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terça-feira, 8 de março de 2011

Diáspora estudantil: o potencial centrípeto e centrífugo das universidades para a evangelização mundial.


André Filipe, Aefe!

também em: www.imagemesemelhanca.com



Na história moderna do Cristianismo as universidades têm tido um papel muito importante para a evangelização, tanto por seu potencial centrípeto, de atração de estudantes para si, quanto centrífugo, de espalhar estes estudantes após formados.



> Estudantes atraídos para a universidade.

A universidade tem este potencial atraente de, semestralmente, fazer migrar para dentro de si uma enorme comunidade de jovens dos mais diversos lugares. Uma grande parte deles deixa os pais pela primeira vez e serão transformados decisivamente.
Para a universidade migram milhares de jovens que não conhecem a Cristo, e que nesta fase, formarão valores que carregarão para o resto da vida. Por outro lado, também chegam muitos jovens cristãos, muitos deles de cidades muito pequenas e interioranas que carregam fortemente valores cristãos bem firmados. Tenho visto, entre estudantes da Universidade confessional Mackenzie, em São Paulo, com quem me relaciono a pelo menos 7 anos, muitos destes cristãos tornarem-se líderes valorosos.
Entre crentes “avestruz”, que cumprem seus deveres, não se misturam a ambientes secularizados, e no final de semana voltam para casa dos pais para o louvorzão com seus amigos de infância. Semanalmente passam por eles manadas de estudantes a beira do precipício, mas eles estão com suas cabeças afundadas no chão; e ainda os crentes “camaleões”, que são mais entrosados, participam das festas da faculdade, têm muitos amigos, vão pro bar na sexta a noite, e domingo sentam-se ao lado dos pais no culto. Não fosse ele “uma vez ter dito algo a respeito”, seus amigos nunca saberiam que é um cristão. Não são poucos os camaleões que tenho visto cansarem-se desta vida disfarçada, e se entregam definitivamente às drogas e bebidas. Entre estes estudantes, no entanto, o Senhor tem mandado, cada dia mais, Seu remanescente de estudantes, que tenho visto terem um papel extraordinário na evangelização da universidade, seja individualmente, seja através de associações como ABU, Toca do Estudante, MPC, etc. Pelo trabalho deles, tenho visto, de verdade, jovens universitários convertidos a Cristo Jesus, e em número bem maior, cristãos “avestruz e camaleões” terem sua fé reavivada.



> Estudantes dispersos pela universidade.

Semestralmente, as universidades recebem jovens saídos do colegial e enviam à sociedade profissionais das mais diversas áreas que serão os futuros líderes da nação; muitos se destacarão em empresas, organizações e departamentos do governo. Do mesmo modo que estes jovens tornam-se cativos de Cristo enquanto estudantes, como profissionais promoverão o reinado de Deus pela nação. Isto é, um jovem cristão que entra para a universidade para “mudar o mundo” tem boas razões para persistir nisso. Profissionais cristãos cheios do Espírito, apaixonados pelo avanço do Reino, são a melhor maneira de mudar um país.
Além do mais, a exemplo do enorme impacto dos avivamentos europeus e norte-americanos, tenho visto também jovens universitários entregarem suas vidas para as missões, quando saem da universidade. Não creio estar exagerando dizer que o movimento universitário em missões foi o maior movimento missionário da história, e em tempos em que os “povos do norte” estão em descrédito, a igreja brasileira deve oferecer seus filhos ao mundo de modo a serví-los com a pregação da Palavra. Se Deus der a graça de termos um avivamento na proporção do que ocorreu no passado, não é loucura sonhar com a evangelização do mundo ainda em nossa geração, por intermédio de universitários cheios de Deus!

Pastores, pais e líderes de jovens devem investir nestes meninos que saem de casa para a Universidade, invistam em discipulado, capacitem-nos para defenderem a fé e pregarem a Palavra, orem por eles como se enviassem um missionário. A ideia de “irem apenas estudar” tem sido pretexto para uma vida ociosa e boêmia; encarem-nos como embaixadores da Palavra em um ambiente em que ela é mais menosprezada. E quando um destes jovens sentirem-se inclinados a seguirem para missões, não entendam como “desperdício” de sua profissão, mas como uma lembrança de que o Senhor está fazendo as mesmas maravilhas que fez no passado.

ROGAI: um movimento de oração.
Em 2005, a Aliança Universitária para Missões (ALUMI) lançou uma campanha de oração mobilizando a igreja para orar por três motivos específicos pela Universidade. São estes: 1) conversões verdadeiras; 2) lideranças fortes; 3) vocações missionárias.
Conheça mais aqui http://alumi.org.br/?page_id=6 e envolva-se!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A festa dos leprosos 2aRs.7

“Tendo chegado às imediações do acampamento os leprosos entraram numa das tendas. Comeram e beberam; pegaram prata, ouro e roupas e saíram para esconder tudo. Depois voltaram e entraram noutra tenda, pegaram o que quiseram e esconderam isso também”. 2aRs.7.8.
André Filipe, Aefe!
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A Síria, comandada por Ben Hadade, cerca Samaria, capital de Israel. O cerco era algo como um embargo econômico, que impedia qualquer israelita de sair de Samaria. Daí que a provisão de alimentos acabava e forçava a rendição, sem batalha. O cerco da Síria durou tanto que chegou ao ponto de uma mãe devorar de fome o próprio filho (2aRs.6.28-29)! A situação era caótica e desesperadora por trás dos muros de Samaria.
Quatro leprosos, sem opção favorável, resolveram aposta na rendição, e saíram de Samaria para se entregar ao exército de Ben Hadade. Os leprosos, assim, por toda a vida haviam sido marginalizados, mas agora são testemunhas de um grande milagre: o exército inimigo fugira sem qualquer ameaça de Israel, mas pelo temor do Senhor, que mandara seu exército celestial. O exército Sírio fugiu, deixando para trás alimentos e objetos preciosos: foi a festa para os leprosos, que se fartaram até o fim da tarde, esbaldando-se em alimento e saqueando o tesouro inimigo.
Observemos: não havia mais inimigo, pois o Senhor os havia derrotado, mas o povo não sabia, e por isso, sofriam a tragédia da fome e do desespero. Sofriam por um inimigo já vencido, enquanto os leprosos esbanjavam-se com os seus despojos.
Quantas vezes não ficamos na mesma situação dos leprosos: sabemos que Cristo já venceu a morte, nos livrou do pecado e ficamos a se esbanjar, saqueando os inimigos enquanto há tantos eleitos de Deus que estão como o povo em Samaria, sofrendo por um inimigo já vencido. Vivemos uma vida sem nos preocuparmos com a Samaria caótica, que necessita de uma única boa notícia, e nos esquecemos que antes éramos leprosos devorados pelo pecado.
Que o nosso coração nos acuse, dia-a-dia, tal qual o de um dos leprosos: “Não estamos agindo certo. Este é um dia de boas notícias, e não podemos ficar calados. Se esperarmos até o amanhecer, seremos castigados” (7.9).

