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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Jesus e a Música das Esferas, um conto de Sammis Reachers


Jesus e a Música das Esferas

      Éramos apenas eu, João e André, com Ele na face norte do monte Shir, defronte ao mar da Galileia. Os demais companheiros permaneceram em Tiberíades, em casa de Zebulom, colaborador judeu egresso do Ponto.
    Sobre o pico do monte, sendo fustigados por fortes ventos, Jesus convidou-nos a sentar. A seguir, abrindo o seu alforje, retirou uma flauta. De minha parte jamais a vira; quedei, como os demais, em abnegado e atônito silêncio. Levou o Rabi a flauta à boca; antes do toque entre lábio e madeira, julguei ter visto um sutil sorriso, que Ele só liberava quando prestes a externar esplendor.
    Quando a música, robusta, estabeleceu-se pelo ar, o ventou apertou. O mar lá embaixo encrespou-se, ondas passaram a estrugir contra as rochas, levantando uma fresca nuvem de gotículas que sobrescalavam até o alto da montanha, borrifando nossas faces. Permanecíamos sentados, enquanto Deus-andarilho tocava sua flauta.
    Houve um hiato na melodia; mas breve o Senhor retomou a música, agora suave e terna. O mar como que silenciou, enquanto multidões de aves marinhas passaram a sobrevoar o mirante em que estávamos, realizando sua marcha perfeita, como as Legiões de César. Absortos, éramos enlevados por seu baile, e curados pela música.
    André sorria maravilhado, tornado à infância pelo deslumbre. João conservava a expressão grave, o susto seco de quem faceara o abismo e a impossibilidade. Aproximou-se ainda mais do Senhor, como sempre fazia em momentos como este. Quando Ele novamente pausou a música, perguntou-lhe:
    — Mestre, é maravilhosa a melodia, e jamais ouvimos nada assim. Sequer já o vimos tocar; por que nos ocultou tal cousa? O Senhor poderia tocá-la para que os demais discípulos, ou mesmo todas as pessoas a ouçam? Dariam nisso mais glórias a Deus!
     O Mestre, que por João nutria perfeita ternura, sorriu.
    — Todo aquele que quiser pode ouvi-la, João; desde que criei esta Terra, a melodia jamais cessou de tocar. Ela respira quando tu respiras, e firma o chão sob teus pés, quando caminhas; ela dá crescimento às plantas e move as esferas. A tudo une e anima; leva a traz minhas ordenanças. Ela é minha Palavra criadora ininterrupta, que existe e subsiste em forma de música. Quando é preciso, como agora, ela recrudesce à forma de palavra de homem, assim como eu próprio esvaziei-me até a forma de filho do homem. Aguce teus ouvidos, ó menor de meus irmãos: Não pode ouvi-la?
   João silenciou, sustentando seu olhar de assombro, agora o dirigindo, inquiridor, para a paisagem.
    — E você, Mateus, pode ouvi-la?
    Deitei-me sobre a rocha; fechei os olhos, como quem se estende sobre a fruição, o devir. Não sentia, como João ou como quem é ferido por um aguilhão, tolhido por cadeias, necessidade de racionalizar. Aleijado na humildade de minha condição de pó, nada respondi ao Mestre - mas num repente o silêncio atmosférico, o próprio silêncio cósmico pareceu ganhar cores em meus ouvidos, numa vibração surda que ia preenchendo dimensões que eu sequer intuíra existir, e como que a tudo completava, ligando, ponto a ponto, a todas as coisas.
    Cerrando com ainda mais força os olhos inundados, sorri.


Nota ao leitor desavisado: Caro leitor, claro está que a situação aqui relatada jamais aconteceu, sendo uma perfeita ficção. Tão ficção que o palco onde transcorre a ação, um monte Shir (do hebraico, música), jamais existiu.

Sammis Reachers

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A Queda humana e o nascimento da Esperança


“A poesia, a mais intima, é serva da esperança e esperança é transcendência. 
É a grandeza das pequenas coisas, o que não se corrompe”.
Adélia Prado

De nossa rebelião contra Deus originou-se a Queda; de nossa imediata rebelião contra a Queda originou-se imediatamente a Esperança.
Metaforicamente, a Queda deu-nos esses filhos: Caim e Abel, Morte e Esperança.
Se a Esperança é essa menininha tão forte, tão experimentada nos combates, ‘a última a morrer’, como assevera o ditado, é simplesmente porque ela nasceu em nosso dia mais negro, nossa noite mais densa, e como já falei em outro lugar, ela é plantação de Deus: a Queda a regou e fez germinar.
Sim, você pode fugir da especificidade da metáfora e tornar para a literalidade, você pode dizer: “Mas Caim matou Abel”. E eu lhe direi: Sim, e Caim não venceu; apenas deu o start, deu início à partida. Partida que foi vencida por um nazareno. 
Mas a guerra, vencida, continua: há bolsões de resistência e enclaves onde apenas o inimigo faz-se presente. A guerra precisa ser levada até eles; levada a todos os rincões. Para cada povo, língua e nação. E então, sim, virá o fim. Com o retorno do Filho do Homem, ou seja, o Filho da Esperança. Filho do Homem, Filho da Esperança: agora você pode entender melhor esse nome?

Sammis Reachers

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Jesus, inigualável


por George Gonsalves

Ninguém nasceu como Jesus: "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)" (Mt. 1:23).

Ninguém falou como Jesus: "Jamais alguém falou como este homem" (João 7:46).

Ninguém olhou como Jesus: "Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente" (Lc. 22: 61-62).

Ninguém curou como Jesus: "Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença" (João 9:32).

Ninguém foi tocado como Jesus: "tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste. Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada. E logo se lhe estancou a hemorragia, e sentiu no corpo estar curada do seu flagelo" (Mc. 5:27-29).

Ninguém amou como Jesus: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos" (João 15:13).

Ninguém viveu como Jesus: "Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente" (João 15:13).



Ninguém morreu como Jesus: "E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas; abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram" (Mt. 27:51-52).

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O MAL DA MULTIDÃO



“E uma grande multidão seguia a Ele, inclusive muitas mulheres que choravam e pranteavam em desespero.” (Lc 23.27).

