE PERNAMBUCO” e “JORNAL DO COMMERCIO”, ambos do Recife, ao lado de MAURO MOTA, ORLANDO PARAHYM, NILO PEREIRA, ALBERTO CUNHA MELO e outros.
        Em 1973, na Espanha, fez cursos de Especialização na área de Educação Moderna e Sociologia, no Instituto de Cultura Hispânica de Madrid, além de Administração Pública, na Escuela Nacional de Alcalá de Henares. De volta ao Brasil, publicou: “GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE” (São Paulo - Imprensa Metodista, 1973), uma contribuição biográfica focalizando aspectos interessantes da vida do Mestre de Apipucos, posteriormente traduzido para o espanhol por Jorge Piñero Marques.
        Em 1975, transferiu-se para Anápolis – Goiás, onde se dedicou ao Magistério Superior, como professor da Faculdade de Filosofia Bernardo Sayão e da Faculdade de Direito. Depois de ter concluído o curso de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito de Anápolis, em 1976, tornou-se, através de Concurso Público de Provas e Títulos, em 1978, Promotor de Justiça de Abadiânia, atuando também em Corumbá de Goiás e depois, Anápolis.
        Aposentado em abril de 1998, como Procurador de Justiça do Estado de Goiás, transferiu-se para Palmas, Tocantins, onde passou a residir. Desde então, tem-se dedicado a atividades literárias, fazendo palestras, seminários e conferências sobre literatura goiana e tocantinense, bem como pesquisando material para novos livros. Fez curso de Pós-Graduação em Administração Pública, no III Ciclo de Estudos de Política e Estratégia, num convênio entre a Universidade do Tocantins e a ADESG (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra), quando estudou no Rio de Janeiro para complementação do curso, através de visitas aos diversos Ministérios e Instituições Públicas.
        Escritor, Cronista, Poeta, Sociólogo, Pensador, Mestre em Teologia, Ecologista, Filósofo, Jurista, Dicionarista, Biógrafo, Historiador, é autor de vários livros, entre outros: “CORRENTES IMIGRATÓRIAS NO BRASIL” (1972), “SUBDESENVOLVIMENTO-UMA CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA” (1973), “SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE” (1973), “MISCELÂNEA POÉTICA” (1973), “GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE” (1973), “ESBOÇO DE SOCIOLOGIA” (1974), “FILOSOFIA DA CIÊNCIA” (1979), “SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL” (1982), “LETRAS ANAPOLINAS” (1984), “JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS” (1986), “ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS” (1995), “ESCRITORES DE GOIÁS” (1996), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS” (1999), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS” (2001), “CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS” (2004), “RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS” (2005), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS” (2007), “DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMÍLIA RIBEIRO MARTINS” (2007), “A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS” (2008), “MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO E OUTROS ASSUNTOS” (2009), “ENCANTAMENTO DO MUNDO E OUTRAS IDEIAS” (2009) “CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES” (2010) “RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES” (2011).
        Em “MISCELÂNEA POÉTICA” revelou-se um excelente sonetista compondo sonetos como estes: MEDO DAS TREVAS – “Nos dolentes caminhos desta vida,/parei chorosamente pra pensar:/vi o passado – que grande ferida!/Vi o presente – que tempo vulgar! Com quase a minha fé desfalecida,/desvendei o futuro a me acenar:/contemplei minha nau quase perdida,/do encapelado mar se retirar. Encosta, encosta, encosta foi meu brado./Quando saiu meu grito desvairado,/a nau chegou ao cais lá no porvir. Que tremenda visão eu tive agora!/Que sonho! Que beleza! Amável hora,/pois acordei morrendo de sorrir.”
        VERGEL – “No meu lindo vergel de experiências,/colho versos de amor e de saudade;/vejo neles excelsa claridade/dos sonhos meus e das reminiscências. Passo horas e horas vendo estas essências,/do meu jardim, da rica mocidade;/busco aqui, busco ali sublimidade,/todos são versos, são resplandecências. Vivo dias e noites escrevendo/e minuto por hora vou relendo/os versos que me traz a inspiração. Extingue-se o prazer se perco um verso/e sinto toda a dor deste universo/quando me falta a rima em perfeição.”
        Em “CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES” uma série de artigos e crônicas publicadas em jornais e revistas ao longo de sua trajetória literária: “A história jamais resolverá o conflito entre a juventude e a velhice. Não é que a juventude seja inevitavelmente inimiga da velhice. O fato é que o ponteiro de equilíbrio entre as duas gerações tem estado em direção da juventude. Constituindo a maioria populacional, os jovens, como não poderia deixar de ser, brilham mais intensamente. Daí o uso de expressões, como “o mundo é dos jovens” e outras. Isto, porém, não dá o direito de negar à velhice grandes realizações em todos os tempos.” Do mesmo livro, o artigo sobre a IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA, “Não se pode negar a importância da Filosofia em qualquer faceta da vida humana. Embora o centro de gravidade dos interesses do homem esteja, modernamente, no campo da ciência e da tecnologia, exerce a Filosofia um atrativo impar e tem sua presença marcante no mundo moderno... A Filosofia tem um presente e terá um futuro como teve um passado de vinte e cinco séculos. Não tivesse ela a sua grandeza e a sua significação já teria sido abandonada pelo homem, como sói acontecer com tudo aquilo que é inútil ou que se torna desnecessário.”
        Considerado o maior Biobibliógrafo do Brasil, segundo LICINIO LEAL BARBOSA, advogado criminalista, professor titular da Universidade Católica de Goiás, manteve via Internet o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL com mais de 40 (quarenta) mil biografias, dentro de ENSAIOS, no site www.usinadeletras.com.br, além de publicar crônicas, artigos e discursos.
        É membro da Academia Goiana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, da Associação Goiana de Imprensa, da União Brasileira de Escritores de Goiás, da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, de Anápolis e da Academia Goianiense de Letras.