Sugestão de oração: “Senhor, que eu não fique em festa, me esbanjando com os despojos inimigos, mas que minha boca e meu coração estejam prontos para testemunhar da boa notícia da Salvação em Jesus Cristo. Amém”.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Da universidade para a floresta: a necessidade do apoio técnico na missão entre indígenas do Brasil.


Rev. Norval, missionário tradutor, da ALEM/APMT, contando história bíblica

André Filipe, Aefe!
conheça também: http://www.alumi.org.br

Recentemente, o Departamento de Assuntos Indígenas (DAI) da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) publicou um relatório1 sobre as etnias indígenas brasileiras, revelando dados importantes para a missão da igreja nacional, lançando necessidades e desafios. Dentre os 7 desafios lançados pela equipe, o sétimo deve tocar fundo no coração do estudante universitário cristão, capacitado para servir a Deus com sua profissão; este desafio aponta para um modelo diferenciado de necessidade missionária, com uma direção diferente das encontradas normalmente em institutos bíblicos e seminários:
“Em diversas atividades missionárias há necessidade de apoio técnico especializado, essencial para a qualidade da produção. Podemos citar áreas como a linguística, antropologia, missiologia, pesquisa, desenvolvimento comunitário, ações sociais, consultoria jurírica, transporte, comunicação e logística. Sem um adequado fortalecimento no apoio especializado as ações missionárias entre os povos indígenas perderão força, qualidade e oportunidade (...) Tais iniciativas especializadas multiplicam as ações missionárias e são fundamentais para boa parte do trabalho realizado”2.

A pesquisa reconhece 616.000 indígenas vivendo em terrítório nacional (52% ainda vivem em aldeamentos), divididos em 340 etnias, e 181 línguas diferentes. O relatório ainda nos apresenta dados animadores a respeito da presença evangélica entre eles, mostrando que a igreja tem caminhando e feito a diferença: “a Igreja Indígena está em franco crescimento, o que se dá a partir das relações intertribais locais, atuação missionária com ênfase no discipulado e treinamento indígena e três fortes movimentos indígenas nacionais. A presença missionária coordena mais de duas centenas de programas e projetos sociais de relevância que minimizam o sofrimento em áreas críticas, sobretudo em educação e saúde, e valorizam a sociedade indígena local. O registro linguístico, associado à produção de material para letramento, é outro vigoroso fruto das iniciativas missionárias, que se envolvem especialmente com grupos à margem do cuidado e interesse da sociedade3”.
Atualmente, 182 destas etnias possuem presença missionária, sendo que 150 possuem Igreja Indígena, e apenas 17 não possuem pelo menos um programa social ativo. Os programas sociais coordenados por missionários evangélicos somam 257 programas sobretudo nas áreas de educação (análise linguística, registro, letramento, publicações locais e tradução), saúde (assistência básica, primeiros socorros e clínicas médicas), subsistência e sociocultural (valorização cultural, promoção da cidadania, mercado justo e inclusão social), em sua maioria “subsidiados por igrejas, empresas e representantes evangélicos no Brasil4”. A conclusão é animadora: “a presença missionária está, histórica e tradicionalmente, sempre associada a iniciativas sociais e culturais, especialmente àquelas com forte valor para o povo local4”, isso porque acreditamos que “o evangelho não apenas responde aos questionamentos da alma humana, como também contribui para a sobrevivência individual, social, cultural e linguística dos povos indígenas no Brasil5”.
Apesar de todo o esforço de igrejas, ministérios e missionários, ainda há pelo menos 190 etnias sem qualquer presença missionária: “chama a nossa atenção o alto número de etnias sem conhecimento do Evangelho em áreas relativamente abertas e sem iniciativas evangélicas e missionárias6”.  Além do mais, 69 línguas não possuem a Bíblia traduzida,  10 com clara necessidade de tradução e 28 com necessidade de projetos especiais de oralidade. Sem contar que o esforço de diminuir a pobreza bíblica envolve trabalhos não só de descrição linguística e tradução, mas também, concomitantemente, projetos de educação em língua materna, valorização cultural etc.
O desafio é enorme, um grande passo a ser dado por cada um de nós: “levando em consideração as ações especializadas bem como o trabalho administrativo, logístico e pastoral que tanto precedem quanto acompanham tais iniciativas, asseguradamente seriam necessárias no mínimo 500 novas unidades missionárias para fazer frente ao presente desafio total6”.
Toda esta necessidade tem como alvo não o enriquecimento de qualquer empresa, nem pode ser mensurada apenas por seus resultados sociais e de diminuição do sofrimento humano, mas a frota missionária tem cooperado para a promoção do conhecimento da Glória de Deus entre os indígenas no Brasil. Desafio você que está fazendo uma universidade ou curso técnico, ou que ainda está prestando vestibular, a considerar seriamente fazer parte de uma das 500 novas unidades missionárias que hoje rogamos a Deus. É possível que sua área não tenha sido citada aqui, justamente porque talvez só você possa saber como sua especialidade pode ser importante no campo missionário: desafio você a descobrir isso.
Se você caminha para o fim de seu curso, e Deus tem falado fortemente com você a respeito da vocação missionária, procure mais informações, entre em contato com uma agência missionária e converse com o pastor de sua igreja. O desafio lançado pode ser um avanço decisivo para alcançar o que falta da tarefa de evangelização nacional entre os indígenas, talvez porque pessoas como eu e você resolveram responder ao chamado de Deus.
__________
1Você pode baixar o relatório completo no site: http://www.indigena.org.br
2LIDÓRIO, Ronaldo (org). Indígenas do Brasil: etnias indígenas brasileiras, relatório 2010. (DAI-AMTB), 2010, pág. 16.
3Idem, pág. 03.
4Idem, pág. 08.
5Idem, pág. 12.
6Idem, pág. 15.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Profissionais em missões: universitários e profissionais estratégicos para a evangelização mundial

André Filipe, Aefe!
site: www.imagemesemelhanca.com
Publicando na Revista Alcance (APMT) 4º Trimestre de 2010.

Mais da metade do mundo está fechada para o missionário convencional (…). Inúmeros desses mesmos países acolhem com satisfação estrangeiros que possuam habilidades que lhes sejam úteis. Grande número dos povos não alcançados de todo o mundo jamais ouvirá a Palavra a menos que cristãos com habilidades profissionais se disponham a ir e fazer com que Jesus Cristo seja anunciado em seu meio”1.