É notório em todos os relatos bíblicos sobre as atividades de Jesus, em seu ministério terreno, o ajuntamento das multidões. Jesus forneceu-lhes alimento, curou seus enfermos, expulsou demônios que os atormentavam; enfim, o Senhor deu ao povo aquilo que ele queria: alimento, saúde, felicidade. Os homens querem “o bom e o melhor” deste mundo.
Lá em Caná, na festa de casamento, a própria mãe de Jesus preocupou-se com a necessidade material do noivo e de seus convidados. Quando o Senhor ensinava aos discípulos, o povo se amontoava ao redor deles, porque sabiam que lhes viria pão e peixe. O ser humano é tão arraigado ao que é terreno, que se torna incapaz de cogitar coisas superiores. “Portanto, visto que fostes ressuscitados com Cristo, buscai o conhecimento do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Pensai nos objetivos do alto, e não nas coisas terrenas;...” (Cl 3.1-2).
No Éden, Adão teve sua atenção chamada para a satisfação do instinto, para o que lhe traria prazer físico. Viu que o sabor era apreciável, então, trocou a sua relação com Deus e buscou o que lhe ditava a curiosidade, sem se dar conta de que ali nasceria o cumprimento de sua sentença de morte. A cogitação material transforma o homem em material, logo, pertencente à categoria dos elementos corruptíveis.
A Antiga Aliança provia a nação escolhida de riqueza material, desde que observasse os mandamentos, as leis estabelecidas no período mosaico. Isso ocorreu, porque ainda não havia chegado à plenitude dos tempos determinados por Deus para a vinda do Messias. “Todavia, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei.” (Gl 4.4).
Ocorre que a humanidade não teve seus olhos voltados para o cumprimento daquilo que anunciaram os profetas; não reconheceram no Mestre, senão, um líder capaz de livrá-los do jugo romano.
Quando o Senhor passou pelo julgamento e foi condenado à morte na cruz, teve antes um terrível vitupério: bateram-lhe com pau, puseram-lhe coroa de espinhos, rasgaram-lhe as roupas. Dos condenados à cruz ele foi o mais vituperado.
O povo constrangeu-se, chorou, lamentou, encheu-se de dó daquele bondoso Nazareno. Assim procede até hoje o catolicismo romano: faz a lamentação de um pobre e incompreendido Cristo fragilizado. Ali estava um Mestre que já não poderia alimentar, não poderia ressuscitar filhos de viúvas abandonadas. Ali estava um Mestre que deixava seus seguidores sem recursos e abandonados. O povo só vê o material.
A verdadeira mensagem de libertação e de salvação que Jesus trazia ficou tão esquecida que até seus discípulos o abandonaram e Pedro chegou a negar que o conhecia. Quem se lembrava do que dissera o Senhor à mulher samaritana? “Se conhecesses o dom de Deus e quem é o que te pede: ‘dá-me de beber’, tu lhe pedirias, e Ele te daria água viva” (Jo 4.4) “Quem beber dessa água terá sede outra vez;...” (v.13).
Que faz a multidão hoje? Ajunta-se, espreme-se nos lugares em que alguém anuncie ser portador de dons de cura de quaisquer doenças; que “unjam” carteiras de trabalho, fotografias; que distribuam “óleos milagrosos” e “águas bentas”! A multidão vive ávida por visitar edifícios suntuosos em que exploradores anunciam como lugar especial para a satisfação de seus desejos terrenos. A multidão ama ser ludibriada, desde que algo satisfaça, pelo menos psicologicamente, suas ansiedades materiais.
Mas, Jesus Cristo não veio ao mundo para distribuir automóveis, casas, arranjar empregos e casamentos aos interessados. Cristo não veio transformar água em vinho, simplesmente para que os festeiros regozijem-se à vontade. Essas coisas oferecem os vendilhões do evangelho, os apóstatas da fé. Mas a multidão ama-os, segue-os, ajuda-os, defende-os, por verem neles uma miragem de “vida regalada”.
E Jesus? Que fazer dele? Ora, pode-se lamentar que um homem tão bom tenha sido condenado à morte na cruz: fato lamentável! Choremos por Ele, que já não pode suprir-nos de comida, de cura, de “bons conselhos”.
Também, como fizeram os fariseus, esquecê-lo, pois, se fosse o Filho de Deus, isso não lhe aconteceria.
Mas, também podemos entender que através de apóstolos, bispos, pastores, padres modernos, imagens de “santos”, toalhinhas, “água do rio Jordão, “mezuzás” etc., alcancemos as graças solicitadas.
E Jesus, o Cristo, que fazer dele?
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16).
“Em verdade, em verdade, vos asseguro: quem ouve a minha Palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (Jo 5.24).
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.” (Ap 3.20).


Caro leitor, você faz parte da multidão de necessitados do que é terreno? Se assim for, convido-o a ver a sua maior e mais premente necessidade: a sua sede da água viva, oferecida por Jesus e só ele lhe pode dar.

sábado, 2 de agosto de 2014

Saberei que estou perdida...




Wilma Rejane



 Quando acordar e não mais sorrir pela beleza do dia,
Pela doce sinfonia do canto dos pássaros,
Pela dádiva de um demorado banho,
De um abraço, um beijo, um encontro,
Saberei que estou perdida....

Quando não mais sentir prazer em Te buscar,
Em orar e no Teu colo me debruçar,
Estarei em profundo sono,
Em caminho ermo, abandono
Saberei que estou perdida...

Quando o outro, cansado do mundo,
Me estender a mão, em busca de conforto,
E eu recolher meus braços,  desviar os olhos,
Negar o afago, conselho,
Saberei que estou perdida...

Quando o barulho do mundo,
Das violas, das horas,
Me atraírem para a traição
De mim mesma, da minha metade,
Me roubarem a renúncia e a cruz
Estarei perdida....


Quando a brisa me tocarE eu ignorar...
Quando a dor chegar
E eu murmurar
Quando me deres lutas
E eu me acovardar...

Quando eu negar que me amas
E me recusar a amar
Como me amas
Estarei perdida....

Se a vontade humana
Me for irresistível
E a Divina imperceptível
Estarei perdida....

Estarei perdida
Quando não mais chorar
Quando os ouvidos acrisolar
E o coração congelar...

Nunca me deixes estar perdida
Porque sem Ti não viverei
Não irei a lugar algum
Que me faça perder
Tua presença Jesus.



sábado, 22 de março de 2014

Só Jesus não salva!




Conheço todo tipo de gente que crê em alguma coisa. Sim! Todo tipo de gente e de fé. Tenho amigos evangélicos legais e também evangélicos alucinados adoecidos. Possuo amigos católicos praticantes, católicos não praticantes, espíritas, Nova Era, bruxos, umbandistas, deístas, budistas e até gente que não crê em nada além de si mesmo, nem em Deus! Também conheço os que apenas se convenceram acerca de alguma estrutura de fé e não enxergam um palmo a frente de seus olhos...

O interessante de se encontrar com pessoas e cabeças tão divergentes é que a gente vai aprendendo a discernir e respeitar o ser humano além da sua roupagem cultural e religiosa. É possível aprender (com certa limitação, é claro!) a ter um olhar mais apurado, voltado para o coração e não somente para o exterior, para a aparência, para as camadas mais superficiais do ser.

É um exercício diário tirar as escamas dos olhos e começar a perceber as sinceridades e também as emboscadas de quem tenta fazer contato (e contratos) com Deus por puro hábito mecânico, sem verdade, ou por medo mesmo.

O que percebo, com o aprendizado deste convívio, é que a religião, seja ela qual for, em algum ponto pode adoecer e aprisionar as pessoas em angústias e neuroses que vão se enraizando sem se perceber e sem se deixar tratar. A religião verdadeira não é encontrada em um simples ou complexo sistema de crenças. Não pode ser baseada na barganha ou no medo. Ela é experimentada no caminho diário, ritmo e curso natural da própria vida. Não só com palavras e aparências, mas com a prática do que se crê e da capacidade de se viver sem angústias em Deus e para Deus.

O problema é que muitos fazem do nome JESUS e da fé no nome de Jesus uma fé em si mesma, enclausurada e minimizada nas letras e na pronúncia. Ou seja, acredita-se no poder da junção ordenada das letras e no poder da entonação forte dos fonemas. Nada além disso.