        Em outros Estados, é membro da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, da Academia Evangélica de Letras do Brasil, da Academia de Letras Municipais do Brasil, em São Paulo, da Academia Tocantinense de Letras e da Academia Pernambucanas de Letras e Artes.
        Algumas opiniões sobre o autor: “Mário Ribeiro Martins foi lançado por este jornal com uma série de artigos sobre Gilberto Freyre e sua adolescência religiosa, sendo hoje um dos melhores articulistas deste e de outros órgãos da imprensa”. José dos Reis Pereira (Jornal Batista-Rio de Janeiro, 31.12.74). “Um simpático Dr. Mário Ribeiro Martins publicou há pouco um opúsculo – GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE. Pena que não me tenha ouvido outras vezes. Eu lhe teria contado coisas talvez de interesse para o seu estudo”. Gilberto Freyre (Folha de São Paulo-SP, 29.03.81). “Quero cumprimentá-lo pelo seu livro “FILOSOFIA DA CIÊNCIA”, de excepcional qualidade, pela modernidade do texto, onde faz referência não somente às minhas obras, entre as quais, FILOSOFIA DO DIREITO, mas também ao Instituto Brasileiro de Filosofia que tive o prazer de fundar, em 1949, na capital paulista”. Miguel Reale, (in O Popular-Goiânia-23.10.79). “O presente trabalho – FILOSOFIA DA CIÊNCIA – publicado pela Editora Oriente, em Goiânia, de autoria do ilustre professor Mário Ribeiro Martins, não se restringe aos seus objetivos pedagógicos, mas busca, sobretudo, reafirmar a grandeza e a significação da investigação filosófica, através da qual o homem se descobre como ser no mundo, daí a razão por que se trata de um livro do mais alto valor, essencial à reflexão filosófica”. Benedicto Silva (Informativo da Fundação Getúlio Vargas - Rio de Janeiro – 10.06.81).
        “Pelo inestimável valor e magnitude de sua gigantesca obra, Mário Ribeiro Martins tem lugar garantido na honrosa galeria dos maiores escritores e homens de letras do Brasil”. Adrião Neto – Teresina, Piauí, 25.11.2004. “Prezado acadêmico Mário Martins, agradeço, sensibilizado, o obséquio de 2 (dois) exemplares (para a Academia e para mim), de seu belo DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, de fina sensibilidade e de importância histórica para as letras nacionais, retribuindo-lhe com o meu CEM SONETOS, publicado em 2006”. Ives Gandra da Silva Martins (Presidente da Academia Paulista de Letras, 07.12.2006).
          Seus trabalhos literários estão publicados em vários jornais e revistas, entre os quais, “Revista Nacional”, do Rio de Janeiro; “Correio do Ceará” de Fortaleza; “Diário da Manhã”, de Goiânia; “Jornal da Paraíba”, de Campina Grande; “O Progresso” de Dourados, MS; “Tribuna Piracicabana” de Piracicaba, SP; jornal “Manchester”, jornal “O Popular” de Goiânia, “Revista Brasília”, DF.
        Publicou artigos de crítica literária, em diferentes jornais, sobre uma infinidade de autores goianos e nacionais, entre os quais, José Mendonça Teles (O Anápolis-30.08.82); Modesto Gomes da Silva (O Anápolis-13.09.82); Gilberto Mendonça Teles (Correio do Planalto-31.1181); Bernardo Élis (Correio do Planalto-12.12.81); Jaime Câmara (Correio do Planalto-28.11.81); Paulo Nunes Batista (Correio do Planalto-29.05.81); Carlos Ribeiro Rocha (O Popular-10.07.77); Ursulino Leão (O Popular-13.11.77); Gilberto Freyre (O Popular-30.07.78, Correio do Planalto-série de 18 artigos, 5.07.80 a 13.09.80, Jornal do Commercio, Recife-04.10.72, Jornal Batista-RJ-16.07.72, Diário de Pernambuco-09.01.75.
        Outros artigos do autor na Internet, www.usinadeletras.com.br, sobre LICINIO BARBOSA E SEUS DEUSES E DEMÔNIOS, O GOVERNO DO TOCANTINS E A SEDE DA ACADEMIA, A INJUSTIÇA DOS CORREIOS COM AS BIBLIOTECAS, MIRORÓS (Bahia) – UM PROJETO INACABADO, RESTRIÇÕES À ENCICLOPÉDIA BARSA, VIAGEM PELOS RIOS TOCANTINS E ARAGUAIA, QUEM FOI JÚLIO PATERNOSTRO? O BRASIL ESTÁ VIRANDO UM PAÍS DE CORRUPTOS? A LEI BURLANDO A LEI, A SOJA COMO DESASTRE ECOLÓGICO, IOGA: RELIGIÃO OU TERAPIA? A CONSTRUÇÃO DO ROMANCE EM MOURA LIMA E OUTRAS FACETAS, ENCICLOPÉDIA LITERÁRIA E A ENTREVISTA DE JOÃO UBALDO RIBEIRO, UM BAIANO ILUSTRE (Milton Santos), CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS E DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL DE A a Z.   
        Está vinculado à “Sociedade de Homens de Letras do Brasil”, no Rio de Janeiro, à “União Brasileira de Escritores do Amazonas” e à “Associação Goiana do Ministério Público”.
        É biografado por Luiz Vital Duarte no livro “RUY BARBOSA – SUA OBRA, SUA PERSONALIDADE”, 1984. Figura no livro de José Mendonça Teles “GENTE & LITERATURA”, como um dos nomes ligados à literatura goiana. É biografado também no “DICIONÁRIO DE ESCRITORES PIAUIENSES DE TODOS OS TEMPOS”, de Adrião Neto, no “DICIONÁRIO DE ESCRITORES DE BRASÍLIA”, de Napoleão Valadares e no livro “A POESIA GOIANA no Século XX”, de Assis Brasil. 
        É verbete na “ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA”, de Afrânio Coutinho, edição do MEC-1990 e no “DICIONÁRIO LITERÁRIO BRASILEIRO”, de Raimundo Menezes. É referenciado no “DICIONÁRIO DE POETAS CONTEMPORÂNEOS”, de Francisco Igreja-1991. Citado no “DICIONÁRIO DA INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION”, de Teresinha Pereira, USA-1994. Mencionado no livro “SOCIEDADE GOIANA”, de Artur Rezende e presente em várias Antologias de poesia e prosa, entre as quais, “VENTANIA”, de Gabriel Nascente, “PLURICANTO”, de Joanyr de Oliveira e “ANUÁRIO DE POETAS BRASILEIROS”, de Aparício Fernandes-RJ.
        Por tudo isso e muito mais, Mário Ribeiro Martins foi um dos nomes mais expressivos na Literatura Brasileira, em especial nos campos da Sociologia, Filosofia e História.
Faleceu a 18/03/2016 em Palmas, Tocantins, onde residia, tendo sido velado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de Palmas e recebido homenagens da Academia Tocantinense de Letras, Academia Palmense de Letras e do Ministério Público do Tocantins. Seu corpo foi velado também no salão da Igreja Batista de Ipupiara, tendo sido sepultado no cemitério da cidade de Ipupiara, onde nasceu, com a presença de parentes, amigos e admiradores.