Na epidemia de cólera que ocorreu no Rio de Janeiro, em 1855, e na epidemia de febre amarela, em 1858, ele teve um papel muito importante, como médico cirurgião; e em 1859, ele batizou duas damas da Corte Imperial. Em Funchal, em Portugal, abriu um hospital de doze leitos e serviços de clínica e farmácia gratuitos para a população pobre. Na Ilha da Madeira, fundou várias escolas de alfabetização, chegando a atender mais de 2500 pessoas. Foi também “pioneiro do presbiterianismo na Madeira e do Congregacionalismo no Brasil, e um dos primeiro médicos missionários na história de missões2”: Dr. Robert Kalley, missionário.
Conhecido como fazedor de tendas, profissional em missões, missionário biocupacional ou profissionário, este perfil abrange o missionário com uma formação não religiosa, com direção ministerial transcultural e estrategicamente colocado para exercer a dupla função de evangelista e profissional. Biblicamente falando, não é necessário nenhum malabarismo para encontrarmos respaldo para esta atividade, quando convergimos o conceito de Reino de Deus, trazido com Jesus, à ordem de se espalhar este evangelho ao mundo, e o uso de estratégias missionárias diversificadas, utilizadas por Paulo (de onde vem o termo Fazedor de Tendas), mas também por José, no Egito, Daniel na Babilônia etc.
Aqui no Brasil, também, não há novidade. Délnia Bastos, da Interserve3, descreve a história deste perfil missionário em três ondas: a primeira onda (1885-1950), dos estrangeiros chegando ao Brasil; a segunda onda (1950-2000), dos profissionais brasileiros comprometidos com a missão; e a terceira onda (dias atuais), em que começam a surgir organizações, congressos e articulações mais amadurecidas, como a criação da Associação de Fazedores de Tendas do Brasil (AFTB), ligada à ABUB4.
No recente Congresso de Lausanne, em Cape Town, um dos pontos discutido foi justamente as “pessoas não-ativadas”, isto é, cristãos profissionais, em seus empregos, que não exercem influência evangelística. Em documento publicado no site do Congresso, e traduzido para o português, vemos que “este chamado (ser sal e luz) não faz distinção entre trabalhadores, profissionais liberais, cristãos em igrejas ou agências missionárias, ou aqueles que têm ocupações comuns (…) viver a fé vai além de ser bom exemplo no trabalho. O chamado para fazer discípulos clama para que vivamos a fé deliberadamente, convidando outras pessoas para se unirem a nós, na nossa jornada cristã.5”.

Possibilidades

O profissionário é, sobretudo, uma arma estratégica nas mãos da igreja. Atualmente, 80% dos povos não alcançados são regiões que perseguem a igreja de Cristo, impedindo a entrada de líderes religiosos. A entrada do missionário como um profissional fura este bloqueio.
Ruth Siemens, fundadora da ABUB, aponta algumas possibilidades da formação secular como estratégia para missões em contextos perseguidos, como o trabalho secular assalariado no estrangeiro, papel que a Interserve tem buscado mobilizar aqui no Brasil; o missionário auto-empregado, como o Dr. Kalley, já citado, que é um empreendedor no país estrangeiro; e o estudante bolsista em outro país.
Mas, para além do “missionário cavalo de tróia”, para regiões cujos países são perseguidos, há os países pobres, regiões necessitadas de profissionais das mais diversas áreas, sobretudo nas áreas da saúde e educação. Rosa Maria, missionária dentista pela APMT no Senegal, já atuou com sua profissão em presídios, creches, casas de recuperação, entre os povos ribeirinhos do Amazonas, Pará, Roraima etc. Devido ao seu papel peculiar, que impede o paciente de questioná-la, ela prega o evangelho enquanto trata as bocas dos pacientes: “Remove-se uma cárie de um elemento dental, associa-se com o pecado. Faz-se uma restauração, associa-se com o perdão dos pecados; boca em ordem, associa-se com cliente pronto para aceitar Jesus e divulgar as Boas Novas”. Atende gratuitamente em regiões muito pobres na África, onde “a população não dispõe de recursos para ir ao dentista, além de que também não há dentista aqui”.
Priscila Rondan Napoli, pela APMT em Timor Leste, é formada em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, e dá aulas neste país ex-colônia de Portugal. A formação é uma porta aberta para comunicar o evangelho e que também possibilitou visto no país. Tanto ela como seu marido são professores contratados pela Universidade Nacional do país: “Em uma de minhas aulas do curso de português, reuni mais de 40 jovens e pude falar abertamente e demoradamente sobre o amor de Deus”.
Outras possibilidades para auxílio conectando a missão transcultural com a formação universitária é o auxílio de base, seja equipando a própria agência missionária, seja servindo na missão, ou também como lingüistas tradutores da Bíblia, educadores que preparam apostilas de alfabetização, desenhistas etc.

Requisitos
É importante, no entanto, ressaltar alguns requisitos para este tipo de atividade, quebrando alguns mitos. O principal deles é o de que o fazedor de tendas é independente financeiramente. Mesmo a Priscila, que trabalha pela Universidade nacional, afirma: “o serviço que oferecemos à comunidade é gratuito, apenas na universidade recebemos uma ajuda de custo que cobre o gasto somente com o transporte”. O profissional em missões deverá preencher os três principais requisitos de qualquer missionário: sustentado, capacitado e enviado.

- Sustentados: um profissionário pode até ser auto-sustentado, desde que o seu emprego remunerado esteja como parte de seu alvo missionário. Mesmo assim, são muito poucos os que vivem deste modo. Ele também pode ser parcialmente sustentado quando o salário não é suficiente, mas o trabalho é importante no projeto. Então, a igreja deve auxiliá-lo no complemento. Porém, um profissionário deve ser sustentado integralmente pela igreja quando atuar numa comunidade tão pobre que não poderá sustentá-lo. Outra forma é o auxílio financeiro da igreja somente com as despesas de projeto, como a construção de um templo, aparelhos para clínica, uma emergência, etc.

- Capacitados: Délnia chama a atenção para o fato de que o profissional deve ser excelente em seu serviço: “não se pode fingir de profissional e muito menos ‘usar’ a profissão apenas para obtenção de visto#”. Além do mais, é imprescindível ao missionário transcultural pelo menos três áreas de treinamento à parte de sua formação: treinamento missiológico, fundamental para enfrentar os desafios de uma outra cultura; teológico, para enfrentar os desafios da apresentação do Evangelho e formação de discípulos; e linguístico, para enfrentar o desafio de línguas muitas vezes sem, sequer, uma gramática. Pode ser um problema de orgulho não se sujeitar ao treinamento não universitário7.

- Enviados: outra característica do fazedor de tendas é que ele deve ser enviado por igrejas, mesmo no caso de ser auto-sustentado. Ir ao campo sem uma igreja pode ser também um problema de orgulho. O missionário precisa da cobertura de oração que as igrejas oferecem e precisa prestar contas a elas. O profissional precisa, também, ser agenciado. As agências missionárias, na maioria das vezes, estão preparadas e têm experiência logística e pastoral para auxiliar os missionários numa emergência, como uma guerra que estoura de repente, um grave acidente onde não há hospital, etc.