Sem perceber, as pessoas passam a crer mais na formação correta da "palavra mágica" JESUS  que no ser além das letras. A palavrinha JESUS não possui poder nela mesma nem pode salvar qualquer pessoa. Quem salva é Quem está acima da letra e da capacidade de se pronunciar em qualquer língua as sílabas do Nome Eterno.

O que estou dizendo é que a fé nas letras J-E-S-U-S nem sempre é fé na PESSOA Jesus e que pode-se crer na pessoa Jesus e viver um encontro real com Deus sem, necessariamente, saber, conhecer ou pronunciar a palavra Jesus.

O apóstolo João, em seu evangelho, a respeito do ser Jesus, diz que o "Verbo se fez carne e habitou entre nós", em outras palavras, em Jesus, Deus se fez "encontrável", se materializou, construiu uma casa entre os homens. Não se trata mais de um sistema de crenças, de dizer, cantar ou gritar o nome correto ou da forma certa, mas de poder encontrá-lo na vida hoje, agora e em qualquer tempo até sem palavras e ritos.

Outras vezes, do mesmo modo, as pessoas transferem a fé para o objeto de culto. É a fé no crucifixo, na vela, na oferenda, no sacrifício, no púlpito, no altar, no monte, no sagrado, no culto, na música e até em outras pessoas. Esta fé também não resolve e reduz a vida a uma relação empobrecida de "encontro" com Deus somente nestes ambientes e objetos, quando, na verdade, Deus está para além do que se vê e do que se toca. Esta é uma característica inegável de Deus! Nenhuma religião ou lugar do mundo pode prendê-lo ou domesticá-lo!

A fé verdadeira produz vida com abundante confiança, mesmo nos mais profundos momentos de tristeza e dor. Sem muletas, sem amuletos, sem lugares especiais. A fé é um encontro diário, livre e renovador com Deus até para quem não sabe como crer.

Não se trata de fazer de conta que a dor não exista. Também não é uma desculpa alienada para fingir que "está tudo bem". A fé vivida em sua forma mais genuína e livre capacita a gente para encarar de frente a dor, a perda e até a morte. Sem medo, sem fingimento, sem angústias. Pode-se até vacilar, perder as forças e apertar o nó na garganta, mas a gente levanta, segue em frente porque sabe de verdade que não existe fim para quem crê assim. O encontro é real e vivo!

Também, a Palavra de Deus vai entrando e se enraizando por todos os modos no nosso entendimento e ganhando cada vez mais chão e razão. Não somente através de um "livro sagrado", mas através das Boas Novas diárias, reveladas no papo com os amigos, nas festas em família, com gente querida, no andar com quem se ama, no se perceber perdoado e no oferecer perdão, pão e a mão.

Percebemos e aprendemos que Deus fala e vai falando sempre como Ele quer, às vezes usa quem nós mesmos julgamos não serem "dignos" disso. Outras vezes é no silêncio, na incerteza e na simplicidade que Deus se revela como amigo sempre presente.

A fé em Deus vai se moldando delicadamente como que pelas mãos de um habilidoso e caprichoso escultor. Até um certo ponto a massa é informe, não se sabe bem o que resultará dali. Mas o escultor tem um objetivo, ele vai amparando e apertando o barro para dar forma e o que era apenas um monte de barro vai ganhando qualidades, contornos e depois cores e detalhes mais particulares. Este processo de modelagem diária vai trans-formando a fé em algo real, palpável e eterno.



O Deus que não precisa de nomes para ser adorado o abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Leia outros textos de Pablo Massolar
no blog Ovelha Magra (ovelhamagra.com)



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Breve reflexão sobre cobiça

Não cobice nada do seu próximo. Êxodo 20:17




Wilma Rejane



Certa vez, Abraão teve um encontro com o  Rei de Salém,  este lhe ofereceu fazendas em troca de servos,   e ouviu como resposta: “Não tomarei coisa alguma do que é teu, para que não digas: Eu enriqueci a Abraão” Gn 14:23. Abraão era satisfeito com o que tinha, e sabia que poderia ser próspero e feliz colocando tudo sob os cuidados de Deus. Parte da infelicidade humana, tem origem na insatisfação entre ser e possuir. Um breve olhar ao nosso redor nos dirá o quanto de capital e consumo se exige dos homens, revestidos de pretexto de felicidade. E apesar da evolução comercial e tecnológica, novas e espantosas descobertas são realizadas no sentido de curar ou evitar o avanço das doenças consideradas comuns nessa era: bipolaridade, depressão, ansiedade, solidão, síndromes e síndromes. Mãos cheias e corações vazios. E esse  não é um dilema apenas dos “ricos”; quem possui sempre quer mais e quem não possui também. O problema aqui não é entre ricos e pobres, mas sobre cobiça.

Hebreus 13:5- "Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque Ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”



A cobiça do jovem rico

A casa e o jardim do outro lado da rua, não são mais belos. Aquilo que amamos e cultivamos com a benção de Deus é o que nos traz felicidade e se a felicidade reside em nós, para que cobiça? Uma perfeita ilustração sobre o tema é a história do encontro de Jesus com o jovem rico em Mateus 19:16-30. O jovem queria saber o caminho da vida eterna, Jesus se apresenta como Tal e lhe faz o maior e mais importante convite que alguém pode receber em vida: “Vai, vende tudo o que tens e terás um tesouro no céu, vem e segue-me”. O jovem pesou na balança e considerou que suas conquistas materiais eram bem mais importantes que O Reino dos céus, a presença constante de Jesus em sua vida. E o texto termina dizendo que “o jovem partiu triste porque possuía muitas propriedades” Mt 19:22.  Mãos cheias e coração vazio. O problema do jovem era cobiça, avareza. E por essa causa, sua vida (inconsistente) consistia em possuir bens e ser possuído por eles. Felicidade e vida eterna não são questões de status social, Deus não faz acepção de pessoas, mas assim como o “jovem rico”, muitos podem se perder por depositar a vida nos bens terrenos.


Lucas 17:20-21"O reino de Deus não vem com aparência exterior.Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós."


Ricos e sem paz


Uma pesquisa feita no Brasil com executivos, constatou que 84% deles se declararam infelizes: “Muitos sofrem e se questionam sobre essa situação, e a maioria sente-se impotente diante dela. A infelicidade gerada pela escassez de tempo muitas vezes só é percebida com maior clareza quando um executivo passa por uma grande crise, por dificuldades mais sérias: Somente depois de um infarto é que concluí que estava poderoso, rico e sem vida. O drama não é só o tempo real gasto no trabalho, mas também a energia: o que adianta chegar em casa e a alma ter ficado na empresa, o corpo estar esgotado?”. Nossa alma pode está em diferentes lugares: no trabalho, na religião, no time de futebol, na fama,  no outro, mas se não estiver em Cristo Jesus, de nada adiantará.

“Onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração” (Mateus 6:21).

Há um lugar de repouso que consola a alma humana das inquietações, que conduz o espírito em paz, mesmo em um mundo conturbado como esse. Quem busca esse lugar, chamado Reino de Deus, revelado na pessoa de Jesus, pode ser próspero e feliz. Sim pode ser que tenha bens, mas também pode ser que não os tenha em abundância. Porém, em todos os casos, não será vencido pela cobiça, pela ansiedade de ser e ter. Porque Jesus é a paz incomparável que o mundo jamais poderá dar.