Deixou a mulher e duas filhas do primeiro casamento e quatro netos. No campo da Literatura deixou 36 obras publicadas. 

quarta-feira, 9 de março de 2016

Espartanos - Um conto sobre missionários


Espartanos

       Foi um e-mail de sua irmã, dando conta da tragédia.
      Éramos amigos da época do Exército, servimos juntos no extinto 3˚BI, em São Gonçalo.
      Após os dez meses regulamentares, dei baixa: planejava abrir o negócio que afinal nunca abri.
      Aritana (ele era um mulato com esse estranho nome de índio tupi) continuou na farda, engajou-se e chegou a 3˚ Sargento.
      Depois de sua baixa, foi homem de realizar nosso sonho: viajou para Aubagne, na França, e alistou-se na Legião Estrangeira.
      Ainda não contei porque Aritana, bem encaminhado no Exército Brasileiro, pediu sua baixa. Ele sempre sonhara ser um soldado na acepção veraz-voraz do termo: queria porque queria entrar em combate real, dizia mesmo que nascera para combater.
      Membro dos Comandos de Selva no Amazonas, aparentemente chegara onde queria: sabia das constantes e oficialmente abafadas incursões de membros das FARC colombianas território brasileiro adentro. Inimigos reais: Aritana precisava, e iria encontrá-los. Para isso fizera os testes e os extenuantes cursos para servir no Amazonas.
      Num estranho maio, chegou pela manhã a notícia, vinda via rádio de um informante duma tribo aruaque: dois barcos dos guerrilheiros desciam pelo rio Içá. O Comandante do Destacamento de Fronteira constituiu um Comando para ir de encontro ao grupo, mas excluíra Aritana da missão. A isso se seguiu uma discussão infrutífera, um frutífero soco no queixo do Comandante, um mês de cadeia e um pedido de baixa, para evitar a expulsão com desonra.