Vocacionados
Se você é um estudante universitário, ou vestibulando, e tem convicção de que o Senhor o chamou para servi-lo em um contexto transcultural, é importante estar atento a alguns conselhos importantes. Não espere ser um missionário entre indígenas se você não testemunha a seus colegas de classe. Envolva-se com os grupos de evangelismo em sua Universidade. Também, para não correr o risco de escoar pelos inúmeros buracos no encanamento de vocacionados que entram na Universidade, mas que, ao final, abandonam a vocação, busque participar de eventos missionários, congressos, conversas com missionários e outros vocacionados; leia livros e revistas sobre o assunto. Se for possível, não perca a oportunidade de participar de viagens missionárias em suas férias de faculdade. Se você estiver trabalhando, foque no seu ministério futuro e faça uma poupança para os primeiros gastos na mobilização e em seu treinamento. E finalmente, se possível, separe o último ano de faculdade para auxiliar em alguma missão ou agência missionária próxima de sua universidade. O risco de estar estagiando ao findar do curso é ser seduzido pela promoção, ou amedrontado pelo desemprego.
A respeito da identidade do biocupacional, se dentista, linguísta, advogado, designer etc, terminamos com uma resposta inspiradora do Rev. Ronaldo Lidório à revista Ultimato, quando indagado da seguinte pergunta: “ULTIMATO: O que você é: missionário, missiológo, antropólogo, indigenista?”
“LIDÓRIO: A convicção do chamado ministerial é o que enche meu coração. A antropologia e a missiologia são instrumentos de trabalho muito úteis em diversas situações e projetos, porém estar envolvido com a missão de Deus para a minha vida é insubstituível. Nas palavras de Woodfor, títulos e funções não saciam nossa alma. Apenas a certeza de seguir o caminho de Deus o faz. Sou missionário”.

Notas:
1. SIEMENS, Ruth. Opções seculares para o trabalho missionário. In: WINTER, Ralph D. e HAWTHORNE, Steven C. Missões transculturais: uma perspective estratégica. São Paulo: Mundo Cristão, 1987. Pag. 944.
2. CÉSAR, Elben M. Lenz. História da Evangelização do Brasil: dos jesuítas aos neopentecostais. Viçosa: Ultimato, 2000. Pag. 82.
3. Interserve: organização missionária internacional com mais de 750 profissionais missionários espalhados pelo mundo.
4. BASTOS, Delnia. Profissionais missionários do Brasil: uma história que está sendo escrita. Encontrado em 31/10/10 no site: http://www.ejesus.com.br/
5. KOTIUGA, Willy. Pessoas no trabalho: preparando-se para ser a igreja global. In: http://conversation.lausanne.org/pt/advance_papers
6. Idem 4.
7. LIDÓRIO, Ronaldo. Formação Missiológica ou treinamento missionário. Cf. site. www.ronaldo.lidorio.com.br
8. Entrevista: Ronaldo Lidório. Ultimato, novembro-dezembro, 2006. Viçosa, Ultimato, pag. 51.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Tomando o manto de Elias - 2ª Rs.2.

André Filipe, Aefe!
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“Depois pegou o manto de Elias, que tinha caído, e voltou para a margem do Jordão. Então bateu nas águas do rio com o manto e perguntou: "Onde está agora o Senhor, o Deus de Elias? " Tendo batido nas águas, essas se dividiram e ele atravessou.” - 2a Rs2.14.

Suceder um grande líder não é fácil. É comum sabermos de filhos herdeiros que destróem a empresa que o pai construiu com muito esforço. Elias tinha concluído seu ministério, e já havia sido revelado que Eliseu era o seu sucessor (1ª Rs.19.19-21). Agora, era preciso dar as últimas provas e lições. A primeira delas é se Eliseu seria um seguidor obediente e fiel, e não um profeta ganancioso e rebelde, e Eliseu mostrou-se um seguidor até o fim (2ªRs.2.6). No capítulo anterior, vemos Acazias sendo fiel ao seu antecessor ímpio, seu pai Acabe, e Deus punindo-o severamente; a Palavra nos ensina, assim, que não devemos ser fiéis aos nossos antecessores que são infiéis; mas não era esse o caso de Elias, portanto, Eliseu foi fiel a um servo fiel de Deus.
A segunda lição de Eliseu foi fazê-lo rememorar os grandes feitos do Senhor, fazendo o trajeto inverso do povo de Israel, de Betel a Jericó, às margens do Rio Jordão. Estava lembrando seu discípulo do poder do Deus de Elias.
Ao avistar a glória de Deus no arrebatamento de Elias, Eliseu mostrou que será bem sucedido fazendo a pergunta que deve ser o nosso discurso de posse ao assumir qualquer ministério: “Onde está agora o Senhor, o Deus de Elias?” Os homens de Deus a quem nos espelhamos nunca devem tomar maior assento em nosso coração do que o de homens de Deus, homens usados por Deus; devemos nos lembrar que o único motivo do sucesso deles é porque Deus é um Deus soberano e poderoso. O sucesso de Elias não era Elias, mas o Deus de Elias.
Eliseu, então, será confirmado por Deus realizando os mesmos milagres do seu mestre, e refaz o trajeto e vai além, com sua “porção dobrada”. Eliseu realiza mais que Elias, assim como é Josué quem entra na terra prometida, e não Moisés; é Salomão quem constrói o templo, e não Davi.
Não se desencoraje com os grandes feitos dos nossos mestres e exemplos, mas nos preparemos para mais, perguntando e esperando sempre pelo Deus de Elias.



Sugestão de oração:Senhor, onde está o Deus de Elias, de Moisés, de Davi, de Josué; o Deus de Pedro, de Paulo, de Lutero, de Calvino, de Zinzendorf, de  William Carey, de Simonton? Senhor, usa-me como instrumento em tuas mãos  e manifesta o teu poder em minha vida e meu ministério, como o Senhor tem feito com os teus servos. Amém”.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

As decisões da vida pelo semáforo de Deus

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"Desvia os meus olhos das coisas inúteis; faze-me viver no caminho que traçastes" Sl. 119.37 (NVI)

AndréFilipe, Aefe! [www.imagemesemelhanca.com]

Aqui em São Paulo há 2 tipos de semáforos, um para os carros, em que há um sinal redondo vermelho indicando que o carro deve parar; um amarelo, indicando que o carro deve ficar alerta pois está pronto para ficar vermelho; e o verde, em que o carro deve seguir. Cruzando este semáforo de carros, há o semáforo de pedestres, com 2 sinais de desenhos de pessoas, sendo um verde, indicando que o pedestre já pode atravessar a rua, e o vermelho, indicando que o pedestre deve esperar. Ambos os sinais devem estar interligados, sendo que, quando o semáforo dos carros estiver verde, o semáforo dos pedestres estará vermelho, e quando aquele estiver vermelho, este estará verde. A pressa, a impaciência e a urgência tornam comum a cena de pessoas transgredindo o sinal vermelho, arrumando uma brecha entre o tráfego. Para atravessar com segurança, no entanto, é sempre bom observarmos tanto o semáforo dos pedestres quanto o semáforo dos carros, para que uma ligeira danificação no sinal do pedestre não lhe cause acidente.
Quando a Palavra de Deus fala, em Mt 6.21, que o nosso coração estará sempre interligado ao nosso tesouro, isto é, aos nossos desejos e sonhos, eu penso nesta relação entre os semáforos. As nossas decisões pessoais de vida sinalizam seguir ou parar a partir daquilo que o tráfego da realização dos nossos sonhos indicar.