Um tesouro na terra e no céu


“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal". Mateus 6:33-34 


Existe uma (ou muitas) ideologias contrárias ao cristianismo, que dizem que o homem não precisa de Jesus Cristo para alcançar sucesso e paz nessa vida, tudo que é necessário é a força humana do trabalho. Nietzsche e Karl Marx são pensadores que até hoje influenciam gerações com esse pensamento, mas ao negar o revestimento cristão para vencer na vida, eles acabam por confirmar a necessidade Dele:“Portanto da união com Cristo dá exaltação interior, consolo no sofrimento, a garantia de calma, e um coração que está aberto para o amor da humanidade, tudo o que é nobre, tudo o que é grande, não por ambição, não por um desejo de fama, mas só por causa de Cristo. Portanto a união com Cristo dá , uma alegria que faz a vida mais elevada e mais bela". Karl Marx, Agosto de 1835.

Essas são palavras de um Marx que ainda não se declarava ateu. O que aconteceu a esse homem para atacar aquilo que uma vez defenderá? É que não podemos ser alcançados por Deus através do intelecto, das emoções, mas tão somente de um coração humilde e arrependido. Marx se perdeu em meio as ideologias, não sabemos se em seus últimos dias, clamou pela paz de Jesus sendo restaurado por Ela.


Templo do Espírito Santo

Abraão foi tentado sobre cobiça, por mais de uma vez, Jesus ao ser tentado pelo diabo venceu a cobiça que lhe mostrou e ofereceu os reinos da terra, fama e fortuna. Nós somos tentados todos os dias.

Que a nossa casa seja essa casa de oração, morada do Espírito Santo de Deus, que não cobiça o que é do outro, nem se ilude com o que está diante dos olhos. Que nossos corações estejam repletos de paz e felicidade, ainda que as mãos estejam vazias. Porque Jesus há de ser nosso maior bem. Não quero dizer que alcancei perfeição e descobri todos os mistérios do bem viver, mas prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação em Deus que é Cristo Jesus (Filipenses 3:14) e aqui reside todo o sentido da vida porque quando a casa terrestre se desfizer, uma outra eterna abrirá as portas para nos receber. Por isso o melhor da vida, é viver com Cristo Jesus, Redenção dos salvos!


Amém.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Uma reflexão sobre homens e faróis



Wilma Rejane


Os faróis foram criados com a finalidade de orientar os navegantes sobre direção, caminho seguro. São norteadores de que os marujos estão a se aproximar da terra firme, do destino almejado. Antigamente os faróis eram abastecidos com azeites de oliveira ou de baleia, assim podiam ficar acessos durante a noite. Atualmente, possuem eletricidade própria e avançados sistemas de sonorização que avisam sobre perigos de nevoeiro.

Com o intuito de enganar embarcações e atraí-las para zonas de perigo, surgem os afundadores. O que representam? São criadores de falsos faróis que conduzem as embarcações para o fundo do mar e as saqueiam, abandonando-as em destroços.


Faróis sempre me encantaram: A singularidade, a maneira solitária em que se destacam em meio às muitas águas, a utilidade e beleza das luzes que refletem nas águas, como se estrelas passeassem nas ondas. Faróis alegram embarcações, viajantes atribulados, navegantes cansados. Faróis de verdade, são como luz nas trevas, emanam esperança, certeza de novos horizontes, terra firme.


Não pude deixar de ver semelhança entre os faróis em alto mar e a mensagem de Salvação. Jesus disse: "Eu Sou a Luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida" Jo 8:12. O profeta Isaías em inúmeros versos comparou Jesus, O Messias Salvador com uma Luz que nortearia os perdidos: "Te darei por concerto do povo e para Luz dos gentios, para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos e do cárcere, os que jazem em trevas" Is 42:6,7. Nessa alegoria, o farol é essa Luz que permite aos navegantes, encontrarem o rumo de suas vidas.

Retorno à figura dos afundadores, os que constroem falsos faróis, com o intuito de saquear, destruir. Eles são reais! Estão por toda parte. A cada tempestade, nevoeiro, ou mesmo em tempos de bonança podem ser avistados. São fáceis de serem alcançados. Porém, são teias de morte, armadilhas de destruição.  Comparo os afundadores as escolhas erradas, as ofertas de Satanás. " O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir" Jo 10:10.  Eles conduzem as embarcações ao fundo, matam, roubam e depois abandonam os destroços. Quantos navegantes já não foram vitímas dos afundadores?

Entre faróis e afundadores existem muitas diferenças: aqueles, representam vida, estes morte. Um conduz à terra firme, outro, ao mais profundo abismo com fúria de morte, destruição. Para onde ir? O que seguir? O que escolher? A resposta, parece óbvia. Convido-o a refletir. A escolher sempre o Caminho da Vida.





Para ilustrar, uma parábola sobre " homens e faróis"




 Embarcação americana em alto mar...

- Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.


Os canadenses responderam prontamente:
- Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.


O capitão americano irritou-se:
- Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o SEU curso.


Mas o canadense insistiu:
- Não. Mude o SEU curso atual.


A situação foi se agravando. O capitão americano esbravejou ao microfone:

Este é o porta aviões USS Lincoln, o segundo maior navio da frota americana. Estamos acompanhados de três destróieres, três fragatas e numerosos navios de suporte. Eu exijo que vocês mudem seu curso 15 graus para o norte, ou então acabaremos com você para garantir a segurança do navio.

E um silêncio assustador tomou conta da atmosfera quando por todo o ambiente se ouviu em alto som: E aqui é um farol, câmbio! 


Quantas vezes criticamos a ação dos outros, exigimos mudanças de comportamento nas pessoas, até mesmo reclamamos de Deus,  quando na verdade nós é que deveríamos mudar de rumo. Jesus é o farol que conduz a mais segura direção.

A parábola achei Aqui e adaptei.

sábado, 19 de maio de 2012

Enganoso é o coração do homem - Jeremias 17:9






Enganoso é o coração mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Jr 17:9




Wilma Rejane
A Tenda Na Rocha

Você sabe qual a origem da palavra “engano”? Significa “plane” : peregrinação ( Stong 4106) , é raiz de “planeta”. Eu nunca tinha parado para refletir sobre essa palavrinha de três silabas até ler na epístola de Judas: “Ai deles, porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré” Jd verso 11. Caim agiu enganosamente porque ao invés de cuidar do irmão, o matou. Balaão foi tentado a aceitar dinheiro e recompensas de Balaque para amaldiçoar Israel e Coré foi “engolido” pelo chão, após liderar uma rebelião contra Moisés (Nm 16:1-24).  Judas compara a ação dos três aos falsos mestres.

O engano faz com que cometamos coisas terríveis! Engano torna o homem peregrino, andando em círculos, “planeteando”. Andar em círculos não é algo agradável, nem próspero porque faz com que passemos pelos mesmos lugares muitas vezes  sem nunca chegar a um destino. Ou melhor: o destino do peregrino, é o abismo ( a exemplo de Coré). Por que? De tanto caminhar em círculos acaba por  formar uma depressão bem abaixo de seus pés, vindo a ser “engolidos” por ela. Foi isso que aconteceu com a maioria dos Israelitas quando da caminhada de 40 anos pelo deserto. Uma caravana de 600 mil homens (sem contar mulheres e crianças) saiu do Egito rumo a terra prometida e somente dois conseguiram chegar lá: Josué e Calebe.