*  *  *

      Aritana chegou à Legião sonhando em combater. Onde fosse: operações da OTAN, Senegal, Chade, em Roma, Jerusalém ou no inferno.
      No último dia 14, ainda no campo de treinamento da Legião, em Castelnaudary, meu amigo espartano foi atingido acidentalmente pelo disparo de um fuzil bullpup FAMAS, arma regulamentar do Exército Francês. Tiro disparado por um recruta argelino.
      Morreu Aritana, o melhor soldado que vi, e de toda a galera do quartel, ou melhor, de todos os homens que conheci na vida, o melhor num combate corporal, sim, o melhor na porrada. Um gladiador nato, clássico. Um pedaço de aço, ou como eu disse, um espartano. Mas seus únicos combates na vida foram as lutas ferrenhas em busca de uma Luta, de um Sonho que sempre lhe fugiu; e nossas saudosas mas geopoliticamente irrelevantes brigas de bar.
      Mas por que relato sobre Aritana, por que sua história tem tirado meu sono nesses dias?
      Desde que me dediquei à obra de Deus, isso lá pelos idos de 1999, pouco antes de minha baixa, eu nutro o sonho de tornar-me também um diferente, um precioso e especializado tipo de soldado: um missionário. Percebi em algum momento que há uma e uma única causa por que combater, e qual é a verdadeira milícia e finalmente qual é a ponta de lança desta milícia. E tenho investido em cursos e livros, na consagração de minha vida, tarefas na igreja, do microfone à vassoura, da pá ao púlpito. E serviços comunitários em meus dias de folga, na intenção de adestrar meu espírito e meu corpo na arte de servir.
      E tenho encontrado a mesma resposta, as mesmas variações floreadas em que um ‘não’ alcança metamorfosear-se: “Nossa igreja não tem condições de enviar missionários”; “Você é louco? Vai morrer lá!”; “Mas e seu emprego, vai deixar um emprego tão bom para aventurar-se? Que desperdício, menino!”; “Ainda não é o tempo de Deus”; “Você não está capacitado”; “Ano que vem vamos entrar num propósito de oração, para Deus nos dar a direção sobre isso, irmão Sammis.”
      Tenho pensado sem parar em Aritana. Como ele, tenho há anos perseguido um sonho, tenho há anos visto ele ser-me negado, postergado, indeferido. O Universo não conspira contra mim, o Universo não conspira: tudo corre pela conta de Satanás, aliado à idiotice humana, esse outro obscuro deus, que por tanto e tantos responde.
      Não, eu não vou morrer sem ver o campo que o Senhor me direcionou. Não vou morrer aqui no solo cristão de um país cristão servindo principalmente a cristãos ou a uma maioria de renitentes já enfadados de ouvir a mensagem. Ainda que ela deva continuar a ser despejada a tempo e fora de tempo, como o bombardeio da luz do sol que não se esgota e jamais murmura, prefiro e vou bombardear solo virgem, extensões de trevas que nunca viram luz ou arado. Devo e vou morrer num lugar onde precisam de quem morra, onde desesperadamente anseiam por uma migalha da mesa do que aqui sobeja.
      Vendi minha casa. Moro sozinho e ainda não falei com minha família, mas isso é o de menos. O valor levantado permitirá que eu viva no campo por quase dois anos; com essa quantia em mãos a Agência Missionária resolveu aceitar-me. É uma Agência interdenominacional, sem condições de sustentar missionários. Apenas assessora, ajuda, pastoreia os pastores que envia. A quantia é muito mais do que muitos dos que partem dispõem, muito mais do que aquilo, entre realidades e as sempre muitas promessas, com que podem contar. E para além disso, não existe a fé? É hora de dar um salto kierkegaardiano, é tempo de experimentar essa arma, para além dos pacatos ensaios no simulador que a vida cristã aqui tem sido.
      Não, eu não vou morrer boicotado pelos generais, eu não vou morrer ferido num quartel, eu não vou morrer quando prestes a lançar-me; não vou morrer sem experimentar o verdadeiro combate. Parto ainda esta semana.
      Nosso velho sonho de guerra, Aritana. De alguma maneira vou realizá-lo.

Sammis Reachers



terça-feira, 15 de setembro de 2015

A literatura e as artes cristãs em revista: AMPLITUDE




AMPLITUDE é uma revista de cultura evangélica, com foco principal em ficção e poesia. Mas nosso leitmotiv, nosso motivo de ser e de existir, é a arte cristã em geral: Transitamos por música, cinema, fotografia, artes plásticas e quadrinhos. Publicamos artigos, estudos literários, crônicas e resenhas.
      Nossa intenção diz respeito àquela despretensiosa excelência dos humildes. Nosso porto de partida e porto de chegada é Cristo. Nosso objetivo é fomentar a reflexão e a expressão, AMPLIAR visões, entreter com valores cristãos, comunicar a verdade e o belo e estimular o engajamento artístico/intelectual entre nossos irmãos.
Nosso preço é nenhum: a revista circula gratuitamente, no democrático formato pdf.
      AMPLITUDE, revista cristã de literatura e artes, nasce como um espaço inter ou não-denominacional aberto à criação daqueles que por tanto tempo foram silenciados pela visão oblíqua e deturpada do velho status quo que via nas expressões artísticas algo menor, indigno ou mesmo inútil ao cristão ou à igreja.  Um fórum para os que tem-se visto alienados de veículos de expressão, de formas de publicar/expor/comunicar, de interagir entre pares, e para além dos pares.
      Esta revista nasce com dois anos de atraso, desde a gestação da ideia de uma revista dedicada fundamentalmente à nossa literatura, em conversações com o poeta e escritor lusitano J.T.Parreira. Porém, projetos outros impediram naquele momento a concretização da ideia.
      Como a focalização de nossas lentes recai fundamentalmente sobre a ficção e a poesia, esta edição inaugural chega com força total: são oito contos. Na poesia, contamos com nomes consagrados como o próprio J.T.Parreira, Israel Belo de Azevedo, Joanyr de Oliveira, Gióia Júnior e outros, aliados a novos nomes de excelente produção.
      O anglicano George Herbert, uma das figuras centrais dos assim chamados poetas metafísicos ingleses, inaugura a seção Jardim dos Clássicos.
      Marcelo Bittencourt apresenta sua história em quadrinhos Pobre Maria, encantando com seu texto e sua arte.
      Na seção de entrevistas, iniciamos com Veronica Brendler, idealizadora do Festival Nacional de Cinema Cristão.
      As artes plásticas são contempladas na seção Galeria, que abre suas portas com a obra de Rafaela Senfft, que também comparece com o artigo A arte moderna e a cosmovisão cristã.
      E vamos aos contos: O saudoso Joanyr de Oliveira, verdadeiro patrono da (boa) literatura evangélica, faz-se presente com o conto A Catequese ou Feliz 1953, onde o autor revisita os porões da ditadura brasileira, inspirado em eventos autobiográficos. J.T.Parreira comparece relatando sobre as crises ontológicas de Pedro, em Os Pronomes; e ainda o fino humor de Judson Canto em Uma mensagem imprópria; um singelo conto de Rosa Jurandir Braz, Você aceita esta Flor?; Célia Costa com o brevíssimo O que poderia ter sido, sobre o que poderia ter sido naquele Jardim de possibilidades; Margarete Solange Moraes com o pungente Filhos da Pobreza; este humilde escriba comparece com um conto de ficção científica, Degelo, ambientado em futuro(s) distópico(s); e Hêzaro Viana, fechando a edição com um forte e terno conto, Por Amor, em 12 páginas de ótima prosa.
      Confira ainda as seções: Notas Culturais, com pequenos flashes sobre o que rola na cena cultural cristã (e fora dela); Hot Spots, abarcando a cada edição citações da obra de um grande autor; Parlatorium, com citações diversas de autores de ontem e de hoje; e Resenhas, abarcando livros, música, cinema et al.