Porém, as Escrituras falam para guardarmos a Palavra de Deus em nosso coração (Sl. 119.11), isto significa que para não sermos atropelados pela vida é necessário interligarmos nosso coração não aos nossos desejos e sonhos, mas à Palavra de Deus! Se o nosso coração estiver interligado à Palavra de Deus e ele indicar para seguir, siga!, se ele, por outro lado, disser pare, pare!, independente da pressa, da impaciência e da urgência.
Por segurança, sempre observe o semáforo maior, a Palavra de Deus, que é a Luz verdadeira para o nosso caminho (Sl. 119.105).


Quais têm sido nossos tesouros, e aonde eles têm nos levado?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Como tomar decisões


André Filipe, Aefe!

Há 2 perguntas na Bíblia que expressam a angústia de dois jovens. As duas são grandes perguntas. O primeiro jovem pergunta sobre o que ele deveria fazer para alcançar a vida eterna (Mc.10.17). É uma boa pergunta, pois aponta que o jovem almeja a vida eterna, isto é, a eternidade em comunhão com Deus. Quantos de nós deixamos de querer alcançá-la? Quantos não estão diante de Deus perguntando: como alcançar um(a) namorado (a)? Qual curso profissional escolher? Como ganhar muito dinheiro? O que fazer para viver de maneira confortável? Que fazer para ser reconhecido? Que fazer para ser amado? Parece-me que não são muitos que estão buscando uma comunhão eterna com Deus.
Este primeiro jovem estava perguntando sobre qual caminho tomar. Mas há uma segunda pergunta que eu considero a mais incrível de todas, na Escritura. Quem faz a pergunta é o compositor do Salmo 119, no versículo 9. Ele interroga sobre como guardar puro o caminho.
A pergunta dele não era sobre direção, mas sobre “modo de fazer” e a sua preocupação não era algo a ganhar (a vida eterna), mas fazer o presenteador feliz. O maior valor para este jovem não era a sua própria felicidade, mas se apresentar diante de Deus de modo agradável.

A resposta.

As duas perguntas possuem uma única resposta. Jesus dirige o primeiro jovem para seguir a lei, e o salmista responde ao jovem para que guarde a Palavra (a lei) no coração. Deste modo, o salmo 119 nos apresenta duas dimensões bíblicas a respeito da vida: a dimensão do caminho, da direção, horizontal; e a dimensão do coração, do interior, vertical. “Como tomar uma decisão?”, é da dimensão do caminho, mas a resposta deve ser buscada na dimensão do coração.
Qualquer decisão, qualquer direção, deve ser colocada à luz da Palavra de Deus: qual delas está no caminho da vida eterna? Qual delas é pura diante de Deus?
Além do mais, não podemos fugir de duas outras dificuldades. A primeira é que, após encontrar o caminho correto, como seguir o caminho correto. Saber é diferente de seguir. O próprio salmista, no versículo 5, exclama a dificuldade de firmar os passos na vontade de Deus, e o”jovem rico”, da primeira pergunta, sabia o que fazer, mas desistiu de tentar, porque saber é diferente de seguir. Para seguir o caminho, precisamos rogar a Deus que, através do sangue de Cristo e do espírito de Deus, purifique nosso coração, dia a dia.
A segunda dificuldade é tomar uma decisão entre duas ou três possibilidades viáveis, puras, no caminho, e encontrar, entre elas “a vontade de Deus para minha vida”. Penso que, ao rogar a Deus que purifique o seu coração, ao avaliar fielmente suas opções e ficar com aquelas agradáveis a Deus, deixe de lado a ansiedade e siga corajosa e confiantemente os seus sentidos (o seu coração restaurado), pois quando o coração é puro, ou a direção é correta, ou Deus a endireita, e quando o coração não é puro, simplesmente todas as direções levam para o abismo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A mente do estudante com o coração em Deus


"Oh! não permitas Pai de amor,/ que aquilo que me dás/ eu ouse, incauto, desviar/ em causas vãs ou más!/ Não deixes que meu coração/ se engolfe no prazer/ e no fruir de muitos dons/ eu venha te esquecer ." Hino 58. J. Queiróz.

 
Há um bocado de motivos para você ter começado uma faculdade, jovem estudante. Pode ser que você tenha chegado à faculdade meio que sem pensar, seguindo a estrada que seus pais traçaram a você. Ou então, você quer ter um bom emprego na vida adulta, ganhar muito dinheiro etc. Ou até, quem sabe, está seguindo o seu coração, decidindo-se por fazer aquilo que gosta. Todos estes motivos, em certa medida, são válidos, mas quero encorajá-lo a pensar o quanto a sua faculdade tem a ver com sua fé.
 
Fé e ciência
 
"Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento" - Pv.2.6 (RA).

Há uma grande bobagem rolando na boca de gente a toa de que fé e razão são incompatíveis. No entanto, a relação entre conhecimento científico e fé é mais forte do que parece, pois as duas possuem um mesmo eixo, e este eixo é Deus. Tanto a fé em nosso coração quanto o conhecimento em nossa mente estão ligados a Deus, afinal, fé é a ciência de Deus, e ciência é a fé na criação de Deus. Fé é Deus revelando-se ao homem, e ciência é o homem buscando revelar a criação de Deus. E não tem como escapar, tanto a ciência (Pv.2.6) quanto a fé (Mt.11.27) são dadas por Deus ao homem.
Sendo assim, a ciência nada mais é do que tentar descrever o manual de instruções da criação de Deus, escondida por ele pelo pecado (Gn.11.1-9). Fazer ciência, seja qual for a sua faculdade, é ter alto conceito com aquele que tudo criou. Em última instância, Deus é o nosso referencial teórico maior. Por isso, é só através da fé em Deus que podemos fazer ciência séria e verdadeira. O orgulho, no entanto, faz o cientista desprezar Deus na ciência, e isso é loucura. Por isso, o homem mais sábio de todos os tempos, disse: "Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o Senhor" Pv. 1.7 (NTLH).
É por isso que Tiago diz: "Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com , em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento" - v.5-6 (RA).
Em tempo de faculdade ou de colegial, na igreja ou na sala de aula, tema ao Senhor, jovem estudante!

O NERD e o sábio

"Eu sou o Entendimento (...) Por meu intermédio, reinam os reis, e os príncipes decretam justiça. Por meu intermédio, governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra. (...) Riquezas e honra estão comigo, bens duráveis e justiça. (...) Ando pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo, para dotar de bens os que me amam e lhes encher os tesouros" Pv.8.14-21 (RA).