Josué e Calebe não se deixaram enganar pelas propostas do mundo nem  pelas dúvidas lançadas por Satanás. Os demais murmuravam de tudo e todos: “ ah os alhos do Egito eram tão deliciosos ! A comida de lá era muito melhor que esse maná horrível vindo do céu! Não Moisés, não queremos esse seu Deus que faz mar se abrir e monte fumegar, queremos um bezerrinho de ouro que não fala, nem vê, nem ouve, sabe? É melhor porque ele não nos corrige, para ele tá tudo bem! Oh vida,  Deus disse que nossa terra  era a melhor de todas, mas só estamos vendo gigantes! Eles vão acabar conosco, afinal somos muito fraquinhos. Não queremos esses cachos de uvas enormes, nem as graúdas azeitonas, queremos alho, alho do Egito, será que nos entende?!"

De uma congregação de digamos três mil e quinhentas pessoas, apenas duas não estavam enganadas. Como disse Charles Chaplin: “A multidão é mesmo um monstro sem cabeça”. Quer dizer que Josué e Calebe nunca se enganaram? Deus disse que todo coração é enganoso, não existe nada no mundo que seja mais enganoso que o coração. E fazendo uso da etimologia da palavra “engano”: Não há nada no mundo que peregrine mais que o coração, ele anda por todos os lugares do planeta!! E quem é capaz de conhecer todo o planeta?!  Só Deus. Só Deus é capaz de conhecer o coração de cada homem, “Ele sonda o profundo e o escondido,  conhece o que está em trevas e com Ele mora a luz” Dn 2:22.

Interessante: Deus sonda o coração através da peregrinação, Deus sonda através do engano ! Como saber se escolhemos a Deus ou ao engano? Exatamente quando o engano se apresenta para nós: “Muito prazer, sou o engano quero te fazer uma proposta”! O engano por ser mentiroso, usa disfarce. Ele se apresenta como verdade, como algo que faz bem para o ego, para as vontades da carne e quando se percebe ( ou nunca se percebe) já se andou tanto em círculos que foi parar no abismo: de dose em dose, de passo em passo. Josué e Calebe resistiram ao engano porque escolheram Deus, em toda e qualquer circunstância: Tinha gigante? Deus é conosco para nos fazer vencer! Tinha multidões de inimigos? Um com Deus vence um exército!


Josué e Calebe desvendavam os disfarces do engano porque estavam na Luz, onde tudo se revela. O segredo desses dois homens estava justamente no coração, centro do agir! Em determinado momento da vida os dois se arrependeram dos pecados e se entregaram a Deus na certeza de que estavam seguindo a direção certa, não andando em círculos, mas rumo a um alvo! Josué e Calebe desejaram a Terra Prometida, eles contemplaram essa terra e nada nem ninguém era mais importante que o objetivo de chegar lá! Vejam como Deus é perfeito em tudo: se engano significa peregrinar, andar em círculos como um planeta, “arrepender-se” é andar para o alvo, acertar na marca, caminhar para um objetivo. Por isso que Jesus veio anunciando a salvação dizendo: “Arrependei-vos porque é chegado o Reino de Deus” Mt 3:2. Arrependei-vos = metanoeo (Strong 3340). Ou seja: mudem de direção, rumem a um objetivo!

Jacó peregrinou na terra de Cam (salmo 105:23) até ser provado e aprovado. Deus mudou seu nome de Jacó para Israel quando seu coração se converteu a verdade. Abraão peregrinou no deserto sendo provado por Deus até enfim, ser transformado: de Abrão para Abraão, pai dos que têm fé. Ou seja: Pai dos que não se entregam ao engano, não andam em círculos.  Quem não se deixa dominar pelo engano, rejeita o mal. Tem por meta chegar a Terra Prometida, a morada eterna. Assim falou apóstolo Paulo: “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus” Fp 3:14. Paulo estava se negando a andar em círculos até ser engolido pelo abismo. Escolher Jesus é seguir para o alvo, é entrar pela porta estreita e pelo apertado caminho da salvação Lc 3:24.


Escolhi Jesus porque estava cansada de ser enganada. Cansada das muitas voltas pelos mesmos caminhos, do destino incerto,  da infidelidade dos 'deuses do Egito' que me escravizavam com promessas  de felicidade: enganos e mais enganos. Jesus é a Verdade que destrona e detona a mentira. Escolhamos Jesus que nos liberta de uma vez por todas dos enganos do Egito, que nos faz seguir avante e para o alvo!

sábado, 14 de abril de 2012

Alvo cristão

Por Eliseu Antonio Gomes

É interessante lembrar, no idioma hebraico, no qual foi escrito quase que todo o Antigo Testamento, o seguinte: a conotação do termo pecado é "errar o alvo"; e, o termo "lei" significa "alvo". 

Então, pecar é cometer infração da lei. Agora, alguns poderão dizer que o parágrafo acima poderia ser uma indução ao regresso das prática do legalismo de Moisés. Não é isso. 

Na Dispensação da Graça também estamos debaixo da lei, mas da lei de Cristo, a lei do amor e da liberdade (Gálatas 6.2). 

Nosso alvo é imitar Jesus Cristo.

E.A.G.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Imitando o Girassol





Wilma Rejane
A Tenda na Rocha



O girassol é uma planta de cor alegre e tamanho nada discreto. Ela gira de acordo com a direção do sol. O motivo de seu movimento é a fotossíntese. Ao acompanhar o astro celeste, o pendúculo da flor, aproveita melhor a luz para obter sua energia. Quanto mais luz absorve, mais energia, mais crescimento. Em uma plantação de girassóis, é possível contemplar, o grande "exército" de flores amarelas voltadas para uma mesma direção.

Quero lhe fazer um convite, e ele serve para mim também: Imite o girassol, se movimente sempre na direção da Luz, que é Jesus. A comunhão com Ele nos abastece de vida, felicidade, dá crescimento, nos faz "virar as costas" para as trevas. Pesquisas cientificas comprovam a eficácia dos girassóis na descontaminação de áreas: "É um vegetal tolerável e resistente, por isso, consegue extrair ou remover os contaminantes presentes no solo”. Cristãos não são assim? Descontaminam ambientes ao exalar o perfume de Cristo.


Girassóis, "olham" para o alto. É como se nos dissessem que do alto vem o socorro. A natureza fala, eu escuto: "Falou-lhes pois Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida" Jo 8:12.
 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"Deus" mandou matar!




A Idade Média, chamada também de Idade das Trevas pelos historiadores, foi profundamente manchada de sangue com a Santa Inquisição, realizada em nome do "Deus" dos "Cristãos". Milhões foram torturados, queimados vivos e mortos por aqueles que julgavam prestar serviço a Deus com tais práticas.

Embora a Bíblia contenha a Palavra de Deus revelada ao homem, ela pode se tornar a antítese dela mesma se o texto for lido sem o filtro da Graça e da Lei do Amor. O Evangelho não é a letra impressa, a língua ou tradução usada, mas sim a mensagem transmitida muitas vezes sem papel e sem tinta. O Verbo se fez carne e habitou entre nós!