Para baixar a revista pelo site 4Shared, CLIQUEAQUI.
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Para ler online ou baixar a revista pelo site Issuu, CLIQUE AQUI.

Caso não consiga realizar o download, solicite o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Antologia de Teatro Missionário - Envie seus textos e faça parte deste projeto


Queridos irmãos,

Buscando sempre servir a Igreja, da maneira mais ampla e franca possível, como já temos feito ao longo dos anos, é com alegria que convido os irmãos a participarem do nosso mais novo projeto editorial, a Antologia Teatro Missionário. Nossa ideia é suprir uma lacuna ao reunir uma significativa seleta de peças, representações e jograis, APENAS sobre os temas de Missões e Evangelização. E isso num livro GRATUITO, a circular somente como e-book, livremente acessível para qualquer igreja, qualquer pessoa.

Em colaboração com a autora Vilma Pires (ela é também promotora missionária, e mantém os blogs Celeiro de Missões e Ensinar Brincando), estamos trabalhando à quatro mãos para oferecer mais este recurso gratuito para nossas igrejas.

Por isso viemos convidar a você que escreve peças, você que é autor e confia na qualidade do seu trabalho, a colaborar com esta obra, que desde já é de toda a igreja. Envie seus textos para nossa  avaliação. Caso aprovados, serão incluídos na obra.

Se a sua ideia é boa, mas você teme pela correção do texto, não se preocupe, pois estamos aqui para efetuar as correções necessárias, somando forças pela excelência do trabalho, para que em tudo possamos glorificar o nome de Cristo. Envie seu material!

Atenção: não se tratam de textos evangelísticos, com mensagens cujo foco está na conversão e salvação de almas, mas de textos sobre a importância/necessidade da evangelização, e sobre a obra missionária.

Escreva para nossos e-mails: sammisreachers@ig.com.br  ou  vilapores@yahoo.com.br


Sammis Reachers

domingo, 22 de julho de 2012

Novo livro de Sammis Reachers, Poemas da Guerra de Inverno



Desde a minha mais tenra infância, a Segunda Guerra Mundial foi o evento histórico que mais me fascinou e, como tal, eu lia e via tudo a respeito. Há algum tempo, tomei a resolução de elaborar uma pequenina antologia de poemas sobre a Segunda Guerra, da lavra de significativos poetas de todo o globo, com a condição de terem sido contemporâneos ao conflito. Ainda que trabalhos correlatos existam em inglês, não são nem um pouco comuns em nosso idioma, e minha ideia é sempre, para usar uma expressão tão marcial, franquear tudo gratuitamente na internet, publicando em formato de e-book.

Ideia puxa ideia, e acabei escrevendo, há algum tempo, uma série de três poemas sobre a Segunda Guerra (A Neve/O Trigo /A Náusea). Pretendia publicá-los com notas explicativas (necessárias para aqueles que desconhecem detalhes do conflito, para facultar a plena compreensão dos fatos citados nos textos) em algum blog. E por fim, pensando em tais notas, me veio a ideia de escrever mais alguns textos assim, ambientados seja na 2° Guerra, seja também em outras guerras ou regiões/períodos conflagrados. E numa mesma semana vieram uns 7 ou 8 poemas... E assim foram emergindo. Somando-se a alguns outros, mais antigos, mas de temática ou roupagem de fundo bélica, eis aqui formado este estranho libreto de poesias tristes...

Os poemas aqui reunidos foram escritos sob a égide existencialista, à sombra ou estranha luz de uma profunda percepção da Queda, e a angústia inolvidável que a condição humana (angústia que numa guerra é holisticamente potencializada ao seu nível máximo – e eis daí meu interesse na guerra máxima) influi em cada uma de suas partes, cada um de nós. Tudo é vaidade, diz o Eclesiastes, tudo é dor, diz Schopenhauer: Cristo é Tudo por ser a única coisa anti-dor que jamais existiu em nossa Realidade pós-Queda - do Absurdo o escape, Porta e Única Porta para devolver ao homem/Universo o estado de Graça primordial.

O pano de fundo aqui, como dito, é a Guerra, diluída narrativamente em diversas (no tempo e no espaço) guerras já travadas; a grande maioria dos poemas fala na primeira pessoa, e a persona é o soldado, ou melhor, o soldado-vítima, pois o que combate em meio a tanta dor, retroalimentando-a, é ele próprio as primícias das vítimas do caos. Um dos títulos para esta pequena série de poemas seria mesmo Poemas de Soldados Mortos, mas declinei, pois nem todos conseguem aqui escapar pela morte. Datas e locais foram afixados na maioria dos poemas; mas fora os três primeiros textos que abrem o livro, evitei estender-me em notas explicativas sobre os demais. Sei que seriam necessárias. Mas afinal este é um livro eletrônico, e tem-se sempre ao alcance dos dedos a Wikipédia, e tudo o mais que o Google pode oferecer.