Enquanto estiver na faculdade, jovem estudante, lembre-se que você deve servir a Deus com o conhecimento que você adquire. Não confunda ser estudioso com ser sábio. Não confunda saber toda a matéria e tirar 10 com fazer frutos de justiça com seu conhecimento científico. O NERD se esbanja com o que sabe, o sábio faz justiça e dá bons frutos. A grande chance de você fazer uma faculdade na verdade é um instrumento de Deus para que você o sirva, em amor ao próximo e em respeito à sua criação.
Um estudante cristão nunca pode ser um NERD, que estuda para o próprio prazer e satisfação e para o próprio orgulho. Antes disso, suas grandes notas são grandes responsabilidades de servir ao próximo. Jovem estudante, busque reconhecer, em cada aula, em cada matéria, em cada semestre, em cada monografia, em que o Senhor quer usá-lo. O seu TCC é para Cristo!
Veja o que diz Maurício Cunha, em O Reino entre nós, pag.84.
"Existem hoje muitos conceitos, procedimentos, pesquisas, ferramentas provenientes de várias profissões e que poderão nos ser úteis no caminho que trilhamos em Deus. O desenvolvimento pessoal dos que querem trabalhar de modo efetivo sempre passará por esses conhecimentos de alguma forma."
Por isso que o estudante deve se empenhar em estudar com afinco, sem preguiça. Guarde em seu coração a pergunta de Salomão: "Preguiçoso, até quando vai ficar deitado?" Pv.6.9. Neste sentido, há uma grande diferença entre Salomão e Paulo. Ambos eram muito estudiosos. Salomão disse: "resolvi examinar e estudar tudo o que se faz neste mundo. Que serviço cansativo é este que Deus nos Deus" Ecl.1.13 (NTLH). E Paulo responde: "Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo, o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem". O primeiro buscou sabedoria por si mesma e só encontrou inutilidade; o segundo buscou sabedoria olhando para Cristo e encontrou esperança. A diferença é gritante. Na velhice, Salomão é um velho cansado e pessimista, mas veja que testemunho de um grande e incansável estudioso como Paulo. Encarcerado, velho, pronto para morrer, abandonado por seus amigos, o apóstolo faz um incrível pedido ao seu amigo Timóteo: "Quando vier (...) traga os livros também, principalmente os de couro" - 2ª Tm.4.13 (NTLH).
Em tempo de faculdade ou de colegial, na igreja ou na sala de aula, sirva ao Senhor, jovem estudante!

A ciência na adoração
 
"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos" – Sl. 19.1.

No salmo 19, Davi é um investigador da natureza entusiasmado e admirado com seu Criador. Mas veja bem, você não precisa ser um astrônomo para verificar a grandeza de Deus. A grandeza da criação não está só no movimento dos seres celestes. A Glória de Deus está nas estrelas, mas também na variedade das espécies de animais e plantas, das florestas, a beleza das plantas, o universo dos seres invertebrados. Mas também está na complexidade do comportamento humano, dos seus pensamentos profundos, das suas linguagens e poesia; a Glória de Deus está no corpo humano e na capacidade dada por Deus deste ser criar medicamentos para os próprios problemas. Na criatividade e capacidade do homem de se organizar em empresas, em nações, em associações, capacidade de produzir produtos que o auxiliem e o agradem; a Glória de Deus está presente na inteligência do homem em desenvolver tecnologia, arquitetura e engenharia; está na originalidade do homem em manipular os elementos mais microscópicos da natureza e fazer disso auxílio para sua própria existência. Apesar de todo este desenvolvimento do homem, a Glória de Deus é ainda maior quando pensamos que, de tudo o que avançamos, não chega nem perto do que poderíamos conseguir criar e desenvolver não fosse a interferência do pecado no mundo e em nossa mente. A ciência não engrandece a criatura, mas o Artista. Nós fazemos faculdade para investigar e mostrar ao mundo o quanto o Criador é espantosamente grandioso!
Assim, jovem estudante, em tempo de faculdade ou de colegial, na igreja ou na sala de aula, tema, sirva e adore ao Senhor!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Maior Seleção do Mundo

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Enquanto aguardamos com ansiedade a conclusão deste campeonato, você deve se lembrar de grandes momentos de emoção, terríveis momentos de tensão, momentos em que choramos e momentos em que sorrimos. Pois neste campeonato, há tempo pra tudo...

Vamos trazer a memória o que pode nos dar esperança: você deve se lembrar dos primeiros jogos, quando o time de Adão começou muito mal, com um gol contra, diante de toda a torcida do #jardimdoEden...

A urucubaca continuou, e você deve ter ficado aflito (a) no jogo em que, além de ter chovido demais, os jogadores do time de Noé jogaram como verdadeiros animais. O jogo foi mesmo uma tragédia!

Na partida seguinte, você deve ter ficado no mínimo frustrado (a) quando o orgulhoso time da #torredeBabel, que entrou em campo jogando muito no primeiro tempo, mas no segundo tempo foi uma confusão, parecia que ninguém mais falava a mesma língua.

O campeonato começou a ficar bom mesmo quando o técnico Jacó entrou em campo com seus doze filhos, lembrando que os levitas eram apenas auxiliares técnicos. Você viu também quando Moisés assumiu como técnico de #Israel e goleoou o #Egito por dez a zero! #Israel estava uma praga para o #Egito! #Israel continuou surpreendendo quando enfrentou e ganhou do time gigante dos #filisteus. Alguns comentaristas chegaram a dizer que foi um verdadeiro duelo de Davi e Golias!Mas, enfim, vimos uma série de erros técnicos sem fim do time de #Israel e, como consequência, foram massacrados sucessivamente pela #Assíria e pelos #Persas.

Na segunda fase do campeonato, você acompanhou o surgimento, no cenário do campeonato, de uma seleção de jogadores escolhidos por Iavé e entregues ao seu filho Jesus, formada por doze jogadores (lembrando que Judas foi expulso no primeiro jogo). Estes jogadores não eram estrelas dos times romanos e nunca tinham sido campeões do mundo, mas quando entraram em campo jogavam com todo o coração, com toda a alma e com todo o entendimento.

Foi tão surpreendente a ascensão deste time que, vocês sabem, os times de #Israel e de #Roma deram um jeito nada legal de tirar Jesus de cena; mas seus jogadores continuaram com toda a garra e determinação, e com tanta fidelidade ao treinador expulso do campeonato, que foram chamados de #cristãos.

Temos que dar especial destaque ao excelente atacante e até agora o artilheiro do campeonato Paulo, que antes jogava por #Israel, massacrando os outros times, e agora mudou de time, jogando pelo time de Jesus. Apesar da polêmica discussão com o auxiliar técnico Barnabé, Paulo, formando tabela com Silas e Timóteo, conquistou para os #cristãos a vitória contra os #Romanos, #Gálatas, #Efésios, #Filipenses entre outros, e com especial destaque, ganhando daquele que tem a segunda maior torcida do mundo, e que este ano comemora o centenário, os #Coríntios.

Enfim, os cristãos chegam ao final do campeonato enfrentando aquele time cujo treinador deixou em segredo seu principal atacante, que insiste em chamar de “A Besta”, mas que a imprensa especula ser o próprio Papa ou o presidente dos EUA, ou mesmo, algum jogador de #Israel, revoltado com a deserção de Paulo.

O time rival diz que vai apertar e os #cristãos sabem que enfrentarão um jogo duro, com muitas tribulações. Mas estão confiantes e cheios de esperança, pois eles aguardam uma arma final: o retorno de seu treinador Jesus Cristo.

Por isso, a torcida pode ficar vigilante e confiante, pois o maior artilheiro deste campeonato incentivou a torcida de #cristãos, em uma coletiva aos romanos, às 8h37 de ontem:

- É, com certeza... em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.