As boas novas produzem verdade, autoconhecimento, libertação e vida. Do contrário, ainda que se use as Escrituras Sagradas para justificar a maldade, e muitos a usam para tal, de fato, não poderá ser chamada de Evangelho, de Palavra de Deus. Mesmo que o nome de Jesus seja utilizado e em nome dele se pregue a palavra distorcida, com acréscimos ou com engano, tal palavra jamais será a Palavra. Este falso Jesus jamais será o verdadeiro Deus e a vida Eterna. O verdadeiro Jesus se faz presente quando o Reino de Paz, Justiça e Alegria no Espírito de Deus é pregado com e na verdade por grandes e pequenos.

Uma vez alguém me escreveu dizendo que eu deveria colocar as referências e versículos bíblicos que embasam as afirmações e os textos que escrevo. Descobri que existe gente viciada no texto bíblico tal qual ele está escrito/traduzido. Não conseguem identificar uma vírgula fora dele, qualquer relâmpago ou faísca da Revelação que está muito além do texto em si.

De modo algum estou desqualificando o texto bíblico, muito pelo contrário, ele é o parâmetro, é ele quem deve orientar e balizar o que cremos e falamos. Qualquer "revelação" fora do texto, que o contradiga ou não se sustente no contexto de toda a revelação bíblica, ou ainda, que não passe pela perspectiva da Graça de Deus deve ser abandonada. No entanto, existem os "doutores da lei", aqueles que conhecem e sabem citar de memória qualquer parte das Escrituras, mas não sabem enxergar nelas a Vida, a Justificação pela Fé, a Paz e Alegria que a mensagem de Deus ao homem pode gerar. Estes acreditam que Deus é o texto.

Quem acha que a Palavra foi totalmente sequestrada e amarrada pelo texto, jamais descobrirá a profundidade do que significa "Os céus proclamam a glória de Deus, o firmamento anuncia as obras de suas mãos. (...) Não há discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas por toda a Terra se faz ouvir a sua voz ".

Os viciados no Texto quase sempre se viciam também nas instituições, como se, fora delas, não houvesse possibilidade de Deus exercer misericórdia. Alguns chegam a confundir a instituição com o próprio Deus. Enchem os templos em busca de um Deus que, ironicamente, não habita em templos e catedrais feitos por mãos humanas. Enganam-se os que pensam que Deus é institucionalizável, contido por nomes, leis da física e tradições. Não creio em um Deus impessoal, em uma "força", mas eu creio no Deus que está muito além da nossa compreensão, maior até do que qualquer manifestação religiosa. Que, apesar de toda a sua incompreensível e inalcançável glória, se encarnou na história humana, se autorrevelou como Deus conosco, como o Deus que ama e vemos em Jesus. Não o Jesus do cristianismo, da instituição, mas o Jesus que tem o nome sobre todo nome, o Jesus anunciado pelos mudos e até por aqueles que não sabem o nome histórico/humano de Deus, mas sabem da vida que o indizível faz brotar em todos os que creem.

Aprenda a ler a vida (e a Palavra) com os olhos da Graça! Você descobrirá que o Eterno pode falar maravilhosa e profundamente através das coisas mais simples e naturais, até mesmo através de onde menos esperamos. O Evangelho, a Boa Notícia do amor de Deus pelo homem, está escrito não somente nas tábuas de pedra ou nas folhas de papel, mas também na arte, na música, no passeio em família, com amigos ou andando descalço na areia. O que Deus tem a dizer para você pode ser dito não somente pelos sacerdotes, igrejas ou profetas, mas através do sorriso das crianças e da dança alegre de viver a vida com a confiança inabalável e descansada no Nome e na Palavra.


O Deus da vida, que fala sem som e fora das religiões, te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!



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terça-feira, 11 de outubro de 2011

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Jesus e o amor que não tem fim

André Filipe, Aefe!

1. Memória do futuro.

“Ora, antes da Festa de Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai (...)”
Ali no cenáculo com seus discípulos, Jesus sabia que aquela não era mais a páscoa dos judeus, mas a páscoa de todo aquele que crê em seu nome. Logo mais não apenas os judeus estariam comemorando a sua libertação do Egito, mas a Igreja estaria comemorando a libertação do pecado. Isso ocorrerá porque Deus enviou seu Filho ao mundo para que Ele, ao retornar aos seus braços, trouxesse consigo algemas arrebentadas pelo seu sangue. Jesus sabia disso, sabia que viera do Pai e que voltaria, cumprindo assim sua missão. Mas antes de retornar ao mundo dos céus, sabia que seria trucidado no mundo dos homens.
Este saber de Jesus não era um mero conhecimento como aquele “Puxa, é meu aniversário na semana que vem”, mas sim uma memória do tipo “Cara, a cólica que senti na semana passada foi horrível, se eu pudesse  a evitaria”; o saber de Jesus era uma memória terrível de um futuro cada vez mais próximo.
Jesus sabia tanto da existência de um traidor  entre seus discípulos, como da certeza da ressurreição, e de que o mundo estava confiado em suas mãos; mas naqueles momentos que antecipavam a cruz, penso que Cristo tinha vivo em sua memória que Ele era o Cordeiro imolado da Páscoa.
Ora, como Jesus sabia de sua morte, enganam-se os romanos se pensaram terem sido seus assassinos, ou os judeus, que o fizeram calar: Jesus não foi a vítima de uma injustiça, mas um voluntário da justiça. Jesus não foi, ainda, um mártir  que não teve escolha, porque ninguém pode tirar a vida de Cristo (Jo.10.18), mas um Deus que amou até o fim.

2. Amando até o fim.

“tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”
Que Jesus amou os seus discípulos isso o demonstra todos os Evangelhos, e o seu amor já seria enorme se tivesse parado ali. Se Jesus tivesse dito “Beleza, eu vos amei pra caramba, agora vou tocar a vida”, já seria um amor imenso.
Em 1ª Sm.18.3, logo após a morte de Golias, Davi e Jônatas, filho de Saul, tornam-se profundamente amigos, e fazem então uma aliança de amor. Mas logo em seguida, a amizade dos dois é perturbada  pelo ciúme violento de Saul. Em 1ª Sm 20, Davi está foragido pois o rei quer sua caveira; Jônatas vai ao seu encontro e quer ajudar o amigo, mas sabe que, se o pai descobrisse, com certeza o mataria. Além do mais, outras coisas estavam em jogo, como a perda do seu próprio reino (1ª Sm.20.30-34). A amizade e a aliança de amor estava sendo posta a prova. No versículo 17, vemos que Jônatas amou até o fim. Se antes amar Davi era muito divertido, agora trazia consequências como o risco da própria vida, mas Jônatas amou até o fim, eles renovaram a aliança.
A consequência natural de um Deus amar esta humanidade em pecado é a cruz. Você pode amar uma pessoa doente por toda a vida. Estar ao lado dela, apoiá-la, cuidar dela: e não será um amor pequeno, mas você levará este amor às últimas consequências se você doar os seus órgãos para que ela se mantenha viva em seu lugar. Jesus levou seu amor até as últimas consequências.
Isso é muito bom. Isso deve nos dar uma segurança enorme! Jesus ama até ao fim, Jesus leva o seu amor ao extremo; quando ele diz na cruz “Está consumado”, não era o seu amor chegando ao fim, mas ganhando tal dimensão que não importa quem sejamos, em que estado está nossa vida, mas se confessamos Jesus como nosso salvador, Ele nos ama, pois o seu amor está ancorado não em nós ou em nossa obediências, mas em sua própria fidelidade, e sendo Deus fiel, Ele ama até ao fim, e amando até ao fim, estou seguro em seu amor. E isso e muito bom!