Dividi o livro em duas partes, Omnia Funera (‘Todas as Mortes’), com os poemas ambientados na Segunda Guerra; e Omnia Fragmenta (‘Todos os Fragmentos’), com os demais textos. Nestes, estamos num momento encurralados em Diu, a fortaleza portuguesa encravada durante séculos na Índia; somos em seguida um samurai ferido numa fortaleza em chamas do Japão feudal, absorto entre ser ou não ser; caímos numa estrebaria imunda na imunda Guerra do Paraguai, ou escapamos do Vietnã durante a Queda de Saigon (ou a Libertação, pois como qualquer poema, depende tudo do coração de quem lê); somos um cão humano marchando para a corte de Luís XVI, ou um soldado solitário de Esparta a profetizar sobre coisas que desconhece... 

Leia o livro online, clicando AQUI.

Para baixar o livro em formato PDF, clique AQUI.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Acerca da Intentona dos Ressuscitados do Planeta Fesann: Fragmentos de uma carta rebelde



Sem-Nome a todos nas três luas de Fesann: Luz e Paz.
Este é o último comunicado geral a vós todos endereçado,
haja vista a iminência de nosso ataque.
O dia já foi assinalado. Ficai atentos:
ao toque da Tricórnea trombeta do General Alado Ralifax,
o Porta-Estandarte,
iniciaremos nossa parte do ataque;
o Generalíssimo Alado Ghalifax e suas
Hostes de Honra atacarão pelos céus,
enquanto os Servos Fiéis avançarão pelas terras
flanqueando as forças terrestres do inimigo

Nós atacaremos por baixo e de dentro,
usaremos as sombras, os túneis e esgotos
de nossa habitação

Repassem a mensagem a cada cão,
cada despedaçado que traga secretamente em seu seio
a marca cruciforme
urge que esta mensagem flua por cada sarjeta,
nas prisões, nas cozinhas e serventias dos palácios
sabotaremos todas as estruturas de suporte
da Opressão de Xathan
disseminaremos a gloriosa Mensagem da Chave
no miolo próprio da Fornalha Infernal

Aquele que contra tudo e todos
nos abriu a Porta
conta agora conosco

Nunca houve ilusões, e agora mais que nunca
seriam tais coisas inúteis a nós e ao Rei:
 somos os sem-patente do Exército do Monarca,
sabotadores e guerrilheiros,
e plenamente dispensáveis. A nós
caberão as missões suicidas:
que cada um rogue por fortaleza
para suprir suas muitas fraquezas.
Quando, cercados pelos inimigos no meio dos quais
muitos de nós habitamos como serviçais ou escravos,
revelarmos nossa natureza de (também nós, os cães!)
Combatentes da Luz,
nenhum Exército regular nos apoiará (os Servos Fiéis
sequer sabem de nossa existência),
e o inimigo não fará prisioneiros a tais como nós.
Pelo contrário, muitos ainda rirão e escarnecerão
de nosso esforço. Não importa;
cada um tenha a sua morte como certa,
cada um
não esqueça em nenhum instante
do Poder da Chave que abriu nossos sepulcros.
Em sua misericórdia, Ele reservou-nos
um lugar na Batalha Final, e deu honra aos sem-honra.
Ele conta conosco, aleijados e prostitutas,
e disse em sonhos a Wass Gordo
que ama-nos a todos;
- marchemos, pois para o matadouro
a morrer para que Ele viva!

Não teremos armas de Luz,
como os Alados, ou armas de Fogo como os Fiéis.
Os Irmãos Alados estarão ocupados
na ofensiva principal contra os Avatares do Ar
e os Servos Fiéis precisam cercar todas as hostes inimigas em terra
em uma única noite, e toda a força lhes será necessária.
Lutaremos com paus e pedras,
navalhas e estiletes,
se necessário for
explodiremos nossos corpos sem valor
(no mês de Lazzul fizemos circular a instrução
acerca do fabrico de explosivos bio-corporais.
Os que ignoram tal comunicado contatem
seus líderes de Rede).
Desde já nossa honra a Parcehass, Eizel-Sem-Pernas
e Monóculo, que foram as primícias dos que
ofereceram-se para serem portadores
das bombas corporais. Honra ainda a Helceia
de Hoxx, por
...   ...   ...
(neste ponto foi rasgada a carta).

Sammis Reachers

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

CONTÉM: ARMAS PESADAS - Ode à alteridade - Novo livro de poesia de Sammis Reachers


CONTÉM: ARMAS PESADAS
Ode à alteridade

Apresento a vocês meu mais novo livro, um deveras estranho livro de poesia.
Mas de que se trata, com título e subtítulo já tão (ou tão pouco) sutis? Esta é uma história de ação? Sim, um talvezépico sujo. Pois há muito de triller cinematográfico aqui, nesta ficção poética, belicosa história de amor, de perdições e redenções. O discurso poético praticado é experimental: fragmentário, interativo. É um livro para ser lido online, um exercício amplo de hipertexto ou hiperliteratura, um livro que entre as interatividades propostas chega a possuir capítulos secretos (como fases bônus num jogo de videogame). Mas quanto ao teor e o conteúdo total dos experimentalismos, você precisará ler o texto para descobrir. E há muito a ser descoberto.
Cada capítulo/poema é precedido por uma fotografia também de minha autoria, num planeamento gráfico objetivando simbioticamente se integrar e promover (antecipando/amplificando, e mesmo desconstruindo) os subclimas que irrompem aqui e ali no texto, com suas pitadas embaralhadas de noir, (pós?)romântico, romanesco, épico, etc.
O texto pode, pela rudeza e estranheza (a alteridade mesma) do discurso, espantar algum meu irmão na fé acostumado à poesia dita cristã, devocional, embora a mensagem de redenção (ou melhor, de redenções) seja o mote central do poema.
Antes de minha conversão, o experimentalismo era a principal linha poética que eu perseguia, quando editava o fanzine Cardio-Poesia, onde praticava experimentalismos tipográficos e artesanais, como rasuras, colagens, etc., no que muitas vezes era quase um ‘fanzine-objeto’.
Este texto é um (febril, escrito/fotografado/editado em dois meses) exercício, anos e anos depois, de retomar aquela velha veia experimental.