E aí, você se lembra de mais algum lance importante do campeonato?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cambridge Seven

Sete amigos universitários transformam a Inglaterra, a China e o mundo em seis semanas.
por André Filipe, Aefe!

“Nunca antes na história das missões um grupo tão singular seguiu para o trabalho no campo estrangeiro”, foi a notícia que correu a Inglaterra em fevereiro de 1885: os sete estudantes de Cambridge estavam seguindo adiante para a missão na China, deixando atrás de si uma multidão de universitários em chamas.

O reavivamento:

Neste fim do século 19, a Inglaterra estava cheia de gente que se chama cristã, mas a poucos deles poderíamos chamar assim. Stanley Smith era um desses jovens que só se chamavam cristãos, assim como os outros seis, mas que foram tremendamente impactados pelo passeio do Espírito por aquelas paragens.
Em 1879, quando Stanley entrou em Cambridge, já tinha entregado sua vida verdadeiramente a Cristo em umas das pregações de Dwight Moody, um dos maiores evangelistas leigos americanos da passagem do século, que estava fazendo algumas cruzadas evangelísticas pela Inglaterra. Stanley e seu amigo inseparável desde seu antigo colégio, Montangue Beauchamp (Monty), eram excelentes esportistas do time de remo da Universidade. O esporte, por isso, tomou lugar nas preferências dos jovens. Cristo só veio a fazer diferença novamente quando Stanley passou a participar do Daily Prayer Meeting, na faculdade, uma espécie de ABU inglesa, e o remo deixou novamente de ser preferência na vida do estudante.
Embora Monty se dissesse cristão, Stanley gostaria que o amigo passasse por aquela transformação que tinha passado ao participar dos grupos de oração. Stanley comprometeu-se a orar 15 minutos por dia pela vida do amigo, que se entregou a Cristo verdadeiramente em outubro de 1881. Curiosamente, a família de Monty era amiga e patrocinadora do grande missionário para a China, Hudson Taylor.
O irmão de Dixon Hoste também era jogador de Remo na mesma Universidade e muito amigo de Stanley. Ambos oravam pela vida dele, pois ainda não havia se convertido. O jovem Hoste tinha uma patente de oficial de artilharia do exército real britânico. No inverno de 1882, Stanley levou Dixon Hoste a uma das cruzadas de Moody. Ele foi insistente, pois o jovem Hoste não queria ir. Na última noite, ele rendeu-se e foi à pregação do americano. Lá, ele entregou sua vida a Cristo e decidiu largar o posto militar para ser um missionário.
William Cassels estudava para ser pastor e era jogador do mesmo time de Stanley. Quando ele passou a freqüentar os grupos de oração, Cassels e ele aproximaram-se mais e oravam juntos no Campus.
Os irmãos Arthur e Cecil Phollil-Thurner eram jogadores fora de série de cricket, um jogo que não é muito conhecido por aqui, mas que na época, na Inglaterra, era muito popular. O irmão de Charles Studd, amigo de Stanley e freqüentador do grupo de oração, convidou Arthur para assistir a uma pregação de Moody. Arthur converteu-se a Cristo naquele dia, e empenhou-se em levar o irmão Cecil a Cristo. Fez o irmão prometer que leria pelo menos dois versículos da Bíblia por dia. Cecil cumpriu e não resistiu à força da oração do irmão e da Palavra de Deus.
Charles Thomas Studd (C.T), foi o mais notável missionário do grupo e certamente sua historia merece um texto a parte. Mas não somente como missionário, já em Cambridge, antes mesmo de se converter, C.T destacou-se, apesar de seu corpo não muito atlético, no jogo de crícket, tornando-se não só o melhor jogador da Universidade, mas foi considerado o maior jogador da Inglaterra. C.T era o Kaká da Inglaterra! No entanto, embora C.T tenha participado das reuniões de oração no seu colegial, na Universidade tinha deixado de participar. Em novembro de 1883, no entanto, seu irmão caiu em grave doença e caminhava para a morte. Quase tão famoso quanto ele, Studd percebeu que, diante da morte, fama e prestígio não valiam de nada. Impactado por aquela doença do irmão, foi ouvir uma pregação de Moody e entregou sua vida a Cristo.

Após estas conversões, estes estudantes testemunharam sua história diante de seus conhecidos, e sua fama, carisma e talento causou um tremendo impacto na Universidade. Stanley e Monty montaram um grupo de estudo bíblico com o time de remo e oravam pela conversão de todos. Dixon, deixando o exército, falou de Jesus a todos os seus parentes. William tornou-se pastor de uma igreja local, Arthur foi para um seminário e C.T, através de sua fama, falou sobre Jesus Cristo a muitos jogadores.

O comissionamento:

Monty também tinha se tornado um seminarista e estava muito próximo de Arthur, por isso oravam e estudavam a Bíblia juntos. Arthur foi o primeiro a ouvir de Deus um chamado para a China. Em 1883, Stanley, Monty e Arthur formavam o protótipo do Cambridge Seven, pregando e falando de missões pela Universidade.
Dixon, já se preparando para o trabalho missionário, foi o segundo a ser chamado por Deus para ir à China. Stanley foi o terceiro, ao entrar em contato pessoalmente com Hudson Taylor, o famoso missionário fundador da Missão para o Interior da China.
O jovem Stanley, o mais persuasivo e entusiasta do grupo, foi procurar William, que se preparava para o trabalho missionário na África. O carisma do amigo foi tão forte que William decidiu também ser um missionário para a China.
Em setembro de 1884, Stanley, Dixon e William foram até a missão de Hudson Taylor para se candidatarem oficialmente como missionários.
Em novembro deste mesmo ano, Stanley convidou C.T para uma pregação de um missionário que retornava da China. O jovem jogador de crícket foi confrontado com o desafio de ser enviado ao país como missionário, aceitando-o prontamente.
Monty, no entanto, que havia ajudado Stanley a convencer C.T, e que participava de tudo sem muito envolvimento, foi profundamente tocado pelo envolvimento de C.T, e por isso, também se candidatou à missão.
Por causa da decisão de C.T., a viagem dos 3, agora 5, foi postergada, já nos propósitos de Deus. Enquanto isso, Stanley, C.T, Monty, William e Hoste testemunhavam sua decisão aos colegas na Universidade, e desta forma, impactavam os estudantes de Cambridge. Certa vez, junto a Hudson Taylor, os 5 deram vários testemunhos na Universidade, e ao fazerem um apelo, somente um estudante atendeu: Arthur Phollil-Thurner.
Cecil Phollil-Thurner, neste tempo, já estava por demais constrangido, por ele mesmo ter sido um dos que tinha encorajado C.T ao trabalho missionário, ele mesmo ainda não havia se comprometido. Em janeiro de 1885, os irmãos Turner vão juntos até Hudson Taylor e oferecerem-se para o trabalho na China.
Agora, a Missão para o Interior da China possuía sete jovens candidatos que deveriam divulgar seu trabalho pela Inglaterra e pela Escócia. Nas seis semanas seguintes que antecederam a viagem, os sete visitaram muitas cidades e Universidades, onde impactavam por onde passavam a vida de estudantes. Foi neste período que ganharam o apelido de Cambridge Seven.
“Nunca antes na história das missões um grupo tão singular seguiu para o trabalho no campo estrangeiro”, foi a notícia que correu a Inglaterra em fevereiro de 1885: os sete estudantes de Cambridge estavam seguindo adiante para a missão na China, deixando atrás de si uma multidão de universitários em chamas. Em 18 de março de 1885, o grupo inusitado chega em Shangai.