3. Um mandamento difícil.

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” Jo.13.34-35.
Aí complica tudo, porque Jesus não espera amor menor de nós que o seu próprio e imenso amor até o fim. Jesus é, assim, não uma mobília para ser admirada, mas um exemplo a ser seguido para amarmos ao próximo até as últimas consequências, não baseado nos valores do próximo, mas ancorado em Jesus Cristo. Que irresponsabilidade! Como Jesus pode nos exigir um  amor até o fim por um chefe orgulhoso e que me humilha na frente dos demais? Como amar até ao fim aquela professora que me persegue sem razão? A que consequências sou levado por um amor a um morador de rua, a uma comunidade pobre? Isso é duro, é complicado, é terrível pois este é o RG daqueles que são amados por Cristo. Quem crê em Cristo ama até ao fim, e quem ama até ao fim, perdoa infinitamente, espera pacientemente, ajuda desmedidamente, se entrega graciosamente.
Pedro entendeu este amor muito bem. Observe o que ele diz a Jesus, no versículo 37: “Por Ti darei a própria vida”. Veja como Pedro foi grande, aqui. Jesus ainda não havia sido morto, aliás, Pedro mal entendia aquela história de Jesus ir para onde não podia ser seguido. Mas ele entendeu muito bem que amar até ao fim significava entregar a própria vida, se preciso fosse. Porém, é muito confortante que Jesus, logo em seguida, destrói suas ilusões,  no versículo 38, dizendo que, ainda naquele dia Pedro o negaria três vezes! Fico feliz que logo após um mandameno enorme, como o do versículo 34, tenha sido o grande Pedro o primeiro a descumprí-lo, mas Jesus o amou até ao fim assim mesmo, porque seu amor não está condicionado a nossa obediência.

4. Exemplo e poder.

O que Pedro nos ensina também é que não basta saber o que significa amar até ao fim assim como não era o suficiente Jesus ser simplesmente um exemplo para nós. Sendo assim, estaríamos condenados a chorar amargamente como Pedro após negar Jesus (Mt.27.35) para sempre!
É por isso que é loucura estas propagandas de banco, ou essas mensagens de ONGs que falam de amor ao próximo. É loucura mesmo a nossa pregação contra o mundo pagão, colocando Jesus como exemplo, pois a Cruz não é só nosso exemplo, mas também e principalmente o que nos torna capazes de amar. Só aqueles restaurados pela cruz de Cristo e pelo Espírito Santo são capazes de amar verdadeiramente até o fim. Não devemos esperar amor de um mundo sem Cristo, mas o mundo sem Cristo não deve esperar amor menor que o de Cristo daqueles que confessam o seu nome.
Deus deu a Pedro a honra de cumprir sua promessa e entregar sua vida em nome de Cristo. Diz a tradição que Pedro ia ser crucificado como Cristo por pregar o Evangelho, mas ele não se achou digno e pediu que fosse crucificado de cabeça para baixo. E os expectadores  puderam ver a Glória de Cristo na entrega de Pedro. Através do Espírito Santo regenerador de Deus, temos o poder de amar até ao fim, e este é o nosso ministério de vida.
Ao caminhar pelas ruas, ao planejar sua vida, ao fazer escolhas, você tem levado em conta o amor ao próximo, fazendo assim resplandecer o amor de Cristo?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Jesus com vergonha de ser chamado de Jesus


  
Já faz algum tempo que o nome de Jesus já não é mais o mesmo. Pois é, aliás, infelizmente, desde Constantino que o nome "Jesus" vem perdendo significado e respeito. Antes de você me chamar de herege ou desrespeitoso, saiba que eu não falo do Nome que é sobre todo nome, o qual, um dia, toda língua confessará como Senhor, o Nome proclamado com poder e autoridade pelos apóstolos do Novo Testamento, diante do qual os poderes malignos tremem e se dissipam até hoje. Não falo do Nome anunciado como libertação por mudos e ouvido por surdos, não se trata do Nome Eterno do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e que independe da conjunção correta das vogais e consoantes.

Que fique bem claro! Não estou falando do Nome que transcende o nome histórico ou cultural de "Jesus". O Nome do Verbo de Deus é irretocável, não há como ser mal interpretado, distorcido ou distanciado do Nome do Deus Conosco, Príncipe da Paz, Maravilhoso, Deus Forte e Conselheiro visto que este Nome faz efeito é no coração dos que crêem e não em suas cordas vocais.

Entretanto, é preciso entender que existe Jesus e "Jesuses"... o primeiro é Senhor de todas as coisas, até mesmo das nossas vontades, levou sobre si as nossas dores, enfermidades e pecados. O castigo que nos trás a Paz foi posto sobre Ele, apesar dele mesmo não ter cometido nenhum mal ou pecado... este orou por seus inimigos e os abençoou, ensinou o perdão e o amor incondicional. Se ofereceu como fiador e resgatador das nossas dívidas de sangue, mesmo sendo, nós, ainda pecadores e maus, sem merecimento algum. O Jesus, Senhor, ensinou a dar de graça o que recebemos de graça. E por graça, misericórdia e bondade Dele nos salvou quando expôs os principados e as potestades ao vexame de serem subjugados e vencidos por Ele, em Sua morte inocente na cruz.

Mas existem os "Jesuses" proclamados e "evangelizados" mundo afora que, não obstante seus nomes serem escritos e pronunciados com as mesmas letras que compõem o nome histórico de Jesus, nada tem a ver com o Nome de Jesus, Senhor dos senhores.

O Jesus que pede oferta para abençoar, curar, prosperar ou livrar do "devorador" não é o mesmo Jesus anunciado pelo nosso irmão e apóstolo Pedro, na entrada do templo, ao paralítico que, de um salto, se pôs em pé pelo poder do Nome do Senhor.

Há quem insista em fazer de Jesus um deus pedinte, mesquinho e barganhador, um deus nada misericordioso, que ama somente na medida em que é amado e servido por aqueles "da fé" ou da "visão", que despreza os que não sabem pronunciar seu nome corretamente ou não se desgastam em sacrifícios intermináveis de campanhas, atos proféticos e propósitos puramente humanos.

Sim! O Jesus Senhor, tem vergonha de ser confundido com o Jesus das multidões, das massas de manobra, do mercado do Jesus Gospel, da moda e das fábricas de "levitas" e "ungidos" que proclamam com os pulmões cheios de emoção o nome do Jesus Show e o Jesus Curandeiro ou Exorcista, que fazem o que fazem não para anunciar a chegada do Reino de Deus, mas para lucrar e construir o seu reino particular de mansões nada celestiais.

O próprio Senhor nos preveniu dos "Jesuses" que viriam em seu nome: "Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?

Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade."
(Mateus 7.22-23)

O Jesus simples do Evangelho, não pode ser confundido com o Jesus que ensina a obtenção egoísta dos bens de consumo, da ostentação e acúmulo de tesouros onde a traça e a ferrugem destroem, dos templos de mármore e ouro construídos na areia das vaidades de alguns dos modernos "apóstolos", "missionários", "sacerdotes" e "pastores".

O Jesus, Palavra da Vida, não é dobrado pelos decretos do homem, não é convencido pelo muito falar, não é "profetizável" de acordo com a vontade do homem, mesmo que este seja um "homem de Deus", mas o Jesus Senhor é galardoador de todos os que o buscam com gratidão e consciência da boa notícia de que já está tudo pago e que é tudo de graça agora, para qualquer um.

Não é difícil diferenciar o Jesus, Pão da Vida, do Jesus que vive do pão, do dinheiro depositado no altar não com gratidão, mas como bolsa de valores. O Jesus da Verdade ensina que a vontade soberana é sempre de Deus e não dos caprichos humanos. O Jesus Vivo não é o Jesus da religião, do templo ou do proselitismo institucional, político e eleitoral, mas sim o Jesus que tem as chaves da morte e do inferno, que tem as Palavras de Vida Eterna.

Não digo estas coisas afim de ofender ninguém, pelo contrário! Minha oração é para que aqueles que falam em nome deste Jesus poste-ídolo, arrependam-se e creiam no Evangelho genuinamente enquanto há tempo, pois "Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.

E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme.
" (2 Pedro 2.1-3)

O Jesus, Verdadeiro Deus, não é o Jesus Mitra ou Maytreia, não é o Jesus restrito ao Cristianismo somente, não é o Jesus Acusador ou Exterminador dos infiéis. O Jesus, Consolador, é o caminho de volta para Deus sem preço, sem mistério, sem magia, sem véus, em qualquer tempo ou lugar, até mesmo onde não se conhece o nome Jesus, mas se confessa na vida o Nome sobre todo o nome do Jesus Senhor.


O Deus que tem o Nome sobre todo o nome te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!


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quarta-feira, 17 de março de 2010

Perfume de Cristo




Conheço uma irmã em Cristo, chamada Geracina. Ela tem 81 anos e mora em Parnaíba, litoral do Píaui, a 300 Km da capital Teresina. Já morei lá por sete anos. Eu e Geracina fomos grandes companheiras: Nas caminhadas à tardinha pelo bairro, evangelizando, nas reuniões de oração.Apesar da idade, a irmã é jovial e muito disposta.

Sentia o seu cheiro de longe, um perfume peculiar, que, segundo ela, usa desde os 15 anos: "Perfume, tem a ver com personalidade e esse, combina comigo." Não só combinava como tinha se tornado "marca registrada". Às vezes, eu chegava em casa e sabia que ela tinha estado lá, pelo perfume deixado na maçaneta do portão. Assim que eu entrava, telefonava: "Irmã, você esteve aqui? Após uma "educada" gargalhada exclamava: "Ô irmã, como é que você sabe?!. O perfume era a pista.

Três anos fazem que estamos distantes, mas, se sinto aquele perfume reconheço imediatamente e independente de quem o esteja usando a minha memória é reportada à irmã Geracina.

"E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem". II Coríntios 2:14,15.

O cristão deve exalar o cheiro agradável de Cristo que remeta ao amor verdadeiro, peculiar aos servos de Deus.Um cheiro que deixe marcas: "Por aqui passou um cristão, alguém diferente, perfumando todo o ambiente."

Um bom perfume, conduz a vida, por traduzir uma natureza agradável, atraente. Da mesma forma, traduz morte, pois, alguns elementos, usados em sua composição (árvores, flores, folhas...), perdem a vida para se transformarem em aroma.O cheiro de Cristo, é vida para os que se salvam e morte para os que o rejeitam, pois, estes, sofrerão a pena de um julgamento definitivo.

É verdade que muitas vezes, o perfume é usado para "camuflar" os maus cheiros, mas, basta suar um pouco ou passarem-se algumas horas de uso que o bom perfume vai sumindo dando lugar ao cheiro real. Sei que existem cristãos que o são só na aparência,em alguns momentos exalam bom perfume, em outros, "mau cheiro". A essência destes, ainda não foi transformada, purificada. Façamo-nos sempre a pergunta: "O que estou exalando? Cheiro de morte ou cheiro de Cristo?".

Irmã Geracina, além de seu marcante perfume, também exala Cristo Jesus, o que é mais marcante ainda. O bom perfume de Cristo tem o poder de salvar vidas, enquanto o perfume natural, não. Que nossos corações estejam voltados para Deus, com o propósito de perfumar o mundo com o bom perfume de Cristo.


Wilma Rejane

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um Farol Para o Mundo





Os faróis foram criados com a finalidade de orientar os navegantes sobre direção, caminho seguro. São norteadores de que os marujos estão a se aproximar da terra firme, do destino almejado. Antigamente os faróis eram abastecidos com azeites de oliveira ou de baleia, assim podiam ficar acessos durante a noite. Atualmente, possuem eletricidade própria e avançados sistemas de sonorização que avisam sobre perigos de nevoeiro.

Com o intuito de enganar embarcações e atraí-las para zonas de perigo, surgem os afundadores. O que representam? São criadores de falsos faróis que conduzem as embarcações para o fundo do mar e as saqueam, abandonando-as em destroços.

Os faróis sempre me encantaram, gosto da singularidade, da maneira solitária em que se destacam em meio às muitas águas, da utilidade, da beleza, das luzes que refletem nas águas a claridade do farol, como se estrelas passeassem nas ondas. Faróis alegram embarcações, viajantes atribulados, navegantes cansados. Faróis de verdade, são como luz nas trevas, emanam esperança, certeza de novos horizontes.

Não pude deixar de ver semelhança entre os faróis em alto mar e a mensagem de Salvação. Jesus disse: "Eu Sou a Luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida" Jo 8:12. O profeta Isaías em inúmeros versos comparou Jesus, O Messias Salvador com uma Luz que nortearia os perdidos: "Te darei por concerto do povo e para Luz dos gentios, para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos e do cárcere, os que jazem em trevas" Is 42:6,7. Jesus, O Farol, o mar, o abismo onde navegam os perdidos, em busca de terra firme.

Retorno à figura dos afundadores, os que constroem falsos faróis, com o intuito de saquear, destruir. Eles são reais! Estão por toda parte. A cada tempestade, nevoeiro, ou mesmo em tempos de bonança podem ser avistados. São fáceis de serem alcançados. Porém, são teias de morte. Armadilhas de destruição. Mensageiros de Satanás: " O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir" Jo 10:10. Assim são os afundadores. Eles conduzem as embarcações ao fundo, matam, roubam e depois abandonam os destroços. Quantos navegantes já não foram vitímas dos afundadores?

Entre faróis e afundadores existem muitas diferenças: aqueles, representam vida, estes morte. Um conduz à terra firme, outro, ao mais profundo abismo com fúria de morte, destruição. Para onde ir? O que seguir? O que escolher? A resposta, parece óbvia. Convido-o a refletir. A escolher sempre o Caminho da Vida.

Wilma Rejane
via atendanarocha