Leia, indique, compartilhe em seus círculos, redes sociais. E me diga o que achou, escreva para esclarecer alguma dúvida. Estou aqui.
O livro possui 43 páginas, em pdf.

Para baixar o livro, CLIQUE AQUI.
Leia online no Scribd AQUI.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Um novo blog para a Poesia Maior: Mar Ocidental


No quase longínquo ano de 2000, o jornal Folha de São Paulo publicou uma lista elaborada por especialistas, listando o que consideravam ser os melhores 100 poemas internacionais do Século XX

Mas o título deste post fala primeiro de um novo blog literário. Pois bem, criei a pouco tempo um novo blog, o Mar OcidentalO objetivo deste blog é ser uma espécie de revista de literatura, a enfatizar a Poesia, mas com canal aberto para a prosa e as artes plásticas. Um espaço de publicação dos mestres da arte poética de todos os tempos e quadrantes, e ainda traduções, ensaios, notícias literárias, resenhas de livros, etc. Se o blog Poesia Evangélica atém-se a divulgar e promover especificamente a nossa poesia cristã em suas múltiplas formas, este Mar Ocidental tem um caráter mais secular. Um espaço de enlevo e também de aprendizado, terreno fértil para a lavoura de todos os amantes da Poesia, e todos que exercem e aspiram a exercer melhor a arte poiétika. Vale dizer ainda que este é um blog coletivo, onde colaboram muitos outros autores, como J.T.Parreira e Rui Miguel Duarte.


Ah, voltando à referida lista dos melhores poemas: você pode lê-la aqui. E irei publicando os poemas listados, na medida do possível, no blog Mar Ocidental, para deleite dos leitores. Por ora, você pode ler por lá os poemas À Espera dos Bárbaros, de Konstantinos Kaváfis; o grande A Terra Desolada (The Waste Land), de T.S.Eliot, com razão eleito o melhor poema do século pretérito, e ainda Velejando para Bizâncio, de W.B.Yeats.

sábado, 26 de novembro de 2011

Wallysou Entrevista Wilma Rejane autora de Às Margens do Quebar



 Peraí pessoal, tô chegando. Wally? Cadê você? ham, ham


Por Wallace Sousa


1. Por que o nome A Tenda na Rocha e como surgiu a ideia de escrever posts / textos devocionais?

Comecei a escrever devocionais tão logo me converti, no ano de 2003. Havia perdido a visão do olho direito e me entregado inteiramente ao Evangelho, de forma tão radical que Deus precisou ir me moldando. Eu dormia e acordava lendo a Bíblia e dizia para meu esposo, Franklin: "Deus me chamou com o propósito de ensinar a Palavra, Ele me disse que vou pregar as nações." Eu queria dar o melhor de mim por gratidão, por ter sido curada de minhas dores e principalmente por ter sido salva. Existia um Bálsamo Curador e Transformador e muitas pessoas perdidas, precisando conhece-Lo. Comprei uns cadernos grandes e fui escrevendo mensagens. Inicialmente pensei em ministrar de forma itinerante: em reuniões domiciliares. O que eu precisa aprender era que para tudo tem um tempo e a obra não era minha, mas de Deus. A Seu tempo.

Deixei o trabalho de jornalista e passei a me dedicar a Teologia. Não estava acostumada a ficar sem emprego, mas por dois anos seguidos não me faltaram lugares para ministrar a Palavra, quer seja no púlpito, nas EBD's e no programa de rádio. Vi Deus operar: curar enfermos e salvar vidas! Até que nossa família mudou para Teresina e fiquei alguns meses "alisando banco".  As igrejas já estavam com seus quadros de lideres formados e eu teria que esperar até a próxima eleição se quisesse trabalhar em algum ministério.  Fiquei "me moendo" por dentro, com vontade de ensinar e participar de forma mais ativa das atividades na igreja,  um ano era uma eternidade! Ai entra o blog. Meu esposo viu minha inquietação e ladainha (risos) daí disse: vou criar um blog para você publicar suas mensagens. Vocês acreditam que relutei? Eu nem sonhava que essa seria a maneira de ver cumprida a promessa de Deus sobre "pregar as nações". Quando enfim aceitei, não tive dúvidas sobre o nome: A Tenda Na Rocha, baseado em Isaías 54 que diz: "Alarga o lugar da tua tenda; estenda o toldo da tua habitação, e não impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas". Esse verso estava sempre presente em minhas orações por salvação de almas.   

2. Quem é Wilma Rejane, a editora do ATR? Qual é o segredo para escrever textos tão espiritualmente profundos?

A esperança é o sonho do homem acordado.
Aristóteles


Sabes que faço Filosofia, né? Essa pergunta "quem é você" é profundamente filosófica. Posso dizer que sou muitas coisas e ainda assim não dizer quem sou, por não ser suficiente. Vou escolher a definição sobrenatural dos  nascidos de novo: "E assim que se alguém está em Cristo, é nova criatura, as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo" II Cor 5:17. Sou essa nova criatura que carrega em si a graça e a virtude de Jesus, a vida abundante conquistada na cruz. Acredito firmemente que o segredo dos textos está em Deus. Ele tem poder de transformar coisas simples em tesouros.


3. Como nasceu o sonho de publicar um livro de devocionais, em um mercado aparentemente saturado e pouco responsivo a esse tipo de obra literária?