O impacto entre os estudantes da Inglaterra, Escócia e Estados Unidos:

Todos os sete, especialmente C.T, eram jovens muito ricos da Inglaterra. Calcula-se que C.T. tenha herdado cerca de meio milhão de dólares atuais. Além disso, eram extremamente talentosos e inteligentes. Muitos em sua época consideraram o ato um grande desperdício de talentos. Porém, maior que o impacto que estes jovens causaram na China, foi o seu testemunho entre os estudantes. O folheto com seus testemunhos, “The Evangelisation of the World: The Cambridge Seven” se tornou um Best seller nas universidades e chegou às mãos da Rainha Vitória. A Missão Para o Interior da China, em 1885, ano que os jovens fizeram o trabalho, recebeu 168 novos missionários, passando para 800 em 1900, representando um terço da força missionária da Inglaterra.
O folheto e a história do grupo chegou aos EUA influenciando muitos estudantes, especialmente Robert Wilder, que foi um dos estudantes a liderar o maior avivamento estudantil que ergueu a mais impactante onda missionária da história cristã, o Movimento de Estudantes Voluntários.

Fonte:
TUCKER, Ruth A. Até os confins da terra. Vida Nova, SP.
WINTER, Ralph D. e HAWTHORNE, Steven C. Missões Transculturais: um perspective histórica.
WONG, Anthony B. The Cambridge Seven. Link: http://www.wholesomewords.org/missions/mscambridge7.html
Wikipédia inglesa.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O menino Jesus e os adultos em volta



Naqueles dias em que a gente anda decepcionado por causa do marasmo da igreja de um modo geral, voltava para casa de ônibus, quando passamos pela Avenida Paulista, onde saboreei a rua toda enfeitada do natal, e por toda ela, famílias e gente de todo tipo aglomerada como expectadores dos mais diversos corais natalinos, e entre papai Noel e estrelinhas, ouvimos algumas canções do menino Jesus.

O natal é uma prova contundente de que não basta pregar o evangelho. O natal é um prova contundente de que não basta conhecer a história da salvação, a boa notícia do Evangelho. Neste natal e em muitos outros atrás, o evangelho tem sido pregado em volta do mundo, mas o que vemos é uma parede cheia de buracos, de pregos removidos já em janeiro. Neste mês o evangelho será pregado em todo o país, mas em fevereiro este país cairá na festa da Carne, o Carnaval.

Mas o fato é que esta sociedade crê é no menino Jesus, e não no pai da Eternidade, ela crê naquele menino indefeso, bonitinho, que nos faz amar a nossa família, esquecer de nossos problemas morais, aquele menino que quando ouvimos canções sobre ele dizemos que é uma gracinha.

O limite do que esta sociedade pode crer, de uma maneira geral, é o do menino Jesus e o do bom velinho. Desconhecem o Príncipe da Paz; não teriam coragem de encará-lo nos olhos se soubessem que este bebê é aquele que veio para julgar o mundo. Este bebê que conhece os nossos pecados e as nossas motivações mais profundas. Esta sociedade menina não O trataria como um bebê se soubessem que este bebê carregou sobre suas costas a imundície de nossas vidas; Ele que é poderoso para descer ao Hades e perguntar com cinismo e brio: Onde está ó morte a tua vitória? Ele que venceu a morte e passou pela vida humana de vestes brancas; foi tocado por homens imundos, mas sem o poder de manchá-Lo; tocou em homens imundos, manchando-os com o seu sangue, que os purifica de todo o pecado.

Este é o bebê, que conhecemos sua história como cantigas de ninar, mas que tem as chaves da morte. Um dia esta sociedade infantil ouvirá um anjo poderoso perguntando: Quem é digno de romper os selos e de abrir o livro?, o livro de sua salvação? Procurarão e não encontrarão. Cairão enfim desesperados por não haver ninguém para salvá-los da ira de Deus. Então se verá o filho do homem, vindo sobre as nuvens com poder e glória.

Aquele que os adultos deste mundo tratam como a um menininho, virá como o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi, aquele que venceu.

- Não se engane, este menino sobre uma simples manjedoura: Ele é o Rei da Glória!
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Viver é obediência

Mt. 25.15 - E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um,
a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.



Não é difícil, após uma reflexão honesta e corajosa, chegarmos à conclusão dos deprimidos: melhor é estar morto. Foi mais ou menos isso que Paulo, em Filipenses 1.21, pois morrer para ele era lucro, pois estaria nos braços do Pai, vivendo a eternidade plena e abundante. Mas não era esse o plano de Deus para ele, o plano era outro, havia valor ainda em sua permanência. E Paulo aceitou o desafio, obedeceu, pois viver é obediência. Veja que visão da vida:

“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne. E, tendo esta confiança, sei que ficarei, e permanecerei com todos vós para proveito vosso e gozo da fé, para que a vossa glória cresça por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós.” Filipenses 1.21-24.

Alguns outros personagens bíblicos pediram para que Deus lhes tirasse a vida, mas Deus não atendeu, com Moisés, Jó, etc. Quando Cristo, ressurreto, voltou ao Pai, diante da platéia de varões galileus, episódio descrito em Atos 1, estes tinham um pergunta a Cristo: não era aquela a hora de restaurar o Reino? Não era o tempo da eternidade? Do reino absoluto de Deus, da destruição do mal e do sofrimento? Porque, mestre, vais e nós ficamos?

Não, não era este o tempo, o plano era outro, o plano é que obedeçam e fiquem fazendo de suas vidas um canal da Glória de Deus. Deus não tem só um plano de vida para a eternidade, mas ele tem um plano para cada indivíduo sobre a terra, e de modo especial àqueles que Ele escolheu.
Jesus Cristo propõe uma parábola sobre os que terão direito à eternidade, e esta metáfora diz respeito ao modo como encaramos a vida, e o que esta parábola nos conta é que viver é um empreendimento.

Conhecida como a parábola dos talentos, esta história assemelha-se ao que o empreendedor faz ao banco quando pretende abrir um negócio próprio: ele recebe do banco um valor emprestado e o empreendedor aplicará este dinheiro de modo que prospere. É disso que fala a parábola, é a isso que Jesus compara a vida: ele nos capacita de vida, tempo, recursos, habilidades para sermos instrumentos da sua Glória. É este saldo de glória que depositamos aos pés de Jesus na entrada da eternidade como atestado de nossa eleição e ingresso na Pátria Celeste.

Mesmo que seja melhor estar com Deus, no céu, a vida é uma fábrica de glória, cada palpitar do nosso coração atesta que Deus espera de nós obediência para viver e empreender para a sua Glória.
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