Sou movida a promessa, Wally. O livro  foi gerado na promessa de "ensinar a Palavra, pregar as nações". Isso pode soar grande demais, para algo que nasceu e caminha ainda de forma tímida- se comparado a outros ministérios. Mas, o que me alimenta dia após dia é olhar para trás e perceber o grandioso agir de Deus para trazer a existência o que antes era apenas sonho. As pessoas têm sede de Deus e embora os Devocionais não estejam na lista, no ranking dos livros mais vendidos (nacional e internacionalmente) eles sempre terão público. Esse estilo literário independe de modismos, porque A Palavra de Deus jamais passará! 


4. Como foi a sensação de ver seu primeiro livro praticamente esgotado logo após ter sido lançado? Você comprou todos os exemplares para dar de presente (risos)?

Preciso contar uma breve história. Escrevo desde a adolescência e nos concursos de poesias, redações e outros gêneros literários, lá estava eu. Ganhei um concurso de conto regional muito disputado,   concorrentes de todo o estado do Piauí. O conto Parnaiboleta tinha como cenário o rio Parnaíba que corta o estado, no enredo inclui uma linda estória sobre borboletas. Meu esposo sempre me incentivou muito e até me deu uma escrivaninha cor de rosa, onde eu sentava e escrevia por horas, principalmente poemas. Esses poemas, ele compilou e intitulou de "Amor Eterno", quem sabe um dia eu publique.

Com a conversão surge uma nova fase de escrita onde Às Margens do Quebar entra como parte das promessas que falei no inicio da entrevista. Se Jesus está no barco, por que temer? Não tive dúvidas de que o livro seria bem aceito, pela maneira como tudo foi acontecendo. Deus levantou um pastor lá de Feira de Santana, (Bahia) chamado Marcos Sampaio que me escreveu um e-mail pedindo para publicar os estudos do blog pela Editora dele. Pr. Marcos tinha o dom de me fazer chorar por que ao ouvi-lo era como se Deus estivesse falando através dele. Organizei tudo muito rápido, mas por uma série de motivos não deu certo publicar com ele. A primeira edição do livro saiu pela Editora Oxigênio e eu não comprei todos os exemplares Wally!! (risos).

5. Quais são seus projetos para o futuro, tendo em vista esse sucesso precoce?

"Sucesso precoce", é? (risos). Ihhh! Imagine ai uma mulher que sonha! Os projetos nem caberiam aqui. Mas já que estamos falando de livros vou por esse caminho. Estou escrevendo dois livros: Um romance cristão sobre Sara e Abraão, creio que grandes coisas Deus fará através dessa obra. Nela falo  especialmente sobre " dar a luz, trazer a existência, fazer cessar a esterilidade" e  não é maravilhoso Deus ter concedido minha visão de volta em pleno processo de escrita desse livro?

Também estou escrevendo uma ficção cristã, que está ficando igualmente bela. Não tenho previsão de quando concluirei esses trabalhos, eles serão gerados sob oração e determinação, porque é um grande desafio concluir um livro.  Minha missão de professora, apesar de gratificante, me deixa exausta! Escrever - pelo menos para mim- requer mente e corpo descansados, em harmonia com Deus e com o mundo.


6. O que lhe dá mais prazer como blogueira e escritora cristã?

Sem dúvida é ver vidas transformadas, essa é a maior recompensa. Por todos os motivos já citados, considero o blog um ministério e não posso pensar diferente uma vez que recebemos no Tenda testemunhos diários de vidas restauradas pela Palavra de Deus. Tenho carinho especial pelos filhos desse ministério que nos escrevem contando de como foram impactados pelas mensagens.

Recentemente recebi e-mail de uma senhora chamada Marta Amador Chaga, de São Paulo. Ela havia me escrito pedindo oração . Respondi com o Salmo 9:1, ela guardou a Palavra no coração, eis a resultado da fé da irmã:

"Amada irmã Wilma,  minha mãe voltou a andar, o meu irmão já havia comprado a cadeira de rodas, mas o Senhor operou grandemente. Deus os abençoe. Um grande abraço."

Tem uma leitora chamada Alice Rampani, do Paraná. Ela está preparando testemunho para publicar no Tenda. Essa jovem aceitou Jesus como Salvador, se batizou e demonstra muito amor pelo ministério evangelístico. Semana passada nos falamos e ela me disse: "Irmã Wilma, estou aguardando o cumprimento de mais uma promessa para incluir no testemunho". Quanta alegria sinto em meu coração em ver a fé brotando nos corações! Glórias sejam dadas a Deus! Enfim, são muitos testemunhos ao longo desses quase quatro anos de blog.


7. Um pedido a Papai do Céu...

A lista de pedidos é grande! Mas como você me pede um, facilita, né? (risos). Oro a Deus para que essa segunda edição de Às Margens do Quebar, alcance vidas conduzindo-as até Jesus; Único e Suficiente Salvador. Que a leitura das mensagens contidas no livro sejam como um bálsamo a consolar e fortalecer a fé das pessoas.

8- Onde encontrar a segunda edição do livro? Já esta a venda?






A segunda edição está saindo pela editora Àgape que é um selo editorial da grande editora Novo Século. Está a venda em :


Quero agradecer aos leitores do Tenda na Rocha, como sempre digo: Vocês são parte dessa promessa, Deus abençoe a vida de cada um e aos que mesmo sem me conhecer ou conhecer o blog já adquiriram ou ainda vão adquirir o livro: Obrigada!

Obrigada pela entrevista mano Wally. Depois que Deus me devolveu a visão do olho direito é que fui perceber que pareces com aquele ator global Marcelo Serrado (plim, plim!) não fica convencido , tá? (risos) Pode desligar o microfone.